Com a retomada do calendário letivo, a Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana reforça um ponto essencial para a segurança de alunos, trabalhadores e famílias: instituições de ensino, como creches, escolas e faculdades, precisam funcionar com o alvará sanitário válido, garantindo que o ambiente esteja em condições adequadas de higiene, limpeza, abastecimento de água, manejo de resíduos e, quando houver, preparo e oferta de alimentos.

A exigência se relaciona ao fato de que estabelecimentos de ensino e creches integram o conjunto de espaços coletivos sujeitos ao controle sanitário, por envolverem aglomeração e risco potencial à saúde, especialmente em atividades rotineiras como alimentação escolar, uso de sanitários, áreas de recreação e limpeza do ambiente.

Segundo Thais Marques, chefe da Divisão de Vigilância Sanitária, a fiscalização será reforçada neste período: “Agora em fevereiro, vamos aproveitar a volta às aulas para intensificar as ações de fiscalização nos estabelecimentos de ensino, com o objetivo de garantir condições sanitárias adequadas. É um trabalho de orientação e proteção da saúde, e a regularidade do alvará é parte fundamental desse processo”.

A Vigilância Sanitária do município dispõe, inclusive, de roteiros técnicos de inspeção específicos para escolas e creches, que orientam a verificação de itens estruturais e de funcionamento, ajudando as instituições a se prepararem e a manterem padrões sanitários.

Como regularizar

A solicitação de licenciamento deve ser feita junto à Divisão de Vigilância Sanitária, que funciona no prédio da Secretaria Municipal de Saúde.

Para informações e dúvidas sobre alvará, o contato é (75) 3617-3164; para denúncias, (75) 3617-3165. O atendimento ocorre de 07:00 às 17:00, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).

A orientação é que escolas, creches e instituições de ensino superior verifiquem a validade do documento e regularizem pendências antes do período de maior movimentação, evitando notificações e garantindo um retorno às aulas mais seguro para todos.

*Secom


Autoridades sanitárias de países asiáticos passaram a adotar medidas rigorosas em aeroportos e fronteiras após a confirmação de um surto do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental. A doença, considerada altamente letal e com elevado potencial epidêmico, já teve ao menos cinco casos confirmados na região, o que acendeu o alerta em governos vizinhos.

Classificado como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus levou nações como Tailândia, Nepal e Taiwan a retomarem protocolos semelhantes aos usados durante a pandemia de Covid-19, com triagens, monitoramento de sintomas e exigência de informações de saúde de viajantes.

Na Tailândia, passageiros que desembarcam vindos de Bengala Ocidental estão sendo submetidos a monitoramento de febre e orientação médica nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket. O governo tailandês também intensificou a higienização e os planos de resposta sanitária no Aeroporto de Phuket, que mantém ligação direta com Kolkata, em Bengala Ocidental, por meio de voos diários.

No Nepal, o governo ampliou os controles no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, e nos principais pontos de passagem terrestre com a Índia. Postos de triagem foram montados, e hospitais e unidades de saúde na fronteira indiana receberam orientações para identificar e notificar rapidamente casos suspeitos.

Já em Taiwan, o governo anunciou planos para enquadrar a infecção pelo vírus Nipah como doença de notificação compulsória de Categoria 5, que é o nível máximo para enfermidades emergentes graves. A proposta ainda passará por consulta pública por 60 dias antes de ser oficializada. O país mantém atualmente um alerta de viagem de nível intermediário para o estado indiano de Kerala.

O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos do gênero Pteropus, que se alimentam de frutas. O Nipah pode infectar humanos por meio de alimentos contaminados ou por transmissão direta entre pessoas. A doença evolui com sintomas que vão desde problemas respiratórios até quadros neurológicos, como encefalite.

Os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Os sintomas podem ser seguidos por tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Alguns acometidos pelo Nipah também podem ter pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo.

O período de incubação costuma variar entre 4 e 14 dias, mas já houve registros de até 45 dias. A taxa de mortalidade do Nipah é considerada elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo da estrutura de atendimento e da resposta das autoridades de saúde. Atualmente, não há vacina nem tratamento específico, e os cuidados médicos se concentram em suporte intensivo para complicações respiratórias e neurológicas.

Casos de transmissão entre humanos já foram documentados, especialmente em ambientes hospitalares e entre cuidadores e familiares. Em surtos anteriores, grande parte das infecções ocorreu durante o atendimento direto a pacientes contaminados. No Brasil, não há registros nem alertas ativos relacionados ao vírus.

*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/THE SUVARNABHUMI AIRPORT OFFICE


Novo Nordisk busca prorrogação, enquanto fabricantes nacionais tentam liberar produção de genéricos

Foto: Mario Tama/Getty Images

A proximidade do vencimento da patente brasileira do Ozempic, medicamento usado para diabetes e popularizado pelo efeito emagrecedor, acendeu uma disputa entre grupos empresariais no Congresso Nacional. A fabricante norueguesa Novo Nordisk defende projeto de lei que prorroga em cinco anos seus direitos sobre o produto, enquanto farmacêuticas nacionais tentam impedir a medida para lançar versões genéricas.

A Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic e pelo Wegovy, faturou US$ 28 bilhões globalmente em 2024 com os dois remédios. A patente no Brasil expira em março, mas a empresa alega atrasos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e busca compensação legal. O pedido original foi feito em 2006 e concedido apenas em 2019, após oito anos de espera.

O Superior Tribunal de Justiça barrou a tentativa da farmacêutica de estender o prazo judicialmente em novembro, mantendo a data de expiração e abrindo espaço para concorrentes. Agora, o tema é discutido no Congresso pelo projeto 5810/2025, que permite prorrogar patentes em até cinco anos em casos de atrasos atribuíveis ao Estado.

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), autor da proposta, justifica que a medida preenche lacuna legal deixada por decisão do STF de 2021, que invalidou a garantia mínima de sete a dez anos para patentes após a concessão. “A ausência de instrumento legal para compensar atrasos do Inpi compromete a segurança jurídica e o ambiente de investimentos em pesquisa”, afirma o parlamentar.

A proposta recebeu requerimento de urgência, assinado por deputados como Sóstenes Cavalcante (RJ) e Doutor Luizinho (RJ), que pode levar o projeto direto ao plenário sem passar por comissões. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou a proposta às comissões de Indústria e de Constituição e Justiça, que agora analisam o texto.

Do lado das farmacêuticas nacionais, a preocupação é com o impacto sobre genéricos. Adriana Diaféria, vice-presidente do Grupo FarmaBrasil, alerta que a extensão da patente impediria a entrada de versões mais acessíveis, prejudicando população e SUS. A EMS é uma das empresas interessadas em lançar genéricos do Ozempic, e outros pedidos aguardam análise da Anvisa.

A Novo Nordisk defende que a proposta não cria privilégios automáticos, apenas recompõe o tempo perdido devido a atrasos do Estado, prática já adotada internacionalmente. O Inpi, por sua vez, afirma que a lei garante proteção desde o pedido e que a jurisprudência brasileira se posiciona contra as prorrogações.

Informações Revista Oeste


O consumo de álcool, visto como parte da rotina social pela maioria das pessoas, está associado a números preocupantes no Brasil. O alcoolismo é responsável por 10,5% das mortes relacionadas à ingestão de bebidas alcoólicas no país, provocando cerca de 21 óbitos por dia, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda assim, os sinais de excesso costumam passar despercebidos, principalmente quando a pessoa consegue manter as próprias atividades diárias. Entre 2022 e 2023, houve um aumento de 2,8% nas hospitalizações por alcoolismo, equivalente a cerca de quatro internações por hora.

As informações fazem parte do anuário “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025″, elaborado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), com base em dados do DataSUS e do IBGE.

O levantamento aponta ainda que 11 estados brasileiros registram taxas de morte por alcoolismo acima da média nacional, enquanto oito estados superam o índice médio de internações.

O uso de álcool passa do limite quando deixa de ser social, acontecendo de forma automática e frequente, sem relação com momentos de lazer. Isso ocorre quando a pessoa tenta diminuir a quantidade ingerida e não consegue, bebe por mais tempo do que planejava ou sente que precisa da bebida para relaxar, dormir ou enfrentar o dia.

Com o tempo, também pode surgir a tolerância, quando as quantidades que antes eram suficientes, deixam de fazer efeito, fazendo com que a pessoa tenha que beber cada vez mais. Esse aumento do consumo indica que o organismo já se adaptou à presença do álcool.

Antes mesmo de surgirem problemas físicos, o excesso de álcool costuma se manifestar por alterações no comportamento.

*Metrópoles
Foto: South_agency/Getty Images


Sunlenca (lenacapavir) se torna nova ferramenta para PrEP

Foto: © MS/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para prevenção do HIV-1, como profilaxia pré-exposição (PrEP). O fármaco tem alta eficácia contra o vírus e, além da apresentação em compromido, para uso oral, está disponível como injeção subcutânea que só precisa ser administrada a cada seis meses, o que facilita a adesão.

A indicação é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.

Os estudos clínicos apresentados demonstraram 100% de eficácia do Sunlenca na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero; além de 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superior à PrEP oral diária.

O regime de injeções semestrais mostrou boa adesão e persistência, superando desafios comuns em esquemas diários, informou a Anvisa, por meio de sua assessoria de imprensa.

De acordo com a Anvisa, a Sunlenca é um antirretroviral inovador composto por lenacapavir, fármaco de primeira classe que atua inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1.

Essa ação impede a replicação do vírus, tornando-o incapaz de sustentar a transcrição reversa, processo em necessário para que use as células do hospedeiro para se multiplicar.

A agência advertiu que, embora o registro tenha sido concedido, o medicamento depende ainda da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Já sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.

Prevenção

A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia essencial para prevenir a infecção pelo HIV. Ela envolve o uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o vírus, mas estão sob risco de contrair a doença, reduzindo significativamente as chances de transmissão.

A PrEP faz parte da chamada “prevenção combinada”, que inclui outras medidas, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV), profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos para gestantes soropositivas, esclareceu a Agência.

O lenacapavir passou a ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho de 2025 como opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina, recurso que ainda não está disponível no caso da prevenção do HIV.

Com informações da Agência Brasil.


O Ambulatório de Pediatria do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS) – O Hospital da Mulher amplia o número de especialidades pediátricas este ano. A partir de fevereiro passa a contar com a especialidade de dermatologia pediátrica, ampliando assim de 17 para 18 especializações.

Nesta segunda-feira (12) a unidade registrou intensa movimentação de pais e responsáveis em busca de suporte especializado, reafirmando a confiança da população nos serviços prestados.

A unidade oferece um leque abrangente de cuidados, incluindo pediatria geral, gastroenterologia, nutrologia, psicologia e fisioterapia infantil. Um dos diferenciais é a oferta de exames neonatais essenciais — como os testes da orelhinha, linguinha e pezinho — que funcionam por livre demanda de segunda a sexta-feira, a partir das 7h.

Expansão e Neuropediatria

A gestão municipal tem focado na ampliação do suporte avançado. Segundo Gilberte Lucas, diretora-presidente da Fundação Hospitalar, o investimento em especialistas visa reduzir as filas de espera. Em 2025, o ambulatório realizou 1.370 atendimentos em neuropediatria, área que apresenta crescimento constante na demanda.

“Minha expectativa para este ano é ampliar ainda mais a oferta de especialidades, possibilitando mais vagas para consultas e exames para as crianças de Feira de Santana e região”, destacou a diretora.

Novas especialidades em 2026

A rede de assistência continua crescendo. Cinthia Barbosa, coordenadora de marcações, anunciou que o número de especialidades subiu de 16 para 17 no último ano. A novidade para o próximo mês é a chegada da dermatologia pediátrica. “A partir de fevereiro, vamos ampliar a assistência especializada com o atendimento da Dra. Thiara Pacheco”, informou a coordenadora.

O acolhimento é um ponto elogiado pelos usuários. A jovem Beatriz Santos de Jesus, de 17 anos, relatou satisfação ao levar o filho David Lucca para uma consulta com pneumologista. “Foi uma surpresa encontrar um local tão lindo e acolhedor. Consegui o agendamento pelo aplicativo e meu filho já saiu com os exames marcados”, contou.

Como acessar os serviços

Para garantir o atendimento, os responsáveis devem utilizar os canais oficiais:

Consultas Gerais: Agendamento via aplicativo Mais Saúde Cidadão.
Neuropediatria: Encaminhamento exclusivo através da Central de Regulação (atendimentos às terças e quintas-feiras).
Exames Neonatais: Livre demanda (sem necessidade de agendamento prévio).
O Ambulatório de Pediatria está localizado na Rua da Barra, nº 705, bairro Jardim Cruzeiro. Para mais informações, a população pode entrar em contato pelo telefone (75) 3602-7153.

*Secom


O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou, neste domingo (11), que o médico do ex-presidente Jair Bolsonaro foi chamado à prisão após agravamento do quadro de saúde, com crises de soluço que evoluíram para azia constante e dificuldade para se alimentar e dormir.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Carlos disse que o pai também apresenta abalo psicológico e que a situação é agravada pelo fato de permanecer sozinho na cela. Ele relatou ainda que a defesa protocolou novo pedido de prisão domiciliar humanitária no fim de semana, que ainda não foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o texto, uma foto anexada à publicação mostraria Bolsonaro em crise de vômito, associada às sequelas da facada sofrida em 2018.

Carlos Bolsonaro também listou os crimes pelos quais o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão e classificou as decisões como injustas. Ele afirmou que o pai não estava no Brasil em 8 de janeiro de 2023 e negou que houvesse liderança ou organização armada por parte de Bolsonaro.

Leia na íntegra:
Prezados, O médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir. É perceptível, ainda, o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária.

Neste fim de semana, a defesa do Presidente Jair Bolsonaro protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF, que, até o presente momento, lamentavelmente não foi apreciado.

– A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula.

Os crimes pelos quais Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão:

  1. Destruição de patrimônio
  2. Destruição de patrimônio tombado
    Jair Bolsonaro estava em Orlando (EUA). Não se encontrava na Praça dos Três Poderes. Portanto, não destruiu absolutamente nada.

No Direito Penal vigora o princípio da individualização da pena. Ainda assim, nesses dois crimes, Bolsonaro foi condenado injustamente.

  1. Organização criminosa armada

No dia 8 de janeiro, nenhuma arma foi apreendida. Não se tratou de movimento armado. Foi uma manifestação sem a participação ou liderança de Jair Bolsonaro, que saiu do controle, com a exaltação de alguns poucos manifestantes.

Trata-se de mais uma condenação injusta.

  1. Golpe de Estado
  2. Abolição violenta do Estado Democrático de Direito

Não se pode falar em golpe sem ato executório. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios públicos vazios. Os participantes foram condenados sob a tese de crime de multidão, isto é, sem liderança. Posteriormente, contraditoriamente, condena-se Jair Bolsonaro como líder dos fatos de 8 de janeiro, mesmo ele estando fora do país. O que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito.

Mais uma condenação injusta.

Atenciosamente, Carlos Bolsonaro.

*Pleno.News
Foto: PR/Alan Santos


Foto: equipe Rotativo News

O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, iniciativa que chama a atenção da sociedade para a importância dos cuidados com a saúde mental. Assim como outros meses coloridos, a campanha tem o objetivo de despertar o alerta para temas que, muitas vezes, acabam sendo negligenciados na rotina acelerada do dia a dia.

Para discutir o assunto sob a perspectiva do ambiente corporativo, o Rotativo News conversou com a psicóloga Larissa Neris, profissional da área clínica e organizacional, pós-graduanda em Psicologia Organizacional e do Trabalho. Atualmente, Larissa atua com recrutamento e seleção, mentoria e treinamentos, auxiliando empresas e colaboradores na promoção do bem-estar emocional.

Segundo a psicóloga, o Janeiro Branco carrega um simbolismo importante. “O branco remete a uma tela em branco. É um período em que as pessoas costumam revisar metas, planejar o ano e refletir sobre escolhas. Por isso, é um momento oportuno para pausar e olhar também para a saúde mental”, explica.

Burnout: um alerta dentro das organizações

Durante a entrevista, Larissa destacou a Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, como um dos principais problemas relacionados à saúde mental no trabalho. A condição é caracterizada por estresse crônico decorrente de situações vivenciadas no ambiente profissional e passou a integrar o Código Internacional de Doenças (CID) em 2022.

Dados do Ministério da Previdência Social apontam que, somente em 2024, quase meio milhão de afastamentos do trabalho estiveram relacionados a questões de saúde mental, incluindo casos de burnout. “Isso acende um alerta importante sobre o que está acontecendo dentro das empresas e por que tantos profissionais estão adoecendo”, ressalta a psicóloga.

Sintomas silenciosos

A especialista explica que o burnout costuma se manifestar de forma silenciosa e progressiva, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os sintomas mais comuns estão o cansaço extremo, mesmo após períodos de descanso, estresse constante, irritabilidade excessiva, dificuldades de concentração, dores de cabeça, problemas digestivos e dores no corpo. Em alguns casos, até manchas na pele podem surgir.

“A mente adoecida acaba dando sinais no corpo físico. Por isso, é fundamental que o colaborador reflita sobre o que está sentindo e tente identificar se esses sintomas estão relacionados ao trabalho”, orienta Larissa.

O papel das empresas e das lideranças

De acordo com a psicóloga, o burnout não está associado apenas à sobrecarga de trabalho. Fatores como falta de comunicação, ausência de clareza nas funções, relações fragilizadas entre colegas, lideranças despreparadas e suporte inadequado também contribuem para o adoecimento emocional.

Larissa lembra ainda que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) foi atualizada, ampliando a responsabilidade das empresas no mapeamento não apenas de riscos físicos, mas também emocionais, que podem impactar diretamente a saúde do trabalhador e os resultados organizacionais.

“A liderança precisa ir além do papel técnico. É necessário saber ouvir, observar e agir de forma humana. Investir em capacitação e treinamentos para líderes é essencial, pois eles atuam como mediadores entre a empresa e os colaboradores”, destaca.

Quebrando estigmas sobre a saúde mental

A psicóloga também reforça a importância de combater os estigmas ainda existentes em torno da busca por ajuda psicológica, especialmente entre os homens. “Existe uma cultura que associa procurar ajuda à fraqueza, quando, na verdade, cuidar da saúde mental é um ato de responsabilidade consigo mesmo”, afirma.

Ela orienta que as pessoas estejam atentas aos sinais, busquem acompanhamento profissional e fortaleçam suas redes de apoio. “As doenças psicológicas são silenciosas. Quanto antes o cuidado começa, menores são os riscos de agravamento”, conclui.

Onde encontrar

Larissa Neris atua como psicóloga organizacional e está com agenda aberta para 2026, realizando atendimentos individuais e coletivos, além de ações voltadas para empresas.

📲 Instagram: @psilarissaneriss

Da Redação do Rotativo News


Produtos de marcas como Nestogeno, Nan e Alfamino apresentaram risco de contaminação por toxina bacteriana e devem ser recolhidos do mercado no Brasil

Anvisa proíbe venda de lotes de fórmulas infantis da Nestlé

Foto: Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé no Brasil. A medida envolve produtos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

De acordo com a agência, a decisão foi tomada após a identificação de risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A ingestão da substância pode causar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.

O comunicado foi divulgado nesta quarta-feira (7), quando a Anvisa também informou que os lotes afetados devem ser recolhidos do mercado. A recomendação é que consumidores não utilizem os produtos incluídos na determinação e busquem orientações nos canais oficiais da empresa ou da própria agência.

Informações Metro1


Redução de massa muscular pode levar a perda de capacidade funcional

Foto:© Caroline Morais/Ministério da Saúde

O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas requer cuidados para não acelerar o declínio funcional, avaliou nesta terça-feira (6), em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva.

Sem uma orientação adequada, as pessoas de 60 anos ou mais podem sofrer um risco mais imediato dos efeitos adversos. Estão incluídos principalmente náuseas e vômitos, além de dificuldade de ingestão de alimentos e água, podendo ocasionar até desidratação e distúrbios eletrolíticos, situação que é potencialmente grave, disse Oliva. A médio prazo, também pode ocorrer desnutrição.

Outro risco muito importante e significativo na população idosa é a perda de massa muscular quando a pessoa emagrece.

“Cerca de um terço do peso que a gente perde, com o uso dessas medicações, é peso em músculo, em massa magra. Não tem como a gente emagrecer apenas a gordura. O corpo perde gordura, mas perde também músculo”.

Na população com mais idade, essa perda de massa muscular pode significar perda de função,de funcionalidade, isto é, da capacidade de fazer as atividades do dia a dia.

“Então, é algo muito significativo que, inclusive, pode não ser recuperado”.

O diretor-científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Ivan Aprahamian, acrescenta que o efeito combinado de menor apetite, náuseas e rápida perda de peso pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física.

Tratamento da obesidade
O presidente da SBGG afirma que as canetas emagrecedoras são medicações para o tratamento da obesidade, do diabetes e da apneia do sono. Ele adverte que tratar a obesidade é diferente de usar essas medicações para emagrecer poucos quilos, com fins estéticos.

“Hoje, a gente vê os indivíduos que querem perder três quilos ou a gordura localizada, a barriga, utilizando essas medicações. Não há indicação médica para isso”.

Oliva considera que as canetas são “um tratamento muito bom, uma inovação fantástica da medicina que deve ser usada de maneira apropriada, para o diabetes, a apneia do sono ou a obesidade, que é uma doença grave crônica de difícil tratamento”, esclareceu.

A busca pelo corpo perfeito fez com que as chamadas “canetas emagrecedoras” ganhassem notoriedade por sua eficácia na perda de peso e no controle glicêmico, trazendo benefícios importantes para o tratamento da obesidade, diabetes tipo 2 e até mesmo para a prevenção de doenças cardiovasculares e renais. No entanto, o uso indiscriminado e incorreto, sem a devida supervisão médica, pode colocar em risco a saúde das pessoas, alerta a SBGG.

Dentro da programação de tratamento para obesidade, é necessário que os idosos tenham um bom acompanhamento médico e nutricional e um bom acompanhamento com fisioterapeuta ou educador físico, para que possa desempenhar também a atividade física de forma regular, à medida que emagrecem, visando minimizar a perda muscular que vai acontecer com o emagrecimento.

Oliva orientou que não se deve buscar um emagrecimento muito rápido, porque, quanto mais rápido, maior a tendência de perda associada de massa muscular.

“E esse emagrecimento precisa ser muito bem acompanhado, para que a gente consiga minimamente ingerir o que é necessário para manutenção do músculo e da saúde, porque é importante se alimentar também para manter a saúde. Vitaminas, minerais e atividade física de forma regular e, especialmente, exercícios do tipo musculação, para que não haja perda de massa muscular também”.

Musculação pode ajudar a reduzir perda de massa muscular ao emagrecer – José Cruz/Agência Brasil

Conscientização

Leonardo Oliva afirmou que o idoso tem que se conscientizar de que o seu corpo não é igual ao que tinha aos 20 anos. É tendência genética do corpo humano, destaca ele, que se acumule gordura à medida que a pessoa envelhece.

“Essa é uma memória genética que está associada à dificuldade de conseguir alimento. Porque, teoricamente, quanto mais velho o indivíduo se torna, mais difícil seria para ele conseguir o alimento, porque ele vai ter que disputar com os mais jovens, fica mais difícil para ele caçar, mais difícil para ele colher. Então, existe uma tendência ao acúmulo de gordura com o envelhecimento, e a substituição de músculo por gordura como um processo de evolução da espécie mesmo”.

“Então, essa genética acaba sendo desfavorável, porque a gente sabe que gordura demais é um marcador de saúde ruim. A obesidade é uma doença grave”.

De acordo com o geriatra, as pessoas precisam entender que, ao mesmo tempo em que lutam contra a tendência de acúmulo de gordura, isso deve estar associado à busca por saúde, e não simplesmente à perda de peso.

“Não é só uma questão de balança, é uma questão de buscar ter mais saúde”.

E isso envolve não apenas o peso, mas estar se alimentando bem, praticando atividade física e cuidando da saúde psicológica e emocional.

“Uma dieta de restrição calórica precisa ter um bom acompanhamento do ponto de vista psicológico, de saúde emocional. Porque, vai ser desafiador também do ponto de vista emocional fazer restrição calórica, comer menos do que o organismo gasta. 
Receita médica

Outro cuidado que o presidente da SBGG destaca como indispensável é a compra de produtos oficiais com receita médica em farmácias legalizadas, pois há falsificações de procedência duvidosa à venda no mercado ilegal.

“Isso as torna mais perigosas ainda”, ressalta ele, que descreve que, por conta dos riscos, há todo um controle de qualidade sobre a produção e regulação por parte de agências reguladoras, o que não ocorre nesses casos.

Os riscos envolvidos vão desde não saber o que a pessoa está injetando no próprio corpo, o que está comprando e usando, até o risco de como foi a manipulação em relação a infecções, contaminações por outras substâncias e por bactérias, fungos. “Comprar medicação em mercado paralelo é colocar a saúde em risco de uma forma muito grande”, advertiu.

Oliva explicou que a população muitas vezes não percebe a importância de uma medicação ter receita médica obrigatória.

“Na verdade, quando se impõe a necessidade de receita médica para se adquirir um medicamento, o que está sendo dito é que a pessoa só deve utilizar essa medicação após uma avaliação médica. Não é para pedir a receita para o vizinho que é médico, ou para o parente que é médico”.

“A gente tem que se submeter a uma avaliação médica, para que a indicação seja muito bem-feita e para que as consequências maléficas ou deletérias sejam acompanhadas para que não aconteçam. A necessidade da receita médica é exatamente para isso”, afiançou.

Com informações da Agência Brasil.