‘Os evangelhos deixam claro que era uma pessoa de personalidade forte e espírito de liderança’
Em latim, chama-se “anulus piscatoris”. Em bom português, é o anel do pescador. Na joia há a imagem em baixo relevo de Simão Pedro, o apóstolo, pescando a bordo de um barco.
De acordo com a tradição católica, o primeiro papa a usar esse símbolo foi Damásio I (305-384), que comandou a Igreja por 18 anos na segunda metade do século 4°.
A mensagem remonta ao evangelho de São Marcos, mais especificamente à passagem que define os apóstolos — e, por extensão, os religiosos que os sucederam — como “pescadores de homens”.
Mas o anel também carrega uma certeza histórica. Pela tradição católica, o primeiro papa foi o homem que tem sua imagem ali impressa: Pedro, um dos doze homens que foram escolhidos pelo próprio Jesus Cristo para acompanhá-lo e auxiliá-lo em suas andanças repletas de pregações e relatos de milagres.
E quem foi esse apóstolo, de fato? Por que é considerado o primeiro papa? Era mesmo um homem simples, um pescador pobre? Não é tão fácil separar biografia de mito no caso de uma figura alçada à santidade há quase 2 mil anos, é claro.
No fim, os elementos mais detalhados sobre sua vida estão mesmo na Bíblia, salpicados em diversas passagens — Pedro é o apóstolo de Cristo com mais menções no livro sagrado.
“Tudo o que sabemos, concretamente, sobre Pedro está nos evangelhos”, comenta o pesquisador e estudioso da vida de santos José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e professor da Universidade Estadual Vale do Aracaú, do Ceará.
“Existem pesquisas posteriores, mas a fonte mais confiável é a Bíblia.”
Segundo o texto sagrado, ele e seu irmão, André, viviam da pesca no imenso lago conhecido como mar da Galileia.
“Eles teriam sido os primeiros a ouvir o chamado de Jesus”, diz Lira. Acredita-se que Pedro havia nascido no povoado de Betsaida e, na época, morava na cidade de Cafarnaum.
De origem simples, ele deve ter impressionado Jesus pelo seu jeito.
“Os evangelhos deixam claro que era uma pessoa de personalidade forte e espírito de liderança”, comenta a vaticanista Mirticeli Medeiros, pesquisadora de história do catolicismo na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
“Tanto que o próprio Jesus se hospedou em sua casa quando iniciou sua missão. Talvez por causa desse seu jeito, o Messias o tenha escolhido como seu mais importante colaborador.”
Professor na Faculdade de Teologia São Bento, padre Jorge Luiz Neves da Silva enaltece o fato de ele ter sido um pescador iletrado e, mesmo assim, assumido papel importante na missão cristã.
“Os evangelhos são unânimes nessa realidade e é preciso ter em conta a lógica da vocação na sagrada escritura: é uma constante que sejam chamadas as figuras que não seriam naturalmente escolhidas sob a perspectiva humana”, comenta.
Antes do encontro com Cristo, ele não era um religioso.
“Sabe-se que fora casado porque nos evangelhos lemos que Jesus curou a sogra dele. Jesus era de Nazaré e se mudou, em sua vida pública, para Cafarnaum. Morou na casa de Pedro. Não é claro se sua mulher ainda era viva”, contextualiza Lira.
“Em dado momento do evangelho de Mateus, Pedro pergunta a Jesus se é lícito pagar impostos, e o mestre afirma que sim. E pede para que Pedro pagasse seu imposto e o de Jesus também, com uma moeda que encontraria na boca de um peixe que pescaria. É um milagre, mas, se observa a importância do apóstolo. É ele também que reconhece que Jesus é o filho de Deus”, acrescenta o hagiólogo.
“A ele Jesus determina ‘apascentar as ovelhas’ e diz, ‘tu és pedra e sobre esta pedra edificarei minha Igreja’, ou seja, sobre sua liderança. O interessante é que o próprio texto bíblico afirma que o apóstolo que Jesus amava era João, mas, foi a Pedro que ele confiou a Igreja, mesmo considerando que ele era impetuoso às vezes, aparentemente corajoso, forte”, completa.
A passagem bíblica que justifica o entendimento dele como primeiro papa da Igreja está no capítulo 16 do evangelho escrito por São Mateus. Nela, Jesus olha para o apóstolo Simão e afirma:
“Pois eu também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
Quem era Simão torna-se Pedro. E Pedro porque pedra. Daí o entendimento cristalizado, com o passar dos anos, de que ele teria então sido nomeado o primeiro líder da Igreja, a rocha sobre a qual a nova religião seria erguida.
Baseada em suas pesquisas sobre a história do cristianismo, Medeiros pondera: é preciso compreender o que significava “papa” naquele contexto primitivo.
“É preciso entender esse título como ele era empregado nos primórdios do cristianismo”, explica.
“A palavra, cujo significado é ‘pai’, era bastante difundida entre os primeiros cristãos”, pontua. Ela lembra que, então, não era apenas “o bispo de Roma” que merecia tal tratamento.
“Vários bispos eram chamados assim, bem como alguns sábios da própria comunidade”, acrescenta.
“É tão verdade que, até hoje, o líder máximo da Igreja Copta, no Egito, também é chamado de ‘papa'”, exemplifica.
“Por isso mesmo, nós, historiadores, preferimos chamá-lo de ‘bispo de Roma’ quando tratamos do ‘papado’ dos primeiros séculos do cristianismo.”
Ela ressalta que o papado, enquanto instituição, ainda não existia. O primeiro movimento em direção a reconhecer uma primazia do bispo de Roma sobre os demais data do século 3°, sob o comando do papa Calisto 1° (155-222).
“Damásio 1° ampliou essa discussão [no século seguinte], pontuando que existia uma autoridade moral da qual o bispo de Roma era revestido, que o distinguiria dos demais”, conta Medeiros.
“A instituição ‘papado’, que assume um papel jurídico e institucional, só foi acontecer com Leão 1°, no século 5°, e Gregório Magno, no século 6°. No século 8°, essa instituição começou a se consolidar, pois o papa não somente se destacava como uma autoridade religiosa, mas também temporal”, argumenta ela.
Lideranças e divergências
Padre Silva ressalta que as escrituras deixam evidente esse papel fundamental de Pedro à frente dos primeiros cristãos.
“Fica claríssimo que ele era aquele que dava os contornos daquela comunidade nascente”, diz.
Apesar de sua proeminência sobre os demais apóstolos, o papel de liderança exercido por Pedro não foi um privilégio dele.
Na realidade, todos os primeiros seguidores de Cristo acabaram se espalhando e fundando comunidades em diversas regiões.
Medeiros conta que como “coordenador e fundador”, atribui-se a Pedro a “organização de um grupo de adeptos da nova religião em Antioquia, na atual Turquia”, isso logo depois dessa dispersão inicial dos primeiros cristãos.
“Essa organização não ocorreu como um processo imediato. Foi um processo longo e orgânico, que não se deu de forma homogênea”, lembra Silva.
Havia desentendimentos, é claro. No encontro de lideranças que acabou entrando para a história como o primeiro concílio da Igreja, no ano de 51, em Jerusalém, Pedro assumiu uma postura mais conservadora frente a Paulo.
“Naquele que ficou conhecido como o primeiro concílio da Igreja, o de Jerusalém, vemos a divergência dele com Paulo. Para Pedro, os cristãos tinham de se submeter aos costumes judaicos. Paulo, e também Barnabé, defendia que o cristianismo era para todos”, relata Lira.
Lira conta que nesse primeiro concílio, o próprio Pedro se afirma o encarregado da missão de tomar as rédeas do cristianismo.
Segundo o hagiólogo, essa liderança já era notada em passagens do evangelho.
“É interessante observar que, no momento do anúncio da ressurreição feito por Santa Maria Madalena e as outras mulheres que a acompanharam ao santo sepulcro, João, muito mais jovem que Pedro, chegou antes ao túmulo. Mas esperou Pedro, para que ele ingressasse primeiro, demonstrando, claramente, a hierarquia. Pedro era o líder.”
Roma
Se é certo que Pedro esteve em Antioquia e em Corinto, sua presença em Roma, onde estaria seu túmulo e onde a sede da Santa Sé acabaria erguida em sua memória, ainda hoje é controversa — trata-se de uma questão de fé, mais do que de historiografia.
Antes do encontro com Cristo, ele não era um religioso
“É, ainda hoje, é um tema que continua sendo alvo de debates e controvérsias. Pedro teria se estabelecido ou não na cidade de Roma?
A maioria dos historiadores, tendo como base as fontes do segundo século do cristianismo, principalmente aquelas que trazem relatos de alguns escritores cristãos quase contemporâneos de Pedro, como Inácio de Antioquia e Clemente Romano, ambos do século 2°, não são completamente céticos em relação a isso”, diz Medeiros.
“Há inclusive uma forte chance de que ele tenha sido martirizado no ano de 64, durante a famosa perseguição de Nero, realmente”, acrescenta ela.
A pesquisadora ressalta, contudo, que não é verdade que Pedro tenha sido o fundador da primeira comunidade cristã de Roma.
“Todos são unânimes em considerar que ele não fundou a comunidade de Roma. Quando ele chegou por lá, pelos idos de 62, a comunidade já existia. Acredita-se que alguns soldados romanos, convertidos à nova religião, tenham difundido o cristianismo na capital do império”, diz Medeiros.
“É certo que esteve em Antioquia e Corinto. Depois da reforma protestante se incrementou essa ideia de que ele não esteve e não teria morrido em Roma, mas, isso hoje já é pacífico tanto na história quanto na hagiologia e até mesmo entre os protestantes. Dados ainda do primeiro século dão notícias da morte ou martírio de Pedro em Roma”, acredita Lira.
“E depois de seu apostolado é que se têm os pontificados por ele iniciado e que têm no atual Papa seu sucessor. A questão de ele ter ido a Roma é parte da ordem de Jesus: ‘Ide por todo o mundo…’. Roma era o centro do mundo de então e foi ali que se formalizou a Igreja Católica, a igreja cristã.”
Para considerá-lo primeiro papa, isso pouco importa.
“A Igreja Católica não o considera o primeiro papa por ele ter sido fundador da comunidade local ou bispo de Roma. Ele não foi nenhum dos dois. Mas pelo seu martírio. A morte dele, na verdade, segundo a crença católica, teria transformado o local em cidade-sede do cristianismo ocidental. Seria o evento fundante do episcopado romano”, conta Medeiros.
Anel do pescador, símbolo usado pela primeira vez pelo papa Damásio 1°
“A ideia de que ele é o primeiro papa foi se desenvolvendo com o passar do tempo”, diz padre Silva.
Em diversos textos antigos há referências ao martírio de Pedro, juntamente com Paulo.
Os indícios seriam de que ambos teriam sido executados por romanos no antigo Circo de Nero, que ficava justamente onde hoje é a Cidade do Vaticano.
Lira atenta para o fato de que era de se supor que os primeiros cristãos buscassem preservar o túmulo de Pedro.
Medeiros atenta para o fato de que na época da construção da primeira Basílica de São Pedro, “edificada por Constantino no século 4°, a tumba foi posicionada ali”.
No século 20, esforços arqueológicos foram empreendidos para tentar localizar resquícios do túmulo.
Trabalhos conduzidos pela arqueóloga Margherita Guarducci (1902-1999) localizaram, junto aos restos dessa antiga igreja, uma tumba com a inscrição, em grego: ‘Pedro está aqui’.
“E há relatos que confirmam que esses restos mortais, antes de se estabelecerem num local fixo, tinham sido preservados nas catacumbas de São Sebastião, também em Roma”, acrescenta Medeiros.
“Por lá, há inclusive algumas inscrições de peregrinos que pediam a intercessão de Pedro, os quais, em passagem por Roma, faziam essas visitas aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo.”
Governador de São Paulo obteve 53,99% dos votos e superou Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul (44,66%) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (1,35%).
Doria vence as prévias do PSDB e será o candidato do partido a presidente da República
O governador de São Paulo, João Doria, venceu as prévias do PSDB em primeiro turno neste sábado (27) e será o candidato do partido à Presidência da República na eleição do ano que vem.
Ele obteve mais que a maioria simples (50% dos votos mais um) e superou nas prévias o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto.
O resultado final foi o seguinte:
João Doria – 53,99% dos votos
Eduardo Leite – 44,66%
Arthur Virgílio – 1,35%
Governador de São Paulo, João Doria, posa para foto com apoiadores no domingo passado durante prévias do PSDB em Brasília — Foto: Alexandro Martello/g1
Esta foi a primeira vez que o partido recorreu à realização de prévias para escolher o candidato à Presidência da República.
Em razão de problemas no aplicativo de votação, as prévias iniciadas no último domingo tiveram de ser interrompidas durante quase uma semana e só foram concluídas neste sábado.
A disputa foi marcada por divergências entre os pré-candidatos, que dividiram posições dentro da legenda. Ao longo da pré-campanha, Doria e Leite trocaram farpas, e a demora para a conclusão da votação acabou agravando a crise entre os governadores.
No domingo, quando começou a votação, Bruno Araújo chegou a dizer que as prévias geram “racha”, mas que o vencedor terá de “lamber as feridas internas” e unificar o PSDB.
Após o anúncio do resultado, o ex-prefeito e ex-senador Arthur Virgílio afirmou que a prioridade agora será “unir o partido”.
“Vamos ter que romper qualquer laço do PSDB com o bolsonarismo. Não tem emenda que valha isso, não tem circunstância que valha isso. Nos temos que começar a fazer justiça aos nossos militantes”, declarou.
Eduardo Leite afirmou que o partido tomou a “decisão absolutamente soberana, que tem meu reconhecimento”.
“Desejo a ti toda a sorte, a força, para lutar a luta que tem pela frente”, disse, dirigindo-se a Doria.
No discurso após o anúncio do resultado, Doria ressaltou realizações de figuras do PSDB nos governos do partido e atacou rivais, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro, prováveis adversários na eleição presidencial do ano que vem. Falou em vencer “a corrupção e a incompetência”.
Em relação a Lula, disse que a adoção de políticas sociais não justifica “o maior esquema de corrupção do qual se tem notícia”.
“Os governos Lula e Dilma representaram a captura do estado pelo maior esquema de corrupção do qual se tem notícia no país, a moralidade convertida em roubalheira. Fazer políticas públicas para os mais pobres não dá direito, a quem quer que seja, de roubar o dinheiro público. Os fins não justificam os meios. A péssima gestão da economia com Dilma nos legou dois anos de recessão e desemprego”, declarou.
Segundo Doria, Bolsonaro “vendeu um sonho e entregou um pesadelo”.
“Nosso fraterno Brasil se transformou no Brasil da discórdia, da desunião, do conflito, da briga entre familiares e amigos, da arrogância política. Da violência contra a democracia. Dos ataques à imprensa e a jornalistas”, disse.
João Doria tem 63 anos e foi eleito governador de São Paulo em 2018, com mais de 10,9 milhões de votos. Assim como Eduardo Leite, apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição, ocasião em que foi cunhado o slogan “BolsoDoria”.
Antes de ser governador de São Paulo, o tucano, que é formado em jornalismo e publicidade e atuava no ramo empresarial, foi prefeito da capital paulista, em 2016. Ele se filiou ao PSDB em 2001.
Nas prévias, o PSDB dividiu os votantes em quatro grupos:
filiados;
prefeitos e vice-prefeitos;
vereadores, deputados estaduais e distritais.
governadores, vice-governadores, ex-presidentes e o atual presidente da Executiva do partido, senadores e deputados federais.
Cada grupo representou 25% do total de votos. Ou seja, como o grupo 4 tem menos integrantes, na prática o voto de cada um teve um peso maior na contabilidade total da eleição.
A votação nas prévias começou no último domingo (21), mas teve de ser interrompida após falhas no aplicativo destinado à votação dos filiados — a cúpula da legenda suspeita que as prévias tenham sido alvo de ataque hacker.
Desde então, o partido realizou uma série de testes com novas empresas e, nesta sexta-feira (26), escolheu a BeeVoter.
A votação teve início às 8h deste sábado e se encerrou às 17h. Foram cerca de 30 mil votos entre os 44,7 mil filiados aptos a participar. Parte desses votos — 8% do total de filiados — já havia sido contabilizada no último domingo.
Embora o partido registre somente dois votantes no exterior, técnicos identificaram pela manhã 26 mil tentativas de acesso ao aplicativo oriundas de outros países. Por isso, bloquearam os acessos do exterior, a fim de evitar vulnerabilidades.
No fim da tarde, a assessoria do partido informou que foram registradas cerca de 30 milhões de tentativas de ataque ao sistema de votação, das quais 27 milhões somente na última meia hora.
Como roteiro de uma grande final de Libertadores, não faltou emoção na vitória por 2 a 1 do Palmeiras diante do Flamengo. O jogo foi decidido na prorrogação com o atacante Deyverson fazendo o gol do terceiro título do Porco na principal competição do futebol sulamericano.
A final em jogo único foi realizada no lendário Estádio Centenário, em Montevidéu, capital do Uruguai, com a presença de cerca de 45 mil torcedores, a maioria deles flamenguistas.
O Palmeiras se mantém no topo da América do Sul pelo segundo ano consecutivo, já que no ano passado conquistou o título diante do Santos. O primeiro título da Libertadores do Porco foi em 1999, quando levantou a taça diante do Deportivo Cali (COL).
O jogo O Palmeiras abriu o placar logo aos cinco minutos de jogo, com o meia Raphael Veiga batendo rasteiro depois de receber o passe quase na marca do pênalti.
Com a vantagem, o Palmeiras se fechou e aguardou o Flamengo tomar a iniciativa, para aproveitar os contra-ataques. O primeiro tempo seguiu truncado após o gol do Porco, que não levou muitos sustos na primeira etapa.
Na volta para o segundo tempo, o Flamengo voltou mais ligado pressionando mais e assustou a zaga alvi-verde em algumas oportunidades que a bola rondou a área. Uma delas ocorreu aos 14 minutos com uma cabeçada de Bruno Henrique que passou raspando no pé da trave.
Mas aos, 26 minutos, Gabriel recebeu na diagonal dentro da grande área e bateu forte e rasteiro entre o goleiro Ederson e a trave. Com o empate, o jogo seguiu para a prorrogação. Logo aos cinco minutos do primeiro tempo do tempo extra, o atacante Deiverson do Palmeiras aproveitou a falha de Andreas Pereira, invadiu a área e bateu rasteiro no canto direito de Renan Alves.
Deyverson saiu do banco de reserva e definiu título na prorrogação
O Palmeiras é tricampeão da Copa Libertadores da América. O Alviverde fez 2 a 1 no Flamengo no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, na tarde deste sábado (27). O primeiro gol palmeirense foi marcado pelo meia Raphael Veiga aos quatro minutos da etapa inicial. Após belo lançamento do zagueiro Gustavo Gómez pela direita para Mayke, o lateral cruzou com perfeição para trás e o artilheiro chegou sozinho para concluir forte e rasteiro para o fundo das redes. Na sequência do primeiro tempo, o jogo foi de muito equilíbrio e forte marcação.
O time do Rio de Janeiro ficou mais com a bola (66% contra 34%), mas quem mais finalizou no gol foi a equipe paulista (3 a 1).
Na etapa final, depois do Rubro-Negro já ter feito duas mudanças (a saída do Filipe Luís para a entrada de Renê e a troca de Everton Ribeiro por Michael), veio o empate. Aos 26 minutos, Arrascaeta deu um bom passe para Gabriel Barbosa. O atacante invadiu a área nas costas do lateral Mayke e bateu de esquerda. O goleiro Weverton acabou fechando mal o canto direito e não conseguiu evitar que a bola estufasse as redes. Foi assim que acabou o tempo regulamentar.
Depois, na prorrogação, o técnico português Abel Ferreira tirou Raphael Veiga e colocou Deyverson. E, logo aos quatro minutos do primeiro tempo, a mudança deu resultado em um vacilo incrível da zaga flamenguista. David Luiz tocou para Andreas Pereira, que perdeu a bola para Deyverson. O atacante palmeirense entrou livre na cara do Diego Alves e bateu firme rasteiro. A bola ainda desviou no goleiro, mas foi para o fundo das redes.
Emissora se desfez do canal na Europa (Imagem: Reprodução / Globo)
A Globo optou por encerrar as atividades da Globo Internacional, que faz transmissão para 43 países europeus, após 22 anos. O ciclo se finaliza em 31 de dezembro deste ano. As informações são do TV Pop.
De acordo com a publicação, a ideia da emissora é focar no Globoplay, que contará com novos reforços em seu catálogo a partir do início de 2022.
Apesar do fim das transmissões, apenas a operação em Portugal vai continuar. Em terras lusitanas, a emissora possui a Globo Portugal, disponível no pacote básico das operadoras e que transmite novelas e alguns programas de entretenimento, além de uma programação alternativa da GloboNews, vendida no pay-per-view.
Comunicado
Através de um comunicado divulgado aos telespectadores europeus, a emissora afirmou que a mudança trata-se de uma questão de estratégia:
“Iremos mudar de casa na Europa. A Globo Internacional será desligada das operadoras de televisão na Europa, com exceção de Portugal, em 31 de dezembro de 2021. Mas não vamos dizer adeus! Você agora pode assinar o Globoplay e ter acesso aos programas do canal e a um mundo de conteúdos. São sete canais ao vivo e muitos programas para você ver a hora que quiser”.
Diretor de Negócios Internacionais da Globo, Raphael Corrêa Neto comentou também sobre a novidade:
“Estamos muito felizes por expandir as fronteiras do Globoplay para novos territórios. Agora, mais experientes, damos um novo passo com o negócio na Europa e no Canadá. O streaming da Globo oferece um universo de possibilidades para os assinantes através de filmes, novelas, séries originais e de tantos outros produtos incríveis presentes na plataforma”.
Mudanças também no Brasil
As novidades não atingiram apenas a Globo Internacional. A emissora vai dar mais um passo na flexibilização do seu protocolo de segurança contra a Covid-19 no departamento de Esportes. O canal líder de audiência colocará narradores e comentaristas nas cabines dos estádios pela primeira vez desde março de 2020.
É uma medida que acompanha a nova fase da emissora carioca e vai ser colocada em prática a partir do mês que vem, com a reta final do Campeonato Brasileiro e das finais da Copa do Brasil, entre Atlético Mineiro e Athletico Paranaense.
“Voltaremos a transmitir alguns eventos esportivos presencialmente, nos locais de competição, a partir de dezembro”, garante a Globo. Além do futebol, jogos da Superliga de Vôlei devem contar com equipes nos ginásios.
Servidor que se negar em receber a vacina deve realizar exame RT – PCR semanalmente
A partir desta segunda-feira, 29, todos os servidores públicos municipais de Feira de Santana, concursados, nomeados, contratados, inclusive os que exercem funções públicas vinculadas ao Poder Executivo, terão que apresentar a comprovação de vacinação contra a COVID-19 ao órgão no qual está lotado.
O decreto com alterações sobre a obrigatoriedade da imunização dos servidores da Prefeitura de Feira foi publicado no Diário Oficial Eletrônico, edição deste sábado, 27.
Aquele que se negar a receber a vacina contra a Covid-19 deverá apresentar um exame de RT – PCR, semanalmente, ao chefe imediato como condição para exercer a sua atividade laboral. Este exame deverá ser feito em laboratório particular indicado pela administração municipal.
Conforme a publicação, o servidor municipal que não apresentar a comprovação da vacina, em primeira, segunda, dose única, ou terceira doses, será impedido de trabalhar, por medida de segurança, e ainda terá o salário cortado.
Ainda consta que “a produção, utilização ou comercialização de documentação comprobatória falsificada de vacinação contra a COVID-19, bem como a adulteração ou comercialização, sujeitarão o infrator à responsabilização administrativa, sem prejuízo das sanções nas esferas civil e penal”.
Celular especial da monarca tem sistema de segurança anti-hacker administrado pela agência britânica de inteligência
Foto: Instagram/ @theroyalfamily
O comentarista real Jonathan Sacerdoti, revelou em entrevista ao jornal The Mirror, que a rainha Elizabeth atende ligações de apenas duas pessoas no seu telefone celular privado criptografado, que conta com alta tecnologia para evitar ataques hackers.
“Aparentemente, a rainha tem duas pessoas com quem ela fala mais em seus telefones e ela também tem um telefone celular que dizem ter criptografia anti-hacker do MI6 para que ninguém possa hackear seu telefone”, disse.
“Essas duas pessoas são sua filha, princesa Anne, e seu agente de corridas John Warren. Se John a liga, ela atende”, contou Sacerdoti. “Ele é genro de um amigo da rainha, o falecido Conde de Carnarvon”, afirmou.
Warren é amigo próximo de Elizabeth há anos e cuida das paixões dela ligadas à criação e corridas de cavalos. “Essas são as duas pessoas com quem ela vai falar e ambos podem falar com sua majestade de qualquer lugar do mundo”, concluiu Sacerdoti.
Partido retomou a votação das prévias neste sábado
PSDB registrou pelo menos 26 mil tentativas de acesso externo Foto: Divulgação/PSDB
O PSDB retomou, neste sábado (27), a votação das prévias para definir quem será seu candidato do partido à Presidência da República em 2022. E de acordo com o próprio partido, foram registradas pelo menos 26 mil tentativas de acesso externo ao sistema utilizado pela sigla na votação.
Como todos os ataques foram realizados de fora do Brasil, o PSDB decidiu bloquear o acesso de filiados que estão no exterior.
A votação foi retomada com um novo aplicativo após os problemas ocorridos no último domingo (21). Na ocasião, o aplicativo usado acabou apresentando problemas, o que levou o PSDB a suspender as prévias.
Mesmo com as tentativas de ataque, a votação transcorre sem problemas.
Disputam o posto de candidato à Presidência pelo PSDB o governador de São Paulo, João Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus (AM) Arthur Virgílio.
A expectativa é de que o resultado da votação seja divulgado às 18h deste sábado.
Ativista afirmou que a revista “fez de boa amiga acolhedora” e que ela caiu “no conto”
Sara Winter Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Criticada após conceder uma entrevista à revista IstoÉ, a ativista Sara Winter decidiu voltar a falar sobre o assunto e rebater as críticas do que recebeu. Em entrevista ao site Brasil Sem Medo publicada neste sábado (27), ela explicou que falar com a IstoÉ “foi um erro” e que ela caiu no “conto do jornalista”.
As declarações de Sara Winter foram dadas à revista IstoÉ na semana passada e repercutiram nas redes sociais no último fim de semana. Ao veículo, Sara teria dito que foi orientada por Heleno a parar com os ataques à imprensa e ao então presidente da Câmara Rodrigo Maia. De acordo com ela, a ideia seria focar as críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A revista ainda abordou a relação entre Sara e a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).
Ao veículo, a ativista disse que à IstoÉ distorceu suas palavras.
– Minha entrevista para a IstoÉ foi um erro. Infelizmente cai no conto do jornalista que disse que me ofereceu o espaço para falar sobre minha carreira no futuro. Atribuo esse erro a minha ingenuidade momentânea e a certa carência pelos espaços para os presos políticos na direita. Me considero muito inteligente no que concerne à desinformação, mas nesse caso, errei – ressaltou.
Ela então disse que a revista se fez “de amiga” com ela.
– A IstoÉ se fez de boa amiga acolhedora, exatamente o papel que a direita deveria ter feito e eu caí direitinho. Se até eu que sou extremamente experiente cai no conto, imaginem quantos jovens ingênuos são cooptados com as mesmas técnicas – apontou.
Sara também foi questionada sobre em quem votaria nas eleições de 2022. Ela afirmou que, apesar dos erros de Bolsonaro, seu voto seria nele.
– Se o Abraham Weintraub ou o Ernesto Araújo fossem candidatos a presidente, eu votaria neles. Mas eles não serão. O que temos hoje é Lula, é Ciro, é Moro, é Bolsonaro. O presidente errou muito, mas se a eleições fossem hoje eu votaria em Jair Bolsonaro.
Medida ocorre após Deolane Bezerra descumprir uma decisão trabalhista
Deolane Bezerra Foto: Leo Franco / AgNews
A Justiça decidiu bloquear parte das contas bancárias da advogada Deolane Bezerra, ex-esposa de Mc Kevin. A decisão ocorre após ela descumprir uma decisão trabalhista.
De acordo com com Erlan Bastos, colunista do EmOff, Deolane deixou de recolher o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de uma empregada. A mulher prestou serviços para a advogada entre 18 de maio de 2017 e 12 de fevereiro de 2019, com salário de R$ 1,5 mil.
Os valores devidos chegam a um total de R$ 10. A advogada e a empresa chegaram a fazer um acordo, mas ainda assim o valor não foi pago.
A advogada ganhou visibilidade após a morte de Mc Kevin, que caiu da sacada de um hotel no Rio de Janeiro.