Está em processo de licitação a compra de fardamentos para uso dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), em Feira de Santana. O esclarecimento é do secretário municipal de Saúde, Marcelo Britto, aos agentes que realizaram manifestação na manhã desta terça-feira (21), reivindicando novos uniformes.
O secretário destacou ainda que o último processo foi deserto, ou seja, não houve empresas interessadas em participar do certame, após a solicitação da cotação de preços pela Secretaria Municipal de Saúde – motivo do atraso.
“Sendo assim, abrimos uma nova licitação e a aquisição deve ser de menor preço. Este processo é uma exigência legal e ocorre em qualquer órgão público. Vale destacar que é ilegal fazer a compra de forma direta”, afirma Marcelo Britto.
Moradores do distrito de Humildes receberam a equipe do projeto “Voz da Gente” nesta segunda-feira, 20. A população teve acesso direto aos representantes de departamentos da Secretaria Municipal de Saúde, tirando dúvidas e levando sugestões de melhorias aos serviços municipais de saúde, em Feira de Santana.
Quem chegou cedo para participar da 2ª edição do projeto foi o aposentado José Raimundo Carvalho, 68 anos, que recebeu orientações sobre o fornecimento de medicamentos, junto à Assistência Farmacêutica.
Já a aposentada Geraldina Lacerda, 67 anos, participou do encontro para entender como funcionam os serviços de saúde e assim colaborar com a comunidade.
“Estou aqui para ver maneiras de ajudar a comunidade como um todo, não para resolver problemas meus, mas para entender como funciona, pois só assim podemos cobrar”, afirma. O projeto tem como objetivo ouvir demandas e necessidades relacionadas à área da saúde nos bairros, levando representantes dos departamentos que coordenam setores nas unidades de saúde, como: Assistência Farmacêutica, Central de Regulação, Odontologia e Atenção Básica.
“Todas as semanas estaremos visitando unidades, levando esses serviços para a população, dando retornos e verificando de que forma poderemos melhorar a qualidade da saúde ofertada pela Secretaria”, destaca o secretário de Saúde, Marcelo Britto. Também participaram da ação, o vereador Fabiano da Van e o secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, Pablo Roberto.
Pena em caso de descumprimento é de R$ 5 mil por dia
Chico Buarque processa Eduardo Leite por uso indevido de imagem Foto: Colagem
A Justiça do Rio determinou que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), remova das redes sociais um vídeo em que usa, sem autorização, a imagem do cantor e compositor Chico Buarque.
A liminar foi dada pelo juiz Fernando Rocha Lovisi, do 6º Juizado Especial Cível do Rio, que reconsiderou uma decisão anterior assinada por ele.
– Melhor examinando os autos, a utilização da imagem e nome do Autor, vinculados e em benefício do primeiro Réu, nas redes sociais, está comprovada – escreveu.
Em nova análise a pedido do advogado João Tancredo, que representa Chico Buarque no processo, o juiz mudou de posição e concluiu que a manutenção do vídeo, a contragosto do músico, será de “difícil reparação” para sua imagem. A pena em caso de descumprimento é de R$ 5 mil por dia.
Chico entrou com uma ação pedindo indenização por danos morais depois de ter citado em um vídeo divulgado por Eduardo Leite na véspera do feriado de 7 de Setembro, quando estavam previstas manifestações contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na gravação, o tucano fala que o Brasil “precisa voltar para o centro”, para além da polarização política.
– Basta ver em Chico Buarque e Sérgio Reis duas belezas musicais, e não só duas escolhas políticas. Basta lembrar que nós, assim como eles, somos todos brasileiros – diz o governador no vídeo.
A defesa do cantor diz que a imagem e o nome dele foram usados em um ‘anúncio publicitário e eleitoreiro’.
– Registre-se que Chico Buarque, em sua longa trajetória profissional, jamais realizou ou participou de qualquer evento publicitário – diz um trecho do processo.
Eduardo Leite tenta se viabilizar como candidato presidencial pelo PSDB para as eleições de 2022. Caso consiga reunir o apoio necessário entre os correligionários, deve enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem Chico Buarque é apoiador declarado.
Especialistas explicam relação entre overtraining e diminuição da produção do hormônio, abordando as consequências para a performance esportiva, além dos tratamentos e cuidados
Foto: iStock Getty Images
Determinados tipos de exercício físico, sobretudo os de alta intensidade e curta duração, podem promover aumento da secreção de testosterona. No entanto, o excesso de exercício pode ter um impacto negativo sobre a produção desse hormônio. Nos últimos anos, alguns estudos têm relatado que, parecido com o que ocorre na chamada Síndrome da Mulher Atleta, homens também são afetados pelo excesso de treino (overtraining). Tanto que atualmente já é reconhecido que o excesso de treinamento físico é uma das causas que prejudicam a produção de testosterona em homens, podendo levar inclusive a um quadro de deficiência do hormônio, chamado de hipogonadismo ligado ao exercício. Mas, afinal, como esse tipo de distúrbio pode levar à piora de performance esportiva e a uma série de alterações orgânicas prejudiciais?
Abaixo, os médicos endocrinologistas Ricardo Oliveira e Roberto Zagury explicam essa relação e o tratamento do problema e dão dicas de cuidados a serem tomados pelos atletas.
Exercício físico e testosterona
Diferentes tipos de treinamento podem exercer diferentes impactos sobre a produção de testosterona. Ricardo Oliveira explica que se por um lado exercícios de alta intensidade e curta duração promovem aumento da síntese de testosterona, por outro lado treinamentos longos e exaustivos podem promover o contrário: uma deficiência do hormônio. Alguns tipos de exercícios que geram uma produção maior de testosterona são os de alta intensidade, explosão e musculação, principalmente aqueles que envolvem grandes grupamentos musculares e uma intensidade considerável.
Para que não ocorra uma superprodução ou baixa produção do hormônio, o ideal é manter o equilíbrio entre treino e descanso, sendo necessária uma dosagem correta de ambos. Em relação ao overtrainging, quando abordamos esse tópico, há uma tendência natural de associar mais o excesso de treinamento ao universo feminino por conta da famosa Tríade da Mulher Atleta, atualmente chamada de Síndrome da Mulher Atleta, que pode gerar desordem alimentar, hormonal (amenorreia) e óssea (osteopenia/ osteoporose). No entanto, treinos em excesso também trazem malefícios ao universo masculino.
– Da mesma forma que as mulheres podem apresentar a chamada Síndrome da Mulher Atleta pelo excesso de treino e uma dieta inadequada (em geral mais restritiva), o mesmo pode ocorrer com os homens. Hoje, conhecemos a chamada REDS (Síndrome de Deficiência Energética Relativa), na qual o gasto energético pelo exercício acaba sendo bem superior ao consumo calórico da dieta. A deficiência de testosterona em homens é apenas uma das consequências da REDS. Prejuízo na imunidade, problemas de sono, fadiga crônica e irritabilidade são alguns outros exemplos da sinais da doença em homens – aponta Oliveira.
A baixa produção de testosterona está entre os malefícios do overtraining — Foto: Reprodução/Internet
De acordo com Roberto Zagury, muito mais do que produzir uma diminuição nos níveis de testosterona, o excesso de treinamento no homem traz malefícios também na esfera afetiva. No âmbito psicoafetivo, a pessoa pode ter mais irritabilidade e um sono prejudicado, por exemplo. No âmbito imunológico, há um desequilíbrio, desregulando-se com o exagero de treinamento e, dessa forma, a pessoa fica mais propensa a infecções principalmente de vias aéreas superiores.
– Além disso, pode haver um prejuízo na massa óssea, tanto na qualidade quanto na quantidade de tecido ósseo; e assim, acabam surgindo as famosíssimas fraturas por estresse. Portanto, entendemos hoje que o impacto do overtraining não é apenas hormonal, mas sim multimodal e multifatorial, envolvendo uma ampla gama de setores do organismo da saúde masculina – explica o médico.
Hipogonadismo ligado ao exercício
De acordo com Ricardo Oliveira, o hipogonadismo masculino caracteriza-se por uma deficiência da produção de testosterona e/ou espermatozoide em homens. O excesso de exercício, sobretudo em um contexto de ingestão calórica limitada, é uma das causas desta entidade recém-descrita como “hipogonadismo ligado ao exercício”.
Entre os sintomas estão:
Queda de libido
Sintomas depressivos
Irritabilidade
Piora da concentração
Perda de força e potência muscular
A maioria desses sintomas pode apresentar um impacto direto ou indireto sobre a performance do atleta, prejudicando o desempenho esportivo.
– Atualmente, cunhamos um termo, entendendo que era apropriado ter uma terminologia específica para apontar para essa condição: o hipogonadismo ligado ao exercício, que é uma forma funcional de hipogonadismo. Ou seja, não existe uma doença orgânica, um processo anatômico que seja identificável com exames de imagem, por exemplo, mas existe um processo funcional, uma desregulação do funcionamento do nosso organismo que começa lá em cima, no hipotálamo, que é uma região do nosso cérebro especializada capaz de controlar uma glândula muito importante que é a hipófise, que também fica no cérebro. Por sua vez, a hipófise controla várias glândulas do nosso organismo e, entre elas, os testículos, no caso do homem. Que são o sítio de produção da testosterona. No hipogonadismo ligado ao exercício, há uma diminuição na produção de testosterona por uma alteração funcional do hipotálamo e da hipófise – explica Roberto Zagury.
Piora da performance esportiva
Overtraining piora a performance esportiva em um curto prazo — Foto: Istock Getty Images
O quadro de hipogonadismo ligado ao exercício pode prejudicar a performance esportiva, pois provoca alterações como menores força e resistência muscular e uma piora da recuperação muscular nos indivíduos acometidos, além de uma série de mudanças orgânicas prejudiciais. Isso ocorre porque o praticante de atividade física, com o objetivo de melhorar o seu desempenho, acaba treinando cada vez mais, entrando em um ciclo vicioso de busca pela perfeição. Assim, aumenta mais o volume semanal e a intensidade dos treinos e diminui os períodos de repouso, que são fundamentais para que o organismo se recupere.
– Senão der tempo para o organismo, não adianta treinar em alta intensidade, a pessoa não vai se tornar mais capaz, pelo contrário. Quando o atleta só vai treinando cada vez mais e passa do ponto, esse hipogonadismo (diminuição de testosterona) dialoga com o excesso de treinamento clássico, passando também por um estágio antes do overtraining, que é o chamado overreaching, que consiste em um aumento do volume e\ou da intensidade do treino. Após essa fase, o indivíduo entra no overtraining e, em vez de melhorar sua performance esportiva, a piora em um curto prazo – aponta Zagury.
Readequação de dieta e treinos é a principal forma de tratamento da baixa de testosterona — Foto: Istock Getty Images
Nos casos de deficiência de testosterona causada pelo excesso de exercício físico, Ricardo Oliveira aponta que a principal medida a ser adotada é uma adequação de dieta e treinos. Segundo o médico endocrinologista e do esporte, o indivíduo deve:
Fazer uma redução do volume de treinamento (em geral 20-30% do volume semanal), evitando os treinos mais longos, sobretudo aqueles que tem duração entre uma e duas horas;
Um controle dietético também é fundamental, requerendo-se um aumento da ingestão calórica, incluindo quantidade de carboidratos e gorduras, muitas vezes negligenciado e demonizados por atletas;
Nos casos que tais ajustes não forem suficientes para reverter todo o processo, a reposição hormonal com testosterona ou uso dos chamados moduladores seletivos do receptor de estrogênio (SERMs) pode ser necessário.
Roberto Zagury também reforça que a base do tratamento nesses casos é o destreinamento, ou seja, fazer o movimento no sentido contrário. Afinal, se o que produziu aquela deficiência funcional na produção de testosterona foi o excesso de treinamento, o tratamento é entregar para a pessoa uma agenda de repouso para que que ela possa desfazer o que que foi construído pelo overtraining.
– Outro ingrediente importante do tratamento é a paciência, embora seja muito difícil pedir para pessoa que está nessa situação dar tempo ao tempo. Às vezes a situação reverte rápido, mas nem sempre, pode ser preciso de três meses, seis meses ou até um ano para reverter o quadro. Então, a pessoa que se vê nessa situação acaba ficando insegura e ansiosa, mas na medicina às vezes o tempo faz parte do grande tratamento, como nesse caso – destaca o médico.
Além de tratar o quadro, é importante o atleta tomar alguns cuidados, sendo importante lembrar que os produtos derivados de testosterona são considerados doping, ou seja, pertencentes à lista de substância proibidas pela agência mundial anti-doping (WADA). Portanto, é fundamental que equipe médica esteja ciente e, caso esse tipo terapia seja de fato necessário, deve ser solicitada uma autorização para uso terapêutico (AUT) antes do início da competição. A agência regulatória de cada país avaliará o caso e decidirá pela autorização ou não. No Brasil, esta função é feita pela Agência Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).
Outros cuidados incluem:
Construir um programa de treinamento de tal forma que o atleta encontre equilíbrio entre intensidade e volume de treinos e repouso. E isso quem vai fazer melhor do que ninguém é um profissional de educação física, que vai montar um treino periodizado, com momentos de maior intensidade, mas também com momentos de menor intensidade e outros de descanso. A monotonia de treinamento é um um problema importante que empurra o indivíduo para o hipogonadismo;
Ter atenção a questões de ordem pessoal: problemas financeiros, afetivos e familiares influenciam o desempenho esportivo. É importante não descuidar desses fatores extra-esporte, que muitas vezes exigem o apoio de um psicólogo, por exemplo.
– Por fim, é importante destacar que atletas de endurance, sobretudo de provas longas (maratonas, ultramaratonas, ciclismo), esportes aquáticos (nos quais se treina horas por dia), dentre outros, estejam atentos à possibilidade da deficiência de testosterona. Diante da suspeita, a recomendação é procurar a equipe médica. Em muitos casos, um médico endocrinologista deverá ser consultado para avaliação criteriosa do caso – conclui Ricardo Oliveira.
Fontes: Ricardo de Andrade Oliveira é médico endocrinologista e do esporte, ex-professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador do Departamento de Doenças Associadas da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Roberto Zagury é médico endocrinologista e coordenador do Departamento de Diabetes, Exercício e Esporte da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Integrantes do Bolsa Família com NIS 3 também recebem
Foto: Marcello Casal Jr
Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em janeiro recebem, hoje (21), a sexta parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal.
O calendário é organizado em ciclos de crédito em conta e de saque em espécie, de acordo com o mês de nascimento. Quem recebe nesta terça-feira poderá retirar o dinheiro a partir de 4 de outubro nas agências da Caixa, lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.
Por enquanto, os recursos podem ser movimentados por meio do aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível pagar contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nas lotéricas, fazer compras pela internet e pelas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, com o cartão de débito virtual e QR Code.
Para os beneficiários do Bolsa Família, vale o calendário e as regras de saque do programa social. O pagamento do ciclo 6 do auxílio emergencial para esse público começou em 17 de setembro e vai até o dia 30, de acordo com o Número de Inscrição Social (NIS). Nesta terça-feira, recebem os beneficiários com NIS final 3.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o siteauxilio.caixa.gov.br.
Regras
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante sete meses, tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Pelas regras estabelecidas, o auxílio é pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não houve nova fase de inscrições.
Para quem recebe o Bolsa Família, vale a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício.
Programa revela as belezas de Feira de Santana e do Recôncavo
O Caminhos da Reportagem “Pedra do Cavalo: uma viagem do Recôncavo ao Portal do Sertão” produzido pela TV Feira, afiliada da TV Brasil, leva o telespectador a uma viagem pelo interior da Bahia. O programa mostra o gigantesco reservatório de água doce localizado no coração do Recôncavo baiano, na cidade de Cachoeira.
As águas represadas pela construção da barragem de Pedra do Cavalo, criaram um lago formado por dois importantes rios da Bahia, o Jacuípe e o Paraguaçu que além de fornecer água potável e energia elétrica para 4 milhões de pessoas, ainda revela um enorme potencial ecológico, turístico abrindo espaço para a pesca esportiva e a prática de esportes aquáticos como o jet ski, caiaque, vela e skysurf.
O entorno da barragem cercado pela caatinga e pela mata atlântica é uma Área de Proteção Ambiental.
A exploração de pescados para fins comerciais e a pesca artesanal ocorrem em todo o lago de Pedra do Cavalo. Ali, o pescador Lucivaldo Pedreira mostra satisfação com os projetos de apoio aos pescadores.
“A pesca aqui é muito legal para a nossa comunidade. Esse projeto que veio prá gente chamado ‘Peixe na Rede’ foi muito lucrativo, gerando emprego e renda”.
O programa ainda revela como as cidades históricas do Recôncavo se desenvolveram em torno dessa barragem. É o caso de Cachoeira e sua irmã São Félix separadas apenas pelo rio Paraguaçu. As duas cidades são dois importantes patrimônios históricos, não apenas da Bahia, mas de todo o Brasil.
O historiador Jacó dos Santos explica porque a região tem esse importante legado. “Foi aqui em Cachoeira que aconteceu o primeiro passo para a independência do Brasil, no dia 25 de junho de 1822. Foi o momento em que os portugueses ainda resistiram na Bahia”, afirma.
“Inclusive porque aqui, o Dom Pedro I foi aclamado Imperador e defensor perpétuo do Brasil”, argumenta.
Segundo o historiador, no século XIX, o Recôncavo da Bahia tinha mais de 40 engenhos, cujas ruínas ainda resistem ao tempo, como é o caso da Casa Grande do Engenho Vitória mostrada na reportagem. Não é à toa que Cachoeira é considerada a cidade mais negra da Bahia e do Brasil, mantendo vários terreiros de candomblé e umbanda que entram no circuito do turismo religioso, alguns, inclusive tombados pelo patrimônio imaterial.
O episódio também mostra que entre Cachoeira e Feira de Santana está a cidade de Cabaceiras do Paraguaçu, onde nasceu Castro Alves, o poeta dos escravos. Ali, a casa onde ele viveu na infância foi transformada em museu que já reabriu as portas aos visitantes depois de ficar fechada por meses durante a pandemia. Diogenisa Oliva, coordenadora do Parque Histórico Castro Alves, fala com orgulho da preservação da memória do escritor.
“Nós temos uma gravata, que foi guardada antes da morte dele, temos um cachinho de cabelo, uma cômoda papeleira e uns manuscritos dele do livro dos escravos”. E complementa: “Ele era um artista completo, escreveu peças de teatro e desenhava muito bem”, explica Diogenisa apontando a pintura de Castro Alves na parede do museu.
Por fim, o episódio revela as belezas de Feira de Santana. Conhecida como a Princesa do Sertão, apelido dado por Rui Barbosa é a maior cidade do interior da Bahia e uma das mais importantes do interior do nordeste. A região mantém fortes tradições. Algumas com mais de 100 anos como o Reisado de São Vicente, festejado no Dia de Reis. Também foi ali que samba de roda do Recôncavo ganhou um sotaque sertanejo e rompeu fronteiras.
Representante do grupo de cultura popular Quixabeira da Matinha, Galdino Oliveira, conhecido como Guda, explica como seu pai, o saudoso Coleirinho da Bahia, popularizou o samba de roda. “O samba de roda só era visto na zona rural, que a gente costuma falar, dentro da roça. E ele pegou esse samba e começou a levar para apresentar nas cidades e depois para as capitais. E graças a Deus hoje, esse samba está no mundo”, conclui orgulhoso.
O candidato a governador ACM Neto (DEM) e possível candidato a vice-governador ou a senador José Ronaldo de Carvalho (DEM), participaram nesta segunda-feira (20) de algumas reuniões com políticos de algumas cidades da Bahia.
Os candidatos estiveram com grupos políticos de Sítio do Quinto, com vereadores de Pedro Alexandre e com o prefeito de Santo Antônio de Jesus e alguns amigos. Os deputados Aldolfo Viana e Alan Sanches também estiveram presente, além do vereador feirense, Jurandy Carvalho.
Os encontros aconteceram em Salvador e diversos assuntos foram abordados, entre eles, a agricultura familiar.
Nesta segunda-feira (20), Feira de Santana registrou 38 casos positivos da Covid-19 e manteve a marca de 46.612 curados da doença, índice que representa 92,9% dos casos confirmados. Enquanto isso, mais 78 exames foram negativos. Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 16 e 18 de setembro que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 27 pacientes internados no município. O informativo também confirma mais duas mortes, ocorridas em 14 e 19 de setembro. As informações são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA 20 de setembro de 2021
Casos confirmados no dia: 38 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 78 Total de pacientes hospitalizados no município: 27 Óbitos comunicado no dia: 2 Datas do óbitos: 14/09/2021 e 19/09/2021
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 214 (Dados da Sesab) Total de casos confirmados no município: 50.140 (Período de 06 de março de 2020 a 20 de setembro 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 2.514 Total de recuperados no município: 46.612 Total de exames negativos: 71.726 (Período de 06 de março de 2020 a 20 de setembro de 2021) Aguardando resultado do exame: 132 Total de óbitos: 987
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 25.398 (Período de 06 de março de 2020 a 20 de setembro de 2021) Resultado positivo: 4.939 (Período de 06 de março de 2020 a 20 de setembro de 2021) Em isolamento domiciliar: 0 Resultado negativo: 20.459 (Período de 06 de março de 2020 a 20 de setembro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
A denúncia apresentada em abril pela Procuradoria-Geral da República (PGR) menciona Lima e outros 15 acusados. A PGR estima prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Ainda com a sessão em andamento no STJ, o governador divulgou a seguinte nota, contestando as acusações contra ele:
“Sobre a decisão de hoje, afirmo: as acusações contra mim não têm fundamento e tampouco base concreta, como ficará provado no decorrer do julgamento. Nunca recebi qualquer benefício em função de medidas que tomei como governador. A acusação é frágil e não apresenta nenhuma prova ou indício de que pratiquei qualquer ato irregular. Agora, terei a oportunidade de apresentar minha defesa e aguardar, com muita tranquilidade, a minha absolvição pela Justiça. Tenho confiança na Justiça e a certeza de que minha inocência ficará provada ao final do processo.”
A próxima etapa do caso são os depoimentos de testemunhas e a coleta de provas. Depois dessa fase, haverá o julgamento, que determinará se os acusados serão condenados ou absolvidos.
Ao votar, o relator do caso, ministro Francisco Falcão, entendeu haver elementos suficientes para a abertura de uma ação penal contra o governador por supostos crimes de peculato, fraude, dispensa indevida de licitação, organização criminosa e embaraço às investigações.
“Neste exame não aprofundado da matéria, existe justa causa para se considerar o governador do Amazonas partícipe nos delitos de dispensa de licitação direcionada e partícipe da fraude na aquisição de 28 respiradores que tiveram preços elevados com abusividade”, afirmou Falcão.
Segundo o ministro, “não se trata de meras conjecturas, mas de indícios da participação do denunciado do acompanhamento do procedimento licitatório”.
O voto do relator foi acompanhado por Nancy Andrighi, Laurita Vaz, João Otávio de Noronha, Maria Tereza Assis Moura, Herman Benjamin, Jorge Mussi, Luís Felipe Salomão, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Paulo de Tarso Sanseverino e Isabel Galotti. Estavam ausentes os ministros Mauro Campbell e Og Fernandes. O presidente da Corte, Humberto Martins, não apresentou voto.
O advogado Nabor Bulhões, responsável pela defesa de Wilson Lima, afirmou que a denúncia é “verdadeiramente ilegal e abusiva”.
“Poucas vezes vi o Ministério Público atuar tão incisivamente no que eu diria uso abusivo do poder de denunciação”, disse.
Polícia Federal apura superfaturamento na compra de respiradores no Amazonas
Segundo a denúncia, em uma manobra conhecida como triangulação, a empresa fornecedora de equipamentos de saúde, que já havia firmado contratos com o governo, vendeu respiradores para uma adega por R$ 2,48 milhões.
No mesmo dia, a importadora de vinhos, diz a denúncia, revendeu os equipamentos para o estado por R$ 2,97 milhões. Após receber valores, a adega os teria repassado integralmente à organização de saúde.
A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo afirma no documento que se instalou no governo do Amazonas, sob o comando de Wilson Lima, “uma verdadeira organização criminosa que tinha por propósito a prática de crimes contra a administração pública, especialmente a partir do direcionamento de contratações de insumos para enfrentamento da pandemia, sendo certo que, em pelo menos uma aquisição, o intento se concretizou”.
O governador Wilson Lima foi alvo de mandados de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sangria, em junho de 2020, e teve parte dos bens bloqueados pela Justiça (vídeo abaixo). Cinco envolvidos no suposto esquema, entre eles o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias, chegaram a cumprir prisão temporária.
Já se sabe quais são as cidades que mais cresceram e as que mais diminuíram em contingente populacional no estado da Bahia em 2021. A lista não é baseada em censo ou pesquisa e foi construída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Estimativas das Populações que, por lei, precisam ser divulgadas anualmente. Para definição do ranking, o IBGE fez uma projeção através de um cálculo que é baseado na tendência de crescimento apresentada pelos municípios nos últimos censos demográficos e no quantitativo geral da população da Bahia.
Cálculo este que colocou a cidade de Brotas de Macaúbas, localizada na microrregião da Chapada Diamantina, a 613 km de Salvador, como destaque do estado em 2021. O município de Brotas, entre os 417 em todo estado, foi o que mais cresceu em contingente populacional neste ano, com uma variação de 5,8%, que foi influenciada por uma vitória da cidade no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo anexamento de comunidades que antes não a pertenciam e o movimento contínuo de retorno das pessoas que deixaram Brotas rumo a grandes metrópoles no passado.
Crescimento baseado em oportunidade
O caso da cidade que mais cresce no estado, no entanto, é uma exceção se considerados os dados do IBGE, que apontam para um crescimento contínuo de cidades de médio porte e um esvaziamento progressivo dos municípios menores, como explica Mariana Viveiros, supervisora de disseminação de informações do instituto.
“A tendência de crescimento é maior entre as cidades médias. As grandes como Salvador e Feira crescem menos. Enquanto, as menores têm uma tendência de perda da população. Isso é uma característica constante que verificamos não só na Bahia como em todo o país”, aponta.
Ser de médio porte é justamente a característica das duas cidades que estão em segundo e terceiro no ranking de crescimento. No caso de Luís Eduardo Magalhães, o prefeito Junior Marabá (DEM) diz que são as oportunidades de emprego que atraem os novos moradores.”Luís Eduardo tem trabalhado para atrair indústrias têxteis e negócios de beneficiamento dos produtos daqui, que são o algodão, a soja e o milho. Nossa cidade é muito rica, e antes essa renda não chegava na base da pirâmide. Agora, trabalhamos para que o que é gerado aqui, se transforme em emprego e renda para quem chega por aqui”, diz o gestor.
Oportunidades de emprego são combustível para o crescimento de LEM (Reprodução: Prefeitura de LEM)
Em Camaçari, de acordo com o prefeito Elinaldo Araújo da Silva (DEM), as razões que fomentam o crescimento são parecidas. Segundo ele, os dados apenas refletem uma realidade que vem se firmando na cidade e a prefeitura está atenta para dar assistência a quem chega por lá. “Nosso município tem sido cada vez mais um polo de atenção e investimento no estado, seja pela nossa Costa, que é muito privilegiada, seja pelo nosso potencial industrial e econômico. Buscaremos sempre um crescimento sustentável, de forma que possamos alinhar sempre desenvolvimento com garantia de serviços públicos de qualidade para o nosso povo”, garante.(Reprodução: José Carlos Almeida/Prefeitura de Camaçari)
Cidades em queda não respondem
No outro lado da tabela, onde estão as cidades que mais perderam cidadãos ao longo do ano, segundo o cálculo matemático que usa os censos de 2000 e 2010 e a população projetada do estado em 2018 para gerar a tendência de crescimento, quem se destaca é Maetinga, que teve uma redução na população de 13,68% no levantamento, seguida por Ribeirão do Largo com 8,37% de encolhimento e Barra do Mendes com 5,10% de queda.
Líderes em encolhimento quando o assunto é população, as prefeituras de Maetinga, Ribeirão do Largo e Barra do Mendes foram procuradas pela reportagem para falar sobre as razões da diminuição no contingente populacional, mas não responderam até o fechamento desta matéria. Principalmente, no caso de Maetinga, que perdeu 13,68% da sua população só esse ano na estimativa, a situação assusta, mas não é tão grave como parece. Pelo menos, é o que garante Mariana Viveiros.
“Cidades como essas têm uma queda percentual nesse nível porque possuem poucos habitantes. A porcentagem assusta, mas o número nem tanto”, alerta Mariana.
No fim de 2020, 2.764 cidadãos residiam em Maetinga. Agora, o número caiu para 2.386 e manteve a cidade como a menor em população de toda a Bahia.
Para Ribeirão do Largo, a queda foi menor em porcentagem e maior em números totais; saiu de 5.343 para 4.896. Em Barra do Mendes, eram 13.833 moradores e, agora, são 13.128. Mariana também explica essa evasão perene em cidades menores. “De forma geral, as cidades muito pequenas não conseguem reter a população porque, muitas vezes, tem uma economia sem dinamismo e se baseiam, basicamente, em administração pública. Além disso, não oferecem oportunidades de trabalho e nem a opção de continuação dos estudos para jovens que costumam sair desses lugares”, conclui.
Veja as dez cidades que mais cresceram e as dez que mais diminuíram: