O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha. A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que cuida da execução da pena do ex-presidente. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma sala de Estado-maior no local. Segundo o STF, a cela ocupada por Bolsonaro é igual a que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, cumprem pena. O espaço comporta 4 pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente. Anderson Torres e Silvinei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente está custodiado. Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”. O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência.
Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF. O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, devendo a defesa indicar o nome da pessoa que ficará responsável pela entrega das refeições. Além disso, Moraes também autorizou: atendimento médico em tempo integral pelo sistema penitenciário, em regime de plantão, 24h por dia; visitas semanais da esposa e filhos; assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni; autorização para leitura; grades de proteção e barras de apoio na cama; instalação de aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta.
Bolsonaro também deve ser submetido à junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação de seu quadro clínico. O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro de acesso à smart TV. Como é a Papudinha? O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM. O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.
Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020.
Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos.
Também é permitido acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica, de acordo com o regramento da unidade prisional.
Coffee Break apura desvios em contratos de materiais didáticos em licitações no interior paulista
Polícia Federal deflagrou nova fase de operação nesta quinta-feira, 15 | Foto: Divulgação/ PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 15, a terceira fase da Operação Coffee Break, que mira a ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do petista, é suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano. Este, por sua vez, seria o pivô do esquema.
A operação busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em licitações. O foco são contratos de materiais didáticos em prefeituras do interior de São Paulo.
Nesta etapa da Coffee Break, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão em São Paulo. A corporação também executou medidas de constrição patrimonial. A corporação afirma que o esquema de corrupção e desvio de recursos da Educação opera desde, pelo menos, 2021.
O relatório parcial aponta que agentes públicos, lobistas, doleiros e um empresário formaram uma “organização criminosa estruturada”, com atuação em diferentes prefeituras. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.
A PF afirma que recursos do Ministério da Educação foram desviados por meio de direcionamento e superfaturamento. Os crimes incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.
Envolvimento da ex-nora de Lula
Na fase anterior da operação, em 13 de novembro, a PF prendeu seis pessoas por suspeita de fraudes em licitações em Sumaré e Hortolândia. Entre os presos estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).
As investigações se concentram na empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três prefeituras.
Segundo os investigadores, André Mariano, dono da Life, contratou Carla Ariane Trindade para obter vantagens no governo federal. Em uma agenda apreendida, o nome de Carla aparece com o apelido “Nora”, em referência ao antigo vínculo familiar com o presidente.
Os investigadores apontam indícios de que a ex-nora do presidente atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à Life. A PF também cita Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula.
Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, proprietário do sítio de Atibaia investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na empresa Gamecorp.
Norma começa a valer a partir do dia 21 de janeiro
(Imagem ilustrativa) Foto: Pleno.News / Ana Luiza Menezes
O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu o processamento de solicitação de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi publicada pela Fox News Digital. Segundo o jornal, a suspensão terá início na próxima quarta-feira (21), e continuará por tempo indeterminado. O objetivo é coibir solicitantes aos vistos considerados propensos a se tornarem um gasto público.
Um memorando do Departamento de Estado, ao qual a Fox News teve acesso, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação.
O jornal não divulgou todos os países afetados pela medida, mas afirmou que, além do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estão na lista
A Fox News já havia divulgado, em novembro do ano passado, que o Departamento de Estado orientou os consulados a aplicarem novas regras de triagem baseadas na disposição de “encargo público” da lei da imigração. Com isso, os funcionários foram instruídos a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, com base em fatores variados, como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.
Ainda segundo o jornal, candidatos idosos ou com sobrepeso tinham chances de ter seus pedidos negados.
– O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano – disse o porta-voz da pasta, Tommy Piggott, em comunicado divulgado pela Fox News.
– A imigração desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos.
Na ausência de testamento, Suzane e o irmão teriam prioridade sobre os primos na sucessão da herança do médico Miguel Abdala Netto
A desconfiança marcou o histórico de tensão entre Suzane e Miguel, pois o médico temia que a sobrinha tentasse acessar o patrimônio da família | Foto: Reprodução/Twitter/X
A disputa judicial por uma herança de R$ 5 milhões opõe Suzane Magnani (ex-Richthofen), condenada pelo assassinato dos pais, e Silvia Magnani, prima de primeiro grau do médico Miguel Abdala Netto.
O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos quando, no fim de semana, ambas tentaram obter a liberação do corpo do médico no Instituto Médico Legal (IML) e na delegacia. Silvia conseguiu liberar o cadáver e realizar o enterro em Pirassununga (SP), nesta terça-feira 13.
O sepultamento ocorreu conforme o desejo de Miguel, que queria repousar ao lado da mãe e dos avós. O enterro foi discreto, sem a presença de outros familiares.
“Só estava eu no cemitério”, declarou Silvia, que manteve um relacionamento de cerca de 14 anos com Miguel, segundo relatou ao jornal O Globo. Até o momento, apenas Silvia e Suzane demonstraram interesse direto pela herança.
Relações familiares e ressentimentos
Silvia destacou que Miguel tinha ressentimento contra a sobrinha.
“Quero que se faça justiça ao Miguel, pois, no tempo que passamos juntos, ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho destruído emocionalmente”, afirmou. “Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito.”
O desfecho da partilha dependerá da existência de testamento. Sem filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos são herdeiros prioritários, conforme a legislação.
Caso não haja testamento, Suzane e Andreas, irmão dela, estariam à frente dos primos na sucessão.
Silvia tentou localizar Andreas, mas não obteve sucesso, já que ele vive atualmente em local desconhecido no litoral paulista.
Suzane, por sua vez, já acionou judicialmente para pedir a tutela do cadáver e se habilitar como inventariante.
Circunstâncias da morte e disputa pela residência
Miguel foi encontrado morto na própria casa, no bairro Campo Belo, na madrugada de sábado 10.
O corpo estava em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona no quarto.
Um vizinho, João Batista da Silva, percebeu a ausência do médico e, ao verificar a casa, encontrou o cadáver.
A Polícia Civil trata a morte como suspeita, mas uma fonte do IML informou ao jornal O Globo que o cenário mais provável é ataque cardíaco, devido ao inchaço do coração e à ausência de sinais de violência.
A residência de Miguel também virou foco de disputa. Suzane e Silvia tentaram obter a chave com o vizinho responsável, que declarou só entregá-la mediante ordem judicial.
Silvia foi enfática ao comentar sobre Suzane: “A Suzane está pagando pela pena dela, mas nem por isso vai deixar de ser assassina”.
Relação de Suzane e tio foi marcada por desconfiança
A desconfiança marcou o histórico de tensão entre Suzane e Miguel, pois o médico temia que a sobrinha tentasse acessar o patrimônio da família.
Andreas, irmão de Suzane, herdou cerca de R$ 10 milhões depois que a Justiça considerou Suzane indigna de receber a herança dos pais.
Miguel também não confiava nas intenções de Suzane, inclusive questionando sua gravidez como possível estratégia para se reaproximar dos bens familiares.
A tentativa de Suzane de liberar o corpo para proteger o patrimônio do filho não teve sucesso.
Agentes cumpriram 42 mandados de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Compliance Zero
As suspeitas contra Vorcaro surgiram na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025 | Foto: Reprodução/PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 14, a segunda fase da Operação Compliance Zero. Os agentes cumpriram 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e confiscaram uma série de bens de alto valor, incluindo carros, celulares, uma arma e pelo menos 20 relógios de grife.
As diligências ocorreram nos Estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A operação mira suspeitas de fraudes financeiras envolvendo nomes ligados ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Além da apreensão de bens físicos, o STF determinou o sequestro e bloqueio de ativos que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. O alvo principal da investigação é um possível esquema de venda de carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12 bilhões.
“As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”, informou a Polícia Federal.
PF cumpre 42 mandados nesta quarta-feira, 14 | Foto: Reprodução/PFPistola apreendida durante operação | Foto: Reprodução/PFCarro de luxo apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/PFCarro de luxo apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/PFCarro de luxo apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/PFPF apreende relógios de grife | Foto: Reprodução/PFPF apreende artefatos de luxo | Foto: Reprodução/PF
Ministro do STF viajou com advogado ligado ao Master
As suspeitas contra Vorcaro surgiram na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025. Segundo os investigadores, o banqueiro também teria articulado a entrada do BRB como sócio no Master — transação que foi vetada pelo Banco Central.
O inquérito passou a tramitar sob sigilo máximo por decisão do ministro Dias Toffoli, do STF. Ele assumiu o caso no fim do ano passado e recolheu os autos para análise em gabinete.
Pouco depois, veio à tona que o ministro viajou para o Peru, onde acompanhou a final da Copa Libertadores a bordo de um avião compartilhado com um advogado ligado ao Master.
Informações reveladas por Ullisses Campbell, do jornal O Globo, mostram que a briga judicial começou antes do enterro do médico Miguel Abdala Netto e envolve a ex-companheira dele e questões sucessórias ainda indefinida
Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen volta ao centro de uma disputa judicial, agora envolvendo a herança deixada pelo tio Miguel Abdala Netto. O patrimônio do médico é estimado em cerca de R$ 5 milhões e já provoca um embate familiar que teve início antes mesmo do sepultamento. As informações foram reveladas pelo jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, responsável por antecipar os detalhes do caso.
A disputa opõe Suzane a Silvia Magnani, prima de primeiro grau de Miguel e ex-companheira dele por mais de uma década. No fim de semana, as duas tentaram, de forma paralela, obter a liberação do corpo tanto na 27ª Delegacia de Polícia quanto no Instituto Médico Legal, em São Paulo. De acordo com a apuração publicada por O Globo, Silvia conseguiu autorização primeiro e assumiu os trâmites do enterro.
Miguel Abdala Netto foi sepultado na terça-feira (13), em Pirassununga, cidade de origem da família. Segundo Silvia, a cerimônia não refletiu o desejo do médico, que queria ser enterrado ao lado da mãe e dos avós. O enterro foi simples e marcado pela ausência de familiares. “Só estava eu no cemitério”, relatou ela, em declaração reproduzida pelo jornal.
Até agora, apenas Suzane e Silvia se apresentaram como interessadas diretas na herança. A prima afirma que Miguel nutria forte ressentimento em relação à sobrinha. “No tempo em que vivemos juntos, ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho, o Andreas, destruído emocionalmente”, disse Silvia, segundo o relato de Ullisses Campbell. Ainda assim, afirmou que aceitará a decisão judicial. “Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito.”
O desfecho da disputa pode mudar caso exista um testamento. Pela legislação brasileira, metade do patrimônio pode ser destinada livremente, enquanto a outra metade é reservada aos herdeiros necessários. Como Miguel não tinha filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos aparecem à frente dos primos na ordem de sucessão. Na ausência de testamento, Suzane e Andreas von Richthofen seriam, em tese, os herdeiros legais.
Silvia tentou localizar Andreas nos últimos dias, mas não conseguiu. Ele estaria vivendo em endereço incerto no litoral de São Paulo. Com isso, a disputa prática ficou concentrada entre as duas mulheres e deve avançar agora no Judiciário. Suzane já entrou com uma ação pedindo a tutela do cadáver, movimento que pode levá-la à condição de inventariante dos bens.
Miguel Abdala Netto foi encontrado morto dentro da própria casa, no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo, na madrugada de sábado (10). Um vizinho estranhou a ausência de contato por cerca de dois dias, pulou o muro e encontrou o corpo sentado em uma poltrona no quarto. O cadáver estava em avançado estado de decomposição, com inchaço no corpo e no coração.
A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e aguarda os laudos periciais. Uma fonte do IML, ouvida por O Globo, afirmou que a hipótese mais provável é de um ataque cardíaco fulminante, já que não havia sinais aparentes de violência no local.
A publicação feita nesta terça-feira (13) também é vista por aliados como uma forma de testar a popularidade de Tarcísio dentro do campo bolsonarista. Segundo uma pessoa próxima à ex-primeira-dama, as redes sociais de Michelle e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tornaram-se dois dos principais termômetros do bolsonarismo
Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) interpretaram um vídeo publicado por ela nas redes sociais com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como um recado indireto ao enteado mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A leitura é de que Michelle teria ficado contrariada com o anúncio da pré-candidatura de Flávio à Presidência da República.
A publicação feita nesta terça-feira (13) também é vista por aliados como uma forma de testar a popularidade de Tarcísio dentro do campo bolsonarista. Segundo uma pessoa próxima à ex-primeira-dama, as redes sociais de Michelle e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tornaram-se dois dos principais termômetros do bolsonarismo. De acordo com esse interlocutor, o nível de engajamento nas postagens ajuda a medir o humor do eleitorado.
Michelle teria se incomodado por ter sido surpreendida com o lançamento da pré-candidatura de Flávio. Na véspera do anúncio, em dezembro, ela visitou Jair Bolsonaro (PL), mas, segundo aliados, os dois não trataram de política durante os cerca de 30 minutos em que estiveram juntos. Flávio, por sua vez, não teria procurado a madrasta para avisá-la de que havia sido escolhido pelo pai.
No vídeo compartilhado por Michelle, Tarcísio critica a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Quando você tem mais inflação, o juro sobe ou o juro baixa? É isso que está acontecendo, o país está gastando demais”, diz o governador no trecho selecionado.
Para correligionários da ex-primeira-dama, a publicação também sinaliza que ela ainda não estaria totalmente convencida de que Flávio seja o nome mais competitivo do bolsonarismo para enfrentar Lula em uma eventual disputa presidencial.
No fim do ano passado, Michelle se desentendeu publicamente com os enteados em razão de uma articulação do PL com Ciro Gomes (PSDB) para o governo do Ceará. Após o episódio, Jair Bolsonaro pediu que a família se reconciliasse e demonstrasse unidade. Michelle pediu desculpas a Flávio e recebeu um pedido de desculpas do senador. Quando o clima parecia mais ameno, Flávio anunciou que havia recebido o aval do pai para disputar a Presidência.
Antes do anúncio público, Flávio viajou de Brasília a São Paulo para comunicar pessoalmente a decisão a Tarcísio de Freitas, mas não entrou em contato com Michelle, nem mesmo por telefone. Em entrevista à Folha, em 8 de dezembro, o senador reconheceu que a madrasta pode ter ficado surpresa.
“Acredito que possa ter ficado surpreendida porque eu não sei se o presidente Bolsonaro conversava diretamente com ela sobre isso. Comigo ele conversava. Pode ser que ela tenha ficado surpresa no momento, mas com toda certeza ela imaginava que esse era um cenário bem possível”, afirmou Flávio.
Pessoas próximas à ex-primeira-dama relatam que o encontro dela com Jair Bolsonaro em 4 de dezembro, um dia antes do anúncio, foi particularmente sensível porque a filha do casal, Laura, estava presente.
Quatro dias após a confirmação da pré-candidatura de Flávio, Michelle anunciou uma pausa na agenda política. Ela desmarcou um encontro nacional que ocorreria no Rio de Janeiro em 13 de dezembro e se afastou temporariamente da presidência do PL Mulher, alegando questões de saúde.
Aliados afirmam que Michelle queria passar mais tempo com a filha, que havia acabado de entrar em férias, e que também teria dificuldade em disfarçar o descontentamento por ter sido, na avaliação deles, atropelada politicamente.
A ex-primeira-dama deve retomar a agenda de viagens pelo país em 6 de fevereiro, começando por Palmas (TO). O presidente do diretório do PL no Tocantins, senador Eduardo Gomes, pré-candidato à reeleição, diz que a expectativa para o evento é alta.
“Michelle é uma figura pública amplamente reconhecida em todo o país, que vem cumprindo essa agenda partidária de maneira muito significativa e trazendo para as fileiras do PL lideranças femininas muito importantes para o Brasil”, afirmou o senador.
O advogado Jeffrey Chiquini afirmou, nesta semana, que protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS. O requerimento foi direcionado ao ministro André Mendonça, relator do caso.
Em vídeo divulgado nas redes, Chiquini declarou:
– Acabei de pedir a prisão preventiva do Lulinha. O pedido acaba de ser protocolado para o André Mendonça. Todo mundo sabe que o Lulinha, está atolado até o pescoço nessa fraude do INSS, diariamente são escândalos envolvendo o seu nome como a mesada do Careca do INSS.
Segundo Chiquini, a solicitação se baseia no risco de o investigado deixar o país e não se colocar à disposição da Justiça. Em 2025, o filho do presidente Lula ficou na Espanha e, agora, deve deixar o Brasil novamente.
Por isso, o advogado apresentou o pedido, pois por ter residência no exterior, Lulinha pode não ser responsabilizado e preso no país, caso seja acusado e julgado.
Ele também afirmou que há “indícios sólidos” de envolvimento de Lulinha no caso e que o pedido deve ser analisado pelo Ministério Público.
A investigação da Polícia Federal apura supostas ligações de Lulinha com um esquema de fraudes em descontos associativos do INSS. Relatórios mencionam conversas e depoimentos que citam uma possível “mesada” de R$ 300 mil, além de suspeitas sobre negócios ligados à cannabis medicinal.
Apesar dos indícios citados nos autos, a própria PF registrou que, até o momento, não há provas diretas da participação de Lulinha nos crimes investigados.
Jurista retorna à pasta após quase dez anos e substitui Ricardo Lewandowski no comando da área
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública. O jurista tem trajetória próxima aos governos petistas e boa interlocução com o núcleo político do Planalto, especialmente com a ala baiana do governo. Ele assume a pasta após a saída de Ricardo Lewandowski, que deixou oficialmente o cargo na última semana.
Wellington já ocupou o Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, mas permaneceu por poucos dias após decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu sua permanência no cargo sem exoneração do Ministério Público da Bahia.
No atual mandato de Lula, ele atuou como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e, mais recentemente, chefiava o departamento jurídico da Petrobras, função para a qual havia sido indicado pelo próprio presidente.
Com formação em direito e mestrado em ciências criminais, Wellington construiu carreira no Ministério Público baiano e exerceu cargos estratégicos ligados à área jurídica e de segurança pública. Sua escolha ocorre em meio ao debate interno no governo sobre a reorganização da estrutura da Justiça e da Segurança Pública, incluindo a possibilidade de criação de um ministério específico para o setor.
Foi confirmado com a Polícia Federal (PF) que o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) entrou no foco da 9ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira (13), após o aprofundamento das investigações. A apuração indica que a maior parte das medidas ocorre como desdobramento de etapas anteriores, vindas ainda de 2025. Em um primeiro momento, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia negado pedidos de busca contra o parlamentar, por considerar o material insuficiente.
Com o avanço das diligências, a investigação foi ampliada. A PF reuniu novos elementos a partir da análise de provas obtidas em fases anteriores da operação, o que levou à apresentação de um pedido complementar ao STF. Dessa vez, a Corte autorizou medidas mais amplas, entendendo que havia base técnica para o prosseguimento.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão ligados diretamente ao deputado, incluindo o apartamento funcional em Brasília, a sede do partido na Bahia e um imóvel de alto valor monitorado na apuração patrimonial. O STF também autorizou o bloqueio de recursos financeiros vinculados aos investigados.
A nova etapa tem origem na quarta fase da Overclean, quando um assessor parlamentar passou a ser investigado. A partir desse ponto, a PF aprofundou a análise sobre a liberação de emendas e contratos públicos, o que sustentou o avanço sobre o núcleo político do caso.