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Ao optarmos por um estilo de vida saudável, frequentemente a primeira mudança ocorre na nossa alimentação. No entanto, compreender todo o processo de produção dos alimentos, desde a sua origem até chegarem à nossa mesa, pode transformar nossa relação com a comida. Essas escolhas diárias não apenas afetam nosso corpo, mas também têm um impacto significativo no equilíbrio do planeta.

Segundo informações do Metrópoles, uma pesquisa conduzida pela Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan analisou as recomendações do relatório EAT-Lancet de 2019, que aborda a chamada “Dieta da Saúde Planetária” (PHD). Segundo os estudiosos, esse padrão alimentar, que envolve a redução do consumo de carnes vermelhas e o aumento da variedade de grãos integrais, vegetais e nozes, não só está associado a menor mortalidade por doenças cardíacas, pulmonares e câncer, mas também contribui para a preservação do meio ambiente.

Walter Willett, um dos autores do estudo, destaca a conexão entre o sistema alimentar global e as mudanças climáticas. Ele afirma que mudar nossos hábitos alimentares pode ajudar a retardar o processo de mudança climática, e o que é benéfico para o planeta também é benéfico para nós, seres humanos.

A nutricionista e colunista do Metrópoles, Thaiz Brito, considera a Dieta da Saúde Planetária um exemplo de alimentação balanceada. Essa abordagem não preconiza a exclusão radical de nenhum nutriente. Os alimentos incluídos nesse modelo dietético são semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida pela Unesco como um padrão alimentar saudável e premiado. Ambas as dietas enfatizam o consumo de alimentos naturais e minimamente processados.

Quando se trata de prevenção de doenças, como o câncer, a especialista ressalta que uma dieta rica em grãos integrais, vegetais e nozes é essencial. Esses alimentos são fontes de vitaminas, minerais, fibras e compostos fitoquímicos, como antioxidantes.

Além dos benefícios à saúde, a Dieta da Saúde Planetária também tem impactos ambientais positivos. A pesquisa envolveu mais de 200 mil mulheres e homens, e os participantes que aderiram a essa dieta apresentaram menor impacto ambiental. Isso incluiu redução do desperdício de alimentos e melhoria das práticas agrícolas, como emissões reduzidas de gases de efeito estufa (29%), menor necessidade de fertilizantes (21%) e uso mais eficiente das terras agrícolas (51%).

Para entender melhor essa relação entre dieta e meio ambiente, conversei com o agroecologista Caca Feliciano. Ele destaca que não são os alimentos em si que causam desgaste ambiental, mas sim a produção em larga escala. Grandes áreas de monocultura, como cana-de-açúcar, soja e milho, podem contribuir para o desmatamento.

Feliciano sugere uma consciência socioalimentar, na qual consideremos a origem dos alimentos e as relações sociais envolvidas em sua produção. Além disso, ele alerta para os riscos do uso excessivo de agrotóxicos, que afetam não apenas o solo e a água, mas também expõem os trabalhadores agrícolas a perigos.

Em resumo, manter uma alimentação natural e minimamente processada é a forma mais segura e sustentável de nos alimentarmos, beneficiando tanto nossa saúde quanto o meio ambiente. 

Informações TBN


As células neurais responsáveis por ativar a sensação de fome no corpo humano também são estimuladas pelo álcool

Localizados no hipotálamo, os neurônios de Agrp exibem hiperatividade elétrica e bioquímica quando são expostos ao etanol (princípio ativo do álcool).

O estudo mostrou, ainda, caminho reverso. Ao abolir a atividade deste neurônio, a indução à compulsão alimentar por meio da ingestão de álcool foi neutralizada, mostrando que a atividade da célula de Agrp é essencial para que o álcool estimule a alimentação excessiva.

Ratos “beberrões” comem mais

A pesquisa foi realizada com dois grupos de ratos. O primeiro deles foi exposto ao consumo excessivo de álcool por três dias (ingerindo o equivalente a 18 doses por dia), ao passo que o segundo não foi submetido ao uso do etanol.

O resultado foi que, enquanto, os ratos que permaneceram “sóbrios” não alteraram seus padrões de consumo alimentar, os animais que participaram da “bebedeira” apresentaram um aumento significativo na ingestão de alimentos.

Informações TBN


Professor de Educação Física ensina como o ato de caminhar pode resultar em emagrecimento. Exercício deve ser combinado com dieta e descanso

Foto de mulheres caminhando no parque para perder peso - Metrópoles

Caminhar é uma atividade simples, acessível e benéfica para a saúde. Além de proporcionar momentos de relaxamento, o exercício físico funciona como um aliado para a perda de peso se estiver associado a um plano alimentar voltado ao emagrecimento.

O professor Fábio Tenório, coordenador do curso de Educação Física da Universidade Católica de Brasília, explica que, se incorporada à rotina e combinada com uma alimentação saudável, a caminhada irá contribuir para a perda de peso. Segundo ele, os resultados aparecem entre 8 e 12 semanas, tempo que o corpo leva para realizar algumas adaptações fisiológicas.

“A caminhada promove gasto calórico, mas o que irá determinar o emagrecimento é a relação entre o volume e a intensidade da caminhada, combinada ao plano alimentar”, ensina.

De acordo com o professor, uma caminhada de intensidade moderada resulta em um gasto de cerca de 300/400 calorias por hora. Com este ritmo é possível emagrecer até meio quilo por semana se a alimentação estiver adequada. “Lembrando que fatores como peso, idade, sexo e condição física podem colocar esse resultado tanto para cima como para baixo”, complementa.

Além da alimentação, outros hábitos importantes para a perda de peso são:

É possível definir o corpo só com a caminhada?

O professor explica que a definição muscular depende do percentual de gordura e de massa magra no indivíduo. “A definição muscular irá ocorrer quando a atividade preponderante for a musculação. Recomendo que as pessoas em busca de perda de peso e ganho de massa magra combinem a caminhada com a musculação”, sugere.

“Quando você ingere mais calorias do que gasta, seu balanço é positivo e o resultado é o aumento do peso. Quando se ingere menos calorias do que o corpo gasta, entramos em balanço energético negativo, tendo como resultado a perda de peso corporal”, ensina.

O profissional alerta que antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos, incluindo a caminhada, é fundamental buscar profissionais de saúde para um aconselhamento seguro e eficaz.

Confira 5 benefícios de caminhar:

1 – Melhora da saúde cardiovascular
A caminhada regular ajuda a fortalecer o coração, reduzir a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea, diminuindo o risco de doenças cardíacas e derrames.

2 – Controle de peso
Ajuda a queimar calorias, o que pode contribuir para a perda de peso ou manutenção de um peso saudável. Também pode melhorar a composição corporal ao aumentar a massa muscular magra.

3 – Redução do estresse e melhora do humor
O exercício libera endorfinas, hormônios que ajudam a melhorar o humor e reduzir o estresse e a ansiedade.

4 – Fortalecimento dos ossos e músculos
A caminhada regular fortalece os músculos das pernas e aumenta a densidade óssea, ajudando a prevenir a osteoporose e outros problemas ósseos.

5. Melhora da saúde mental
Realizar atividades físicas regulares, como a caminhada, melhora a função cognitiva, aumenta a memória e reduz os sintomas de depressão e ansiedade.

Informações Metrópoles


O uso de remédios como o Ozempic deve ser combinado com dieta balanceada e prática de exercícios físicos. Saiba como organizar a rotina

Duas pessoas se exercitam ao ar livre - Metrópoles

O uso de Ozempic, Wegovy, Mounjaro e similares pode levar a uma perda de peso média de 15 a 20%, por isso essas medicações são consideradas aliadas contra a obesidade.

Quando a indicação de uso desses remédios é feita, os pacientes precisam combinar o tratamento com uma alimentação balanceada e uma rotina de atividades físicas.

Caso não se alimentem adequadamente ou se exercitem sem continuidade, além de gordura, eles vão perder massa magra e podem acabar desenvolvendo um quadro chamado obesidade sarcopênica.

A obesidade sarcopênica é caracterizada pelo excesso de tecido adiposo (gordura) e pela falta de massa magra. O quadro é mais comum em pessoas idosas, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária e também em pacientes que passaram por rebote após um emagrecimento significativo. A condição agrava doenças e dificulta a perda de peso a médio e longo prazo.

O médico João Eduardo Salles, membro do Departamento de Doenças Associadas da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), explica que toda perda de peso, seja com dieta, medicamento ou cirurgia bariátrica, leva à diminuição da massa muscular.

Estima-se que, para cada quilo perdido, a pessoa perca 250 gramas de músculo. Por isso, uma alimentação planejada e a prática de exercícios físicos com foco no ganho de massa magra são fundamentais para manter o equilíbrio físico, especialmente para pacientes com obesidade.

“É importante entender que a perda de peso leva à perda de massa magra. É por isso que orientamos os pacientes a seguir uma dieta rica em proteínas e a praticar exercícios físicos resistidos, que desenvolvem a massa magra”, esclarece Salles.

Além disso, muitas vezes, os pacientes em tratamento também tendem a ter resistência à insulina, o que pode tornar a perda de massa muscular mais acentuada.

O médico Fábio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), acrescenta que, quando os pacientes param de usar o remédio ou, por algum motivo, relaxam no tratamento, eles podem ver o peso voltar a subir, com o ganho apenas de gordura e não de músculos.

“É imprescindível manter um planejamento nutricional associado a um treinamento focado em exercícios resistidos”, afirma Moura.

Como deve ser a rotina de exercícios físicos?

O ideal é que o paciente que está em tratamento com as medicações pratique pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana.

Para prevenir a perda da massa muscular, a rotina deve ser dividida em: exercícios resistidos – como a musculação – ao menos três vezes por semana e exercícios aeróbicos duas vezes por semana.

Com o passar do tempo, ao ficar mais acostumado ao exercício resistido, o paciente deve aumentar sua intensidade (carga). “Não adianta fazer supino com 10 quilos para sempre. Com o tempo e a orientação de profissionais de educação física, a carga pode ser aumentada gradativamente para que haja o ganho de massa muscular”, esclarece Salles.

Devido ao excesso de peso, algumas pessoas acabam sem disposição para praticar exercícios físicos ou sofrem com articulações sobrecarregadas. Essas pessoas precisam seguir uma rotina de treinos gradual e progressiva para evitar lesões.

“É uma prática que precisa ser mantida pelo resto da vida e não por apenas um, dois ou três meses”, enfatiza Moura.

Informações Metrópoles


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Os medicamentos prescritos por profissionais de saúde frequentemente facilitam e, muitas vezes, salvam nossas vidas. Contudo, é necessário ter cautela ao usá-los, pois eles podem ter efeitos adversos significativos. O EM OFF compilou uma lista dos medicamentos prescritos mais perigosos, conhecidos por causar mortes devido à overdose e outras consequências devastadoras. Populares e amplamente disponíveis, esses produtos requerem extremo cuidado.

Alprazolam

Conhecido comercialmente como Xanax, o alprazolam é um potente benzodiazepínico usado para tratar insônia e transtornos de ansiedade generalizada. Aproximadamente 20% das pessoas com transtornos de ansiedade também lutam contra o abuso do alprazolam. O uso prolongado desta droga pode resultar em distúrbios neurológicos inevitáveis.

Metilfenidato

Este medicamento, mais frequentemente usado para tratar TDAH e narcolepsia, é mais conhecido como Ritalina. Embora eficaz no aumento dos níveis de energia e desempenho cognitivo, o abuso do metilfenidato pode levar a alucinações, agressão, dores musculares e até morte.

Clonazepam

Conhecido pelos nomes comerciais Klonopin e Rivotril, o clonazepam é um benzodiazepínico utilizado para tratar convulsões e transtornos de pânico. Embora raramente fatal por si só, o clonazepam pode ser perigoso quando misturado com outras drogas ou álcool.

Antidepressivos

Esses medicamentos tratam transtornos de humor graves e depressão, além de outras condições como TOC e TDAH. O uso excessivo e o abuso de antidepressivos podem causar muitos efeitos colaterais negativos, incluindo diminuição das funções motoras e perda de consciência.

Hidrocodona

Usada para tratar dores crônicas e como supressor da tosse, a hidrocodona é potencialmente uma das drogas mais perigosas. Seus efeitos colaterais incluem doenças hepáticas e renais, bem como comprometimento da função motora. Uma overdose pode rapidamente levar à incapacidade de respirar.

Codeína

A codeína é um opioide analgésico semelhante à morfina e pode ser encontrada em certos xaropes para tosse. A overdose de codeína pode ocorrer quando pacientes tomam mais do que a quantidade prescrita, geralmente para aliviar a dor. Os sintomas incluem dificuldade em respirar, lábios pálidos ou azuis e sonolência.

Diazepam

Também conhecido como Valium, o diazepam é prescrito para tratar espasmos musculares, ansiedade e convulsões. O uso indevido prolongado pode causar distúrbios do sono e aumentar o risco de demência.

Paracetamol

Conhecido como Tylenol, Sudafed ou Vicodin, o paracetamol é um dos analgésicos mais comuns. Embora tenha poucos efeitos colaterais quando tomado com moderação, em doses maiores pode causar danos ao fígado e morte. O uso moderado é crucial.

Informações TBN


O Centro de Hemorragia Digestiva do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, realizou um procedimento inédito no Sistema Único de Saúde (SUS) da Bahia. Trata-se de uma drenagem de coleção pancreática por ecoendoscopia com colocação de prótese metálica de aposição de lúmens, especificamente a Hot Axios, doada pela empresa Boston Scientific.

O paciente, um homem de 26 anos de Itatim, foi internado com dor abdominal aguda. Ele foi diagnosticado com pancreatite aguda grave de origem alcoólica, que evoluiu para uma coleção pancreática volumosa de 2,5 litros. Segundo o Dr. Victor Galvão, coordenador do Centro de Hemorragia Digestiva do Interior (CHDI/HGCA), “essa coleção estava comprimindo o estômago, impedindo o paciente de se alimentar. O paciente também desenvolveu uma necrose do pâncreas com infecção.”

Para evitar complicações maiores e procedimentos cirúrgicos invasivos, foi decidido realizar a drenagem endoscópica. “O procedimento foi guiado por ecoendoscopia, que é mais rápido, simples e menos invasivo. Demorou menos de 20 minutos, enquanto uma cirurgia convencional duraria aproximadamente 2 horas, além de maiores chances de complicações e risco de não sobrevivência”, explicou Dr. Victor.

A prótese Hot Axios, utilizada no procedimento, é uma inovação na endoscopia intervencionista, permitindo drenagens seguras e eficazes. “A prótese permite a comunicação entre o cisto pancreático e o estômago, facilitando a drenagem do líquido e a necrosectomia posterior”, detalhou o médico.
Suelen Santos, especialista clínica da Boston Scientific, ressaltou a importância do dispositivo: “O Hot Axios combina diversos passos do procedimento de drenagem em uma única etapa, reduzindo o tempo do procedimento para cerca de 20 minutos. Isso aumenta a segurança tanto para a equipe médica quanto para o paciente.”

A coleção pancreática é uma complicação da pancreatite e pode exigir intervenções complexas. “Essas lesões estão associadas a uma evolução dinâmica da doença e, quando infectadas, precisam de uma abordagem rápida e eficiente, que seja menos invasiva, diminuindo o tempo de exposição do paciente ao procedimento, reduzindo o risco de complicações”, acrescentou o especialista.

O sucesso do procedimento foi um marco para o HGCA e para o SUS na Bahia. A Boston Scientific se sensibilizou com o caso e doou a prótese. “A coordenação do CHDI enviou o caso à Boston, que viu uma boa indicação para a doação. Utilizamos ultrassom endoscópico, um procedimento ainda não disponível no SUS, mas que será implementado em Feira de Santana até 2025. A realização deste procedimento pioneiro no HGCA não só marca um avanço significativo na medicina endoscópica, mas também abre caminho para a adoção de novas tecnologias no SUS, proporcionando tratamentos mais eficazes e menos invasivos para a população”, afirmou o médico.

Este procedimento minimamente invasivo tem como principal objetivo reduzir o tempo de internação dos pacientes. “Pacientes que passam meses internados podem agora ter uma recuperação mais rápida, reduzindo custos e liberando leitos mais rapidamente. Isso é fundamental para um sistema de saúde mais eficiente e sustentável”, concluiu Suelen Santos.

Fonte: ASCOM/HGCA


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Alimentos que, à primeira vista, parecem inofensivos, podem, na verdade, causar graves danos à saúde. Esses são os alimentos ultraprocessados, que geralmente contêm altos níveis de açúcares adicionados, gorduras saturadas, sódio e aditivos químicos. 

Esses alimentos têm sido associados a várias doenças e condições de saúde. É importante ressaltar que a relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e doenças não é necessariamente de causa e efeito direto, mas sim resultado de padrões dietéticos de longo prazo.

Tatiana Bononi, gerente de nutrição da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destacou os 10 alimentos mais perigosos consumidos pelos brasileiros:

  1. Refrigerantes (sejam dietéticos ou normais)
  2. Batata frita
  3. Carnes processadas (como bacon, salchichas, nuggets e enlatados)
  4. Sorvete
  5. Biscoitos recheados
  6. Churros recheados
  7. Cachorro-quente
  8. Margarina
  9. Salgadinhos de pacote
  10. Macarrão instantâneo

Informações TBN


A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Estadual de Feira de Santana, sob a gestão do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), lançou a campanha Junho Vermelho com um evento nesta sexta-feira, dia 14, para destacar a urgência das doações de sangue. A ação visa conscientizar a população sobre a importância desse gesto altruísta, especialmente devido ao aumento de casos de dengue e o incremento de acidentes de trânsito durante o período junino.

Feira de Santana, o maior entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste, enfrenta um desafio duplo neste mês de junho. Com a chegada das festas juninas, o fluxo de veículos nas estradas da região aumenta significativamente, elevando o risco de acidentes e, consequentemente, a demanda por sangue. Ao mesmo tempo, a cidade enfrenta um surto de dengue, que sobrecarrega o sistema de saúde e intensifica a necessidade de transfusões sanguíneas.

O biomédico Wallace Ribeiro, da UPA Estadual, enfatiza a importância dessa ação. “A doação de sangue é importante durante todo o ano, a UPA além de ser uma beneficiária dessa ação, também tem a obrigação, o dever de estar proporcionando esse momento de conscientização para a doação. A gente está vivendo um momento que é o da Dengue, que sobrecarrega um pouco mais o sistema e a proximidade dos festejos juninos. Essas situações aumentam a demanda por sangue, que literalmente salva vidas”, afirma Wallace.

A enfermeira Andrea Sobral, da agência transfusional do Hospital Geral Clériston Andrade, reforça a urgência da campanha. “Os estoques de sangue estão críticos, especialmente porque, no período frio, as doações diminuem. Ações como a Campanha Junho Vermelho são fundamentais para motivar as pessoas a doarem sangue. Precisamos garantir que tenhamos sangue suficiente para atender a todas as emergências”, destaca Andrea.

Durante o evento, a equipe da UPA montou uma sala de espera informativa na recepção, onde foram discutidos os critérios para doação de sangue e esclarecidas dúvidas da comunidade. Foram distribuídos folders informativos, o que criou um ambiente temático que atraiu a atenção dos presentes para que se mobilizem e contribuam com a doação de sangue, um gesto simples que pode salvar inúmeras vidas.

Fonte: ASCOM/UPA Estadual de Feira de Santana


Nesta sexta (14/6), é lembrada a importância da doação de sangue. Com pouco trabalho e sem nenhum prejuízo, os voluntários salvam vidas

Doação de sangue sangue doado

A doação de sangue é um gesto altruísta e voluntário que pode salvar muitas vidas. Em pouco tempo e sem muita preparação, é possível doar cerca de 450 ml de sangue, que representa apenas uma fração do total de sangue que circula no corpo de um adulto. Em 24h, o volume é reposto pelo organismo.

Nesta sexta (14/6), comemora-se o Dia Mundial do Doador de Sangue. Ainda em dúvida sobre por que se dirigir ao Hemocentro ou a um banco de sangue? Confira cinco razões para fazer a doação:

Ajuda pelo menos quatro pessoas

De acordo com o Ministério da Saúde, cada bolsa de doação pode salvar a vida de até quatro pessoas. O sangue é separado em vários componentes (hemácias, plaquetas e plasma), que serão direcionados para vários pacientes com necessidades distintas.

Até o momento, a ciência não conseguiu desenvolver tecnologia suficiente para recriar o sangue em laboratório — são muitas células diferentes com funções complexas que precisariam ser cultivadas para que o paciente recebesse o composto e não sofresse danos à saúde. Por isso, a doação entre humanos ainda é essencial para quem precisa receber sangue.

Permite a realização de cirurgias e auxilia pacientes que sofreram acidentes graves

Alguns dos usuários mais urgentes dos bancos são pessoas que sofreram graves traumas e perderam muito sangue. Cirurgias emergenciais, obrigatórias e eletivas também precisam de bolsas de sanguede prontidão para ajudar na recuperação do paciente.

Quando o estoque de sangue está baixo, a rede de saúde pode precisar suspender as cirurgias até que os níveis sejam repostos.

Ajuda pacientes  que precisam de transfusão frequente de sangue

Pacientes com algumas condições de saúde, como doença falciforme, hemofilia, câncer e queimaduras, precisam de transfusões frequentes de sangue para repor algumas células.

Na doença falciforme, por exemplo, as hemácias do indivíduo têm um formato diferenciado, que não consegue transportar bem o oxigênio — por isso, é necessária a transfusão das células vermelhas. Pacientes com dengue grave, por outro lado, podem precisar de plaquetas, que auxiliam na coagulação do sangue.

Pela alta demanda, é importante que o banco de sangue esteja sempre abastecido. Para isso, a doação é essencial.

Ajuda bebês prematuros internados

Em alguns casos, bebês prematuros com anemia podem precisar receber o chamado concentrado de hemácias. A transfusão de células vermelhas do sangue ajuda no transporte de oxigênio, e contribui para a recuperação e crescimento da criança.

As hemácias, nesse caso, são provenientes de doações de adultos. “Adultos podem doar para bebês prematuros. A doação ajuda a salvar vidas de crianças recém-nascidas que apresentam anemia severa, principalmente os internados com necessidade de cuidados intensivos em UTI”, explica a hematologista Marielle Fraga Salenave, do Hospital Santa Lucia, em Brasília.

Benefícios para a saúde do doador

Praticar boas ações fortalece a saúde mental: estudos mostram que se voluntariar para realizar algo estimula os centros de recompensa do cérebro, diminui o estresse e até ameniza sintomas de depressão.

“O doador tem o benefício de salvar vidas! Ajudar o próximo traz mais felicidade e uma sensação de bem estar”, afirma Marielle.

Existem pontos positivos até para a saúde física. Uma pesquisa publicada no American Journal of Epidemiology mostra que doadores regulares de sangue podem ter uma redução de até 88% no risco de problemas cardíacos pela eliminação do excesso de ferro no organismo.

A retirada de sangue também promove a renovação celular, diminuindo o risco de alguns tipos de doença. O doador também recebe os resultados do exame de sífilis, hepatites B e C e HIV das amostras gratuitamente.

Doe sangue!

Convencido? Para doar é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade (o menor de 18 precisa de autorização dos pais), pesar mais de 51 quilos e ter IMC maior ou igual a 18,5.

O doador deve apresentar um documento de identificação, dormir bem à noite, comer uma refeição saudável e não gordurosa, não ingerir bebida alcoólica nas 12h antes da doação ou fumar 2h antes. É importante verificar no site do Hemocentro sobre as condições que impedem a doação.

Todas as doações passam por exames sorológicos para rastrear algumas doenças, e serão descartadas caso estejam contaminadas. Antes do procedimento, o voluntário precisa responder um questionário e ser o mais sincero possível. No fim da doação, o indivíduo recebe um atestado médico abonando um dia de trabalho. Em alguns estados, o doador ganha desconto na inscrição de concursos públicos.

Informações Metrópoles


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Feira de Santana confirmou a morte de uma criança de quatro anos por dengue grave, que residia no bairro Tomba e foi atendida em unidade da rede privada.

O óbito ocorreu no dia 01 de maio deste ano e o caso foi certificado após a análise das amostras que a Vigilância Epidemiológica encaminhou ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen).

Durante o período da infecção, a paciente apresentou febre, dor de cabeça, vômito e manchas vermelhas pelo corpo. Além disso, foram identificadas hemorragias nas vias respiratórias e a criança também testou positivo para H1N1.

De janeiro até essa quarta-feira (12), a Vigilância Epidemiológica confirmou 4.532 casos de dengue. Desse total, 684 manifestaram sinais de alarme ou graves. Entre os locais com maiores números de notificações estão Humildes (659), o Tomba (480) e a Mangabeira (477).

Quando procurar a unidade de saúde?

A Vigilância Epidemiológica orienta que desde o início dos sintomas característicos de dengue os pais devem iniciar hidratação via oral, que pode ser feita com água, e procurar a unidade de saúde para que o pequeno seja avaliado.

É importante destacar que nem sempre a criança consegue relatar os sintomas. Dessa forma, mesmo não apresentando febre ou vômito, os responsáveis devem ficar atentos ao comportamento e levar, de forma preventiva, para a unidade quando perceber algum tipo de alteração.

Nos casos em que a doença já apresenta sinais de alarme ou gravidade, os pais devem procurar de forma imediata as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais, em especial a UPA Queimadinha que dispõe de atendimento pediátrico para situações de urgência e emergência.

*Secom/PMFS

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