Feira de Santana aplicou 2.300 doses de vacinas durante o Dia “D” da Campanha de Multivacinação, realizado no último sábado (17). A mobilização teve como objetivo atualizar a caderneta de vacinação e reforçar a importância da imunização em todas as faixas etárias.
A Secretaria Municipal de Saúde disponibilizou 28 pontos de atendimentos, como as unidades de saúde distribuídas na sede e distritos; no Shopping Avenida, na avenida Noide Cerqueira, e o vacimóvel, que esteve estacionado no pátio da Prefeitura de Feira de Santana, na avenida Getúlio Vargas.
Conforme os dados contabilizados pela Rede de Frio, nas unidades mobilizadas para a ação foram aplicadas 1.604 doses, enquanto que no vacimóvel 179 e no shopping 517 doses.
“Descentralizamos os locais de vacinação, colocando pontos estratégicos, para facilitar o acesso da população e ampliar a cobertura vacinal. A vacinação é um ato de cuidado individual e coletivo”, destacou o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
Ao todo, foram ofertadas 18 vacinas que integram o Calendário Nacional de Imunização, com doses de proteção contra doenças como sarampo, febre amarela, gripe, HPV, meningite, hepatite, coqueluche, difteria, dengue e Covid-19, entre outras.
Quem não conseguiu comparecer ao Dia “D” ainda pode atualizar a caderneta de imunização ao longo do ano em uma das 103 salas de vacinação da rede municipal, que seguem abastecidas com todos os imunizantes disponíveis.
A Campanha Nacional de Multivacinação segue até o dia 31 de outubro, com atendimento em todas as unidades de saúde do município, reforçando o compromisso de Feira de Santana em proteger a população e manter em dia o calendário vacinal.
A construção da primeira Oficina Ortopédica da Rede Própria de Saúde de Feira de Santana está em fase inicial, com a execução do alicerce, instalação das colunas e edificação do muro. A ordem para a execução da obra foi dada em 27 de setembro.
O novo equipamento de saúde da Prefeitura de Feira de Santana representa um marco na ampliação dos serviços de reabilitação no município. A unidade está sendo implantada no Parque Chauá, bairro Papagaio, ao lado da futura Unidade Básica de Saúde (UBS) Porte III.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a Oficina Ortopédica reflete o compromisso da gestão em garantir mais inclusão e acessibilidade, possibilitando a reabilitação física e a promoção da autonomia de pessoas com deficiência.
“Saúde está diretamente associada à qualidade de vida, à esperança e à felicidade. Essa oficina será responsável pela confecção de próteses e órteses, devolvendo dignidade, acessibilidade e qualidade de vida à população”, afirmou o secretário.
A Oficina Ortopédica é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Feira de Santana e o Governo Federal, por meio do Novo PAC.
Sete casos de intoxicação por Nicotiana glauca, planta venenosa chamada popularmente de “falsa couve”, foram confirmados em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro. O prefeito Sérgio Moreira confirmou a situação na quinta-feira (16).
O município, com cerca de 20 mil moradores, fica a aproximadamente 360 km de Patrocínio, onde quatro pessoas também foram intoxicadas pela mesma planta em 8 de outubro. Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, faleceu. Um homem recebeu alta e outras duas pessoas ainda estão hospitalizadas.
A “falsa couve” pode ser confundida com a couve tradicional, mas apresenta folhas mais finas, toque aveludado e coloração verde-acinzentada.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A primeira vacina contra a covid-19 totalmente nacional, chamada SpiN-TEC, deve estar disponível para a população via Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre do ano que vem. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a dose conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O ministério investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3.
Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pelo Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana lembrou que o imunizante está em fase final de estudos – no início do mês, o Brasil publicou o primeiro artigo científico sobre testes de segurança que mostram que a vacina é segura.
“Já vamos dar entrada na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para poder fazer a validação dessa vacina. Quem está fazendo a compra tecnológica é uma empresa também brasileira, a Libbs. Estive ontem (15) com eles, em São Paulo. Vão fazer o IFA [insumo farmacêutico ativo]. E quem vai envasar é outra empresa brasileira de Minas Gerais. É um orgulho nacional.”
A substância atua como antídoto em casos de intoxicação
Ampola de etanol farmacêutico | Foto: Reprodução/Ministério da Saúde
A autorização dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção do primeiro lote de etanol farmacêutico no Brasil representa um avanço no combate às intoxicações causadas pelo consumo de metanol.
A medida, publicada na sexta-feira 3, estabelece normas emergenciais para fabricação do antídoto, exigindo empresas sediadas no país, cumprimento de padrões sanitários e validade máxima de 120 dias.
O laboratório Cristália foi o primeiro a solicitar à agência, na quinta-feira 2, permissão para fabricar o etanol farmacêutico. O diretor-presidente Leandro Safatle afirmou que a colaboração entre Anvisa, Ministério da Saúde e setor produtivo é fundamental diante do aumento de casos de intoxicação por metanol.
A crise do metanol
Substância metanol, que pode ser letal se ingerida por seres humanos, passou a ser encontrada em bebidas destiladas no Brasil | Foto: Reprodução/Freepik
Dados do Ministério da Saúde, atualizados na sexta-feira 3, apontam 246 notificações de intoxicação depois de ingestão de bebida alcoólica, sendo 29 já confirmadas e 217 em análise em vários Estados.
Entre os casos, 249 suspeitas foram descartadas. O balanço inclui cinco mortes confirmadas em São Paulo, enquanto outras 12 ainda são investigadas: seis em São Paulo, uma no Ceará, uma em Minas Gerais, uma no Mato Grosso do Sul e uma em Pernambuco.
O metanol, utilizado como solvente e combustível nas indústrias, pode contaminar bebidas alcoólicas por falhas de fabricação ou adulteração intencional, já que é mais barato que o etanol.
Quando ingerido, o corpo converte o metanol em formaldeído e ácido fórmico, substâncias altamente tóxicas. A ingestão de apenas 10 ml já pode causar cegueira, enquanto 30 ml podem ser fatais para um adulto.
Antídotos e desafios no tratamento
O tratamento das intoxicações tem como foco impedir a transformação do metanol em ácido fórmico. O etanol farmacêutico é um dos antídotos e atua competindo com a mesma enzima responsável pela metabolização do metanol, explicou Diego Rissi, perito legista e toxicologista, durante uma entrevista ao jornal O Globo.
“O etanol pode ser administrado intravenoso como antídoto pois compete com a mesma enzima que metaboliza o metanol, porém com uma afinidade cerca de 50 vezes maior”, afirmou Rissi. Ele ressalta a importância de buscar atendimento médico imediato ao suspeitar de intoxicação.
Outro antídoto, o fomepizol, é bastante utilizado fora do Brasil, conforme explica Raphael Garcia, professor da Universidade Federal de São Paulo.
“Ele atua bloqueando diretamente a ação da enzima que quebra o metanol, evitando a formação de formaldeído e ácido fórmico, os verdadeiros responsáveis pelos danos à visão e ao sistema nervoso. Mas, no Brasil, o acesso ao fomepizol ainda é limitado”, explicou.
O fomepizol não possui registro no Brasil, o que limita seu uso no país. Em caráter emergencial, a Anvisa liberou a importação de 2,6 mil frascos do medicamento, atendendo a uma solicitação do Ministério da Saúde via fundo da Organização Pan-Americana da Saúde.
Em um mês emblemático como o Outubro das Crianças, a pediatra e hebiatra Dra. Cintia Filomena reforça que promover saúde infantil vai além de consultas de rotina — passa por escolhas estruturadas e preventivas. Para ela, quatro pilares — nutrição, sono, atividade física e segurança física e emocional — são alicerces indispensáveis para um desenvolvimento pleno.
Dados nacionais recentes revelam que 14,2 % das crianças até cinco anos já apresentam excesso de peso ou obesidade, praticamente três vezes o percentual estimado global (5,6 %) . Entre adolescentes, esse cenário se agrava: cerca de 33 % estão acima do peso, frente a uma média mundial de 18,2 %. Essas estatísticas indicam que é urgente fortalecer ações preventivas desde cedo.
Nutrição: o combustível que molda corpo e mente
“Um prato colorido vale mais que medicação”, afirma Dra. Cintia Filomena. Para ela, estimular o consumo de frutas, verduras e proteínas variadas desde a infância não serve apenas para saciar: é nutrir ossos, músculos, inteligência e bem-estar emocional.
“Comer bem e saber fazer escolhas saudáveis é uma forma fácil e econômica de promover saúde”, diz. A médica defende ainda que “saber reconhecer alimentos e seus nutrientes deveria ser matéria obrigatória na educação doméstica e escolar”. A formação de hábitos alimentares saudáveis na infância tende a perdurar ao longo da vida, com retorno potencial em melhor qualidade de vida.
Sono: o “superpoder” que molda corpo e mente
Dra. Cintia alerta: “Enquanto a criança dorme, o corpo trabalha: libera hormônio do crescimento, fortalece a imunidade e organiza o que ela aprendeu no dia.”
Para dar sustentação a essa afirmação com base científica, há um estudo da USP que investigou os efeitos da restrição de sono sobre marcadores inflamatórios em crianças de 5 a 7 anos. O trabalho, com coleta de dados entre setembro de 2019 e março de 2020, avaliou 199 crianças de escolas públicas e privadas em São Paulo e Fortaleza, medindo o tempo de sono por dispositivo de actigrafia contínua e correlacionando com níveis de proteína C‑reativa (PCR) e outras variáveis inflamatórias . Os resultados indicaram que crianças com sono insuficiente tendiam a apresentar elevação de marcadores inflamatórios, o que pode sinalizar riscos futuros para condições cardiometabólicas.
No entanto, ao avaliar qualidade de sono e duração, é preciso observar não apenas horas completas dormidas, mas também fragmentações e despertares no período. Para promover um sono adequado, Dra. Cintia recomenda rotina organizada, proibição de telas ao menos 1 hora antes de dormir, ambientes tranquilos, horários estáveis e um ritual calmo antes do repouso.
A médica lembra que as faixas de sono ideais variam por idade: por exemplo, entre 6 a 12 anos são recomendadas de 9 a 12 horas por noite; em adolescentes, de 8 a 10 horas. Ela reforça: “O melhor termômetro é observar como a criança age durante o dia: se está ativa, bem-humorada e com apetite, é sinal de sono adequado.”
Atividade física: brincar é nutrir movimento
“A criança saudável é criança ativa”, afirma Dra. Cintia. Para ela, deixar espaço para correr, pular, andar de bicicleta ou simplesmente brincar é um investimento no sistema cardiovascular, nos ossos, nos músculos, na coordenação motora e no bem-estar emocional.
Estudos mostram que o excesso de tempo em telas — televisão, tablets, videogames, celulares — está associado a menor tempo de atividade física, pior qualidade de sono e risco aumentado de sobrepeso infantil. Trocar uma hora de tela por uma hora de brincadeira ativa, em ambientes seguros e supervisionados, pode trazer ganhos importantes. “Movimento é vida, movimento é saúde — e isso começa na infância”, diz.
Segurança física e emocional: as asas invisíveis do crescimento
Para Dra. Cintia, garantir segurança é tão fundamental quanto garantir alimentação e descanso. “Criança segura e acolhida cresce mais confiante”, afirma. Essa proteção inclui vigilância em brincadeiras, manutenção de ambientes seguros, uso de cinto e protocolos de segurança, mas também atenção ao universo emocional da criança.
O acolhimento emocional — ouvir, dialogar, validar sentimentos — é parte essencial do cuidado. “Amor forma caráter e cuidados salvam vidas”, reforça. Ao permitir que a criança se expresse sem julgamento e sentir respaldo, contribuímos para seu desenvolvimento de autonomia e autoestima.
Da prevenção ao protagonismo em saúde
A proposta de olhar a infância por meio desses quatro pilares — nutrição, sono, movimento e acolhimento — não é apenas uma orientação técnica, mas um chamado à responsabilidade compartilhada. “Saúde não é tratar doenças, mas escolher não as ter”, afirma Dra. Cintia Filomena.
“Cada refeição bem pensada, cada hora de sono valorizada, cada brincadeira incentivada e cada diálogo acolhedor fazem parte do caminho de construir uma vida com mais autonomia e resiliência. Neste outubro das crianças, cabe a pais, cuidadores e sociedade fortalecerem ambientes onde as crianças possam escolher ser saudáveis, com consciência e liberdade”, concluiu a médica.
A data reforça a importância da prevenção, combate ao estigma e acesso ao tratamento multidisciplinar
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, 31% dos adultos brasileiros vivem com obesidade e 68% apresentam excesso de peso. Um estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024 apontou que até 2044, quase metade da população adulta (48%) viverá com obesidade e outros 27% com sobrepeso, o que significa que três quartos dos adultos brasileiros terão obesidade ou sobrepeso nas próximas décadas. Esses números reforçam a importância do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, que busca promover conscientização, combater o preconceito e estimular políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento adequado da doença.
Segundo a psicóloga Andrea Levy, cofundadora da ONG Obesidade Brasil, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Ela explica que a obesidade é uma doença complexa, multifatorial e que não pode ser reduzida à força de vontade. Para Andrea, o sofrimento psicológico, a pressão estética e a culpa imposta às pessoas com obesidade são parte de um contexto de exclusão que agrava ainda mais a condição clínica e emocional desses pacientes. “A saúde mental tem papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento, já que muitos pacientes buscam ajuda apenas quando o sofrimento se torna insustentável, e é nesse momento que o acolhimento psicológico é determinante” diz ela.
Foto: divulgação
A nutróloga Dra. Andrea Pereira, também cofundadora da ONG, ressalta que a prevenção deve ir muito além de dietas restritivas. “Não se trata apenas de comer menos ou se exercitar mais, mas de mudar o ambiente alimentar e oferecer acesso a alimentos saudáveis e educação nutricional desde a infância. Além disso, fatores como sono inadequado, estresse, uso de medicamentos, aspectos genéticos e hormonais também influenciam diretamente no ganho de peso”, explica a médica. Para Andrea Pereira, a obesidade é e deve ser encarada como uma doença que requer acompanhamento médico, nutricional e psicológico contínuo.
O cirurgião bariátrico Dr. Carlos Schiavon, presidente do Instituto Obesidade Brasil, reforça que a obesidade deve ser tratada com a mesma seriedade que outras doenças crônicas. Ele lembra que a cirurgia bariátrica é um recurso seguro e eficaz para casos graves, mas precisa estar inserida em um contexto de acompanhamento multidisciplinar. “Não é uma solução estética, e sim uma ferramenta médica que pode salvar vidas”, explica. O médico destaca ainda que o Brasil precisa avançar no acesso ao tratamento, pois apesar dos números alarmantes, ainda há poucos centros públicos especializados e uma carência enorme de políticas que garantam tratamento digno e contínuo aos pacientes.
Ainda segundo o estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024, diante do cenário de tendência atual, a obesidade e o sobrepeso poderão ser responsáveis por 1,2 milhão de mortes e 10,9 milhões de novos casos de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e doença renal crônica. Além disso, o impacto econômico também é expressivo: pesquisas estimam que o custo global anual para tratar complicações relacionadas à obesidade pode superar US$ 4 trilhões em 2035.
Cirurgião Bariátrico Carlos Schiavon
Presidente e cofundador da ONG Obesidade Brasil;
Médico Especialista em Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
Formado em 1987 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
Doutor Cirurgião pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – São Paulo, SP;
Especialista em Cirurgia Bariátrica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
Coordenador de Ensino e Pesquisa do Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo;
Investigador principal do Trial GATEWAY – Gastric Bypass to Treat Obese Patients With Steady Hypertension.
SOBRE O INSTITUTO OBESIDADE BRASIL
O Instituto Obesidade Brasil é a primeira organização sem fins lucrativos do mundo direcionada a pessoas com obesidade e surge com o objetivo de conscientizar e trazer informações claras e objetivas, sempre com mentoria científica, com linguagem acessível sobre obesidade, prevenção, diagnóstico, tratamento, novas tecnologias e direcionamento aos centros públicos e gratuitos de atendimento, ajudando da melhor forma possível.
Ele foi fundado em fevereiro de 2020 para conscientizar pessoas de que a obesidade é uma doença multifatorial e crônica e conta com um Conselho Científico composto por especialistas colaboradores de todo o território brasileiro, de perfil multidisciplinar, que adota o conceito de saúde universal e trabalha para que todos tenham acesso à ajuda médica especializada.
Intervenção faz parte do pacote de investimentos da Secretaria Municipal de Saúde que contempla 40 unidades na rede municipal
Fotos: Renata Leite
A Unidade de Saúde da Família (USF) Rocinha I está de cara nova. O espaço passou por uma ampla reforma que proporcionou mais conforto aos usuários e melhores condições de trabalho aos profissionais. As melhorias incluem pintura, nova fachada, instalação de ar-condicionado na sala de vacina, substituição de mobiliário e bebedouro, além da revisão dos sistemas elétrico e hidráulico e troca do piso de acesso à unidade.
A médica Beatriz Cavalcanti, que atua na unidade, ressaltou o impacto positivo das mudanças. “É um novo espaço para acolher os nossos usuários, com mais conforto tanto para eles quanto para nós, profissionais”, destacou.
Na manhã desta quarta-feira (8), a dona de casa Denise Santana da Silva, 27 anos, levou a filha Miriam, de 6, para atualizar a caderneta de vacinação e se surpreendeu com o resultado. “Temos uma nova unidade!”, comemorou.
INVESTIMENTOS NA REDE DE SAÚDE
A reforma da USF Rocinha I integra o pacote de investimentos executado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que prevê melhorias em 40 unidades de bairros e distritos de Feira de Santana.
De acordo com o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, a requalificação dos equipamentos é uma das principais prioridades da gestão. “As condições estruturais das unidades estavam entre as maiores queixas da comunidade, e por isso priorizamos esse investimento. São reformas que devolvem dignidade — algumas, praticamente novas, como as unidades de saúde da Fonte do Lili e do Oyama Figueiredo, já entregues à população”, afirmou.
O secretário enfatizou ainda que as intervenções visam garantir mais conforto e qualidade no atendimento aos usuários do SUS, além de melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde.
Com informações da Secretária Municipal de Comunicação (Secom)
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) derrubou nesta terça-feira (7) uma decisão liminar que tinha suspendido o andamento de um edital do curso de Medicina do campus de Caruaru da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O certame é voltado para a seleção de 80 alunos pertencentes ao público-alvo do Programa Nacional de Educação para Áreas de Reforma Agrária (Pronera), que inclui pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Pelas regras do edital, estão aptos a se candidatar ao processo: assentados da reforma agrária e integrantes de famílias beneficiárias do Crédito Fundiário; educandos egressos de cursos de especialização promovidos pelo Incra; educadores que exerçam atividades voltadas às famílias beneficiárias; acampados cadastrados pelo instituto; e quilombolas.
Uma ação popular questionava a validade da Resolução do Conselho Universitário da UFPE e a legalidade do edital. Os autores alegavam que a universidade teria extrapolado sua autonomia e que o método de seleção geraria tratamento discriminatório e depreciativo. Entre os nomes que encabeçavam a ação está Tadeu Calheiros (MDB), vereador do Recife.
– Vamos recorrer da decisão ainda hoje (…). Estamos bastante esperançosos que esse edital vá ser anulado e vamos seguir até a instância que for possível para corrigir esse absurdo – disse.
Há cerca de uma semana, a Justiça chegou a acatar os pedidos de suspensão do edital, concedendo a liminar. Nomes como Calheiros defendem que criar turmas específicas no curso de Medicina feria o “princípio da isonomia”.
A AGU, então, recorreu, defendendo a legalidade da política pública afirmando que se tornava urgente a reversão da decisão, uma vez que o cronograma do certame já está em fase avançada, com previsão de homologação de aplicação das provas em 12 de outubro. A AGU esclareceu, ainda, que a criação da turma especial de Medicina não prejudicaria nenhum candidato regular, já que as 80 vagas seriam suplementares.
No Outubro Rosa, além da prevenção e do diagnóstico precoce, é fundamental falar sobre o impacto emocional e relacional do câncer.
Foto: divulgação
O diagnóstico de um câncer de mama nunca chega sozinho. Ele vem acompanhado de medos, incertezas e, muitas vezes, do afastamento inesperado de pessoas antes consideradas essenciais. Mas também é nesse terreno árido que brotam laços de afeto, cumplicidade e redes de apoio que se revelam mais fortes do que a própria doença.
A psicóloga, escritora e autora do livro “Amizade ou Conveniência”, Katia Bellas traz para o Outubro Rosa uma reflexão sensível: por que alguns vínculos se rompem em meio à dor, enquanto outros se fortalecem e se transformam em porto seguro?
Katia Bellas | Foto: Divulgação
E nada ilustra isso melhor do que o relato de Ladjane Andrade, diagnosticada com câncer de mama em 2021, aos 38 anos.
“Quando recebi o diagnóstico, o chão parecia desaparecer sob meus pés. O medo, a incerteza e a dor se misturaram em um turbilhão difícil de descrever. Mas foi nesse momento que percebi o verdadeiro poder da rede de apoio que me cercava. Minha família esteve comigo em cada etapa, meus amigos me fizeram sentir muito amada, e médicos e psicólogos cuidaram da minha saúde física e emocional. Também encontrei no Instituto Doses de Amor um espaço de acolhimento onde mulheres compartilham não só dores, mas vitórias, sorrisos e fé. Algumas pessoas se afastaram, mas conheci pessoas incríveis, anjos que surgiram no caminho e me deram forças nos dias mais difíceis. Hoje, olhando para trás, sei que a minha cura não veio apenas dos tratamentos médicos, mas desse conjunto de mãos estendidas, palavras de afeto e presenças reais. A rede de apoio foi meu porto seguro.”