Ação de prevenção ao câncer de próstata está com agendamento aberto para exame de sangue PSA e consulta médica
Em apoio à campanha Novembro Azul, dedicada à conscientização sobre a saúde do homem, a Fundação Lar Harmonia realiza o 13º Mutirão de Prevenção ao Câncer de Próstata, oferecendo atendimento gratuito para 180 homens a partir dos 45 anos. A ação acontece em duas etapas, nos dias 3 e 8 de novembro, das 7h às 11h, no Ambulatório Médico Eurípedes Barsanulfo (AMEB), localizado na sede da instituição, em Piatã.
Os interessados devem realizar o agendamento prévio pelo link https://www.larharmonia.org.br/about-3. O atendimento é exclusivo para pessoas cadastradas, que devem apresentar carteira de identidade e cartão do SUS Salvador.
No dia 3 de novembro (segunda-feira), será feito o exame de sangue PSA, que ajuda a detectar alterações precoces na próstata. O exame requer jejum de duas horas e abstinência sexual de dois dias. Já no dia 8 de novembro (sábado), os participantes retornam para consulta médica com urologista.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais incidente entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas dos tumores de pele. De acordo com o urologista Sheldon Menezes, coordenador do AMEB, o mutirão é uma oportunidade de incentivar o autocuidado e a prevenção. “O câncer de próstata é silencioso e, quando identificado cedo, tem altas chances de cura. Nossa proposta é quebrar tabus e promover a saúde masculina com informação e acolhimento”, ressalta.
A ação tem o apoio da Sociedade Brasileira de Urologia – Seção Bahia e do LPC Laboratório e Vacinas, reforçando o compromisso coletivo com a prevenção e o cuidado.
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13º Mutirão de Prevenção ao Câncer de Próstata da Fundação Lar Harmonia Data: 3 e 8 de novembro de 2025 Horário: das 7h às 11h Agendamento: https://www.larharmonia.org.br/about-3 Documentos: carteira de identidade e cartão do SUS Salvador Local: Ambulatório Médico Eurípedes Barsanulfo, na sede da Fundação Lar Harmonia, na Rua Deputado Paulo Jackson, Nº 560, em Piatã.
A Prefeitura de Feira de Santana deu mais um importante passo rumo à construção do novo hospital municipal. Nesta terça-feira (21), o prefeito José Ronaldo de Carvalho, e os secretários municipais de Saúde, Rodrigo Matos, e de Administração, Sandra Peggy, visitaram o Hospital Couto Maia, em Salvador — referência em gestão hospitalar no modelo de parceria público-privada (PPP).
A comitiva feirense, que contou ainda com técnicos da Prefeitura, foi recebida por diretores da unidade, que apresentaram o funcionamento do hospital e os resultados alcançados com o modelo de gestão adotado.
“Estamos conduzindo esse processo com muito profissionalismo e profundidade, para que o novo hospital seja uma conquista sólida e eficiente para Feira de Santana”, afirmou o chefe do Executivo Municipal, destacando que os estudos para implantação do futuro hospital estão sendo conduzidos por uma fundação paulista especializada em gestão hospitalar.
Segundo o prefeito, os trabalhos seguem avançando e envolvem uma equipe técnica preparada e comprometida em definir os detalhes do projeto.
“Rodrigo [Matos] tem grande conhecimento sobre o tema e tem sido fundamental nesse processo. Temos a convicção de que este será um dos maiores projetos já realizados em Feira de Santana”, ressaltou José Ronaldo.
A previsão da Prefeitura é que, entre o final deste mês e o início de novembro, seja realizada uma consulta popular e, em seguida, uma audiência pública para discutir o projeto. “Paralelamente, os relatórios e editais para a licitação estão sendo estudados por técnicos altamente capacitados”, acrescentou o prefeito.
José Ronaldo informou ainda que a expectativa é publicar o edital até o fim deste ano e concluir o processo licitatório até março de 2026, permitindo o início das obras do hospital municipal.
“Nosso objetivo é publicar o edital ainda este ano e, até março do próximo, ter a licitação concluída para dar início à construção. Queremos fazer tudo com extremo zelo e responsabilidade”, reforçou.
O prefeito também salientou a importância da articulação entre as três esferas de governo para o funcionamento da nova unidade hospitalar.
“Depois que tudo estiver bem encaminhado, vamos buscar o apoio do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado. Nenhum hospital público funciona sem essa parceria entre município, Estado e União — isso é fundamental”, pontuou.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a visita ao Hospital Couto Maia foi fundamental para conhecer de perto experiências bem-sucedidas de gestão hospitalar e fortalecer as estratégias de implantação do novo equipamento de saúde em Feira de Santana.
“O sonho de um hospital moderno, humano e com gestão eficiente está cada vez mais próximo de se tornar realidade”, afirmou o secretário.
A nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Feira de Santana, que está sendo construída pela Prefeitura Municipal no distrito de Humildes, já começa a ganhar cor. As obras avançam em ritmo acelerado e entram na fase final, representando mais um importante investimento na rede pública de urgência e emergência do município.
Atualmente, os serviços estão concentrados na instalação do forro, no retoque da pintura e no rejunte do revestimento das paredes. As instalações elétricas e hidráulicas já foram concluídas, e a infraestrutura para os aparelhos de ar-condicionado alcançou 60% de execução. Os gases medicinais também já foram instalados.
Entre os acabamentos, as portas e barras de alumínio, assim como pias e vasos sanitários dos banheiros, já estão assentados. Na área externa, o piso de alta resistência foi totalmente aplicado.
Na manhã desta terça-feira (21), a coordenadora de UPAs e policlínicas, Vanessa Braga, e o coordenador de manutenção da rede municipal de saúde, Israel Leal, acompanharam de perto o andamento dos trabalhos.
“É gratificante ver o quanto a estrutura da nova UPA avançou”, destacou Vanessa. A expectativa é de que os serviços sejam concluídos até a primeira quinzena de dezembro.
“O município ampliará a capacidade de atendimento da rede de urgência e emergência com a UPA de Humildes, oferecendo mais conforto, agilidade e qualidade na assistência aos pacientes”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
Um jovem de 23 anos morreu na segunda-feira (20), após sofrer uma parada cardíaca em uma unidade de saúde de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O homem chegou ao local passando mal e relatou ter ingerido um medicamento para disfunção erétil antes de participar de uma partida de futebol. O caso é investigado pela Polícia Civil. De acordo com informações apuradas pela TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região, o jovem deu entrada na políclínica do distrito de Maria Quitéria, zona rural da cidade, no final da tarde de domingo (19), acompanhado pelos pais, relatando fortes dores de cabeça e dor atrás dos olhos. No prontuário consta a informação de que o jovem permaneceu em observação durante a noite, mas apresentou piora na madrugada. A equipe da unidade de saúde realizou tentativas de reanimação, mas não teve sucesso. Ele sofreu uma parada cardíaca e morreu por volta das 8h40 de segunda‑feira (20).
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar perícia e necropsia, que devem confirmar as causas da morte. A 2ª Delegacia Territorial (DT) de Feira de Santana investiga o caso como morte a esclarecer. Não há informações sobre velório e sepultamento da vítima.
O programa Feira em Ação chega ao distrito de Humildes no próximo final de semana, dias 25 e 26, reunindo diversos serviços da Prefeitura de Feira de Santana. A ação será realizada na Escola Municipal Antônio Brandão, das 7h às 13h.
Entre os atendimentos oferecidos, a Secretaria Municipal de Saúde vai disponibilizar consultas pediátricas, vacinação, aferição de pressão arterial e glicemia, marcação de exames e consultas, testes virais rápidos, triagem odontológica e vacinação de cães e gatos.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, destacou a importância do Feira em Ação para a promoção da saúde dos moradores da zona rural do município.
“Levar os serviços de saúde diretamente para a população é uma forma de garantir que todos tenham acesso aos cuidados necessários, especialmente nos distritos mais distantes. No Feira em Ação, conseguimos unir prevenção, atendimento e orientação em um só lugar, de forma prática e eficiente”, afirmou.
Também serão ofertados serviços de cidadania, inclusão social e bem-estar. O Feira em Ação já percorreu os distritos de Maria Quitéria e Bonfim de Feira.
Feira de Santana aplicou 2.300 doses de vacinas durante o Dia “D” da Campanha de Multivacinação, realizado no último sábado (17). A mobilização teve como objetivo atualizar a caderneta de vacinação e reforçar a importância da imunização em todas as faixas etárias.
A Secretaria Municipal de Saúde disponibilizou 28 pontos de atendimentos, como as unidades de saúde distribuídas na sede e distritos; no Shopping Avenida, na avenida Noide Cerqueira, e o vacimóvel, que esteve estacionado no pátio da Prefeitura de Feira de Santana, na avenida Getúlio Vargas.
Conforme os dados contabilizados pela Rede de Frio, nas unidades mobilizadas para a ação foram aplicadas 1.604 doses, enquanto que no vacimóvel 179 e no shopping 517 doses.
“Descentralizamos os locais de vacinação, colocando pontos estratégicos, para facilitar o acesso da população e ampliar a cobertura vacinal. A vacinação é um ato de cuidado individual e coletivo”, destacou o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
Ao todo, foram ofertadas 18 vacinas que integram o Calendário Nacional de Imunização, com doses de proteção contra doenças como sarampo, febre amarela, gripe, HPV, meningite, hepatite, coqueluche, difteria, dengue e Covid-19, entre outras.
Quem não conseguiu comparecer ao Dia “D” ainda pode atualizar a caderneta de imunização ao longo do ano em uma das 103 salas de vacinação da rede municipal, que seguem abastecidas com todos os imunizantes disponíveis.
A Campanha Nacional de Multivacinação segue até o dia 31 de outubro, com atendimento em todas as unidades de saúde do município, reforçando o compromisso de Feira de Santana em proteger a população e manter em dia o calendário vacinal.
A construção da primeira Oficina Ortopédica da Rede Própria de Saúde de Feira de Santana está em fase inicial, com a execução do alicerce, instalação das colunas e edificação do muro. A ordem para a execução da obra foi dada em 27 de setembro.
O novo equipamento de saúde da Prefeitura de Feira de Santana representa um marco na ampliação dos serviços de reabilitação no município. A unidade está sendo implantada no Parque Chauá, bairro Papagaio, ao lado da futura Unidade Básica de Saúde (UBS) Porte III.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a Oficina Ortopédica reflete o compromisso da gestão em garantir mais inclusão e acessibilidade, possibilitando a reabilitação física e a promoção da autonomia de pessoas com deficiência.
“Saúde está diretamente associada à qualidade de vida, à esperança e à felicidade. Essa oficina será responsável pela confecção de próteses e órteses, devolvendo dignidade, acessibilidade e qualidade de vida à população”, afirmou o secretário.
A Oficina Ortopédica é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Feira de Santana e o Governo Federal, por meio do Novo PAC.
Sete casos de intoxicação por Nicotiana glauca, planta venenosa chamada popularmente de “falsa couve”, foram confirmados em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro. O prefeito Sérgio Moreira confirmou a situação na quinta-feira (16).
O município, com cerca de 20 mil moradores, fica a aproximadamente 360 km de Patrocínio, onde quatro pessoas também foram intoxicadas pela mesma planta em 8 de outubro. Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, faleceu. Um homem recebeu alta e outras duas pessoas ainda estão hospitalizadas.
A “falsa couve” pode ser confundida com a couve tradicional, mas apresenta folhas mais finas, toque aveludado e coloração verde-acinzentada.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A primeira vacina contra a covid-19 totalmente nacional, chamada SpiN-TEC, deve estar disponível para a população via Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre do ano que vem. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a dose conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O ministério investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3.
Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pelo Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana lembrou que o imunizante está em fase final de estudos – no início do mês, o Brasil publicou o primeiro artigo científico sobre testes de segurança que mostram que a vacina é segura.
“Já vamos dar entrada na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para poder fazer a validação dessa vacina. Quem está fazendo a compra tecnológica é uma empresa também brasileira, a Libbs. Estive ontem (15) com eles, em São Paulo. Vão fazer o IFA [insumo farmacêutico ativo]. E quem vai envasar é outra empresa brasileira de Minas Gerais. É um orgulho nacional.”
A substância atua como antídoto em casos de intoxicação
Ampola de etanol farmacêutico | Foto: Reprodução/Ministério da Saúde
A autorização dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção do primeiro lote de etanol farmacêutico no Brasil representa um avanço no combate às intoxicações causadas pelo consumo de metanol.
A medida, publicada na sexta-feira 3, estabelece normas emergenciais para fabricação do antídoto, exigindo empresas sediadas no país, cumprimento de padrões sanitários e validade máxima de 120 dias.
O laboratório Cristália foi o primeiro a solicitar à agência, na quinta-feira 2, permissão para fabricar o etanol farmacêutico. O diretor-presidente Leandro Safatle afirmou que a colaboração entre Anvisa, Ministério da Saúde e setor produtivo é fundamental diante do aumento de casos de intoxicação por metanol.
A crise do metanol
Substância metanol, que pode ser letal se ingerida por seres humanos, passou a ser encontrada em bebidas destiladas no Brasil | Foto: Reprodução/Freepik
Dados do Ministério da Saúde, atualizados na sexta-feira 3, apontam 246 notificações de intoxicação depois de ingestão de bebida alcoólica, sendo 29 já confirmadas e 217 em análise em vários Estados.
Entre os casos, 249 suspeitas foram descartadas. O balanço inclui cinco mortes confirmadas em São Paulo, enquanto outras 12 ainda são investigadas: seis em São Paulo, uma no Ceará, uma em Minas Gerais, uma no Mato Grosso do Sul e uma em Pernambuco.
O metanol, utilizado como solvente e combustível nas indústrias, pode contaminar bebidas alcoólicas por falhas de fabricação ou adulteração intencional, já que é mais barato que o etanol.
Quando ingerido, o corpo converte o metanol em formaldeído e ácido fórmico, substâncias altamente tóxicas. A ingestão de apenas 10 ml já pode causar cegueira, enquanto 30 ml podem ser fatais para um adulto.
Antídotos e desafios no tratamento
O tratamento das intoxicações tem como foco impedir a transformação do metanol em ácido fórmico. O etanol farmacêutico é um dos antídotos e atua competindo com a mesma enzima responsável pela metabolização do metanol, explicou Diego Rissi, perito legista e toxicologista, durante uma entrevista ao jornal O Globo.
“O etanol pode ser administrado intravenoso como antídoto pois compete com a mesma enzima que metaboliza o metanol, porém com uma afinidade cerca de 50 vezes maior”, afirmou Rissi. Ele ressalta a importância de buscar atendimento médico imediato ao suspeitar de intoxicação.
Outro antídoto, o fomepizol, é bastante utilizado fora do Brasil, conforme explica Raphael Garcia, professor da Universidade Federal de São Paulo.
“Ele atua bloqueando diretamente a ação da enzima que quebra o metanol, evitando a formação de formaldeído e ácido fórmico, os verdadeiros responsáveis pelos danos à visão e ao sistema nervoso. Mas, no Brasil, o acesso ao fomepizol ainda é limitado”, explicou.
O fomepizol não possui registro no Brasil, o que limita seu uso no país. Em caráter emergencial, a Anvisa liberou a importação de 2,6 mil frascos do medicamento, atendendo a uma solicitação do Ministério da Saúde via fundo da Organização Pan-Americana da Saúde.