No dia 11 de abril é comemorado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, data que busca chamar a atenção da sociedade para os sintomas e tratamentos disponíveis para essa condição neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo a médica neurologista Patrícia Schettini, a doença de Parkinson ainda não tem cura, mas existem tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “É importante ter uma abordagem integrada, com tratamento médico e mudanças no estilo de vida, para garantir a melhor qualidade de vida possível para os pacientes”, conclui a médica neurologista Patrícia Schettini, credenciada à rede União Médica.
A prevenção é sem dúvida uma estratégia importante para reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Algumas medidas simples que podem ser adotadas no dia a dia incluem:
Praticar atividades físicas regularmente: estudos mostram que a atividade física pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson em até 30%. Caminhar, nadar, pedalar e dançar são algumas opções de atividades que podem ser incluídas na rotina.
Ter uma alimentação saudável: uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Além disso, é importante evitar o consumo excessivo de álcool e cafeína, que podem piorar os sintomas da doença.
Cuidar da saúde mental: o estresse, a ansiedade e a depressão podem aumentar o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Por isso, é importante buscar ajuda profissional em caso de problemas emocionais.
Evitar a exposição a substâncias tóxicas: alguns estudos sugerem que a exposição a pesticidas e outros produtos químicos pode aumentar o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Por isso, é importante evitar o contato com essas substâncias sempre que possível.

SOBRE A DOENÇA
A doença de Parkinson é uma condição que afeta principalmente a capacidade do cérebro de controlar os movimentos do corpo. Os principais sintomas incluem tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e problemas de equilíbrio. Além disso, a doença pode causar outros sintomas não motores, como alterações cognitivas, depressão e ansiedade.
No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, vale lembrar que a informação é uma das principais armas para enfrentar essa condição e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com ela.

Fonte: Ascom / União Médica


Será nesta terça-feira, 11, durante todo o dia, na Unex

Mais de 1.200 baianos aguardam por um transplante de córnea para voltar a enxergar. O dado é do Banco de Olhos da Bahia que nesta terça-feira, 11, promove o XXIV Curso para Formação de Captador de Tecido Ocular Humano. Nesta edição, o evento acontece em Feira de Santana, com o apoio da Santa Casa – será realizado durante todo o dia, no auditório da Unex, antiga FTC (rua Artêmia Pires Freitas, Sim).

A programação acontecerá das 7h30 às 17h30, com intervalo para o almoço. O objetivo do evento é ampliar a formação dos profissionais que atuam na captação de tecido ocular humano. O Banco de Olhos da Bahia realiza ao longo do ano uma série de atividades de conscientização a respeito da doação de córnea com o propósito de zerar a fila de espera do transplante.

Cerca de 40 profissionais de saúde de diversas cidades, entre as quais, Salvador, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas e Conceição de Jacuípe, vão participar do curso.

Com parte teórica e prática, o evento aborda vários aspectos em torno da doação de córnea. Logo na abertura, às 7h40min., a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Regina Helena Vasconcelos, vai falar sobre a estrutura na Organização de
Procura de Córneas – OPC” no organograma da Bahia – aspectos éticos e
legais da doação.

Outros assuntos em destaque são: a anatomia ocular para o captador; técnica de enucleação; doação de córnea: seleção de doadores; patologias da córnea; e estudo de caso. A responsável técnica do Banco de Olhos da Bahia, oftalmologista Leila Maria Bulhões Argôlo, também participará do evento.

Sobre a doação
O transplante de córnea é um procedimento cirúrgico que substitui total ou parcialmente a porção da córnea doente por uma córnea saudável. Qualquer pessoa entre 2 e 70 anos de idade pode ser doador de córnea e apenas a família do doador pode autorizar a doação que precisa ser feita em até 6 horas após a parada do coração ou até 12 horas se o corpo do doador for mantido refrigerado.

Em Feira de Santana, o Hospital Dom Pedro de Alcântara, mantido pela Santa Casa, é uma das unidades captadoras de córnea.

SERVIÇO:

XXIV Curso para Formação de Captador de Tecido Ocular Humano

11 de abril (Terça-feira), das 7h30min. às 17h30min.

Local: UNEX, antiga FTC (rua Artêmia Pires Freitas, Sim)


Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

A Secretaria de Saúde registrou 116 casos positivos de covid-19 no último mês de março, em Feira de Santana. Os números foram superiores ao mês de fevereiro, quando apenas 32 pacientes foram diagnosticados nas unidades de saúde do município.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana, o aumento dos casos de covid-19 foi observado após o período do Carnaval. No entanto, os dados não são alarmantes.

“A gente foi notando que o aumento de casos da covid veio bem depois do Carnaval. Nós passamos o mês de fevereiro inteiro com muitos dias dos nossos boletins zerados, e após o Carnaval notamos o aumento de casos confirmados, a partir da população com sintomas gripais que buscaram as unidades de saúde. Identificamos que muitos desses vírus que estavam circulando são de covid-19. Temos circulando no momento a variante Ômicron com suas subvariantes, e dessa forma entramos no mês de março com esse aumento progressivo. Não é algo alarmante, mas a gente considera, porque tivemos boletins zerados antes do carnaval”, afirmou Carlita Correia, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Segundo ela, a Viep considera qualquer aumento como algo importante, para disparar as ações de vigilância epidemiológica, a partir desses casos que vão oscilando.

“Quando nossa curva fica estável e depois ela vai aumentando, ficamos em alerta para que a gente tenha uma fase com tranquilidade. Em janeiro e fevereiro, tivemos muitos dias com boletins zerados, e os números foram bem tranquilos, considerados bem abaixo da média, por ter sido um período de volta à normalidade, aglomerações, e a gente considerou baixo. Apesar que muitas pessoas podem estar com a covid e por conta da ação da vacina não apresentam sintomas. Podemos pensar na questão da eficácia da vacina e também porque a covid se apresenta em alguns casos, por conta do sistema imunológico dos indivíduos, de forma assintomática”, refletiu.

Carlita Correia enfatizou que as ações de vigilância continuam também levando em consideração a proximidade da Micareta.

“A gente notou que depois do Carnaval teve aumento na curva, mas nada tão exacerbado. A gente continua orientando a população que alguém apresentar sintomas gripais continue procurando as unidades de saúde porque assim a gente consegue fazer um diagnóstico diferenciado, uma vez que estamos em um período sazonal, com muitos vírus, muita gripe, sintomas respiratórios e que se confundem também com a dengue. Mas orientamos que a população procure as unidades para fazer um teste até para a gente entender o comportamento dos vírus que estão circulando no município. A gente só consegue ter essa visão através da testagem. Dessa mesma foram vamos continuar vigilantes no período da Micareta”, informou.

Vacinação

De acordo com a coordenadora da Viep, todas as 104 salas de vacinação seguem funcionamento normalmente e não há falta de imunizantes.

“Temos vacinas no município para toda a população preconizada como público-alvo pelo Ministério da Saúde. Temos a bivalente, e estamos entrando agora em uma nova etapa que o Ministério já liberou para pessoas com comorbidades, e posso citar dentre essas as pessoas com diabetes, hipertensão, os grupos prioritários, para que as pessoas procurem a vacina. Não temos falta, e temos a vacina de covid normal para o esquema primário da primeira à quarta dose, que segue normal, e a população deve continuar seu esquema vacinal normal”, orientou.

Conforme Carlita Correia, o município não tem mais centralizado a aplicação dos imunizantes, para facilitar o acesso da população, sobretudo a mais idosa.

“Estamos vacinando com tranquilidade até mesmo para facilitar para o público idoso, a fim de encontrarem as vacinas próximo de suas residências, então a gente não centraliza mais a vacina em um local específico, porque a vacina contra a covid se tornou de rotina, onde a pessoa deve completar seu esquema. Se o município tiver necessidade de montar outra estratégia para facilitar e trazer para o centro, com certeza faremos.”

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.


Foto: Danielly Freitas

Feira de Santana vai ampliar a aplicação da vacina bivalente contra a Covid para pessoas com comorbidade a partir desta terça-feira (4). A medida segue orientação do Ministério da Saúde.

Estão incluídas pessoas a partir de 12 anos de idade que tenham alguma doença da lista de comorbidades do grupo prioritário (veja a lista mais abaixo). Também é critério ter tomado ao menos duas doses da vacina monovalente da Covid, com intervalo de quatro meses desde a última dose recebida.

A vacina será disponibilizada nas 104 salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF). Para ser imunizado, é necessário apresentar os documentos de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.

À noite, a imunização também pode ser realizada nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.

Em Feira de Santana, 11.392 pessoas já estão protegidas com a vacina bivalente contra Covid-19.

Confira a lista de comorbidades:

Diabetes mellitus;

Pneumopatias crônicas graves;

Hipertensão Arterial Resistente (HAR);

Hipertensão arterial estágio 3;

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;

Insuficiência cardíaca (IC);

Cor-pulmonal e Hipertensão pulmonar;

Cardiopatia hipertensiva;

Síndromes coronarianas;

Valvopatias;

Miocardiopatias e Pericardiopatias;

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;

Arritmias cardíacas;

Cardiopatias congênita no adulto;

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;

Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;

Doença renal crônica;

Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;

Obesidade mórbida;

Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;

Doença hepática crônica.

SECOM PMFS


Insônia é dividida em dois tipos: aguda e crônica. Nem sempre o tratamento é feito com medicação. Às vezes, apenas mudanças nos hábitos e estilo de vida já tratam a doença.

Na insônia, a pessoa tem dificuldade de iniciar o sono, de permanecer dormindo ou ambos.  — Foto: Alexandra Gorn na Unsplash

Na insônia, a pessoa tem dificuldade de iniciar o sono, de permanecer dormindo ou ambos. — Foto: Alexandra Gorn na Unsplash 

Todo mundo já teve ou vai ter dificuldade para dormir pelo menos uma vez ao longo da vida. Mas isso não significa que a pessoa tem insônia. 

Abaixo, nesta reportagem entenda os cinco principais pontos sobre a insônia:

  1. Como a tecnologia contribui para a insônia
  2. Quais são os efeitos da insônia no corpo
  3. Quais os fatores e os comportamentos de risco
  4. Como e onde procurar ajuda
  5. Quais os perigos da automedicação

A insônia é uma situação clínica muito comum, onde a pessoa tem dificuldade de iniciar o sono, de permanecer dormindo ou ambos. 

“A insônia é diferente da privação de sono (que é quando a pessoa dorme pouco). Na insônia o indivíduo tem a oportunidade de dormir, mas acaba acordando mais cedo do que o desejado e não consegue voltar”, explica Luciano Drager, professor associado do departamento de clínica médica da FMUSP e presidente da Associação Brasileira do Sono (ABS). 

O distúrbio é dividido em dois tipos: 

  • 🤤Insônia aguda: é uma condição de curto prazo. A pessoa tem dificuldades no sono que duram alguns dias ou semanas, mas não mais que três meses. Pode estar relacionada com fatores externos, como divórcio, morte, doença. Se ela persistir por mais de três meses ela vira crônica.
  • 🤤Insônia crônica: a pessoa tem dificuldades para dormir e sintomas diurnos relacionados (leia abaixo) por pelo menos três vezes por semana e dura pelo menos três meses.

1 – Como a tecnologia contribui para a insônia

O número de pessoas insones vem aumentando a cada década, segundo especialistas. Dados da Associação Brasileira do Sono (ABS) apontam que cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com o distúrbio. 

Drager explica que a tecnologia é uma das “culpadas” pelo aumento de insones no mundo. Houve uma piora no padrão de hábitos que acabam facilitando o surgimento da insônia e da privação do sono. 

“As pessoas estão mais conectadas, o estímulo visual aumentou – antes líamos livros, agora lemos no tablet, no celular. Temos fácil acesso à televisão, internet, redes sociais. Esses estímulos acabam inibindo a melatonina à noite, criando ambientes que favorecem a insônia, a privação do sono, a um sono de má qualidade“.

Transtornos de humor como depressão e ansiedade também influenciam no dormir e na insônia. E eles têm aumentado também. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que a pandemia fez aumentar em mais de 25% número de casos desses dois transtornos em todo o mundo.

O dormir bem exige manter a mente e o corpo em harmonia. Com tudo alinhado, conseguimos relaxar, iniciar o sono e desligar. “Estamos em um ambiente mais propício para a insônia e a pandemia foi a cereja do bolo que contribuiu para aumentar os casos de transtornos de humor”, alerta o presidente da ABS. 

Qualquer pessoa pode ter insônia, desde a criança até o idoso. Mas existem alguns fatores associados à doença, como ser mulher, nível socioeconômico e problemas crônicos — Foto: imagem: Freepik.com 

2 – Quais são os efeitos da insônia no corpo

A sonolência não é o principal sintoma da insônia. O distúrbio pode afetar quase todos os aspectos da vida. A pessoa pode ter mais dificuldades na concentração, pode ficar mais irritada, pode ter problemas de memória, prejuízos metabólicos e cardiovasculares a longo prazo. 

Veja abaixo os sintomas diurnos relacionados à perda de sono: 

  • Fadiga
  • Atenção ou memória prejudicada
  • Problemas com trabalho, escola ou desempenho social
  • Irritabilidade ou humor perturbado
  • Sonolência
  • Diminuição da motivação
  • Aumento de acidentes ou erros
  • Problemas comportamentais, como hiperatividade ou agressividade, especialmente em crianças

3 – Quais os fatores e os comportamentos de risco

Qualquer pessoa pode ter insônia, desde a criança até o idoso. Mas existem alguns fatores associados à doença, como ser mulher, nível socioeconômico e problemas crônicos:

  • Ser mulher
  • Idosos
  • Nível socioeconômico mais baixo
  • Condições médicas como diabetes
  • Outros distúrbios do sono (ex: apneia do sono)
  • Transtornos do humor
  • Genética (familiar imediato com insônia)

Vale sempre lembrar que não é porque você tem um ou dois fatores de risco que você terá insônia (e vice-versa).

E os comportamentos de risco? Evitar certos comportamentos pode ajudar a “prevenir” a insônia. 

“Comorbidades não tratadas, como depressão, ansiedade, comportamentos alimentares, entram no comportamento de risco para insônia. Outra coisa que devemos evitar: discutir relação, problemas financeiros próximo do horário de dormir. Uma refeição mais pesada antes da hora de dormir também é ruim”, elenca o presidente da ABS. 

🛏️Preparar o quarto para o dormir – temperatura adequada, luz controlada, espaço confortável, eletrônicos guardados – é essencial para o bom sono. Agora, se mesmo assim a pessoa sente dificuldade para dormir, talvez seja hora de consultar um especialista.

4 – Como e onde procurar ajuda

Se você demora mais de 30 minutos para pegar no sono, acorda durante a noite, tem dificuldade para voltar a dormir, acorda mais cedo do que gostaria, você pode ter insônia. E existe tratamento para o distúrbio. Por isso, procure ajuda. 

O primeiro atendimento pode ser feito com um clínico geral, que fará o encaminhamento de acordo com o quadro do paciente. Muitos profissionais que atuam no tratamento de distúrbios como a insônia são especialistas em medicina do sono.

Luciano Drager explica que o tratamento não é feito apenas com medicação. Também existe o tratamento não farmacológico, que visa mudança de hábitos e no estilo de vida. 

“Muitas vezes as pessoas só querem a medicação, não querem mudar hábitos, não tratam a depressão, ansiedade. Eles querem a fórmula mágica, uma pílula para apagar. Mas não adianta, precisamos trabalhar uma abordagem integrada”.

O tratamento depende de cada caso, como explicamos acima. Ele pode englobar a higiene do sono, a terapia cognitivo-comportamental para insônia e o uso de medicamentos. 

5 – Como deve ser o tratamento e quais os riscos da automedicação?

Em resumo, podemos dizer que: 

  • O tratamento da insônia pode ser feito sem medicação;
  • A insônia não tem cura, mas pode entrar em remissão;
  • Tratamento é individualizado e depende do profissional que faz o acompanhamento;
  • Automedicação posterga o tratamento e deve ser combatida;
  • Mudanças de hábitos podem ajudar no tratamento da insônia;

“Estamos numa fase que a automedicação faz com que o paciente postergue o tratamento. Isso é preocupante. Essa chamada de atenção para buscar ajuda é muito relevante. Não devemos achar que a insônia é normal, ainda mais quando está persistente. A automedicação deve ser combatida. Os pacientes podem mudar o quadro com mudanças de hábitos, mas querer mudar hábitos é muito difícil”, comenta Drager. 

  • Melatonina não é um medicamento e não é inocente;
  • Estudos sobre o uso da melatonina para tratar a insônia são conflitantes;
  • Melatonina não está indicada para o tratamento regular da doença;
  • Uso inadequado da melatonina pode ser prejudicial.

“Faltam estudos bem desenhados para testar a melatonina no contexto da insônia. Os estudos são conflitantes. Por isso, ela não é usada no tratamento regular da doença, não está indicada. Muitas pessoas sem conhecimento usam para tratar a insônia, um uso inadequado. Ela não é inocente e não deve ser tomada sem recomendação médica”, alerta o presidente da ABS.

Informações G1


Priscila Barbosa
Imagem: Priscila Barbosa

A humanidade pode ser dividida em dois grupos: os que adoram comer fígado e os que detestam. Bastante controverso, o alimento gera ainda mais debates porque muita gente acredita que é nele que as toxinas do corpo (dos animais, neste caso) ficam armazenadas, o que tornaria o seu consumo perigoso à saúde. Mas será que isso é verdade?

Para alegria dos fãs da iguaria, a resposta é não. Ao contrário da crença popular, o fígado não é um órgão que armazena elementos prejudiciais. O que ele faz na realidade, dentre outras funções importantíssimas, é processar esses elementos, a fim de desintoxicá-los.

O processo funciona da seguinte forma: tudo o que é consumido pelo bicho (boi, galinha, porco etc.), seja alimento, veneno ou remédio, passa primeiro pelo trato gastrointestinal e, depois, vai através do sangue para o fígado, onde as células locais fazem a metabolização e a inativação das substâncias necessárias.

Na sequência, o sangue já “filtrado” é enviado para o coração e distribuído pelo corpo, e os materiais que não são necessários para o organismo são eliminados através das fezes e da urina.

Mas, atenção, todo esse complexo mecanismo só ocorre como deve se o animal estiver em perfeitas condições de saúde e não for exposto com frequência a poluentes ambientais e resíduos industriais ou for sobrecarregado com antibióticos, vacinas, hormônios, drogas, água ou alimentos contaminados com metais pesados como alumínio, chumbo e cádmio e grãos geneticamente modificados.

Sob essas condições, o seu fígado pode sofrer e não dar conta da desintoxicação e aí, quando o alimento vai para o mercado ou o açougue, há o risco de apresentar excesso de algumas toxinas. Diante disso, é fundamental fazer a compra em locais de confiança e, de preferência, de produtos que sejam oriundos de criadores orgânicos.

Alertas para a ingestão de fígado

O fígado, quando a saúde e o cuidado com o animal estão na mais perfeita ordem, não armazena toxinas, como mostramos, mas serve de depósito para muitos nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Dentre eles estão vitaminas A e do complexo B, ferro e proteínas de alta qualidade, que ajudam a diminuir inflamações, produzir aminoácidos, prevenir anemia, fortalecer o sistema imunológico e a visão e manter a integridade da pele.

Todos esses benefícios tornam o alimento extremamente saudável para o ser humano, porém, há algumas ressalvas em relação ao seu consumo. A primeira delas é para quem tem colesterol alto, cardiopatias que exigem o controle de gordura no sangue ou risco aumentando para o desenvolvimento de doenças do coração.

A explicação para isso é que o fígado contém altas taxas de colesterol, já que uma de suas funções é produzir esse elemento. Por exemplo, 100 gramas de fígado de boi cru têm quase 400 miligramas de colesterol, e a recomendação das principais organizações de saúde é o consumo de menos de 200 miligramas por dia para pessoas adultas.

Outro alerta é para quem tem sofre de gota e outras patologias causadas pelo excesso de ácido urico no sangue. O fato é que o fígado é rico em purina, substância que, quando metabolizada, forma justamente o ácido úrico.

Além disso, há relatos —apesar de faltarem evidências científicas— sobre a vitamina A, de que, quando consumida em quantidades exageradas, pode ser tóxica, causando sonolência, dores de cabeça e nas articulações e vômito. No caso das grávidas, ainda pode ser prejudicial para o desenvolvimento do feto, especialmente durante o primeiro trimestre de gestação.

Pelos dados da TBCA (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos), um bife de 100 gramas de fígado bovino cru tem 7.937 microgramas do nutriente, e o consumo diário ideal é de 900 mcg para homens adultos e 700 mcg para mulheres adultas.

Como e quanto consumir de fígado

As especialistas consultadas por VivaBem são unânimes em afirmar que o fígado pode ser consumido por qualquer pessoa, mesmo as que têm colesterol alto, doenças cardíacas ou gota —nestas condições, desde que o médico responsável pelo acompanhamento não imponha restrições.

Segundo elas, o importante é apenas ter cuidado com o consumo excessivo. A recomendação é entre 100 g e 250 g por semana e como parte de uma dieta equilibrada.

Quanto à forma de consumo, para evitar contaminação, o alimento não deve ser ingerido cru. Ao invés disso, deve ser cozido, frito ou grelhado.

Importante também é escolher bem a carne, que deve ser sempre fresca. Neste sentido, deve-se observar se tem coloração escura (amarronzada) e brilho. Caso a aparência seja opaca e em um tom amarelado, não compre, não prepare e não coma.

Fontes: Auzelivia Rego, gastroenterologista, hepatologista e professora da disciplina de doenças do trato gastrointestinal dos cursos de medicina da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UnP (Universidade Potiguar); Luciana Setaro, professora doutora do curso de nutrição e coordenadora de pós-graduação em nutrição esportiva e wellness do Centro Universitário São Camilo (SP); Manuela Dolinsky, professora associada do Departamento de Nutrição e Dietética da Faculdade de Nutrição da UFF (Universidade Federal Fluminense) e diretora do CFN (Conselho Federal de Nutricionistas); e Renata Cintra, professora do Departamento de Ciências Humanas e Ciências da Nutrição e Alimentação do Instituto de Biociências – campus de Botucatu – da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo).

Informações UOL


Alto índice está associado ao estilo de vida atual adotado pelos jovens, diz especialista

Foto: Divulgação | Ascom

Se já é assustador saber que as dores na coluna atingem 80% da população em algum momento da vida — dado da Organização Mundial da Saúde (OMS) —, preocupa mais ainda ter conhecimento de que aproximadamente metade das pessoas que procuram um especialista, a fim de tratar o problema, tem menos de 50 anos.

Isso é confirmado pelo médico ortopedista Gilvan Landim, membro da Sociedade Brasileira dos Médicos Intervencionistas da Dor (Sobramid). “Dor na coluna é a principal queixa no nosso consultório. Cada vez mais, com o advento de esportes de alto impacto e devido à forma de vida que se leva, aumenta a incidência de pacientes jovens”, revela Landim.

Entre os motivos para o problema estar acometendo tanto os jovens, está o fato de que, hoje, grande parte das atividades que realizamos se dá por meio de dispositivos eletrônicos, como o computador ou o celular. Assim, passamos várias horas seguidas sentados numa cadeira ou projetando a cabeça para a frente ao usar o aparelho.

Esse hábito pode trazer sérias complicações à saúde, já que estudos clínicos apontam que, quando nos sentamos, a pressão dentro dos discos da coluna — uma espécie de ‘amortecedor’ — aumenta, e pode ser ainda maior no caso de quem não se apoia sobre o encosto da cadeira.

Associado a isso, o índice de brasileiros com obesidade cresceu 72% nos últimos 13 anos: saiu de 11,8%, em 2006, para 20,3%, em 2019, mostra a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.

Tratamento
Se não tratadas, as dores na coluna podem se tornar crônicas, o que, aliás, tem sido cada vez mais comum no consultório em que atende o ortopedista Gilvan Landim. “O paciente pode evoluir para a artrose e sofrer envelhecimento dos discos, o que leva à formação de hérnias. Isso vai causar problemas muito mais difíceis de ser tratados”, alerta o médico.

De acordo com Landim, o tratamento passa por uma mudança de comportamento do paciente. “É importante, por exemplo, adotar uma alimentação saudável e praticar atividades físicas sob orientação, já que muitos pacientes não podem sofrer impacto na coluna”, orienta ele.

Em casos de dores crônicas, é necessário recorrer a procedimentos minimamente invasivos, como os bloqueios e as infiltrações na coluna. “Inicialmente, sempre vamos priorizar tratamentos não intervencionistas, como fisioterapia, acupuntura, Reeducação Postural Global (RPG) ou até pilates”, ressalta o especialista.

Informações Bahia.ba


A bactéria que infectou o medicamento já contagiou quase 70 pessoas em diversos Estados norte-americanos

Olho humano. Imagem: Foto de <a href="https://unsplash.com/@vansbumbeers?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Vanessa Bumbeers</a> na <a href="https://unsplash.com/pt-br/fotografias/PkauYYJwdTQ?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Unsplash</a>/Reprodução

Duas pessoas morreram semanas depois que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA alertaram para a interrupção imediata de uma marca popular de colírio. Uma pessoa havia perdido a vida em decorrência do uso do medicamento. Até 14 de março, 68 pessoas em 16 Estados norte-americanos foram diagnosticadas com infecções causadas por uma cepa rara altamente resistente a antibióticos. A responsável por matar e cegar as pessoas é a bactéria Pseudomonas aeruginosa.  

Oito pessoas perderam a visão, e quatro pacientes tiveram de remover cirurgicamente um dos olhos. A maioria dos infectados pela bactéria havia se automedicado com o colírio EzriCare Artificial Tears, produzido por uma empresa farmacêutica indiana, a Global Pharma. A bactéria é capaz de prosperar em qualquer lugar, desde combustível de aviação até água destilada.  

Um senhor de 72 anos apresentou uma infecção contínua e perda extrema de visão no olho direito. Mesmo com o uso sistemático de antibióticos, a infecção do paciente permaneceu. Em Miami, uma mulher de 68 anos teve de remover o olho direito, infectado em setembro do ano passado; ela havia comprado o tal colírio, a fim de se livrar de uma irritação causada pelo uso de lentes de contato. Os distribuidores da EzriCare nos EUA afirmaram que darão prioridade à retirada do produto do mercado.  

Em tom alarmista, os especialistas disseram que bolsões de patógenos se espalharão rapidamente à medida em que as viagens internacionais aumentarem. A bactéria presente no colírio poderá se espalhar facilmente, sobretudo nos EUA. 

Informações Revista Oeste


Cientistas criam o primeiro nariz “vegano” para substituir implantes; Entenda
Foto: Freepik.

Cientistas britânicos estão desenvolvendo o que chamam de nariz “vegano” para pessoas que perderam o membro, seja por acidente ou câncer, e precisam de reconstrução. Impresso em 3D o membro é feito de polpa de madeira macia e ácido hialurônico.

— O hidrogel de nanocelulose é basicamente polpa de madeira macia. E o ácido hialurônico, encontrado em muitos cremes para a pele e preenchimentos faciais, é produzido a partir de bactérias. Ambos são veganos — explica o cirurgião criador do nariz artificial, Thomas Jovic, da Swansea University Medical School.

Após os produtos serem mesclados, um catalisador biológico é acrescentado para que a mistura chegue à consistência correta. Em seguida, células de cartilagem do próprio paciente são retiradas, multiplicadas em laboratório e acrescentadas à solução. A técnica também pode ser usada para reconstruir orelhas danificadas.

— A medicina regenerativa é o futuro. Não é algo tão simples, porque o grande desafio é encontrar culturas de células que tenham aderência naquele tipo de pele e não seja rejeitado pelo corpo. Hoje, as cirurgias envolvendo a reconstrução, ainda envolve extrair cartilagem das costelas do paciente, o que resulta em várias operações invasivas — diz o cirurgião plástico especialista em rinoplastia e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alexandre Piassi.

Os cientistas britânicos afirmam que o próximo passo é verificar se o material não provoca reações imunológicas e, depois, iniciar os testes em animais.

Créditos: O Globo.


Elizangela Santana, de 42 anos, passou anos sendo medicada para ansiedade - Arquivo Pessoal
Elizangela Santana, de 42 anos, passou anos sendo medicada para ansiedade Imagem: Arquivo Pessoal

Quando começou a passar mal, a professora Elizangela Santana, 42, não desconfiava que poderia ter algum problema cardíaco. Pelas suas características —mulher magra e com hábitos saudáveis— isso também nem passou pela cabeça dos médicos com quem ela se consultava no Recife, onde mora.

A VivaBem, Eliz conta a saga de mais de 10 anos até ser, finalmente, diagnosticada e receber um tratamento adequado.

‘Medicada com ansiolíticos’

“Comecei a passar mal com uns 15 anos, tinha taquicardia (aumento da frequência cardíaca) e arritmia (alteração nos ritmos dos batimentos). Meus dedos e lábios ficavam roxos, tinha uma ânsia de morte, como se eu fosse desmaiar. Não sabia do que se tratava.

Buscava a emergência do SUS e sempre era diagnosticada com ansiedade. Nem desconfiava que não era isso.none

Algumas vezes, fui medicada com ansiolíticos mais conhecidos, como Diazepam e Clonazepam, e outros de que nem lembro o nome. Fui convivendo com isso.

Sempre que buscava um médico, contava o histórico e me passavam esses remédios ou algum para dormir — mas eu nunca tive problemas com sono, sempre dormi muito bem. Se jogar um travesseiro no chão, eu durmo, pode estar o barulho que estiver.

Tomava esses remédios e percebia que eles me paralisavam. Isso me fazia ter dificuldades em dar continuidade ao tratamento. Eu sempre fui ativa, elétrica, então não me sentia bem. Por isso, embora a prescrição fosse de uso contínuo, passei a tomá-los apenas quando tinha os sintomas.

Na juventude, passei a tomar anticoncepcional e eles agravaram o meu problema — que, eu ainda não sabia, mas eram cardíacos.

’10 anos de diagnóstico errado’

Um belo dia passei mal, fui para a emergência, e o médico aferiu a minha pressão. Ela sempre foi normal, mais para baixa. Nunca tive hipertensão. E ele notou que, embora minha pressão estivesse normal, eu realmente estava com arritmia.

Isso acendeu um alerta nele, que pediu um eletrocardiograma. Com esse exame, ele constatou que eu tinha uma disfunção cardiológica: escreveu PVM (referência a prolapso da válvula mitral) e um ponto de interrogação. Ali, fui orientada a buscar um cardiologista.

Um especialista me pediu exames mais específicos, como o ecocardiograma (uma espécie de ultrassom do coração). Ele constatou que eu tinha PVM.

Até esse diagnóstico preciso passaram-se cerca de 12 anos. Foram mais de 10 anos de diagnóstico erradonone

Me assustei porque, apesar de ter problemas de coração na família — minha mãe tinha angina e faleceu com um AVC e meu pai infartou —, eu nunca imaginava que seria diagnosticada com algum problema.

Era muito jovem e não levei isso a sério. Não tomava o betabloqueador (medicamento que ajuda a controlar o sistema cardiovascular) e só usava o remédio quando sentia crises de muita arritmia.

‘Sou dependente de um remédio’

Depois do diagnóstico, passei a frequentar a área cardiológica do Procape (Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco), referência na especialidade.

Hoje, já me trato lá há mais de 12 anos e minha médica é especialista em válvulas. Sou acompanhada anualmente, faço vários exames. Sei que algumas pessoas passam por cirurgia, mas meu caso é leve e não preciso.

No ano retrasado, fiz um exame para detectar se eu tinha apneia do sono, porque estava com dificuldades para respirar e acordava sufocada. Isso foi constatado e ela mudou meu betabloqueador.

Hoje, sou dependente total desse remédio e não passo mais de 24 horas sem tomá-lo, porque volto a passar mal.

‘Tudo é histeria e ansiedade’

Pelo meu estilo de vida, é difícil um médico chegar em um diagnóstico assim. Sou magra, não bebo, não fumo, durmo bem. Sempre tive alimentação regrada porque gosto muito de frutas, verduras e grãos.

Realmente gosto de ser saudável. Evito refrigerantes, tomo mais suco. Há um ano e meio entrei na academia por recomendação médica para aumentar a massa muscular e fortalecer o coração. Hoje, levo a vida mais normal possível.

Quando você chega em um médico, geralmente ele analisa o que vê na frente dele —e só associa problemas cardíacos a pessoas obesas ou com diabetes, hipertensão, colesterol alto… Eu não tinha nada dessas características que ele buscavanone

Para a gente, que é mulher, tudo é histeria ou ansiedade. Fui diagnosticada por sorte e hoje tenho um tratamento adequado. Se não fosse o médico da emergência, talvez eu não estivesse contando essa história hoje.”

Caso não é isolado

Segundo a cardiologista Maria Cristina Almeida, do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC (Sociedade Brasileira e Cardiologia), casos de demora no diagnóstico de mulheres —como ocorreu com Elizangela— não são isolados. E isso acontece por diversos fatores:

  • O coração do homem e da mulher não são exatamente iguais. Os sintomas cardíacos podem ser diferentes entre mulheres e homens.
  • Os ‘gatilhos’ para a manifestação das doenças também podem divergir entre os gêneros: por exemplo, em homens, é comum que um esforço físico desencadeie o problema. Em mulheres, o gatilho pode ser uma situação de estresse.
  • Médicos homens nem sempre estão atentos às diferenças de sintomas, gatilhos e fatores de risco entre pacientes homens e mulheres.

Na mulher, as doenças podem se manifestar de forma diferente. Não é uma dor característica. Pode ser um mal-estar, fadiga, angústia. E isso pode levar ao erro do diagnóstico. As mulheres têm mais chances de ter essas manifestações atípicas
Maria Cristina Almeidanone

Para Maria Cristina Almeida, é importante analisar o perfil da paciente para além do seu histórico cardiovascular.

Fatores como menopausa, depressão, contexto socioeconômico e até mesmo violência doméstica são fatores de risco para doenças do coração no caso delas.

Além disso, as comorbidades já conhecidas, como obesidade, hipertensão e tabagismo, têm ainda mais impactos no corpo da mulher do que do homem — o que potencializa ainda mais os riscos de doenças cardiovasculares nas mulheres.

Outra questão a se combater, segundo ela, é o fato de que muitas queixas femininas são menosprezadas e atribuídas unicamente a fatores emocionais. As médicas mulheres, segundo a cardiologista, costumam ter maior sensibilidade para identificar essas diferenças.

Informações Viva Bem UOL