As injeções para emagrecer estão se tornando cada vez mais populares em todo o mundo. No entanto, sem a devida prescrição médica, essas injeções podem aumentar o risco de efeitos colaterais indesejados. Por isso, a nutricionista Emma Beckett listou três alimentos comuns que podem ser alternativas naturais aos medicamentos injetáveis: abacate, nozes e ovos.
Segundo Beckett, o consumo de alimentos ricos em “gorduras boas” pode estimular a produção de GLP-1 pelo corpo. Esse hormônio regula o apetite e promove a sensação de saciedade. Assim, esses alimentos se tornam uma opção potente para quem busca emagrecer, sem os efeitos adversos associados às injeções de semaglutida.
“Os nutrientes que desencadeiam a secreção de GLP-1 são macronutrientes. Existem evidências de que, ao escolher alimentos ricos nesses nutrientes, os níveis desse hormônio podem aumentar”, explicou a profissional em entrevista ao site Diabetes.co.uk.
Beckett enfatizou que seguir uma dieta saudável, rica em nutrientes que estimulam a produção de GLP-1, pode ajudar a saciar a fome e contribuir para a perda de peso. “Esses alimentos podem incluir gorduras benéficas, como abacate ou nozes, ou fontes de proteína magra, como ovos.”
É importante lembrar que medicamentos como Wegovy e Ozempic, comercializados para controlar o diabetes tipo 2, também ganharam popularidade como soluções rápidas para perda de peso. No entanto, o uso com fins estéticos deve ser feito com acompanhamento médico, pois pode apresentar riscos.
Após uma série de efeitos colaterais estranhos associados ao Ozempic, incluindo a criação do meme “cabeça de Ozempic”, o uso desse medicamento ganhou mais um possível evento adverso bizarro.
Usuários do remédio na Inglaterra relatam ter se tornado mais impulsivos após começarem a aplicá-lo. Alguns culpam o Ozempic pelo “desejo intenso” de participar de aventuras sexuais ou praticar jogos de azar. Esse comportamento imprudente foi até associado à vontade de pedir divórcio.
Um artigo publicado em 22 de maio no Quarterly Journal of Medicine, escrito pelo professor de medicina molecular Raymond Playford, da Universidade de West London, registrou esses casos e relacionou o uso do remédio a impactos na personalidade.
Playford sugere que remédios como o Ozempic, que replicam a ação do hormônio GLP-1 no organismo, podem resultar em alterações cognitivas na tomada de decisões dos usuários.
Mas como o Ozempic pode afetar o cérebro dos usuários?
Embora a pesquisa tenha sido apenas observacional, baseada nos relatos dos participantes a médicos, a explicação encontrada por Playford é que o remédio pode levar a um aumento de dopamina no cérebro, o hormônio da felicidade.
“As alterações metabólicas decorrentes do déficit calórico e da rápida perda de peso, combinadas com os efeitos diretos da droga na função cerebral, podem estar gerando impactos na tomada de decisões e aumentando o risco de distúrbios do controle dos impulsos”, sugere o texto.
Para o pesquisador, as farmacêuticas que desenvolveram drogas desse tipo, especialmente a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, e a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, deveriam investir em pesquisas para entender o impacto dessas drogas no equilíbrio cerebral.
Caso a impulsividade seja confirmada, Playford acredita que as fabricantes têm o dever de alertar os usuários sobre os impactos do uso. As advertências atuais se concentram principalmente em problemas de motilidade intestinal, como inchaço, náusea e refluxo ácido.
Embora estudos tenham sido conduzidos sobre o impacto do remédio na cognição, o especialista ressalta que eles se concentraram no curto prazo, durante as doses iniciais. Portanto, as alterações de personalidade a longo prazo podem ter sido ignoradas.
No ano passado, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) iniciou uma investigação sobre os remédios que simulam o GLP-1, devido a possíveis conexões com depressão grave, incluindo desejos de autolesão e suicídio. No entanto, a relação entre esses quadros ainda não foi confirmada.
A sinusite é uma das doenças infecciosas das vias aéreas mais comuns. Embora pareça um problema simples, pode se agravar se não for tratada adequadamente, podendo até levar ao óbito, conforme alerta o otorrinolaringologista Fernão Bevilacqua, do Alfa Instituto de Comunicação e Audição.
Segundo o especialista, a sinusite mal tratada pode resultar em diversas complicações. “O paciente pode apresentar alteração olfatória, secreção e dor na face, que podem evoluir para uma celulite facial (infecção inflamatória no tecido subcutâneo)”, explica Bevilacqua.
Este quadro pode se agravar ainda mais, afetando os vasos profundos do crânio, responsáveis pela irrigação cerebral. “A infecção pode atravessar a lâmina papirácea que separa a órbita ocular, causando alterações visuais e até cegueira. Um caso de sinusite complicada é extremamente grave, requerendo atenção médica imediata, internação e antibióticos”, reforça o especialista em entrevista ao Terra.
Sinais de agravamento da sinusite
De acordo com Bevilacqua, alguns sintomas podem indicar que a sinusite está se agravando e exigem atenção médica urgente. Entre esses sintomas estão: febre alta, inchaço no rosto ou ao redor dos olhos, alteração na cor da pele na área dolorida da face e um cheiro ruim e persistente no nariz por mais de quatro dias.
Mesmo casos leves de sinusite merecem atenção para evitar complicações. “Portanto, se os sintomas leves não melhorarem com lavagem nasal, spray nasal ou outras medidas caseiras, é essencial procurar um médico para avaliação e evitar os quadros graves da doença”, orienta Bevilacqua
O especialista também destaca os riscos da automedicação, comum em doenças respiratórias como a sinusite. A automedicação pode mascarar sintomas de doenças graves, retardando a intervenção médica adequada.
“Usar tratamentos preventivos, como lavagem nasal, é aceitável. Para sintomas leves que não prejudicam a qualidade de vida, medicamentos sintomáticos podem ser usados no início da doença. No entanto, nunca se deve tomar antibióticos ou corticoides sem orientação médica, pois isso pode mascarar os sintomas e selecionar bactérias, complicando ainda mais o quadro”, esclarece o especialista.
Um recente estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, revelou que tatuagens podem estar relacionadas ao aumento do risco de linfoma, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Embora essa descoberta seja significativa, a equipe científica ressalta que são necessárias mais investigações para compreender completamente essa possível associação.
O estudo abrangeu um total de 11.905 pessoas. Dentre elas, 2.938 indivíduos foram diagnosticados com linfoma entre as idades de 20 e 60 anos. No grupo de pacientes com linfoma, 21% haviam sido tatuados (um total de 289 indivíduos), enquanto no grupo controle, composto por 4.193 participantes, 18% tinham tatuagens, mas não apresentavam diagnóstico de linfoma (735 indivíduos).
Após ajustar para outros fatores relevantes, como tabagismo e idade, os pesquisadores constataram que o risco de desenvolver linfoma era 21% maior entre aqueles que possuíam tatuagens. É importante ressaltar que o linfoma é uma doença rara, e esses resultados se aplicam especificamente a esse grupo estudado. No entanto, a pesquisa ainda está em andamento, e os achados precisam ser confirmados e investigados mais detalhadamente.
Uma hipótese inicial do grupo de pesquisa liderado por Christel Nielsen era que o tamanho da tatuagem poderia influenciar o risco de linfoma. Eles especularam que tatuagens de corpo inteiro poderiam estar mais associadas ao câncer do que tatuagens menores, como uma simples borboleta no ombro. Surpreendentemente, a área total do corpo tatuada não demonstrou impacto significativo.
“Ainda não compreendemos completamente por que isso ocorre. Acreditamos que qualquer tatuagem, independentemente do tamanho, pode desencadear uma inflamação de baixo grau no corpo, que, por sua vez, pode estar relacionada ao desenvolvimento do câncer. O quadro é mais complexo do que inicialmente imaginávamos”, explica a pesquisadora.
Considerando que muitas pessoas fazem sua primeira tatuagem ainda jovens, ficando expostas à tinta por grande parte de suas vidas, a pesquisa apenas arranha a superfície dos efeitos a longo prazo das tatuagens na saúde.
O próximo passo para o grupo de pesquisa é analisar se existem associações entre tatuagens e outros tipos de câncer. Além disso, eles planejam investigar possíveis ligações com outras doenças inflamatórias.
Em conclusão, embora as pessoas continuem a expressar sua identidade por meio de tatuagens, é crucial que a sociedade assegure sua segurança. Para os indivíduos, é importante estar ciente de que tatuagens podem afetar a saúde e procurar orientação médica se surgirem sintomas relacionados às tatuagens.
Veja uma fruta que não pode ficar fora do cardápio em dietas que visam a hipertrofia, ou seja, o aumento da massa muscular
Muita gente entende a importância da ingestão de proteínas em dietas que visam a hipertrofia, ou seja, o aumento da massa muscular. Embora alimentos como laticínios e carnes sejam os mais lembrados nesse quesito, existem frutas, como a goiaba, que também podem ajudar na missão de te deixar mais forte e musculoso.
Cada xícara de goiaba contém cerca de 4,2 gramas de proteína. Além desse macronutriente, a frutinha de cor verde e interior vermelho ostenta bastante vitamina C, superando até a laranja. Ela ainda irá ajudar na saciedade e no bom funcionamento intestinal, devido à presença de fibras. Quanto às sementes, é válido considerá-las ao ingerir a fruta, já que elas podem ser ótimas aliadas de quem sofre com intestino preso.
Por isso, se está pensando em melhorar não apenas a composição corporal, como também a saúde, inclua a goiaba na sua lista do hortifruti.
Por que consumir proteínas?
As proteínas contam com uma série de funções no organismo, como regulação hormonal, defesa imunológica, regulação de processos celulares, reparação de tecidos, transporte de substâncias, saúde capilar, entre outros.
Por se tratar de um nutriente altamente demandado para funções biológicas do organismo, é de se esperar que a ingestão das proteínas em dietas para ganho de massa seja maior.
Ao praticar musculação, o organismo irá necessitar de uma quantidade maior de proteínas para que a construção do tecido ocorra de forma eficiente e, assim, ele aumente de volume.
Vale frisar que a quantidade de proteína irá variar de indivíduo para indivíduo, considerando fatores como condição de saúde e grau de atividade física.
As diretrizes costumam sugerir um consumo de 1,6 g a 2 g de proteína por quilo de peso diariamente par desportistas que pretendem melhorar a composição muscular.
Realizar refeições com bom teor do nutriente é fundamental para que essa necessidade seja alcançada ao final do dia. Por isso, o consumo de goiaba e de outros itens ricos na substância se mostra fundamental.
Alterações no estilo de vida podem ser a chave para aprimorar a saúde cognitiva em idosos com maior risco de Alzheimer, conforme revela o estudo Genetic Risk, Midlife Life’s Simple 7 and Incident Dementia in the Atherosclerosis Risk in Communities Study, conduzido nos Estados Unidos.
Hoje, as demências, incluindo o Alzheimer, são algumas das condições mais prevalentes entre os idosos. Globalmente, milhões de indivíduos sofrem de demência, e os tratamentos efetivos ainda são escassos. Segundo informações do Catraca Livre, para explorar como alterações no estilo de vida podem diminuir o risco de Alzheimer, os pesquisadores realizaram um treinamento individualizado com um grupo experimental de 82 pessoas.
O objetivo era estabelecer metas baseadas em fatores de risco e adaptar atividades para atender às habilidades, interesses e preferências de cada participante em programas de dieta, medicação, exercícios, sociais, psicológicos, de sono e educacionais.
O programa, com várias abordagens disponíveis, era dividido em três etapas, desde o registro de alimentos até rastreadores de condicionamento físico, chats de vídeo, voluntariado e prática de atenção plena.
Enquanto isso, outros 90 participantes do grupo de controle recebiam materiais educativos trimestralmente, que incluíam informações sobre os mesmos fatores de redução do risco de demência abordados pelo grupo experimental. Os voluntários, com idades entre 70 e 89 anos, apresentavam pelo menos dois dos oito fatores de risco para demência: sono insatisfatório, depressão, isolamento social, tabagismo, medicamentos prescritos associados ao declínio cognitivo, hipertensão, problemas físicos e inatividade.
Durante dois anos, o grupo experimental manteve suas atividades personalizadas, com o progresso sendo monitorado.
Após o período de observação, o grupo de tratamento apresentou melhorias nos testes cognitivos e fisiológicos, com um aumento de 74% em comparação com os participantes do grupo de controle. Além disso, a maioria dos participantes expressou um alto nível de satisfação com as intervenções.
No entanto, a equipe também destaca que existem desafios práticos na implementação de tais tratamentos nas comunidades em geral. Apesar disso, os resultados são vistos com otimismo, e os pesquisadores esperam que, no futuro, o tratamento das demências seja semelhante ao tratamento das doenças cardiovasculares, com uma combinação de redução de risco e medicamentos específicos.
Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, país tem mais de 5 milhões de casos prováveis. Estado de São Paulo concentra o maior número de óbitos.
O Aedes aegypti visto através de microscópio eletrônico na Fiocruz Pernambuco, no Recife. — Foto: AP Photo/Felipe Dana
O Brasil registrou 3 mil mortes confirmadas por dengue em 2024, o que equivale a pouco mais de 20 mortes por dia desde o começo do ano. No mesmo período do ano passado (até a semana 20), o país tinha 867 óbitos.
Este é o maior número desde o início da série histórica, em 2000. O recorde anterior de óbitos ocorreu em 2023, com 1.179. Já o terceiro ano com maior número foi 2022 com 1.053.
Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, o país registrou, nas primeiras vinte semanas deste ano, as seguintes taxas relativas à doença:
5.213.564 casos (marca inédita desde o início da série histórica, em 2000);
3 mil mortes confirmadas;
2.666 óbitos em investigação.
Em fevereiro, a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou que a estimativa do Ministério da Saúde era de que o país registrasse, neste ano, 4,2 milhões de casos. Mesmo antes do fim do 1º semestre, esse número já foi batido.
O estado de São Paulo concentra o maior número de mortes (805), seguido por Minas Gerais (519), Paraná (367) e Distrito Federal (365). Na outra ponta, Acre e Roraima não registraram nenhum óbito por dengue este ano.
Surto ativo ainda em junho
Dados do setor privado indicam que o atual impacto do surto vai continuar no mês de junho. Segundo análise do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com dados de cerca de 500 mil exames diagnósticos feitos entre maio de 2022 e maio de 2024 nos laboratórios Fleury, Hilab, HLAGyn, Hospital Israelita Albert Einstein e Sabin, a positividade de testes para dengue atingiu o patamar mais elevado dos últimos dois anos.
Positividade de testes de dengue — Foto: ITpS/Divulgação
O percentual de resultados positivos foi de 34,5% na Semana Epidemiológica 19, de 5 a 11 de maio. No mesmo período de 2023 a positividade estava em 26% e em 2022, 20,5%.
“Diante dos patamares recordes de positividade reportados, superiores a 35% em alguns estados brasileiros e em diferentes faixas etárias, os surtos de dengue que observamos hoje no país ainda serão motivo de atenção ao longo do mês de junho”, aponta o virologista Anderson Brito, pesquisador do ITpS.
Drauzio Varella fala dos sintomas, cuidados e sinais de alerta
Tipos de dengue no Brasil
A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses. O vírus é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — todos podem causar as diferentes formas da doença.
No último informe do Ministério da Saúde, três sorotipos estão com circulação simultânea no país, com mais ênfase para os sorotipos 1 e 2.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
Uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida. Isso ocorre porque ela pode ser infectada com aos quatro diferentes sorotipos do vírus. Uma vez exposta a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, ela passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.
Dengue: veja o que é a doença e quais são os seus sintomas — Foto: Arte g1/Dhara Assis
Gisele Bündchen, 43, confessa que nem sempre teve uma alimentação equilibrada, principalmente quando enfrentava um quadro de pânico e depressão durante a juventude. Por isso, recebeu um alerta médico.
Eu só comia porcaria, até os meus 23 anos. Comecei nessa jornada por causa dos meus problemas de saúde… Meu médico falou pra mim: Gisele, você quer viver? Você vai ter que mudar tudo o que está fazendo. ”Gisele Bündchen, entrevista para o Fantástico
Tomava café todo dia, fumava e bebia
A declaração faz parte de uma entrevista recente da modelo e empresária ao programa Fantástico, da Globo, sobre seu novo livro. Lançado em abril deste ano, em português e inglês, ele reúne aprendizados e receitas de Gisele (que já passou por diferentes dietas) para quem busca uma relação saudável com a comida.
À jornalista Renata Capucci, Gisele contou que tinha uma rotina nada regrada e não se preocupava com hábitos saudáveis. “Eu tomava café todo dia, começava a manhã com um café gigante. Eu fumava, na época. Bebia álcool toda noite — porque eu estava o dia inteiro tomando café, aí, chegava a noite […], eu bebia uma tacinha de vinho para conseguir descansar e desligar.”
Hoje, ela descarta fazer dietas restritivas — no passado, foi vegetariana e teve um período crudívoro — só comia alimento crus ou aquecidos em até 40ºC. “Eu acho que o nosso alimento tem que nos dar energia, não nos tirar energia […]. Eu não acredito em dietas. Eu acho que dieta é uma coisa que não é sustentável, não é uma coisa que você consegue manter durante muito tempo.”
Ela buscou entender de onde vem o alimento que está ingerindo. “Eu quero saber de onde vem a comida. Eu acho que essa é a primeira coisa, né? Acho que a gente ficou mais preocupado com a aparência do que com o valor nutritivo das coisas, e, pra mim, o valor nutritivo e a nossa saúde é a coisa mais importante.”
Alguns alimentos que Gisele consome:
Água com limão em jejum, uma mistura poderosa em termos nutricionais;
Muitos legumes e verduras orgânicos, em todas as refeições;
Frutas frescas (morangos, mirtilos, kiwi), ovos, abacate, pão sem glúten, chá de ervas, sopa, açaí, manteiga de coco. Aos finais de semana, panquecas de aveia;
Farinha branca e açúcar ela dispensa. Prefere grãos integrais, quinoa, milho, arroz integral, feijão e granola. Adoça o que precisa com mel, xarope de bordo, tâmaras;
Salmão selvagem e carnes mais magras, como pato e frango orgânicos.
Novo livro
Em “Nutrir: receitas simples para corpo e alma”, a modelo mostra receitas que usa no dia a dia e apresenta indicações para quem tem vontade de mudar a forma como se relaciona com a comida. Para Gisele, qualquer pessoa pode embarcar no caminho de uma alimentação melhor, uma vez que conseguiu ter sua própria virada de chave.
No livro, ela explica que comer bem é um hábito revolucionário, destacando que o paladar vai se adaptando a novos sabores. “O corpo é incrível, como o nosso paladar se transforma. Para quem comia batata frita, tudo frito […]. Tomava refrigerante, comia todos os doces que você imagina […]. Eu fazia tudo isso e não me sentia bem, estava sempre cansada.”
Um novo estudo, porém, mostra que medidas como vacinação e acesso a saneamento básico podem reduzir o número de mortes
Foto: Google Imagens
Anualmente, 7,7 milhões de pessoas morrem por causas atribuídas a infecções bacterianas. Dessas, 1,27 milhões são associadas a bactérias resistentes a antibióticos. Um novo estudo, porém, mostra que medidas como vacinação e acesso a saneamento básico podem reduzir cerca de 750 mil destas mortes.
A estimativa faz parte de um levantamento divulgado nesta quinta (23) na revista científica The Lancet, a mais renomada do meio médico. O número chama atenção para os casos de bactérias resistentes a antibióticos, problema presente em todo mundo, mas que afeta particularmente a parcela mais pobre dos países.
Ana Cristina Gales, professora da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e uma das autoras da série de estudos, explica que existem medidas relativamente simples que podem ser implementadas nos países para reduzir essas mortes.
Uma delas é a vacinação contra outros agentes infecciosos, que podem prevenir hospitalizações e impedir o prolongamento hospitalar —este, sim, associado a infecções bacterianas.
“Você vai ter uma pneumonia bacteriana como uma complicação da gripe e vai usar antibiótico. Então, se você se vacinar contra a gripe, a chance de ter gripe é menor e, consequentemente, terá menos pneumonias bacterianas como complicação desses casos e usará menos antibiótico”, explica.
As bactérias resistentes impactam milhares de pessoas. Embora todos estejam sujeitos a essas complicações, crianças, idosos e imunocomprometidos são os principais afetados. Nestes grupos, vacinação contra doenças respiratórias, como a gripe, causada pelo vírus influenza, e contra bactérias pneumocócicas, podem ser aliadas no combate a infecções.
De fato, algumas pessoas são mais atrativas para os pernilongos do que outras. Isso é explicado por um fator: os odores expelidos pelo corpo. Os insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) reconhecem o cheiro de suas “presas” por meio das antenas. A diferença de cheiros de cada um depende de diversos fatores. Veja a seguir.
Dióxido de carbono (CO2)
Os mosquitos, assim como outros insetos hematófagos, são atraídos pelo CO2 emitido durante a nossa respiração. Consequentemente, pessoas que exalam mais CO2 geralmente são mais atrativas. No entanto, não existem condições que façam uma pessoa exalar mais CO2 do que outras, então não dá para saber quem está mais em risco.
Suor e temperatura corporal
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Substâncias expelidas durante a transpiração, tais como ácido lático, ácido úrico e amônia, são atrativas para os mosquitos. Além disso, o aumento da temperatura corporal durante exercícios físicos também pode atrair mais pernilongos.
Bactérias presentes na pele
Um estudo demonstrou que pessoas com grande abundância e baixa diversidade de bactérias na pele são mais atrativas para os mosquitos.
Gestação
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As gestantes são bastantes atrativas para os mosquitos, simplesmente porque elas exalam mais CO2 e apresentam um aumento da temperatura corporal.
Fatores genéticos
Cientistas daEscola de Higiene e Medicina Tropical de Londres chegaram à conclusão de que os genes de cada pessoa têm forte influência no quanto as pessoas são picadas por mosquitos. A partir de testes em gêmeos univitelinos (que têm material genético idêntico) e bivitelinos (com genes divergentes), os pesquisadores encontraram uma nítida correlação quanto ao comportamento dos mosquitos: nos gêmeos idênticos, os insetos distribuíram suas picadas igualmente. Nos fraternos, tinham sempre um preferido.
Cheiro
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Pesquisadores concordam que os insetos escolhem suas vítimas baseados no cheiro do corpo.
Fator hereditário
Outro estudo, porém, argumenta que a atração aos mosquitos é tão hereditária quanto a altura ou a inteligência. Agora, novos experimentos precisam definir qual parte dos cromossomos determina o que os mosquitos mais gostam nas vítimas —e se de fato eles acham o sangue doce.
A melhor forma de se proteger
Embora uns sejam mais atraentes para insetos do que outros, de modo geral, ao identificar a presença desses animais ou estando em locais cuja proximidade com a natureza é maior (perto de parques, em praia, campo), cuidados devem ser tomados, ainda mais já tendo sido vítima ou sabendo como o organismo reage a um ataque.
Como “blindagem”, recomenda-se o uso de repelentes, mosquiteiros, telas e roupas compridas, principalmente sobre áreas em que uma única picada de inseto é capaz de gerar várias lesões semelhantes e espalhadas.
Velas “fumacê”, como as de citronela e nim (planta de origem asiática), são também boas alternativas para manter os pernilongos afastados.
Quanto ao uso de vitamina B1 (tiamina) via oral para exalar na pele um odor repelente, estudos mostraram que essa medida não é efetiva.
Com relação à maneira correta de se usar repelentes de corpo, a indicação de especialistas ouvidos por VivaBem é, se for usar hidratante ou filtro solar, o repelente é por último. Aplique na pele e por cima da roupa, de preferência os em spray e de longa duração (icaridina).
É importante se atentar ainda às orientações do fabricante sobre reaplicação, idade e o máximo de uso ao dia, para evitar efeitos tóxicos.
Fontes: Filipe Dantas-Torres, veterinário especialista em parasitologia e pesquisador do Instituto Aggeu Magalhães, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz); Reginaldo Peçanha Brazil, doutor em parasitologia pela Universidade de Liverpool e pesquisador titular da Fiocruz no Rio de Janeiro; Carolina Milanez, dermatologista especialista pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia); Maria Clara Dultra, dermatologista do Hospital São Rafael, da Rede D’Or, em Salvador.