Pessoas a partir de 12 anos de idade sem comorbidade podem receber a vacina bivalente contra a Covid exclusivamente nesta semana, a partir de segunda-feira (17). A estratégia é para imunizar e proteger o maior quantitativo de pessoas que devem curtir o Micareta.

Para receber o imunizante é necessário ter tomado ao menos duas doses da vacina monovalente da Covid, com intervalo de quatro meses desde a última dose recebida.

A vacina será aplicada nas 104 salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF). Para ser imunizado, é necessário apresentar os documentos de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.

À noite, a imunização também pode ser realizada nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.

Vale destacar que a depender da demanda e do quantitativo de estoque da vacina na Rede de Frio da Secretaria Municipal de Saúde, existe a possibilidade manter a imunização deste público no período pós-Micareta.


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Levar os serviços médicos de excelência da Santa Casa de Feira de Santana à população carente. É este o principal objetivo da “Santa Casa nas Comunidades”, cuja primeira edição aconteceu no último sábado, 15, no distrito de Maria Quitéria.

Foram oferecidos diversos serviços, entre os quais, consultas com ortopedista, cardiologista, enfermagem e atendimento social. O pescador Salvador Santos, de 59 anos, aproveitou para se consultar com os dois médicos presentes. “Achei o atendimento ótimo, e atendeu à minha necessidade. A saúde é muito importante”, afirmou.

Os profissionais atuam de forma voluntária, destaca o provedor da instituição, Rodrigo Matos. “Ficamos realizados, pois esta iniciativa nos conecta ainda mais com a comunidade de Feira de Santana, principal razão da existência da Santa Casa. Evidencia a finalidade e os princípios filantrópicos da nossa atividade”, observa o médico Rodrigo Matos, provedor da Santa Casa.

De acordo com a supervisora da ação, a assistente social Karina Ataíde, a primeira edição do “Santa Casa nas Comunidades” superou as expectativas da entidade. “Temos certeza de que vamos contribuir para a oferta de serviços de saúde com qualidade à população das localidades mais vulneráveis”.

A próxima edição está agendada para 20 de maio. Além das consultas com especialidades, os pacientes terão acesso também a exames de ecocardiograma.


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Água com gás é aquele tipo de coisa que ou se ama, ou se odeia. Enquanto há quem ache fantástica a ideia de poder beber uma bebida borbulhante sem culpa —ao contrário dos refrigerantes—, muita gente detesta, afirmando se tratar de uma água “salgada”.

Independentemente de gosto, uma dúvida que sempre paira sobre a água com gás é se ela pode fazer mal à saúde. E aí surgem diversos mitos, como uma suposta presença a mais de sódio, o que poderia fazer mal aos rins, até mesmo um potencial para estragar os dentes. Mas será que alguma dessas afirmações é verdade?

Em primeiro lugar, vale salientar que essa bebida nada mais é do que água com gás carbônico e traz duas variações: as naturais e as industrializadas.

“As águas naturalmente gaseificadas geralmente são encontradas em regiões com fontes termais. Um dos motivos para isso é que as rochas desses locais se decompõem devido ao calor que vem do centro do planeta e se combinam com a água dos lençóis freáticos”, explica João Guilherme Rocha Poço, professor de engenharia química da FEI.

Já as artificiais dependem de um processo que irá adicionar gás carbônico ao líquido. Isso é feito injetando gás pressurizado na água, sem qualquer processo adicional. Tanto que existem máquinas portáteis capazes de fazer esse procedimento de forma rápida e simples em casa.

Quantidade de sódio é a mesma

Uma das preocupações sobre a água com gás é uma suposta presença adicional de sódio. Isso porque essa substância, se consumida em excesso, pode causar problemas de saúde. Muito sódio no organismo pode causar problemas no sistema urinário, como a formação de pedras nos rins, e também favorece o aparecimento de problemas cardiovasculares, como a hipertensão.

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Água com gás nada mais é do que água com gás carbônico. De forma geral, ela tem as mesmas características da água convencional e o fato de ter gás não faz ela ter mais sódio ou prejudicar os dentesImagem: iStock

A boa notícia para quem curte água com gás é que esse tipo de bebida não tem, necessariamente, mais sódio do que a água comum.

Não há adição de sódio ou sais nesse processo de gaseificação. Entretanto, mesmo nas águas normais, podemos identificar variações na concentração de sódio entre diferentes marcas. Isso se deve às diferenças nas fontes e nos solos de sua origem. Essas diferenças são mínimas e não há impacto na saúde. Marina Pamponet, gastroenterologista do Hospital Mater Dei de Salvadornone

Outra boa notícia é que a bebida também não afeta os dentes. “Hoje sabemos que o seu consumo não afeta a saúde dos dentes ou qualquer outro órgão. Entretanto, as sodas e refrigerantes gaseificados podem ser prejudiciais [por causa do açúcar]”, complementa Pamponet.

O consumo da bebida, porém, requer atenção de pessoas com problemas gástricos, já que o processo de gaseificação da água gera ácido carbônico. Mesmo se tratando de um ácido fraco, ele promove uma leve alteração no pH da água, que fica mais ácida e pode causar desconforto se consumida em grande quantidade por pessoas com esse tipo de quadro.

“Caso haja flatulência e empachamento gástrico, é melhor evitar o seu consumo”, diz Antônio Guilherme Monteiro, gastroenterologista no Hospital Dia Campo Limpo, gerenciado pelo Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Monteiro também reforça uma orientação que vale para todo tipo de líquido: a de não beber durante as refeições. “Não devemos tomar líquido quando comemos, menos ainda com gás, pois aumenta o volume e causa plenitude gástrica.”

Fora isso, a água com gás pode ser consumida livremente e traz todos os benefícios de sua versão sem gás.

Informações Viva Bem UOL


Foto: Leopoldo Silva/AgSenado
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) convocou os médicos que trabalham nas unidades de saúde de Feira de Santana geridas pelas empresas Imaps e IGI para uma assembleia que será realizada na noite desta segunda-feira (17), de forma online, pela plataforma Meet.

A assembleia discutirá a situação dos médicos e deliberará sobre as estratégias a serem adotadas pela entidade.

O Sindimed informou que seus representantes participaram de duas audiências, nos dias 12 e 14 deste mês, junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), em busca de uma solução para pagamento dos honorários médicos em atraso.

Nas duas oportunidades, o Sindimet apresentou como proposta, o pagamento direto aos médicos, por meio da cessão de crédito. Embora a proposta tenha sido recepcionada pela Procuradora do Trabalho que conduz as negociações, os institutos (IMAPS e IGI), segundo o sindicato, não concordaram.

Uma nova audiência de mediação foi remarcada pelo MPT para o dia 26 de abril.

*Acorda Cidade


Apelidado de “hormônio do estresse”, cortisol prepara o organismo para situações do cotidiano e regula o sistema imunológico. Especialistas alertam para uma grande busca por exames que detectam os níveis de cortisol no sangue e para diagnósticos errados em cima dos resultados.

Nas redes sociais, culpar o cortisol por exaustão ou estresse é tema recorrente — Foto: Reprodução/Twitter

Nas redes sociais, culpar o cortisol por exaustão ou estresse é tema recorrente — Foto: Reprodução/Twitter 

O cortisol é um hormônio que entra em cena para preparar o organismo para o que provavelmente está por vir. Ele estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos, acelera os batimentos cardíacos e aumenta a produção de glicose para alertar o corpo em caso de uma emergência. 

Por causa da sua ação de defesa frente a situações consideradas estressantes, como um acidente, uma cirurgia ou um assalto, o cortisol é mais conhecido por outro nome: “hormônio do estresse“. Apesar de popular, a nomenclatura tem gerado uma falsa interpretação do cortisol. 

Nas redes sociais, o que mais se vê são relatos do tipo “acabei com meu estoque de cortisol hoje” – para justificar uma exaustão no fim do dia – ou “não é nem meio-dia e meu cortisol está nas alturas” – para explicar uma situação ruim vivida no começo da manhã. Tem até quem deseja eliminar o cortisol do corpo na tentativa de eliminar o estresse da mente. 

Tudo isso está errado. Médicos endocrinologistas ouvidos pelo g1 afirmam que o cortisol não é a causa, mas a consequência. O aumento do cortisol não deixa você mais estressado e a diminuição dele não te deixa mais cansado. Porque: 

  • O estoque de cortisol não acaba ao longo do dia, apenas diminui, e o nível do hormônio é maior justamente pela manhã;
  • Isso porque a liberação acontece aos poucos, desde o despertar até a hora de dormir;
  • Não queira ficar longe do cortisol: isso está associado a uma doença rara e autoimune chamada de insuficiência adrenal;
  • Já o “cortisol nas alturas” está ligado a outra doença, a Síndrome de Cushing;
  • Em ambos os casos, as doenças surgem junto com outros sintomas e deficiências nas partes do corpo envolvidas na produção e liberação do cortisol: a hipófise e as glândulas suprarrenais. 
Localizadas acima dos rins, as glândulas suprarrenais são responsáveis pela produção do cortisol — Foto: Endocrine Society/Reprodução

Localizadas acima dos rins, as glândulas suprarrenais são responsáveis pela produção do cortisol — Foto: Endocrine Society/Reprodução 

“Não há como saber a partir de que intensidade de estresse psicológico e emocional ocorre uma maior ou menor liberação de cortisol. A liberação pode ser uma consequência do estresse, que é desencadeado por outro motivo e que estimula a produção do cortisol”, disse Madson Queiroz de Almeida, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

Especialistas alertam para uma grande busca por exames que detectam os níveis de cortisol no sangue e diagnósticos errados em cima dos resultados. O mais comum é a fadiga adrenal, usada para explicar um conjunto de sintomas que ocorrem em pessoas sob estresse mental, físico ou emocional a longo prazo. Não há provas científicas de que a fadiga adrenal seja uma doença.

“Quando o organismo está funcionando direito, o esperado é que, diante de uma situação de estresse, a gente realmente consiga produzir cortisol em quantidades suficientes para enfrentar aquela ocasião. É a reação natural do organismo”, afirmou Roberto Zagury, endocrinologista do Laboratório de Performance Humana (LPH). 

Abaixo, nesta reportagem, entenda os seguintes pontos: 

  • Como o cortisol age no corpo
  • Como saber quando o cortisol está desregulado 
  • Para que servem os exames de cortisol 
  • A falsa doença relacionada ao cortisol
  • O que fazer para se sentir menos estressado

O cortisol é liberado no organismo a partir de um trabalho conjunto que envolve o hipotálamo e a hipófise, localizados no cérebro, e as glândulas suprarrenais (ou adrenais), onde é produzido. 

“É um hormônio do tipo luta ou fuga”, explicou o endocrinologista Roberto Zagury. “A sua suprarrenal percebe isso e produz bastante cortisol e vários outros hormônios. Todos eles vão preparar o nosso corpo para sair correndo ou para entrar em embate”, disse. 

  1. O hipotálamo, que liga os sistemas endócrino e nervoso, recebe o alerta de estresse;
  2. Um hormônio, chamado de liberador de corticotrofina (CRH), é ativado e estimula uma reação;
  3. O CRH atinge a hipófise, que libera outro hormônio, o adrenocorticotrófico (ACTH);
  4. O ACTH ativa as glândulas suprarrenais e o cortisol é liberado no sangue;
  5. A partir daí, ocorre a reação de “luta ou fuga”; a resposta é dada pelo hipotálamo.

“É justamente o que o organismo precisa naquele momento. A quantidade de cortisol liberada é condizente com as circunstâncias”, afirmou Zagury. 

Ou seja: não significa que, em um momento de estresse, o corpo irá receber uma grande quantidade de hormônio. No caso do cortisol, os níveis variam ao longo do dia. Geralmente, são mais elevados nas primeiras horas do dia e mais baixos à noite. 

O fluxo regular e harmonioso do cortisol traz uma série de benefícios para o funcionamento do corpo, além de ser vital para a defesa do organismo turbinando o sistema imunológico. O hormônio ainda ajuda a regular o metabolismo e na manutenção da pressão arterial.

Cortisol: como o corpo reage ao estresse — Foto: Wagner Magalhães/Arte g1 

Quando o cortisol está desregulado

O aumento ou a diminuição da produção de cortisol podem estar associados a duas doenças, que atingem as partes do corpo envolvidas na produção e liberação do hormônio. 

⬆️ A Síndrome de Cushing é provocada pela exposição prolongada a níveis elevados de corticoides. Isso pode acontecer a partir de um tumor na hipófise, que estimula a produção de cortisol além do planejado, ou por uso excessivo de medicamentos corticoides. A doença causa acúmulo de gordura no abdômen e no rosto, já braços e pernas ficam finos e há fraqueza muscular. 

⬇️ A insuficiência adrenal é uma doença rara, autoimune, e que causa danos às glândulas suprarrenais. A inflamação atrapalha a produção de cortisol e causa diminuição no hormônio. A pessoa tem cansaço fácil, perda de peso não intencional, redução da libido sexual, desejo por alimentos salgados e alterações na cor da pele. 

Diante desses sintomas, é importante buscar ajuda médica para buscar o diagnóstico correto. 

💥 A liberação do cortisol aumenta em situações de estresse no trabalho, no trânsito ou em casa? Sim. É um fluxo normal, de defesa do corpo. O que não é normal é ficar sob estresse o tempo todo – isso pode causar problemas de saúde. 

“Existem hipóteses de que depressão e estresse crônico a longo prazo gerem um estímulo constante para aumentar a secreção de cortisol. Mas o ponto é que esse aumento não se traduz em uma doença. Provavelmente, a longo prazo, não faça bem para a saúde mental, haja aumento no risco cardíaco, mas são hipóteses”, explicou o endocrinologista Madson Queiroz de Almeida. 

Exame de cortisol não mede estresse 

Existem exames que medem o nível de cortisol no corpo. O mais comum é o de sangue, feito em laboratórios de análises clínicas. Em geral, o exame sozinho não deve ser usado para diagnósticos. É necessário fazer outros exames e testes de estímulo para chegar a uma definição precisa. 

Segundo o endocrinologista Madson Queiroz de Almeida, o nível de cortisol em indivíduos saudáveis varia de 6 até 20 mcg/dL (a medida usada é micrograma por decilitro de soro ou plasma). 

“O cortisol pode vir 7 no exame e, apesar de ser um número baixo, pode não representar nada”, disse o médico. 

Medir o cortisol em laboratório também não serve para medir o nível de estresse que você se encontra naquele momento. 

“O exame de sangue para cortisol temindicações específicas. Mas ele não mede o nível de estresse que você está submetido. Isso pode ser medido com uma boa conversa com seu médico. Atualmente, as pessoas não avaliam adequadamente os seus pacientes e substituem isso por toneladas de exames”, afirmou o endocrinologista Roberto Zagury. 

A falsa doença relacionada ao cortisol

Fadiga adrenal é uma condição que não existe, segundo a ciência. Mas a “doença” tem aparecido cada vez mais como a causa de cansaço extremo e estresse elevado – e a culpa seria do cortisol. 

Segundo a teoria, não comprovada cientificamente, as glândulas suprarrenais, que produzem esse e outros hormônios, não conseguiriam atender às necessidades do corpo de pessoas que enfrentam estresse a longo prazo. 

Não há nenhum teste que detecte a fadiga adrenal, segundo Endocrine Society, uma das organizações médicas mais respeitadas do mundo. A pessoa é diagnosticada com a falsa doença com base apenas nos sintomas. Segundo especialistas, isso pode ocultar a verdadeira doença da pessoa e levar ao tratamento errado, causando outros problemas de saúde. 

Entre eles, está o uso sem indicação de medicamentos corticoides para aumentar o nível de cortisol. “Se você indica isso para quem não precisa, a pessoa pode ficar exposta aos riscos que os corticoides trazem, como aumento de peso, retenção de líquido e aumento da glicose”, afirma Almeida. Nesses casos, não se deve parar de tomar os remédios de forma abrupta e buscar ajuda médica. 

O que fazer para se sentir menos estressado

Aqui, a ciência assina embaixo: fazer mudanças no estilo de vida podem ajudar a controlar o impacto que o estresse provoca no organismo, de acordo com os médicos. Entre elas, estão: 

  • Fazer atividades físicas: correr, caminhar, andar de bicicleta;
  • Alimentação balanceada;
  • Meditar ou prestar atenção naquela música agradável;
  • Limitar a agenda de trabalho e desativar as notificações do celular na hora da folga;
  • Curtir momentos com família e amigos.

“Às vezes, seu problema de saúde é seu próprio estilo de vida”, disse o endocrinologista Roberto Zagury. “Não há nada que você possa fazer, do ponto de vista de estilo de vida, que vai fazer a sua suprarrenal parar de funcionar. E que bom, né?”, afirmou.

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Esteatose hepática, doença popularmente conhecida como fígado gorduroso ou simplesmente gordura no fígado, afeta 35,1% de 8.166 participantes de uma pesquisa que investigou fatores associados ao desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas.

O estudo, de autoria de pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e colaboradores da USP (Universidade de São Paulo) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), está publicado na edição de sexta-feira (14) da revista Cadernos de Saúde Pública.

A pesquisa evidencia que o aumento da gordura no fígado, condição encontrada em pessoas que desenvolvem doença hepática gordurosa não alcoólica, também está associado a outras taxas preocupantes para a saúde, como alto IMC (índice de massa corporal) e triglicerídeos.

A maior prevalência foi encontrada em indivíduos do sexo masculino e com obesidade. Avaliando fatores sociodemográficos, percebeu-se que esse grupo possuía um nível mais baixo de escolaridade e de atividade física.

Os dados epidemiológicos apresentados nesse artigo são provenientes do ELSA-Brasil, o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto. Após triagem, os mais de 8 mil participantes, com idades de 35 a 74 anos, foram acompanhados por cerca de quatro anos por meio de entrevistas e exames clínicos que coletaram dados sociodemográficos e de saúde.

Os pesquisadores detectaram diferenças em outros fatores clínicos comparando o grupo de participantes que tinha gordura no fígado com o grupo que não apresentava essa condição de saúde. O grupo com esteatose exibia níveis maiores de marcadores significativos, tais como IMC, circunferência da cintura, triglicerídeos, colesterol elevado e resistência à insulina.

A incidência de diabetes entre os participantes foi de 5,25%. Quando realizada a comparação entre os grupos com e sem esteatose hepática, os pesquisadores obtiveram uma incidência de 7,83% no grupo com esteatose hepática e de 3,88% no grupo sem esteatose.

A presença de gordura no fígado aumentou em 30% o risco de se desenvolver diabetes. Mesmo após ajustes de índice de comparação, o risco de surgimento de novos casos de diabetes permaneceu sendo maior no grupo de participantes com gordura no fígado comparados àquele dos que não possuíam a condição.

Os autores destacam que esse é o primeiro estudo a confirmar o risco do desenvolvimento de diabetes em indivíduos com gordura no fígado numa população da América do Sul, corroborando dados existentes acerca da associação entre as duas condições de saúde. Tal relação também já havia sido apontada em outros estudos realizados, principalmente em asiáticos.

Essa pesquisa tende a trazer mais informações, visto que o acompanhamento dos participantes continua. “A perspectiva é continuar acompanhando essa coorte de indivíduos e produzindo conhecimento sobre diversas condições crônicas não transmissíveis”, comenta Luciana Costa Faria, autora do artigo.

No Brasil, o cenário nutricional justifica a crescente dos índices de sobrepeso, obesidade e diabetes. A população exibe maus hábitos de alimentação e a doença hepática gordurosa não alcoólica é uma condição de alta prevalência, alcançando um índice de cerca de 25% da população geral, segundo a pesquisadora.

As conclusões obtidas a partir desse estudo expõem o quão importante é que profissionais da saúde reforcem a conscientização de seus pacientes ao “aconselhar e recomendar mudanças significativas nos hábitos de vida, principalmente atividades físicas regulares, dieta saudável, perda de peso e controle dos demais fatores metabólicos”, diz Faria.

Além disso, os serviços de saúde podem implementar a identificação de pacientes com esteatose hepática como medida preventiva contra o desenvolvimento de doenças crônicas, como a diabetes.

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Cresceu muito o número de crianças e adultos com gripes, resfriados e outras infecções respiratórias. Em muitos casos, a fisioterapia respiratória é uma importante aliada no tratamento dessas doenças. O papel do fisioterapeuta nesse processo é fundamental, pois é ele quem irá utilizar técnicas para melhorar a saúde muscular e reduzir os sintomas do paciente.

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Segundo a fisioterapeuta Carla Tanajura, a fisioterapia respiratória não se restringe apenas ao ambiente hospitalar. Em muitos casos, crianças e adultos podem fazer o tratamento em casa ou em clínicas especializadas. A técnica é indicada em casos de gripes, resfriados com produção de secreção, desconforto ou falta de ar, crianças com pneumonia, bronquiolite, crises de asma (com acompanhamento médico adequado), queixas mais fortes com acúmulo de secreções, crianças com neuropatia, apresentando dificuldades para eliminar catarro ou dificuldade para tossir.

Para melhorar o quadro do paciente, existem diversas técnicas que podem ser utilizadas pelo fisioterapeuta, como a cinesioterapia respiratória, tratamento muscular controlado, treinamento muscular respiratório, incentivados respiratórios, terapia com pressão positiva, higiene brônquica e manobras respiratórias de reexpansão pulmonar.

“Essas técnicas são capazes de melhorar o desconforto respiratório na mobilização de secreções, melhora na tosse, reduz o tempo de internamento, para pacientes que estão em hospitais. A fisioterapia respiratória também é recomendado de forma preventiva, para evitar o agravamento do quadro do paciente”, garantiu a fisioterapeuta acrescentando que “dentre as técnicas citadas, uma das mais utilizadas no centro de reabilitação Reabserv, é o método Reequilíbrio Toracoabdominal – RTA. Trata-se de uma abordagem da fisioterapia que avalia e trata o sistema de maneira integral em todas as idades (bebês, crianças e adultos) e baseia-se no posicionamento, alongamento e fortalecimento dos músculos respiratórios.

Ela afirma ainda, que muitos pais recorrem à fisioterapia respiratória para prevenir sintomas respiratórios. Essa abordagem pode ser muito eficaz, pois ajuda a melhorar a capacidade respiratória das crianças, evitando assim o agravamento de possíveis quadros controlados. “A importância da fisioterapia respiratória como tratamento de doenças respiratórias é inegável. É preciso que as pessoas tenham consciência de que o fisioterapeuta é um profissional capacitado para ajudar no tratamento dessas doenças. Por isso, é fundamental que o paciente busque ajuda especializada o mais cedo possível, para que possa ter uma recuperação mais rápida e eficaz”.

Fonte: Assessoria de Comunicação


Escola Thomazia Montoro, que sofreu ataque, retomou as aulas na segunda-feira (10) - Tomzé Fonseca/Futura Press/Estadão Conteúdo
Escola Thomazia Montoro, que sofreu ataque, retomou as aulas na segunda-feira (10) Imagem: Tomzé Fonseca/Futura Press/Estadão Conteúdo

Estudantes estão com medo de ir à aula, pais temem levar os filhos à escola, professores têm receio de permanecer nas salas. A sensação de insegurança no ambiente escolar é alimentada por publicações que têm circulado nas redes sociais anunciando novos ataques às instituições de ensino. Embora os indícios apontem que esses conteúdos são falsos, eles têm contribuído para gerar pânico.

Sentir medo após os ataques recentes é natural, mas é preciso ficar atento às repercussões que a situação pode causar a longo prazo na saúde mental de crianças e adultos, alerta o psiquiatra Fernando Asbahr, coordenador do Programa de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USP.

Asbahr afirma que os recentes episódios de violência nas escolas e a propagação de boatos sobre falsos ataques podem ter desdobramentos sérios para pessoas que já têm alguma propensão a desenvolver transtornos de ansiedade.

Ainda não podemos falar sobre quadros de estresse pós-traumático porque é muito recente, mas você imagina que, da mesma forma que um veterano de guerra que passou por situações absurdas de risco de vida e depois disso ouve um barulho e já acha que é uma bomba, daqui há um mês pode ser que algumas crianças tenham medo até de passar perto da esquina da escola. Fernando Asbahr, coordenador do Programa de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USPnone

Para evitar esse cenário, diz ele, é importante não estimular o pânico e manter uma boa comunicação com as crianças. Ao VivaBem, o psiquiatra deu dicas para aumentar a sensação de segurança neste período e falou sobre como lidar com o medo.

VivaBem: Boatos de que novos ataques acontecerão em instituições de ensino têm causado medo em alunos, pais e professores. É normal sentir esse medo?

Fernando Asbahr: É absolutamente normal. Você fica até na dúvida “mas e se isso for verdade?”. Estamos falando de algo muito sério. E é justamente essa dúvida que os boatos deixam no ar que é cruel. Isso é muito perverso.

O problema é que, daqui a algumas semanas ou meses, esse medo pode ter desdobramentos sérios para pessoas que já têm alguma propensão de serem naturalmente mais preocupadas, nervosas ou ansiosas.none

Pais também podem se negar a levar seus filhos para a escola. Isso seria um exemplo de repercussão exagerada desencadeada por dois fatores: o fato concreto, que são os episódios de violência com morte dentro das escolas que aconteceram recentemente, e os boatos, que geraram ansiedade em excesso.

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Compartilhar boatos sobre ataques em escolas estimula sensação de insegurança, alerta psiquiatraImagem: Getty Images

Esses boatos também estão circulando em grupos de WhatsApp de pais, mães e professores. Reproduzir esse conteúdo pode contribuir para a sensação de medo? Qual a melhor forma de agir para evitar o pânico?

FA: Sem dúvida. A informação se espalha de uma maneira muito rápida e absurda, então, quando você compartilha esses boatos, isso implica em uma preocupação exagerada em todo mundo.

Eu acho que quanto menos a gente divulgar esses boatos, melhor. A outra coisa é buscar a veracidade dessas informações. Não dá para tomar como verdade e pensar “vamos espalhar isso aí porque todo mundo tem que estar preparado”.

Você espalhar isso é tudo o que a pessoa que iniciou o boato quer, então não espalhe nem entre em pânico. Ao mesmo tempo, é importante ficar de olho e denunciar [essas ameaças].

O que os pais podem fazer para ajudar uma criança ou adolescente que está com sintomas de ansiedade e medo de ir à escola?

FA: Tem uma máxima do tratamento de ansiedade que diz que a melhor forma de perder os medos é gradualmente ir enfrentando essas fobias, seja de agulha, sangue, elevador ou ir para escola.

Então, você vai, aos poucos, se aproximando da situação ou do objeto que te causa medo. No caso da escola, a mãe pode ficar um pouquinho esperando fora do local, mas a criança está ali, e ela vai se habituando novamente. Tratar medo e ansiedade evitando a situação só alimenta o medo e ansiedade excessivos daquela situação.

Mas é muito difícil pensar no que fazer agora, imediatamente. Tem que ter muito cuidado ao falar “tem que enfrentar”. Depende muito da idade, acho que não tem que forçar a barra nesse sentido.

Mas, se daqui a duas semanas, por exemplo, depois que passar toda essa boataria, a criança tiver a mesma atitude, aí já tem alguma coisa que é exagerada e é essa criança que vai precisar ser estimulada a ir voltando aos pouquinhos, às vezes com auxílio de tratamento especializado.

Eu ficaria atento para o exagero desses medos que são normais agora, se eles continuarem nessa intensidade quando você já não tiver mais uma situação potencialmente perigosa. Neste momento, agir com parcimônia e ponderação é a melhor coisa.none

mãe com crianças - iStock - iStock
Psiquiatra orienta a abordar assunto sem estimular ansiedade nas criançasImagem: iStock

Qual é a melhor forma de abordar esse assunto com crianças de diferentes faixas etárias?

FA: Isso vai de acordo com o grau de desenvolvimento que ela está na vida. Mas uma conduta básica que se deve ter com criança é você informar as coisas até onde vai a curiosidade delas.

Então, se ela te pergunta por que tal coisa aconteceu, você não precisa contar todos os detalhes da história para a criança, mas, sim, falar sobre os dados da realidade, como “tem gente que faz algo assim e isso é muito ruim, mas é minoria”.

A criança pode se questionar “mas uma criança da minha idade matou alguém, a troco do quê?”. E você pode dizer “olha, muitas vezes as pessoas que fazem isso têm problemas graves, mas pouca gente é assim”.

Você não deve detalhar para ela “ele pegou uma machada e cortou o pescoço das crianças”, por exemplo, porque aí você vai estar alimentando algo que eu não sei a dimensão que isso pode tomar numa criança pequena, além de alimentar uma ansiedade muito grande.

O diálogo tem que ser sempre no sentido de não alimentar algo antecipatório e isso tem muito a ver com ansiedade. Ansiedade não é sinônimo de medo nem de preocupação, é sinônimo de antecipação. Qualquer situação antes da hora gera ansiedade.none

Isso é diferente de esconder os fatos. É importante falar sobre o assunto, mas sempre baseado no quanto que a criança leva para você, o quanto ela sabe.

Já para crianças com dois, três anos de idade, que ainda não têm dimensão de morte ou finitude, não tem sentido falar sobre esses ataques.

Professores também estão com medo e receio de permanecer nas salas de aula. Como lidar com a sensação de insegurança no seu próprio ambiente de trabalho?

FA: A escola precisaria garantir a segurança, mas a gente sabe que não funciona assim para a maioria das escolas.

Vale sempre consultar a Secretaria de Educação para saber qual é o posicionamento, e do ponto de vista pessoal tem que ficar atento com o fato de que essas coisas podem acontecer. Ao mesmo tempo, pensar que, sim, é uma tragédia, um horror, mas isso não acontece a toda hora.

Os recentes episódios de violência em escolas também chamaram a atenção para a falta de segurança no ambiente escolar, incluindo a escassez de psicólogos. Você acha que o atendimento psicológico poderia ajudar a prevenir esse tipo de ataque?

FA: Prevenir, não. Mas eu acho que ajuda acolher quem está nas escolas, a falar a respeito do assunto, como quais são os riscos [desse tipo de ataque].

A informação ajuda a tirar essa coisa meio fantasmagórica desses episódios, porque eles são horrorosos e não vão deixar de ser horrorosos, mas pelo menos os psicólogos ajudam a explicar “olha, isso acontece por causa disso e disso”.

É uma informação que é positiva, não para gerar mais medo na população, mas talvez mais conhecimento de como as coisas podem acontecer.

É claro que vai ter aquela criança que sente mais medo e que, ao ouvir isso, vai ficar com mais medo. Mas não falar ou não abordar o assunto individualmente não é uma boa ideia.

Informações Viva Bem UOL


Fazer o número 2 não deve levar mais do que 5 minutos

Fazer o número 2 não deve levar mais do que 5 minutos 

Os ancestrais da espécie humana faziam cocô agachados. Agora, centenas de milhares de anos depois, o comum se tornou passar longos minutos sentado no vaso sanitário verificando as redes sociais ou disputando um game online. 

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o entretenimento na hora errada aumenta o tempo no banheiro e traz consequências para a saúde porque forçamos mais do que o necessário a musculatura da região anal. O principal efeito negativo são as hemorroidas (inchaço e inflamação das veias do reto, o que pode até mesmo ser motivo para cirurgia corretiva). 

“Antigamente, quando se levava jornal ou revista para o banheiro, em algum momento acabava a leitura. Agora, com Instagram e Youtube, é infinito”, diz a coloproctologista Thaís Takahashi. 

(Esta reportagem é parte de uma série que o g1publica nesta semana sobre o cocô, que ainda vai abordar fatores associados às hemorroidas e o que o cocô pode indicar sobre sua saúde.) 

Entre as atitudes que podem comprometer a saúde do reto e, consequentemente, as idas ao banheiro estão: 

  • levar o celular ao banheiro e passar mais de cinco minutos sentado;
  • fazer muita força para evacuar;
  • segurar a vontade de ir ao banheiro por muito tempo;
  • fazer musculação com altas cargas.

Além desses fatores comportamentais, gravidez e ter o intestino muito preso ou muito solto também são fatores de risco para o desenvolvimento de problemas na região. 

Além de evitar os comportamentos de risco acima, uma das estratégias para ajudar na evacuação é o “banquinho do cocô“. De acordo com a médica coloproctologista Thaís Takahashi, o ponto de apoio para elevar os membros inferiores funciona porque alinha a musculatura do reto. 

A posição simula uma postura ideal (parecida com o hábito ancestral de ficar agachado) e exige menos esforço. 

 — Foto: Arte g1

— Foto: Arte g1 

“O nosso reto, para mandar o sinal de quem tem coisa para eliminar, ele faz uma curvaturazinha quando vai passar pelo músculo do ânus e, quando levantamos a perna, a gente facilita essa eliminação”, explica Thaís. 

  • E existe uma diferença biológica entre homens e mulheres até mesmo nesse ponto. 
  • Logo na frente, na mulher fica a vagina e no homem fica a próstata, que acaba servindo de anteparo para ajudar na saída das fezes. 
  • Já para as mulheres, principalmente as que tiveram partos vaginais, essa saída é dificultada porque a parede vaginal é mais flácida. 

Ficar muito tempo sentado na privada mexendo no celular pode causar hemorroidas. — Foto: Reprodução/Pexels 

Alimentação tem influência

Sérgio Alexandre Barrichello Júnior, gastroenterologista e endoscopista bariátrico, diz que a evacuação é muito relacionada com a presença de um bolo alimentar bem formado. Os movimentos para a evacuação se dão principalmente devido à presença dese bolo já digerido, que se transforma em bolo fecal no intestino grosso. 

“Se for composto de carnes vermelhas e alimentos que se putrefazem muito, vai criar muitos gases e muitas vezes o intestino não vai trabalhar direito. Já tiver fibras, legumes, frutas e uma quantidade de líquido adequada, o bolo alimentar se transforma em um bolo fecal mais fácil de sair”, afirma o médico.

Ele ressalta que uma digestão ineficaz pode influenciar na evacuação. 

  • Cada organismo é único e pode ter dificuldade de digerir certos tipos de nutrientes. Isso causa constipação, diarreia ou grande fermentação (gases).
  • Por exemplo, uma dieta rica em carne pode gerar um hábito intestinal menos regulado porque o organismo leva mais tempo para digerir esse tipo de alimento.
  • “Se não houver nenhum problema adicional, os vegetarianos podem ter uma evacuação mais eficiente do que o que faz uma dieta rica em alimentos de origem animal, especialmente carnes e ultraprocessados”, diz o médico.

Manhã é o melhor período

De acordo com a médica, fomos fisiologicamente preparados para evacuar pela manhã, já que o intestino passou a noite inteira repousando. 

“Quando ficamos de pé ao acordar temos automaticamente um reflexo e depois do café da manhã também. Conforme a rotina vai atropelando, as pessoas inibem os reflexos, que param de existir, e a vontade não vem mais pela manhã”, diz a coloproctologista Thaís Takahashi.

Ou seja, para facilitar a missão, o ideal é criar uma rotina para aproveitar esses movimentos naturais e começar o dia com o caminho livre. 

E fazer atividades físicas ajuda também. Thaís Takahashi explica que o diafragma, quando respiramos vigorosamente, exerce uma pressão que acaba indiretamente influenciando o funcionamento do intestino.

Informações G1


Em Feira de Santana, a procura pela vacina bivalente contra a Covid-19 ainda é baixa. Até esta segunda-feira (10), das 40.182 doses recebidas, 12.323 foram aplicadas – número que corresponde a 30,6%. O alerta é da Secretaria Municipal de Saúde.

“Estamos em uma época sazonal, favorável para a circulação dos vírus respiratórios, a exemplo da Covid-19. É importante que a população se dirija até os postos de saúde para se vacinar. A Micareta está chegando e nela ocorrem muitas aglomerações. Não podemos deixar que uma doença imunoprevenível estrague a diversão de quem está há três anos esperando esse momento para curtir na avenida”, ressaltou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia.

Fora os idosos a partir dos 60 anos, todos os demais grupos prioritários devem ter idade mínima de 12 anos. São eles: gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades (confira lista no final da matéria) ou com deficiência permanente, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e pessoas que estão inseridas em instituições de longa permanência, residência inclusiva e seus trabalhadores, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Para ser imunizado, a pessoa interessada, que se enquadra nesses grupos prioritários, deve apresentar documento de identificação com foto, cartão SUS e caderneta de vacinação. Outro critério é ter recebido, ao menos, duas doses respeitando o intervalo de quatro meses após a última aplicação. Também é válido destacar que a imunização de crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável legal.

A vacina continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira. À noite, a imunização também pode ser realizada nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado até as 20h30.

Comorbidades liberadas para vacinação:Diabetes mellitus;

Pneumopatias crônicas graves;

Hipertensão Arterial Resistente (HAR);

Hipertensão arterial estágio 3;

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;

Insuficiência cardíaca (IC);

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar;

Cardiopatia hipertensiva;

Síndromes coronarianas;

Valvopatias;

Miocardiopatias e Pericardiopatias;

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;

Arritmias cardíacas;

Cardiopatias congênita no adulto;

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;

Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;

Doença renal crônica;

Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;

Obesidade mórbida;

Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;

Doença hepática crônica.

*SECOM PMFS