O mês de março é representado como o mês da mulher, tendo uma data para homenageá-las. Lutas e conquistas estão relacionadas com a data, mas, precisamos lembrar que ao longo dos 365 dias do ano, as mulheres travam batalhas diárias e muitas vezes ficam sobrecarregadas.
Para além da sobrecarga diária, as mulheres enfrentam projeções sociais associadas a autossuficiência e maturidade (desde crianças são colocadas em posição de desenvolvimento de questões precoces se comparado aos homens).
A ideia, também, de não ter ajuda efetiva, ser fortaleza e do “precisar dar conta de tudo” fazem parte de uma construção sócio-cultural adoecedora. Viver em autocobrança, julgamento e violência também potencializam o quadro que requer atenção, discussões e mudanças: os transtornos mentais que tem acometido este público.
Em adição, a criança interior da mulher acaba sendo uma parte importante no quebra-cabeças complexo, já que segue ferida com revisitações de traumas reforçados pelo social. De acordo com a psicóloga Bianca Reis, ” é comum as mulheres entrarem num processo de autocobrança, muito desafiador, adoecedor e sem conseguir impor limites a si mesma.”
Entretanto, limites colocados pelas mulheres são pontos de tensão e violência: 227 mulheres são estupradas por dia (isso representa um estupro a cada 6 minutos) e, 4 são assassinadas a cada 24h no Brasil (dados de 2025). As agressões e extermínio advém dos homens.
“Relações abusivas familiares são as mais romantizadas pela sociedade e, elas acabam sendo o cerne de situações adversas na vida adulta sem perder de vista, claro, a maneira pela qual os homens são educados”, afirma a psicóloga.
Ainda sobre a criança interior: ela costuma guardar emoções que foram reprimidas, e as mulheres costumam guardar muitos sentimentos não vivenciados, ou vivenciados de maneira tóxica durante a infância. Esses registros nem sempre são conscientes.
A especialista acrescenta que é muito importante que as mulheres aprendam e se permitam enfrentar as dores e os medos da criança interior, pois “uma criança interior ferida, quando não trabalhada impacta em toda uma vida, e quando não cuidamos das nossas próprias feridas, sangramos nos outros”.
“No dia internacional da mulher e no mês da mulher, é importante que o todo obtenha consciência da importância do autocuidado e autodesenvolvimento. Através deste conhecimento, pode-se esperançar a transformação que precisa ser uma batalha uníssona”, conclui.
Sobre Bianca Reis
Psicóloga 03/11.152. Mestra em Família, Pós-graduada em Psicoterapia Analítica Clínica, Pós-graduada em Estimulação Precoce, Pós-graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem, Pós-graduanda em Neuropsicologia: Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica, Formada em Terapia do Esquema
A Prefeitura de Feira de Santana planeja investir R$ 15.991.890,00 na ampliação e qualificação da rede municipal de saúde, com foco no fortalecimento da Atenção Primária e na expansão da assistência em urgência e emergência. Os investimentos estão estruturados em projetos vinculados ao Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, FIIS-Saúde, iniciativa do Governo Federal voltada à modernização da infraestrutura do SUS, com seleção pública conduzida pelo Ministério da Saúde e financiamento operacionalizado pelo BNDES.
Os recursos, a serem viabilizados por operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal, contemplam unidades e serviços tanto na sede quanto nos distritos, e já contam com seleção federal, o que reforça a consistência técnica e a maturidade dos projetos apresentados pelo município.
Para viabilizar as ações, o Executivo Municipal encaminhou à Câmara de Vereadores um pedido de autorização legislativa para contratação do financiamento. Entre as intervenções previstas, estão:
Construção de uma UBS no distrito de Humildes;
Construção de uma UBS no bairro Conceição;
Construção de uma UPA no distrito de Maria Quitéria (São José);
Construção da nova sede da Policlínica do Parque Ipê;
Aquisição de uma Unidade Odontológica Móvel (odontomóvel), para ampliar a cobertura de saúde bucal
As propostas resultam de um levantamento técnico da Secretaria Municipal de Saúde, que identificou áreas com vazio assistencial e necessidades estruturais prioritárias para garantir acesso mais rápido, resolutivo e equitativo aos serviços.
A gestão municipal ressalta que o pacote de investimentos se insere em uma estratégia de médio e longo prazo do prefeito José Ronaldo, com foco em estruturar o Sistema Único de Saúde no município de forma sustentável, ampliando capacidade instalada e qualificando a rede para responder às demandas atuais e futuras.
“Com esse recurso, pretendemos suprir demandas históricas, fortalecer a rede de atendimento e garantir acesso mais equitativo aos serviços de saúde. O fato de os projetos terem sido selecionados pelo Governo Federal evidencia a qualidade técnica do que foi apresentado por Feira de Santana e o nosso compromisso com planejamento e entrega”, afirma o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) iniciou a distribuição da primeira remessa da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante será enviado para 417 municípios baianos e seguirá os critérios de priorização do Ministério da Saúde.
A Bahia recebeu cerca de 40 mil doses. O diferencial da vacina do Butantan é o fato de o imunizante ser de aplicação única, o que facilita a logística e acelera o processo de proteção.
Inicialmente, a vacinação será voltada exclusivamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. Entre eles estão: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE); odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.
A vacina é direcionada tanto para quem já teve dengue quanto para quem nunca foi infectado, mas o indivíduo não deve ter histórico de vacinação prévia com outros imunizantes contra a dengue.
Março Azul alerta para diagnóstico precoce e papel da cirurgia robótica
Foto: divulgação
Tradicionalmente associado a pessoas acima dos 50 anos, o câncer colorretal tem apresentado crescimento preocupante entre adultos jovens, acendendo um alerta na comunidade médica durante o Março Azul, mês dedicado à conscientização sobre a doença. Mudanças no estilo de vida, alimentação inadequada, sedentarismo e atraso no diagnóstico estão entre os fatores que ajudam a explicar esse novo perfil epidemiológico.
Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o câncer colorretal é o terceiro tipo mais incidente no país, com estimativa de cerca de 45 mil novos casos por ano no Brasil. Estudos recentes do próprio INCA mostram aumento progressivo da incidência em pessoas com menos de 50 anos, faixa etária que, até pouco tempo, não fazia parte do rastreamento de rotina.
Mudança de perfil preocupa especialistas
Para o coloproctologista Ramon Mendes, coordenador do Núcleo de Coloproctologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), o cenário exige atenção redobrada. “Estamos diagnosticando câncer colorretal em pacientes cada vez mais jovens, muitas vezes em estágios avançados, porque os sintomas iniciais são confundidos com problemas benignos, como hemorroidas ou alterações intestinais funcionais”, explica.
Especialista em cirurgias colorretais minimamente invasivas e robóticas, Ramon Mendes destaca que sinais como sangramento nas fezes, dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada e alteração do hábito intestinal não devem ser ignorados, independentemente da idade. “A ideia de que jovem não tem câncer precisa ser definitivamente abandonada”, reforça.
Robótica ganha espaço no tratamento
Com o avanço tecnológico, a cirurgia robótica tem se tornado uma aliada importante no tratamento do câncer colorretal, inclusive em pacientes jovens, que tendem a exigir abordagens menos invasivas e com recuperação mais rápida. “A robótica oferece visão tridimensional ampliada, maior precisão nos movimentos e melhor preservação de nervos e estruturas anatômicas, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente no pós-operatório”, afirma o especialista.
Pioneiro da cirurgia robótica na Bahia e fundador do Instituto Ramon Mendes, o médico ressalta que a técnica é especialmente vantajosa em tumores localizados em regiões complexas, como o reto. “Conseguimos remover o câncer com segurança oncológica e, ao mesmo tempo, reduzir complicações como disfunções urinárias, sexuais e intestinais”, pontua.
Tecnologia em expansão no Brasil
Segundo dados da Strattner, empresa responsável pela difusão da cirurgia robótica no país, o Brasil já ultrapassou a marca de 100 sistemas robóticos instalados, com crescimento contínuo dos procedimentos em coloproctologia. A plataforma robótica tem ampliado o acesso a cirurgias mais precisas, com menor sangramento, menos dor e menor tempo de internação hospitalar.
Esse avanço acompanha uma tendência internacional de adoção da robótica como padrão em centros especializados no tratamento do câncer colorretal, especialmente em casos que exigem alta complexidade técnica.
Diagnóstico precoce ainda é decisivo
Apesar dos benefícios da tecnologia, Ramon Mendes — que foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia para o biênio 2029/2030 — reforça que o principal desafio continua sendo o diagnóstico precoce. “A cirurgia robótica é uma grande aliada, mas ela não substitui o rastreamento adequado. Quanto mais cedo o câncer é identificado, maiores são as chances de cura, independentemente da técnica utilizada”, ressalta.
No contexto do Março Azul, a recomendação dos especialistas é clara: pessoas com histórico familiar da doença, sintomas persistentes ou fatores de risco devem procurar avaliação médica, mesmo antes dos 50 anos. “Informação salva vidas. E hoje, além de diagnosticar mais cedo, temos tecnologia para tratar melhor”, conclui o coloproctologista.
Conforme a pesquisadora Tatiana Sampaio, utilização do medicamento experimental sem aval regulatório cria obstáculos à análise científica
Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora responsável pelo desenvolvimento da polilaminina | Foto: Artur Moês/UFRJ
A liberação do uso compassivo da polilaminina por meio de decisões judiciais tem prejudicado o avanço das pesquisas, conforme afirmou a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e responsável pelo desenvolvimento da molécula, Tatiana Sampaio.
O composto, que busca restaurar conexões nervosas em pacientes com lesões graves na medula, ainda não tem registro e nem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso amplo.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira, 23, Tatiana destacou que a judicialização antecipa a utilização do medicamento experimental sem o aval regulatório. Assim, cria obstáculos para o acompanhamento científico.
Segundo ela, a Anvisa tem emitido pareceres rapidamente, ainda que o prazo oficial seja de 45 dias. Contudo, o crescimento dos pedidos judiciais dificulta o controle dos casos tratados.
Uso compassivo da polilaminina e desafios no acompanhamento
Frasco de polilaminina, fabricada pelo laboratório Cristália | Foto: Divulgação/Cristália
A cientista explicou que o uso compassivo, permitido em situações específicas quando um médico solicita o acesso a medicamentos experimentais, não acelera o processo regulatório, mas amplia a quantidade de solicitações.
“Não é nada confortável você participar de toda essa organização”, afirmou Tatiana Sampaio ao Roda Viva. “Porque o que está acontecendo não é exatamente uma aceleração da resposta mesmo antes da Anvisa responder, mas um aumento de pedidos de uso compassivo, que é quando um médico pode demandar pedidos para usar uma medicação de uso experimental em um caso específico.”
Ela ressaltou que as aplicações da polilaminina são invasivas e exigem profissionais treinados. Mencionou, ainda, que pacientes que recebem o tratamento por via judicial não têm obrigação de informar à equipe de pesquisa sobre possíveis efeitos adversos ou eventuais melhoras. Isso, segundo ela, cria um acompanhamento precário e dificulta a obtenção de dados essenciais.
“Imagina se houver um efeito adverso e a pessoa não relatar…”, ponderou a pesquisadora. “Se houver uma melhora inesperada ou alguma coisa que a gente nunca imaginou… Também nunca vamos saber. Ficam fora da pesquisa.”
Ela relatou que, dos 55 pedidos judiciais ocorridos até o momento, 30 receberam aval para uso da substância. Apesar disso, conforme Tatiana, o acompanhamento dos pacientes é limitado e chega a depender de informações da imprensa.
A Secretaria Municipal de Saúde vai intensificar, a partir de março, as ações de vacinação na zona rural do município. A estratégia prevê a atuação de equipes itinerantes que irão percorrer povoados dos oito distritos de Feira de Santana em datas estabelecidas, garantindo o acesso da população às vacinas de rotina.
A mobilização tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso aos serviços de saúde para moradores de localidades mais distantes da sede do município. Em cada data, as equipes estarão nos povoados dos respectivos distritos, sempre no horário das 8h às 16h.
De acordo com o cronograma, as ações acontecem da seguinte forma:
03 de março – (Distrito de Jaguara) – Sete Portas, Barra e Curaca. 05 de março – (Distrito de Ipuaçu) – Fazenda Mergulho, Amarela, Fluminense e Vila São José. 10 de março – (Jaiba) – São Roque, São Domingos e Fazenda Pau Comprido. 10 de março – (Distrito de Bonfim de Feira) – Gameleira e Caboronga. 11 de março – (Distrito de Humildes) -Fazenda Campestre, Conjunto Planolar, Fazenda Escoval e Escola Cândido Vitoriano de Cerqueira. 12 de março – (Distrito de Tiquaruçu) – Praça do Socorro, Calandro, Tanque Grande, Fazenda Bandeira e Praça da Caatinga. 17 de março – (Distrito de São José) – Bar de Jorge de Lourinho, Associação do Ovo da Ema e Associação Nossa Senhora da Paz. 18 de março – (Distrito da Matinha) – Alto do Tanque, Olhos D’Agua, Moita da Onça e Baixão. A referência técnica em Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Vanessa Cajuí, reforça a importância da iniciativa.
“A vacinação itinerante é fundamental para alcançar a população da zona rural, garantindo que crianças, adolescentes, adultos e idosos mantenham o esquema vacinal atualizado. Nossas equipes estarão nos povoados, no dia programado, para assegurar esse cuidado essencial com a saúde”, destacou.
A orientação é que os moradores levem documento de identificação e o cartão de vacinação para atualização das doses necessárias.
Dados do Vigimed reúnem relatos entre 2018 e 2025 e não comprovam relação causal com os medicamentos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou ter recebido 65 notificações de mortes suspeitas associadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras entre 1º de dezembro de 2018 e 7 de dezembro de 2025. No mesmo período, o sistema Vigimed registrou 2.436 notificações de eventos adversos relacionados aos princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Segundo a agência, uma notificação pode incluir mais de um evento adverso e mais de um desfecho, e o registro não significa que o medicamento tenha causado a morte. A confirmação de relação causal depende de avaliação clínica e científica detalhada, considerando condições de saúde do paciente, uso de outros medicamentos e regularidade do produto.
Os medicamentos citados são indicados para diabetes tipo 2 e, em algumas formulações, para obesidade, incluindo marcas como Mounjaro, Rybelsus, Ozempic, Xultophy, Saxenda, Victoza, Trulicity e Wegovy. A Anvisa afirmou que não é possível identificar se as notificações envolvem produtos registrados no país, manipulados ou importados sem registro.
Ao g1, as fabricantes Novo Nordisk e Eli Lilly informaram que os medicamentos seguem padrões internacionais de segurança e que riscos como pancreatite constam em bula. As empresas destacaram que a avaliação deve ser individualizada e feita pelo médico assistente.
A grande procura pelo 1º Mutirão de Pediatria de 2026 superou as expectativas, e todas as 300 vagas ofertadas foram preenchidas já no primeiro dia de marcação. O mutirão será realizado neste sábado, 21 de fevereiro, com atendimentos nas especialidades de neuropediatria, pediatria clínica, gastroenterologia e pneumologia pediátrica.
Devido à alta demanda, não haverá marcações nesta sexta-feira (20), como estava previsto inicialmente. Promovido pela Fundação Hospitalar de Feira de Santana, o 1º Mutirão de Pediatria reafirma o compromisso com a saúde infantil em 2026, garantindo atendimento especializado a 300 crianças em Feira de Santana, além de atividades recreativas voltadas ao público infantil.
De acordo com a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, centenas de pessoas compareceram à unidade de saúde nas primeiras horas do dia, e a organização da equipe do Ambulatório de Pediatria do Hospital da Mulher foi fundamental para agilizar as marcações.
“Estaremos realizando neste sábado o primeiro mutirão de pediatria de 2026, com várias especialidades importantes para garantir saúde e bem-estar às crianças do município. A demanda é muito grande, principalmente para neuropediatria, que exige acompanhamento médico constante. Somente para essa especialidade, teremos quatro consultórios em funcionamento, atendendo pacientes com indicação médica da rede municipal de saúde”, destacou.
Gilberte Lucas também afirmou que novas datas serão viabilizadas para ampliar a assistência à população infantil.
“A procura por neuropediatria é muito grande. Preocupados com a demanda reprimida, já estamos planejando uma nova data para outro mutirão no Ambulatório de Pediatria”, salientou.
Para garantir organização e agilidade no atendimento, o coordenador da recepção do Ambulatório de Pediatria, Wallisson Borges Miranda, distribuiu senhas e organizou a entrada de dez pacientes por vez.
“Estamos realizando as marcações com tranquilidade, orientando os pacientes e solicitando a guia médica para neuropediatria. As demais especialidades estão sendo marcadas imediatamente”, afirmou.
A grande expectativa pelo atendimento
A satisfação era visível no rosto de quem conseguiu garantir uma vaga. Marilza Souza Santos, moradora do bairro Aviário, saiu aliviada após a marcação.
“Consegui marcar pediatra para meu filho de nove anos. Vou solicitar a guia no posto de saúde para marcar o neurologista para o menor de três anos. Estou satisfeita”, disse a doméstica.
Com a senha de número 89, Elisângela Pereira Coutinho, moradora do bairro George Américo, aguardava na fila com esperança. Ela relatou que espera há um ano na regulação para a cirurgia de fimose do filho de nove anos.
“Essa é uma grande oportunidade. Por mim, espero o dia inteiro, com alegria, porque vou sair daqui com a consulta do meu filho marcada para o cirurgião pediatra”, afirmou.
Jeane dos Santos Dias, sorridente na fila, comemorava após conseguir atendimento para os netos. “Consegui marcar consultas com pediatra para dois netos, um de três e outro de seis anos. Sábado será um dia ótimo. Estarei aqui cedinho para serem atendidos”, disse.
Já Jacilene Gonçalves, moradora do Conjunto José Ronaldo, emocionou-se ao conseguir vaga para neuropediatria.
“Já peguei a senha, estou com a guia em mãos. Há mais de três meses tentando vaga para neuropediatra e agora consegui. Estou chorando de alegria. Meu filho Kaleb vai receber a assistência que ele merece”, desabafou.
O 1º Mutirão de Pediatria consolida-se como uma importante estratégia para reduzir a demanda reprimida e ampliar o acesso à saúde especializada para as crianças do município.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça o chamado aos pais e responsáveis para que garantam a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra a dengue. A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves, internações e mortes provocadas pela doença.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Para assegurar a proteção máxima, é fundamental completar o ciclo vacinal.
Em Feira de Santana, a rede municipal possui 103 salas de imunização distribuídas nas unidades de saúde situadas tanto na sede quanto na zona rural, o que garante o acesso à população. Para vacinar, o pai ou responsável deve apresentar a caderneta de imunização da criança ou adolescente e o documento (RG ou CPF)
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, que também é médico, destaca a importância da vacinação como instrumento de proteção coletiva. “A dengue ainda mata em nosso país. A vacina é fundamental para reduzir drasticamente os casos graves, as hospitalizações e, principalmente, os óbitos. É essencial que os pais levem seus filhos para tomar as duas doses e garantam a proteção completa”, ressalta.
ATUAÇÃO DOS AGENTES
De acordo com o gestor da pasta, o município mantém ações permanentes de prevenção por meio dos agentes de combate às endemias, que atuam diariamente em visitas domiciliares, orientação à população e eliminação de focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.
Somado a esse trabalho, a Prefeitura desenvolve o projeto Feira Contra a Dengue, que utiliza a tecnologia como aliada no enfrentamento ao mosquito, ampliando o monitoramento e fortalecendo as estratégias de combate ao vetor.
“A vacinação, associada às medidas de controle do mosquito e à participação da comunidade na eliminação de criadouros, é o caminho mais eficaz para proteger vidas e para que possamos manter os indicadores de controle no município”, pontuou Rodrigo Matos.
Ainda é muito comum na sociedade brasileira ver as famílias minimizando as dores e sentimentos de uma criança. Um exemplo clássico disso é quando uma criança é questionada porque está chorando por besteira e quando é verbalizado para ela, que ela tem que engolir o choro.
As crianças que cresceram na desordem familiar e que foram exigidas a tomar atitudes adultas de forma prematura, crescem sem entender as suas emoções e achando que podem lidar com tudo sozinha, para não atrapalhar ninguém.
Hoje é muito comum vermos muitos adultos achando que precisam dar conta de tudo sozinhos. O indivíduo vive num processo de autocobrança, e dentro desse processo não se permite ser acolhido por ninguém e muitas vezes adoece.
De acordo com a psicóloga Bianca Reis: “quando a sua criança interior está ferida é comum o adulto entrar num processo de autocobrança, muito desafiador, adoecedor e sem conseguir impor limites a si mesmo”.
A criança interior nada mais é, que uma parte do nosso inconsciente, onde estão algumas experiências e comportamentos da nossa infância, além das emoções que foram reprimidas. A autocobrança, por sua vez, é a pressão que um indivíduo coloca sobre ele mesmo, na busca de atingir determinadas metas e objetivos de forma perfeita e conforme as expectativas que ele mesmo estabelece.
O adulto que vive nesse processo de autocobrança, não se permite errar, ser acolhido, chorar, fraquejar, quer sempre estar em evidência de uma figura forte, que não precisa de acolhimento ou ajuda de ninguém. Esse adulto transborda a figura de sua criança interior, que na infância precisou ter atitudes e obrigações adultas de maneira prematura, e se desenvolveu acreditando que é sua obrigação organizar a instabilidade do ambiente em que vive.
Ainda segundo a psicóloga Bianca Reis, “muitas vezes, a porta de entrada para uma autocobrança tão exacerbada na fase adulta, começa justamente na infância, quando não é ensinado para a criança de maneira firme, porém afetuosa o que é certo e errado, e sobre suas emoções e as emoções dos outros. Quando a criança não é acolhida, e suas dores e sentimentos além de não serem respeitados, são minimizados”.