De acordo com o ministro, o novo programa vai interligar ferramentas do Estado e integrar políticas públicas para a população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade.
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Anunciado em agosto deste ano, o novo programa de transferência de renda, o Auxílio Brasil, deve substituir o Bolsa Família em novembro.
De acordo com o ministro, o novo programa vai interligar ferramentas do Estado e integrar políticas públicas para a população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade.
Segundo ele, o principal diferencial do Auxílio Brasil é oferecer não apenas proteção social, mas também a possibilidade de transformação social que se dará por meio da capacitação para acesso ao mercado de trabalho. Roma diz que, para isso, contará com o apoio do Sistema S.
O programa também trará mecanismos para proteção da primeira infância e de segurança alimentar com o aperfeiçoamento de iniciativas já existentes como o Criança Feliz e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Com o objetivo de estimular as pessoas a buscarem novos caminhos sem medo de perder o benefício, está sendo viabilizado, segundo Roma, uma regra de permanência em que a pessoa, mesmo conquistando um emprego, por exemplo, possa permanecer por até dois anos sem perder o auxílio.
A ideia é que o valor possa ser reajustado, passando dos atuais R$ 190 para cerca de R$ 300. O auxílio, que hoje comtempla cerca de 14 milhões de famílias, deve passar a atender 17 milhões.
O ministro falou também sobre outros programas da pasta como o Brasil Fraterno, que combate a insegurança alimentar e nutricional, e o Bolsa Atleta, auxílio essencial para cerca de 7 mil atletas brasileiros.
Categoria pretende ‘pressionar’ o governo, sobretudo pela alta do diesel
Caminhoneiros esperam a diminuição do preço do diesel Foto: Reprodução/CNN
Depois de declararem “estado de greve” a partir deste sábado (16), representantes de caminhoneiros afirmam que uma eventual paralisação ocorrerá “principalmente” em Santos, caso não haja resposta do governo acerca de reivindicações, principalmente a queda do preço do diesel.
– Se não houver resposta concreta [do governo] em cima dos direitos dos caminhoneiros autônomos, no dia 1º de novembro o Brasil todo [ficará] parado, principalmente Santos – disse o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Luciano Santos, em pronunciamento no encerramento de encontro nacional da categoria.
No fim de julho, transportadores da região interromperam as atividades durante um dia, sem impactos à operação do Porto de Santos.
De acordo com representantes dos transportadores rodoviários, a categoria vai iniciar paralisação nacional em 1º de novembro, caso o governo federal não atenda às reivindicações do setor em 15 dias, contabilizados a partir deste sábado.
– Tem de haver resposta concreta para o caminhoneiro. A resposta está na mão do governo – disse o presidente do Sindicam.
A decisão foi tomada durante assembleia no 2º Encontro Nacional dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, realizado no Rio de Janeiro.
– Estado de greve significa dizer para o governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver e melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido. Ainda serão dados mais 15 dias para que a pauta de reivindicações seja aplicada para os caminhoneiros – afirmou também em discurso no evento o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer.
No pronunciamento, Litti disse que a pauta da categoria já é de conhecimento “há muito tempo” do ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do governo Bolsonaro.
– A categoria passa por momento de dificuldade nunca visto como em três anos de desgoverno Bolsonaro. É esse chamamento que tem respaldo de 1 milhão de trabalhadores e da sociedade que virá conosco – afirmou Litti.
O encontro foi organizado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela CNTTL Segundo as lideranças, o encontrou contou com a presença de sindicatos, cooperativas e federações de todo o país.
A discussão de uma possível paralisação não estava na pauta do encontro. O mote do evento era “em prol da unificação da categoria, e em busca de melhorias para o setor de transporte de cargas e logística brasileiro”.
Caso ocorra a paralisação em 1º de novembro, será o primeiro movimento em conjunto destas entidades desde a greve de maio de 2018.
Inclusão do nome do ex-deputado ocorreu neste sábado
Renan Calheiros incluiu Roberto Jefferson em relatório da CPI da Covid Foto: Agência Senado/Waldemir Barreto /Felipe Menezes/PTB Nacional
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, vai pedir o indiciamento do ex-deputado Roberto Jefferson em seu parecer por divulgação de fake news sobre a “disseminação e o tratamento precoce contra a Covid”.
O nome do presidente nacional do PTB foi incluído neste sábado (16).
– Estou concluindo o relatório. Recomendamos a continuidade da apuração e os nomes podem ser indiciados na justiça – afirmou Renan à CNN Brasil.
A defesa de Roberto Jefferson ainda não se manifestou sobre a inclusão do nome do ex-deputado no relatório final da CPI. Ele encontra-se preso há quase dois meses, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Embora ainda não seja consenso na cúpula da CPI, Calheiros disse que mantém o nome do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, entre os pedidos de indiciados. Ele responderia pela época em que atuava como ministro da Casa Civil, no início da pandemia.
A lista de indiciados da CPI da Covid contém mais de 50 nomes indicados por Calheiros. O parlamentar pretende indiciá-los por crimes de pandemia, infração de medida sanitária, emprego irregular de dinheiro público, falsificação de documentos, prevaricação, crimes contra a humanidade e crimes de responsabilidade.
Neste domingo (17), o relator anunciou que a leitura do parecer final da comissão foi adiada. Segundo ele, a decisão foi foi tomada pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM).
O documento seria lido na próxima terça-feira (19). Ainda não foi estipulada uma nova data para a apresentação do texto.
INTP, ESTJ, ESFP… O questionário que classifica pessoas em categorias demarcadas por quatro letrinhas é tratado como algo sacrossanto por departamentos de recursos humanos e parte dos psicólogos. Mas, afinal: ele funciona mesmo?
Henrique Petrus/Superinteressante
Ilustração Henrique Petrus Design Natalia Sayuri Lara
Carl Gustav Jung e Sigmund Freud eram grandes amigos no começo do século 20. Os pesos-pesados da psicologia moderna se conheceram pessoalmente em 1907, em Viena. O austríaco Freud, 19 anos mais velho, encantou-se com a genialidade do suíço Jung, que, aos 32, trabalhava como psiquiatra e professor universitário.
Eles continuaram a se encontrar e a trocar centenas de cartas. Pelo trabalho de Jung, Freud o considerava seu sucessor na recém-criada psicanálise: ele seria o jedi; Jung, o padawan.
Mas não foi bem assim. Jung não concordava que as motivações da mente partiam da sexualidade, enquanto Freud (ateu convicto) se opôs completamente ao misticismo que há na psicologia de Jung. Essas divergências teóricas levaram, em 1912, a um rompimento digno de música sertaneja. O suíço passou os três anos seguintes na sofrência: recluso, sem ler, escrever ou dar aulas.
Nesse período dark, Jung refletiu sobre a sua relação com Freud. E chegou a uma conclusão: as divergências rolaram porque os dois tinham personalidades diferentes. Concluiu que Freud era um extrovertido – alguém que se sente à vontade em uma multidão, e que prefere compartilhar com outras pessoas os seus problemas para resolvê-los; e que ele, Jung, seria introvertido – alguém que opta pelo mundo interior, que usa a solidão como combustível para recarregar as energias.
A relação extroversão versus introversão foi a base para o livro Tipos Psicológicos (1921). Ali, Jung destrincha essa e outras duas supostas duplinhas de tipos funcionais da nossa personalidade: sensação x intuição (relacionadas à maneira como percebemos e buscamos informações); sentimento x pensamento (a base para as tomadas de decisão).
Do outro lado do Atlântico, a americana Katharine Briggs se encantou pelo livro de Jung e passou anos estudando formas de aperfeiçoar a teoria do suíço, e de torná-la mais acessível. Mesmo sem formação em psicologia, ela criou (com a ajuda da filha, Isabel Briggs Myers) um questionário de personalidade para ajudar as pessoas no trabalho e na vida de modo geral.
Nascia ali o Myers-Briggs Type Indicator (MBTI). Registrado em 1943, ele fornece 16 tipos de personalidade. Cada uma mistura quatro letrinhas, com base em quatro eixos: introversão (I) e extroversão (E), sensação (S) e intuição (N), pensamento (T) e sentimento (F), julgamento (J) e percepção (P). Este último par foi uma adição de Myers e Briggs à teoria junguiana e tem a ver com o modo que levamos a vida (se é num estilo mais regrado ou mais espontâneo, respectivamente).
No fim, você ganha um conjunto de quatro letras que supostamente descreve sua personalidade. Você pode terminar “diagnosticado” como ESFJ (extrovertido, sensorial, sentimental, regrado), INTP (introvertido, intuitivo, racional, espontâneo) ou qualquer outra das 16 combinações possíveis.
No final da Segunda Guerra, a família Briggs conseguiu que o MBTI fosse aplicado em agentes do Escritório de Serviços Estratégicos dos EUA, que antecedeu a CIA. Em 1975, Mary McCaulley, professora de psicologia da Universidade da Flórida, juntou-se a Isabel (Katharine morreu em 1968) e ajudou a popularizar o teste em empresas e instituições.
Hoje, existem mais de 2 mil testes de personalidade – uma indústria que pode valer US$ 500 milhões (há quem estime US$ 2 bilhões). Motivo não falta. “Os seres humanos gostam de obter informações sobre si mesmos”, diz Gabriel Gaudencio Rego, membro do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social do Mackenzie. “Quando um teste nos coloca um rótulo de algum jeito, sentimos que nos conhecemos um pouco melhor.”
O MBTI segue como um dos testes mais populares: traduzido para 29 idiomas, cerca de 2 milhões de pessoas realizam, todos os anos, a versão oficial do questionário – é preciso pagar por isso. Ele é usado, sobretudo, por departamentos de recursos humanos, inclusive em 88% das empresas do S&P 500, o clube das companhias mais valiosas dos EUA.
Tudo isso sem que dê para saber ao certo se funciona mesmo. Mas, calma, já discutiremos isso. Primeiro, vamos entender como ele funciona.
O provão
Desde a sua primeira versão, o MBTI já passou por várias atualizações, nomeadas por letras. A mais usada hoje é a M, que tem 93 questões. Mas há outras mais extensas (como a Q, com 144 perguntas). Quanto mais longo o questionário, mais detalhado será o resultado final.
Há dois tipos de questões no MBTI – sempre com apenas duas alternativas de resposta. O primeiro tipo pergunta como você normalmente agiria ou se sentiria em determinada situação (uma festa com muita gente, um prazo apertado no trabalho, um fim de semana todo planejado). Já o segundo é mais direto: entre duas palavras (“abstrato” ou “concreto”, “fazer” ou “criar”), você deve escolher apenas uma.
Devo confessar que é um tanto cansativo completar o teste (fiz o de 144 questões). Certas perguntas soam parecidas, e várias palavras se repetem. E às vezes fica difícil se ater às alternativas que o teste dá. Na questão “O que te dá mais energia? Ficar sozinho ou em grupo?”, parece faltar a terceira via: um sonoro “depende”.
Mas há uma razão para essa estrutura polarizada. “Em testes do tipo, nós temos o impulso de tentar controlar o resultado, então algumas questões são placebo – estão ali só para confundir”, explica a psicóloga Tania Casado, diretora do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP (ECar). Nos anos 1980, ela foi uma das primeiras a estudar o Myers-Briggs no Brasil. “A versão F do MBTI, por exemplo, tem 166 perguntas, mas só 90 são levadas em conta.”
Ao final do teste, eu recebo o meu resultado (deu ESFJ), além de uma extensa explicação sobre os quatro elementos (e seus opostos). O MBTI é cuidadoso: ele diz que essas não são características definitivas, mas sim as que, provavelmente, aparecem com mais frequência na sua vida.
Há outros cuidados, como reforçar o tempo todo que não há personalidades “certas” e “erradas” – todos os elementos seriam igualmente valiosos. Durante a explicação, o MBTI se preocupa também em esclarecer algumas concepções equivocadas, como dizer que pessoas espontâneas não podem ser organizadas, ou que introvertidos não conseguem assumir cargos de liderança.
Toda essa experiência tem um preço: US$ 50 – mais de R$ 270. Salgado. Não à toa, a versão mais famosa do MBTI, na verdade, não é o MBTI, mas sim o 16Personalities, um teste rápido, disponível na internet – e gratuito.
O 16Personalities tem 60 questões e leva poucos minutos para ser feito. Ao contrário do MBTI, as respostas para perguntas de situação estão em uma escala (de “concordo totalmente” a “discordo totalmente”). E, sim, dá para ficar no meio do muro – um alívio para os indecisos.
Depois da experiência com o MBTI oficial, você percebe que o 16Personalities talvez seja menos completo – e preciso. Mas é divertido: cada personalidade possui a sua respectiva cor e personagem (ENFJs são “Protagonistas”, ISFJs são “Defensores”, ENTPs são “Inovadores”). Junto ao relatório final, o teste mostra celebridades e figuras históricas que, de acordo com os organizadores do teste, carregariam uma sigla igual à sua. Puro chute, claro. Meu teste deu que estou no mesmo clube da Beyoncé, da Rainha Elizabeth e do Vin Diesel.
Em suma, não passa de diversão. Para evitar processos, o 16Personalities não menciona em nenhum momento o MBTI nem a família Briggs.
Quem quiser aplicar o MBTI para valer não pode colocar o teste na internet, já que é preciso pagar direitos autorais à família Briggs. No Brasil, o único autorizado a traduzir e vender o teste é a consultoria Fellipelli, que começou a aplicá-lo por aqui em 1996.
“Foi feita toda uma validação, sobretudo com a tradução, para ver se o conteúdo estava de acordo com a realidade sociocultural brasileira”, conta a psicóloga Adriana Fellipelli. É como um trabalho de dublagem: às vezes, é mais negócio mudar a piada (em vez de traduzi-la ao pé da letra) para preservar o sentido original. A Fellipelli também capacita consultores, que podem aplicar e explicar os resultados do MBTI em empresas, escolas e consultórios. Não é preciso ser psicólogo para obter essa certificação.
Testando os testes
Um hemograma não tem erro. A agulha entra, o sangue sai e, em poucos dias, você descobre se o seu colesterol está alto ou baixo. Avaliações psicológicas, contudo, são mais complicadas. Afinal, como medir precisamente conceitos abstratos como felicidade, criatividade – ou, nesse caso, personalidade?
O campo que se encarrega disso é a psicometria, que usa a estatística para tentar compreender o nosso funcionamento psicológico. E pode acreditar: construir um teste leva bastante tempo.
Primeiro, deve-se partir de alguma teoria relativamente consagrada; no caso do MBTI, a junguiana. Depois, é preciso aplicá-lo em diversas pessoas, para criar uma base de dados consistente. Isso será vital para a fase de validação, que acontece em duas etapas. A primeira é a de conteúdo: avaliar se o teste mede, de fato, o que ele se propõe a medir; por exemplo: se um paciente que diversos profissionais descrevem como “extrovertido” obtém de forma consistente “introvertido” como resultado do teste, talvez seja preciso recalibrá-lo.
A segunda parte analisa se é possível fazer alguma inferência ao resultado do teste – no caso do MBTI, contextualizar as quatro letrinhas que você recebeu. “Essa é uma etapa importante. Imagine receber uma pontuação em um questionário que mede ansiedade, mas não saber se você está acima ou abaixo da média”, esclarece Josemberg Andrade, membro da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP), grupo criado em 2003 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).
O CCAP é o órgão responsável por aprovar testes do tipo no Brasil. Uma equipe de especialistas, escolhida por edital público, analisa se eles atendem aos critérios científicos mínimos de precisão. A aprovação vale por 20 anos.
Tudo fica registrado no site do Satepsi (Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos), que mantém duas listas: testes favoráveis e não favoráveis para o uso de psicólogos. Em 2008, ele foi reprovado por falta de dados estatísticos suficientes. Em 2013, a Fellipelli realizou uma nova submissão – e o teste foi aprovado.
Mas e aí? O MBTI funciona mesmo?
Pontos fracos
Faz décadas que se questiona a eficácia do MBTI. Entre os anos 1970 e 1980, estudos analisaram voluntários que se submeteram ao teste. Cinco semanas depois, eles refizeram o questionário – o resultado foi diferente em 50% dos casos (em seu site oficial, o MBTI argumenta que essas pesquisas dizem respeito a uma versão antiga do teste, que não é mais usada). Por essas, a Associação Americana de Psicologia destaca que o MBTI tem pouca credibilidade entre psicólogos e pesquisadores.
Eu mesmo fiz dois testes MBTI, a versão em português e a em inglês. E obtive duas personalidades diferentes (ENFJ e ESFJ). Normal. Como dissemos aqui, há diferenças entre os dois, e o em português seria mais adequado para quem vive no Brasil. Mas a coisa complica quando leio a descrição dos dois tipos e, bingo, me identifico (em algum nível) com ambos. Isso também aconteceu com o meu resultado no 16Personalities (ISFJ).
Uma possível explicação para isso está no Efeito Forer, que acontece quando nos identificamos com descrições vagas e gerais, que poderiam ser aplicadas a qualquer pessoa – o segredo do sucesso do horóscopo.
Isso não quer dizer que o MBTI seja pseudociência. Significa que a psicologia não é uma ciência exata. “Nenhum instrumento psicológico é capaz de descrever o todo de uma pessoa”, ressalta Andrés Antúnez, professor do departamento de psicologia clínica da USP. “Cada teste se baseia em uma das diversas teorias da psicologia – e nenhuma delas é dona da verdade.”
Henrique Petrus/Superinteressante
Conhece-te a ti mesmo
Em 2017, a Universidade de Oklahoma revisou uma série de estudos sobre o MBTI (a maioria conduzida em estudantes de idade universitária) e concluiu que os resultados referentes às duplas introversão/extroversão, sensação/intuição e pensamento/sentimento apresentaram 75% de confiabilidade (considerado satisfatório). Já o eixo julgamento/percepção, justamente o criado pela família Briggs, alcançou só 61%.
Décadas de discussão sobre a sua eficácia tornaram o MBTI cauteloso. Hoje, o teste é apresentado, sobretudo, como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal – a Myers-Briggs Company, empresa que administra o teste, desaconselha que ele seja usado como um funil para selecionar, contratar (e demitir) funcionários.
Ao descrever os tipos psicológicos, Carl Jung defendeu que a plenitude da vida não se resumia a simples dicotomias, mas sim em balancear os traços. Extrovertidos podem tirar proveito de momentos de introversão e vice-versa. Para Jung, é indispensável aprender a dominar a sombra – o lado reprimido da nossa personalidade.
Ou seja: o MBTI, aplicado sob orientação de um bom profissional, pode ser um bom ponto de partida para o autoconhecimento. Só não pode ser a linha de chegada.
Feira de Santana vem registrando números importantes no combate à Covid-19. Pelo segundo dia consecutivo, o município não registra nenhuma morte causada pela doença e atingiu a marca de 47.939 curados, índice que representa 94,5% dos casos. Enquanto isso, neste domingo (17), 44 exames foram negativos e 16 positivos.
O boletim epidemiológico não registra nenhuma morte por Covid-19 e contabiliza ainda 21 pacientes internados no município. As informações são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTE DOMINGO 17 de outubro de 2021
Casos confirmados no dia: 16 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 44 Total de pacientes hospitalizados no município: 21 Óbito comunicado no dia: 0
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 159 (Dados da Sesab) Total de casos confirmados no município: 50.740 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de outubro 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.783 Total de recuperados no município: 47.939 Total de exames negativos: 75.762 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de outubro de 2021) Aguardando resultado do exame: 89 Total de óbitos: 997
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 26.080 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de outubro de 2021) Resultado positivo: 5.041 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de outubro de 2021) Em isolamento domiciliar: 3 Resultado negativo: 21.039 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de outubro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Por conta da decisão da Prefeitura de Feira de Santana, de transferir o feriado do São João para esta segunda-feira (18), que também é dedicado ao Comerciário, alguns estabelecimentos não irão funcionar na cidade.
O comércio, bancos, supermercados, lotéricas e os órgãos públicos municipais, estaduais e federais, não abrirão amanhã.
As lojas dos shoppings Avenida e Boulevard, também não funcionarão. Mas as praças de alimentação de ambos os estabelecimentos, estarão abertas das 12h às 20h. O América Outlet segue fechado.
A família Bolsonaro celebrou neste domingo (17) o aniversário de 11 anos de Laura, filha do presidente Jair Bolsonaro e da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O casal presidencial fez um churrasco no Palácio da Alvorada para comemorar o aniversário, que na verdade é nesta segunda-feira (18). Participaram da festa a primeira filha de Michelle, Letícia Firmo, de 19 anos, e o senador Flávio Bolsonaro. Nos registros nas redes sociais, é possível ver outras crianças no encontro familiar.
O churrasco foi comandado pelos irmãos Joas do Padro Pereira e Josias. Joas é conhecido como Tchê, e ficou famoso nas redes sociais como ‘Churrasqueiro dos Artistas’. Recentemente ele virou funcionário oficial do Alvorada.
Faltando alguns minutos para a abertura dos portões do Parque Radialista Erivaldo Cerqueira (Parque da Lagoa), neste domingo, 17, era possível ver a expectativa de visitantes na entrada. Todos de máscaras aguardavam a sua vez de aferir a temperatura e apresentar o cartão de vacinação. Por medida de segurança, o espaço ficou fechado há 1 ano e 7 meses devido a pandemia da Covid-19.
Para o engenheiro civil Marcos Carvalho, o Parque da Lagoa proporciona uma interação muito positiva com a natureza “Estamos no mundo digital e essas opções de lazer fazem uma grande diferença na vida das pessoas, tanto no lazer quanto na saúde. A Prefeitura de Feira está de parabéns por esse incentivo”.
Quem também estava feliz e animado com a reabertura do espaço, agora revitalizado, foi o casal Delfino e Joana Queiroz, que levaram as pequenas Dominique e Aurora para um passeio. “Foi muito bom para as crianças terem um lazer, uma atividade ao ar livre. A revitalização ficou muito bonita e organizada. A Prefeitura está de parabéns pelo trabalho e empenho”, declarou Joana.
O secretário de Serviços Públicos, Eli Ribeiro, acompanhou a reabertura. “É a sensação de dever cumprido. Tivemos um trabalho árduo nos últimos meses e, agora, o resultado é a beleza dos espaços e o reconhecimento da população”, pontuou.
O Parque Erivaldo Cerqueira funciona em horário especial, das 9h às 20h, neste domingo, 17, e na segunda-feira, 18. Na terça-feira, 19, estará fechado para manutenção, mas na quarta-feira, 20, retorna com seu horário normal de funcionamento das 5h às 20h.
Vale lembrar que a capacidade máxima de pessoas é limita ao número de 200 visitantes.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), adiou em um dia a leitura do relatório final do colegiado. Prevista inicialmente para ocorrer na terça-feira (19), a leitura será feita na quarta-feira (20). Já a votação do relatório, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), está marcada para a terça-feira da semana seguinte, dia 26. A decisão pelo adiamento foi do presidente da comissão.
Os integrantes da CPI ainda terão mais um dia de oitivas amanhã (18). Pela manhã, será ouvido o integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Nelson Mussolini. À tarde, serão ouvidas pessoas que perderam amigos e parentes para a covid-19. Todas as regiões do país serão representadas entre os depoentes.
Ao longo de seis meses de duração, a CPI ouviu integrantes do governo federal e alguns de seus apoiadores, empresários, ex-ministros da Saúde, deputados, médicos e cientistas. O objetivo da CPI é apontar as responsabilidades, tanto do governo federal quanto de empresas que atuaram no combate à pandemia, em eventuais omissões que provocaram mortes.
Uma jovem de 21 anos, morreu após ser atingida por tiros na madrugada deste domingo (17) em um apartamento no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Um advogado, acusado pelo crime, foi preso em flagrante. Segundo a Polícia Civil, a jovem, identificada como Kesia Stefany da Silva Ribeiro, chegou a ter o corpo levado pelo namorado ao Hospital Geral do Estado (HGE).
Depois, o advogado – identificado como Luiz Meira e com atuação na área criminal – fugiu da unidade de saúde. Ainda segundo a polícia, os dois se relacionavam havia dois anos. O crime ocorreu por volta das 2h40 deste domingo em um apartamento na Rua Barro Vermelho.
O advogado foi preso por uma guarnição da Polícia Militar, na casa de familiares. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A motivação do crime ainda não foi informada.