Dados do IBGE apontam que o Brasil está envelhecendo mais rápido. Tendência é de ter cada vez menos jovens e cada vez mais idosos.

g1 Censo 2022: Brasil mais velho e mais feminino

g1 Censo 2022: Brasil mais velho e mais feminino 

Dados do Censo de 2022 divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil está envelhecendo mais rápido. O país registrou, inclusive, o maior salto de envelhecimento entre dois censos desde 1940. 

Em 2010, a cada 30,7 idosos (65 anos ou mais), o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens. Ou seja, atendência é de ter cada vez menos jovens e cada vez mais idosos.

Com a expectativa de vida cada vez mais alta, fica a pergunta: como envelhecer bem? 

Um estudo sobre longevidade realizado este ano pela Carle Illinois College of Medicine com mais de 700 mil veteranos dos Estados Unidos listou oito hábitos que podem colaborar para mais anos de vida — e quanto mais cedo eles forem incorporados ao dia a dia, melhor: 

  • Não fumar
  • Praticar exercícios físicos — melhora a oxigenação dos órgãos, o humor, protege articulações e músculos, previne e ajuda a controlar doenças como diabetes, pressão alta e demência
  • Ter boas relações pessoais — evite o isolamento, converse com a família, convide vizinhos para o café, telefone para um amigo, procure atividades em grupo
  • Não ter episódios frequentes de abuso de álcool
  • Ter boas noites de sono — a quantidade recomendada de sono depende da faixa etária
  • Manter uma dieta saudável — use e abuse de frutas, legumes e verduras
  • Controlar o estresse
  • Não ter vício em medicamentos opioides

Segundo os pesquisadores, homens que adotam os oito hábitos aos 40 anos podem viver, em média, 24 anos a mais do que os homens sem nenhum dos hábitos. Já as mulheres terão 21 anos a mais de vida. 

“Os resultados da nossa investigação sugerem que a adoção de um estilo de vida saudável é importante tanto para a saúde pública como para o bem-estar pessoal. Quanto mais cedo melhor, mas mesmo que você faça apenas uma pequena mudança aos 40, 50 ou 60 anos, ainda assim será benéfico”, disse a pesquisadora Xuan-Mai T. Nguyen, especialista em ciências da saúde. 

Pouca atividade física, uso de opioides e tabagismo foram os hábitos que mais impactaram na expectativa de vida. Esses fatores foram associados a um risco 30% a 45% maior de morte durante o período de estudo. 

Estresse, consumo excessivo de álcool, dieta inadequada e má higiene do sono foram associados a um aumento de cerca de 20% no risco de morte. A falta de relações pessoas foi linkada a um aumento de 5%. 

Informações G1


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Imagem: iStock

Dormir recarrega as baterias e é de graça: tem coisa melhor? Brincadeiras à parte, o sono é importantíssimo para o funcionamento do organismo e devemos estar atentos à sua qualidade. E uma das formas de medir isso é saber se você está dormindo a quantidade de horas certas. Mas será que existe uma fórmula para calcular isso?

A sabedoria popular ainda nos conta que conforme envelhecemos, a nossa necessidade de sono muda —enquanto bebês dormem boa parte do dia, idosos tendem a acordar cada ano mais cedo.

Vem entender o que muda no sono de cada faixa etária e também se existe mesmo uma redução na conta conforme o tempo passa.

Sono é algo individual

Antes de sair impondo regras de quanto se deve dormir por noite, é importante ressaltar que cada pessoa tem o seu relógio biológico e precisa de uma quantidade de sono específica. A liberação dos hormônios funciona de acordo com o ritmo circadiano de cada um.

No geral, a ciência indica oito horas de sono porque, em média, a maioria das pessoas descansa de fato após 7h30 ou 8h30 dormindo. Mas existe quem precise fechar os olhos por apenas 4h ou até mesmo por mais de 12h.

No fim do dia (ou melhor, da noite), o que conta é como você acorda: se você sente sua atenção alterada, tem problemas de memória e acorda cansado, ou você dormiu demais ou de menos ou tem alguma doença do sono.

Porém, você só deve se preocupar se tiver esses sintomas com frequência, pois nesse caso pode ser que haja uma privação crônica de sono.

Afinal, de quantas horas de sono precisamos em cada fase da vida?

É por isso que não há uma resposta fechada para essa pergunta, pois existem muitas peculiaridades relacionadas a questões genéticas e comportamentais. Apesar disso, a National Sleep Foundation (Fundação Nacional do Sono) dos Estados Unidos, criou uma tabela com os períodos de sono médios para cada faixa etária:Continua após a publicidade

  • Recém-nascido (0 – 3 meses): 14 a 17 horas por dia
  • Bebê (4 – 11 meses): 12 a 15 horas por dia
  • Primeira infância (1 – 2 anos): 11 a 14 horas por dia
  • Idade pré-escolar (3 – 5 anos): 10 a 13 horas por dia
  • Idade escolar (6 – 13 anos): 9 a 11 horas por dia
  • Adolescentes (14 – 17 anos): 8 a 10 horas por dia
  • Jovem adulto (18 – 25 anos): 7 a 9 horas por dia
  • Adulto (26 – 64 anos): 7 a 9 horas por dia
  • Idoso (a partir de 65 anos): 7 a 8 horas por dia

Consequências de não dormir o suficiente

O sono é um momento importante para o corpo organizar seu funcionamento. Por isso é importante dormirmos o suficiente para acordarmos nos sentindo descansados. E cada faixa etária tem dificuldades diferentes de sono. Veja a seguir quais podem ser as consequências de dormir menos do que o necessário:

Bebês

Quando as crianças são recém-nascidas, elas acordam e adormecem várias vezes durante o dia, já que seu descanso acontece em parcelas, o que deixa os pais perdidos e ansiosos, especialmente os pais de primeira viagem.

Conforme vão crescendo, o sono se condensa e os pequenos já passam boa parte da noite na cama e fazem um ou dois cochilos durante o dia. Mas esse ritmo muitas vezes fica bem atrapalhado.

No caso dos bebês e na primeira infância, é comum a chamada pressão de sono homeostática, conhecida também como efeito vulcânico, que acontece quando eles cochilam menos do que o necessário durante o dia, seja em termos de quantidade ou qualidade, e ficam extremamente irritados, exaustos e hiperexcitados. O resultado desse efeito é que o pequeno não relaxe na hora de adormecer, causando aquela famosa “luta contra o sono”.

O fato de não dormir o período necessário provoca muitas consequências a curto prazo, como irritabilidade, impulsividade e hiperatividade. Já a longo prazo, a criança pode ter um comprometimento do desenvolvimento físico e intelectual, por exemplo.

Crianças e adolescentes

Quando chega à fase escolar, a privação do repouso pode levar ainda a notas ruins, dificuldade na tomada de decisões, aumento nos comportamentos arriscados, diminuição nas conquistas acadêmicas e piora na performance nas atividades físicas, com maior risco de lesões.

Com a chegada da adolescência esse quadro acaba se complicando. Nesse caso, além de todos os prejuízos já mencionados, há o risco de eles se envolverem em acidentes de carro porque não estão tão descansados e atentos como deveriam.

AdultosContinua após a publicidade

Na idade adulta o sono muitas vezes é sacrificado por causa do trabalho e outras obrigações. Isso sem falar que não raro as preocupações do cotidiano atrapalham a sua qualidade ou mesmo desencadeiam insônia. Apesar de as pessoas conseguirem lidar melhor com a falta de descanso nessa fase, é inevitável ficarem mais irritadas, menos atentas e dispostas.

E em qualquer época da vida a saúde também paga caro por causa da falta de sono acumulada. O sistema imunológico fica prejudicado e aumentam as chances de uma depressão dar as caras. Existem estudos que apontam ainda que há elevação no risco de doenças cardiovasculares, mais chance de engordar, dificuldade de manter a alimentação equilibrada e maior predisposição a alterações intestinais e a diabetes, sem falar nos problemas de memória e aprendizado.

Fontes: Lucila Bizari Fernandes do Prado, coordenadora do Laboratório de Sono do Hospital São Paulo e do Laboratório de Pesquisa Neuro-Sono; Rosa Hasan, neurologista e especialista em medicina do sono; Thathyana Turassa Ernani, pediatra.

Informações UOL


Imagem: iStoc

Com quase 7 milhões de mortes causadas pelo mundo, a covid-19 foi um marco epidemiológico. Além de tantas vidas perdidas, a doença expôs a fragilidade dos países —alguns mais vulneráveis que outros— em termos de diagnóstico, capacidade de internação e tratamento, contenção e prevenção da doença.

A doença também foi capaz de impactar profissionais da saúde em nível pessoal, como conta a infectologista Sylvia Lemos.

“É importante destacar que a pandemia representou algo inédito para nossa geração. Em 40 anos trabalhando com doenças infecciosas, eu nunca tinha sentido medo. Mas ver pessoas próximas, inclusive médicos, doentes mudou minha percepção”, reflete ela, que é mestre em medicina tropical pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e membro da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Pelos desafios impostos pelo vírus Sars-CoV-2, a OMS (Organização Mundial da Saúde) agora tenta dar um passo à frente aprimorando o conceito chamado de “doença X”.

“Essa designação não representa uma doença real, mas sim um nome fictício criado pela OMS para identificar um possível risco de surgimento de uma nova doença infecciosa transmissível que poderia afetar um grande número de pessoas”, descreve Celso Granato. infectologista e diretor Clínico do Grupo Fleury.

A nomenclatura, na realidade, surgiu em 2018, antes da pandemia de covid-19.

“Priorizar a pesquisa e o desenvolvimento de contramedidas para patógenos e famílias de vírus cruciais desempenha um papel fundamental na garantia de uma resposta ágil e eficiente a epidemias e pandemias. Sem investimentos substanciais antes do surgimento da pandemia da covid-19, não teríamos sido capazes de desenvolver vacinas seguras e eficazes em um tempo recorde”, afirmou Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, em publicação da organização.

Agora, cientistas esperam que a experiência global vivida entre os anos de 2020 e 2023 possa ajudar na resposta rápida a futuros surtos.

Como se dá a identificação de uma nova doença

A OMS tem uma lista de patógenos (organismos como bactérias, vírus, fungos ou parasitas) a serem observados pelos cientistas, o que inclui o mapeamento de sua circulação e desenvolvimento (como a criação de novas cepas de vírus).

A preparação para identificar uma potencial “doença X” se concentra principalmente nessa vigilância epidemiológica.

“Esse processo existe há muitos anos e tem sido constantemente aprimorado, com melhorias significativas devido à experiência com a covid-19”, diz Granato.

O médico explica que quando laboratórios e médicos detectam determinadas doenças que constam em uma lista definida pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias de saúde, eles são obrigados a notificá-las, tornando-as doenças de notificação compulsória.

“Além disso, instituições privadas também contribuem com notificações. Esse sistema fornece informações em tempo real sobre o que está ocorrendo, como o número de casos de gripe, coronavírus e outras doenças notificadas, permitindo identificar qualquer anomalia.”

Segundo o infectologista Marcelo Otsuka, mestre pela Santa Casa de São Paulo, para ser classificada assim, a “doença X” precisaria ser uma comorbidade de impacto.

“Para isso, temos alguns critérios a serem levados em conta. Em primeiro lugar, devemos considerar a sua capacidade de propagação. Depois, sua capacidade de causar danos, incluindo hospitalizações, complicações que a doença pode causar, bem como a taxa de mortalidade e as potenciais sequelas que a doença pode deixar.”

Esses fatores, explica o especialista, devem ser analisados para determinar as abordagens apropriadas.

“É importante notar que podemos lidar com uma doença que, embora seja grave, não é necessariamente altamente transmissível. No entanto, se não houver acesso adequado a tratamento, vacinas ou medidas de prevenção eficazes, isso também representa uma preocupação significativa.”

Na percepção de Sylvia Lemos, da SBI, embora o avanço da medicina permita diagnósticos e respostas mais rápidas a possíveis futuras pandemias, alguns fatores negativos são inevitáveis.

“Creio que ainda passaríamos por perplexidade, dúvidas e a insegurança de não saber com o que estamos lidando.”

O que a população deve fazer

Quanto ao que a população pode fazer, é fundamental seguir as orientações das autoridades de saúde pública. Quando há uma doença respiratória em circulação, é importante que as pessoas estejam atentas e mantenham suas vacinas em dia.

“O uso de máscaras quando doentes, como é comum em lugares como o Japão, é uma prática recomendada para evitar a disseminação de doenças respiratórias, que poderiam incluir a ‘doença X'”, aponta Celso Granato.

Na avaliação do médico, a cooperação internacional e o compartilhamento de informações entre países desempenham um papel essencial na prevenção da propagação de doenças.

“O aumento na mobilidade global significa que uma doença que surgiu em qualquer lugar do mundo pode se espalhar rapidamente, e, portanto, a notificação eficaz e a troca de informações são cruciais.”

Vários laboratórios de referência em todo o mundo colaboram na identificação de potenciais agentes patogênicos e na produção de reagentes e vacinas para antecipar possíveis surtos. Isso contribui para uma preparação mais eficaz contra a ‘doença X’ e outras ameaças à saúde.

Informações UOL


Nutricionista explica importância dos carboidratos para o funcionamento do organismo e indica as melhores opções para quem quer perder peso

Imagem colorida de vários alimentos com apalavra carboidratos em inglês - Metrópoles

Os carboidratos são macronutrientes que proporcionam energia para o corpo. Caso a aporte calórico deles não seja usado pelo indivíduo, os carbs são armazenadas em forma de gordura.

Por conta desse efeito, é comum que os carboidratos sejam vistos como vilões da dieta e até banidos das refeições. No entanto, essa atitude pode prejudicar o processo sustentável de perda de peso.

Ao retirar os carboidratos totalmente da dieta, o indivíduo pode sentir alterações de humor ou diminuir sua disposição para os exercícios físicos, o que atrapalha a adesão ao projeto de emagrecimento. Outro perigo relacionado à restrição de carbs é a compulsão alimentar, uma vez que as proibições podem desencadear desejos iressistíveis.

“Os carboidratos são macronutrientes muito importantes para várias funções do organismo. Uma delas é gerar energia para uma boa execução dos treinos e das atividades diárias. É possível atingir o déficit calórico e o emagrecimento com carboidratos na dieta, basta saber escolher e balancear a quantidade de carboidratos com as necessidades diárias”, afirma Rayanne.

A nutricionista recomenda que a dieta inclua carboidratos contidos em frutas, leguminosas, raízes e grãos integrais.

Veja opções de carboidratos para incluir na dieta

1. Arroz integral

“O arroz integral é um carboidrato complexo extremamente fibroso, o que diminui o índice glicêmico e traz saciedade prolongada”, destaca a nutricionista.

Imagem colorida de arroz integral em fundo branco - Metrópoles
O arroz integral é uma boa opção para o emgracimento

2. Aveia

Outra opção de carboidrato que contribui para o emagrecimento é a aveia. O corpo digere lentamente o alimento, o que atrasa a fome.

Aveia pode ser um aliado do sistema imunológico - Metrópoles
Os benefícios da aveia a tornam uma boa aliada de dietas de emagrecimento

3. Grão de bico

“O grão de bico é uma leguminosa rica em carboidratos e proteínas. O consumo ajuda no ganho de massa magra ”, explica a nutricionista.

Imagem colorida de vasilha branca com grão de bico dentro - Metrópoles
Além de proteína, o grão de bico possui vitaminas do complexo B, sais minerais, ácido fólico, ferro e magnésio

4. Batata-doce

“A batata-doce tem muitas fibras que colaboram para melhorar a digestão. Além disso, ela possui vitaminas como a C, K e do complexo B, e é rica em fósforo e potássio”, destaca Rayanne.

batata doce
A batata doce é uma excelente fonte de carboidratos

5. Quinoa

A quinoa é uma boa fonte de carboidratos. O alimento também é rico em ômega 3, estimulando a produção de enzimas responsáveis pela queima de gordura.

Imagem coloria de Quinoa - MEtrópoles
Além de ser um ótimo alimento para o ganho de massa magra, a quinoa ainda é livre de açúcar, glúten e colesterol

Informações Metrópoles


Nutróloga revela 9 dicas para emagrecer sem sofrimento

Perder peso sem abrir mão de alguns hábitos, geralmente, é inviável. Por isso, muitas pessoas não acreditam que podememagrecer sem sofrer. Mas, de acordo com amédica nutróloga Dra. Marcella Garcezessa crença não é real. Dessa maneira, a especialista separou nove dicas fundamentais para você conseguir emagrecer de uma maneira tranquila. Confira: 

Nove dicas para emagrecer sem sofrer - Shutterstock
Nove dicas para emagrecer sem sofrer – Shutterstock Foto: Sport Life

9 dicas para emagrecer sem sofrer

1. Comer de forma equilibrada

Priorizar uma dieta balanceada. Incluindo proteínas magras, vegetais, frutas, grãos integrais e fontes saudáveis de gordura. 

2. Controlar as porções

Prestar atenção ao tamanho das porções para evitar o excesso de calorias. Usar pratos menores, se necessário. 

3. Focar no consumo de alimentos naturais

Preferir alimentos não processados como base do hábito alimentar e evitar o consumo excessivo de produtos industrializados ricos em açúcares, gorduras trans e sódio. 

4. Aumentar a ingestão de fibras

Alimentos ricos em fibras, como vegetais, frutas e grãos integrais, ajudam a aumentar a saciedade e a regular o apetite nas refeições. 

5. Beber água

Manter-se bem hidratado, pois a água pode ajudar a controlar o apetite e a evitar a confusão entre sede e fome. 

6. Evitar açúcares adicionados

Reduzir o consumo de açúcares adicionados em bebidas e alimentos. 

7. Incluir proteínas nas refeições

As proteínas ajudam a manter a saciedade e a preservar a massa muscular durante a perda de peso. 

8. Evitar dietas radicais

Dietas muito restritivas podem ser insustentáveis a longo prazo e prejudicar a saúde. 

9. Pratique a moderação

Permitir-se desfrutar de pequenas porções de alimentos indulgentes ocasionalmente, com muita moderação. 

Importante

“É importante adaptar as orientações às necessidades individuais. É sempre recomendável consultar um médico de confiança antes de iniciar qualquer programa de perda de peso”, esclarece a Dra. Marcella.

Informações TBN


Em Feira de Santana, 256 casos de sífilis foram registrados entre janeiro e setembro deste ano. No mesmo período em 2022, 407 foram contabilizados. Conforme os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), a redução foi de 37%. Durante este mês está sendo realizada a campanha Outubro Verde, que visa alertar a população para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis congênita.

De acordo com a enfermeira referência técnica da sífilis, Larissa Gonçalves, a maior queda está relacionada a sífilis congênita, que ocorre quando a gestante transmite a doença para o feto por meio da placenta. No ano anterior, 150 foram identificados, enquanto em 2023, houve uma diminuição para 42.

“A busca ativa, o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno são fundamentais para evitar complicações. A nossa meta é zerar os casos de sífilis congênita e estamos trabalhando para isso, acompanhando e monitorando todas as gestantes que testam positivo”, ressaltou.

A enfermeira explica que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível e tem cura. Segundo ela, o diagnóstico é feito por meio de exame de sangue ou teste rápido.  

“A prevenção ocorre pelo uso do preservativo na relação sexual e também da realização do pré-natal das gestantes, assistência que evita mulheres grávidas de repassarem a doença para os bebês”, destacou. 

O teste para diagnóstico da sífilis é ofertado de maneira gratuita em todas as unidades da rede municipal de saúde. Para ter acesso, basta sinalizar o interesse na recepção do local e apresentar documento de identidade e cartão SUS.


Nos EUA, a agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) retirou por completo a dipirona do mercado em 1977

Foto: Getty Images

A dipirona é uma substância muito utilizada para aliviar sintomas de febre e dor. No entanto, em vários países no mundo, a dipirona é proibida de ser comercializada.

Antigamente, a dipirona era comercializada e altamente consumida em várias partes do mundo. Porém, isso mudou na década de 1960, quando surgiu um uma publicação científica alegando riscos de agranulocitose, uma condição no sangue que reduz células de defesa e prejudica nosso sistema imunológico.

Esses estudos foram realizados com o consumo de aminopirina, uma substância com semelhanças químicas quase idênticas à da dipirona.

Após essas comprovações, não demorou muito para começar as primeiras proibições ao longo do mundo. Nos EUA, a agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) retirou por completo a dipirona do mercado em 1977.

Em seguida, outros países seguiram o mesmo caminho, do qual foram incluídos Japão, Reino Unido e boa parte das nações pertencentes à União Europeia. Contudo, outras contraprovas surgiram ao longo dos anos. Um bem importante é o Estudo Boston, que mostrou resultados que, a cada 1 milhão de indivíduos que tomaram a dipirona, somente 1,1 teve alguma variação para agranulocitose.

Em contrapartida, alguns países que resolveram voltar atrás com a proibição, detectou uma grande quantidade de pessoas que desenvolveram alterações sanguíneas após o uso da dipirona.

Informações Bahia.ba


O mês de outubro também é conhecido como *Outubro Verde* por suas ações voltadas para uma doença que, se não diagnosticada e tratada a tempo, pode prejudicar a vida de homens, mulheres, fetos e bebês ainda em formação. A *sífilis* é uma infecção bacteriana que é transmitida por meio de relação sexual e, na Bahia, só em 2023, segundo dados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), mais de *6.400 casos* foram notificados de janeiro a agosto. Em *Feira de Santana*, houve uma redução no *número de casos de 407 para 256 de janeiro a setembro de 2022*, quando comparado ao *mesmo período de 2023*, conforme a Vigilância Epidemiológica do Município. Em relação à sífilis congênita, a queda foi ainda maior, de 150 casos para 42.

De acordo com o cirurgião urologista, Eduardo Cerqueira, esse é um dado muito importante e mostra um impacto positivo nas ações de prevenção nos postos, a própria distribuição de preservativos e campanhas de conscientização por parte dos médicos e demais profissionais de saúde. Porém, o especialista alerta para o risco que existe do aumento de casos da sífilis latente, ou seja, os casos, muitas vezes não são notificados pelo fato de o paciente, na maioria das vezes, ser assintomático, ou seja, não sabe que tem a doença. Nessas situações, o homem, se infectado com a sífilis latente, tendo relações sem proteção, contaminará a parceira ou parceiro. E, caso a parceira esteja gestante, esta pode sim, passar a doença para o feto. 

“A recomendação que fazemos é realizar seus exames uma vez por ano, pois, se detectada a doença, o tratamento tem eficácia muito grande, o paciente não sente nada e pode ser tratado no posto de saúde”, orientou, acrescentando que a sífilis pode apresentar consequências severas na gestação, por isso, esse parceiro precisa ser responsável, pois há tanto a possibilidade de a criança nascer prematuramente ou sem vida ou esta mãe passar por um aborto. Quando não tratada ou tratada inadequadamente, há ainda a possibilidade de a doença deixar sequelas no sistema nervoso e cardiovascular desse bebê. “Portanto, comemoramos os números notificados, mas é preciso intensificar a campanha e falar da importância dos exames anuais e do sexo responsável”, frisou, Dr. Eduardo Cerqueira.

No consultório do cirurgião urologista Eduardo Cerqueira, a maioria dos casos que chegam de Sífilis é de um público maduro: homens a partir de 40 anos. Mas, o especialista comunga da ideia de que os homens mais jovens ainda precisam se conscientizar da necessidade da visita periódica ao consultório de um profissional de urologia para um trabalho preventivo, assim como as jovens são educadas para tal na ginecologia. Esta observação se faz necessária, pois, conforme os números apresentados pela enfermeira Larissa de Jesus Gonçalves, responsável pela referência técnica de Sífilis da Vigilância Epidemiológica de Feira, e pelo próprio especialista, a *faixa etária* de maior índice de contaminação está entre os *jovens de 14 a 16 anos, até 40 anos.*

O grande problema é que muitos desses jovens que não vivenciaram o temor de casos graves da AIDS, por exemplo, são pessoas que vivenciam uma prática de atividade sexual com menos proteção. Há uma facilidade de contraceptivos, porém, as pessoas esquecem de que o cuidado não é apenas com a gravidez não planejada, mas também com as infecções sexualmente transmissíveis. Esse é o grande risco da sífilis latente. As pessoas não se vêem doentes e continuam uma vida sexual normalmente e sem preservativo. Além da *sífilis latente* e da *sífilis congênita*, apontada como uma das mais preocupantes, o especialista diz que existem ainda a *sífilis primária*, em cujo quadro agudo o paciente apresenta uma lesão que geralmente cicatriza e some, e a *sífilis secundária*, a qual apresenta uma maior quantidade de lesões espalhadas pelo corpo. A *latente* somente é detectada com o exame.

Ainda conforme os dados epidemiológicos de sífilis de *Feira de Santana*, em todo o ano de *2022* foram registrados *573 casos de sífilis adquirida*, *302, de sífilis em gestante*; e *188 casos de sífilis congênita*.  No período de janeiro a setembro de 2022, os casos de sífilis adquirida somaram 407;  sífilis em gestante: 213 casos e sífilis congênita: 150 casos. Este ano, até o mês passado, foram registrados,  256 casos da sífilis adquirida, 116, da sífilis em gestante e apenas 42 da sífilis congênita. “Comemoremos sim, mas utilizemos essa campanha e todos o restante do ano para alertar para a necessidade da prevenção e, principalmente para o diagnóstico precoce e a busca pelo tratamento. Não podemos brincar com a sífilis. A  latente é invisível aos nossos olhos e congênita pode trazer sérios riscos a uma futura vida”, salientou Dr. Eduardo Cerqueira.
                                                         Por *Adriana Matos – AMA Comunicação Integrada                                          


Carboidrato à noite engorda? Como manter uma alimentação saudável

Foto: casanisa / stock.adobe.com

É comum começar o dia com foco e fazendoboas escolhas alimentares. Você vai bem no café da manhã e no almoço, mas aí,no final do dia, tudo desanda. Além de estratégias nutricionais inadequadas, existemfatores emocionaisassociados a esse comportamento.

As escolhas de alimentos ao longo do dia, o número de refeições realizadas, a ingestão de água, aprática de atividade físicae o sono de qualidade são alguns exemplos do que pode interferir. 

Além disso, existem muitosmitos sobre alimentação à noite. Você já deve ter escutado alguma vez que, para ter uma rotina alimentar saudável, é necessárioevitar carboidratos na janta, por exemplo. Será que é verdade? 

Satisfação e saciedade

Cortar carboidratos do jantar, além de ser desnecessário, pode ter o efeito contrário do que você gostaria.O primeiro ponto é que a maioria das pessoas adora os alimentos ricos em carboidratos —e comer o que se gosta traz algo fundamental para a alimentação: satisfação. 

Você pode não ter se dado conta disso ainda, mas existe uma diferença entre estar saciado e estar satisfeito. Para uma rotina alimentar saudável, é preciso encontrar os dois, principalmente à noite, quando você já está cansado, provavelmente menos motivado do que quando acordou, muitas vezes com mais fome, etc. 

Você pode sentir-se saciado comendo apenas proteínas e gorduras no jantar, por exemplo, mas não significa que você esteja satisfeito. Isso acaba gerando aquele sentimento muito comum de estar com o estômago cheio, mas ainda ficar com vontade de comer mais alguma coisa.Ou seja, os carboidratos podem estar no seu jantar, desde que na quantidade correta para você. 

Organização é fundamental

A organização não é opcional, e sim obrigatória se você está buscando uma vida mais saudável e com boas escolhas alimentares. Chegar ao final do dia cansado da jornada de trabalho e perceber que precisa pensar qual será o jantar, cozinhar e ainda lavar a louça: chances grandes de que você recorra ao delivery, acertei? 

A janta precisa estar no planejamento do dia, assim como todas as outras refeições. Se você não planejar e executar quando estiver disposto e motivado, o que garante que fará isso ao final do dia, quando já está esgotado? 

Se o horário que você prefere cozinhar é à noite, sem problemas. Mas lembre-se de já ter organizado o que será feito e garanta que tenha todos os ingredientes necessários em casa. Ter opções no congelador é uma ótima opção, já que economiza tempo e louça. 

Comer com atenção plena

Se você ignorar as refeições intermediárias ao longo do dia, é provável que, ao finalizar as atividades diárias, sua atenção irá se voltar exclusivamente para a fome. Sabe quando você chega ao final do dia e começa a beliscar tudo que vê pela frente antes de realmente jantar? Esse comportamento é muito comum e, muitas vezes, não é possível mensurar quanto se consumiu nessas “beliscadas”. 

Quando você belisca a comida, também é difícil perceber os sinais de saciedade, o que acaba fazendo você comer mais do que seu corpo realmente precisa.Tire pausas para fazer lanches intermediários ao longo do dia, coma com atenção, identificando os elementos da refeição, percebendo texturas, sabores, cores, como você se sente antes, durante e após. 

Hormônio da fome

É muito fácil fazer restrição alimentar no início do dia: você não come quase nada no café da manhã, almoça somente frango com salada, à tarde está tão envolvido no trabalho que esquece de lanchar. O resultado:uma fome estrondosa no final do dia. 

Além disso, se você está constantemente estressado, ansioso ou dorme mal, isso pode causaralterações hormonais que levam ao aumento da grelina, o hormônio da fome. Ter uma alimentação equilibrada e com alimentos ricos em fibra e proteínas ao longo do dia ajuda a manter os níveis de grelina controlados. Também é importante identificar se o que você sente nesse horário é realmente fome ou apenas vontade de comer — já que é quando você desacelera.

Informações TBN


Na manhã desta quarta-feira (11), no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, estudantes de enfermagem desenvolveram uma iniciativa para orientar a população feminina sobre os riscos do câncer de mama. Distribuindo cartilhas informativas e panfletos, os alunos abordaram temas relacionados aos direitos da mulher e aos exames cruciais para a detecção precoce da doença, direcionando suas atividades principalmente aos pacientes do ambulatório de especialidades. A programação faz parte da campanha Outubro Rosa.

A presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, elogiou a ação dos estudantes, destacando a importância de promover o diálogo entre pacientes e profissionais de saúde. Ela ressaltou a relevância do autoexame como uma abordagem inicial para a prevenção, considerando o câncer de mama como uma das principais causas de morte entre as mulheres no país.

“É uma orientação que facilita o diálogo entre a paciente e os profissionais de saúde, informando sobretudo dos riscos do câncer que mais mata as mulheres no país, e fazer o autoexame é uma forma fácil de começar a prevenção”, enfatizou Gilberte Lucas.

Rainara Ramos, estudante de enfermagem que realiza estágio no Hospital da Mulher, enfatizou a importância da detecção precoce para o sucesso do tratamento. Ela compartilhou sua perspectiva sobre a relevância do autoexame como uma prática inicial para descobrir possíveis nódulos. “A detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento”, observa.

Elane Brito, outra estudante de enfermagem envolvida na iniciativa, destacou a existência de mitos em torno do câncer de mama que podem impedir que as mulheres busquem atendimento médico. Ela esclareceu que nem toda dor na mama é indicativa de câncer, citando a mastite como um exemplo de infecção na glândula mamária que muitas mulheres desconhecem.

“A detecção precoce do nódulo é crucial, mas nem todos os nódulos mamários são tumores malignos. O que precisamos fazer é encorajá-las a fazer o auto-exame e a mamografia”, enfatizou.

Mizael Souza, professor de enfermagem, ressaltou que os estudantes são supervisionados durante seis horas no Hospital da Mulher, como parte de uma ação direcionada para fortalecer a Campanha Outubro Rosa. A campanha não apenas aborda a prevenção precoce do câncer de mama, mas também destaca a importância de uma mudança saudável de vida para as mulheres.

“Para os nossos estudantes, falar com pacientes sobre esses cuidados com a saúde é prepará-los para o dia a dia desses profissionais no atendimento ambulatorial. A recomendação é que as mulheres realizem a mamografia anualmente a partir dos 40 anos, mas algumas medidas devem ser adotadas imediatamente, como a mudança saudável de vida, com alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas”, reiterou o supervisor de estágios.