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Importante fazer a testagem anual
Importante fazer a testagem anual Imagem: iStock

Na década de 1980 o vírus do HIV e a Aids foram considerados uma ameaça mundial: de repente diversas pessoas estavam com essa doença, apresentando uma aparência muito mais magra, fraqueza, diarreia e diversos sintomas. No entanto, quando o assunto é primeiros sintomas de HIV, na verdade eles são bem diferentes desses.

A infecção aguda se manifesta depois de 15 dias do contato com o vírus, entre 2 e 4 semanas. Nessa hora, pode não surgir sintoma nenhum —até dois terços das pessoas podem não tê-los.

Quando aparecem, os primeiros sintomas de HIV são muito semelhantes a uma virose:

São sintomas inespecíficos e que muitas vezes a pessoa tem e nem pensa que pode ser HIV e não chega a buscar atendimento.

Fase de latência e novos sintomas

Depois dessa primeira manifestação, que pode nem acontecer, o vírus costuma ficar quieto por um tempo, na chamada fase de latência. Ele continua se multiplicando de forma lenta, sem causar sintomas, mas comprometendo o sistema imune a longo prazo.

Muitas pessoas com HIV não apresentam sintomas por 10 anos ou mais. Mas, quando o sistema imune é comprometido, doenças oportunistas começam a aparecer. São elas que vão determinar os diferentes problemas que podem surgir nessa fase, como:

1. Diarreia

O vírus HIV causa um processo inflamatório crônico no intestino, destruindo as vilosidades e células intestinais. Com isso, a absorção de água e nutrientes pelo órgão é prejudicada, o que causa as diarreias.

No intestino, existem muitos linfócitos TCD4 (os mais atacados pelo HIV) nas chamadas placas de Peyer, elas são infectadas e destruídas, fazendo com que o intestino perca a capacidade de funcionar como uma barreira imune.

2. Emagrecimento

Com o processo explicado acima, aliado à perda de apetite e à alta atividade inflamatória da infecção (que aumenta a queima calórica do corpo), é comum que a pessoa perca peso muito rapidamente, pois está tanto se consumindo mais rapidamente como está se alimentando pior.

3. Sarcoma de Kaposi

Esse tumor é causado pelo vírus da herpes tipo 8, que pode estar presente em pessoas imunocompetentes, mas se manifesta em quem possui HIV devido ao enfraquecimento do sistema imunológico. É uma doença oportunista que costumava ser muito comum nas pessoas com Aids, que é uma neoplasia de vasos sanguíneos.Continua após a publicidade

A infecção é bastante rara fora de quem tem HIV, tanto que o vírus herpes tipo 8 foi descoberto pela ciência depois da alta desta doença. Normalmente, é preciso estar com a imunidade muito baixa, com uma contagem de menos de 50 mil células T4 por mm³ de sangue.

4. Manchas brancas na boca e língua

Esses sintomas ocorrem devido a candidíase oral: O fungo Candida existe em nossa boca, mas apenas quem está com o sistema imunológico enfraquecido apresenta o desenvolvimento desse quadro. Ou seja, sua presença mostra como a imunidade já está comprometida.

5. Tosse e suores noturnos

Tosse e suores noturnos são sintomas típicos da tuberculose, uma doença oportunista muito típica e muito frequente nas pessoas com Aids.

6. Perda de memóriaContinua após a publicidade

O Sistema Nervoso Central também costuma ser afetado pelo vírus. Existe até uma categoria de doenças chamadas de alterações neuropsiquiátricas associadas ao HIV que podem ter várias manifestações, perda de memória é uma delas. Podem até surgir manifestações de demências em pessoas não tratadas.

Mas é muito importante ressaltar que quando a pessoa segue o tratamento adequado, esse tipo de sintoma não aparece e ela leva uma vida normal. Quando médico e paciente encontram a melhor combinação de medicamento, a pessoa vai viver até a velhice. Mas é preciso seguir o tratamento certinho.

Como ter um diagnóstico mais precoce?

Para se ter um diagnóstico precoce é muito importante as pessoas terem uma rotina de testagem anualmente. Todas que tenham vida sexual ativa ou com exposições a risco devem fazer o teste periodicamente, segundo os médicos.

Os médicos também precisam estar atentos a pacientes sintomáticos na fase aguda (ou seja, inicial). Os sintomas são muito semelhantes à mononucleose, que é uma doença mais comum em crianças. Ou seja, se um adulto aparece com eles, é importante ter uma história bem tirada e então testar para HIV.

Quando o quadro é diagnosticado precocemente, a pessoa precisará usar o antirretroviral, medicamento que impede a replicação e multiplicação do vírus HIV no corpo.

Fontes: Celso Granato, médico infectologista; Rico Vasconcelos, do SEAP/HIV, o ambulatório especializado em HIV do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e colunista de VivaBemJaime Araújo, médico infectologista.

Informações UOL


O Serviço de Neurocirurgia do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) realizou na manhã desta sexta-feira, 2 de agosto de 2024, o seu 1º Encontro de Atualização no NH Hotel, em Feira de Santana. O evento reuniu renomados especialistas da área para discutir os avanços e desafios da neurocirurgia, proporcionando um espaço para a troca de conhecimentos e experiências.

A abertura do encontro foi conduzida pela diretora-geral do HGCA, Dra. Cristiana França, que destacou a importância do evento para o aprimoramento dos profissionais e o impacto positivo no atendimento aos pacientes. “Aqui nós queremos expressar, em nome do Hospital Clériston Andrade, da Secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana, nossa gratidão e a nossa alegria pelo trabalho que a neurocirurgia vem desenvolvendo no HGCA. Já temos um consultório de epilepsia implantado no Clériston Andrade, onde tenho a honra e o prazer de ver como tratam os pacientes. Tudo no Clériston é feito com muita maestria para que possamos cuidar dos pacientes como se fossem nossos parentes, com carinho e atenção,” afirmou Dra. Cristiana França.

Dra. Cristiana destacou ainda o comprometimento da equipe de neurocirurgia do HGCA. “A equipe de neurocirurgia, nesses últimos anos, tem se destacado não só pelos trabalhos realizados, mas principalmente pela vontade de que o serviço dê certo. Não adiantaria termos excelentes profissionais se não tivéssemos vontade. Esta equipe trabalha incansavelmente para que cada vez mais possamos ter um trabalho de qualidade. O Clériston Andrade é hoje o hospital que mais realiza neurocirurgias na Bahia. Pacientes vêm de diversas regiões, até mesmo de Pernambuco, em busca do nosso atendimento, somente no ano de 2023 foram mais de 1000 cirurgias realizadas, e este ano pretendemos ter um número ainda maior,” ressaltou a diretora-geral.

Paulo Barbosa, subsecretário de Saúde da Bahia, também participou do evento, representando a secretária Roberta Santana. Em seu discurso, parabenizou o serviço de neurocirurgia do HGCA pelo trabalho realizado e destacou a importância da regionalização dos serviços de saúde. “Em meu nome e em nome da secretária Roberta Santana, parabenizo o serviço de Neurocirurgia do HGCA, em nome do Dr. Márcio Brandão, estendendo os cumprimentos a todos os colegas neurocirurgiões presentes,” disse Paulo Barbosa.

O subsecretário enfatizou a relevância da formação contínua e a necessidade de garantir serviços de alta complexidade em todas as regiões do estado. “Ter uma residência credenciada em neurocirurgia é de extrema importância para garantir que, em cada uma das nove macrorregiões de saúde, tenhamos serviços de alta complexidade. O Hospital Clériston Andrade, com quase 400 leitos, é estratégico para a região, especialmente devido ao alto índice de traumas. O serviço de neurocirurgia tem dado uma excelente resposta, devido ao grande número de neurocirurgias realizadas no último ano,” destacou Paulo Barbosa.

Durante o evento, Prof. Dr. Paulo Henrique Pires de Aguiar, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), falou sobre os avanços na medicina para o tratamento da epilepsia. Após o evento, Dr. Paulo Henrique visitou as instalações do HGCA, onde pôde conhecer de perto a estrutura e os avanços tecnológicos da neurocirurgia. Acadêmicos do HGCA discutiram a prevenção de infecções na neurocirurgia, e a Enfa. Larissa Fernandes, coordenadora de Enfermagem da Neurocirurgia, abordou o papel da enfermagem no setor. Dr. Thiago Carneiro, residente de neurocirurgia no HGCA, apresentou uma visão sobre a residência em neurocirurgia, enquanto Dr. Eduardo Varjão e Dr. Jaquisson Guimarães discutiram a neurocirurgia vascular. Dr. Luiz Soeiro falou sobre os avanços na cirurgia de base de crânio.

De acordo com Dr. Marcio Brandão, coordenador da neurocirurgia do Clériston Andrade, o evento proporcionou um dia de intenso aprendizado e troca de experiências, reforçando o compromisso do HGCA com a excelência no atendimento e cuidado com os pacientes. “ tivemos a oportunidade de discutir dentre outras questões o tratamento para epilepsia , serviço que foi implantado recentemente no hospital Clériston Andrade . A realização do 1º Encontro de Atualização em Neurocirurgia marca um importante passo no contínuo aprimoramento do serviço oferecido pelo HGCA, destacando-se como um polo de excelência no atendimento neurocirúrgico na Bahia”, pontuou Dr. Marcio.

ASCOM/ HGCA


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O whey protein (proteína do soro de leite) se popularizou como aliado de quem treina pesado para aumentar os músculos. O suplemento contém todos os aminoácidos essenciais —inclusive os não produzidos pelo nosso organismo—, compostos que favorecem a recuperação e construção muscular e participam de diversas funções em nosso corpo. É justamente por esse alto valor biológico que o produto vai muito além das academias.

Importância das proteínas

As proteínas são nutrientes essenciais para o funcionamento do nosso organismo. Esses macronutrientes, junto dos carboidratos e das gorduras, têm funções em diversas atividades fisiológicas, seja na síntese de enzimas, hormônios, células do sistema imunológico ou na construção de tecidos, como cartilagens e músculos.

Diferente de carboidratos e gorduras que nossos organismos são capazes de armazenar, as proteínas não têm estoques no nosso corpo. Isso quer dizer que aquele almoço à vontade em uma churrascaria toda semana não vai gerar um estoque de proteínas em seu corpo —é necessário se alimentar de fontes proteicas diariamente e nas quantidades adequadas.

Em média, adultos sedentários precisam ingerir de 0,8 a 1 grama de proteína por quilo corporal, todos os dias. Isso dá cerca de um a dois bifes de carne bovina para um homem de 60 kg ao longo do dia, porção que pode ser um desafio na rotina, principalmente para quem tem restrições alimentares.

Whey protein para quem?

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Para vegetarianos, que não consomem carnes e peixes, o uso do whey protein pode ser recomendado quando não se atinge a meta diária de proteínas com outras fontes que não sejam carnes, como ovos, leites e grãos.

Aos veganos, que restringem a alimentação apenas aos vegetais, o desafio pode ser ainda maior. As proteínas vegetais são chamadas de incompletas, de baixo valor biológico, pois não contêm todos os aminoácidos essenciais e não têm alta taxa de absorção. Não é impossível suprir a demanda proteica com plantas, mas esses fatores tornam a dieta mais complexa. No lugar de uma variedade de grãos, folhas e vegetais em generosas porções, o suplemento proteico vegano pode ajudar a equilibrar os nutrientes.

Alérgicos à proteína do leite e intolerantes à lactose que tenham baixa ingestão proteica podem tirar proveito do whey. O suplemento de proteína isolada de ervilha ou arroz, por exemplo, pode auxiliar na demanda do aporte proteico.

Em casos de outras alergias alimentares que também impossibilitam o consumo de fontes de proteína, como alergia a ovo, o uso do whey protein pode ser uma boa alternativa. O mesmo vale para quem, por preferência de sabores e texturas, tem o paladar mais rigoroso, a ponto de limitar o cardápio.

Com o avançar da idade, estar com as proteínas em dia exige maior controle da alimentação, já que, pelo envelhecimento do organismo, a capacidade de digerir e absorver os aminoácidos é reduzida. A recomendação média de ingestão de proteína para idosos é superior em comparação aos adultos —cerca de 1,2 a 1,5 grama por quilo corporal. O suplemento proteico ainda entra como uma forma de prevenção, atuando na manutenção da musculatura e da força muscular.

Mulheres na menopausa. O declínio dos hormônios sexuais nelas leva à perda da massa muscular, que também pode ser prevenida com suplementação proteica.

Pacientes com câncer, Aids, insuficiência cardíaca ou doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. É que com o avançar dessas doenças crônicas, pode ocorrer diminuição da massa magra, condição conhecida como caquexia.

Pacientes em tratamento em UTI (Unidades de Terapia Intensiva) e em pós-operatório. Um exemplo é na alimentação de pessoas que passaram por cirurgia bariátrica. Nesses casos, destacam-se os suplementos proteicos hidrolisados que oferecem aminoácidos já digeridos, o que facilita a digestão.

Diabéticos e hipertensos, respectivamente por reduzirem a ingestão de alimentos glicídicos e optarem por menores porções de sódio. O whey poderia ser útil em ambos os casos. Estudos ainda iniciais relacionam o whey protein com a redução da pressão arterial, já que seu consumo poderia estimular a produção de hormônios com função hipotensiva. Também tem sido utilizado para acelerar a cicatrização de feridas e lesões.

Consuma do jeito correto

Outro benefício do whey protein é a praticidade do consumo e em facilitar o fracionamento das porções. Considerando que o nosso corpo não é tão eficiente em absorver volumosas porções proteicas de uma só vez, a maneira de otimizar a digestão e garantir os estoques é ingerir fontes proteicas ao decorrer do dia. E pode ser mais fácil levar o pó em uma garrafa ao trabalho, por exemplo, do que uma marmita com ovos e ervilha.

Entretanto, os especialistas consultados ressaltam que a suplementação deve ser indicada e acompanhada por um profissional da nutrição mediante avaliação que, de fato, indique a necessidade de utilização dessa alternativa —e de modo a equilibrar os demais nutrientes.

Ainda controverso na literatura, o excesso de proteínas pode levar à sobrecarga dos rins e do fígado. A recomendação é, sempre que possível, suprir as necessidades nutricionais com alimentos in natura ou minimamente processados, que são mais baratos e mais ricos do ponto de vista nutricional.

Informações UOL


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A pressão alta, ou hipertensão, é uma condição comum que pode afetar qualquer pessoa. O maior problema com a hipertensão é que muitas vezes não apresenta sintomas visíveis, tornando-se uma “assassina silenciosa”. No entanto, quando os níveis de pressão se elevam significativamente, o corpo humano pode começar a mostrar sinais e sensações que servem como alertas.

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Neste artigo, vamos explorar a pressão alta, como entendê-la, como identificar seus sinais e o que fazer em caso de hipertensão. Além disso, usaremos técnicas de SEO para garantir que você encontre facilmente o que procura sobre este tema crucial.

Conheça as sensações que a pressão alta pode causar no seu corpo
(Busakom Pongparnit/Getty Images)

Entendendo a Pressão Alta

A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia. Se essa força é consistentemente alta, o coração precisa trabalhar mais para mover o sangue através das artérias que oferecem resistência ao fluxo. Esse esforço contínuo pode levar ao endurecimento e engrossamento das artérias, aumentando o risco de doenças graves como derrames e ataques cardíacos.

Sensações x Pressão Alta

Medir a pressão arterial regularmente é a forma mais segura de monitorar sua saúde. Contudo, os sintomas só aparecem quando a pressão atinge níveis alarmantes. Nesses casos, você pode experimentar várias sensações:

O Que Fazer em Casos de Pressão Alta?

A hipertensão deve ser tratada para evitar complicações sérias. Em casos extremos, pode ser necessário recorrer a medicamentos. No entanto, muitas pessoas conseguem gerenciar a condição com mudanças no estilo de vida. Aqui estão algumas medidas eficazes:

Por Que a Pressão Arterial Pode Variar?

É importante lembrar que variações na pressão arterial não significam necessariamente hipertensão. Diversas situações e substâncias podem elevar a pressão temporariamente, sem indicar uma condição crônica. Pessoas com predisposição ou fatores de risco devem monitorar a pressão regularmente.

Pressão Alta: A “Assassina Silenciosa”

Por não apresentar sintomas óbvios na maioria dos casos, a pressão alta é perigosa. Muitas pessoas passam anos sem perceber que têm hipertensão até que um problema grave de saúde ocorra. Portanto, é crucial medir a pressão regularmente e adotar hábitos saudáveis para prevenir esta condição.

A hipertensão é uma condição séria, mas com vigilância e mudanças no estilo de vida, é possível mantê-la sob controle. Informar-se e tomar medidas preventivas significa investir em sua saúde a longo prazo.

Informações TBN


Casos foram registrados no interior da Bahia; uma terceira ocorrência, em Santa Catarina, está sob investigação

Mosquito Culicoides, que transmite a febre do Oropouche
A febre do Oropouche é transmitida pelo mosquito Culicoides | Foto: Divulgação/Sesab

O Ministério da Saúde confirmou na última quinta-feira, 25, duas mortes por febre do Oropouche no interior da Bahia que estavam sob investigação. As vítimas, ambas mulheres com menos de 30 anos e sem comorbidades, apresentaram sinais e sintomas semelhantes aos de dengue grave.

Até o momento, não havia registro na literatura científica mundial de óbitos causados por essa doença. Essas são, portanto, as primeiras mortes causadas pela doença confirmadas no mundo

A investigação dos casos foi feita pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Continua em investigação uma morte em Santa Catarina e foi descartada a relação causal por febre do Oropouche de um óbito ocorrido no Maranhão.

Segundo a pasta, a detecção de casos de febre do Oropouche foi ampliada para todo o país em 2023, depois de o ministério disponibilizar testes diagnósticos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Com isso, os casos, até então concentrados na região Norte, passaram a ser identificados também em outras regiões do país. Em 2024, foram registrados 7.236 casos da doença, em 20 Estados brasileiros. A maior parte dos casos foi constatada no Amazonas e em Rondônia.

Investigação de transmissão vertical da febre do Oropouche

A pasta também informou, em nota, que está investigando agora seis possíveis ocorrências de transmissão vertical da doença, isto é, transmissão de mãe para filho, durante a gestação.

São três casos em Pernambuco, um na Bahia e dois no Acre. Dois casos evoluíram para óbito fetal, houve um aborto espontâneo e três casos apresentaram anomalias congênitas, como a microcefalia.

No início deste mês, o Instituto Evandro Chagas (IEC) identificou, pela primeira vez, anticorpos do vírus Oropouche em quatro recém-nascidos e o genoma do vírus em um caso de morte fetal. Em resposta, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica em 11 de julho em que recomenda a Estados e municípios que intensifiquem a vigilância em saúde devido à confirmação da transmissão vertical do vírus.

As análises estão sendo feitas pelas secretarias estaduais de saúde e especialistas, com o acompanhamento do Ministério da Saúde, para concluir se há relação entre a febre do Oropouche e os casos de malformação ou abortamento.

As recomendações incluem reforçar a vigilância durante a gestação e o acompanhamento de bebês cujas mães tiveram suspeita de arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e febre do Oropouche.

Entre as medidas de prevenção para as gestantes, a pasta recomenda evitar áreas com muitos mosquitos, especialmente em regiões onde há o maruim ou mosquito-pólvora, transmissor da doença, e usar roupas que cubram a maior parte do corpo.


Redação Oestecom informações da Agência Estado


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A nova geração de medicamentos para o tratamento do sobrepeso e da obesidade se popularizou em todo o mundo por provocar o emagrecimento em um intervalo de tempo curto. Fabricado pela farmacêutica Novo Nordisk, o Wegovy é a mais nova opção disponível no Brasil. O “primo” do Ozempic começou a chegar às farmácias brasileiras na última sexta-feira, 19 de julho de 2024. A distribuição pelo país será feita de forma gradual, começando pelas grandes cidades, segundo informou a fabricante.

Os medicamentos desta categoria têm atraído atenção por sua eficácia em promover perda de peso significativa. Ambos, Wegovy e Ozempic, possuem o mesmo princípio ativo, semaglutida, um análogo ao hormônio GLP-1. Este hormônio é produzido naturalmente no intestino e desempenha um papel crucial na regulação da glicemia (nível de açúcar no sangue) e da saciedade. Vamos entender mais sobre esses medicamentos e suas diferenças

O que é o Wegovy?

Tanto o Ozempic quanto o Wegovy são fabricados pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk. Ambos usam a semaglutida como princípio ativo. A semaglutida é um análogo ao hormônio GLP-1, que é produzido naturalmente no intestino e está envolvido na regulação da glicemia e da saciedade. Ao usar a medicação, o paciente sente menos fome ao longo do dia e acaba comendo menos do que o habitual.

“Os análogos de GLP-1 têm receptores no hipotálamo, que regulam o apetite e o sistema de recompensa, região mais relacionada ao prazer”, explicou o endocrinologista Marcio Mancini, diretor do Departamento de Tratamento Farmacológico da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e vice-presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Diferenças entre Ozempic e Wegovy

Embora compartilhem o mesmo princípio ativo, Ozempic e Wegovy têm indicações de uso diferentes. No Brasil, o Ozempic é indicado em bula para o tratamento da diabetes tipo 2. O efeito de emagrecimento, observado em estudos clínicos e na experiência dos usuários, o colocou como uma opção off label (fora da bula) para o emagrecimento.

O Wegovy, por sua vez, vai para a prateleira das farmácias com a aprovação da Anvisa para o tratamento da obesidade de pessoas com idade a partir dos 12 anos. É considerado obesa a pessoa que tem índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. Adultos com sobrepeso (IMC igual ou superior a 27), que tenham comorbidades relacionadas ao peso, como diabetes e hipertensão, também podem fazer uso do medicamento.

As vantagens do Wegovy

No tratamentos, uma das grandes vantagens do Wegovy é a variedade de dosagens disponíveis. Enquanto o Ozempic deve ser usado com doses semanais de 0,5 mg ou 1 mg, o Wegovy tem cinco apresentações diferentes: 0,25 mg; 0,5 mg; 1 mg; 1,7 mg e 2,4 mg.

Os ensaios do Wegovy com a dosagem máxima de semaglutida, de 2,4 mg, mostram que os pacientes obesos perdem em média 14,9% do peso em 17 meses de tratamento. Quando comparado com Ozempic em pacientes com diabetes tipo 2, que perdem peso de forma menos significativa, os resultados ainda são superiores para o Wegovy. Pacientes que aplicaram 2,4 mg de semaglutida por semana perderam, em média, 9,64% do peso total; enquanto aqueles que receberam 1 mg perderam 6,99%.

Dosagem e preço

Os preços dos medicamentos podem variar de acordo com o estado e a dosagem usada. As canetas de Ozempic de 0,25 mg, 0,50 mg e 1 mg podem ser encontradas por valores que variam entre R$ 994,03 a R$ 1.308,32, segundo a tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) de abril.

Já o Wegovy poderá ser encontrado nas farmácias por valores que vão de R$ 1.228,09 a R$ 2.596,67, segundo a CMED. A variação do preço depende da dosagem solicitada, da farmácia e do estado.

Cuidados devem ser tomados

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) orienta que os usuários tenham cuidado com a progressão da dose. “É importante buscar um profissional capacitado para saber sobre a indicação e realizar o acompanhamento do tratamento. O uso do medicamento deve estar alinhado a mudanças de estilo de vida, com prioridade para uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas, sempre com o acompanhamento de profissionais”, informa a entidade em seu portal.

Para informações mais detalhadas e atualizadas sobre o Wegovy e outros medicamentos para tratamento da obesidade, siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de todas as novidades.

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O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) inaugurou em julho o primeiro Serviço de Neurocirurgia voltado para epilepsia no Sistema Único de Saúde (SUS) da Bahia. Com investimentos significativos na área de Neurologia, o HGCA abriu ambulatórios especializados em epilepsia refratária e criou um laboratório de Video-Eletroencefalograma (Video-EEG), que começou a funcionar no último dia 18.

O Video-EEG é um exame em que o paciente fica internado e monitorado por câmeras e eletrodos conectados ao crânio, permitindo a detecção de crises convulsivas pela equipe médica. “A cirurgia para epilepsia é uma opção quando os medicamentos anticonvulsivantes não conseguem controlar as crises, sendo indicada para pacientes com epilepsia refratária. É o primeiro serviço de Alta Complexidade da Bahia nesta área, o que representa um grande avanço, envolvendo uma série de profissionais especialistas e investimentos em equipamentos”, afirmou o Dr. Márcio Brandão, coordenador da neurocirurgia do HGCA.

A Dra. Mônica Seixas, neurologista do HGCA e responsável pelo departamento de Epilepsia, destacou que pacientes acompanhados pelo HGCA, provenientes de vários municípios através da lista unificada do Estado, agora terão acesso ao recurso do Video-EEG quando necessário. O primeiro paciente atendido foi do sexo masculino, 37 anos, morador de Valente-Ba, cujas crises convulsivas necessitavam de uma investigação mais profunda, realizada com sucesso pelo exame de Video-EEG. O paciente está agora em casa, sendo acompanhado pelo ambulatório, lúcido e orientado.

Para marcar o início dos trabalhos na instituição, o presidente-eleito da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Dr. Paulo Henrique Pires de Aguiar, especialista com formação internacional em Cirurgia de Epilepsia, estará em Feira de Santana no dia 2 de agosto para um evento de atualização e capacitação na área, direcionado à equipe médica e multiprofissional do HGCA.


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Estudos da Sociedade Brasileira de Odontologia Canabinoide (SBOCAN) registraram um aumento de 300% da procura por tratamentos bucais com cannabis, em especial, pelos pacientes que apresentam bruxismo e dores orofaciais. A alta se deu após resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do início de 2022, que incluiu o campo de número de registro do profissional de odontologia nos pedidos de importação de medicamentos. O cirurgião Bucomaxilofacial, Dr. Thiago Leite, entretanto, alerta para a importância de o paciente ficar atento, pois a prescrição de uma receita de canabinóide deve ser feita por um especialista no assunto, uma vez que as dosagens da medicação não são iguais para todos os casos, nem para todos os pacientes. Além disso, precisam, muitas vezes, ser ajustadas ao longo do tratamento.

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De acordo com Dr. Thiago Leite, especialista em Medicina Canábica pela Unicamp, a terapia com os canabinoides é aplicada com êxito em pacientes com cefaleia do tipo tensional e que apresenta dor de cabeça. O bucomaxilofacial traz um número preocupante: afirma que 86% dos pacientes que sofrem de Disfunção Temporomandibular Muscular (DTM), dor orofacial da mastigação, por exemplo, também são acometidas por transtorno de ansiedade, depressão, insônia ou fazem uso de antidepressivos, problemas que podem, inclusive, piorar ou potencializar o bruxismo.

“Desta forma, a medicina canábica pode auxiliar bastante na redução da ansiedade e melhorar o padrão do sono destes pacientes, sem causar a dependência que a maioria dos antidepressivos e ansiolíticos causam”, salientou.

Para o especialista, o aumento pela procura dos canabinoides ou mesmo sua prescrição está associada justamente ao aumento do uso de antidepressivos e dos ansiolíticos e esclarece que quando comparados com os derivados da Canabis Medicinal, o que se percebe é que esta, quando prescrita na dosagem correta, não muda a arquitetura do sono, o que não acontece com os benzodiazepínicos, que são os medicamentos usados para dormir. “Além disso, essas medicações são bem mais tolerantes. Não existe uma dose letal do canabidinoide. O que ocorre muito com os antidepressivos e ansiolíticos.

Então, além do canabidiol ter um excelente efeito na ansiedade, no sono, nas dores, na cefaleia e no humor, atua no tratamento do apertamento dos dentes, o conhecido bruxismo que é justamente resultado de todas essas questões”, salientou o especialista em medicina canábica, Dr Thiago Leite, que trabalha com a Canabis Medicinal desde 2020.

Por Adriana Matos AMA Assessoria de Imprensa


Alimentos essenciais para o crescimento muscular

O principal objetivo da dieta anabólica é reduzir a gordura corporal e intensificar a produção de hormônios responsáveis pela construção muscular, exemplos: testosterona, o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1), o hormônio do crescimento (GH) e a insulina. 

Dessa maneira, o Sport Life vai compartilhar na sequência os três alimentos essenciais para o crescimento muscular com a ajuda da nutricionista Adriana Stavro

Os três alimentos essenciais para o crescimento muscular 

Queijo cottage 

“Fonte rica em proteína caseína, que é de digestão lenta e fornece fluxo constante de aminoácidos aos músculos. Além disso, é uma boa fonte de vitaminas do complexo B, como B12, B2 e B5, que aumentam a energia e auxiliam no crescimento e na reparação muscular. Também contém BCAAs, os aminoácidos de cadeia ramificada, como leucina, isoleucina e valina, essenciais para o crescimento e a recuperação muscular”, disse. 

Aveia 

“Fornece energia para os treinos e reabastece os estoques de glicogênio muscular e hepático. Rica em fibras, regula os níveis de açúcar no sangue, retarda a absorção de glicose na corrente sanguínea e evita picos nos níveis de glicose sanguínea. Isso proporciona uma liberação lenta e constante de energia”, detalhou. 

Salmão 

“É uma fonte de proteína completa e contém todos os aminoácidos necessários para a construção muscular. Além disso, é rico em ômega-3. Potente anti-inflamatório, que reduz a inflamação causada pelo treino, aumenta os níveis de testosterona e beneficia o crescimento muscular”, concluiu Adriana Stavro.

Informações Sport Life


O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), pertencente à rede própria da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, anuncia a abertura das inscrições para a XI Mostra Integrada de Pesquisa. O evento será realizado nos dias 18 e 19 de setembro deste ano, de forma presencial, no Centro de Cultura Amélio Amorim, situado na cidade de Feira de Santana – BA. A Mostra busca promover o debate e a reflexão sobre a importância da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), diante disso, terá como tema central “Equidade no SUS: reconhecer as diferenças para promover a igualdade”.

As inscrições podem ser realizadas através da Plataforma Even, no link https://www.even3.com.br/xi-mostra-integrada-de-pesquisa-do-hospital-geral-cleriston-andrade-hgca-475049. A submissão de resumos deve ser realizada via e-mail, hgca.mostradepesquisa11@gmail.com, entre os dias 18 de julho e 18 de agosto.

Desde 2013, o HGCA promove a Mostra Integrada de Pesquisa em colaboração com instituições de ensino superior parceiras. O principal objetivo do evento é dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas no âmbito dos serviços de saúde, incentivando a aplicação de seus resultados para a tomada de decisões clínicas e de gestão. Esta iniciativa fortalece o SUS, promovendo um atendimento mais eficiente e igualitário à população.

Os trabalhos científicos aprovados para a Mostra devem abordar temas relacionados à Gestão e Avaliação em Saúde na Unidade Hospitalar, bem como à Produção do Cuidado em Unidade Hospitalar. É essencial que os interessados consultem o regulamento completo de submissão, disponível em anexo ou no site https://www.saude.ba.gov.br/mostrapesquisahgca/.

A XI Mostra de Pesquisa do HGCA é mais um passo importante para a divulgação de estudos científicos e práticas inovadoras desenvolvidas na unidade.

Fonte: ASCOM/HGCA

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