Atualização está sendo distribuída gradualmente e deve chegar a todos os usuários nos próximos dias
Foto: Divulgação
O WhatsApp liberou na quinta-feira (22) um novo recurso que permite realizar chamadas de voz em grupo de forma instantânea, sem que os usuários precisem sair da conversa. A funcionalidade, chamada “Conversas por voz”, já estava disponível em grupos grandes, mas agora passa a funcionar em qualquer grupo do aplicativo, independentemente do número de participantes.
Para iniciar uma conversa por voz, o usuário deve deslizar a tela para baixo e manter pressionado por alguns segundos dentro do grupo. A chamada será fixada na parte inferior do chat, permitindo acesso rápido aos controles da ligação e facilitando a visualização de quem está participando. Os demais membros podem entrar e sair da conversa a qualquer momento.
A atualização está sendo distribuída gradualmente e deve chegar a todos os usuários nas próximas semanas.
Postagem alvo de questionamento sugere que Janja teria sido barrada com malas de dinheiro na Rússia
Janja Foto: EFE/EPA/THIBAULT CAMUS
A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nesta quarta-feira (14), a Meta – responsável pelas plataformas Instagram, Facebook, Threads, WhatsApp -, além do TikTok, para que removam, em até 24 horas, conteúdos considerados falsos sobre a viagem da comitiva do governo brasileiro à Rússia. A medida atende a um pedido da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.
As publicações alvo do questionamento da AGU afirmam que a primeira-dama Janja da Silva teria sido barrada ao chegar na Rússia, carregando malas que estariam cheias de dinheiro, supostamente desviado de fraudes no INSS. Uma postagem que circula nas redes mostra o que seria uma imagem de Janja ao lado de diversas bagagens.
Na comunicação extrajudicial enviada pela AGU às empresas, o órgão diz que as mensagens publicadas possuem, no entanto, “conteúdo desinformativo com potencial de vulnerar a estabilidade institucional e de comprometer a integridade das políticas públicas tuteladas pela União”.
A AGU declara ainda que, caso as plataformas não removam o conteúdo solicitado, elas poderão incorrer em omissão culposa, ensejando sua responsabilização. Janja foi à Rússia a convite do governo russo, cumprindo agendas entre os dias 3 e 7 de maio, antes da chegada do presidente Lula (PT).
Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de praticar truste
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg: novas medidas para ajustar posicionamento da companhia depois das pressões políticas do governo democrata nos EUA | Foto: Manuel Orbegozo/Reuters
Um dos maiores embates jurídicos da história recente da tecnologia começou nesta segunda-feira, 14, entre a Meta, gigante das redes sociais comandada por Mark Zuckerberg, e a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC).
A ação antitruste pode resultar na divisão da empresa e obrigá-la a desfazer suas aquisições, como as do Instagram e do WhatsApp. A acusação defende que a Meta teria promovido uma estratégia deliberada para eliminar a concorrência, o que a FTC define como “comprar ou enterrar” (buy or bury).
Segundo a comissão, as aquisições de Instagram (em 2012) e WhatsApp (em 2014) foram motivadas por um desejo de eliminar potenciais ameaças e consolidar o monopólio da Meta sobre o mercado de redes sociais.
Em um e-mail interno citado pela FTC, Zuckerberg teria afirmado que comprar o Instagram visava “neutralizar um potencial concorrente”. Já sobre o WhatsApp, o CEO da Meta teria dito que o aplicativo de mensagens representava “um grande risco” para sua empresa.
A procuradoria vê nesses registros a prova de uma conduta anticompetitiva. “Eles decidiram que competir era difícil demais”, afirmou o advogado da FTC, Daniel Matheson. “Seria mais fácil comprar seus rivais do que enfrentá-los.”
O objetivo da FTC é forçar a Meta a vender o Instagram e o WhatsApp, sob a alegação de que essa é a única forma de restaurar a competitividade no setor. “A separação desses aplicativos permitirá que empresas menores disputem usuários e anunciantes, enfraquecendo o domínio da Meta”, declarou a comissão.
Zuckerberg defende ações da Meta
Zuckerberg foi o primeiro a depor no julgamento, cuja previsão é se estender por até dois meses. Em sua fala inicial, o executivo descreveu a evolução do Facebook desde os tempos em que competia com o falecido MySpace, até os dias de hoje, onde, segundo ele, as plataformas da Meta são muito mais do que simples redes sociais para amigos e familiares.
“Hoje somos um espaço amplo de descoberta e entretenimento”, declarou, em busca de ampliar a definição de mercado em que a empresa atua — uma estratégia para contestar a tese da FTC, que define a Meta como dominante no segmento de “redes sociais pessoais”.
A defesa da Meta sustenta que não há monopólio, já que seus principais produtos — Facebook, Instagram e WhatsApp — são gratuitos, e os concorrentes também. O advogado Mark Hansen afirmou que “o norte-americano médio usa mais de 40 aplicativos por mês”, e que perder tempo de tela significa perder receita publicitária. “Isso é economia básica.”
A FTC, por sua vez, alega que a qualidade dos serviços da Meta caiu justamente por causa do domínio que a empresa exerce. A concentração de mercado, segundo a acusação, reduz os incentivos para inovação, melhora de privacidade e competitividade.
Meta é proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
As discussões também esbarram em questões políticas. O processo começou ainda no primeiro mandato de Donald Trump, em 2020, quando o presidente ameaçou Zuckerberg publicamente. No entanto, desde então, a relação entre os dois mudou.
A Meta doou US$ 1 milhão para a cerimônia de posse de Trump neste ano, pagou US$ 25 milhões em um acordo para encerrar um processo movido pelo ex-presidente depois de ser suspenso das redes da empresa e chegou a eliminar o programa de checagem de fatos de suas plataformas — uma decisão interpretada como um gesto em direção ao novo governo republicano.
Ainda assim, o presidente da FTC nomeado por Trump, Andrew Ferguson, garante que não haverá recuo. “Não pretendemos tirar o pé do acelerador”, afirmou, ainda que reconheça que obedecerá a ordens legais do presidente, o que mantém aberta a possibilidade de um eventual acordo entre Meta e governo durante o andamento do julgamento.
Para a Meta, a ameaça é existencial: seus sistemas e dados são profundamente integrados, e um desmembramento de Instagram e WhatsApp poderia desarticular sua engrenagem de bilhões em publicidade.
Mesmo sem perspectiva de avanço, a oferta pode incentivar outros concorrentes a elevarem suas propostas | Foto: Reprodução/Flickr
A Amazon enviou uma proposta ao governo dos Estados Unidos para adquirir o aplicativo de vídeos TikTok dos atuais proprietários chineses. A companhia encaminhou a oferta por meio de uma carta ao vice-presidente J.D. Vance, encarregado de intermediar a negociação nos EUA, e ao secretário de Comércio, Howard Lutnick.
Apesar do interesse, o governo norte-americano não considera a proposta como uma opção viável. De acordo com uma fonte próxima às tratativas, a proposta da Amazon enfrenta resistência interna. A empresa não se pronunciou sobre o assunto.
Mesmo sem perspectiva de avanço, a oferta pode incentivar outros concorrentes a elevarem suas propostas. Além disso, o envolvimento da Amazon nas tratativas pode proporcionar acesso a informações estratégicas sobre o desempenho financeiro do TikTok.
A TikTok Shop, unidade de e-commerce da plataforma, se tornou uma concorrente direta do marketplace do gigante americano.
O presidente Donald Trump se reuniu nesta quarta-feira, 2, com J.D. Vance e outras autoridades para analisar diferentes propostas de aquisição do TikTok. Entre as alternativas em discussão, está um consórcio que pode envolver a Oracle Corporation, a Blackstone Inc. e outros investidores de tecnologia.
Donald Trump estabelece prazo para controladora do TikTok
Trump estabeleceu o prazo até 5 de abril para que a ByteDance, administradora chinesa do aplicativo, transfira o controle do TikTok nos EUA, sob risco de o aplicativo ser proibido no país.
Ele já afirmou que pode ampliar esse período, caso necessário. O Congresso aprovou uma legislação para impedir que o governo chinês tenha acesso a dados sensíveis de cidadãos norte-americanos. O ex-presidente Joe Biden sancionou a medida no ano passado.
O governo já havia prorrogado o prazo anterior, inicialmente estipulado para 19 de janeiro. Mesmo que Trump autorize uma nova oferta, a conclusão da negociação depende da aprovação da ByteDance e do governo chinês. Até o momento, não há confirmação sobre a participação da empresa nas discussões.
O empresário Frank McCourt também permanece interessado na aquisição do TikTok. Em entrevista à Bloomberg Television, ele afirmou que sua proposta segue em avaliação.
“Teremos mais clareza ainda hoje ou, no mais tardar, até o dia 5”, disse McCourt. Ele considera improvável que gestão Trump finalize um acordo antes do prazo.
Dono da Microsoft prevê que em uma década tecnologia assuma o papel de humanos em áreas como a medicina e a educação
Bill Gates, durante entrevista: humanos não serão necessários para muitas coisas, segundo o empresário | Foto: Reprodução/YouTube
O empresário Bill Gates previu que os avanços na inteligência artificial vão reduzir significativamente o papel da humanidade em muitas tarefas tradicionais. Conforme o bilionário, em menos de dez anos, as mudanças devem afetar diversos segmentos, como medicina e educação, resultando, inclusive, na substituição de médicos e professores.
Durante uma entrevista recente com o comediante Jimmy Fallon no “The Tonight Show” da NBC, o cofundador da Microsoft descreveu um futuro em que os humanos não são mais necessários “para a maioria das coisas”. Isso porque a tecnologia de IA executará prontamente tarefas que ainda exigem habilidades humanas especializadas.
Gates: mudanças profundas e assustadoras
Conforme reportagem do jornal norte-americano New York Post, hoje, áreas como medicina e educação ainda dependem de “um grande médico” ou “um grande professor”. Mas tudo deve mudar. “É muito profundo e até um pouco assustador, porque está acontecendo muito rápido, e não há um limite”, disse Gates.
No momento, há um debate sobre os papéis futuros que os humanos vão desempenhar em uma sociedade movida por IA. Enquanto alguns analistas sugerem que a ferramenta é um apoio principalmente à produtividade e à geração de oportunidades econômicas, outras correntes expressam receio quanto à estabilidade do emprego.
O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, acredita que a transformação do trabalho pela IA terá um impacto “enormemente desestabilizador”. Em seu livro “The Coming Wave”, Suleyman escreve: “Essas ferramentas aumentarão apenas temporariamente a inteligência humana. Elas nos tornarão mais inteligentes e eficientes por um tempo e desbloquearão enormes quantidades de crescimento econômico, mas estão fundamentalmente substituindo o trabalho”.
Apesar de reconhecer potenciais interrupções, Gates continua otimista sobre as contribuições positivas da IA, incluindo avanços em tratamentos médicos, soluções climáticas e educação generalizada. No entanto, ele reconhece que certas atividades sempre permanecerão específicas do ser humano.
Até às 11h de hoje, cerca de 40 mil usuários já tinham relatado problemas no aplicativo
Foto: Reprodução/X
A rede social X, antigo Twitter, sofreu três ondas de instabilidade nesta segunda-feira (10). O caso foi confirmado pelo dono, Elon Musk, que atribuiu a ocorrência a um ataque cibernético.
“Houve (e ainda há) um ataque cibernético massivo contra o X”, escreveu Musk em seu perfil na rede social. “Somos atacados todos os dias, mas este foi feito com muitos recursos. Ou um grupo grande e coordenado e/ou um país está envolvido. Rastreando”, contou.
O DownDetector reportou os problemas, que começaram no Brasil por volta das 7h (horário de Brasília), mas a interrupção parece ser global, com reclamações nos Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Até às 11h de hoje, cerca de 40 mil usuários já tinham relatado problemas no aplicativo.
Entre as vítimas, está o Conselho Superior da Justiça do Trabalho
Hackers são pessoas com habilidades avançadas em tecnologia e computação que podem agir de forma maliciosa para invadir sistemas, roubar informações ou causar danos | Foto: Reprodução/Pixabay
Uma ação coordenada pela Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, também conhecida como Europol, resultou na prisão de quatro hackersrussos que lideravam o grupo criminoso 8Base. As detenções foram divulgadas nesta terça-feira, 11.
Esses indivíduos, todos de nacionalidade russa, são suspeitos de implantar uma variante do ransomware Phobos para extorquir pagamentos de alto valor de mais de 450 empresas em mais de 30 países, inclusive o Brasil. Confira as empresas brasileiras atacadas pelo grupo:
St. Nicholas School: escola internacional em São Paulo (SP);
Bring Solution: fabricação de aditivos de uso industrial em Cotia (SP);
Buddemeyer: indústria têxtil em São Bento do Sul (SC);
Sicoob: cooperativa de crédito em Brasília (DF);
Araújo e Policastro: escritório de advocacia em São Paulo (SP);
Conselho Superior da Justiça do Trabalho: repartição pública federal em Brasília (DF);
SINTTEL: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações em Belo Horizonte (MG);
TTG Log: logística e transportes em Campo Grande (MS); e
CST: medicina do trabalho em Belo Horizonte (MG).
Hackers atacavam pequenas e médias empresas
Detectado pela primeira vez em dezembro de 2018, o ransomware Phobos é um vírus usado em ataques em grande escala contra empresas e organizações em todo o mundo. Ransomware é um tipo de vírus de computador malicioso que sequestra dados de uma pessoa ou empresa através de criptografia.
Diferentemente de vírus que preferem vitimar grandes corporações, o Phobos é dedicado a ataques de alto volume contra pequenas e médias empresas, que muitas vezes não possuem defesas cibernéticas adequadas.
Hackers atacavam pequenas e médias empresas | Foto: Freepic/Pressfoto
Através da infraestrutura do Phobos, a quadrilha 8Base desenvolveu o próprio vírus ransomware para adaptar seus ataques e maximizar o impacto nas empresas afetadas.
O grupo se destacava por suas táticas agressivas de dupla extorsão: além de criptografar os dados das vítimas e cobrar resgate por eles, os criminosos também ameaçavam publicar informações roubadas caso o valor não fosse pago.
Conteúdo da resposta da empresa ainda não foi divulgado pela Advocacia-Geral da União
Mark Zuckerberg Foto: EFE/EPA/TASOS KATOPODIS
A big tech Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, enviou na noite da segunda-feira (13) resposta à notificação da Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão federal tinha dado até a meia-noite desta segunda para que a empresa de Mark Zuckerberg desse explicações sobre o fim do sistema de checagem de fatos.
A AGU também cobrou que a Meta esclarecesse quais serão as medidas adotadas para combater crimes como violência de gênero, racismo e homofobia nas redes sociais no Brasil. No início da madrugada desta terça-feira (14) a assessoria da AGU informou que a resposta da Meta havia chegado e que uma reunião técnica foi convocada para analisar a manifestação ainda nesta terça.
Segundo a AGU, devem participar do encontro representantes do Ministério da Justiça, do Ministério dos Direitos Humanos e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
– Somente após essa análise, a AGU, em conjunto com os demais órgãos, se pronunciará sobre os próximos passos em relação ao assunto e tornará público o teor da manifestação – informou a Advocacia-Geral da União em nota.
Na última sexta-feira (10), a AGU enviou a notificação para o conglomerado de Mark Zuckerberg. A decisão se deu após uma reunião do advogado-geral da União, Jorge Messias, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros integrantes do governo. O encontro discutiu a decisão da empresa e o quadro geral das redes sociais no Brasil.
O movimento do governo do presidente Lula foi resposta ao anúncio feito por Zuckerberg relatando que a moderação de conteúdos reportados como nocivos será feita apenas quando indicada por usuários. Além disso, as redes sociais passarão a exibir mais conteúdos políticos.
Na notificação, a AGU pediu para que a Meta esclarecesse se seria criado algum canal específico para registro de denúncias de violações a direitos fundamentais. A pasta também questionou se haverá divulgação de relatórios de transparência sobre a checagem de fatos realizada pelos próprios usuários.
Quando anunciou a moderação dos conteúdos, Zuckerberg criticou regulações de diferentes países. Ele acusou a América Latina de possuir “tribunais secretos” que silenciosamente ordenam a remoção de conteúdos. Mesmo sem citar o Brasil, a declaração foi recebida como um recado pelo secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, João Brant.
Medida foi adotada em escritórios da empresa no Vale do Silício, no Texas e em Nova Iorque
Mark Zuckerberg Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS
Em meio ao redirecionamento dos rumos da Meta, com a adoção de medidas como o fim da política atual de checagem de fatos e o encerramento do programa de diversidade, equidade e inclusão, a dona das redes Facebook e Instagram decidiu modificar também políticas de funcionamento interno e, em uma delas, determinou a remoção de absorventes higiênicos dos banheiros masculinos.
De acordo com uma reportagem do jornal The New York Times, os gerentes de instalações foram instruídos a fazer a remoção dos absorventes em escritórios da Meta no Vale do Silício, no Texas e em Nova Iorque. Segundo o veículo, os itens eram fornecidos para funcionários não binários e transgêneros que utilizavam os banheiros masculinos dessas unidades da empresa.
Diante desse contexto, segundo o The New York Times, funcionários LGBTQIA+ teriam reclamado da decisão em canais internos da empresa, com ao menos um deles anunciado sua demissão e outros dizendo que iriam procurar novos empregos.
À Fox News, o diretor de assuntos globais da Meta, Joel Kaplan, disse na última sexta-feira (10) que a decisão de encerrar o programa de diversidade, equidade e inclusão da companhia garantirá que a empresa esteja “construindo equipes com as pessoas mais talentosas”.
– Isso significa avaliar as pessoas como indivíduos e selecionar pessoas de uma variedade de grupos de candidatos, mas nunca tomar decisões de contratação com base em características protegidas, como raça ou gênero – destacou o gestor.
A xAI lançou o chatbot Grok, dentro da rede social Twitter/X
Elon Musk durante a partida final do Aberto dos EUA, em Flushing Meadows, Nova York, Estados Unidos — 8/9/2024 | Foto: Mike Segar/Reuters
O empresário Elon Musk arrecadou US$ 6 bilhões para a xAI, sua empresa de inteligência artificial (IA), em uma rodada de financiamento liderada por investidores como BlackRock, Fidelity e Sequoia Capital. O jornal The New York Times divulgou a informação em 24 de dezembro.
Os recursos serão utilizados para melhorar a infraestrutura e acelerar as pesquisas. Com essa injeção de capital, a xAI pode atingir uma avaliação de até US$ 40 bilhões, comparado aos US$ 24 bilhões no começo de 2024. Musk destacou a necessidade do financiamento por causa da crescente demanda por poder computacional.
Empresa de Elon Musk compete com o ChatGPT
A empresa lançou a IA no Twitter/X | Foto: Reprodução/Freepik
A xAI lançou o Grok, um chatbot que utiliza um supercomputador em Memphis, disponível para assinantes da rede social Twitter/X. A empresa compete diretamente com a OpenAI, dona do ChatGPT, da qual Musk se afastou em 2018 por divergências.
O empresário, que é proprietário do Twitter/X e da concessionária Tesla, processou a OpenAI por mudanças na estrutura organizacional. Musk afirmou que busca desenvolver uma IA mais segura.
Os fundos para a xAI também incluem investidores que apoiaram a aquisição do Twitter/X por Musk em 2022, o que totaliza mais de US$ 12 bilhões.