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Enem digital

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 começou a ser aplicado no último domingo (13) e segue no próximo, dia 20. Trata-se do maior exame de acesso ao ensino superior do país. As notas podem ser usadas para concorrer a vagas em instituições públicas e a bolsas de ensino e financiamento em instituições privadas. Além disso, o Enem também é utilizado na seleção para universidades estrangeiras.

Um dos principais programas federais que utilizam a nota do Enem é o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que direciona estudantes para vagas em universidades federais e demais instituições públicas de ensino superior. Para concorrer, os candidatos não podem ter tirado zero na prova de redação. O Sisu geralmente tem duas edições no ano. A primeira delas ocorre nos primeiros meses do ano seguinte à aplicação do Enem.

O Programa Universidade para Todos (ProUni), por sua vez, seleciona estudantes para bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior. As bolsas podem ser integrais, de 100% da mensalidade, ou parciais, de 50%. É preciso também não ter zerado a redação do Enem e ter obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas das provas. 

Para concorrer às bolsas integrais do ProUni, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. 

O programa também é voltado para professores da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica. Nesses casos, para obter a bolsa não é aplicado o limite de renda exigido aos demais candidatos. Assim como o Sisu, o ProUni tem duas edições no ano. Os estudantes que fizeram o Enem 2022 poderão concorrer às bolsas do ProUni 2023. O ProUni geralmente ocorre após o Sisu. 

A nota do Enem pode também ser usada para obter crédito pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece recursos a condições mais atrativas que as disponíveis no mercado.

Além dos processos seletivos conduzidos pelo governo federal, as instituições de ensino públicas e privadas têm liberdade para usar as notas em processos próprios. Os candidatos podem checar nas instituições onde têm interesse em estudar quais são os critérios adotados. 

Os estudantes que fizeram o Enem podem ainda concorrer a vagas em instituições de ensino estrangeiras. Atualmente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem convênio com 51 instituições de ensino em Portugal. Cada instituição define as regras e os pesos para uso das notas. A lista das instituiçõesestá disponível no portal do Inep. 

Correção “antichute”

O Enem utiliza sistema de correção chamado teoria de resposta ao item (TRI), conhecido como método antichute. Mesmo com o gabarito, não é possível saber a pontuação final do exame. Na prova objetiva do Enem, a nota não é calculada levando em conta somente o número de questões corretas, mas também a coerência das respostas do participante ao conjunto das questões que formam a prova. 

Entender como é feita a correção da prova é uma forma de garantir melhor resultado. A TRI estima a dificuldade das questões e avalia o conhecimento dos participantes. Assim, estudantes com o mesmo número de acertos na prova poderão ter notas diferentes. 

Na hora da correção, a TRI leva em consideração a coerência da prova, ou seja, é esperado que um estudante que acerte questões muito difíceis, acerte também as muito fáceis. Se isso não acontecer, o sistema pode entender que ele chutou e, por isso, pontuará menos nessa questão do que candidatos que tenham mantido certa coerência esperada. A recomendação de professores é, portanto, que os estudantes garantam as questões fáceis e médias das provas antes de dedicar mais tempo às difíceis, para assegurar a coerência. 

Outra característica da TRI é não ter um limite inferior ou superior padrão entre as áreas de conhecimento. Isso significa que as proficiências dos participantes não variam entre zero e mil. Os valores máximos e mínimos de cada prova dependerão das características dos itens selecionados. No Enem, somente a prova de redação tem valor máximo, 1 mil, já que o processo de correção é diferente. 

No ano passado, o Inep publicou um guia para explicar aos participantes como é calculada a nota. As questões do Enem são escolhidas a partir do Banco Nacional de Itens (BNI), acervo frequentemente abastecido com novas questões. Cada uma é testada antecipadamente com um grupo de estudantes e classificada de acordo com a dificuldade. Por causa disso, é possível compor várias provas do Enem, com temas diferentes, mas com o mesmo nível de dificuldade.

Enem 2022

No primeiro dia de prova, os participantes fizeram as questões de linguagens, ciências humanas e a redação. No segundo dia, farão as provas de matemática e ciências da natureza. Os locais de prova estão disponíveis no Cartão de Confirmação de Inscrição, na Página do Participante

Quem está se preparando para o Enem pode acessar todas as provas e gabaritos de edições anteriores no site do Inep. Para testar os conhecimentos, os estudantes podem acessar gratuitamente o Questões Enem, um banco preparado pela Empresa Brasil de Comunicação(EBC), que reúne questões de provas de anos anteriores. No sistema, é possível escolher as áreas do conhecimento que se quer estudar. O banco seleciona as questões de maneira aleatória.

Informações Agência Brasil


Recado de hacker avisa: ‘Estou na sua cola, ministro’

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante evento na Corte, no dia do segundo turno da eleição - 30/10/2022 | Foto: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

Dados pessoais do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, vazaram em grupos de WhatsApp, informou o jornal Folha de S.Paulo, na quinta-feira 17. O juiz do TSE trocou o número do celular.

Conforme a publicação, os dois lotes de arquivos “Leak Alexandre” e “Xandão tô na sua cola” circulam nos grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Os dados sobre Moraes são assinados por um hacker que se denomina “Luxetveritas”. No cabeçalho dos links, o programador escreveu a seguinte mensagem: “Ilegal você expor dados e censurar patriotas. Estou na sua cola”.

As informações misturam dados atuais e antigos de Moraes, muitos da época em que o magistrado era ministro da Justiça no governo de Michel Temer (MDB), além de seus familiares (não se sabe quais são os parentes). Há informações recentes, inclusive o número do celular que ele acabou de mudar.

Moraes é relator de inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Os procedimentos são considerados inconstitucionais por juristas. No âmbito das investigações, o ministro mandou prender conservadores e outros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Durante sua presidência no TSE, o magistrado conseguiu aprovar uma resolução que concede à Corte superpoderes para tirar posts de redes sociais, sem a necessidade de consultar o Ministério Público Federal.

Informações Revista Oeste


Aliados dizem que Bolsonaro está “abatido” e “ainda assimilando a derrota”

Braga Netto participa de evento com Jair Bolsonaro Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR
Braga Netto participa de evento com Jair Bolsonaro Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR

O general Walter Braga Netto (PL), ex-ministro da Defesa e vice na chapa de candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL), disse hoje que o chefe do Executivo está curado de um ferimento na perna e deve retomar suas aparições públicas em breve.

“Deve voltar logo, já recuperou da infecção, tá tudo bem”, falou hoje em conversa rápida com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, conforme publicado pela Folha de S. Paulo. O ex-ministro não informou uma data para o retorno de Bolsonaro.

Desde o resultado da eleição presidencial, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu, o mandatário apareceu e falou pouco. Aliados dizem que Bolsonaro está “abatido” e “ainda assimilando a derrota”, além de estar tratando uma ferida na perna.

Após a derrota nas urnas, o presidente levou 44 horas para se pronunciar pela primeira vez, em 1º de novembro. Um dia depois, ele publicou nas redes sociais uma gravação de 2 minutos e 40 segundos, em que pediu para caminhoneiros liberarem as rodovias.

Até as visitas do mandatário ao “cercadinho”, local que concentrava seus apoiadores e por onde Bolsonaro passava quase diariamente, sumiram desde então.

As redes sociais também esvaziaram e as tradicionais lives das quintas-feiras ficaram abandonadas. No Twitter, constam apenas 3 postagens desde a derrota: uma é o vídeo dele falando sobre os caminhoneiros, outra é apenas uma foto e a terceira é uma lista de outras redes sociais que serão “atualizadas diariamente”. Seu Instagram repete os dois primeiros posts, enquanto o Facebook possui todos esses conteúdos e uma transmissão ao vivo do pronunciamento após a derrota nas urnas.

Antes dependente de redes sociais bem estabelecidas, o presidente agora promete mais publicações no Telegram (que já era usado por sua equipe) e aposta no LinkedIn, TikTok, Kwai, Gettr e um aplicativo próprio, batizado de Bolsonaro TV, para se comunicar com seu público.

O movimento é semelhante ao do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que criou a própria rede social, que a Truth Social, após ser banido das plataformas tradicionais.

Informações UOL


A esquerdista americana Nancy Pelosi sairá da presidência da Câmara americana derrotada por aliados de Trump

A primeira mulher a liderar a Câmara de Representantes dos EUA anunciou que não se recandidata à liderança do grupo democrata.

Aquela que foi a primeira mulher a liderar a Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, anunciou esta quinta-feira que não se recandidata, mas prometeu manter-se no Congresso e defender novas causas com o seu espírito combativo de sempre.

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Nancy Pelosi — a congressista Democrata, líder cessante da Câmara de Representantes dos EUA — tornou-se uma das mais influentes figuras da política norte-americana, sobretudo depois de os Republicanos a terem nomeado como o principal rosto da oposição durante o mandato presidencial de Donald Trump (2017-2021).

Para a História, ficará a imagem de Pelosi a rasgar o discurso do Estado da União de Trump, em fevereiro de 2020, depois de o então Presidente ter recusado cumprimentá-la, à entrada da sala do Congresso, deixando-a de mão estendida.

Aos 82 anos, Pelosi afasta-se do cargo, após os Republicanos terem garantido a maioria na Câmara de Representantes nas recentes eleições intercalares, anunciando que também deixa a liderança da bancada Democrata para “gerações mais jovens”.

Pelosi abandona o lugar que ocupou pela primeira vez em 2007, quando se tornou a primeira mulher “Speaker of the House”, afirmando-se como uma figura em ascensão no Partido Democrata, a cuja direção tinha chegado em 1976.

Uma década mais tarde, em 1987, entrou pela primeira vez no Capitólio dos EUA, na qualidade de congressista, depois de ter vencido facilmente a eleição pelo círculo de São Francisco — um lugar que vai continuar a ocupar.

Nancy Pelosi nunca foi uma figura consensual, nem dentro do Congresso, nem dentro do seu partido, onde preferia ser vista como uma política da ala moderada, apesar de o ex-Presidente Trump a ter classificado como a porta-voz de uma “agenda radical de esquerda”.

Na era de Barack Obama, serviu de ‘locomotiva’ parlamentar para a reforma Democrata na área da Saúde, que ficaria conhecida como Obamacare, e, no atual mandato do Presidente Joe Biden, outro Democrata de quem é muito próxima, tornou-se uma defensora do volumoso plano de investimento em infraestruturas.

Os seus apoiantes elogiam a sua capacidade de diálogo e os seus adversários temem a sua capacidade de combate, como quando, no dia da invasão do Capitólio, em 06 de janeiro de 2021, ao ouvir que Donald Trump se iria misturar com a multidão que se aproximava do Congresso, prometeu receber o Presidente a soco.

“Se ele vier, vou derrubá-lo com os meus próprios punhos. Há muito que espero por esse momento”, prometeu Pelosi, cujo gabinete no Capitólio foi invadido e destruído, sendo um dos principais alvos dos extremistas radicais que apoiavam Trump e as suas teses de fraude eleitoral nas presidenciais de 2020.

Trump nunca chegou a dar esse prazer a Pelosi, a quem apelidava de “crazy Nancy” (“Nancy louca”), mas a congressista apenas assumiu uma postura mais agressiva nos últimos anos, tendo cultivado preferencialmente a imagem de uma líder dialogante, contra as acusações dos Republicanos, que a viam como a “arrogante” mulher de um empresário milionário e filha de uma família abastada de Baltimore, onde nasceu em 26 de março de 1940.

Mãe de cinco filhos, Pelosi sempre tentou conciliar a vida política com a familiar, mas numa recente entrevista confessou que, durante a guerra do Iraque, em 2003, quando assumiu o papel de congressista opositora dos planos do ex-Presidente George W. Bush, deixou de ter tempo para se ocupar da casa.

Mas Pelosi encontrou tempo para liderar dois processos de ‘impeachment’ contra Trump e apostou numa liderança da bancada Democrata para tentar reforçar o peso do seu partido no Congresso, nas eleições intercalares de 2018, acabando por reconhecer que tinha falhado no seu plano, quando a sua bancada perdeu lugares e, sobretudo, alguns dos rostos que se identificavam com o seu projeto político.

“Pelosi nunca está sob pressão. Pode ter toda a gente a gritar à sua volta, mas nunca perde a compostura”, comentou recentemente um dos seus assessores mais próximos, recordando que a congressista manteve o mesmo sangue-frio quando o seu marido, Paul Pelosi, foi atacado recentemente na casa de famíla por um intruso munido com um martelo.

Nas últimas semanas, ​​​​​​​Pelosi ainda acreditava que os Democratas manteriam o controlo da Câmara de Representantes, apesar de indicações contrárias de quase todas as sondagens, mas recebeu a confirmação da derrota com a promessa de que continuará a desempenhar funções no Congresso, garantindo que ficará agora com mais disponibilidade para futuras causas, nomeadamente a proteção de ativistas contra o regime da China.


URGENTE: Mantega não suporta “pressão” do mercado e renuncia a equipe de transição

O ex-ministro Guido Mantega comunicou nesta quinta-feira (17) sua renúncia à equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em carta endereçada ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), que comanda os trabalhos, o ex-titular da Fazenda apontou a intenção de adversários em “tumultuar” e “criar dificuldades para o novo governo” como uma das razões para o seu afastamento.

Mantega foi anunciado na semana passada como integrante do grupo técnico responsável pelo planejamento, orçamento e gestão na equipe de transição. Por estar inabilitado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a exercer cargo em comissão ou função de confiança na administração pública federal por punição envolvendo o caso das pedaladas fiscais, sua participação se daria de forma voluntária.

Em sua carta de renúncia, o ex-ministro classifica a decisão do TCU como injusta.

“Em face de um procedimento administrativo do TCU, que me responsabilizou indevidamente, enquanto ministro da Fazenda, por praticar a suposta postergação de despesas no ano de 2014, as chamadas pedaladas fiscais, aceitei trabalhar na equipe como colaborador não remunerado, sem cargo público, para não contrariar a decisão que me impedia de exercer funções públicas por oito anos”, diz ele.

“Mesmo assim essa minha condição estava sendo explorada pelos adversários, interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo”, segue.

Mantega finaliza o documento afirmando que aguarda a suspensão dos atos praticados pela corte de contas por meio de decisão judicial. “Estou confiante de que a Justiça vai reparar esse equívoco, que manchou minha reputação”, afirma o ex-ministro.

Em 2016, o ex-ministro perdeu o direito de assumir função pública por cinco anos. Ele também foi multado em R$ 54.820,84. Um acórdão de 2018 ampliou a sanção para oito anos, prazo que começou a contar a partir de 25 de fevereiro de 2022, quando o processo transitou em julgado.

Com isso, o ex-ministro estaria inabilitado para exercer cargo em comissão ou função de confiança na administração pública até 25 de fevereiro de 2030.

Leia, abaixo, a íntegra de carta enviada por Mantega a Alckmin:

São Paulo, 17 de novembro de 2022.

Prezado Vice-presidente
Geraldo Alckmin
Coordenador Geral da Equipe de Transição

Aceitei com alegria o convite para participar do Grupo de Transição, na certeza de poder dar uma contribuição para a implantação do governo democrático do presidente Lula.

Entretanto, em face de um procedimento administrativo do TCU, que me responsabilizou indevidamente, enquanto ministro da Fazenda, por praticar a suposta postergação de despesas no ano de 2014, as chamadas pedaladas fiscais, aceitei trabalhar na Equipe como colaborador não remunerado, sem cargo público, para não contrariar a decisão que me impedia de exercer funções públicas por 8 anos.

Mesmo assim essa minha condição estava sendo explorada pelos adversários, interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo.

Diante disso, resolvi solicitar meu afastamento da Equipe de Transição, no aguardo de decisão judicial que irá suspender os atos do TCU que me afastaram da vida pública. Estou confiante de que a justiça vai reparar esse equívoco, que manchou minha reputação.

Agradecendo a confiança,

Atenciosamente,

Guido Mantega

Folha de SP


Decisão é sobre caso em Santa Catarina, mas abrirá precedente para todo o país

STF vai decidir sobre ensino da ideologia de gênero nas escolas

Está na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), desta quinta-feira (17), o julgamento de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental que pode autorizar ou vetar o ensino da ideologia de gênero nas escolas.

O processo é referente a Lei Complementar 994/2015 do Plano Municipal de Educação de Blumenau, em Santa Catarina, na qual no inciso 5º, do artigo 10, se proíbe a inclusão de termos como “identidade de gênero”, “ideologia de gênero” e “orientação de gênero” em qualquer documento complementar ao Plano Municipal de Educação, bem como nas diretrizes curriculares.

A lei municipal foi dita como inconstitucional, pois a proibição de tais ensinamentos impede a construção de “uma sociedade justa e solidária”.

O relator do caso é o ministro Edson Fachin que já se mostrou contrário à proibição. Para ele, “inadmitir a livre expressão do gênero e, de forma ainda mais relevante, de não promover sua compreensão, é atitude absolutamente violadora da dignidade e da liberdade de ser”.


Está chegando a hora do maior evento de incentivo ao agronegócio e empreendedorismo do Recôncavo da Bahia, que acontece na cidade de Cruz das Almas. A ExpoCruz 2022 será realizada de 17 a 20 de novembro, na Praça Senador Temístocles, reunindo o que há de melhor na cidade em artesanato, flores, plantas, agricultura familiar, gastronomia, além de palestras, oficinas, incentivo ao empreendedorismo, cooperativismo, tecnologia, shows culturais e muito mais.

Promovido pela Prefeitura de Cruz das Almas, através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, já é a segunda edição da Expocruz, e este ano o evento promete ser ainda maior, com área de convivência gourmet, otimização do espaço para comportar os expositores que este ano espera-se mais de 200 expositores e shows culturais durante a noite.

A ExpoCruz é uma oportunidade excelente para agricultores familiares e empreendedores fazerem grandes negócios, divulgarem os seus produtos e serviços, adquirir conhecimento, tecnologia, além de incentivar a produção, expandindo os seus negócios e fortalecendo a economia local.

No ano passado, a ExpoCruz movimentou mais de 2 milhões de reais em volume de negócios, gerando renda, incentivando a agricultura familiar, o agronegócio e o empreendedorismo no município.

SERVIÇO

O que?: ExpoCruz 2022
Onde? Cruz das Almas, Bahia – na Praça Senador Temístocles;
Quando? de 17 a 20 de novembro;
Horário? Das 10h às 22h
Entrada Gratuita
Contato Ascom: 75 99142-3928 (Joseane Vitena)

Ascom – Prefeitura de Cruz das Almas


Foto: Mario Neto / ASCOM-CMFS

A secretária interina de Saúde, Fernanda Boto, não foi contemplada de forma indevida com benefícios sociais, conforme denúncia divulgada por meio da imprensa nos últimos dias. A defesa foi feita pelo vereador José Carneiro (MDB), que negou o recebimento de auxílio emergencial de forma indevida pela titular da pasta e pediu cuidado com a difusão de informações que podem causar prejuízos às pessoas. 

“Em 2018 ela estava separada do esposo e desempregada, tinha o direito de receber o Bolsa Família”, disse José Carneiro, destacando que quando a mesma voltou a trabalhar recebeu, sem solicitação, o auxílio de R$1.200,00 “e teve a hombridade de procurar a agência do banco do Brasil e devolver todos os valores recebidos”, citou. O benefício, completou, é exatamente para quem precisa.


Governo Bolsonaro reduz estimativa de inflação em 2022 e mantém previsão de alta do PIB em 2,7% 

O Ministério da Economia reduziu a estimativa de inflação para 2022. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, por meio do boletim “MacroFiscal”.

A nova expectativa é que a inflação brasileira termine o ano em 5,85%. A projeção anterior, divulgada em setembro, era de alta de 6,3%.

“Os principais fatores para alteração da projeção de inflação foram a redução dos preços administrados, menor pressão dos bens industriais e alimentos e estabilização dos preços de serviços”,informou o Ministério da Economia.

Para 2023, a expectativa de inflação apresentou pequena alta, passando de 4,5% para 4,6%. 

Para o próximo ano, a meta foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se ficar entre 1,75% e 4,75%.

De acordo com pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) na semana passada com mais de instituições financeiras, a inflação oficial deve chegar a 5,82% neste ano e a 4,94% em 2023.

No dado divulgado hoje, o Ministério da Economia manteve em 2,7% a previsão de crescimento do PIB deste ano. É o mesmo valor da última projeção feita pelo ministério em setembro.

Para o mercado financeiro, o PIB deve registrar alta de 2,77% em 2022.

Informações TBN


“Vai cair a bolsa, vai subir o dólar, paciência”: economistas que apoiaram Lula criticam fala do petista em carta

Economistas ligados ao Plano Real e ao PSDB que apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgaram na tarde desta quinta-feira (17), uma carta sobre a fala do petista “Vai cair a bolsa, vai subir o dólar, paciência”. A carta foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Durante sua participação na COP27 no Egito, mais cedo, Lula voltou a criticar o teto de gastos, a regra fiscal que limita o crescimento das despesas públicas.

No dia seguinte à entrega da minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pela equipe de Transição ao Congresso, Lula afirmou que “não adianta ficar pensando só em responsabilidade fiscal”.

“Ah, mas se eu falar isso vai cair a bolsa, vai aumentar o dólar? Paciência! Porque o dólar não aumenta e a bolsa não cai por conta das pessoas sérias, mas por conta dos especuladores que vivem especulando todo santo dia. Nós vamos cumprir meta de inflação, sim. Mas nós temos que ter meta de crescimento. Como vamos fazer que a riqueza seja distribuída”, disse o petista.

Eis a íntegra do texto com a resposta dos economistas:

Caro presidente eleito Lula,

Assistimos a sua fala nesta quinta (17) cedo na COP27, no Egito. Acredite que compartilhamos de suas preocupações sociais e civilizatórias, a sua razão de viver. Não dá para conviver com tanta pobreza, desigualdade e fome aqui no Brasil.

O desafio é tomar providências que não criem problemas maiores do que os que queremos resolver.

A alta do dólar e a queda da Bolsa não são produto da ação de um grupo de especuladores mal-intencionados. A responsabilidade fiscal não é um obstáculo ao nobre anseio de responsabilidade social, para já ou o quanto antes.

O teto de gastos não tira dinheiro da educação, da saúde, da cultura, para pagar juros a banqueiros gananciosos. Não é uma conspiração para desmontar a área social.

Vejamos por quê.

Uma economia depende de crédito para funcionar. O maior tomador de crédito na maioria dos países é o governo. No Brasil o governo paga taxas de juros altíssimas. Por quê? Porque não é percebido como um bom devedor. Seja pela via de um eventual calote direto, seja através da inflação, como ocorreu recentemente.

O mesmo receio que afeta as taxas de juros afeta também o dólar. Imagino que seja motivo de grande frustração ver isso tudo. Será que o seu histórico de disciplina fiscal basta? A verdade é que os discursos e nomeações recentes e a PEC (proposta de emenda à Constituição) ora em discussão sugerem que não basta. Desculpe-nos a franqueza. Como o senhor sabe, apoiamos a sua eleição e torcemos por um Brasil melhor e mais justo.

É preciso que se entenda que os juros, o dólar e a Bolsa são o produto das ações de todos na economia, dentro e fora do Brasil, sobretudo do próprio governo. Muita gente séria e trabalhadora, presidente.

É preciso que não nos esqueçamos que dólar alto significa certo arrocho salarial, causado pela inflação que vem a reboque. Sabemos disso há décadas. Os sindicatos sabem.

E também não custa lembrar que a Bolsa é hoje uma fonte relevante de capital para investimento real, canal esse que anda entupido.

São todos sintomas da perda de confiança na moeda nacional, cuja manifestação mais extrema é a escalada da inflação. Quando o governo perde o seu crédito, a economia se arrebenta. Quando isso acontece, quem perde mais? Os pobres!

O setor financeiro recebe juros, sim, mas presta serviços e repassa boa parte dos juros para o resto da economia, que lá deposita seus recursos.

O teto, hoje a caminho de passar de furado a buraco aberto, foi uma tentativa de forçar uma organização de prioridades. Por que isso? Porque não dá para fazer tudo ao mesmo tempo sem pressionar os preços e os juros. O mundo aí fora está repleto de exemplos disso.

Então por que falta dinheiro para áreas de crucial impacto social? Porque, implícita ou explicitamente, não se dá prioridade a elas. Essa é a realidade, que precisa ser encarada com transparência e coragem.

O crédito público no Brasil está evaporando. Hora de tomar providências, sob pena de o povo outra vez tomar na cabeça.

Respeitosamente,

Arminio Fraga, Edmar Bacha e Pedro Malan

Gazeta Brasil