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Artigo: Consciência Negra
27 de Novembro de 2024

Stoodi/Reprodução

Por Frei Jorge Rocha:

Concordo plenamente, contudo, enquanto a consciência humana não seja a ordem do dia, precisamos, sim, de ações afirmativas que diminuam as distâncias sociais que foram impregnadas, por séculos, em nosso país , como coisa normal. Vamos lá!

  1. Trabalhei insistentemente pela implantação das cotas na UNEB. Porque, por incrível que pareça, os ricos estudam nas escolas privadas e fazem a universidade pública. Hoje, as universidades são espaço de afirmação e de acesso ao conhecimento;
  2. ⁠Foi normatizado em nosso meio, que o povo preto, não pode ser empresário, nem bancário, nem pode ser um CEO de uma multinacional. Quando o é, é visto com desdém, simplesmente porque é preto. Ainda reina entre nós uma espécie de arianismo: a supremacia europeia.
  3. ⁠A mídia, as novelas só colocava o povo preto em papéis secundários, como: empregada doméstica, motorista. Há pouco tempo, tivemos uma preta como protagonista. Isso foi vítima de uma conquista das lutas de igualdade;
  4. ⁠Até pouco tempo, não tínhamos médicos e médicas pretos. E tantos, até hoje, se recusam a ser tratados por um médico negão ou negona. Mais uma vez, está entranhado entre nós que preto é incapaz;
  5. ⁠Todos os dias os irmãos do candomblé são desmoralizados em público, sendo vítimas do racismo religioso. Foi preciso ter lei para se entender que o preto é gente e que essa atitude é crime;
  6. Secundando o racismo estrutural, no século XX, a condição para ter um emprego era ter “boa aparência”, isto é, não ser preto, até que tal expressão foi proibida e se constitui uma infração grave, passível de punição;
  7. Até pouco tempo, as propagandas de televisão não tinham a presença de negros, a não que estivessem calados. Foi preciso fazer uma lei, a fim de fosse contemplado o caráter da representatividade e, hoje, já vemos os pretos e pretas nas mídias e publicidades.
  8. Os negros nunca tiveram direto a ter a sua história contada por nós. Fomos obrigados a passar por um processo de embranquecimento. Nunca tivemos direito a linguagem própria, a não ser para enricar os brancos;
  9. Fomos apenas instrumentalizados pelo viés da sexualidade e nada mais. O que nos deu esteriótipos nessa área , fazendo com que o negro fosse reduzido a um simples objeto de prazer;
  10. Em se tratando de cabelo, o racismo estrutural classificava: cabelo bom e cabelo ruim. Hoje a indústria dos cosméticos se rendeu, porque é rentável, a oferecer produtos específicos para os homens e mulheres negros. Isso não é porque a indústria estética é boazinha, eh porque o preto consome e paga imposto;
  11. Às políticas afirmativas proporcionaram ao preto chegar em cargos do escalão dos grandes empregos , nas diversas esferas governamentais. Repito. Não é porque o governo é bonzinho. Eh fruto de luta!

É verdade! O povo preto não deveria precisar nada disso: cotas, taxas, etc… Isso é apenas uma reparação histórica.

O que se espera é que aqueles pretos que ascenderam na vida, que tiveram acesso ao científico e as benesses dessa vida, não repita o estereótipo do racismo às avessas e, o pior, não seja racista com os seus irmãos pretos.

De fato, precisamos ter consciência humana, isso é o ideal, mas, enquanto ela não vem: VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA!


Nesta terça-feira (26), duas ações da Polícia Civil em Feira de Santana culminou na prisão de indivíduos. As operações foram realizadas pela equipe da 2ª Delegacia Territorial, com o apoio do CATTI Sertão.

Na parte da tarde, os agentes deram cumprimento a dois mandados de prisão preventiva contra um homem suspeito de praticar roubos em estabelecimentos comerciais na região central da cidade. Após as medidas administrativas o suspeito permanece à disposição da Justiça.

Já pela manhã, outra operação da equipe do CATTI Sertão prendeu uma mulher procurada pela Justiça Criminal do Espírito Santo. Ela é suspeita de envolvimento em organização criminosa e de ser a mandante de um homicídio. De acordo com as investigações, a mulher teria atuado ativamente na compra e transporte de armas e drogas para a organização, além de financiar o executor de um homicídio.

As prisões foram formalizadas e comunicadas às autoridades competentes, e os detidos seguem sob custódia aguardando os desdobramentos judiciais.


A Prefeitura de Feira de Santana emitiu um comunicado oficial às autoridades competentes, incluindo a Polícia Federal, a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, sobre a evasão de 70 refugiados venezuelanos da etnia Warao que residiam no município. As famílias estavam localizadas em 13 imóveis situados na Vila Rua Tupinambás, no bairro Mangabeira. Entre eles, há adultos e crianças que, até recentemente, eram acompanhados pelos serviços municipais.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedeso), uma equipe foi enviada às residências onde essas famílias viviam, mas os imóveis estavam desocupados. Além disso, as crianças não têm comparecido às escolas em que estavam matriculadas, nem aos postos de saúde, descumprindo o cronograma de visitas de acompanhamento de saúde.

A  Sedeso destaca que, apesar da evasão, as famílias estavam sendo assistidas e tiveram seus direitos mantidos durante todo o período em que estiveram no município. No último dia 12 de novembro, as famílias haviam recebido a renovação dos enxovais, com itens essenciais como redes, lençóis, toalhas e cobertores. Além disso, o aluguel social, uma medida de apoio do município, foi mantido, e todos os refugiados eram beneficiados pelos programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A evasão desses refugiados sem aviso ou explicação suscitou uma série de preocupações entre as autoridades locais. A Prefeitura de Feira de Santana reforçou a necessidade de uma colaboração estreita entre os órgãos de segurança pública e de proteção para localizar as famílias e assegurar que seus direitos, especialmente os de acesso à saúde, educação e assistência social, sejam preservados. A Prefeitura segue acompanhando o caso e permanece à disposição das instituições para auxiliar nas investigações.


Foto: Izinaldo Barreto – Arquivo

A Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA), está intensificando os serviços de reparo na pavimentação urbana e nas redes de drenagem da cidade. As equipes estão atuando de forma estratégica em diversos bairros e regiões do município, com o objetivo de melhorar a infraestrutura e garantir mais conforto e segurança para a população.

De acordo com a programação de atividades urbanas, que inclui reparos no CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), pavimentação em paralelo e ações de drenagem, os trabalhos estão concentrados em áreas de grande circulação e com histórico de problemas. A Prefeitura segue com a execução das obras de forma contínua, com a previsão de que todos os serviços sejam concluídos dentro do cronograma estabelecido.

As equipes estão atuando nas ruas Vasco Filho, Rua da Saudade e Rua Pedro Suzart, no bairro Serraria Brasil, para corrigir imperfeições no asfalto com a aplicação de CBUQ. O objetivo é garantir maior durabilidade e qualidade da pavimentação, além de proporcionar mais segurança e conforto tanto para motoristas quanto para pedestres.

No bairro Conceição, a equipe está realizando reparos no pavimento paralelo da Rua Heitor Villa Lobos. A medida visa melhorar as condições de tráfego em áreas de alta movimentação, oferecendo uma alternativa eficiente para o fluxo de veículos.

Drenagem

Além dos reparos na pavimentação, as equipes de micro drenagem estão trabalhando nas ruas Pedro Suzart, na Serraria Brasil, e na Rua Intendente Abdon, no bairro Queimadinha. A instalação de sistemas de drenagem adequados é essencial para prevenir alagamentos e outros danos causados pelas chuvas, além de melhorar a qualidade de vida dos moradores dessas regiões.

Na Queimadinha, as equipes continuam com a implantação e requalificação dos sistemas de drenagem na Rua Intendente Abdon. O objetivo da obra é otimizar o fluxo de águas pluviais, evitando transtornos durante o período de chuvas intensas e garantindo maior segurança para os residentes.


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Imagem: iStock

Ganhar massa muscular (hipertrofia) e perder peso simultaneamente é algo desafiador, pois geralmente esses objetivos requerem abordagens diferentes de treino e alimentação.

No entanto, dependendo do seu nível de treino e de quanto você espera ganhar de músculos e eliminar de gordura, é possível alcançar um bom resultado, afirma Fernando Guerreiro, profissional de educação física e especialista em treinamento funcional, em sua coluna para o VivaBem.

Segundo ele, para ter hipertrofia, é preciso um treinamento resistido (como a musculação) com carga (peso) e volume (número de séries e exercícios) adequados. Geralmente, também é necessário consumir mais calorias do que seu corpo gasta, mas comendo alimentos saudáveis.

Já a perda de gordura exige um déficit calórico — consumir menos calorias do que seu corpo queima. Isso pode ser alcançado com uma dieta controlada e exercícios que proporcionam grande gasto energético, como corrida, bike etc.

O acompanhamento de um treinador e de um nutricionista pode ajudar a obter um programa de treino e de alimentação adequados para conquistar seus resultados e mesmo acelerá-los. Mas Guerreiro separou algumas dicas que vão ajudar a alcançar esse objetivo:

1. Use o peso certo na musculação: faça os exercícios com uma carga que permita realizar de oito a 12 repetições — e nenhum movimento a mais que isso. Se você completar 12 repetições em condições de executar mais movimentos, aumente a carga na próxima série.

2. Invista em exercícios compostos: são movimentos que trabalham vários músculos ao mesmo tempo, como agachamento, afundo, levantamento terra, supino, remadas e desenvolvimento de ombros. Por recrutarem grande volume de massa muscular, esses exercícios estimulam a produção de testosterona, hormônio que favorece o ganho de massa.

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Imagem: Getty Images

3. Não exagere no aeróbico: incorporar exercícios cardiovasculares ajuda na queima de calorias e na perda de gordura. Porém, fazer um grande volume de atividade aeróbica dificulta o ganho de massa. Procure realizar esses exercícios cerca de três vezes por semana, por até 30 minutos. Uma boa é investir em atividades intervaladas — você corre em alta velocidade por um curto período (1 minuto, por exemplo) e depois dá uma pausa para descanso (também de 1 minuto).

4. Alimentação equilibrada: controle a qualidade dos alimentos e as calorias consumidas, para ter um déficit calórico, fundamental para a perda de peso. Certifique-se de consumir também proteínas suficientes, pois o nutriente é essencial para a construção muscular.

5. Descanso adequado: dê tempo ao seu corpo para se recuperar com descanso adequado e sono de qualidade. Enquanto você dorme, seu corpo produz hormônios importantes para o ganho de massa, como o GH (hormônio do crescimento).

Lembre-se de que o equilíbrio entre hipertrofia e perda de peso pode ser mais lento e desafiador, mas com persistência e dedicação, você pode alcançar seus objetivos. ”Fernando Guerreiro.

Informações UOL


Presidente argentino afirmou que permissão de mudança de prisão sob alegação de identidade de gênero é “barbaridade”

Javier Milei Foto: EFE/Juan Ignacio Roncoroni

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta terça-feira (26) que promoverá uma iniciativa para proibir que os detentos do país possam solicitar uma transferência para outra prisão por causa de sua identidade de gênero.

Durante uma cerimônia com as forças de segurança na Casa Rosada, sede do governo argentino, Milei citou uma série de casos recentes de detentos que recorreram à Lei de Identidade de Gênero para solicitar a transferência de uma prisão masculina para uma unidade feminina.

– Eles tentaram argumentar que, na realidade, eram mulheres que deveriam estar em uma prisão feminina, seja para tirar vantagem das mulheres presas ou para continuar com seus negócios, em condições mais brandas (…). Somente em um país cujos valores foram profundamente rompidos é que se pode permitir tal barbaridade – disse.

Milei afirmou que “essa estupidez está chegando ao fim” e que os sistemas penitenciários provinciais que não aderirem à medida estarão “premiando a criatividade dos criminosos” e “desrespeitando as vítimas”.

O anúncio foi feito em meio à repercussão nacional do caso de um prisioneiro em uma penitenciária na província de Córdoba que foi transferido para uma ala feminina com base em uma mudança de gênero, e ele foi acusado de ter abusado de uma detenta.

Por outro lado, Milei expressou apoio irrestrito às forças de segurança, que, segundo ele, “foram deixadas desamparadas por um Estado que está cansado de ignorá-las”.

– O Estado deve proteger as vítimas e punir os criminosos, e não proteger os criminosos e punir as vítimas – acrescentou, enfatizando que “os bons são os de azul”, fazendo uma referência à polícia, e dizendo que “os maus são os criminosos”.

*EFE


Robinho cumpre pena por estupro de uma mulher albanesa na Itália e está preso na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo

Imagem colorida mostra o ex-jogador Robinho, um homem negro de cabelos curtos, vestindo uniforme de presidiário, posando para foto na cadeia - Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 9 votos a 2, manter a prisão do ex-jogador Robinho. A decisão foi tomada no plenário virtual, com a participação dos 11 ministros. Robinho cumpre pena por estupro de uma mulher albanesa na Itália e está preso na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo.

Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do STF, votaram a favor de soltar o ex-jogador Robinho, enquanto a maioria do tribunal, incluindo Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Nunes Marques, decidiu manter a prisão.

Os ministros analisaram a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que homologou a sentença italiana e ordenou Robinho a cumprir, no Brasil, a pena de 9 anos por estupro coletivo em regime fechado.

A ministra Cármen Lúcia votou a favor de manter o ex-jogador de futebol Robinho preso. De acordo com a ministra, “a impunidade pela prática desses crimes é mais que um descaso, é um incentivo permanente à continuidade desse estado de coisas de desumanidade e cinismo”.

Caso Robinho

Robinho foi preso na noite do dia 21 de março deste ano após ser condenado por estuprado coletivo. Com outros homens, ele abusou de uma mulher albanesa em uma boate de Milão, em 2013.

Ele foi condenado em 2017 pela Justiça italiana mas só foi preso neste ano, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatar o pedido italiano, por nove votos a dois, e determinar o cumprimento da pena em regime fechado.

Informações Metrópoles


A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, deve participar do debate com colegiado

ccj - votação decisões monocráticas stf
CCJ da Câmara deve discutir o projeto nesta quarta-feira, 27 | Foto: | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira, 28, uma discussão sobre o Projeto de Lei 1.169/2015, que trata da recontagem de votos. O texto é de autoria do deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO).

A proposta altera a Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, a qual determina as normas para as eleições, para que se possibilite a recontagem física de votos nos pleitos para cargos eletivos federais, estaduais, distritais ou municipais.

O projeto estabelece que o órgão nacional de partido político solicite, no prazo de 48 horas depois da divulgação oficial do resultado final das eleições, a recontagem dos votos por meio físico e digital.

O debate sobre o PL foi um pedido do relator da proposta, o deputado José Medeiros (PL-MT). A discussão está prevista para a manhã desta quinta-feira, 28.

Discussão sobre recontagem de votos

A discussão sobre o projeto de lei vai contar com a participação de profissionais capacitados para, segundo o relator, obter uma “visão ampla das possibilidades e entraves inerentes à matéria”. 

Eis os convidados para o debate:

  • Ministra Cármen Lúcia — presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
  • Sebastião Coelho da Silva — desembargador;
  • Felipe Camelo Gimenez — procurador de Mato Grosso do Sul;
  • Amilcar Brunazo Filho — engenheiro especializado em segurança de dados e voto eletrônico.

O desembargador federal William Douglas e o ex-chefe do setor de TI do TSE Giuseppe Gianninno também foram convidados para o debate, mas não vão participar. 

Informações Revista Oeste


O produto brasileiro foi alvo de discursos depreciativos durante votação simbólica contra acordo entre UE e Mercosul

França
O Brasil é o maior exportador de carne bovina do planeta | Foto: Reprodução/Mapa

A Assembleia Nacional da França rejeitou, por 484 votos contra 70, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, na noite desta terça-feira, 26. Embora o resultado não tenha efeito prático, já que os Parlamentos nacionais não têm poder para interferir nas negociações entre blocos, a votação demonstrou a união dos partidos políticos franceses. De diferentes espectros ideológicos, todos se posicionaram contra o texto.

Durante a sessão, a carne brasileira foi o principal alvo de críticas. Diversos discursos a mencionaram com termos depreciativos. O deputado Vincent Trébuchet, do partido UDR, declarou que os pratos franceses não são “latas de lixo”. 

“Nossos agricultores não querem morrer e nossos pratos não são latas de lixo”, disse o parlamentar.

Antoine Vermorel-Marques, deputado dos Republicanos, fez uma comparação entre a tradicional vaca charolesa francesa, descrita como “rústica e maternal”, e os exemplares da mesma raça criados na América do Sul.

“Aglutinada em fazendas de 10 mil cabeças, engordada, condenada aos ferros, comendo soja transgênica, em um hectare onde antes havia a Floresta Amazônica, abatida sem dó nem piedade e empacotada em um cargueiro refrigerado”, enfatizou Marques. “Seu destino? Nossas mesas, nossas cantinas, vendida à metade do preço, financiada ao custo da nossa saúde, alimentada com um pesticida proibido na Europa, que fragiliza a gravidez e ataca a saúde dos recém-nascidos.”

O ministro brasileiro da Agricultura comentou o caso

No mesmo dia, o ministro brasileiro da Agricultura, Carlos Fávaro, comentou a polêmica que envolveu a carne brasileira. Ele destacou o compromisso do Brasil com sustentabilidade e transparência. Além disso, enfatizou ações como a recuperação de milhões de hectares de pastagens. 

“Estamos fazendo a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagem”, disse o ministro. “Em hipótese alguma vamos aceitar que alguém venha falar da qualidade de nosso produto, que venha deturpar o que fazemos com excelência.”

A deputada Hélène Laporte, do partido RN, criticou a competitividade do modelo brasileiro. Ela atribuiu essa vantagem ao desmatamento, ao uso intensivo de antibióticos e à concentração do mercado. Segundo Laporte, mesmo a pequena cota de carne do Mercosul prevista no acordo, inferior a 2% do consumo europeu, poderia desestabilizar o mercado francês.

“Uma ultraconcentração da produção, com três empresas que dividem 92% da produção destinada à exportação”, comentou a deputada. “Desmatamento maciço e uso de antibióticos sem moderação. Vamos usar a pecuária brasileira como modelo? Para o RN, a resposta é não.”

A França discutirá o acordo nesta quarta-feira, 27, de forma simbólica

Nesta quarta-feira, 27, o Senado francês também discutirá o acordo. O resultado da votação será meramente simbólico. Para barrar o texto, a França precisa do apoio de quatro países que representem juntos 35% da população da União Europeia. Além da França, a Polônia já declarou oposição.

O debate, por outro lado, abordou preocupações com populações indígenas e agricultores brasileiros. Além disso, deputados reforçaram críticas ao livre-comércio e destacaram seus impactos negativos.

Por exemplo, eles mencionaram acordos recentes da União Europeia, como o que abriu o mercado para carne ovina da Nova Zelândia, e solicitaram uma revisão de termos para a importação de tomates do Marrocos. Contudo, partidos historicamente protecionistas ironizaram a adesão de outros grupos a essa posição e demonstram contradições no discurso político.

Informações Revista Oeste


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Imagem: Arte UOL

Quando se fala da saúde do pênis, a maior preocupação é que ele não funcione como deve. A receita para mantê-lo em boas condições é conhecida: estilo de vida saudável, ou seja, dieta equilibrada, atividade física regular, sexo protegido e evitar o consumo de álcool e tabaco.

Além disso, manter a higiene íntima em dia é medida da mais alta importância. Embora possa parecer óbvio que caprichar na higienização previne desconfortos, nem sempre os homens associam descuidos nesse “setor” a possíveis complicações.

Os urologistas afirmam que a razão para isso é que muitos jovens não recebem informações adequadas na adolescência e, na idade adulta, eles ainda demoram a buscar por orientações ou avaliações médicas.

Segundo os periódicos médicos The Lancet e British Medical Journal:

Iniciativas de educação focam mais na prevenção e tratamento de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e menos na saúde e no bem-estar sexual.

A proporção de homens que procura por um médico é desconhecida.

Para a maioria, essa iniciativa é desafiadora, hesitante e, por vezes, ocorre por motivo diverso do que realmente motiva a consulta.

Somente 15% a 20% deles descreve ter algum tipo de problema.

Os efeitos no seu pênis

A higiene íntima é indispensável porque está associada à produção de esmegma, uma substância natural produzida por glândulas presentes na glande (cabeça) do pênis, de consistência branca e pastosa, e formada por células mortas, fluídos e gorduras.

Quando essa substância se acumula na região, além do mau cheiro, ela facilita estados irritativos e o aparecimento de doenças. Confira os quadros associados:

As inflamações se instalam

Balanite e balanopostite são inflamações geralmente causadas pela falta de higiene local.

Quando a região afetada é a glande, o problema é chamado de balanite; quando é o prepúcio, postite. Quando ambos são acometidos, a inflamação é definida como balanopostite.

Dor, coceira, vermelhidão, inchaço, mau cheiro ou mudança do odor, dor ao urinar, pequenas feridas ou lesões na pele, rachaduras e bolhas são sintomas comuns.

A falta de cuidado com as balanopostites pode facilitar seu avanço para a uretra (canal da urina). O quadro pode acarretar o seu estreitamento, além de processos inflamatórios crônicos na pele peniana e mucosa da glande.

O risco de ter tumor aumenta

Embora os urologistas considerem esse tipo de câncer raro, entre os fatores que facilitam o aparecimento de um tumor na região, destaca-se a falta de higiene pessoal, assim como o histórico de fimose, balanite, inflamações crônicas, tabagismo, além de IST —principalmente o HPV e o HIV.

Dados publicados nas revistas médicas Current Opinion in Urology e Journal of Urology mostram que pessoas com histórico de fimose devem estar atentas porque tal condição se associa ao aumento do risco desse tipo de câncer (25% a 60%).

De acordo com a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), o Brasil registrou média superior a 600 amputações de pênis nos últimos dez anos devido ao câncer de pênis.

Higiene do pênis, passo a passo

Os especialistas garantem que, em qualquer idade, a higienização deve acontecer pelo menos uma vez ao dia, e ela não deve se limitar apenas ao banho. Veja a seguir:

Lave as mãos antes e depois de urinar.

Na hora do banho, lembre-se sempre de expor a glande, afastando delicadamente o prepúcio.

Lave a região com água e sabonete.

Após enxaguar com água corrente, a região deve ser mantida seca e livre de umidade. A medida reduz o risco de ter uma inflamação local.

É importante sempre retornar o prepúcio retraído à posição original após a higiene e a secagem.

A higienização deve abranger a base do pênis, o púbis e também a região dos testículos, a virilha e o períneo.

Repita a operação após as relações sexuais.

Depois de urinar, certifique-se de enxugar toda a região para evitar que restos de urina permaneçam no local e provoque alguma irritação.

Depilação masculina

Ela não é contraindicada e pode até ser útil para pessoas que transpiram muito na região.

A mistura de pelos pubianos e suor pode produzir um odor forte e semelhante ao das axilas. O único cuidado é evitar cortes locais.

Para quem se depila ou não, usar roupa íntima de algodão permite maior “ventilação” local e evita o acúmulo de suor.

Lenço umedecido pode?

A regra geral é higienizar-se com água e sabão, mas em situações nas quais isso não seja possível, o lenço umedecido pode ser utilizado.

Lembrando que lenços umedecidos, sabonetes especiais, sabonetes para banhos de banheira, desodorantes íntimos perfumados não são para todos. A depender da tolerância individual, eles podem causar irritações locais.

Muita calma nessa hora

Nos recém-nascidos, a presença do prepúcio impede a exposição da glande —o que acontece em 90% dos bebês. Lá pelos 3, 4 ou 5 anos de idade, 90% dos meninos serão capazes de fazê-lo.

A essa altura, pode ser que alguns ainda tenham um pouco de adesão, mas tal característica não é considerada fimose.

Aliás, na infância, a retração do prepúcio para limpeza também deve ocorrer durante o banho diário. Mas a prática deve ser feita com cuidado, sem forçar excessivamente.

Na adolescência, a impossibilidade de exposição acometerá 5% ou menos dos jovens. Já na idade adulta, tal dificuldade pode chegar a 1%. Caso a limpeza eficaz não seja possível na idade adulta — porque há alguma obstrução—, uma avaliação médica é recomendada.

Quando procurar ajuda médica

Jovens do sexo masculino raramente vão ao urologista assim que entram na adolescência para fazer uma avaliação médica ou receber orientações.

No entanto, em caso de dúvidas e diante de qualquer mudança no pênis, a melhor conduta é procurar por ajuda especializada.

São exemplos de situações que merecem uma consulta com o urologista:

não conseguir expor completamente a glande;

presença de manchas, feridas ou verrugas que não desaparecem após 30 dias.

Fontes: Carlos Augusto Fernandes Molina, urologista e professor do Depto. de Cirurgia e Anatomia da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo); Lucas Batista, urologista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA/Ebserh (Hospital Universitário Prof. Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia, que integra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e cirurgião robótico; Ricardo Brandina, médico urologista e professor do curso de medicina da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), campus Londrina, coordenador de Serviço de Cirurgia Robótica do Hospital Evangélico de Londrina (PR). Revisão técnica: Carlos Augusto Fernandes Molina.

Referências: SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

Masculinities and sexual and reproductive health and rights: a global research priority setting exercise. Brennan-Wilson, A. et al. The Lancet Global Health, Volume 12, Issue 5, e882 – e890. 2024. Disponível em https://doi.org/10.1016/S2214-109X(24)00053-6

Engelsgjerd JS, Leslie SW, LaGrange CA. Penile Cancer and Penile Intraepithelial Neoplasia. [Atualizado em 2024 Sep 2]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024 Jan-. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499930/

Malhotra NR et al. Frequency and Variability of Advice Given to Parents on Care of the Uncircumcised Penis by Pediatric Residents: A Need to Improve Education. Urology. 2020. Disponível em https://doi.org/10.1016/j.urology.2019.09.057

Gregoire A. ABC of sexual health: male sexual problems. BMJ. 1999 Jan. Disponível em https://doi.org/10.1136/bmj.318.7178.245

Fox GN. Care of uncircumcised children. West J Med. 1985. Disponível em https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC1306010/

Informações UOL