
A evolução clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro foi considerada positiva nas últimas horas, segundo o cardiologista Brasil Caiado, nesta quarta-feira, 18. Apesar da melhora, ele permanece internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta médica.
*Em atualização

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrou uma empresa na Espanha em meio ao avanço das investigações sobre fraudes no INSS que apuram eventual ligação dele com o esquema.
A companhia, chamada Synapta, teve início de operação em janeiro de 2026 e foi formalmente registrada em fevereiro no Registro Mercantil de Madri. Lulinha aparece como administrador único do negócio, que foi constituído com capital social mínimo de 3 mil euros (R$ 18 mil), conforme exigido pela legislação espanhola.
O endereço informado pela empresa fica no distrito de Chamartín, área de alto padrão na capital espanhola. No local, funciona um escritório de advocacia especializado em assessorar empresas estrangeiras. A Synapta utiliza esse mesmo endereço como sede fiscal, prática permitida pela legislação, mesmo sem a presença física da empresa no local.
Até o momento, não há registro de atividades operacionais relevantes da companhia. Além da nomeação de procuradores legais vinculados ao escritório espanhol, não foram identificadas movimentações, o que caracteriza o negócio como uma empresa “de gaveta”, criada formalmente, mas ainda sem atuação efetiva.
Segundo a defesa de Lulinha, a empresa foi aberta dentro das exigências legais e tem como objetivo viabilizar projetos futuros no exterior. Os advogados afirmam que ele atualmente atua como pessoa física fora do Brasil, mas não detalham contratos ou clientes, alegando questões de privacidade.
A criação da empresa ocorre em um momento em que o filho do presidente Lula é alvo de apurações conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CPMI do INSS. As investigações buscam esclarecer se houve a participação de Lulinha em um esquema de fraudes contra aposentados.
Dados obtidos pela investigação indicam que, ao longo de quatro anos, ele movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em transações bancárias, incluindo entradas e saídas de valores próximos a R$ 9,7 milhões. Seus sigilos bancário e fiscal foram quebrados por decisão do STF, a pedido da PF, além de medida semelhante aprovada pela CPMI, posteriormente suspensa pelo ministro Flávio Dino.
As apurações também analisam a relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador do esquema. Uma das linhas investigativas envolve repasses financeiros que teriam sido feitos por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga da esposa de Lulinha.
A defesa da empresária afirma que os valores recebidos têm origem em um negócio ligado ao setor de canabidiol e não possuem relação com irregularidades. Já os advogados de Lulinha confirmaram que ele chegou a viajar ao exterior com despesas custeadas pelo lobista, mas sustentam que o encontro teve caráter profissional.
Informações Pleno News

Nesta terça-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não precisa da ajuda “de ninguém” para seguir com a guerra contra o Irã. Ele se manifestou após países da Europa e da Ásia rejeitarem o pedido de ajuda dos EUA no conflito.
A fala do presidente americano ocorreu durante encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.
– Nós não precisamos deles, mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo – declarou.
O presidente dos EUA também se pronunciou por meio de sua rede, Truth Social.
– Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos “aliados” da Otan de que eles não querem se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã, no Oriente Médio. Isso ocorre apesar de quase todos os países concordarem veementemente com o que estamos fazendo e de que o Irã não pode, de forma alguma, ter permissão para possuir uma arma nuclear. Não me surpreende essa atitude, pois sempre considerei a Otan, onde gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não fazem nada por nós, especialmente em um momento de necessidade. Felizmente, dizimamos as forças armadas do Irã: sua marinha foi destruída, sua força aérea foi destruída, seu sistema antiaéreo e radar foi destruído e, talvez o mais importante, seus líderes, em praticamente todos os níveis, foram eliminados, para nunca mais nos ameaçarem, nem a nossos aliados do Oriente Médio, nem ao mundo! Devido ao sucesso militar que alcançamos, não “precisamos” nem desejamos mais a ajuda dos países da Otan — NUNCA PRECISAMOS! O mesmo se aplica ao Japão, à Austrália ou à Coreia do Sul. Aliás, falando como Presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM! Agradeço a atenção dispensada a este assunto – escreveu.

Informações Pleno News

A escalada da tensão no Oriente Médio tem provocado reflexos em diferentes setores ao redor do mundo e o futebol também entrou nesse debate. Com impactos já sentidos na economia, no preço do petróleo e até no calendário esportivo, surge uma pergunta que pode parecer distante, mas faz sentido: isso pode afetar o Bahia?
Neste momento, não há qualquer indicativo de impacto direto no clube. A estrutura do Esquadrão segue funcionando normalmente, sem mudanças em investimentos ou planejamento.
Ainda assim, o cenário internacional levanta questionamentos importantes, principalmente pela ligação do Bahia com o Grupo City.
A guerra e a conexão do Bahia com Abu Dhabi
O Bahia integra o City Football Group (CFG), conglomerado controlado pela família real de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
A economia da região é fortemente baseada na produção e exportação de petróleo, justamente um dos setores mais sensíveis em momentos de conflito no Oriente Médio.
Com o avanço da guerra, rotas estratégicas de transporte de petróleo passam a sofrer instabilidade, o que impacta diretamente o mercado global. Um dos reflexos já percebidos é a alta no preço dos combustíveis, inclusive no Brasil.
Esse tipo de turbulência econômica pode atingir empresas, governos e grupos de investimento ao redor do mundo. E, dentro desse contexto, o futebol também está inserido.
Há risco imediato para o Bahia?
No cenário atual, não. O Bahia não apresenta qualquer sinal de impacto financeiro ou esportivo causado pela crise internacional.
O modelo adotado pelo Grupo City caminha na direção de tornar as equipes cada vez mais sustentáveis financeiramente, reduzindo a dependência de aportes diretos ao longo do tempo.
Isso faz com que, mesmo diante de instabilidades externas, o funcionamento do clube não dependa exclusivamente de recursos vindos de fora.
Por isso, qualquer relação entre a guerra e o Bahia, neste momento, está mais no campo da análise e da projeção do que em um problema concreto.
O que poderia mudar em um cenário mais grave
Caso o conflito se intensifique e provoque uma crise econômica mais profunda, os impactos podem começar a aparecer de forma indireta.
Em um cenário extremo, é possível imaginar:
– revisão de investimentos globais por parte de grandes grupos
– redução ou cautela em aportes financeiros
– ajustes em projetos esportivos e planejamento de longo prazo
Não significa, necessariamente, que o Bahia deixaria de receber investimentos, mas sim que o ambiente global poderia influenciar decisões estratégicas do grupo.
Ainda assim, esse tipo de impacto é considerado distante no curto prazo e depende diretamente da evolução do cenário internacional.
O esporte já começa a sentir os efeitos
Se o impacto direto no Bahia ainda não existe, o esporte mundial já começa a registrar consequências da instabilidade no Oriente Médio.
Eventos importantes foram afetados, como corridas da Fórmula 1 em países da região, além do cancelamento da Finalíssima entre Espanha e Argentina, que aconteceria no Catar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a questionar a participação do Irã na Copa do Mundo, evidenciando como o cenário internacional pode interferir até nas principais competições do futebol.
Além disso, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente custos logísticos, viagens e toda a cadeia econômica que envolve o esporte.
Por que o Bahia entra nesse debate?
A discussão não passa por um problema imediato, mas sim pela conexão estrutural do clube com um grupo global que tem raízes no Oriente Médio.
Em um futebol cada vez mais internacionalizado, crises políticas e econômicas deixam de ser locais e passam a ter reflexos em diferentes mercados.
No caso do Bahia, a situação serve mais como um exercício de análise do que como um alerta concreto.
Por enquanto, o impacto é inexistente. Mas, em um cenário de agravamento do conflito, o tema pode ganhar novos desdobramentos.
Informações Bahia.ba

A Polícia Federal (PF) iniciou a retirada dos equipamentos e documentos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que estavam armazenados na sala-cofre da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação ocorreu na tarde desta terça-feira, 17.
A medida cumpre decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado suspendeu o acesso da colegiado ao material e determinou uma nova triagem dos dados apreendidos.
A ordem estabelece que todos os equipamentos de Vorcaro — como celulares e mídias digitais — sejam recolhidos e submetidos a uma “nova e detida separação” das informações.
Segundo o ministro do STF, o objetivo é garantir que conteúdos de caráter estritamente privado não sejam compartilhados com os parlamentares, preservando o sigilo dos investigados no âmbito das apurações.

“Considerando a necessidade de preservação do sigilo em relação a aspectos da vida privada de investigados na Operação Compliance Zero, determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI-INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, afirmou Mendonça, em trecho de sua decisão.
Mais cedo, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a decisão de Mendonça será cumprida. “Essa é uma decisão que protege a investigação, protege a prova e protege o resultado que o Brasil espera”, afirmou o parlamentar.
Durante coletiva de imprensa, Viana confirmou que há indícios de tentativas de acesso indevido ao material e de vazamentos de informações sigilosas.
“Infelizmente, existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação”, disse o senador à frente da CPMI do INSS, acrescentando que o caso será apurado pela Polícia do Legislativo. “O mais importante é preservar todo esse material para que, na possibilidade de uma condenação, nenhuma prova seja anulada pela defesa do Vorcaro.”
Informações Revista Oeste

O prefeito de Feira de Santana anunciou, por meio das redes sociais, os dois primeiros nomes confirmados para a Micareta de Feira 2026.
Entre as atrações, está o cantor Pedro Sampaio, que foi destacado pelo gestor durante o anúncio. Outro grande nome confirmado é Léo Santana.
Além de revelar os artistas, o prefeito também informou as datas da festa, que acontecerá nos dias 9, 20, 21 e 22 de novembro, convidando o público para participar.
Considerada uma das maiores festas populares do interior da Bahia, a Micareta de Feira reúne milhares de pessoas todos os anos e tem forte impacto na economia local, movimentando setores como turismo e comércio. A expectativa é de que novas atrações sejam divulgadas em breve.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) impôs um freio nas pretensões do Palácio do Planalto ao rejeitar oficialmente o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o corte do ICMS sobre o diesel. Em nota incisiva publicada nesta terça-feira, 17, os entes federados descartaram novos sacrifícios na arrecadação estadual como ferramenta para conter a disparada do petróleo no mercado internacional, inflada pelos conflitos que envolvem o Irã.
A resistência dos governadores encontra sustentação no retrovisor contábil. Segundo o colegiado, as administrações regionais ainda tentam equilibrar as contas depois de um rombo de R$ 189 bilhões gerado por isenções anteriores. O Comsefaz argumenta que os Estados já suportam um desgaste financeiro estrutural severo e que não faz sentido ampliar o déficit público local para subsidiar uma política de preços que foge ao controle das gestões estaduais.
O movimento dos secretários ocorre menos de uma semana depois de Lula apresentar um pacote de intervenção que zerou tributos federais (PIS/Cofins) e estabeleceu subvenções a produtores. Na esteira das medidas, a cúpula da Petrobras também elevou a pressão sobre as unidades da Federação. A presidente da companhia, Magda Chambriard, chegou a classificar o imposto estadual como o principal peso sobre o combustível, logo que autorizou um reajuste de R$ 0,38 nas refinarias.
Para os Estados, no entanto, o problema não reside apenas na alíquota, mas na cadeia logística. O setor fazendário acusa postos de combustíveis e distribuidoras de reterem as margens de lucro em vez de repassarem eventuais alívios tributários às bombas. Atualmente, o custo do ICMS por litro de diesel está fixado em R$ 1,17.
Como alternativa ao desgaste das contas estaduais, o Comitê sugere que a União utilize o excedente de arrecadação obtido com os próprios royalties do petróleo para amortecer os preços. Os secretários dizem que o governo federal possui mecanismos mais robustos para gerir a crise, citando inclusive a taxação temporária sobre vendas externas de óleo bruto como uma fonte de financiamento viável para o setor, sem que haja necessidade de nova asfixia nos orçamentos locais.
Informações Revista Oeste

O cenário internacional do petróleo apresenta instabilidade nesta terça-feira, 17, com o barril Brent, referência mundial, perto da casa dos US$ 105. O conflito entre EUA, Israel e Irã, que começou em 28 de fevereiro, mantém o mercado em alerta.
A continuidade da interrupção no Estreito de Ormuz, responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e gás globais, segue pressionando os preços.
O valor do Brent alcançou US$ 104,97, ou R$ 548,99, às 3h (de Brasília). Horas depois, o contrato para maio era negociado a US$ 102,30 (R$ 535,03), alta de 2,09% em relação ao atual.
O WTI, referência nos EUA, valia US$ 94,95 (R$ 496,59) e apresentava valorização de 2,69%. Os preços permaneceram acima de US$ 100 nas primeiras horas do dia, com mínima de US$ 100,75.
Enquanto isso, os mercados acionários da Europa operavam em alta. O índice Euro STOXX 600 subia 0,57% às 9h15. Frankfurt tinha alta de 0,45%, Londres de 0,80%, Paris de 0,81%, Madri de 1,14% e Milão de 1,20%. Em contraste, as Bolsas dos EUA indicavam queda antes da abertura: Dow Jones recuava 0,22%, S&P 500, 0,30% e Nasdaq, 0,39%.
No continente asiático, houve divisão nos resultados. Seul subiu 1,63%, Taiwan, 1,48% e Hong Kong, 0,13%. Em contrapartida, Tóquio caiu 0,1%, Xangai, 0,85% e o índice CSI300, que reúne as maiores empresas chinesas, recuou 0,73%. O dólar e os títulos do Tesouro norte-americano permaneceram praticamente estáveis.

As tensões diplomáticas aumentaram depois de líderes da Europa, Japão e Austrália recusarem o pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para apoio na escolta de petroleiros em Ormuz.
O regime iraniano declarou que permitirá o tráfego de embarcações não alinhadas aos EUA, mas continuará com os ataques a navios que apoiem Trump. O campo de gás de Shah, nos Emirados Árabes Unidos, continuou paralisado, enquanto um novo ataque provocou incêndio no terminal de Fujairah.
Informações Revista Oeste

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado nesta terça-feira 17. De acordo com a equipe médica, houve nova queda nos marcadores inflamatórios durante o período.
Bolsonaro segue internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
Ontem, ele foi transferido para uma nova acomodação de terapia intensiva, considerada mais adequada ao quadro clínico. O tratamento inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI.

A equipe médica diagnosticou o ex-mandatário com uma pneumonia bacteriana bilateral provocada por broncoaspiração. Esse diagnóstico motivou a entrada urgente no hospital na sexta-feira 13, quando ele deixou o 19º Batalhão da Polícia Militar ao apresentar calafrios, náuseas e deficiência na oxigenação sanguínea.
Durante a permanência na UTI, o ex-presidente recebeu doses reforçadas de antibióticos e iniciou um cronograma rigoroso de fisioterapia para recuperar a capacidade pulmonar e a mobilidade física.
O boletim médico da segunda-feira 16 detalhou que os rins de Bolsonaro voltaram a funcionar com normalidade. Esse dado técnico trouxe alívio aos profissionais de saúde, que haviam intensificado o monitoramento neste domingo, 15, devido a uma oscilação preocupante nos marcadores inflamatórios.
A estabilidade laboratorial verificada nesta manhã deu o suporte necessário para que os especialistas autorizassem a redução do nível de vigilância sobre o paciente.
Informações Revista Oeste

O levantamento mensal realizado pela Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec) identificou variações nos preços de alimentos comercializados em Feira de Santana durante o mês de fevereiro de 2026. A pesquisa é conduzida pelo Departamento de Articulação e Informação Econômica e tem como objetivo acompanhar o comportamento dos preços de itens essenciais ao consumo das famílias e o custo médio da cesta básica no município.
De acordo com os dados consolidados, o custo médio da cesta básica em fevereiro foi de R$ 469,67. O valor corresponde à média obtida a partir de levantamentos realizados semanalmente ao longo do mês em estabelecimentos comerciais da cidade, metodologia que permite observar as oscilações de preços e consolidar um indicador representativo da realidade do comércio local.
Entre os produtos analisados, alguns registraram elevação significativa de preços na comparação entre janeiro e fevereiro. O destaque foi para a banana da terra, que apresentou aumento aproximado de 18,73%. Em seguida aparecem a banana da prata, com alta em torno de 17,43%, e o frango congelado, que registrou aumento de cerca de 12,42%.
As variações nos preços de alimentos podem estar relacionadas a diversos fatores, como condições climáticas que afetam a produção agrícola, custos de transporte e logística, além de alterações na oferta e na demanda. No caso das frutas, por exemplo, as oscilações são frequentemente influenciadas pelos ciclos de produção e pela sazonalidade.
Por outro lado, o levantamento também apontou redução de preços em alguns produtos básicos, contribuindo para amenizar parte das altas registradas em outros itens. O arroz apresentou a maior queda no período, com redução aproximada de 19,86%. Também registraram diminuição de preços o feijão, com recuo de cerca de 12,91%, e a manteiga (500g), que apresentou queda em torno de 11,67%.
O estudo também analisou o impacto do custo da alimentação no orçamento das famílias. Considerando o salário mínimo nacional vigente de R$ 1.621,00 e o desconto previdenciário obrigatório de 7,5%, o rendimento líquido aproximado de um trabalhador que recebe o piso nacional é de R$ 1.499,42. Com base nesse valor, o custo médio da cesta básica em fevereiro compromete cerca de 31,3% da renda mensal líquida.
Para a secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira, o acompanhamento periódico dos preços é uma ferramenta importante para compreender as condições econômicas enfrentadas pela população.
“Esse levantamento permite acompanhar de forma sistemática o comportamento dos preços dos alimentos no município, oferecendo informações importantes tanto para estudos econômicos quanto para a própria população. Monitorar essas variações ajuda a compreender como as oscilações do mercado impactam diretamente o custo de vida das famílias”, destacou a secretária.
No Brasil, a referência mais utilizada para estudos sobre o custo da alimentação é a cesta básica composta por 13 produtos essenciais, entre eles carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. No entanto, a pesquisa realizada em Feira de Santana adota uma lista mais ampla de itens, incluindo frutas, legumes e outros alimentos frequentemente consumidos pela população local.
Segundo o Departamento de Articulação e Informação Econômica, essa ampliação da lista de produtos analisados permite obter uma visão mais abrangente do mercado e refletir com maior precisão os hábitos de consumo da população feirense.
O monitoramento contínuo desses indicadores contribui para ampliar a transparência sobre os preços praticados no comércio local e fornece subsídios para análises sobre o custo de vida. A divulgação periódica dos dados também possibilita que gestores públicos, pesquisadores e a população acompanhem a evolução do custo da alimentação ao longo do tempo.
*Secom