O Brasil alcançou, nesta segunda-feira (29/4), a marca de 4.127.571 de casos prováveis de dengue em 2024. A informação consta na mais recente atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses, abastecido com base em dados do Ministério da Saúde.
No total, são 1.937 mortos pela doença. Esta é a maior quantidade de óbitos confirmados desde o início da série histórica no país, em 2000. O número supera, inclusive, o recorde registrado em todo o ano de 2023 (1.094 mortes).
Em relação ao número de casos, 2024 (4.127.571) já supera os dois anos que haviam registrado maior quantidade de infectados, até então: 2015, com 1.688.688 diagnósticos, e 2023, com 1.641.278.
São Paulo lidera o ranking de número de casos graves da doença (9.006), seguido por Minas Gerais (6.929) e Paraná (6.489).
Segundo o Ministério da Saúde, o alto volume de casos registrado neste ano tem relação com fatores como as mudanças climáticas e a circulação de mais de um sorotipo do vírus.
Laboratório farmacêutico é alvo de ação coletiva movida por dezenas de famílias no Reino Unido
AstraZeneca admitiu que vacina pode causar síndrome de trombose com trombocitopenia | Foto: Allison Sales/Futura Press/Estadão Conteúdo
Pela primeira vez, a AstraZeneca admitiu à Justiça que sua vacina contra a covid pode causar “efeito secundário mortal”. O laboratório farmacêutico é alvo de ação coletiva movida por dezenas de famílias que culpam a companhia por supostos efeitos colaterais que podem ter provocado “danos à saúde ou até mesmo a morte” de pacientes vacinados. As informações são do jornal britânico Daily Mail.
Os advogados que representam os familiares acreditam que alguns deles podem receber indenização de até £ 20 milhões (R$ 128 milhões).
Apesar de contestar as alegações, a AstraZeneca, com sede em Cambridge, no Reino Unido, reconheceu em um documento legal apresentado em fevereiro ao Tribunal Superior que a sua vacina pode, “em casos muito raros”, causar síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS)”.
A condição leva à formação de coágulos, o que provoca uma redução do número de plaquetas no sangue. As plaquetas ajudam o sangue a coagular. Uma vez que admitiu a reação, a AstraZeneca pode ter de indenizar cada caso, de acordo com o jornal inglês The Telegraph.
A notícia veio à tona poucos dias depois de a empresa informar que a receita no primeiro trimestre de 2024 foi de £ 10 bilhões (R$ 641 bilhões), o que representa um aumento de 19%.
Quem pede indenização
De acordo com o Daily Mail, um dos pacientes que buscam indenização por lesões relacionadas à vacina da AstraZeneca é o engenheiro de TI Jamie Scott. Ele teria ficado com uma lesão cerebral permanente após receber a vacina, em abril de 2021. Ele é pai de dois filhos, e não consegue trabalhar desde então.
Mais de 80 britânicos teriam morrido de complicações aparentemente ligadas à vacina da AstraZeneca| Foto: Reprodução/Pexels/Gustavo Fring
Este é um dos 51 processos apresentados no Tribunal Superior e que buscam ressarcimento por danos. Advogados que representam vítimas e famílias estão processando a AstraZeneca sob a Lei de Proteção ao Consumidor de 1987.
Cerca de 50 milhões de doses da vacina AstraZeneca foram distribuídas no Reino Unido no total. Dados oficiais mostram que mais de 80 britânicos teriam morrido por complicações de coágulos sanguíneos possivelmente ligados à vacina da AstraZeneca, segundo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido.
Como as autoridades de saúde não encomendaram mais doses, isso significa que a vacina foi praticamente retirada no Reino Unido.
A AstraZeneca diz que sua vacina é responsável por salvar cerca de 6 milhões de vidas em todo o mundo durante a pandemia de covid.
Usuários do Reddit acreditam que esses efeitos colaterais sexuais são consequência da baixa testosterona causada pelo medicamento Ozempic
O uso de Ozempic tem sido associado a uma série de efeitos colaterais, como o mau hálito, queda de cabelo e até ganho de peso após o abandono da medicação. Agora, os homens afirmam estar enfrentando disfunção erétil, conforme relatado em várias postagens do fórum online Reddit.
“Sou um homem de 39 anos e, até começar o Ozempic, não tinha problemas de disfunção erétil”, afirmou um suposto usuário. “Estou usando Ozempic há três meses. O nível de testosterona caiu muito rapidamente e estou em tratamento para consertar isso agora.”
A disfunção erétil ocorre quando um homem não consegue ter ou manter uma ereção firme o suficiente para a relação sexual
Outra pessoa escreveu: “Comecei a tomar Ozempic para diabetes tipo 2 há cerca de seis meses, aumentando minha dosagem a cada quatro semanas até atingir 1 mg. Nesse período, passei a achar quase impossível alcançar ou manter uma ereção.”
A evidência não é puramente anedótica. Embora os estudos sobre a ligação entre Ozempic e impotência sejam escassos, uma pesquisa de fevereiro deste ano descobriu que um em cada 75 homens relatou ter experimentado o sintoma de disfunção erótica.
Qual o motivo?
Alguns especialistas em saúde afirmam que o efeito colateral tem a ver com o fato do Ozempic ser um semiglutida. O medicamento pode potencialmente contribuir para a impotência devido aos seus efeitos no músculo liso vascular e no fluxo sanguíneo, de acordo com um estudo de 2021.
Vale citar que estudos já mostraram níveis decrescentes de testosterona – um fator importante na libido – devido à perda de peso causada pelo Ozempic.
Uma pesquisa, inclusive, revelou que o emagrecimento pode “reduzir a prevalência de níveis baixos de testosterona em homens de meia-idade com excesso de peso” em quase 50%.
Apesar dos relatos, ainda não tem nenhuma informação cientificamente comprovada acerca do efeito colateral sexual.
Sete de 11 estudos existentes revelaram algum efeito benéfico da prática
Foto: Visualhunt.com/CC BY
Um artigo publicado pelo site da BBC afirma que ejacular com frequência reduz o risco de desenvolvimento de câncer de próstata. O autor do texto é Daniel Kelly, professor de bioquímica na Universidade Sheffield Hallam.
Segundo ele, existem algumas evidências que respaldam esta ideia. De acordo com o estudioso, uma revisão recente que analisou todas as pesquisas médicas relevantes realizadas nos últimos 33 anos mostrou que sete dos 11 estudos revelaram algum efeito benéfico da frequência da ejaculação no risco de câncer de próstata.
“Embora os mecanismos por trás não sejam completamente compreendidos, estes estudos se encaixam na ideia de que a ejaculação pode reduzir o risco de câncer de próstata, ao diminuir a concentração de toxinas e estruturas semelhantes a cristais que podem se acumular na próstata e potencialmente causar tumores”, afirma Kelly.
“Da mesma forma, a ejaculação pode alterar a resposta imunológica na próstata, reduzindo a inflamação — fator de risco conhecido para o desenvolvimento de câncer — ou aumentando a defesa imunológica contra células tumorais.”
Ele explica que, alternativamente, ao reduzir a tensão psicológica, a ejaculação pode diminuir a atividade do sistema nervoso, o que impede que certas células da próstata se dividam muito rapidamente, aumentando a chance de se tornarem cancerígenas.
Conforme o pesquisador, a idade desempenha um papel nisso. “Muitas vezes, a frequência da ejaculação só era protetora nas idades de 20 a 29 anos, ou de 30 a 39 anos — e, às vezes, somente mais tarde (50 anos ou mais). E, na verdade, aumentava o risco entre os mais jovens (20 anos)”, afirma.
Outras vezes, assinala o professor, ejaculação na adolescência (quando a próstata ainda está se desenvolvendo e amadurecendo) apresentou o maior impacto no risco de câncer de próstata décadas mais tarde.
Mas qual a frequência?
Segundo Kelly, um estudo da Universidade de Harvard, nos EUA, mostrou que homens que ejaculavam 21 vezes ou mais por mês apresentavam um risco 31% menor de câncer de próstata em comparação com homens que relataram ejacular de quatro a sete vezes por mês ao longo da vida.
Descobertas semelhantes foram feitas na Austrália, onde o câncer de próstata apresentou 36% menos chance de ser diagnosticado antes dos 70 anos em homens que ejaculavam, em média, de cinco a sete vezes por semana, em comparação com homens que ejaculavam menos de duas a três vezes por semana.
Outras pesquisas têm uma visão muito mais modesta, sendo mais de quatro ejaculações por mês a frequência que proporciona efeitos protetores em algumas faixas etárias e pacientes.
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais diagnosticado entre os homens a nível mundial — seguido de perto pelo câncer de pulmão. No Brasil, a cada hora, oito homens recebem o diagnóstico da doença.
Como a próstata é um órgão reprodutivo cuja principal função é ajudar a produzir o sêmen — o fluido que transporta os espermatozoides na ejaculação —, os pesquisadores se perguntam há muito tempo sobre o efeito de fatores sexuais no risco de câncer de próstata.
A demência é uma condição debilitante que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, pesquisas recentes indicam que o trabalho, tanto cognitivo quanto físico, pode desempenhar um papel importante na prevenção dessa doença. Vamos explorar como o trabalho pode contribuir para manter nossa saúde cerebral:
Atividade Cognitiva:
Estimulação Mental: O envolvimento em atividades cognitivamente estimulantes, como leitura, escrita, jogos e visitas à biblioteca, está associado a um menor risco de demência. Um estudo realizado pela Rush University em Chicago descobriu que pessoas com altos níveis de atividade cognitiva desenvolveram Alzheimer, em média, cinco anos mais tarde do que aquelas com baixos níveis de atividade.
Criação de Reserva Cognitiva: Manter a mente ativa ao longo da vida pode criar uma “reserva cognitiva”. Isso significa que, mesmo que você tenha predisposição genética para a doença, a reserva cognitiva pode atrasar o início dos sintomas.
Atividade Física:
Exercício Regular: A prática regular de exercícios físicos está associada a benefícios cognitivos. O aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro, a redução do estresse e a melhoria da função cardiovascular podem ajudar a proteger contra a demência.
Manutenção da Saúde Geral: O trabalho físico ativo, como caminhar, nadar ou jardinagem, mantém o corpo saudável e, por consequência, o cérebro. A saúde cardiovascular e a circulação sanguínea adequada são essenciais para a função cerebral.
Socialização:
Rede Social Ativa: O trabalho muitas vezes envolve interações sociais. Manter uma rede social ativa, seja no trabalho ou fora dele, está associado a um menor risco de demência. A solidão e o isolamento social podem ser fatores de risco.
Rotina e Propósito:
Estrutura Diária: O trabalho proporciona uma rotina diária, o que é benéfico para o cérebro. Ter horários regulares e tarefas a cumprir ajuda a manter a mente ativa.
Senso de Propósito: O trabalho dá significado à vida e um senso de propósito. Ter objetivos e responsabilidades contribui para a saúde mental.
Equilíbrio e Moderação:
Evite o Excesso: Embora o trabalho seja benéfico, o excesso de estresse e longas jornadas podem ter efeitos negativos na saúde cerebral. O equilíbrio é essencial.
Em resumo, manter-se ativo mental e fisicamente, socializar, ter uma rotina e encontrar propósito no trabalho são estratégias importantes para prevenir a demência. Comece hoje, independentemente da sua idade, e colha os benefícios para a saúde cerebral a longo prazo.
Nos primeiros quatro meses de 2024, o Brasil registrou 158.382 casos prováveis de chikungunya e superou a marca do ano passado
O Brasil registrou 158.382 casos prováveis de chikungunya em 2024, segundo dados do Painel de Arboviroses, com informes diários de dengue, zika e chikungunya, do Ministério da Saúdeatualizado nessa sexta-feira (27/4). O número supera a taxa total de 2023, 158.061.
Apesar da alta nos registros da doença, o percentual não bateu o recorde da série histórica. O maior número de casos da doença foi detectado em 2016, com 277.882, seguido por 2017, com 185.593.
Até o momento, 80 mortes pela doença foram confirmadas desde janeiro e 102 seguem em investigação. Durante todo ano passado, foram 122. De acordo com o Ministério da Saúde, o recorde de vidas perdidas pela chikungunya foi registrado em 2016, com 318.
Minas Gerais é a unidade da federação com a maior incidência da doença, com 486,5 casos para cada 100 mil habitantes. Seguido por Espírito Santo (206,8), Mato Grosso (181,2) e Mato Grosso do Sul (129).
Estar atento aos sinais e saber identificar as distinções é importante para um diagnóstico e tratamento precisos, pois, apesar do que se pensa, essas doenças são perigosas e podem matar boonchai wedmakawand/ Getty Images
Na dengue, os sinais e sintomas duram entre dois e sete dias. As complicações mais frequentes, além das já mencionadas, são dor abdominal, desidratação grave, problemas no fígado e neurológicos, além de dengue hemorrágica Uwe Krejci/ Getty Images
Além disso, dores atrás dos olhos e sangramentos nas mucosas, como a boca e o nariz, também podem acontecer em pacientes que contraem a dengue SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
Os sintomas da zika são iguais aos da dengue, só que a infecção não costuma ser tão severa e passa mais rápido. Há, no entanto, um complicador caso a pessoa infectada esteja grávida Sujata Jana / EyeEm/ Getty Images
Nestas situações, a doença pode prejudicar o bebê em formação causando microcefalia, alterações neurológicas e/ou síndrome de Guillain-Barré, no qual o sistema nervoso passa a atacar as células nervosas do próprio organismoDIGICOMPHOTO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
Já os sintomas da chikungunya duram até 15 dias e, segundo especialistas, provoca mais dores no corpo, entre as três doenças Peter Bannan/ Getty Images
Assim como a infecção pela zika, a chikungunya pode resultar em alterações neurológicas e síndrome de Guillain-Barré Joao Paulo Burini/ Getty Images
Apesar de não existirem tratamentos para as doenças, há medicamentos que podem aliviar os sintomas, bem como a indicação de repouso total. Além disso, aspirinas não devem ser utilizadas, pois podem piorar o quadro do paciente Milko/ Getty Images
Caso haja suspeita de infecção por qualquer um dos vírus, é importante ir ao hospital para identificar do que se trata e, assim, iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível FG Trade/ Getty Images
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Transmissão da doença
Assim como a dengue e zika, a chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A principal forma de prevenção das doenças é eliminar água armazenada que pode se tornar possíveis criadouros do mosquito, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas e piscinas sem uso ou em manutenção.
Os principais sintomas são:
Febre
Dores intensas nas articulações
Edema nas articulações
Dor nas costas
Dores musculares
Manchas vermelhas pelo corpo
Coceira na pele generalizada ou localizada nas palmas das mãos e plantas dos pés
Dor de cabeça
Dor atrás dos olhos
Conjuntivite não-purulenta
Em casos de suspeita da doença, a indicação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou posto de saúde mais próximo.
A inflamação atua como uma resposta natural do organismo em casos de infecções, lesões ou exposição a substâncias prejudiciais. Funciona como um aviso para que o corpo aja combatendo uma ameaça ou agente externo.
No entanto, às vezes, a ameaça nem existe e o corpo está trabalhando como se ela estivesse ali, em um estado permanente de alerta. Esse tipo de inflamação, que é chamada de crônica, costuma estar relacionada a hábitos de vida ruins, como consumo excessivo de ultraprocessados, sono desregulado, tabagismo e estresse contínuo. Reconhecer os sinais de uma inflamação crônica é importante para prevenir condições médicas mais graves.
O médico Gustavo Feil, especializado em longevidade, elenca os sintomas da inflamação:
– dores no corpo; – imunidade enfraquecida; – fadiga crônica; – insônia; – alterações de humor; – ansiedade; – depressão; – ganho de peso.
“É fundamental estar atento aos sinais, pois eles podem indicar desequilíbrios e problemas subjacentes que precisam ser abordados. Dores articulares, inchaço e problemas digestivos também são comuns em quadros de inflamação”, explica o especialista.
O endocrinologista Ricardo Barroso, que atua em São Paulo, ressalta que as pessoas não devem naturalizar as dores. Segundo ele, dores no corpo, musculares, articulares e de cabeça são sugestivas de inflamações, apesar de estarem presentes em outros quadros também.
“Essas sensações desconfortáveis podem ser causadas por marcadores inflamatórios. São substâncias geradas em uma região do corpo, que circulam, dando origem a vários sintomas. As citocinas inflamatórias podem alcançar até o sistema nervoso central, gerando alterações de humor, depressão e ansiedade”, exemplifica Barroso.
Para diagnosticar a inflamação no corpo e descobrir o que está provocando-a, os médicos costumam solicitar exames diversos, como hemograma completo, painel de coagulação, proteína C reativa, hemoglobina glicada, ferritina, VHS, colesterol total e fracionado, triglicerídeos e enzimas hepáticas, entre outros.
Como combater?
O médico explica que mudanças no estilo de vida conseguem prevenir inflamações crônicas. Alimentação, sono e gerenciamento do estresse são pilares para quem deseja uma vida saudável.
Além disso, é importante ter o acompanhamento de profissional qualificado, capaz de fazer uma abordagem sistêmica do organismo. “As inflamações demandam uma compreensão do todo para que sejam controladas, é um trabalho voltado a longevidade e bem-estar”, afirma o especialista.
Mudanças no metabolismo provocam perda de massa muscular na terceira idade. Suplementos são aliados para reverter o quadro
Um dos efeitos do envelhecimento é a perda de força e massa muscular. Conforme os anos avançam, as células do tecido musculoesquelético não respondem da mesma forma aos estímulos, o fenômeno é chamado de sarcopenia.
A sarcopenia leva à redução da mobilidade e da autonomia de idosos e afeta, aproximadamente, metade das pessoas acima de 80 anos. Entretanto, a condição pode ser prevenida, garantindo um envelhecimento mais saudável.
Dieta pode combater a sarcopenia
Os especialistas explicam que quanto antes os cuidados forem iniciados, melhor. A perda de massa muscular começa por volta dos 50 anos, então é fundamental organizar a alimentação e o treino físico para o ganho de massa muscular.
A alimentação deve priorizar alimentos ricos em proteínas. Enquanto adultos devem comer cerca de 0,8 gramas de proteína por quilo de peso, os idosos devem ingerir diariamente 1,2 gramas de proteínas por quilo para evitar o aparecimento da sarcopenia.
Ou seja, enquanto um adulto de 60 quilos deve comer ao menos 48 gramas de proteína ao dia, no caso de idosos a ingesta recomendada é de 72 gramas diárias.
“Para ilustrar, é bom lembrar que um ovo tem 6 g de proteínas”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. “Por isso os suplementos proteicos são indicados, especialmente nos casos em que já se nota uma perda de massa muscular no idoso”, afirma.
Confira os melhores suplementos para evitar perda muscular:
Whey protein
O uso de whey protein, suplemento concentrado produzido a partir do leite ou da soja, é um dos maiores aliados para manter bons níveis de ingestão de proteínas.
Cada scoop do produto pode oferecer até 30 gramas de proteína, ajudando tanto a reduzir o risco de sarcopenia como a promover recuperação de massa muscular. “A proteína deve ser consumida em todas as refeições para que o idoso consiga ter os nutrientes necessários para a recuperação da massa muscular”, indica a nutróloga. O recomendado é ingerir de 20 a 40 g de whey ao dia.
Creatina
A creatina é um grupo de aminoácidos que fornece energia rápida aos músculos, ajudando na hipertrofia, ou seja, no ganho de massa ou na recuperação dela.
Também é uma boa aliada para pessoas preocupadas em prevenir a perda de massa magra. A creatina tem indicação de consumo diário de 0,3 gramas por quilo de peso uma vez ao dia para combater a sarcopenia, devendo ser especialmente utilizada quando combinada a um treinamento físico de resistência, como a musculação.
Cálcio e vitamina D
Para reverter a sarcopenia, outros suplementos que podem ser usados são o cálcio e a vitamina D. Ambos desempenham um papel na construção de massa muscular, melhorando a síntese das proteínas obtidas na alimentação. Uma dose diária de 1,2 a 1,5 gramas de cada um destes minerais, dependendo da alimentação e dos hábitos individuais, pode combater a sarcopenia.
Colágeno
Embora as evidências científicas dos benefícios do colágeno sejam mais recentes que dos demais suplementos, trabalhos de 2022 para cámostram que é possível conseguir recuperação muscular a partir do uso desse componente, já que a falta de colágeno pode causar um maior desgaste de articulações e, consequentemente, da musculatura.
Para a nutricionista Alessandra Feltre, da empresa de suplementos Puravida, a ingestão combinada de colágeno com proteína e creatina potencializa os benefícios para idosos.
“A grande variedade de suplementos no mercado pode gerar uma certa confusão sobre as indicações de uso, por isso sempre recomendo que o paciente procure ajuda especializada para esclarecer todas as dúvidas e a melhor forma de suplementar. Em alguns casos, a reposição pode ser feita por alimentação e, em outros, com suplementos com insumos que realmente tragam benefícios para o corpo”, indica.
Ao contrário do que ocorre na síndrome de burnout, em vez de colapsarem, as pessoas com burnon continuam a correr em suas “rodas de hamster”, o que pode causar depressão crônica por exaustão.
O termo burnon foi criado pelos psicólogos Timo Schiele e Bert te Wildt, da clínica psicossomática em Kloster Dießen, próximo a Munique, que oferece tratamento a pacientes com síndrome de burnout. — Foto: Divulgação
Muitas pessoas parecem estar constantemente eletrificadas. Elas são apaixonadas por suas profissões; seus celulares são suas companhias constantes e elas sempre podem ser encontradas, à noite ou nos finais de semana.
Elas gostam do trabalho, embora seus afazeres continuem acumulando cada vez mais. De um lado, os prazos; de outro, os problemas. Isso tudo além da família, crianças e amigos: eles querem tratar todos da maneira correta. Apesar desse ritmo frenético, ainda querem praticar esportes e comparecer a eventos.
Mas, permanecer o tempo todo “aceso” pode ser perigoso. O estresse constante, sem pausas reais, pode adoecer as pessoas. Essa sobrecarga crônica é descrita como um termo relativamente novo: burnon.
Diferenças entre burnon e burnout:
O termo burnon foi criado pelos psicólogos Timo Schiele e Bert te Wildt, da clínica psicossomática em Kloster Dießen, próximo a Munique, que oferece tratamento a pacientes com síndrome de burnout.
Os sintomas de burnout incluem exaustão, performance reduzida e cinismo – uma distância mental do trabalho.
No caso do burnon, os sintomas são diferentes, explica Timo Schiele à DW. “Ao contrário, as pessoas afetadas descrevem uma conexão demasiadamente próxima e entusiástica com seu trabalho, às vezes mais como uma super excitação. Isso fez com que surgisse a descrição da síndrome de burnon.
As pessoas afetadas possuem paixão pelo trabalho, mas o estresse constante gera tensões constantes. Muitos sofrem inicialmente de dores no pescoço, nas costas, dores de cabeça e bruxismo (ato de ranger os dentes).
A vida exaustiva em suas rodas de hamster os leva ao desespero. Eles perdem a esperança de melhorar suas condições, não conseguem mais se sentir felizes e questionam o sentido das coisas.
“Além das comorbidades psicológicas e doenças secundárias, como depressão, ansiedade ou vícios, também acreditamos que os afetados podem sofrer cada vez mais de fenômenos psicossomáticos, como pressão alta, e suas possíveis consequências”, diz, Schiele. A pressão sanguínea alta aumenta significativamente o risco de ataques cardíacos e derrames.
Causas mais comuns de burnon
Nossas vidas cotidianas estão cada vez mais frenéticas. O sucesso profissional e o reconhecimento social têm importância central. A competição intensa, as crises econômicas e os preços altos podem aumentar o estresse.
Até agora, existem mais dados sobre o burnout. A empresa alemã de seguros de saúde Provona registrou um aumento de 20% nos casos em 2023, em comparação com o ano anterior, sendo que um quinto dos trabalhadores teme adquirir a síndrome.
Qualquer pessoa que queira não apenas concluir vários afazeres em seu cotidiano frenético, mas também completá-los da melhor maneira possível, está especialmente propensa à síndrome de burnon. “Acreditamos que multas das pessoas afetadas possuem alto nível de motivação para realizar funções e se sentem mal ao cometer erros ou não fazer as coisas de maneira perfeita”.
Segundo Schiele, essas pessoas pensam ter uma capacidade de ação reduzida devido a determinadas restrições. “Com frequência, vemos pessoas que impõem muitas restrições a si mesmas, por exemplo, através do perfeccionismo.”
Para conseguir escapar da roda de hamster e da tensão crônica constante, é necessário, primeiramente, reconhecer o problema, diz o especialista.
“O primeiro passo no tratamento, como costuma ser o caso, é se tornar consciente do problema. As pessoas com síndrome de burnon com frequência aparentam estar funcionais, motivo pelo qual costumamos nos basear em relatos de familiares ou pessoas próximas. É também importante refletirmos sobre nossos próprios valores pessoais.”
Em particular quando as pessoas são apaixonadas pelo trabalho, elas tendem a negligenciar suas necessidades pessoais em meio ao cotidiano estressante.
“Se isso se torna uma condição permanente, ficamos cada vez mais insatisfeitos. Por isso, é importante parar para perguntar a si mesmo: ‘O quão importante para mim são as coisas com as quais preencho minha vida diária? Estou usando minha energia nas áreas adequadas para mim?’ Se a resposta for negativa, é porque está na hora de mudar algo e tentar ver quais espaços pequenos somos capazes de criar, interna e externamente. Este é, com frequência, um grande passo”, diz Schiele.
Como reduzir o estresse constante
O tipo de relaxamento que é bom para cada pessoa depende das preferências individuais. Podem ser caminhadas, meditação ou ioga. O fundamental é desacelerar a vida diária e se acalmar.
Também faz sentido buscar ajuda profissional, como cuidados terapêuticos ou médicos.
A importância de se dar nome à doença
O burnout é considerado já há algum tempo como uma doença da moda. Até hoje, nem o burnout ou o burnon foram definidos como doenças mentais autônomas, mesmo que seus graves impactos à saúde sejam reconhecidos.
Os sintomas possuem grande variação, o que dificulta classificar as síndromes de maneira uniformizada, como na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS), que também relaciona problemas mentais.
Ainda assim, a existência do termo burnon é de extrema importância para as pessoas afetadas para descrever seus sintomas, diz Schiele.
Encontrar a si mesmo em um fenômeno definido é um alívio bastante grande para muitas das pessoas atingidas, e um primeiro passo rumo a uma mudança. Essas pessoas sentem que não estão mais sozinhas. Eles podem ganhar esperança ao verem que há outras pessoas que também sofrem do mesmo mal.
Com as transições hormonais da idade, o consumo de nutrientes nobres se torna primordial para um envelhecimento saudável
Alguns alimentos possuem uma composição tão nobre no que diz respeito aos nutrientes que são chamados de “anti-idade”. Dessa forma, eles conferem benefícios contra o envelhecimento do organismo em todas as esferas — não apenas na pele, como em outros órgãos e tecidos.
A característica básica desses alimentos, responsável por essa vantagem, se deve à densidade de compostos antioxidantes presentes neles. O processo de envelhecimento ocorre pela oxidação celular, provocada pelos radicais livres. Os antioxidantes, por sua vez, neutralizam esses radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento precoce.
O consumo ao longo de uma vida ajuda na saúdee na prevenção de doenças. Contudo, após os 50 anos, com as transições hormonais e a desaceleração metabólica, o consumo de nutrientes nobres se torna primordial para um envelhecimento saudável.
O sono tem um papel fundamental para proporcionar um restauro físico e mental. A partir dele, as atividades cerebrais são reorganizadas e todo o funcionamento do corpo preparado para um novo dia
Segundo especialistas, a alimentação do ocidente é rica em alimentos pró-inflamatórios, que podem gerar sérios danos que culminam em doenças metabólicas e no envelhecimento precoce pangshukman / Getty Images
Algumas das alternativas para evitar o envelhecimento precoce, portanto, é manter uma dieta saudável. A ingestão de alimentos nutritivos pode favorecer a saúde do corpo e reduzir a inflamação d3sign/ Getty Images
Alimentos como mirtilos, chocolate amargo e espinafre são ricos em flavonoide, substância química que fornece benefícios à saúde. Além de saborosos, estes alimentos também são apontados como um dos que ajudam a prevenir rugas, pois têm efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes Roy Morsch/ Getty Images
Em contrapartida, carboidratos refinados, alimentos como carne vermelha e processada, ou aqueles ricos em açúcar são pró-inflamatórios e estão relacionados ao desenvolvimento de doenças cardiovascularesOwen Franken/ Getty Images
Introduzir na dieta vitamina E, C e D, ômega-3, cúrcuma, pré e probióticos, resveratrol, astaxantina e demais suplementação anti-inflamatória, com a devida orientação médica, pode ajudar carlosgaw/ Getty Images
Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, se exercitar ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida, controlar o peso e evitar o envelhecimento precoce Morsa Images/ Getty Images
Gerenciar os níveis de estresse também faz toda a diferença. Hormônios liberados em situação de estresse, quando repetidamente desencadeados, contribuem para a inflamação crônica. De acordo com especialistas, a prática de yoga e demais exercícios de relaxamento podem ajudar a acalmar o sistema nervosoJessie Casson/ Getty Images
Abandonar vícios como cigarro e alcoolismo, por exemplo, também ajuda a combater a inflamação e evitar problemas de saúde como o câncer de pulmão krisanapong detraphiphat/ Getty Images
E por último, mas não menos importante, dormir bem. Ter uma noite de sono tranquila representa metade do caminho para se adquirir uma boa qualidade de vida e evitar o envelhecimento precoce. Enquanto dormimos, o sistema imunológico produz substâncias protetoras que combatem a infecção, enquanto o sono ruim pode ser responsável por desencadear problemas como obesidade e quadros de demência Kilito Chan/ Getty Images
Alguns hábitos maléficos à saúde são capazes de estimular um processo denominado inflammaging: tipo de inflamação que não dá sinais, mas acelera o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças Dimitri Otis/ Getty Images
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Quando consumidos regularmente, além de proteger o organismo, esses alimentos irão ajudar na prevenção de processos inflamatórios. Vale pontuar que os chamados “anti-idade” funcionam, contanto que estejam incluídos dentro de um contexto maior, ou seja, com um plano alimentar saudável e a prática regular de atividade física.
Além disso, os hábitos de não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas também interferem diretamente na ação dos alimentos saudáveis. Uma vez que esses hábitos geram prejuízos à saúde, quando em um contexto saudável, os alimentos em questão nos permitem envelhecer da melhor forma possível, por meio de um processo fisiológico, e não acelerado por substâncias tóxicas.
Diante disso, os alimentos que podem ser bons aliados são:
Fontes de vitamina A:
Cenoura, manga, cuscuz, mamão, goiaba vermelha e outros alimentos alaranjados e vegetais verde-escuros. Ricos em carotenóides, além de antioxidantes, ainda fortalecem o sistema imunológico.
Vitamina E:
Poderosa antioxidante, ela auxilia na proteção das membranas celulares. Está presente em alimentos fontes de gorduras como amêndoa, avelã, amendoim, castanha do pará, ovo e abacate.
Vitamina C:
Essa vitamina é uma excelente aliada da produção de colágeno, mas também protege contra os efeitos nocivos dos raios solares. A vitamina C está amplamente presente em frutas cítricas como limão, acerola, abacaxi, kiwi, couve-flor e outros.
Além desses nutrientes, vale a inclusão de alimentos fontes de zinco, como carnes, amendoim, peixes e frutos do mar. Também o selênio, presente nas castanhas, principalmente a castanha-do-pará, ovos, peixes e frutos do mar e, por fim, o ômega-3, presente nos peixes como salmão, atum e sardinha e grãos como linhaça e chia.