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AGORA: Bolsonaro é investigado em mais uma ação no TSE e pode ficar inelegível

Ação apura abuso de poder econômico e político e pode deixar ex-presidente inelegível. No total, já tramitam na Corte eleitoral 16 procedimentos para investigar Bolsonaro.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, admitiu nesta quinta-feira (19) mais uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No total, a Corte já soma 16 ações para investigar o ex-presidente. Este tipo de procedimento apura eventual abuso de poder político e econômico e pode deixar Bolsonaro inelegível. 

Na ação, a coligação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, autora do pedido, aponta como justificativa para a investigação a realização de atos de campanha por Bolsonaro nas dependências do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada, incluindo o anúncio de apoios para sua candidatura na disputa do 2º Turno das eleições de 2022. 

De acordo com a coligação, ao utilizar os palácios como “palco de encontro” com governadores, deputados federais e celebridades, Bolsonaro desvirtuou a finalidade dos bens públicos com o objetivo de alavancar a sua candidatura 

O ministro pontuou que a legislação eleitoral não concedeu “autorização irrestrita” para o uso de bens públicos com fins privados. 

“Conforme se observa, não foi concedida autorização irrestrita que convertesse bens públicos de uso privativo dos Chefes do Executivo, custeados pelo Erário, em bens disponibilizados, sem reservas, à conveniência da campanha à reeleição. No caso da residência oficial, os atos de campanha que a lei autoriza são eminentemente voltados para arranjos internos, permitindo-se ao Presidente receber interlocutores reservadamente, com o objetivo de traçar estratégias e alianças políticas”.

Gonçalves também ressaltou que os espaços públicos “serviram de palco” para “atos ostensivos de campanha”. 

“Extrai-se do material analisado que espaços tradicionalmente usados para a realização de coletivas pelo Presidente da República, no desempenho de sua função de Chefe de Estado, serviram de palco para a realização de atos ostensivos de campanha, nos quais se buscou projetar uma imagem de força política da candidatura de Jair Bolsonaro, que se evidenciaria nas alianças com governadores que alcançaram mais de 50% dos votos em seus estados já no primeiro turno e na expressividade de sua base de apoio no Congresso”. 

O ministro considerou ainda que a conduta de Bolsonaro “é passível de se amoldar à figura típica do abuso de poder político, havendo elementos suficientes para autorizar a apuração dos fatos e de sua gravidade no contexto das Eleições 2022”.

Informações TBN


Bolsonaro diz que minuta era ‘apócrifa’ e pede que TSE desconsidere o documento 

ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alegou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que a minuta encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres era um “rascunho” e “apócrifa” — não continha assinatura em nome de ninguém — e que por isso o documento deve ser desconsiderado.

A alegação consta na defesa apresentada pela equipe de advogados de Bolsonaro à Suprema Corte Eleitoral nesta quinta-feira (19), segundo informações da CNN Brasil.

Informações TBN


Alta de preços em metrópoles faz moradores, principalmente os mais jovens, buscarem espaços pequenos em áreas centrais, no lugar de imóveis grandes que demandam mais tempo de locomoção até o centro.

Menores apartamentos — Foto: Montagem/Reprodução/Redes sociais

Menores apartamentos — Foto: Montagem/Reprodução/Redes sociais 

O alto gasto com moradia em grandes cidades fez surgir um boom de apartamentos muito pequenos em várias partes do mundo, atraindo, principalmente, quem abre mão de espaço para poder viver em regiões centrais. 

Tem empreendimento de 10 m² por R$ 200 mil no Centro de São Paulo; imóvel de 3 m² com aluguel equivalente a quase R$ 2 mil na Coreia do Sul; e a casa mais estreita de Londres, vendida por US$ 1,3 milhão

Um levantamento de 2022 do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) apontou um crescimento na oferta de apartamentos de até 30 m² na capital paulista, maior metrópole brasileira. 

Em 2016, nos cinco primeiros meses do ano, foram lançados 30 imóveis desta categoria na cidade. No mesmo período de 2022, o número saltou para 5.066. 

Veja abaixo como é viver em alguns desses espaços pelo mundo. 

Vídeo mostra imóvel anunciado como "menor apartamento da América Latina"

Vídeo mostra imóvel anunciado como “menor apartamento da América Latina” 

Na Santa Cecília, bairro central da cidade de São Paulo, um imóvel de 10 m² foi anunciado em 2022 como o “menor apartamento da América Latina”. 

No espaço, apenas um box divide o banheiro do resto do espaço – a cozinha junto de um dormitório. No vídeo, publicado por um corretor na internet, a informação era de que o valor da venda era de R$ 200 mil. 

O vídeo gerou indignação nas redes sociais. “Por que a música é feliz, se o vídeo é triste?”, postou um internauta. Mas houve quem defendesse: “Lado bom, a faxina mais rápida do mundo acontecerá”, escreveu outro. Dentre as vantagens, também foi listada a proximidade com o metrô e outros serviços. 

A incorporadora Vitacon informou à época que lançou o prédio, que também possui apartamentos de até 77m², em 2017, com o valor da unidade de 10 m² a R$ 99 mil. 

Segundo a construtora, todas as unidades foram vendidas no fim de semana de lançamento. O edifício tem áreas compartilhadas entre os moradores, como uma cozinha comunitária com o nome de “cokitchen”, coworking, lavanderia, academia e cinebar. 

Brasileira mostra apartamento de 3m² na Coreia do Sul

Brasileira mostra apartamento de 3m² na Coreia do Sul 

Na Coreia do Sul, os microapartamentos conhecidos como goshiwon têm apenas 5 m², e às vezes, 3 m². São moradias que saem mais em conta do que os apartamentos convencionais e foram pensadas para estudantes e idosos que moram sozinhos. 

Geralmente, há espaço apenas para a cama, um vaso sanitário, pequeno armário de roupa e mesa. Há opções com e sem janela, com banheiro privado ou compartilhado. 

As cozinhas e lavanderias geralmente são coletivas, e há andares só de homens e só de mulheres. É comum os proprietários deixarem de “mimo” nas cozinhas coletivas macarrão instantâneo e arroz. 

Mesmo em apartamentos com janela, muitas vezes a vista é para o corredor do prédio. A regulagem da temperatura, pelo aquecedor ou pelo ar-condicionado, geralmente não é feita pelo inquilino, mas pelo dono do imóvel, o que dificulta para quem mora controlar a circulação de ar. 

Os aluguéis ficam na faixa de R$ 1.900, segundo relatos à BBC de brasileiras que moram no país. 

Casa mais estreita de Londres

Reprodução de página da agência imobiliária que anuncia a casa mais fina de Londres — Foto: Reprodução 

Em Londres, chamou a atenção em 2021 o anúncio da venda de uma casa que não é exatamente minúscula, pois tem cinco andares, mas é peculiar por ser considerada a mais estreita da capital inglesa: tem 1,7 m de largura. 

O imóvel, que funcionou como depósito de chapéus, fica entre um consultório médico e um salão e beleza, e foi anunciado por US$ 1,3 milhão (R$ 6,6 milhões na atual conversão). 

A construção data do período entre o final do século XIX e o início do século XX. O alto preço se deve muito a seu valor histórico, mas também à localidade, no bairro de Shepherd’s Bush, próximo ao Holland Park e a Notting Hill. 

O valor de venda é exagerado até em relação ao custo médio de uma casa no Reino Unido, que é de 256 mil libras (R$ 1,6 milhão na atual conversão). 

Embora a cozinha da casa, localizada no mezanino, seja o local mais estreito, ela abre para uma sala de jantar com o dobro do tamanho. Atrás, duas portas que funcionam ao mesmo tempo como janelas abrem para um jardim de 2,5 metros de largura. 

Na capital japonesa, os apartamentos minúsculos também são uma opção para jovens profissionais que preferem boa localização em vez de gastar tempo no transporte público morando nos subúrbios de Tóquio. 

O morador de um desses imóveis, de 9 m², contou em entrevista à BBC que a área é tão pequena que ele costuma fazer as refeições em pé. 

Segundo a empresa Spilytus, responsável por apartamentos desse tipo em Tóquio, pessoas na faixa dos 20 e 30 anos representam 80% dos inquilinos.

Informações G1


Depois de críticas de Lula à independência do BC, juros futuros disparam

Os juros futuros começaram em alta nesta quinta-feira, 19, depois das críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à independência do Banco Central (BC) e à atual meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)

Em entrevista à GloboNews, Lula questionou a finalidade de um BC independente “se a inflação e taxa de juros estão do jeito que estão” e também declarou que a meta de inflação para este ano (3,25%, podendo chegar a 4,75%) é exagerada e obriga a um “arrocho” na economia com aumento da taxa de juros. Em 2022, a inflação fechou em 5,79%, segundo o índice oficial calculado pelo Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Os juros futuros, que representam uma expectativa do mercado sobre a taxa de juros entre o dia da negociação e uma data futura, dispararam nesta manhã. Houve ajuste para cima das taxas até 2026. A Bolsa de Valores também registrou aumento do dólar em 1,18% e queda do Ibovespa futuro em 11%.

Na entrevista à GloboNews, Lula se disse irritado com quem pede disciplina fiscal sem preocupação com a área social. “Eu posso te dizer, com a minha experiência, é uma bobagem achar que um presidente do Banco Central independente vai fazer mais do que quando o presidente era quem indicava.”

O presidente também disse que duvida que o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, seja mais independente do que foi Henrique Meirelles, que presidiu a autoridade monetária durante os dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010. “Por que o banco é independente e a inflação e os juros estão do jeito que estão?”, questionou.

Revista Oeste


Desempregados se aglomeram em fila do lado de fora de escritório de seguro-desemprego em Santiago, o Chile, em 29 de maio — Foto: Reuters/Ivan Alvarado

Desempregados se aglomeram em fila do lado de fora de escritório de seguro-desemprego em Santiago, o Chile, em 29 de maio — Foto: Reuters/Ivan Alvarado 

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 8,1% em novembro. Foi a menor taxa de desocupação desde o trimestre encerrado em abril de 2015, que registrou a mesma taxa. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (19) pelo IBGE

Com isso, a taxa recuou 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em agosto (8,9%) e 3,5 pontos percentuais na comparação com novembro de 2021 (11,6%). 

A população desocupada estava em 8,7 milhões de pessoas em novembro, recuo de 9,8% (menos 953 mil pessoas) frente ao trimestre terminado em agosto e de 29,5% (menos 3,7 milhões de pessoas desocupadas) na comparação com novembro de 2021. Trata-se do menor contingente desde o trimestre encerrado em junho de 2015. 

Taxa vem caindo há 6 trimestres, diz IBGE

De acordo com o IBGE, “a taxa de desocupação vem caindo de forma significativa há seis trimestres móveis consecutivos”. 

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, explica que a retração em novembro é explicada pelo aumento de 0,7% na ocupação no período – acréscimo de 680 mil pessoas no mercado de trabalho -, que novamente atingiu o maior nível da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. 

“Embora o aumento da população ocupada venha ocorrendo em um ritmo menor do que o verificado nos trimestres anteriores, ele é significativo e contribui para a queda na desocupação”, explica a pesquisadora.

Beringuy acrescenta que as quedas sucessivas na taxa de desocupação também foram um reflexo do aumento no número de ocupados, em um movimento de recuperação do mercado de trabalho observado desde 2021. 

“A partir desse momento, houve essa expansão da população ocupada, primeiramente dos trabalhadores informais e, depois, do emprego com carteira assinada nos mais diversos grupamentos de atividades, como comércio e indústria. Mais recentemente, também houve aumento nos serviços, que exercem um papel importante na recuperação da população ocupada no país”, diz.

Com o aumento do número de trabalhadores, o nível da ocupação (percentual de ocupados na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57,4%, variação de 0,3 ponto percentual frente ao trimestre encerrado em agosto (57,1%). 

Alta vem dos ‘com carteira’

O principal impacto para o aumento da ocupação veio dos empregados com carteira assinada no setor privado, que cresceu 2,3% (ou 817 mil pessoas) em relação a agosto. No ano, esse contingente subiu 7,5%, 2,6 milhões de pessoas a mais. 

“Desde o segundo semestre de 2021, observamos o crescimento dessa categoria. É um registro importante, uma vez que não apenas indica o aumento do número de trabalhadores, mas também sinaliza a redução na informalidade da população ocupada”, diz a coordenadora. 

De acordo com o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 38,9%, a menor desde o trimestre encerrado em novembro de 2020 e queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em agosto. No período, o IBGE contabilizou 38,8 milhões de trabalhadores informais. 

A queda veio dos seguintes fatores: 

  • O número de empregados sem carteira no setor privado ficou estável frente ao trimestre anterior – eram 13,3 milhões de pessoas em novembro. Mas, comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 9,3% (ou 1,1 milhão de pessoas)
  • Empregadores sem CNPJ ficaram estáveis frente ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2021
  • Trabalhadores por conta própria sem CNPJ tiveram queda de 2,9% frente ao trimestre anterior (menos 563 mil pessoas) e de 4,1% em relação ao trimestre terminado em novembro de 2021 (menos 796 mil)

“Houve uma expansão do emprego com carteira de trabalho e também uma retração do trabalhador por conta própria, que responde por parte significativa do trabalho informal. A queda nesse número acabou influenciando a taxa de informalidade”, explica Adriana. 

Número de desalentados cai 

A pesquisa registrou queda de 203 mil pessoas entre os desalentados, redução de 4,8%. Em novembro, esse contingente de trabalhadores era estimado em 4,1 milhões. 

A população desalentada é definida como aquela desistiu de procurar trabalho e está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não consegue trabalho adequado, ou não tem experiência ou qualificação, ou é considerado muito jovem ou idosa, ou porque não há trabalho na região – e que, se tivesse oferta de trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. 

Já entre aqueles que não estavam ocupados nem procuravam uma vaga no mercado, mas tinham potencial para se transformarem em força de trabalho (força de trabalho potencial), eram 454 mil pessoas a menos – queda de 5,8%. 

A população fora da força de trabalho cresceu 1% no trimestre, o que representa 660 mil pessoas a mais. 

O rendimento médio real (descontada a inflação) foi estimado em R$ 2.787, aumento de 3% em relação ao trimestre encerrado em agosto. Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento foi de 7,1%. 

A massa de rendimento real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) também cresceu nas duas comparações e chegou a R$ 273 bilhões, novamente atingindo recorde na série histórica da pesquisa. Frente ao trimestre terminado em agosto, o aumento foi de 3,8%, ou mais R$ 10,1 bilhões. 

“A massa de rendimento vem crescendo ao longo do ano. No trimestre encerrado em novembro, o crescimento foi influenciado simultaneamente pela expansão no número de trabalhadores e pelo aumento do rendimento médio real”, destaca Adriana. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, houve aumento de 13%, um acréscimo de R$ 31,4 bilhões. 

O rendimento médio real habitual cresceu em relação a agosto nas seguintes categorias: 

  • Construção (7,5%, ou mais R$ 156)
  • Transporte, armazenagem e correio (5,9%, ou mais R$ 152)
  • Alojamento e alimentação (5,7%, ou mais R$ 96) 
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,6%, ou mais R$ 134)

Entre as modalidades de ocupação, houve aumento nas seguintes categorias: 

  • Empregado com carteira de trabalho assinada (2,1%, ou mais R$ 55)
  • Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (2,6%, ou mais R$ 106) 
  • Conta própria (6,1%, ou mais R$ 128)

Setores com maior contratação

Em relação aos grupamentos de atividades, os maiores aumentos de trabalhadores foram nos setores de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, além de Transporte, armazenagem e correio. Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais vem em seguida, com destaque para os segmentos de saúde e educação. 

O setor comercial, que costuma oferecer mais oportunidades de trabalho com a proximidade das festas de fim de ano, foi um dos que não avançaram significativamente na comparação com o trimestre anterior. Além do comércio, os outros grupamentos de atividades pesquisados também ficaram estáveis no trimestre. Veja abaixo: 

  • Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 2,6% (mais 307 mil trabalhadores)
  • Transporte, armazenagem e correio: 2,5% (mais 129 mil)
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 1,8% (mais 319 mil)
  • Outros serviços: 1,7% (mais 92 mil)
  • Indústria geral: 1,3% (mais 165 mil)
  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 0,1% (mais 11 mil)
  • Serviços domésticos: 0,1% (mais 7 mil)
  • Construção: -1% (menos 73 mil)
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: -1,7% (menos 147 mil)
  • Alojamento e alimentação: -2,4% (menos 130 mil)

Resumo da Pnad de novembro de 2022

Veja os principais números do mercado de trabalho divulgados pelo IBGE: 

  • A população desocupada (8,7 milhões de pessoas) recuou 9,8% (menos 953 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 29,5% (menos 3,7 milhões de pessoas desocupadas) na comparação anual. É o seu menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015.
  • A população ocupada (99,7 milhões) foi recorde da série iniciada em 2012, com alta de 0,7% (mais 680 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de 5,0% (mais 4,8 milhões) no ano.
  • O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 57,4%, variou 0,3 p.p. frente ao trimestre anterior (57,1%) e subiu 2,2 p.p. ante igual trimestre de 2021 (55,1%).
  • A taxa composta de subutilização (18,9%) caiu 1,6 ponto percentual no trimestre (20,5%) e 6,1 p.p. no ano (25,0%).
  • A população subutilizada (21,9 milhões de pessoas) caiu 8,4% frente ao trimestre anterior e 24,6% na comparação anual.
  • A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (5,8 milhões) caiu 9,4% (menos 597 mil pessoas) no trimestre e 23,7% (menos 1,8 milhão) no ano.
  • A população fora da força de trabalho (65,3 milhões de pessoas) cresceu 1,0% ante o trimestre anterior (mais 660 mil) e ficou estável na comparação anual.
  • A população desalentada (4,1 milhões de pessoas) caiu 4,8% em relação ao trimestre anterior (menos 203 mil pessoas) e 16,7% (menos 817 mil pessoas) na comparação anual.
  • O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,6%) variou -0,2 p.p. no trimestre e caiu 0,7 p.p. no ano.
  • O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,8 milhões, subindo 2,3% (817 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 7,5% (mais 2,6 milhões de pessoas) na comparação anual.
  • O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,3 milhões) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 9,3% (1,1 milhão de pessoas) no ano.
  • O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) caiu 1,4% ante o trimestre anterior (menos 370 mil pessoas) e ficou estável no ano.
  • O número de trabalhadores domésticos (5,9 milhões de pessoas) ficou estável no confronto com o trimestre anterior e cresceu 4,5% (mais 255 mil pessoas) no ano.
  • O número de empregadores (4,3 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e subiu 12,0% (466 mil pessoas) na comparação anual.
  • O número de empregados no setor público(12,3 milhões de pessoas) também ficou estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 8,8% na comparação anual (mais 993 mil).
  • A taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais) contra 39,7% no trimestre móvel encerrado em agosto e 40,6% no mesmo tri de 2021.
  • O rendimento real habitual (R$ 2.787) cresceu 3,0% no trimestre e 7,1% no ano.
  • A massa de rendimento real habitual (R$ 273 bilhões) cresceu 3,8% frente ante o trimestre anterior e 13,0% na comparação anual.

Informações G1


ONU desmente fala de Marina Silva sobre a fome no Brasil
Foto: Sandra Blaser/World Economic Forum 

Número é 90% menor do que o mencionado pela ministra

Um documento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) contradiz uma fala da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, segundo a qual mais da metade dos brasileiros passa fome.

Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional 2022 informa: o Brasil tem 4,1% da população subalimentada, equivalente a quase 9 milhões de pessoas. O relatório anual foi divulgado na quarta-feira 18.

Conforme o estudo, a Venezuela é a que mais tem pessoas passando fome na América do Sul. A pesquisa deu conta de pouco mais de 20% da população nesse estado. A porcentagem diz respeito a 6,5 milhões de pessoas.

Entre outros motivos, a FAO responsabiliza o conflito entre Ucrânia e Rússia pelo aumento dos preços dos alimentos no mundo, além da pandemia de covid.

Os números obtidos pela FAO também põem em xeque uma pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar, segundo a qual o Brasil tem 33 milhões de brasileiros passando fome.

Dados do Panorama de Segurança Alimentar e Nutricional. (Fonte: Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

Como medida de enfrentamento da fome no Brasil e em outros países, a ONU sugere políticas de mercado que possam facilitar e baratear a produção e venda de alimentos, a fim de melhorar a segurança alimentar de mais famílias.

“As políticas comerciais e de mercado podem desempenhar um papel fundamental na melhoria da segurança alimentar e nutricional, já que mediante uma maior transparência e eficiência se reduz a incerteza e se melhora a previsibilidade e estabilidade do comércio agroalimentar inter-regional”, observa a ONU.

Revista Oeste 


Governo federal gastará R$ 151 mil com lanche para ministro das Comunicações 

O edital de licitação para a contratação de “serviços de comissaria de bordo” foi publicado hoje no Diário Oficial da União

O governo federal pretende gastar até R$ 151,3 mil com lanches para o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União-MA), e seu staff técnico por um período de um ano durante os deslocamentos em voos nacionais e internacionais do titular da pasta.

O edital de licitação para a contratação de “serviços de comissaria de bordo” foi publicado hoje no Diário Oficial da União.

Segundo o edital, a compra contempla“todos os serviços indispensáveis à plena execução de comissaria nacional e internacional, para suprir as necessidades do Ministério das Comunicações, a ser prestado em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) utilizada pelo Ministro de Estado das Comunicações em seus deslocamentos oficiais, partindo do Aeroporto Internacional de Brasília”.

Na lista de compras do ministério, estão previstos aproximadamente 500 almoços no valor de R$ 74 cada; 293 cafés da manhã a R$ 40,94 por pessoa; 328 lanches frios (a R$ 42,15 por pessoa) e 299 quentes (a R$ 43,03 a unidade). Também serão adquiridos sucos diversos, refrigerantes (tanto diet quanto normal) e saladas de frutas.

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O Antagonista 


Com Frei Jorge Rocha

Tema: Etimologia da palavra ‘Favela’

Ouça o Podcast completo:


Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Com a suspensão da sessão legislativa desta quinta-feira (19), no qual seria votado o Orçamento Municipal de 2023, o vereador e presidente da bancada de governo, José Carneiro Rocha (MDB), deixou a Casa Legislativa com os ânimos aflorados.
A suspensão da sessão segundo ele, foi feita pela presidente da Câmara, a vereadora Eremita Mota (PSDB), por conta da ausência de três vereadores que estão de licença médica.

Em entrevista ao Acorda Cidade com um tom de irritação, José Carneiro disse que a Câmara vive uma ditadura com a entrada de Eremita na presidência.

“Eu chamei Fernando Torres de ditador, mas Fernando é extremamente democrático diante do que estou vendo em menos de um mês na gestão de Eremita. Nesta questão eu criticava Fernando e estou agora veementemente criticando a ditadora Eremita Mota pelas suas ações que estão piores do que a de Fernando. Eu chamei de Talibã porque é um extremismo que manda. O Afeganistão por exemplo, o regime é Talibã e aqui está implantado o Talibã na Câmara Municipal de Feira de Santana”, disse.

Ainda segundo o vereador, não há motivos para a suspensão da sessão, visto que a maioria dos vereadores estiveram presentes para o encontro.“Eu quero paz, aqui tem pessoas que o povo confiou, que deu mandato a eles para representar o povo, esses tomem o chá de “semancol” e se respeitem. Não fiquem aqui a serviço de um grupo, de alguém ou de uma força oculta que esteja com o objetivo único: tirar proveito. A sessão foi encerrada. Já se ouviu falar em algum lugar que se suspende sessão porque tem três vereadores com atestado médico? Onde senhores e senhora, ouviram falar nisso? Silvio Dias está com problema de coluna, Paulão do Caldeirão fez uma cirurgia e o Pastor Valdemir que está de dengue. Temos 18 vereadores e uma maioria absoluta”, afirmou.

José Carneiro finalizou dizendo que o adiamento da votação do orçamento municipal tem feito a população e os vereadores de ‘otários’.

“Eu pretendo continuar denunciando, levantando a voz para o povo tomar conhecimento da vergonha que está a Câmara. Meu coração está tranquilo, não tem maldade, nunca teve, tem sentimento, respeito que é preciso que as pessoas tenham. Por que a ditadura implantada por Eremita não deixa fazer a votação. Estão fazendo os vereadores da Casa de otários, a população de otária. Tem que ter respeito”, concluiu.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade


Foto: Reprodução

O deputado federal João Roma (PL) pede providências ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal contra as invasões criminosas de propriedades agrícolas no Extremo Sul baiano por supostos indígenas.

“Desde o final do ano passado que estamos denunciando essas ações criminosas de bandos armados, dizendo-se índios, aterrorizando a região. E agora está recrudescendo este movimento ilegal”, alerta Roma.

Também presidente estadual do PL na Bahia, o parlamentar assinala que existe um rito legal para a demarcação das terras indígenas e não tem cabimento o uso da violência para a ocupação de propriedades produtivas.

“Não podemos permitir que, em pleno Século XXI , o Extremo Sul se transforme em bangue-bangue por oportunistas que se passam por indígenas para invadir criminosamente propriedades sob o arrepio da lei. A barbárie não pode prevalecer no estado democrático de direito”, diz João Roma.