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Na representação, senador cita elo entre representante da empresa investigada em esquema com o presidente Lula

Flávio Bolsonaro (PL/RJ) descarta sugestão de Ciro Nogueira (PP/PB) e diz que pretende permanecer no Congresso como senador | Foto: Flávio Bolsonaro (foto) disse que pretende concorrer à reeleição no Senado em 2026 Andressa Anholete/Agência Senado
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi ao TCU para pedir investigação sobre ex-nora de Lula | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido de investigação sobre os repasses do Ministério da Educação (MEC) à Life Tecnologia Educacional, empresa ligada a Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula.

O senador pede a suspensão de novos pagamentos à Life até conclusão da investigação. Carla foi alvo de operação da Polícia Federal na semana passada, e quem recebeu os agentes federais na casa da ex-nora, segundo a Veja, foi Cláudio Lula da Silva, filho de Lula e ex-marido de Carla. Esse fato foi destacado por Flávio na representação ao TCU.

Trecho da representação de Flávio Bolsonaro ao TCU sobre a ex-nora de Lula | Foto: Reprodução
Trecho da representação de Flávio Bolsonaro ao TCU sobre a ex-nora de Lula | Foto: Reprodução

Para Flávio, “esse episódio indica não apenas a persistência de laços pessoais, mas também que Carla Ariane continua inserida em um ambiente de proximidade com a família do mandatário da República”.

No documento entregue ao TCU, o senador detalhou que Carla Trindade, sem vínculo funcional com a administração pública, teve acesso privilegiado às instalações do MEC, incluindo reuniões privadas com o ministro da Educação, Camilo Santana. Ele também afirma que esses encontros ocorreram sem transparência e fora das agendas oficiais do ministério.

O senador cita também o trecho da investigação da PF no qual consta que Carla Ariane teria viajado “ao menos duas vezes a Brasília com passagens custeadas pelo dono da Life
Tecnologia Educacional”.

A relação do representante da Life com Lula

Além disso, Flávio Bolsonaro também menciona as relações de Kalil Bittar, responsável pela Life e alvo de mandado de busca e apreensão, com Lula. “Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, coproprietário do sítio de Atibaia (SP), imóvel que motivou a condenação do atual presidente da República em uma das ações da Operação Lava Jato, sendo ambos filhos de Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas e um dos fundadores da CUT e do PT”, escreveu o senador. “Além disso, Kalil foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), outro filho do presidente, na empresa Gamecorp, também investigada na operação Lava Jato”.

Ele também menciona que a Life cresceu 113 vezes a partir de maio de 2022, quando o capital social era de R$ 300 mil, segundo a Junta Comercial de São Paulo. Em 2024, esse valor saltou para R$ 34 milhões, “movimentação que, para os investigadores, está diretamente ligada à obtenção de contratos públicos por meio de influência indevida de Carla Ariane”.

Flávio menciona, ainda, o possível superfaturamento de livros vendidos pela Life. Cada exemplar teria sido adquirido por R$ 2,56 e revendido revendido por R$ 41,50, um preço 16 vezes maior.

Medidas solicitadas 

Entre as providências solicitadas estão a abertura de processo formal para investigar a liberação de verbas federais, auditoria específica sobre contratos da Life Tecnologia Educacional com prefeituras e órgãos federais, além da requisição de documentos do MEC, GSI, Casa Civil e Secretaria-Geral da Presidência. O objetivo é esclarecer as circunstâncias das visitas de Carla Trindade a prédios oficiais e sua relação com a empresa investigada.

O senador ainda requereu que, identificada qualquer irregularidade, o TCU suspenda provisoriamente novos repasses à Life Tecnologia Educacional até que a auditoria seja finalizada. 

A Controladoria Geral da União já havia apontado distorção contábil de R$ 2,7 bilhões nas contas do MEC em 2023.

Informações Revista Oeste


Decisão reforça avanço de processos que miram contratos e supostos repasses ilegais no país

Cristina Kirchner julgamento corrupção Argentina
Cristina Kirchner foi presidente da Argentina entre 2007 e 2015 | Foto: Reprodução/Instagram Cristina Kirchner

A Justiça da Argentina intensificou as medidas contra Cristina Kirchner e bloqueou 20 imóveis ligados à ex-presidente e a familiares. A determinação integra o processo que já rendeu a ela uma condenação de seis anos ligada a obras rodoviárias no interior. Cristina cumpre prisão domiciliar desde junho.

A ex-presidente enfrenta novas acusações em Buenos Aires. O tribunal reabriu neste mês o caso das cadernetas que registrariam repasses de dinheiro a integrantes do governo. O material reúne anotações feitas pelo ex-motorista Oscar Centeno, que mencionou trajetos entre empresas e residências de autoridades.

Caso das cadernetas do motorista de Cristina Kirchner volta ao centro do debate

As cadernetas vieram a público em 2018, em reportagem do jornalista Diego Cabot. Segundo a investigação, Centeno descreveu viagens em que transportava valores entregues por empresários. A apuração surgiu a partir de outra ação envolvendo a compra de gás natural. O ex-juiz Claudio Bonadio e o promotor Carlos Stornelli conduziram a etapa inicial do inquérito.

https://youtube.com/watch?v=g8TgBU_BGO4%3Ffeature%3Doembed%26enablejsapi%3D1%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Frevistaoeste.com

Cristina Kirchner é acusada de comandar uma organização criminosa e de participar de pagamentos ilícitos. Também respondem ao processo o ex-ministro de Obras Públicas Julio De Vido e o ex-funcionário Roberto Baratta. A lei prevê penas que variam de um a dez anos para os crimes investigados. Se houver nova condenação, a líder do Partido Justicialista acumulará a punição ao período já imposto.

Informações Revista Oeste


Texto endurece penas para organizações criminosas e estabelece o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil

Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

No cenário político nacional, líderes de direita destacaram nas redes sociais, nesta terça-feira, 18, a aprovação do Projeto de Lei Antifacção pela Câmara dos Deputados. O texto, aprovado por 370 votos contra 110, endurece penas para organizações criminosas e estabelece o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil.

A aprovação representa uma conquista para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e para o relator, Guilherme Derrite (PP-SP), que deixou o comando da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para reassumir seu mandato e relatar a matéria.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comemorou: “É um passo decisivo para asfixiar o crime organizado”, escreveu, no X. “Acabou a impunidade. Em São Paulo e no Brasil, o recado é claro: Lugar de Bandido é na cadeia.”

Repercussão entre governadores e parlamentares

Cláudio Castro governador Rio de Janeiro operação policial
Cláudio Castro, governador do RJ | Foto: Flávio Mello/Conib

Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, atribuiu o avanço do projeto à repercussão da Operação Contenção, realizada em 28 de outubro nos Complexos do Alemão e da Penha, que resultou em 121 mortes. 

“Estive no Colégio de Líderes defendendo pontos importantes para o avanço da proposta e acompanhei de Brasília a votação”, disse. “O texto endurece penas, cria novos crimes, reforça o poder de investigação e estabelece regras mais rígidas para líderes de facções.” 

Castro também declarou que continuará sua atuação para que facções recebam a classificação de narcoterroristas. Já Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, ressaltou que a proposta não representa apenas uma formalidade. Segundo ele, “não é enfeite, nem formalidade”. “É ruptura”, disse. “É enfrentamento real, é o fim da era da permissividade criada pela esquerda.” 

Mais comentários de integrantes da Câmara

O deputado Mario Frias (PL-SP) detalhou pontos do texto, como o regime em presídios de segurança máxima, restrição de benefícios como indulto e progressão de regime, além da equiparação penal com delitos de impacto semelhante ao terrorismo. “Nosso objetivo é claro e oposto ao da esquerda: queremos proteger cada vez mais o cidadão e combater duramente o crime organizado”, disse.

Nikolas Ferreira (PL-MG) elogiou o relator Derrite e afirmou que a aprovação representa “um passo decisivo contra facções criminosas”. O parlamentar criticou a proposta encaminhada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. 

https://youtube.com/watch?v=KwX7twraSvM%3Ffeature%3Doembed%26enablejsapi%3D1%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Frevistaoeste.com

“O governo Lula mandou à Câmara um projeto fraco, cheio de brechas e benefícios para facções, quase um convite para que o Estado continuasse de joelhos”, disse. “Mas hoje o Congresso fez o que o país esperava: fechou portas, endureceu penas e construiu um verdadeiro Marco Legal de enfrentamento às facções. Resultado: aprovamos um texto firme, responsável e à altura da violência que o Brasil enfrenta. Enquanto isso, PT, Psol e a esquerda votaram contra. Mais uma vez, ficaram do lado errado da história.”

Reconhecimento ao relator e bastidores políticos

derrite; Câmara
Guilherme Derrite voltou à Câmara dos Deputados para relatar o PL Antifacção | Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Guilherme Derrite agradeceu ao governador Tarcísio de Freitas pela chance de assumir a relatoria. “Agradeço muito a oportunidade de poder trabalhar ao longo desses três anos com um gestor idealista, competente, inteligente, da qualidade do governador Tarcísio de Freitas”, disse.

Ele também frisou que não houve interferência do governador no relatório e elogiou o compromisso de Tarcísio com a segurança pública. “Para ele não é só prioridade eleitoral, é uma prioridade real de entregar para a população brasileira”, concluiu.

Informações Revista Oeste


Jornal se posicionou contra ida do ex-presidente para a Papuda em razão do cargo político que ele ocupou e de sua saúde

Jair Bolsonaro Foto:EFE/ André Borges ARQUIVO

Em editorial publicado nesta terça-feira (18), o jornal O Estado de S. Paulo defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “merece tratamento especial” no que diz respeito à decisão de onde ele cumprirá a pena — não apenas pelo cargo que ocupou, mas também por suas condições de saúde.

No texto, o veículo de imprensa afirma que trata-se de uma “hora grave”, pois “prender um ex-presidente da República impõe ao juiz uma reflexão que transcende a dimensão individual do condenado”.

– Em poucos dias será certificado o trânsito em julgado e expedido o mandado de prisão definitiva contra Bolsonaro. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da AP 2.668, determinar o local onde a pena será cumprida. Moraes deve combinar senso de justiça, prudência institucional e respeito às prerrogativas inerentes ao cargo. Sobre sua decisão, seja ela qual for, não pode pairar dúvida de que se trata de uma justa reparação, não de vingança – defendeu o periódico.

O editorial defende que o ex-líder do Planalto “não é um preso qualquer”, e que o Estado deve “aplicar a lei com firmeza, sem ignorar prerrogativas associadas à Presidência da República nem as circunstâncias excepcionalíssimas do ex-presidente”. O jornal adverte que prender o líder conservador no Complexo Penitenciário da Papuda poderia levar a um desfecho “fatal”.

– A saúde de Bolsonaro, debilitada após múltiplas cirurgias decorrentes do atentado a faca, não pode ser tratada como mera questão lateral. Ainda que seus apoiadores a tenham explorado politicamente, a fragilidade de Bolsonaro é real e impõe cuidados médicos contínuos, difíceis de serem prestados num sistema penitenciário reconhecidamente falho. Prender um ex-chefe de Estado e de governo na Papuda, uma das prisões mais degradadas do país, seria imprudente, pois poderia precipitar uma crise de contornos imprevisíveis caso um agravamento do quadro clínico de Bolsonaro, sobretudo fatal, ocorresse sob custódia do Estado.

O periódico recordou de precedentes como a prisão do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em cela especial na Superintendência da PF em Curitiba, Paraná. Também cita o caso do ex-chefe do Executivo Fernando Collor de Mello, que cumpre pena em prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde.

– O caso de Bolsonaro se enquadra nessa situação. Ademais, a prisão domiciliar, além de adequada à sua condição clínica, não é indulgente, nenhuma privação de liberdade o é. A democracia brasileira não será aprimorada com o martírio de ninguém – adicionou o jornal.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Informações Pleno News


Projeto do governo federal prevê 14 UTIs automatizadas e uso de IA para agilizar diagnósticos e modernizar o atendimento no SUS

Salvador terá UTI inteligente em rede nacional lançada pelo Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (18), em Brasília, uma rede nacional de hospitais e serviços inteligentes dentro do SUS, e Salvador está entre as cidades que vão receber uma das novas UTIs automatizadas. A iniciativa integra uma estratégia de modernização do atendimento, com uso de tecnologias avançadas, inteligência artificial e medicina de alta precisão.

Ao todo, serão 14 UTIs inteligentes distribuídas pelas cinco regiões do país, funcionando de forma interligada. Na Bahia, a unidade ficará em Salvador, em hospital selecionado em conjunto com a gestão estadual. Além disso, outras oito unidades hospitalares pelo país serão modernizadas com apoio de universidades e secretarias de saúde.

O pacote inclui também a construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será o primeiro hospital inteligente do Brasil.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que o objetivo é acelerar diagnósticos, ampliar a precisão dos atendimentos e reduzir o tempo de espera. Segundo dados oficiais, o uso de IA e big data pode diminuir em até cinco vezes o tempo de resposta em emergências.

As UTIs serão instaladas em hospitais de 13 estados, incluindo Manaus, Belém, Recife, Fortaleza, Teresina, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Dourados (MS) e Brasília.

Informações Metro1


Participantes do exame usaram as redes sociais para levantar suspeitas sobre possível vazamento da prova

De acordo com o governo Lula, o concurso tem o objetivo de 'desenvolver políticas de gestão de pessoas e de desenvolvimento de competências transversais e de liderança para o quadro de servidores da administração pública deferal' | Foto: Jannoon028/Freepik
Segundo o consultor, uma das estratégias utilizadas foi a memorização de perguntas do Prêmio CAPES Talento Universitário, concurso direcionado a calouros do ensino superior | Foto: Jannoon028/Freepik 

Uma transmissão ao vivo realizada poucos dias antes do Enem 2025 chamou atenção ao apresentar questões quase idênticas às que apareceram na prova oficial.

O responsável pela live, Edcley Teixeira, atua como consultor para vestibulandos, apresenta-se como estudante de medicina da periferia e garante que previu as questões legalmente, sem acesso antecipado ao exame, com o objetivo de ampliar o ingresso ao ensino.

Materiais de apoio do curso oferecido por Edcley continham seis questões semelhantes às do Enem deste ano, incluindo um item relacionado a tijolos. 

Segundo o consultor, uma das estratégias utilizadas foi a memorização de perguntas do Prêmio Capes Talento Universitário, concurso direcionado a calouros do ensino superior.

Ele teria percebido que essas perguntas serviriam de pré-teste para futuras edições do Enem.

Consultor alega ter desenvolvido método revolucionário

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nunca confirmou nenhum vínculo entre o Prêmio Capes e o Enem.

“Desenvolvi método de algoritmo que dá a resposta de qualquer questão”, afirmou Edcley ao portal g1. “Os professores precisam estudar a estrutura da prova. Com poucos recursos, consegui revolucionar o Enem sem que ninguém soubesse até hoje. Agora, sabem. Entendi a lógica do Enem e consegui prever as questões.”

Depois da divulgação da live, participantes do Enem 2025 usaram as redes sociais para levantar suspeitas sobre possível vazamento da prova e demonstraram preocupação quanto ao risco de cancelamento do exame.

Até a publicação desta reportagem, o Ministério da Educação (MEC) e o Inep não haviam se manifestado sobre o caso. Não há informações oficiais sobre anulação de notas.

Edcley detalhou em vídeos nas redes sociais as técnicas empregadas para antever as perguntas do exame. 

Ele relatou que, a convite do MEC, participou e foi premiado no Capes Talento Universitário, administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, e afirmou, sem confirmação do governo federal, que questões desse prêmio inspiram itens do Enem.

O consultor teria memorizado parte dessas perguntas para transmiti-las em suas lives a estudantes.

Estratégia para prever questões do Enem

Fontes que trabalharam com Edcley e ex-alunos, sob anonimato, relataram que ele incentivava candidatos a fazerem o exame do Talento Universitário e decorar as perguntas para repassá-las assim que saíssem da prova, que ocorre em computador e não permite a retirada do caderno de questões.

“Eis que a monitoria em questão criou o seguinte método: incentivou alunos a fazerem a tal prova da Capes, e, assim que saíssem da sala, divulgassem as questões cobradas que estivessem frescas na memória deles”, disse uma das fontes ao g1. “Isso porque a prova é feita em um PC; não se sai de lá com caderno de questões.”

Segundo Edcley, a hipótese de que o Prêmio Capes serviria de base para o Enem surgiu depois da leitura do livro O Roubo do Enem, de Renata Cafardo. A autora, no entanto, declarou ao g1 que, embora explique os pré-testes no livro, não há menção à Capes na obra.

Em outro vídeo, Edcley negou a ligação direta com a Capes afirmando que suas previsões resultam de métodos próprios baseados em algoritmos e análise da Teoria de Resposta ao Item, acumulada ao longo de mais de dez anos.

Engenharia reversa

O consultor ainda disse ter estudado editais públicos para identificar quem elabora e revisa questões do Enem, pesquisando artigos acadêmicos publicados por esses profissionais.

“Óbvio que vou acertar o Enem inteiro”, disse. “O Enem inteiro é repetido. Eu descobri o padrão. Sabe quantas pessoas elaboram o Enem? 25 pessoas. Elas estão no Inep desde 2009. Sigam na rede social. Você vai conseguir saber no que elas estão pensando.”

“Tem o CPF delas nas chamadas públicas”, complementou. “Você facilmente descobre. Jogue no Google, siga a pessoa, veja os artigos científicos. Em geral, são professores universitários, tem lá um falando de endemias [tema que caiu em 2025]. Você imagina: essa pessoa vai querer reciclar seu próprio artigo. Aí, consegue prever seguindo as pessoas.”

Por fim, Edcley declarou ter identificado padrões no Enem por meio de uma “engenharia reversa” desenvolvida por ele. 

Entre as questões previstas por ele, estavam temas como fotossíntese, espécies, grito, desvio padrão, cálculo de R$ 60 mil e uma questão sobre tijolos, todas posteriormente confirmadas no Enem 2025.

Informações Revista Oeste


Ministros, contudo, decidiram absolver um general da reserva

Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF - 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF
Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF – 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Por unanimidade, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nove membros do núcleo 3 da suposta trama golpista, nesta terça-feira, 18, e absolveu o general da reserva Estevam Theophilo. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo é responsável por planejar o assassinato de autoridades.

Além disso, conforme a PGR, o núcleo pressionou o comando do Exército a aderir ao que seria uma tentativa de ruptura institucional para manter Jair Bolsonaro na Presidência, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar a vitória de Lula.

Esse grupo é conhecido por ser o dos “kids pretos”, militares das Forças Especiais do Exército que teriam articulado o “golpe”.

Além dos militares, há um agente da Polícia Federal (PF) inserido.

Voto sobre o núcleo 3

kids pretos
A 1ª Turma do STF, durante o julgamento dos ‘kids pretos’ envolvidos na suposta trama golpista – 12/11/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Para seis militares e um agente da PF, o colegiado defendeu a punição pelos cinco crimes apontados pela PGR:

  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • organização criminosa armada;
  • dano qualificado;
  • deterioração de patrimônio tombado.   

São eles:

  1. Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  2. Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
  3. Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
  4. Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército;
  5. Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército;
  6. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército; e
  7. Wladimir Matos Soares, agente da PF.

Em relação ao tenente-coronel Ronald de Araújo Jr. e o coronel Márcio de Resende, o STF propôs que sejam condenados por incitação ao crime e associação criminosa.

Penas

  • Hélio Ferreira Lima — 24 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Rafael Martins de Oliveira — 21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo — 21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Wladimir Matos Soares — 21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto — 17 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros — 17 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado;
  • Fabrício Moreira de Bastos — 16 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado.

Informações Revista Oeste


A Prefeitura de Feira, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO), promove anualmente o Casamento Coletivo, evento já tradicional no município e responsável por celebrar a união de centenas de casais.

Em 2024, 104 casais oficializaram sua união por meio da iniciativa. Neste ano, a tradição se fortalece com ainda mais participantes: no dia 27 de novembro, a partir das 8h, o Olimpo Eventos será palco da 24ª edição do Casamento Coletivo, reunindo 204 casais que irão dizer “sim” em uma grande cerimônia.

A ação tem como objetivo promover a cidadania, fortalecer vínculos familiares e garantir o acesso ao casamento civil de forma gratuita, beneficiando casais que sonham em formalizar sua união, mas encontram dificuldades financeiras ou burocráticas.

Histórias de amor que inspiram

Entre os muitos casais que já participaram da iniciativa está o de Patrícia Vaz, 38 anos, operadora de montagem, e André Lima, que oficializaram sua união no Casamento Coletivo de 2024, após seis anos juntos.

“O Casamento Coletivo é importante para nossa cidade porque muitos têm o sonho de casar, mas não têm condições ou tempo para resolver as questões documentais. A SEDESO providenciou tudo, e foi a melhor experiência que vivemos. Estamos muito felizes com a nossa união e só temos a agradecer pela organização, estrutura e pelo olhar humanizado que vocês têm”, destacou Patrícia.

O marido, André, reafirma o impacto positivo da cerimônia. “Queria poder casar com minha esposa todo ano no Casamento Coletivo. Parabenizo a Prefeitura por proporcionar esse evento não só para nós, mas para todos os casais que participaram. Tudo foi muito bem organizado, impecável. Sem dúvidas, este ano será ainda melhor”.

Compromisso social

A secretária de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, destacou a importância da iniciativa e o compromisso da pasta com a população. “É maravilhoso e gratificante acompanhar relatos de casais que decidiram oficializar sua união por meio do nosso serviço. Estamos empenhados em oferecer sempre o melhor atendimento. Nesta edição, organizamos tudo com muito carinho para proporcionar a melhor experiência possível aos participantes”, afirmou.

Já a chefe da Divisão de Cidadania e Inclusão Produtiva, Ivone Fernandes, ressaltou o aprimoramento constante do evento. “A cada edição, buscamos inovar e melhorar para que cada casal, padrinhos e convidados vivenciem uma experiência única. Este ano, tivemos 288 inscrições, mas devido a pendências documentais, 204 casais confirmaram participação. A expectativa é sempre a melhor, porque trabalhamos para oferecer, ano após ano, um evento ainda mais especial para todos”, disse.

*Secom
Foto: Jorge Magalhães


A Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, preparou uma significativa programação para celebrar o Novembro Negro, mês dedicado à valorização da história e da cultura afro-brasileira, que culminará com um ato cívico e cultural nos dias 19 e 20 de novembro. O ponto alto das celebrações é a Marcha Zumbi dos Palmares e um dia inteiro de atividades no Espaço Marcus Moraes.

As homenagens começam na quarta-feira, 19 de novembro, com a Marcha Zumbi dos Palmares. A concentração está marcada para às 16h na Praça D. Pedro I. O cortejo iniciará seu percurso pelas avenidas Senhor dos Passos e Getúlio Vargas, encerrando no Espaço Marcus Moraes (Lucidata). Este será um ato de grande representatividade, contando com a participação de mais de 15 grupos e entidades de matrizes africanas, incluindo blocos afros, escolas de samba, afoxés e grupos de santo, reforçando o pedido por respeito e a visibilidade da diversidade cultural e religiosa da nossa cidade.

A programação continua na quinta-feira, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, com uma série de atividades no Espaço Marcus Moraes, a partir das 10h. A manhã será dedicada à abertura oficial da programação, seguida por um momento crucial de reflexão e debate com a participação dos palestrantes Gilsam Santana e Hely Pedreira, que abordarão temas relevantes para a luta e a valorização do povo negro.

Diversos grupos e coletivos, como o Coletivo da Baixada, Coletivo de Hip Hop, Coletivo de Reggae, Coletivo de Samba, além de grupos de samba de roda e capoeira. A programação musical promete embalar os presentes com shows de artistas e bandas locais de grande prestígio, incluindo Tambores Urbanos, Banda Monte Sião, Marcionílio Prado, Gilsam Santana, Banda Cativeiro, Nelma Marks e Kbelo Duro. Para enriquecer ainda mais o encerramento, o evento contará com a participação especial de vários vocalistas de bandas de reggae e de bandas percussivas. O encerramento das atividades está previsto para às 22h.

*Secom
Foto: ACM


O uso de linguagem neutra está oficialmente proibido em toda a administração pública brasileira. A restrição foi confirmada com a sanção da Lei nº 15.263/2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo texto foi divulgado no Diário Oficial da União na segunda-feira (17).

A lei integra a política de “linguagem simples”, criada para tornar mais claras e acessíveis as comunicações do poder público. Pelo novo conjunto de regras, documentos, formulários e demais materiais oficiais devem ser escritos de forma direta e compreensível, com frases curtas, preferência pela voz ativa, eliminação de redundâncias e proibição de termos vagos.

Entre as diretrizes está a determinação de que órgãos federais, estaduais e municipais sigam rigorosamente a norma culta do português, o que impede o emprego de expressões como “todes”, “elu” ou outras construções que alterem a flexão tradicional das palavras. O artigo 5º deixa explícita a vedação: “não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas, ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008”.

A decisão reacende um debate antigo. Desde os anos 1990, movimentos defendem formas neutras de comunicação como forma de reduzir marcas consideradas sexistas na língua, propondo adaptações na escrita e na fala para incluir homens, mulheres e pessoas não-binárias. Exemplos comuns incluem substituir o “o” de “bem-vindos” por “x” ou “e”, criando palavras sem predominância de gênero e aproximando-as das chamadas expressões “agêneras”.
O tema também já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Em fevereiro de 2025, o plenário declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade de uma lei municipal de Uberlândia (MG) que barrava o uso de linguagem neutra e de “dialeto não binário” em material didático. Os ministros concluíram que municípios não podem legislar sobre diretrizes educacionais – atribuição que cabe à União. Dois anos antes, em 2023, a Corte já havia derrubado norma semelhante aprovada em Rondônia.

*Correio
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil