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Existem alguns casos específicos em que a chia, se ingerida em excesso, pode fazer mal ao organismo; entenda

Foto colorida de três tigelas com chia, linhaça e aveia

Existe uma semente que roubou a cena no mundo “fit” recentemente: a de chia. O grãozinho de cor marrom é um item presente nas compras daqueles que buscam por melhorar o bem-estar e dar uma forcinha no emagrecimento, em uma prova clara de que tamanho, definitivamente, não é documento.

Embora faça muito bem à saúde cardíaca e ao intestino, entre outros benefícios, ela não é indicada para um grupo específico de pessoas.

Quem sofre com hipertensão precisa tomar certos cuidados ao ingerir o ingrediente. Isso porque a ingestão excessiva de semente de chia pode reduzir a pressão arterial e, por consequência, diminuir o efeito dos medicamentos.

As propriedades do alimento podem afetar os níveis de pressão arterial, por isso, recomenda-se, além da consulta com um especialista, a moderação no consumo regular.

Além disso, pessoas que utilizam medicações anticoagulantes também devem ter muita cautela. As sementes de chia aumentam o risco de hemorragia ou sangramento, devendo ser evitadas por quem utiliza esses tipos de remédios.

Insistir no consumo da chia pode, até mesmo, interferir na ação desses medicamentos, aumentando os riscos de complicações.

Já para os indivíduos alérgicos a nozes ou castanhas, o consumo também deve ser evitado. Reações alérgicas podem ser agravadas. É fundamental, antes de fazer qualquer mudança na dieta, procurar um médico e nutricionista.

Informações Metrópoles


Estudo de cientistas de universidade de Amsterdã analisou dados de 47 países

estados unidos janssen vacina contra a covid-19 - anvisa - bronquiolite
Cientistas de universidade de Amsterdã constaram aumento 3 milhões de mortes em excesso desde 2020 | Foto: Reprodução/Freepik

Pesquisadores da Vrije Universiteit, em Amsterdã, sugerem que as vacinas contra a covid-19 podem ter contribuído para o aumento das mortes em excesso desde a pandemia. O estudo analisou dados de 47 países ocidentais e encontrou mais de 3 milhões de mortes em excesso desde 2020, informou o jornal britânico The Telegraph nesta terça-feira, 4.

Os pesquisadores destacaram que os números “sem precedentes” levantam “sérias preocupações” e pedem aos governos que façam uma investigação completa das causas subjacentes, incluindo possíveis danos das vacinas. 

Os autores do estudo publicaram o artigo no renomado periódico internacional de saúde pública BMJ Public Health e alertaram sobre a necessidade de investigar os efeitos adversos das vacinas: “Embora as vacinas contra a covid-19 tenham sido fornecidas para proteger os civis do sofrimento e da mortalidade pelo vírus covid-19, eventos adversos suspeitos também foram documentados”, escreveram. 

O excesso de mortes depois do início da vacinação

O estudo revelou que na Europa, EUA e Austrália houve mais de 1 milhão de mortes em excesso em 2020, no auge da pandemia. Em 2021, esse número aumentou para 1,2 milhão; no ano seguinte, para 800 mil em 2022. 

Os pesquisadores explicaram que esses números incluíam mortes por covid-19, bem como “efeitos indiretos das estratégias de saúde para conter a disseminação e a infecção do vírus”.

Os autores lembram que “tanto profissionais médicos quanto cidadãos relataram lesões graves e mortes depois da vacinação em vários bancos de dados oficiais no mundo ocidental”. 

No artigo, afirmaram: “Durante a pandemia, os políticos e a mídia enfatizaram diariamente que cada morte por covid-19 importava e que cada vida merecia proteção por meio de medidas de contenção e vacinas contra a covid-19. No pós-pandemia, o mesmo moral deve se aplicar.”

Efeitos colaterais das vacinas

No artigo, os cientistas afirmaram que efeitos colaterais relacionados à vacina contra a covid-19 incluíam acidente vascular cerebral isquêmico, síndrome coronariana aguda e hemorragia cerebral, doenças cardiovasculares, coagulação, hemorragias, eventos gastrointestinais e coagulação sanguínea. Pesquisadores alemães observaram que o início da mortalidade em excesso em 2021 coincidiu com a introdução das vacinas, o que exige investigação dos governos.

Contudo, dados recentes sobre efeitos colaterais não foram disponibilizados ao público, com os países mantendo seus próprios bancos de dados individuais de danos, que dependem do relato do público e de médicos, alertaram os especialistas, conforme o Telegraph.

Lockdowns e medidas de contenção durante a pandemia

Ilustração: Shutterstock

Gordon Wishart, diretor médico da Check4Cancer e professor visitante de cirurgia oncológica na Anglia Ruskin University, alertou repetidamente para o fato de que atrasos no diagnóstico de câncer levariam a mortes. “Foi previsto no início do período de lockdown que o acesso limitado aos cuidados de saúde para condições não relacionadas à covid levaria a atrasos no diagnóstico e no tratamento de condições críticas, como câncer, doenças cardíacas, diabetes e demência, e que isso resultaria em mortes em excesso dessas condições”, disse ao Telegraph.

Dados do serviço de saúde da Inglaterra, o NHS, mostram que a incidência de câncer por 100 mil pessoas era de 521 no ano pré-lockdown, caindo para 456 em 2020-2021, sugerindo que cerca de 45 mil casos de câncer foram perdidos no primeiro ano da pandemia. A taxa de incidência subiu para 540 por 100 mil no ano seguinte, revelando que muitos casos foram diagnosticados tardiamente, quando o tratamento seria menos eficaz.

Falando sobre o potencial de danos das vacinas, Wishart acrescentou: “Os autores estão corretos ao revelar que muitos eventos adversos graves relacionados às vacinas podem não ter sido relatados, e apontam o fato de que o início simultâneo da mortalidade em excesso e a vacinação contra a covid-19 na Alemanha merecem mais investigação por si sós”. 

Ele acrescentou que “o artigo levanta mais perguntas do que respostas”, mas “é difícil discordar da conclusão de que uma análise mais aprofundada é necessária para entender as causas subjacentes da mortalidade em excesso para melhor se preparar para o gerenciamento futuro de crises pandêmicas”.

Informações Revista Oeste


Eduardo Suplicy na praça onde realiza exercícios físicos diariamente
Eduardo Suplicy na praça onde realiza exercícios físicos diariamente  Imagem: Keiny Andrade/UOL

Não eram nem 7h da manhã de uma sexta-feira quando Eduardo Suplicy acordou. Tomou café e seguiu para a praça em frente à sua casa para fazer os exercícios físicos, em companhia de sua professora de ginástica. A rotina se repete três vezes por semana.

Naquele dia, a agenda seria extensa, sem hora definida para acabar. Mas ele ainda arranjou um tempo para receber a reportagem de VivaBem em sua casa, no Jardim Paulistano. “Cheguei no horário combinado, hein”, brincou Suplicy.

Aos 82 anos, o deputado estadual por São Paulo é um dos políticos mais famosos no país, além de ser um dos mais longevos, com 44 anos de vida pública. Em setembro de 2023, a notícia de que tinha sido diagnosticado com a doença de Parkinson chamou atenção —tanto quanto a opção de tratamento: com derivados da Cannabis sativa, a planta da maconha.

A descoberta da doença

Após diversos exames, foi em uma consulta com o médico geriatra, há pouco mais de um ano, que o político constatou que estava com Parkinson, mas em estado leve. Dali em diante, foram prescritas receitas de remédios tradicionais, com acompanhamento para definir as dosagens ideais.

Em paralelo, Suplicy passou a acompanhar mais de perto o trabalho da pesquisadora Cidinha Carvalho, mãe de Clárian, menina que tem síndrome de Dravet, e presidente da Cultive, associação sem fins lucrativos criada por e para pacientes e acompanhantes usuários da Cannabis terapêutica.

Cidinha foi a primeira mãe de São Paulo a ter o direito judicial de cultivar Cannabis. “Conheci a filha dela, até que me tornei amigo dela. Vi como a sua qualidade de vida tinha melhorado muito e também de como ela vinha também cuidando, através da associação, de muitas outras pessoas”, comenta Suplicy.

Eduardo Suplicy recebe a reportagem de VivaBem em sua casa
Eduardo Suplicy recebe a reportagem de VivaBem em sua casa Imagem: Keiny Andrade/UOL

Em julho passado, debaixo de um sol quente, Eduardo Suplicy conversou com especialistas, em meio a uma plantação de Cannabis com área de cerca de três campos de futebol. Vestindo uma camisa com os dizeres “Maconha medicinal, produto nacional, reparação social”, foi assim que ele conheceu a Associação Flor da Vida, em Franca (SP), onde pacientes com doenças crônicas ou síndromes raras, especialmente crianças, são medicados com Cannabis medicinal.

Na visita presencial, também falou com acompanhantes e familiares de pacientes beneficiados com o trabalho da organização. Ficou impressionado com a atuação e indicou que escreveria uma carta à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com seu relato do que viu e de como gostou das ações feitas ali —a agência é responsável por regulamentar e fiscalizar o uso da planta no país.

Cannabis no café, no almoço e no jantar

Pouco tempo depois da visita, o deputado começou a tomar as primeiras gotas de CBD (canabidiol), medicamento feito a partir da Cannabis sativa, inicialmente importado. “O primeiro óleo tinha uma cor diferente, porque era em doses da Cannabis medicinal infantil. Fui tomando pouco a pouco: cinco gotas por dia”, lembra.

Com o passar das semanas, a dosagem aumentou gradativamente. Mais recentemente, passou a tomar a versão para adultos. Na primeira semana, foram cinco gotas, três vezes ao dia. Depois, seis gotas, sete, oito e, então, passou a tomar nove gotas após cada refeição.

Eduardo Suplicy toma nove gotas de CBD (canabidiol) após cada refeição
Eduardo Suplicy toma nove gotas de CBD (canabidiol) após cada refeição Imagem: Keiny Andrade/UOL

Hoje tomando 27 gotas diárias, de manhã, após o café da manhã, depois do almoço e após jantar, Suplicy relata vários pontos positivos. Um deles tem a ver com as dores musculares que sentia na perna. “Sumiram”, resume.

Com o avançar da doença, tarefas simples e cotidianas para ele, como usar o celular, ler um livro e segurar um pronunciamento se tornaram um problema. O tremor nas mãos o impedia de ser certeiro no que desejava fazer, mas isso também acabou com o passar dos dias tomando o óleo.

Também passei a andar com maior firmeza, e eu faço isso, sempre fui um bom esportista.”

‘Todos me apoiaram’

Dentro de casa, as escolhas de tratamento foram bem acolhidas pelos familiares. O deputado cita um almoço antes de iniciar o tratamento com o CBD. Na mesa com os filhos e netos, ele anunciou a doença e que tornaria público seu tratamento com canabidiol.

Todos me apoiaram, disseram para contar com eles, que iam me acompanhar. Sempre me perguntam da saúde. Eu transmito a eles que, felizmente, estou melhorando.”

Para além dos mais próximos, Suplicy diz que o apoio chega por toda a parte, apesar de a Cannabisainda ser um tabu na sociedade. “As pessoas perguntam como está a minha saúde, eu conto o progresso que tenho tido”, pontua.

O deputado estadual Eduardo Suplicy
O deputado estadual Eduardo Suplicy Imagem: Keiny Andrade/UOL

No consultório

Responsável pelo tratamento do deputado, a neurologista Luana Oliveira faz parte do núcleo de Cannabis medicinal do Hospital Sírio Libanês. Há meses ciente do quadro clínico do paciente, ela explica que o Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo que afeta principalmente o controle do movimento.

Caracterizada pela perda progressiva de células nervosas na região do cérebro que produz dopamina, os sintomas típicos incluem tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e instabilidade postural. Embora sua causa exata não seja totalmente compreendida, fatores genéticos e ambientais parecem desempenhar um papel.

Hoje, no país, o tratamento com Cannabismedicinal não é parte dos métodos tradicionais. Na linguagem médica, o que Suplicy está submetido é conhecido como “off-label” (algo como “fora da bula”) e parte de pesquisa clínica. Na prática, é receitar um remédio já comercializado para uma função diferente da estipulada na bula e autorizada para comercialização.

“O que estamos fazendo não é substituir o tratamento tradicional do Parkinson, os medicamentos já aprovados, mas compor a terapia com a Cannabis para melhorar alguns sintomas dos pacientes” explica a médica. “Ao invés de eu usar um medicamento para dor, outro para ansiedade, outro para insônia, tenho a possibilidade, com a Cannabis medicinal, de usar o óleo para tratar os múltiplos sintomas”, completa.

Eduardo Suplicy
Eduardo Suplicy Imagem: Keiny Andrade/UOL

Nas primeiras visitas, Luana lembra que dores musculares e a falta de sono foram as principais queixas de Suplicy, algo que apresentou melhoras nos atendimentos seguintes. A questão dos tremores, da lentidão e da rigidez está na meta clínica, mas a pesquisadora indica que nem sempre isso é contido com as dosagens da Cannabis.

Para além de melhorar o quadro clínico do paciente, os resultados obtidos compõem uma pesquisa em andamento com a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), com o objetivo de entender as variações em cada paciente e como a Cannabis pode colaborar com o tratamento de algumas doenças degenerativas.

Viagens, palestras e cuidados

Nas palavras de Suplicy, dar conta da rotina legislativa intensa é um sinal de que o tratamento tem sido positivo. Sindicatos, congressos, escolas e universidades são locais onde suas palestras são sempre ouvidas, seja online ou de maneira presencial.

Após o diagnóstico, Suplicy diz que sua rotina não mudou, mas cuidados tiveram que ser adotados. Um exemplo foi em agosto do ano passado, quando foi convidado para participar de congresso internacional, na Coreia do Sul, mas para chegar ao destino final, passaria por Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde a Cannabis é proibida.

Com receios de ter problemas com isso, deixou de tomar a medicação. “Um advogado me disse que ele estava com um cliente que estava preso há algum tempo, uns dois anos, e condenado à prisão por 15 anos. Então fui para a Coreia do Sul sem tomar nada”, conta.

Uma semana depois da viagem, em solo brasileiro, voltou a tomar o óleo normalmente.

O futuro

Defensor dos direitos humanos e da Renda Básica da Cidadania, nos últimos meses, a causa da Cannabis medicinal, bem como o seu acesso às pessoas mais pobres, é mais uma bandeira do parlamentar.

“Procuro colaborar cada vez mais para que a legislação brasileira seja mais adequada para permitir que as pessoas mais pobres, nas áreas periféricas de nossas cidades ou no campo, possam ter acesso ao tratamento”, diz.

Antes do almoço, prestes a iniciar os trabalhos daquela tarde, Suplicy fez questão de lembrar um elogio que recebeu da professora de ginástica: “Ela me disse: ‘Você está muito bem, né?’ Eu estou com 82 anos. Daqui a pouco completo 83”, diz ele, que faz aniversário no dia 21 de junho.

Tenho mantido um diálogo com Deus, com os orixás, para ver se podem me garantir uma boa saúde, para que eu possa ver renda básica universal instituída, para valer, no Brasil.”

Eduardo Suplicy
Eduardo Suplicy Imagem: Keiny Andrade/UOL

Informações UOL


Dados constam em relatório da OMS

Mosquito (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay 

O Brasil concentra cerca de 82% de todos os registros de suspeita de dengue no mundo, em 2024. A informação consta no novo painel da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a doença.

O levantamento apontou que, até o dia 27, foram identificados 7,67 milhões de casos suspeitos da doença e 3,57 milhões de casos confirmados. Desses números, o Brasil registrou 6,3 milhões de suspeitas e 3,04 milhões de confirmações.

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De acordo com a OMS, 77,3% das 3.680 mortes globais por dengue e 82,3% dos 16.242 casos graves ocorreram no Brasil.

A entidade defende a importância de “uma vigilância robusta da dengue em tempo real”, bem como “intervenções eficazes de controle de vetores”.

A OMS destacou que alguns países não possuem mecanismos de diagnóstico da doença. Na Europa, nenhum caso foi registrado neste ano. As informações são da Oeste e do jornal O Dia.


Reprodução

Roer unhas, morder os lábios ou levar a caneta à boca são hábitos comuns em nossa rotina, mas é importante estar ciente de que eles podem ter consequências negativas para a saúde bucal. 

A Dra. Tatiana Guzzo, especialista em estética do Instituto Bibancos de Odontologia, alerta sobre os riscos desses comportamentos e como eles podem afetar a beleza do sorriso.

Aqui estão alguns hábitos que podem comprometer a saúde dos dentes:

  1. Roer unhas: Esse hábito desgasta a ponta dos dentes, tornando-os mais sensíveis. Além disso, pode levar à redução do tamanho dos dentes, afetando a estética.
  2. Colocar canetas na boca: Além de desgastar os dentes, o movimento contínuo de alavanca ao morder uma caneta pode causar o que chamamos de “mordida aberta”, onde os dentes superiores não se encaixam corretamente com os inferiores.
  3. Apertar ou morder os lábios: Essa prática pode machucar os lábios e também alterar a mastigação, a deglutição e a fala, deixando-os irritados e rachados.
  4. Chupar limão: O limão é extremamente ácido, e consumi-lo em excesso pode aumentar significativamente o risco de erosão no esmalte dos dentes e expor a dentina.
  5. Chupar balas de hortelã: Passar o dia todo com uma bala na boca, especialmente quando ela fica embaixo da língua, pode causar queimaduras na mucosa e lesões semelhantes a aftas.

Informações TBN


Pesquisadores apontaram vantagens do hábito de tomar suco de laranja diariamente após acompanharem 85 voluntários por 60 dias

Laranjas cortadas para fazer suco em uma tábua - Metrópoles

O suco de laranja é uma das bebidas preferidas dos brasileiros e costuma ser consumido logo pela manhã, acompanhado de café com leite e pão com manteiga. Além de trazer uma boa dose de vitamina C para o corpo, ele proporciona outros benefícios à saúde se consumida diariamente.

A Universidade de São Paulo (USP) tem realizado pesquisas sobre o assunto e a mais recente detalha os impactos do suco para a saúde intestinal. O trabalho está divulgado na edição de junho da revista Food Research International.

Segundo o trabalho, o suco de laranja é capaz de tornar a microbiota intestinal mais saudável quando ingerido diariamente. A flora intestinal está envolvida nos processos digestivos, é importante para a modulação do sistema imune e influencia o funcionamento do sistema nervoso central e do cérebro.

A pesquisa da USP foi realizada com 85 voluntários que tiveram de tomar meio litro de suco de laranja por dia durante 60 dias. Por meio de exames de urina realizados antes e depois da adição do suco na dieta, foi possível notar alterações significativas nos bioativos secretados pelo corpo, que sinalizaram os benefícios obtidos pelos voluntários.

Segundo a pesquisadora Camille Perella Coutinho, a quantidade de suco usada na investigação foi escolhida com base em estudos anteriores. “Nesta quantidade, temos uma boa concentração de bioativos que investigamos, principalmente a hesperidina e a narirutina. Realizamos exames a cada 30 dias para monitorar os efeitos, e não observamos quaisquer reações adversas”, afirma.

Garrafa com suco de laranja ao lado de uma laranja cortada - Metrópoles
Pesquisa analisou benefícios para a saúde

Benefícios do suco de laranja

O estudo apontou que as mudanças na microbiota protegeram o intestino contra potenciais inflamações, bem como aumentaram a capacidade do órgão de absorver nutrientes.

Um copo de suco de laranja equivale a cerca de 350 ml e possui aproximadamente 55 kcal, com uma pequena porção de proteínas e gorduras. Ele é uma fonte de vitamina C, folato e potássio.

“Apesar do alto teor calórico do suco de laranja, ele é uma matriz alimentar extremamente rica em vitaminas, carotenoides e flavonoides, componentes essenciais para a promoção da saúde”, completa Camille.

Em um estudo anterior, publicado em 2021 na Food and Function, os pesquisadores da USP mostraram que a ingestão diária de suco levou à redução da pressão arterial e do percentual de gordura corporal dos voluntários.

Informações Metrópoles


Cansaço é sintoma de falta de vitamina B12
Cansaço é sintoma de falta de vitamina B12 Imagem: iStock

vitamina B12 é essencial para a formação dos glóbulos vermelhos e a síntese de DNA, RNA e mielina (espécie de camada protetora dos neurônios). O micronutriente também é necessário para manter os nervos funcionando normalmente e prevenir a degeneração celular.

Em comparação a outras vitaminas do complexo B, a B12 tende a ser armazenada pelo organismo em maiores quantidades, mas isso não impede que sua falta ocorra em determinadas situações, resultando em sintomas como cansaço, formigamento de pés e mãos.

Por que alguns têm deficiência de vitamina B12

A falta desse micronutriente pode surgir principalmente pelo baixo consumo de alimentos de origem animal, que são as principais fontes de vitamina B12. Portanto, vegetarianos e veganos devem contar com a suplementação, além de fazer exames de sangue periódicos para acompanhar os níveis da substância no organismo.

Mas a carência também pode acontecer por uma deficiência no processo de absorção da vitamina pela digestão, uma vez que ela depende do fator intrínseco presente no estômago para que isso aconteça de maneira apropriada.

É o caso de pacientes idosos que sofrem com alguma atrofia da mucosa gástrica por conta do envelhecimento e daqueles que fazem uso de antibióticos e antiácidos —medicamentos que atrapalham a produção do fator intrínseco e, consequentemente, o processo de absorção.

Outras pessoas predispostas a terem a deficiência de vitamina B12 são aquelas que sofrem com algum tipo de doença crônica como o diabetes.

Pacientes HIV positivo que sofrem com a doença na forma ativa (Aids) também têm dificuldade na absorção de nutrientes e podem apresentar baixos níveis. Assim como aqueles com doenças inflamatórias intestinais como a doença de Crohn ou celíaca, que causam diarreias frequentes e alterações na mucosa. Pessoas que passaram por cirurgia bariátrica também podem apresentar a deficiência.

Impactos da falta de vitamina B12 no organismo

falta de vitamina B12 pode levar a um quadro chamado de anemia megaloblástica, na qual é observada a formação de hemácias gigantes (defeituosas) no sangue.

Quando o problema surge por uma deficiência na absorção pelo organismo e não pelo baixo consumo, recebe o nome de anemia perniciosa. Portanto, níveis baixos do nutriente impactam o transporte de oxigênio para as células do corpo, causando fadiga, cansaço e desânimo.

A falta também afeta a parte neurológica e, se mantida durante vários anos, a deficiência crônica de vitamina B12 pode gerar danos neurológicos como déficits de memória, disfunções cognitivas, demência e transtornos depressivos.

São comuns ainda o aparecimento de aftas, formigamentos, cãibras, ardência na língua, além de dor na barriga, queda de cabelo, perda de apetite e alterações no funcionamento intestinal, com períodos de prisão de ventre e outros de diarreia.

Alguns estudos ainda mostram uma relação da deficiência da vitamina B12 com maiores riscos de um AVC, justamente pelo fato de a falta do micronutriente aumentar o risco de neuropatias e doenças cardiovasculares.

Além disso, uma análise publicada no Journal of Bone and Mineral Research concluiu que a falta desse micronutriente pode ser um importante fator de risco para a osteoporose, uma vez que afeta a formação óssea.

Nas crianças, os baixos níveis de vitamina B12 impactam no crescimento, além de aumentarem riscos de problemas cardiovasculares e neurológicos, com danos cognitivos irreversíveis, uma vez que o cérebro delas está em desenvolvimento. Já as grávidas com deficiência do nutriente podem gerar bebês com problemas neurológicos, segundo estudo publicado no The Journal of Pediatrics.

Alimentos fontes de vitamina B12

Conheça quais são as maiores fontes de vitamina B12 e a quantidade do micronutriente em 100 g dos alimentos, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos:

Fonte: Cinthia Roman Monteiro, professora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo (SP); Renata de Oliveira Campos, nutricionista e doutora em processos interativos dos órgãos e sistemas pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), que atua como docente do curso de nutrição da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia); Cynthia Antonaccio, mestre em nutrição humana pela USP (Universidade de São Paulo) e CEO da Equilibrium Latam.

Informações UOL


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As injeções para emagrecer estão se tornando cada vez mais populares em todo o mundo. No entanto, sem a devida prescrição médica, essas injeções podem aumentar o risco de efeitos colaterais indesejados. Por isso, a nutricionista Emma Beckett listou três alimentos comuns que podem ser alternativas naturais aos medicamentos injetáveis: abacate, nozes e ovos.

Segundo Beckett, o consumo de alimentos ricos em “gorduras boas” pode estimular a produção de GLP-1 pelo corpo. Esse hormônio regula o apetite e promove a sensação de saciedade. Assim, esses alimentos se tornam uma opção potente para quem busca emagrecer, sem os efeitos adversos associados às injeções de semaglutida.

“Os nutrientes que desencadeiam a secreção de GLP-1 são macronutrientes. Existem evidências de que, ao escolher alimentos ricos nesses nutrientes, os níveis desse hormônio podem aumentar”, explicou a profissional em entrevista ao site Diabetes.co.uk.

Beckett enfatizou que seguir uma dieta saudável, rica em nutrientes que estimulam a produção de GLP-1, pode ajudar a saciar a fome e contribuir para a perda de peso. “Esses alimentos podem incluir gorduras benéficas, como abacate ou nozes, ou fontes de proteína magra, como ovos.”

É importante lembrar que medicamentos como Wegovy e Ozempic, comercializados para controlar o diabetes tipo 2, também ganharam popularidade como soluções rápidas para perda de peso. No entanto, o uso com fins estéticos deve ser feito com acompanhamento médico, pois pode apresentar riscos.

Informações TBN


FOTO DE JAAP ARRIENS, NURPHOTO, GETTY IMAGES

Após uma série de efeitos colaterais estranhos associados ao Ozempic, incluindo a criação do meme “cabeça de Ozempic”, o uso desse medicamento ganhou mais um possível evento adverso bizarro.

Usuários do remédio na Inglaterra relatam ter se tornado mais impulsivos após começarem a aplicá-lo. Alguns culpam o Ozempic pelo “desejo intenso” de participar de aventuras sexuais ou praticar jogos de azar. Esse comportamento imprudente foi até associado à vontade de pedir divórcio.

Um artigo publicado em 22 de maio no Quarterly Journal of Medicine, escrito pelo professor de medicina molecular Raymond Playford, da Universidade de West London, registrou esses casos e relacionou o uso do remédio a impactos na personalidade.

Playford sugere que remédios como o Ozempic, que replicam a ação do hormônio GLP-1 no organismo, podem resultar em alterações cognitivas na tomada de decisões dos usuários.

Mas como o Ozempic pode afetar o cérebro dos usuários?

Embora a pesquisa tenha sido apenas observacional, baseada nos relatos dos participantes a médicos, a explicação encontrada por Playford é que o remédio pode levar a um aumento de dopamina no cérebro, o hormônio da felicidade.

“As alterações metabólicas decorrentes do déficit calórico e da rápida perda de peso, combinadas com os efeitos diretos da droga na função cerebral, podem estar gerando impactos na tomada de decisões e aumentando o risco de distúrbios do controle dos impulsos”, sugere o texto.

Para o pesquisador, as farmacêuticas que desenvolveram drogas desse tipo, especialmente a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, e a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, deveriam investir em pesquisas para entender o impacto dessas drogas no equilíbrio cerebral.

Caso a impulsividade seja confirmada, Playford acredita que as fabricantes têm o dever de alertar os usuários sobre os impactos do uso. As advertências atuais se concentram principalmente em problemas de motilidade intestinal, como inchaço, náusea e refluxo ácido.

Embora estudos tenham sido conduzidos sobre o impacto do remédio na cognição, o especialista ressalta que eles se concentraram no curto prazo, durante as doses iniciais. Portanto, as alterações de personalidade a longo prazo podem ter sido ignoradas.

No ano passado, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) iniciou uma investigação sobre os remédios que simulam o GLP-1, devido a possíveis conexões com depressão grave, incluindo desejos de autolesão e suicídio. No entanto, a relação entre esses quadros ainda não foi confirmada.

Informações TBN


foto: Reprodução 

A sinusite é uma das doenças infecciosas das vias aéreas mais comuns. Embora pareça um problema simples, pode se agravar se não for tratada adequadamente, podendo até levar ao óbito, conforme alerta o otorrinolaringologista Fernão Bevilacqua, do Alfa Instituto de Comunicação e Audição.

Segundo o especialista, a sinusite mal tratada pode resultar em diversas complicações. “O paciente pode apresentar alteração olfatória, secreção e dor na face, que podem evoluir para uma celulite facial (infecção inflamatória no tecido subcutâneo)”, explica Bevilacqua.

Este quadro pode se agravar ainda mais, afetando os vasos profundos do crânio, responsáveis pela irrigação cerebral. “A infecção pode atravessar a lâmina papirácea que separa a órbita ocular, causando alterações visuais e até cegueira. Um caso de sinusite complicada é extremamente grave, requerendo atenção médica imediata, internação e antibióticos”, reforça o especialista em entrevista ao Terra.

Sinais de agravamento da sinusite

De acordo com Bevilacqua, alguns sintomas podem indicar que a sinusite está se agravando e exigem atenção médica urgente. Entre esses sintomas estão: febre alta, inchaço no rosto ou ao redor dos olhos, alteração na cor da pele na área dolorida da face e um cheiro ruim e persistente no nariz por mais de quatro dias.

Mesmo casos leves de sinusite merecem atenção para evitar complicações. “Portanto, se os sintomas leves não melhorarem com lavagem nasal, spray nasal ou outras medidas caseiras, é essencial procurar um médico para avaliação e evitar os quadros graves da doença”, orienta Bevilacqua

O especialista também destaca os riscos da automedicação, comum em doenças respiratórias como a sinusite. A automedicação pode mascarar sintomas de doenças graves, retardando a intervenção médica adequada.

“Usar tratamentos preventivos, como lavagem nasal, é aceitável. Para sintomas leves que não prejudicam a qualidade de vida, medicamentos sintomáticos podem ser usados no início da doença. No entanto, nunca se deve tomar antibióticos ou corticoides sem orientação médica, pois isso pode mascarar os sintomas e selecionar bactérias, complicando ainda mais o quadro”, esclarece o especialista.

Informações TBN

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