Nos últimos anos, oncologistas têm emitido alertas sobre um aumento surpreendente nos diagnósticos de câncer entre jovens adultos. As estatísticas mostram uma tendência preocupante, especialmente em mulheres e indivíduos na faixa dos 30 anos. Especialistas estão investigando possíveis causas, e os alimentos ultraprocessados e carnes processadas estão no centro das discussões.
O nutricionista Matthew Lambert, gerente de informações e promoção de saúde do World Cancer Research Fund, destacou recentemente a importância de reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados. “Aconselhamos que as pessoas consumam menos alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcar e sal,” afirmou Lambert. Ele listou exemplos como bolos, biscoitos, doces, bebidas açucaradas e fast food como pizza e hambúrgueres.
Qual o Impacto dos Alimentos Ultraprocessados no Câncer entre Jovens?
A Dra. Coral Olazagasti, professora assistente de oncologia médica clínica no Sylvester Comprehensive Cancer Center da Universidade de Miami, observou a mudança na faixa etária dos diagnósticos de câncer. “No passado, pensava-se que o câncer era uma doença da população idosa, mas agora temos visto pessoas sendo diagnosticadas cada vez mais jovens,” comentou Olazagasti.
Uma dieta rica em alimentos ultraprocessados pode ser um fator significativo. Esses alimentos geralmente contêm corantes, emulsificantes, aromatizantes e outros aditivos. Embora possam ser convenientes, são pobres em nutrientes essenciais e fibras, mas ricos em açúcar, gorduras saturadas e sal.
Quais São os Principais Riscos dos Alimentos Ultraprocessados?
Pesquisas recentes indicam que os alimentos ultraprocessados representam cerca de 73% da oferta alimentar nos EUA, e a dieta média americana obtém mais de 60% das calorias diárias desses produtos. Segundo Lambert, “Esses tipos de alimentos não contêm fibras e têm praticamente nenhum nutriente essencial. Devem ser consumidos apenas ocasionalmente e em pequenas quantidades.”
Alimentos ultraprocessados incluem produtos embalados, bebidas, cereais e produtos prontos para o consumo.
Esses alimentos são muitas vezes ricos em açúcar, gordura saturada e sal.
Faltam vitaminas e fibras nesses alimentos, essenciais para uma dieta balanceada.
Como as Carnes Processadas Contribuem para o Risco de Câncer?
A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde classificou as carnes processadas como “carcinogênicas para humanos.” Estudos mostram evidências suficientes de que o consumo dessas carnes aumenta o risco de câncer colorretal. Os nitratos presentes na carne processada podem se combinar com compostos no corpo, causando danos celulares.
O consumo diário de carnes vermelhas e processadas pode aumentar o risco de câncer colorretal em 40%.
Nitratos e nitritos presentes na carne são conservantes que estão associados ao aumento do risco de câncer.
Carnes defumadas ou carbonizadas também têm associações claras com o risco de câncer.
Quais as Recomendações dos Especialistas para Reduzir o Risco de Câncer?
Para reduzir o risco de câncer, especialistas aconselham limitar o consumo de carne vermelha e processada, além de evitar alimentos ultraprocessados. Focar em uma dieta rica em fibras e pobre em açúcares refinados pode ser uma estratégia eficaz. O Dr. Nicholas DeVito, do Duke University Medical Center, observa que as escolhas alimentares inadequadas, como alimentos fritos e bebidas açucaradas, estão fortemente ligadas ao aumento do câncer entre jovens adultos.
Segundo DeVito, “É crucial que as pessoas entendam a relação entre dieta e câncer. Fazendo escolhas alimentares mais saudáveis, podemos diminuir significativamente o risco de desenvolver essa doença.” Ele também enfatiza a importância da educação sobre alimentação e a implementação de políticas públicas que incentivem dietas mais saudáveis.
A jornada de trabalho que chegava a durar 16 horas por dia, o excesso de responsabilidades e o sentimento de viver em função do emprego foram cruciais para que Juliana Ramos de Castro, de 41 anos, desenvolvesse a síndrome de burnout. Os primeiros sinais apareceram em 2020, quando a nutricionista trabalhava como autônoma.
“Na época, acreditava que o que estava sentindo era crise de ansiedade e fui levando o consultório até conseguir um trabalho em uma empresa em meados de 2022”, conta Juliana. Quando assumiu um cargo de gerente, com uma jornada de trabalho extenuante, os sintomas, que até então oscilavam, tornaram-se frequentes.
Síndrome de Burnout: O Que É e Por Que Acontece?
Mas afinal, o que é a síndrome de burnout? Ao procurar ajuda médica, Juliana descobriu que o que acreditava ser ansiedade era, na verdade, burnout. Essa síndrome ocupacional é causada por um estresse crônico na vida profissional e se caracteriza também, além da exaustão, por um sentimento de negatividade em relação ao trabalho e uma piora do desempenho.
Em 2023, 421 pessoas foram afastadas do trabalho por burnout, o maior número dos últimos dez anos no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O aumento ocorreu, principalmente, durante a pandemia do coronavírus. De 178 afastamentos por burnout em 2019, o Brasil passou para 421 em 2023, um aumento de 136%.
Quais São os Fatores que Contribuem para o Burnout?
Para especialistas, três fatores ajudam a explicar o crescimento dos diagnósticos de burnout no país:
Maior conhecimento da população sobre transtornos e síndromes relacionados ao trabalho, principalmente, a partir do reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) do burnout como uma síndrome ocupacional.
Maior nível de cobrança sobre trabalhadores no ambiente organizacional, culminando em pressão e estresse, desencadeadores de transtornos e síndromes.
Confusão de especialistas na hora de identificar se o paciente tem burnout ou outros transtornos mentais relacionados ao trabalho.
Como Identificar os Sintomas de Burnout?
Segundo a médica psiquiatra Alexandrina Meleiro, hoje, estima-se que 40% das pessoas economicamente ativas sofram de burnout. No entanto, nem todos os casos são identificados. Entre os sintomas mais comuns estão:
Exaustão emocional: um cansaço profissional excessivo.
Despersonalização: uma perda de sentimentos em relação a outras pessoas no trabalho.
Reduzida realização profissional: sensação de insatisfação com o próprio desempenho, gerando sentimentos de incompetência e baixa autoestima.
Elton Kanomata, médico psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que essas dimensões podem ser identificadas pelo próprio paciente a partir de sintomas físicos, cognitivos e emocionais, como a fadiga persistente, insônia, dificuldade de concentração e raciocínio, esgotamento emocional e baixa autoestima com relação às competências.
Como Tratar a Síndrome de Burnout?
O tratamento da síndrome de burnout é feito com o apoio de profissionais através de psicoterapia e medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). Segundo especialistas, os primeiros efeitos são sentidos pelo paciente entre um e três meses após o início do tratamento.
Antônio Geraldo da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), ressalta que tão importante quanto a terapia e o uso de medicamentos é a mudança no estilo de vida do paciente. Praticar esportes, ter uma boa qualidade de sono, realizar atividades de lazer e ter tempo de qualidade com familiares e amigos é fundamental nesse processo.
Qual é a Melhor Forma de Prevenir o Burnout?
A prevenção envolve mudanças na cultura da organização do trabalho, estabelecimento de restrições à exploração do desempenho individual, diminuição da intensidade de trabalho e busca de metas coletivas que incluam o bem-estar de cada um. Isso faz parte de um esforço conjunto entre trabalhadores, empresas e a sociedade para criar ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.
Por fim, é importante que tanto os trabalhadores quanto os empregadores estejam atentos aos sinais e sintomas da síndrome de burnout para que possam agir rapidamente e evitar que a condição se agrave, garantindo uma melhor qualidade de vida e produtividade no ambiente de trabalho.
O governo canadense emitiu um importante alerta para seus cidadãos: é hora de se preparar para uma nova pandemia. Na segunda edição do Manual do Plano de Continuidade de Negócios para Surtos de Gripe e Doenças Infecciosas, lançada em junho de 2024, o Centro de Saúde e Segurança Ocupacional do Canadá (CCOHS) detalhou um cenário hipotético que poderá causar perturbações ainda maiores do que as vistas durante a pandemia de Covid-19.
Com base em dados de surtos passados e tendências observadas, o guia apresenta instruções detalhadas sobre como empregadores e cidadãos devem se preparar para uma possível nova pandemia. Preocupações envolvendo cadeia de abastecimento, mudanças na demanda do consumidor e outras interrupções são alguns dos pontos cruciais abordados.
Como Funciona o Plano de Continuidade?
O guia de continuidade, além de fornecer informações básicas, foca em medidas preventivas e estratégias de resposta diante de um novo surto. Ele aponta que “com base nas tendências de pandemias passadas, é possível prever um número elevado de infecções e mortes em diferentes faixas etárias em relação ao observado durante as gripes sazonais”.
Para além da saúde, o manual destaca que as pandemias podem impactar profundamente setores essenciais como telecomunicações, serviços bancários, fornecimento de água, gasolina, medicamentos e alimentos. O guia sugere que empregadores e cidadãos estejam preparados para enfrentar essas dificuldades.
Que Impactos Podemos Esperar de Uma Nova Pandemia?
Um ponto importante ressaltado pelo guia é a possibilidade de uma futura pandemia chegar em “duas ou três ondas, com cerca de três a nove meses de intervalo entre cada surto”. Esse ciclo pandêmico pode se prolongar por até dois anos, demandando atenção e preparação contínua dos cidadãos e empresas.
Entre as principais interrupções previstas estão:
Redução das atividades de trabalho
Desafios na cadeia de abastecimento
Mudanças na demanda do consumidor
A preparação adequada pode ajudar a mitigar os impactos econômicos e sociais de uma nova pandemia, garantindo maior resiliência e capacidade de resposta.
Pandemia no Hemisfério Norte: O Que Está Acontecendo?
Recentemente, os Estados Unidos e outros países do hemisfério Norte estão enfrentando um aumento nos casos de Covid-19. Apesar desse crescimento, o quadro ainda é menos grave do que os níveis pandêmicos observados anteriormente. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não deixa de alertar sobre os riscos de novas mutações do vírus se ele continuar a se espalhar.
De acordo com a OMS, um aumento na propagação da Covid-19 pode resultar em infecções mais graves que escapem à proteção oferecida por vacinas e medicamentos atuais.
Como Se Preparar para uma Nova Pandemia?
Preparar-se para uma nova pandemia envolve diversas etapas. Aqui estão algumas medidas que indivíduos e empresas podem tomar:
Elaborar planos de continuidade de negócios
Estabelecer protocolos de higiene e segurança sanitária
Garantir reservas de suprimentos essenciais
Manter canais de comunicação abertos e eficientes
Além disso, é fundamental que as empresas invistam em tecnologia para facilitar o trabalho remoto e a comunicação à distância, caso seja necessário.
Conclusão
Embora o futuro seja incerto, a preparação é a chave para enfrentar uma nova pandemia com a menor quantidade possível de interrupções socioeconômicas. O Manual do Plano de Continuidade de Negócios para Surtos de Gripe e Doenças Infecciosas, do Centro de Saúde e Segurança Ocupacional do Canadá, oferece um guia valioso para todos os cidadãos e empregadores. Manter-se informado e preparado é a melhor forma de garantir a segurança e o bem-estar de todos.
Neste Agosto Dourado, mês dedicado à promoção do aleitamento materno, o Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, reforça a importância da amamentação e da doação de leite materno. O Banco de Leite da unidade presta um serviço essencial para a saúde infantil e materna. Desde sua inauguração, mais de 3.600 bebês receberam o leite materno, fundamental para o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos.
Em 2023, o Banco de Leite distribuiu aproximadamente 936 litros de leite materno, beneficiando diretamente 765 crianças em apenas um ano. A capacidade de armazenamento do banco é projetada para atingir 120 litros mensais, uma meta que visa garantir a disponibilidade contínua de leite para os pacientes.
“As ações do Banco de Leite do HEC vão além da simples coleta e distribuição de leite. O serviço abrange tanto os recém-nascidos quanto as mães, oferecendo um suporte abrangente. As técnicas de enfermagem do banco realizam estímulos na mama, orientam sobre o aleitamento materno e sua importância, coletam doações e auxiliam no manejo das mamas em casos de dor causada pelo excesso de leite”, explica a coordenadora do Banco, Wanessa Ribeiro.
Em relação às doações, ao longo destes seis anos, 6.762 mulheres contribuíram com leite materno, sendo 1.450 somente em 2023. Essas doações são fundamentais para manter o estoque e a capacidade de atender às necessidades dos bebês internados no hospital.
Wanessa ressalta ainda que o aleitamento materno é de extrema importância para o desenvolvimento e imunização da criança, além de ser uma forma de estreitar o vínculo entre mãe e bebê. “O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento dos bebês, fornecendo todos os nutrientes necessários e fortalecendo o sistema imunológico. Além disso, a amamentação promove um vínculo único entre mãe e filho, essencial para o bem-estar emocional de ambos e contribui para a saúde da mãe, reduzindo as chances de câncer de mama”, explica.
Doação – O Agosto Dourado é uma oportunidade para conscientizar a população sobre os benefícios do leite materno e incentivar novas doadoras a se juntarem a essa causa vital. As mulheres que tenham interesse em atendimento e/ou contribuir com o Banco de Leite do HEC podem se dirigir à unidade, das 07h às 19h, todos os dias da semana (incluindo os sábados e domingos), ou entrar em contato pelo telefone (75) 3602-0630 e WhatsApp (75) 9 9164-0217, para receber orientações de como deve ser feita a doação.
O HEC dispõe de uma equipe de coleta que pode ser feita a domicílio, mas a coleta também pode ser feita pela própria mãe e entregue ao banco. Em caso de autocoleta, é preciso ressaltar que o leite materno não pode ser colocado em qualquer recipiente, e sim apenas em recipientes de vidro com tampa plástica devidamente esterilizados.
Amamentar e doar leite materno são gestos que salvam vidas e fortalecem laços. Doe para o Banco de Leite do HEC!
Créditos: Ascom/HEC Fotos: Caio Brito
Assessoria de Imprensa HEC Anderson Sotero – 71 991132370 Caio Brito – 75 988311134
A vacinação contra a gripe Influenza em Feira de Santana já alcançou a marca de 92.684 pessoas imunizadas, conforme os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Mesmo com o fim da campanha, a imunização continua para as pessoas a partir dos seis meses de idade.
Para receber a vacina, as pessoas devem apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. Crianças e adolescentes precisam estar acompanhados pelos pais ou responsáveis para assegurar a segurança e o acompanhamento adequado durante a imunização.
A vacinação ocorre de segunda a sexta-feira nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Além disso, para atender àqueles que não podem comparecer durante o horário comercial, algumas USFs vinculadas ao programa “Saúde na Hora” estão oferecendo um horário ampliado, das 8h às 20h30, permitindo a vacinação também no período noturno.
As unidades participantes do horário ampliado são Campo Limpo I, V e VI; Liberdade I, II e III; Queimadinha I, II e III; George Américo III e IV e Campo Limpo IV; Parque Ipê I, II e III; Videiras I, II e III; Rua Nova II, III e Barroquinha.
A halitose, também conhecida como mau hálito, é um problema que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 40% da população global sofre com este desconforto. A boa notícia é que, além de uma higiene bucal adequada, certos alimentos podem ajudar a combater o mau hálito.
Manter uma dieta adequada é essencial não só para a saúde em geral, mas também para a saúde bucal. Uma alimentação balanceada pode contribuir significativamente para a redução do mau hálito, enquanto alimentos mais gordurosos e industrializados podem agravar o problema. Vamos explorar os detalhes sobre como a alimentação pode atuar nesse sentido.
Alimentos que Reduzem o Mau Hálito
A luta contra o mau hálito começa muitas vezes na escolha dos alimentos que consumimos diariamente. Certos alimentos têm propriedades que ajudam a manter o hálito fresco e a boca saudável.
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Maçã, cenoura e pepino: Estes alimentos funcionam como escovas de dente naturais quando comidos crus, ajudando a remover bactérias responsáveis pelo mau hálito.
Canela, gengibre e hortelã: São conhecidos por suas propriedades antioxidantes, adstringentes e termogênicas, e podem estimular a digestão, contribuindo para um hálito mais fresco.
Carnes magras: Troque carnes gordurosas por opções mais magras como peixes e peito de frango, que são digeridos de forma mais eficaz e não contribuem tanto para o mau hálito.
Por Que a Higiene Bucal é Importante?
Além da dieta, a higiene bucal desempenha um papel crucial na manutenção de um hálito fresco. O uso de fio dental e a escovação completa são essenciais para prevenir o acúmulo de bactérias causadoras do mau cheiro, além de evitar cáries e tártaros.
Os problemas de halitose persistente podem indicar desordens orais como infecções, doença periodontal e saburra lingual. Nesses casos, é importante buscar a orientação de um profissional de saúde.
Quais Outros Cuidados Podemos Tomar?
Além de cuidar da alimentação e manter a higiene bucal, há outras práticas que podem ajudar a prevenir o mau hálito:
Evite jejuns prolongados: Jejuns longos podem aumentar a produção de substâncias causadoras de mau cheiro, que são eliminadas pela respiração.
Mantenha-se hidratado: Ingerir pelo menos 2 litros de água por dia estimula as glândulas salivares, contribuindo para um hálito mais fresco.
Alimentação e Saúde Bucal: Uma Aliança Eficaz?
A relação entre alimentação e saúde bucal é inegável. Alimentos naturais e pouco processados podem atuar como aliados na prevenção da halitose, enquanto opções mais industrializadas e gordurosas podem agravar o problema. Manter uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes e carnes magras, é uma das estratégias mais eficazes para combater o mau hálito.
O mau hálito é uma condição comum, mas que pode ser controlada com uma combinação de boas práticas de higiene bucal e escolhas alimentares inteligentes. Sempre que perceber um problema de halitose recorrente, é importante consultar um médico ou dentista para identificar possíveis causas subjacentes e obter o tratamento adequado.
Lembre-se, cuidar da alimentação e da higiene bucal não só ajuda a manter um hálito fresco, mas também contribui para a saúde geral do seu organismo.
Diabetes é uma doença que exige cuidados contínuos. Hábitos saudáveis e acompanhamentos regulares são fundamentais para evitar complicações
Diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo, estando diretamente relacionada ao estilo de vida e a fatores como obesidade, hipertensão e hábitos alimentares inadequados.
Para evitar complicações graves, é fundamental que os diabéticos adotem medidas preventivas e mantenham o controle rigoroso da condição.
O médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) explicou, em entrevista ao Metrópoles, que fatores comportamentais têm importante papel no surgimento do diabetes tipo 2.
“O crescimento dos casos do tipo 2, apontado em inúmeras pesquisas, deve-se ao estilo de vida pouco saudável da população, como o sedentarismo e a má alimentação”, disse.
De acordo com o profissional, o controle da diabetes envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida, que podem reduzir significativamente o risco de complicações. Ele destaca as principais atitudes:
1 – Manter uma dieta balanceada
Priorize uma alimentação rica em vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis. Esses alimentos fornecem os nutrientes necessários para controlar os níveis de açúcar no sangue e manter o organismo em equilíbrio.
2 – Diminuir o consumo de açúcar e gorduras saturadas
Manter um peso saudável é essencial para reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2. A perda de peso, mesmo que moderada, pode ter um impacto significativo na saúde.
4 – Incorporar atividades físicas na rotina
Realizar pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana, como caminhadas e natação, complementando com exercícios de fortalecimento muscular. A prática regular de exercícios ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina e a controlar os níveis de glicose.
5 – Realizar exames de saúde regularmente
Faça check-ups periódicos, incluindo exames de glicemia, para monitorar os níveis de açúcar no sangue e detectar precocemente quaisquer alterações.
Os sintomas do colesterol alto geralmente são silenciosos, o que significa que muitas pessoas podem não apresentar sinais óbvios. No entanto, mesmo que esses sintomas não sejam evidentes, o colesterol elevado pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como aterosclerose, que é o acúmulo de placas nas artérias, aumentando o risco de eventos graves como ataques cardíacos e derrames.
Por conta dessa natureza silenciosa, é crucial realizar exames regulares de colesterol, especialmente para pacientes de risco. Isso pode prevenir complicações a longo prazo e auxiliar no monitoramento da saúde cardiovascular. Nessa matéria, desvendamos os principais fatores ligados ao colesterol elevado e como preveni-lo.
O que é Colesterol Alto?
O colesterol é uma substância cerosa, similar à gordura, produzida naturalmente pelo fígado. Ele é essencial para a produção de certos hormônios, membranas celulares e vitamina D. Nosso fígado gera lipoproteínas para ajudar a transportar o colesterol, uma vez que ele não se dissolve na água e não pode viajar sozinho pelo corpo.
No entanto, quando o nível de colesterol no sangue é elevado, ele pode levar a sérias complicações de saúde. Existem várias causas para isso, cada uma delas impactando diretamente o bem-estar da pessoa.
Causas do Colesterol Alto
Foto: Shutterstock / Alto Astral
Uma das principais causas do colesterol alto é seguir uma dieta repleta de alimentos ricos em gorduras trans, gorduras saturadas e colesterol. Estes tipos de gorduras são encontrados frequentemente em alimentos processados e fritos, que são comuns na dieta ocidental.
Fumar e a inatividade física prolongada também aumentam o risco.
A genética pode desempenhar um papel significativo. Se seus pais biológicos têm colesterol alto, você pode estar sob maior risco.
Condições de saúde como hipotireoidismo e diabetes também contribuem para níveis elevados de colesterol.
Quais são os Sinais e os Sintomas do Colesterol Alto?
Os sintomas de colesterol alto são raros e, na maioria das vezes, as pessoas não conseguem identificar sinais até que aconteça um problema grave, como um derrame ou ataque cardíaco. Há, contudo, alguns sintomas visíveis que podem indicar colesterol alto, especialmente em casos de hipercolesterolemia familiar.
Olhos com sintomas de colesterol alto:inclui arco corneano e xantelasmas.
Xantoma nos pés: depósitos de gordura que se acumulam sob a pele, frequentemente nas áreas dos cotovelos, joelhos, mãos ou pés.
Como Reduzir o Colesterol Naturalmente?
Manter um nível saudável de colesterol é crucial para a saúde cardiovascular. Aqui estão algumas medidas práticas para ajudar a controlar e reduzir os níveis de colesterol:
Mudanças na dieta: Restringir o consumo de gorduras trans e gorduras saturadas. Limitar alimentos processados e fritos.
Exercício regular: Manter-se ativo é essencial para a saúde geral e especialmente para o coração.
Gerenciamento do estresse: Técnicas de relaxamento e ioga podem ser benéficas.
Parar de fumar: Fumar é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares.
Em resumo, controlar o colesterol implica uma combinação de dieta saudável, exercícios, e hábitos de vida consciente. Revisar seus níveis de colesterol regularmente através de exames ajuda a prevenir complicações futuras e promove uma vida mais saudável.
São Paulo concentra a maior parte dos casos prováveis da doença
Foto: Agência Brasil/Arquivo
O Brasil já contabiliza 5.008 mortes por dengue em 2024. O número é mais de quatro vezes superior ao registrado ao longo de todo o ano anterior, quando foram notificados 1.179 óbitos pela doença. Há ainda 2.137 mortes em investigação pela doença.
Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses indicam que o país contabiliza 6.449.380 casos prováveis de dengue. O coeficiente de incidência da doença, neste momento, é de 3.176,1 casos para cada 100 mil habitantes e a letalidade em casos prováveis é de 0,08.
Os dados mostram que 55% dos casos prováveis se concentram entre mulheres e 45%, entre homens. O grupo de 20 a 29 anos responde pelo maior número de infecções, seguido pelos de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos. Já os grupos que registram menos casos são menores de 1 ano, 80 anos ou mais e 1 a 4 anos.
São Paulo concentra a maior parte dos casos prováveis de dengue (2.066.346). Em seguida estão Minas Gerais (1.696.909), Paraná (644.507) e Santa Catarina (363.850). Já os estados com menor número de casos prováveis são Roraima (546), Sergipe (2.480), Acre (4.649) e Rondônia (5.046).
Quando se considera o coeficiente de incidência da doença, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 9.749,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (8.266,9), Paraná (5.632,2) e Santa Catarina (4.781,5). Já as unidades federativas com menor coeficiente são Roraima (85,8), Sergipe (112,2), Ceará (138,9) e Maranhão (162,1).
A intolerância ao glúten pode causar uma variedade de sintomas que são frequentemente confundidos com outras condições médicas, tornando o diagnóstico mais desafiador. Esta intolerância pode ser desencadeada por sensibilidade ao glúten, pela doença celíaca ou ocorrer sem uma causa específica.
Quando alguém experimenta desconforto abdominal após ingerir alimentos contendo glúten, é essencial procurar um médico para realizar testes e descobrir a causa. O glúten é uma proteína encontrada em grãos como trigo, cevada e centeio. Então, quando pessoas com sensibilidade ao glúten consomem alimentos como pães, bolos e massas, podem sentir sintomas dolorosos no estômago.
O que é a Intolerância ao Glúten?
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Diferentemente da doença celíaca, a intolerância ao glúten não desencadeia uma resposta autoimune. Portanto, pessoas com essa condição apresentam sintomas parecidos com os da doença celíaca, mas sem os marcadores imunológicos ou danos intestinais específicos.
E quais são esses sintomas? Veja os mais comuns a seguir:
Excesso de gases;
Inchaço abdominal;
Diarreia ou prisão de ventre;
Dor no estômago;
Tonturas e desorientação;
Alterações de humor, como irritabilidade, ansiedade ou tristeza, devido ao mal-estar intestinal.
Como é feito o Diagnóstico da Intolerância ao Glúten?
Se você apresenta sintomas típicos de intolerância ao glúten, é importante consultar um gastroenterologista para uma avaliação completa. Não há testes laboratoriais específicos para a intolerância ao glúten, então o diagnóstico é geralmente feito por exclusão, após a eliminação de outras condições.
O médico poderá solicitar exames de sangue, fezes, urina ou até mesmo uma biópsia intestinal para confirmar ou excluir a doença celíaca como causa. Pessoas com intolerância ao glúten podem precisar experimentar diferentes quantidades de glúten para identificar seu nível de tolerância.
Outro ponto importante é que a intolerância ao glúten muitas vezes coexiste com a intolerância à lactose. Pessoas diagnosticadas com intolerância à lactose devem estar atentas aos sintomas após consumir alimentos que contêm trigo, cevada e centeio.
A intolerância ao glúten, também chamada de sensibilidade ao glúten não celíaca, causa sintomas como dores abdominais e inchaço após consumir glúten, mas não envolve a resposta autoimune ou os danos intestinais da doença celíaca. Já a doença celíaca é uma condição autoimune na qual o glúten provoca uma resposta imunológica que danifica o intestino delgado.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença celíaca afeta cerca de 1% da população mundial e não tem cura, mas o manejo adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Pessoas diagnosticadas com doença celíaca precisam remover completamente todos os alimentos com glúten da dieta.
Quais Alimentos Evitar se Você tem Intolerância ao Glúten?
Se você foi diagnosticado com intolerância ao glúten, evitar alimentos que contenham trigo, cevada e centeio é fundamental. Aqui estão alguns exemplos de alimentos que devem ser evitados:
Massas e pães feitos com trigo;
Cervejas que utilizam cevada na produção;
Bolos, biscoitos e tortas que contenham farinha de trigo;
Muitos produtos processados como sopas e molhos que possam conter glúten escondido.
Como Lidar com o problema no Dia a Dia?
Para viver bem com a intolerância ao glúten, é importante adotar algumas práticas no dia a dia:
Leia os rótulos dos alimentos: Sempre verifique os ingredientes detalhadamente para garantir que o produto é livre de glúten.
Experimente receitas sem glúten: Existem muitas opções de receitas deliciosas e nutritivas que não contêm glúten.
Informe-se sobre a contaminação cruzada: Tenha cuidado para evitar a contaminação cruzada ao preparar alimentos em casa ou ao comer fora.
Com essas dicas e uma dieta adequada, é possível manter uma boa qualidade de vida mesmo com a intolerância ao glúten.