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Com Patrícia Sales


Foto: : EFE/EPA/ALEKSEY NIKOLSKYI/SPUTNIK/KREMLIN / POOL

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a Rússia pode enviar negociadores a Belarus para discutir uma rendição da Ucrânia. Peskov afirmou que o governo de Vladimir Putin (foto) exige a “neutralidade” do país vizinho e que ele permaneça fora da Otan.

– Em resposta à oferta do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Vladimir Putin está pronto para enviar a Minsk uma delegação russa – disse o porta-voz a repórteres, segundo agências de notícias russas.

De acordo com Peskov, os representantes incluiriam funcionários da Defesa e dos ministérios das Relações Exteriores, assim como do gabinete presidencial. A desmilitarização seria uma condição para a Rússia aceitar qualquer acordo. Ou seja, o líder russo teria o foco na obtenção da garantia do status de neutralidade da nação ucraniana e na promessa da Ucrânia de não ter armas em seu território.

— [Putin] disse desde o início que o objetivo desta operação era auxiliar [as regiões separatistas] de Luhansk e Donetsk, incluindo desmilitarizando e desnazificando a Ucrânia. Essas são partes essenciais do status neutro — afirmou.

Em uma declaração em vídeo nesta sexta-feira (25), Zelensky pediu ao presidente russo, Putin, que se reunisse com ele para conversar.

– Gostaria de me dirigir ao presidente da Federação Russa mais uma vez. A luta está acontecendo em toda a Ucrânia. Vamos sentar à mesa de negociações para impedir a morte de pessoas – disse ele em russo, em um vídeo publicado em seu canal no Telegram.

*Pleno.News


Aposentados e pensionistas já receberam hoje (25), mas os funcionários ativos, comissionados e terceirizados só devem receber o salário no próximo dia 4 de março. “Dinheiro tem, mas sem a lei orçamentária de 2022 aprovada não há respaldo legal para pagar fevereiro até o dia 28”, salienta o prefeito Colbert Martins.

Ele explica que o teto máximo de despesas até 1/12 avos do orçamento existente foi extrapolado em fevereiro, porque foram pagas várias férias de professores. Logo, frisa, a questão não é financeira, mas legal: sem orçamento 2022 devidamente aprovado, não há como justificar a despesa, porque há a imposição desse limite.

“O orçamento 2022 ainda depende da aprovação da Câmara Municipal e está tramitando no Poder Legislativo. Creio que estamos muito próximos de termos uma decisão a respeito”, acrescentou o prefeito.

*Secom


Guerra Ucrânia
Foto: Deutsche

O encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoly Tkach, confirmou hoje (25), em Brasília, o abatimento de 7 aviões, 6 helicópteros, mais de 30 tanques, 130 veículos blindados e aproximadamente 800 soldados russos.

Tkach confirmou ainda a informação de que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu para a população se armar para defender o país. “Exatamente o que eu comentei sobre a defesa territorial. São civis, homens e mulheres, que pegam em armas para proteger as suas casas dos invasores”.

Ele afirmou que a Ucrânia impôs a lei marcial, que impede homens de 18 a 60 anos, naturalizados ou não, de deixarem o país e que, na capital, foram introduzidos toques de recolher.

“Neste momento estamos pedindo aos nossos parceiros para que imponham as sanções, incluindo expulsar a Rússia do Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). Também pedimos que adotem as seguintes medidas: resoluções nos foros internacionais, apoio financeiro, apoio com armas defensivas para a Ucrânia, e condenação das ações da Rússia”, afirmou Tkach.

Ele disse ainda que a atual situação é muito mais grave do que a anexação da Crimeia, em 2014. “Neste momento, a guerra é para ocupar todo o território ou alguns territórios do nosso país, é uma guerra de grande escala”.

O encarregado ucraniano agradeceu o apoio “sem precedentes” recebido até agora e citou a Polônia, que emprestou quase US$ 1 bilhão à Ucrânia. Ele agradeceu também o apoio prestado pelo Canadá, pela Austrália, União Europeia, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido e reforçou que os ucranianos estão precisando de ajuda humanitária e esperam sanções pesadas contra a Rússia. Ele disse ainda contar com o apoio do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Tkach afirmou que Chernobyl está intacta e que o aumento no nível de radiação se deu pela poeira levantada pelas máquinas pesadas que circulam na região.

*Agência Brasil


Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Começa na próxima quinta-feira (3) e vai até 1º de abril o prazo para deputados federais e estaduais mudarem de partido sem correr o risco de perder o mandato. Mesmo antes da chamada janela partidária, 39 deputados já deixaram a legenda pela qual foram eleitos em 2018. Por enquanto, o número é bem menor em comparação com a legislatura passada, quando 117 deputados mudaram de sigla no mesmo intervalo de tempo (entre 1º de fevereiro de 2015 e 24 de fevereiro de 2018).

Até o momento, o partido mais beneficiado com as trocas partidárias foi o PL, que ganhou 11 deputados e perdeu apenas 3. Em seguida, o Republicanos recebeu 4 deputados e perdeu 1.

Eleição, fusão e incorporação
O cenário eleitoral está entre os principais motivos para a troca de partido. É o que explicou o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), ao anunciar neste mês sua filiação ao PSD. “O meu estado é diferenciado, tem um quociente de 230 mil votos para nove candidatos, o que não é nada fácil de ser atingido. Assim, qualquer decisão tem a ver com o projeto político, mas tem a ver também com a possibilidade eleitoral.”

A fusão ou incorporação de partidos é outra motivação para mudança de legenda, especialmente fora do período da janela partidária. Em 2019, quando a cláusula de barreira passou a vigorar, houve a incorporação do Partido Republicano Progressista (PRP) ao Patriota; e do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Três deputados do PRP optaram por seguir para outras legendas: PSL, PL e PSD.

No ano passado, o TSE aprovou o pedido de incorporação do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) ao Podemos (Pode). No entanto, seis deputados do PHS foram para outras legendas: três para o PL, dois para o PP e um para o DEM.

Bancadas
A expectativa é que as trocas durante a janela partidária alterem a composição das bancadas na Câmara dos Deputados. O partido União Brasil, resultante da fusão do PSL com o DEM, conta atualmente com a maior bancada, de 81 integrantes. Antes da fusão, o PSL tinha a maior bancada, com 55 deputados. O segundo lugar permanece com o PT, com 53 deputados.

Nas eleições de 2018, 30 partidos elegeram representantes para a Câmara dos Deputados. Com a fusão recente e outras incorporações e trocas de legenda, o número de siglas caiu para 23.

Com informações da Agência Câmara de Notícias


Foto: Izinaldo Barreto

A Prefeitura de Feira vai modernizar 4.223 pontos de iluminação

O projeto Luz da Gente chegou a mais um bairro de Feira de Santana. As modernas luminárias LED já estão sendo instaladas no Tomba desde ontem, 24. À noite, os moradores da rua do México, onde os serviços começaram, puderam conferir a qualidade, com um ambiente bem mais iluminado.

Foi o caso da dona de casa, Alessandra dos Santos, 44 anos. “A nova iluminação vai trazer mais segurança e tranquilidade. A noite vai virar dia“, observou.

Somente no Tomba, incluindo o loteamento Elza Azevedo, Parque Panorama, conjunto Feira VII e o Fraternidade, a Prefeitura de Feira vai modernizar 4.223 pontos de iluminação.

O secretário municipal de Serviços Públicos, Eli Ribeiro, e o diretor de Limpeza Pública, João Marcelo Gomes, estiveram na rua do México à noite para conferir os serviços.

LOCALIDADES MAIS ILUMINADAS

Além destas localidades, o poder público municipal já implantou as luminárias LED nos bairros Queimadinha, Rua Nova, Aviário e Pedra do Descanso, além das avenidas Noide Cerqueira, Francisco Fraga Maia, Rio de Janeiro e a Ayrton Sena.

Os parques municipais Radialista Erivaldo Cerqueira (Parque da Lagoa) e Frei José Monteiro Sobrinho (Parque da Cidade) também estão mais iluminados, assim como praças dos bairros Queimadinha e da Rua Nova. São pelo menos doze no total, como a Fonte de Lili, praças do Conjunto Wilson Falcão, do Amorum, Oldemar Cunha, do Galpão do Amendoim e da rua H (conjunto Milton Falcão).

Enquanto isso, os serviços seguem em andamento nos bairros Mangabeira, CIS e Santo Antônio (em fase de finalização).


Sala de aula

Termina nesta sexta-feira (25) às 23h59 (horário de Brasília) o prazo para  inscrições no Programa Universidade para todos (Prouni) do primeiro semestre de 2022. O Prouni oferece bolsas de estudo integrais ou parciais (50%) em faculdades particulares a estudantes de baixa renda.

Requisitos

Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser até três salários mínimos por pessoa. É necessário também que o interessado tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada com bolsa integral ou parcial.

Este ano, a novidade é que um decreto, assinado na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro, estabelece que a pré-seleção dos estudantes inscritos no Prouni considere as duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingresso em cursos de graduação ou sequencial de formação específica. No Enem, o candidato deve ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não pode ter tirado 0 na redação.

Até então, a regra em vigor era de que apenas a nota da última edição do Enem, aquela imediatamente anterior ao processo seletivo do Prouni, poderia ser utilizada pelos candidatos para entrar no programa.

Consulta

As vagas disponíveis podem ser consultadas. A busca pode ser feita por curso, instituição de ensino ou município no site do programa.

ProUni 2/2022

A edição do Prouni do segundo semestre deste ano pode ampliar o acesso de estudantes de escolas privadas não bolsistas ao programa. A possibilidade está prevista na Medida Provisória (MP) 1.075/2021, editada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro. Para sair do papel, no entanto, a regra precisa ser convertida em lei pelo Congresso até o dia 17 de março, quando perderá o efeito. O texto tramita na Câmara em regime de urgência e, se aprovado, segue para o Senado.

Cronograma

Primeira chamada: 2 de março

Comprovação de informações: 3 a 14 de março

Segunda chamada: 21 de março

Comprovação de informações: 21 a 29 de março

Lista de espera: 4 e 5 de abril

Resultado: 7 de abril

Comprovação de informações: 8 a 13 de abril

Informações Agência Brasil


Em sua live semanal, Jair Bolsonaro lembrou que ele é o presidente da República

Presidente Jair Bolsonaro em sua live semanal Foto: Reprodução/Print de vídeo publicado por Jair Bolsonaro nas redes sociais

Nesta quinta-feira (24), durante sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a questão envolvendo a Rússia e a Ucrânia e repreendeu o vice-presidente, Hamilton Mourão, por declarações sobre o conflito. Bolsonaro explicou que a Constituição determina que ele é quem se pronuncia sobre esse tipo de assunto.

A invasão ocorreu na madrugada desta quinta-feira (24), após semanas de tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia. O anúncio da “operação militar no leste da Ucrânia” foi feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, em um discurso transmitido na televisão. De acordo com ele, o “objetivo é proteger as pessoas que são submetidas a abusos, genocídio de Kiev durante oito anos, e, para isso, buscaremos desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e levar à Justiça aqueles que cometeram vários crimes sangrentos contra pessoas pacíficas, incluindo cidadãos russos”.

Ao comentar o ataque russo, Mourão disse à imprensa que o “Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”.

Ao falar sobre as declarações de seu vice, no entanto, Bolsonaro lembrou que ele é o presidente.

– Uma matéria aqui. ‘Brasil, tal, tal, não concorda com invasão da Ucrânia’. Vou deixar uma coisa bem clara. O artigo 84 da Constituição diz que quem fala sobre assunto é o presidente. E o presidente é Jair Messias Bolsonaro. E ponto final – ressaltou.

Ele então disse que Mourão estava “falando algo” que não devia e que não era da “competência dele”.

– Com todo respeito a essa pessoa que falou isso. E eu vi as imagens, falou mesmo. Está falando algo que não deve. Não é de competência dela. É de competência nossa (…) Quando é que fala-se qualquer coisa sobre esse problema Rússia e Ucrânia? Eu falo depois de ouvir o ministro de Relações Exteriores, Carlos França, e o ministro da Defesa, Braga Netto. E ponto final (…) A decisão é minha, mas quero ouvir as pessoas que são ministros para tratar desses assuntos – explicou.

Por fim, Bolsonaro afirmou que o Brasil quer a paz.

– Somos da paz. Nós queremos a paz. Viajamos em paz para a Rússia. Fizemos um contato excepcional com o presidente [Vladimir] Putin. Acertamos a questão de fertilizantes para o Brasil. Somos dependentes de fertilizantes da Rússia, da Bielorrússia (…) E o país mais importante no mundo chama-se Brasil. E eu sou presidente do Brasil. Tudo que estiver ao nosso alcance, faremos pela paz. Quem fala dessas questões chama-se Jair Messias Bolsonaro. E quem tem dúvida disso, basta procurar na Constituição. E quem fala disso está dando “piruada” – destacou.

Informações Pleno News


Manifestantes protestam em apoio à Ucrânia, na Times Square, Nova York - KENA BETANCUR / AFP
Manifestantes protestam em apoio à Ucrânia, na Times Square, Nova York Imagem: KENA BETANCUR / AFP

Ações dos Estados Unidos, por meio das chamadas “guerras híbridas”, e a expansão da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Leste Europeu catalisaram o conflito Rússia-Ucrânia, segundo afirma Andrew Korybko, analista político norte-americano.

Em entrevista ao UOL diretamente de Moscou, ele compara o que vê como ingerência indireta dos EUA na Ucrânia com os protestos ocorridos no Brasil a partir de 2013, que culminaram no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

“O Brasil e a Ucrânia foram ambos vitimados pelas guerras híbridas dirigidas pelos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer a hegemonia unipolar norte-americana”, diz Korybko.

O que são guerras híbridas?

Segundo o analista, o conceito de guerra híbrida é uma combinação de “revoluções coloridas” —que são incitações populares, na linha do que aconteceu no Brasil a partir de 2013 e na Primavera Árabe— e guerras não convencionais, como ataques cibernéticos, contendas judiciais e retaliações econômicas, para substituir governos que não estejam alinhados aos interesses dos EUA.

Sem citar nominalmente o efeito da Operação Lava Jato, Korybko afirma que, no Brasil, “a guerra [híbrida] se concentrou, principalmente, no chamado ‘lawfare’, ou na manipulação de instrumentos legais, a fim de remover seu governo multipolar democraticamente eleito e legítimo”.

Já na Ucrânia, diz o analista, a estratégia foi organizada com base no que chama de “terrorismo urbano de extrema-direita”, conhecido hoje como a Revolução Colorida EuroMaidan.

Autor do livro “Guerras Híbridas: das revoluções coloridas aos golpes”, Korybko diz que manobras dos EUA na Ucrânia levaram “essas forças de extrema-direita ao poder, as quais ameaçaram a minoria russa indígena [povos originários que habitam a região de Donbass] devido à ideologia fascista das novas autoridades, que glorificam aqueles que colaboraram com a Alemanha nazista”.

“Isso levou os residentes da Crimeia a se reunirem democraticamente com a Rússia e as repúblicas do Donbass a declararem sua independência”, conclui.

Em paralelo, o governo ucraniano se recusou a implementar os acordos de Minsk, apoiados pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

‘Conflitos por procuração’

Para Korybko, as mídias sociais são as novas armas de ataque cirúrgico.

Os Estados Unidos vêm usando esses métodos para derrubar governos em todo o mundo. Segundo o padrão que foi usado na Síria e na Ucrânia, a guerra indireta é marcada por manifestantes e insurgentes, e as quintas colunas são compostas menos por agentes secretos e sabotadores ocultos e mais por protagonistas desvinculados do estado, que se comportam, publicamente, como civis.”Andrew Korybko, analista político

Para o analista, em vez de estabelecer um confronto direto, os EUA estabelecem uma espécie de “conflito por procuração”, promovido na vizinhança dos alvos para desestabilizá-los.

“As tradicionais ocupações militares dão lugar a golpes e operações indiretas para as trocas de regimes, que são muito mais econômicas e menos sensíveis do ponto de vista político”, defende.

Korybko aponta que isso ocorreu em 2014, na Ucrânia, e no Ocidente foi chamado de Revolução Ucraniana ou Revolução da Dignidade. Assim como as Jornadas de Junho de 2013 levaram à eleição de Jair Bolsonaro, as agitações na Ucrânia conduziram Volodymyr Zelensky à presidência.

Otan na Ucrânia

O presidente russo Vladimir Putin iniciou ontem o que classificou como uma “operação militar especial” na Ucrânia, com o objetivo de, segundo ele, “desnazificar” e “desmilitarizar” o país vizinho.

Nos últimos meses, Putin também citou suposta ameaça à Rússia em razão da expansão da Otan —a aliança militar liderada pelos EUA— na Ucrânia. “Esses movimentos visam, essencialmente, neutralizar as capacidades russas de contra-ataque nuclear e, assim, colocar a Rússia em uma posição perpétua de chantagem nuclear frente aos EUA”, analisa Korybko.

O presidente russo ainda mencionou a crise humanitária nas repúblicas de Donbass, que reconheceu como independentes no início da semana, como justificativa para autorizar a operação.

“Na Rússia, o sentimento geral é que as pessoas estão aliviadas por Putin não apenas ter finalmente tomado medidas decisivas para evitar uma catástrofe humanitária ainda pior, que já provocou um êxodo de refugiados em larga escala para a Rússia, mas por ele enfrentar a ameaça existencial que os planos dos EUA e da Otan na Ucrânia representam para a Rússia.”

Ainda segundo Korybko, a retirada dos EUA de pactos de controle de armas, como o Tratado de Mísseis Antibalísticos, o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário e o Tratado de Céus Abertos, contribuiu para desestabilizar a arquitetura de segurança europeia.

“Além disso, a implantação dos chamados sistemas antimísseis e armas de ataque mais perto das fronteiras da Rússia ao longo desse tempo mudou o status quo militar continental inicialmente acordado por Moscou e o Ocidente, no Ato de Fundação Otan-Rússia de 1997.”

O analista político acrescenta que foi por essas razões que a Rússia publicou pedidos de garantia de segurança no final de dezembro para interromper a expansão da Otan para o leste, a remoção de armas de ataque das fronteiras da Rússia e um retorno ao ato fundador da aliança militar.

Informações UOL


Foto: Aris Messinis/AFP

Com “superioridade aérea absoluta”, o exército russo se aproximava de Kiev, a capital ucraniana, nesta quinta-feira (24) com a intenção de “decapitar o governo” e substituí-lo por um pró-Rússia, segundo fontes militares dos Estados Unidos.

Depois de disparar mais de 160 mísseis contra alvos militares ucranianos, as forças russas avançaram rapidamente ao sul a partir de Belarus e “se aproximaram de Kiev” ao longo do dia, indicou um alto funcionário do Pentágono.

“Basicamente, têm a intenção de decapitar o governo e instalar sua própria forma de governo, o que explicaria este avanço inicial para Kiev”, avaliou.

De acordo com o funcionário de inteligência ocidental, “as defesas aéreas da Ucrânia foram eliminadas e eles não têm mais força aérea para se proteger”.

“Nas próximas horas, os russos tentarão concentrar uma força avassaladora em torno da capital e a defesa agora recai sobre as forças terrestres e a resistência popular”, explicou.Imagem: Arte/ UOL

“Pouco tempo”

As tropas russas estarão ao redor de Kiev “em questão de dias, ou amanhã de manhã, no ritmo em que estão avançando”, enfatizou. “Não resta muito tempo. Acho que muito vai depender da resistência dos ucranianos.”

Até o momento, a Rússia avançou no território ucraniano em três eixos: ao sul, a partir da Crimeia, até a cidade de Kherson, através do rio Dnieper, ao norte a partir de Belarus até Kiev, ao longo de duas estradas a nordeste e noroeste da capital ucraniana, e ao leste da cidade russa de Belgorod até a grande cidade industrial de Kharkov, segundo estimativas do Pentágono.

O funcionário dos EUA relatou inicialmente 75 missões de bombardeiros e 100 lançamentos de mísseis de vários tipos, incluindo mísseis mar-terra disparados do Mar Negro, mas depois disse que o número de mísseis disparados desde o início da ofensiva russa havia subido para “mais de 160”.

“A maioria deles são mísseis balísticos de curto alcance, mas há também mísseis de médio alcance e mísseis de cruzeiro”, especificou.

“Também lançaram mais paraquedistas sobre Kharkov e estimamos que ainda haja combates intensos” nesta área no leste da Ucrânia.

Os ataques se concentraram em alvos militares, inclusive bases aéreas e o comando do exército ucraniano, mas segundo o Pentágono, o objetivo é tomar o controle de cidades-chave, sobretudo da capital, Kiev.

As forças russas atacaram o aeroporto militar de Antonov em Gostomel, nos arredores da capital ucraniana, onde os combates pareciam continuar nas últimas horas do dia.

Reforços americanos

Este aeroporto pode se tornar um ponto de encontro para o exército russo se quiser cercar a capital.

“Se Moscou conseguir controlar e manter a superioridade aérea (o que é muito possível), podem usar o aeroporto como ponto de entrada para atacar Kiev”, tuitou Michael Horowitz, especialista em segurança do Consultant Le Beck International.

O alto funcionário do Pentágono enfatizou que esta ofensiva não tem precedentes em mais de 70 anos.

“Não vimos um movimento convencional como este, de um Estado-nação para outro, desde a Segunda Guerra Mundial, certamente nada deste tamanho, alcance e escala”, disse ele.

No entanto, até agora, os russos não entraram no oeste da Ucrânia e não há indícios de um ataque anfíbio no sul vindo do Mar Negro, explicou a fonte.

Não há estimativas de danos ou baixas no exército ucraniano. “Há indícios de que estão resistindo e contra-atacando”, afirmou o funcionário.

As comunicações do país parecem funcionar, destacou. Ele acredita que em uma segunda fase ocorrerá um ciberataque para paralisá-las.

O Pentágono não confirmou a destruição de aviões militares russos ou a tomada da usina nuclear de Chernobyl pelos militares russos.

Mas o Pentágono enviará 7.000 soldados adicionais à Alemanha para “tranquilizar os aliados da Otan, impedir um ataque russo e estar preparado para atender às necessidades da região”.

Esses militares dos EUA se juntam aos 5.000 já enviados pelo presidente Joe Biden à Alemanha e ao flanco leste da Otan.

Contando com os reforços anunciados nesta quinta-feira, os Estados Unidos terão mais de 90.000 soldados na Europa.

Informações UOL