Foto: Thiago Paixão

A Campanha de Vacinação Contra a Raiva para animais continua nesta semana em cinco bairros de Feira de Santana, entre esta terça (19) e sexta (22), com equipes volantes e fixas nas localidades do Genipapo, distrito de Maria Quitéria, Caseb, Gabriela e Candeal.

A médica veterinária e coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro, reforça a importância de que todos os animais sejam imunizados.

“A vacina é gratuita e é a única forma de prevenção contra a doença, que pode ser transmitida para humanos de forma letal. Protegendo o seu animal você também se protege”.

A raiva é uma doença viral prevenível que pode ser transmitida para humanos através de mordidas e arranhaduras de mamíferos já contaminados. A campanha contempla cães e gatos, a partir dos três meses de idade, por serem animais de companhia que possuem maior convívio com os humanos. Até o momento,  33.295 cães e gatos foram imunizados contra a raiva.

Confira o cronograma da vacinação:

19/09: Genipapo (equipe volante) 

19/09 : Distrito de Maria Quitéria (formiga : posto volante ) 

19/09 : Caseb (casa a casa)

20/09 – Genipapo (equipe volante)

20/09 – Caseb (casa a casa) 

21/09 – Genipapo (equipe volante)

21/09 – Gabriela (casa a casa) 

22/09 – Candeal (posto de saúde e equipe volante)

22/09 – Gabriela (casa a casa)


Nutróloga revela 7 dicas para emagrecer em 30 dias; VEJA LISTA

Emagrecer está longe de ser o assunto da “moda”, ou seja, sempre há vários questionamentos para quem quer dar um “upgrade” quanto a sua condição física. Paralelamente, há muitas pessoas que iniciam essa meta no desespero. E para evitar essa iniciativa, a médica nutróloga, Dra. Marcella Garcez, revelou sete dicas para emagrecer em 30 dias. Confira: 

Primeiramente, é possível emagrecer rápido? 

“Emagrecer de forma saudável e sustentável em apenas 30 dias pode ser um desafio, mas é possível começar a alcançar resultados significativos com algumas mudanças no estilo de vida. É sempre bom lembrar que o emagrecimento rápido pode não ser adequado para todas as pessoas e que é fundamental priorizar a saúde em vez de metas inatingíveis”, explica a Dra. Garcez. 

7 dicas para emagrecer em 30 dias

1. Alimentação leve

A recomendação é para monitorar o tamanho das porções alimentares, comer com moderação, em pratos que reduzem o consumo de calorias e de três a seis refeições diárias em intervalos regulares para evitar excessos e manter o metabolismo ativo. 

“Priorize alimentos naturais, equilibrados e nutritivos, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais, proteínas magras, proteínas vegetais e gorduras saudáveis. Evite alimentos muito processados, ricos em açúcares, gorduras modificadas e excesso de sódio”, detalha Garcez. 

2. Sem lanches desnecessários com hidratação correta

“Evite comer entre as refeições. Caso seja necessário, opte por lanches saudáveis, como frutas ou castanhas. Mantenha seu corpo hidratado ao longo do dia. A água é insubstituível, pode ajudar a controlar o apetite e auxiliar na digestão”, reforça a profissional. 

3. Diga não a dieta restritiva

“Dietas muito restritivas e severas podem ser prejudiciais à saúde e dificultar a manutenção do peso a longo prazo”, relata. 

4. Rotina de exercícios físicos

Não importa o esporte, isto é, permaneça em movimento. Busque aquilo que lhe dá prazer para que os resultados tornem-se questão de tempo. O único recado é para se envolver com “overtraining”, excesso de treino. 

“A atividade física moderada, regular e sustentada é essencial para a perda de peso saudável e manutenção do peso corporal. Sendo assim, combine atividades aeróbicas com exercícios de resistência para queimar calorias, aumentar o metabolismo e fortalecer os músculos”, indica. 

5. Sono leve sem bebida calórica

“O sono adequado é essencial para a recuperação do corpo e para o controle do apetite. Tente dormir de 7 a 9 horas por noite. Além disso, refrigerantes, sucos industrializados e bebidas alcoólicas são ricas em calorias vazias e podem atrapalhar o emagrecimento”, aconselha. 

6. Manutenção do stress

“O stress pode levar ao aumento da ingestão de calorias e ao ganho de peso. Portanto, pratique atividades que ajudam a relaxar, como meditação, ioga ou hobbies que lhe tragam prazer”, complementa. 

7. Acompanhamento

“Todo emagrecimento acima de 10% de peso corporal idealmente deve ter o aval do seu médico de confiança ou o acompanhamento de um médico especializado para avaliar a saúde em equipe multidisciplinar. Para, dessa forma, organizar as necessidades, ajudar a criar um plano alimentar e de exercícios adequado, além de estabilizar fatores emocionais e objetivos individuais”, finaliza a Dra. Marcella Garcez. 

SportLife


A vacinação contra a varicela – popularmente conhecida por catapora – está com o estoque reduzido em Feira de Santana. Nesta semana, o município recebeu quase 250 doses, porém a quantidade não é suficiente para atender a demanda da cidade. 

O abastecimento é feito pelo Ministério da Saúde, que por dificuldade de insumo para a produção da vacina, diminuiu os repasses para os Estados e os municípios.

Dessa forma, 17 unidades de saúde seguem com a aplicação, porém com armazenamento limitado, que pode acabar a qualquer momento.

Entre os locais que continuam aplicando estão as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Cassa, Dispensário Santana, Irmã Dulce, Caseb I, Serraria Brasil, Mangabeira, Subaé.

Além disso, as doses ainda estão disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USFs) de Jaguara, Centro Social Urbano (CSU), Tomba 2, Expansão do Feira IX, Morada Tropical e as vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com horário ampliado até as 20h30. São elas: USF Campo Limpo I, V e VI; Liberdade I, II e III; Queimadinha I, II e III; Parque Ipê I, II e III; Videiras I, II e III e Rua Nova II, III / Barroquinha.

A primeira dose da vacina é destinada às crianças com 15 meses. Aos 4 anos deve ser efetuado o reforço. Caso não ocorra, a vacina poderá ser recebida até 6 anos 11 meses e 29 dias.

Para ser vacinado, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de imunização . Entretanto, a aplicação em crianças é feita somente na presença dos pais ou responsável legal.


As pessoas que ainda não realizaram a dose de reforço contra a covid por meio da bivalente, devem procurar uma das 104 salas de vacina localizadas na sede e zona rural. A orientação é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de Feira de Santana, devido à circulação da Éris no país, uma subvariante da Ômicron.

O imunizante está liberado para toda população acima de 18 anos ou pessoas a partir dos 12 anos inseridas nos grupos prioritários. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacina. 

É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável. Além disso, é necessário ter tomado, ao menos, duas doses da monovalente contra Covid, com o intervalo de quatro meses após a última aplicação. Em Feira, mais de 53 mil pessoas já foram protegidas com o reforço.

Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.




Centro de Hemorragia Digestiva (CHDI) do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, promove nos dias 11, 12, 13 e 14 de setembro de 2023 uma Ação Social em parceria com a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED-Bahia). O objetivo é oferecer exames de baixa, média e alta complexidade em endoscopia para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação contará com a realização de 30 exames por dia nas datas citadas acima, incluindo procedimentos como endoscopia, colonoscopia, gastrostomia, ligadura elástica e polipectomia, abrangendo exames de baixa e média complexidade. Já no dia 14 de setembro, serão realizados exames de alta complexidade, como ESD (Dissecção Submucosa Endoscópica), POEM (Miotomia Endoscópica Peroral), gastroplastia, passagem de balão intragástrico para super obesos, mucosectomia e ecoendoscopia. Todos exames inéditos no SUS.

De acordo com Dr. Victor Galvão Presidente da SOBED-Bahia e Coordenador Médico do CHDI, o objetivo é atender às necessidades dos pacientes do SUS que se encontram na fila de espera. Além disso, contribuir para a redução das desigualdades no acesso à saúde e para a melhoria da qualidade de vida da população de Feira de Santana e região. “Esperamos que a realização desses exames contribua para o diagnóstico precoce de doenças digestivas, proporcionando o tratamento adequado e, consequentemente, melhorando a qualidade de vida dos pacientes atendidos”, pontuou  Dr. Victor Galvão.

Para garantir a transparência na seleção dos pacientes que serão beneficiados por essa ação social, o ambulatório do HGCA será o setor responsável por realizar a triagem dos pacientes com orientação para esses procedimentos. Ou seja, os pacientes beneficiados serão triados no ambulatório do HGCA ou na Central de Regulação do Estado.

Segundo D. Victor Galvão, “essa ação é de extrema importância para a população, uma vez que muitos pacientes não têm acesso a exames de endoscopia devido à alta demanda e à falta de recursos. Com essa parceria entre o HGCA e a SOBED-Bahia, conseguiremos oferecer um serviço de vanguarda, com equipamentos de alta tecnologia e com que existe de mais moderno no mercado no que se refere ao tratamento de terapia intervencionista”, concluiu.

*Programação:*

Ação Social
14 de Setembro 2023 – Quinta-feira- Alta complexidade / Alguns procedimentos inéditos no interior do estado

Ação Social da IX JADIB Feira de Santana – CHDI do Hospital Clériston Andrade

* Manutenção dos procedimentos de pacientes internados HGCA no centro Cirúrgico.

07:00 – 07:30 – Recepção dos convidados para café da manhã – auditório do HGCA, com a Diretoria CHDI

07:30 – 07:50 – Apresentação do CHDI aos convidados – Enfa. Rafaela Amorim / Dr Victor Galvão

Apresentação dos casos clínicos: Ligantes da GastroHepato UEFS / Estudantes de medicina

Médicos Convidados SOBED nacional Dr. Vitor Arantes / Dr. João Pontual / Dr. Eduardo Moura

Médicos convidados SOBED BA: Ex – Presidentes, Diretoria SOBED Bahia e Médicos Equipe CHDI


O Setembro Amarelo é um período propício para refletir acerca da saúde mental e emocional do homem e, na urologia, a incontinência urinária é apontada como uma das principais causas da depressão em pacientes masculinos. A informação é do urologista cirurgião, Eduardo Cerqueira, que alerta para a necessidade de um olhar médico multidisciplinar sobre esse paciente que chega ao seu consultório com o problema urológico, mas também com problemas emocionais originados da própria incontinência, condição duas vezes mais comum em mulheres do que em homens.

De acordo com o especialista, é comum as pessoas acreditarem que a principal causa da depressão masculina seja a disfunção erétil, porém, “os quadros de incontinência urinária, apesar de bem menos abordado, é muito mais importante nesse cenário, quando o assunto é a saúde emocional do homem”, ressaltou Dr. Eduardo Cerqueira. O cirurgião explica o fato de o homem como sendo aquele que, muitas vezes, é o provedor da casa, tem a vida motivada pela competitividade, e, “quando não consegue dar o melhor resultado, não consegue exercer seu trabalho, tudo isso acaba afetando muito psicologicamente esse homem”, frisa o cirurgião.

O urologista cita tais condições justamente pelo fato de que, quando o paciente apresenta o quadro de incontinência urinária, a insegurança afeta sua vida pessoal e profissional, pois qualquer trabalho que este homem for realizar, precisando ficar muito tempo sem urinar ou sendo uma atividade que exija um esforço maior, provavelmente a perda de urina acontecerá. “Essa, sem dúvida, é uma das questões que mais afligem os homens que sofrem de incontinência: não conseguir controlar a urina”, frisou o cirurgião. Além disso, ainda existem o medo de que o cheiro do escape seja percebido pelos outros ao redor; o receio de que o uso de fraldas, quando é necessário este uso, seja perceptível, e o próprio incômodo com a troca frequente das fraldas.

As principais causas da incontinência urinária masculina são questões relacionadas a cirurgias e o aumento benigno da próstata. “Quando existe o crescimento da próstata, o paciente sente dificuldade em eliminar toda a urina, ficando parte desta urina retida na bexiga. Isso faz com que o intervalo seja menor e ele urine mais vezes ao longo do dia. A bexiga enche mais rápido, justamente pelo fato de parte dela já está com o líquido. Isso faz com que o paciente tenha o que chamamos de urgência, ou seja, o paciente tenha uma vontade quase que incontrolável de urinar. Em quadros mais graves, nessa urgência, ele tem perdas e pode molhar a roupa”, explicou Dr. Eduardo Cerqueira. Existe ainda a incontinência urinária causada por tratamentos pós cirurgias de câncer de próstata, do reto, radioterapias para tratamento de outros cânceres, que podem comprometer o esfíncter, órgão responsável pelo controle da urina.

Para o especialista Eduardo Cerqueira, o sofrimento e a baixa qualidade de vida de quem convive com a incontinência urinária, principalmente por conta da pressão social e riscos da depressão e isolamento, precisam ser levados em conta. Os avanços nos últimos anos com procedimentos de excelentes resultados são uma realidade. O exemplo é o próprio esfíncter artificial que mantém a uretra fechada e impede o vazamento da urina. ‘O resultado é fantástico. Você pega pacientes com quadros de incontinência total, em que ele não retém nada de urina, você faz esse procedimento e o paciente volta a ter continência ou só pequenas perdas, volta a ter uma vida normal”, explicou.


Omeprazol: entenda os riscos de tomar remédio contra gastrite e refluxo por muito tempo

Foto: GETTY IMAGES via BBC.

Disponível no mercado há mais de 30 anos, o omeprazol promete um alívio rápido e eficaz daquela queimação na barriga e no peito causada pelo excesso de acidez. 

Ao lado de pantoprazol, lansoprazol, dexlansoprazol, esomeprazol e rabeprazol, ele faz parte da classe farmacêutica dos inibidores da bomba de prótons (conhecidos também pela sigla IBP). As informações são do G1. 

Para ter ideia da popularidade dessas medicações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) calcula que 64,9 milhões de unidades de omeprazol foram consumidas no país apenas em 2022. 

O que muita gente não sabe é que, em geral, esses remédios só devem ser usados por um prazo bem curto, de no máximo dois ou três meses. 

Há exceções: para pessoas com algumas condições de saúde, como pacientes oncológicos, profissionais de saúde recomendam o uso contínuo de omeprazol ou outras medicações dessa classe (entenda abaixo). 

Como você vai entender ao longo desta reportagem, o consumo dos IBPs por períodos prolongados — como muitas pessoas acabam fazendo no dia a dia sem orientação de um profissional da saúde — está relacionado a desequilíbrios no sistema digestivo e dificuldades na absorção de vitaminas e minerais. 

Alguns estudos sugerem que esse desbalanço causado pelo abuso desses fármacos pode causar até doenças mais graves, como osteoporose, câncer e demência. Mas essas repercussões à saúde ainda não são consenso na comunidade científica e precisam ser estudadas a fundo, como apontam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. 

Acidez além da conta

Nas aulas de química do colégio, aprendemos o que é o pH, uma escala numérica que determina se uma solução é ácida ou básica/alcalina. 

No nosso estômago, dependemos de um ambiente ácido para o processo de digestão. 

Os sucos gástricos (que são bem ácidos, diga-se) começam a “quebrar” os alimentos em pedacinhos cada vez menores, que depois serão absorvidos pelo intestino delgado. 

Só que, em algumas pessoas, essa acidez passa da conta: o líquido estomacal tem um pH tão baixo, ou está numa quantidade tão grande, que ele passa a ser corrosivo para o próprio sistema digestivo. 

Em alguns, essa queimação pode aparecer no próprio estômago na forma de gastrites e úlceras — feridas que se formam nas paredes internas desse órgão. 

Para outros, o problema é mais em cima. Um defeito na válvula que separa estômago e esôfago faz que o conteúdo ácido suba em direção ao peito e à garganta — o quadro é conhecido como refluxo gastroesofágico. 

Como o esôfago é bem menos preparado que o estômago para lidar com substâncias ácidas, ele fica machucado. Os indivíduos acometidos pelo refluxo sentem azia, queimação da boca do estômago à garganta, tosse e até dor no peito intensa, que chega a ser confundida com um infarto. 

“No caso do refluxo, o ideal seria ter um remédio que corrigisse o defeito na válvula. Mas, como não possuímos esse tipo de tratamento, o que fazemos é lidar com a acidez”, diz o médico Joaquim Prado Moraes Filho, da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). 

É aí que entram os IBPs, como o omeprazol: eles diminuem a acidez do suco gástrico. Com isso, a agressão às paredes do estômago e, principalmente, do esôfago ficam menos intensas. 

“Esses remédios bloqueiam a produção de ácido, impedem as lesões e aliviam aqueles sintomas de queimação”, resume Moraes Filho, que também é professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). 

O médico lembra que, em muitos casos, o uso de omeprazol e companhia precisa se prolongar por quatro a oito semanas. 

Essa informação, inclusive, aparece em algumas bulas deste fármaco. 

“Geralmente, a dose recomendada de omeprazol varia entre os 10 mg e os 20 mg, administrados antes do café da manhã e durante um período que pode ir da toma única até as 4 semanas de tratamento”, diz o texto da bula, que pode sofrer variações segundo cada fabricante. 

Os riscos

Mas aí vem a questão: como mencionado pelo próprio médico, omeprazol e companhia lidam com um aspecto, mas não resolvem a raiz do problema. No caso do refluxo, o defeito na válvula continua. 

Ou seja, o ajuste momentâneo da acidez até melhora a queimação. Mas, passado o período de tratamento, pode ser que tudo volte ao estágio anterior, se outros aspectos da vida — sobre os quais falaremos adiante — não forem modificados. 

Com isso, muitas pessoas acabam prolongando o uso dos IBPs por conta própria, com o objetivo de aliviar os incômodos. 

Isso é facilitado pelo fato de esses remédios serem acessíveis ao consumidor final, mesmo sem receita — apesar de eles possuírem a tarja vermelha com a orientação de venda apenas sob prescrição médica. 

Só que esse consumo de omeprazol sem indicação de um profissional da saúde está relacionado a uma série de consequências. 

Já temos a comprovação de que eles aumentam o risco de osteoporose. 

— Danyelle Marini, diretora do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP). 

Vale lembrar que a osteoporose é um quadro marcado pela perda progressiva de massa óssea. Nela, os ossos ficam cada vez mais porosos e enfraquecidos, o que eleva a probabilidade de fraturas. 

“A mesma ação que os IBPs fazem no estômago também ocorre nos ossos. Com isso, eles podem degradar as células responsáveis pela regeneração do esqueleto”, complementa ela. 

Quando o omeprazol é utilizado por curtos períodos, de poucas semanas, esse processo de regeneração óssea não é tão prejudicado assim. Nesse caso, a preocupação dos especialistas está mais no consumo contínuo e sem supervisão desses fármacos. 

Alguns estudos recentes também observaram outras graves consequências do abuso nos IBPs mais populares. 

Um deles, publicado em 2022 por instituições canadenses, estimou um risco 45% maior de câncer de estômago entre usuários frequentes de omeprazol em comparação com aqueles que usavam medicações da classe dos bloqueadores de H2 (como cimetidina e nizatidina). 

Já outras investigações, realizadas a partir do final dos anos 1990 e começo dos 2000, descobriram que essas medicações interferem na absorção da vitamina B12, essencial para o funcionamento do cérebro. 

Com isso, alguns especialistas começaram a temer que anos seguidos de tratamento com essas drogas poderiam provocar quadros de demência, especialmente nos mais velhos. 

Para Moraes Filho, essas evidências precisam ser analisadas com atenção, mas ainda não são contundentes o suficiente. 

“Nos últimos anos, foram lançados muitos trabalhos sobre os IBPs, mas os consensos das sociedades médicas dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Brasil entendem que os efeitos sobre o uso prolongado desses remédios ainda precisam ser melhor estudados”, pontua o gastroenterologista. 

A BBC News Brasil procurou entidades da indústria farmacêutica para que elas pudessem se posicionar sobre as questões apresentadas. 

O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) afirmou em nota que possui uma “diretriz histórica” sobre o uso de medicações por pacientes em geral. 

“Todo e qualquer medicamento só deve ser usado de forma racional e com base nas orientações transmitidas pelas autoridades sanitárias e médicas.” 

“Todo e qualquer medicamento que requer prescrição médica — o chamado medicamento tarjado, cuja embalagem possui uma tarja vermelha ou preta — só deve ser dispensado nas farmácias, postos de saúde, hospitais etc., e consumido pelos pacientes com base e mediante a apresentação de uma receita médica ministrada por um profissional de saúde habilitado”, completa o texto. 

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, ainda comentou que, “se a pessoa está com problema de saúde, deve ir ao médico e, se for o caso, receber dele a prescrição do medicamento necessário para o tratamento”. 

“Só compre medicamento tarjado com receita médica. Esse é um procedimento primordial para garantir a eficácia e a segurança do produto”, orientou ele. 

Já a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) disse que “não se posiciona especificamente sobre moléculas”. 

O que fazer na prática?

Que fique claro: existem algumas condições de saúde que exigem, sim, o uso contínuo de omeprazol ou outras medicações dessa classe. 

“Nesses casos, os profissionais de saúde fazem a ponderação entre o risco e o benefício”, explica Marini. 

“É o caso de pacientes oncológicos, por exemplo. Eles tomam medicações para tratar o câncer que afetam as barreiras do sistema digestivo. Os IBPs oferecem a proteção necessária para eles”, diz a farmacêutica. 

G1


Não existe limite diário ou frequência para a pessoa se tocar. O alerta dos especialistas é quando o mecanismo passa a atrapalhar a rotina ou relações afetivas e sexuais do sujeito.

Vício em masturbação: como identificar e quais são os efeitos negativos

Vício em masturbação: como identificar e quais são os efeitos negativos 

Nesta quarta-feira, 6 de setembro, é celebrado o Dia do Sexo (o sugestivo 6/9). Para entender o que é o vício em masturbação e como identificá-lo, o g1 conversou com Eduardo Miranda, coordenador do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia, e com Lucinara Costa, terapeuta, sexóloga e especialista em relacionamentos amorosos. 

Os especialistas defendem que a masturbação é um ato saudável e com muitos benefícios físicos e emocionais. No entanto, quando passa a afetar o dia a dia de uma pessoa, suas relações e, principalmente, quando está relacionada ao uso excessivo ou exclusivo de pornografia, pode virar um problema. 

Especialistas defendem que a masturbação é um ato saudável e com muitos benefícios físicos e emocionais — Foto: Pexels

Especialistas defendem que a masturbação é um ato saudável e com muitos benefícios físicos e emocionais — Foto: Pexels 

🔥 1 – Quais os benefícios da masturbação?

Os especialistas afirmam que que a masturbação ajuda as pessoas a entenderem suas preferências e desejos sexuais. 

  • É o principal caminho de descoberta da sexualidade e atividade sexual;
  • É uma maneira de se manter sexualmente ativo, independentemente de ter ou não parceiros;
  • Para os homens, ter ereções regulares é importante porque a ereção é como se fosse uma fisioterapia do pênis, diz Miranda;
  • Ajuda a descobrir pontos de prazer, emoções e sentimentos.

“(A masturbação) é necessária nessa descoberta da sexualidade. As pessoas que não se tocam têm sérios problemas na sexualidade porque elas transferem tudo para o outro, colocam todo o prazer na conta do outro”, afirma Lucinara Costa.

Problema de ereção, falta de desejo e dor no sexo: como tratar disfunções sexuais

🍌 2 – É possível viciar em masturbação?

Sim, é possível desenvolver o vício em masturbação. No entanto, os especialistas alertam que não existe uma frequência recomendada ou um limite diário. Vai depender de cada indivíduo e de como a masturbação afeta a vida. 

  • Não há problema no caso de pessoas que se masturbam diariamente e mantêm as atividades sexual e de trabalho, explica Eduardo Miranda.
  • Transtornos de hiperssexualidade, compulsão por pornografia e perda de interesse pelo sexo são sinais de preocupação.

“O limite é tênue, mas a resposta é que é possível sim. (É um problema quando) a pessoa está tão focada na masturbação que ela pode ter um distanciamento ou perda de interesse por relacionamentos e até, eventualmente, ter algumas disfunções ou falhas”, explica Miranda.

🩲 3 – Como a compulsão por masturbação e a pornografia estão associadas?

Na visão dos especialistas, o acesso fácil e banalizado à pornografia é capaz de impulsionar a prática da masturbação, e o contrário se aplica. 

  • Pornografia aumento a prática compulsiva e excessiva, trazendo um bombardeamento excessivo de estímulos para o cérebro
  • Vídeos também podem ser fonte de frustração para a pessoa que não consegue reproduzir aquilo com o parceiro (a) e não vê mais graça no ato sexual
  • Masturbação vira problema quando todo ato de prazer está na masturbação, trazendo ansiedade, insônia e outros problemas.

“Tem estudos que mostram que, com a pornografia, você precisa de 8 minutos para ter toda a resposta sexual — o que é uma resposta sexual muito alta. (Pode virar fonte de ansiedade e estresse) quando o excesso de dopamina que você está acostumado não vai acontecer em outros horários do dia”, afirma Lucinara Costa.

🔞 4 – Como identificar vício em masturbação?

A identificação do vício em masturbação envolve observar o comportamento do indivíduo. 

  • Focar exclusivamente na masturbação e perder a satisfação nas relações íntimas são sinais, afirma Lucinara Costa.
  • Em alguns casos, as pessoas reconhecem o vício quando relatam masturbações frequentes, muitas vezes várias vezes ao dia, explica Lucinara Costa.
  • Projetar toda a energia sexual somente naquele comportamento masturbatório, quando você só se conecta através da masturbação ou com o celular, isso já é um risco, afirma a especialista.

“Como eu também atendo casais, o que eu percebo é que quando a mulher diz que o parceiro não está procurando tanto e não tem tanto desejo, é que este homem faz o uso da pornografia, da masturbação, de forma compulsória”, afirma Lucinara.

🍆 5 – Como o excesso de masturbação pode afetar a vida da pessoa?

Os especialistas explicam os efeitos negativos do excesso de masturbação, que incluem até a chamada Síndrome do Punho de Ferro: 

  • Dificuldade em alcançar o orgasmo durante o sexo é um possível resultado, conforme Eduardo Miranda.
  • Problemas como insônia devido à dependência da masturbação, dificuldade em ter ereção sem pornografia e desconexão emocional e sexual nas relações.

“Na ‘Síndrome do punho de ferro’, a pessoa se masturba de forma tão vigorosa que ela não consegue reproduzir o mesmo tipo de estímulo na penetração e acaba que não consegue ter orgasmo. Então, ela penetra, mas não consegue ter orgasmo e tem que terminar com a masturbação logo na sequência para poder ter orgasmo no ato sexual”, explica Miranda.

Identificar o vício em masturbação e pornografia é o primeiro passo para quem quer fazer tratamento — Foto: Pexels

Identificar o vício em masturbação e pornografia é o primeiro passo para quem quer fazer tratamento — Foto: Pexels 

🐣🐸 6 – Existe tratamento para compulsão?

O tratamento para a compulsão por masturbação envolve a identificação e a eliminação dos gatilhos, com um progressivo “desmame” ou moderação da prática. 

  • Na maioria das vezes o problema é oculto, e o primeiro passo é encontrar um profissional (urologista, no caso dos homens) e apresentar a queixa de forma correta.
  • Lucinara Costa explica que o tratamento inclui entender as crenças e valores sexuais da pessoa, identificar os gatilhos da compulsão e trabalhar gradualmente para eliminá-los.

“A primeira questão é a identificação por parte de um profissional. Boa parte dos pacientes não procuram o urologista com essa queixa de que “estou me masturbando demais”. Ele procura com a outra queixa: “eu não tenho mais interesse, eu não consigo mais ter orgasmo”. Muitas vezes é na primeira avaliação que o médico é capaz de identificar um padrão.”


Informações G1

Com quatro novos programas de Residência Médica aprovados pelo Ministério da Educação, a Santa Casa de Feira de Santana se consolida como o maior centro de formação da macrorregião centro-leste da Bahia. Agora, a instituição filantrópica passa a oferecer cursos em oito áreas extremamente importantes para a assistência à população.

O ato autorizativo foi publicado nesta terça-feira, 5, no site do Ministério da Educação. Cirurgia cardiovascular, medicina intensiva, oncologia clínica e endoscopia são os novos programas que em breve estarão recebendo médicos em formação. Se somam às residências em cardiologia, ortopedia, administração em saúde e clínica médica que foram implantadas no início deste ano.

Joanna Amália Dias, residente de cardiologia da Santa Casa, comemorou a aprovação dos novos programas da instituição. “É um enorme ganho para todos, pois a interação com residentes de outras áreas fomenta a discussão de casos interdisciplinares. Isto implica também na melhoria da assistência ao paciente”, atesta a médica.

Com uma equipe de excelência e atuação principalmente nas áreas da alta complexidade, a Santa Casa de Feira de Santana reúne um corpo clínico cuja experiência e formação se destaca em todo o Nordeste.

SÓLIDA EXPERIÊNCIA

Esta bagagem é enriquecida pelo acompanhamento e orientação personalizada dos preceptores que atuam nos programas. A discussão de casos clínicos reais permite aos residentes uma formação sólida que se incrementa ainda mais pelo significativo volume de pacientes atendidos e pela gama de procedimentos nas principais áreas da Medicina.

O médico Rodrigo Matos, provedor da instituição, ressalta o investimento estratégico da entidade para viabilizar a implantação das residências médicas. “A implementação dos programas de ensino impacta diretamente em todos os níveis gerenciais e assistenciais da instituição, colocando-a em posição de destaque em qualidade e produtividade”, salienta.

De acordo com o provedor, a meta inicial era implantar quatro programas de residência médica até o final de 2025, “um anseio arrojado”. “Exatamente por considerar o caráter, história e propriedades dessa instituição centenária que, ao longo da sua trajetória acumulou uma sólida experiência na área de saúde, sabíamos do grande potencial dela também no âmbito da formação”, argumenta Rodrigo Matos.

Para ele, a conquista é fruto do engajamento da gestão administrativa e da equipe médica, “além de reflexo da qualidade dos serviços e do compromisso da Santa Casa em continuar sendo uma referência em educação médica na Bahia”, ressalta o provedor.


Consumo de cerveja pode ser benéfico a saúde; Entenda

Beber cerveja pode ser bom para a saúde intestinal e para o sistema imunológico, segundo estudo realizado por cientistas da Universidade Médica de Dalian, na China. Segundo eles, a bebida alcoólica de forma moderada é melhor para alguns aspectos do que se abster completamente. 

Isso ocorre porque a cerveja tem um conjunto de bactérias saudáveis que beneficiam o intestino, como por exemplo, os polifenóis, as fibras e o etanol que podem dar uma “turbinada” no sistema imunológico do usuário. 

Todas essas substâncias são mais eficazes do que os probióticos encontrados em iogurtes e queijos, e que também são benéficos para à saúde. Segundo os pesquisadores, esses microrganismos ajudam a restaurar o equilíbrio natural do intestino quando ele é infectado por uma doença ou bactéria. 

“Como uma bebida fermentada há muito estabelecida, a cerveja é rica em muitos aminoácidos essenciais, vitaminas, oligoelementos e substâncias bioativas que estão envolvidas na regulação de muitas funções fisiológicas humanas. Os polifenóis do malte e do lúpulo da cerveja também são compostos ativos importantes que interagem em ambas as direções com o microbioma intestinal”, escreveram os autores. 

Os cientistas afirmam que as “cervejas saudáveis”, como eles chamam esses produtos do futuro, podem até mesmo ajudar a prevenir doenças, como arteriosclerose e doenças cardíacas, além de melhorar a circulação sanguínea. No entanto eles são claros que os benefícios só atingem pessoas que façam uso da cerveja de modo leve ou moderado. 

“Quando o consumo de álcool é controlado dentro de limites seguros, os efeitos combinados do álcool e de outros componentes do metabolismo na flora intestinal merecem uma análise mais abrangente”, dizem os autores. 

Porém, há quem discorda do estudo. O professor Naveed Sattar, professor de saúde cardiovascular e metabólica na Universidade de Glasgow, diz que a revisão “perde o panorama geral”. 

“É verdade que alguns dos ingredientes contidos na cerveja podem ter impactos positivos na saúde, mas são facilmente superados pelo próprio álcool”, disse ele ao Telegraph. 

O consumo excessivo de álcool aumenta o risco de problemas de saúde graves, como doenças cardíacas, derrame, doenças hepáticas e vários tipos de câncer. 

Dados da Pesquisa Domiciliar sobre o Padrão de Consumo de Álcool e suas Características Sociodemográficas no Brasil, realizada pelo Ipec a pedido do CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, revelam que a maioria dos brasileiros (57%) desconhecem ou consideram a moderação acima dos parâmetros definidos pelas autoridades de saúde. 

Além disso, 75% dos consumidores abusivos acreditam que bebem de forma moderada, sendo que apenas 13% reconhecem que precisam mudar seus hábitos. Além disso, 11%% admitem que bebem muito, mas não consideram isso como um problema. No total, o levantamento entrevistou 1.983 pessoas de forma presencial e domiciliar, em abril de 2023. 

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que não existe um padrão de consumo de álcool absolutamente seguro. No entanto, o consumo moderado é aquele que apresenta um baixo risco para a saúde. 

As principais diretrizes definem o consumo moderado de álcool como duas doses ao dia para homens e uma dose para mulheres. Cada dose corresponde a uma lata de 350 ml de cerveja, uma taça de 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado, como vodca ou gim. 

Fonte: O Globo.