Este alimento contribui para a recuperação muscular, além de potencializar os resultados do treino; saiba qual é o vegetal

Saiba qual alimento comer após o treino para potencializar resultados

Quando o assunto é ganhar músculos, existem dois fatores que “andam” juntos: uma rotina de treinamentos consistente e uma dieta voltada para perda de gordura. No último caso, a proteína, especialmente a soja, desempenha um papel fundamental para o crescimento muscular.

O Departamento de Medicina da Universidade de Rochester (EUA) descobriu que a suplementação com proteínas de soja pode aumentar a síntese de proteínas musculares em adultos. Ou seja, este nutriente vegetal pode ser o mais indicado para o crescimento muscular. As informações são do portal espanhol Saber Vivir.

De acordo com a nutricionista Leticia Gasparetto, a soja é uma excelente fonte de proteína para o ganho de massa muscular por ser rica em aminoácidos essenciais. “Isso contribui para a reparação e construção muscular, sendo uma alternativa para quem busca alimentos vegetais para potencializar os resultados do treino”, orienta.

Foto colorida de soja - Metrópoles
Soja é uma ótima pedida

A nutricionista Thaiz Brito, colunista do Metrópoles, ressalta que, para o processo de hipertrofia acontecer, não basta fazer uma boa ingestão proteica diariamente. É necessário também proporcionar estímulo físico por meio de treinos de musculação.

“Para se ter uma ideia, em 100 gramas de soja, encontramos 36 gramas de proteínas, o que representa uma boa quantidade. No entanto, para garantir o bom aporte de proteína diário, não basta se apegar apenas em ingerir o nutriente no momento pós-treino”, complementa.

Foto colorida de soja - Metrópoles
Leite de soja

Além dos benefícios citados, a soja contém boas quantidades de fibras e isoflavonas, fitoestrógenos que melhoram os sintomas da TPM e atuam na prevenção da osteoporose. “Possui ainda ação antioxidante, podendo ser uma excelente opção dentre as fontes proteicas”.

Versátil e rica em nutrientes, a soja pode ser incorporada facilmente na alimentação, ajudando a manter a saúde muscular e promover a recuperação após o exercício, encerra Gasparetto.

Informações Metrópoles


Créditos: depositphotos.com / tiler84

O diabetes é uma doença crônica que interfere na produção e absorção de insulina, hormônio essencial para a regulação da glicose no sangue. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil é o quinto país com a maior incidência de diabetes no mundo, atingindo cerca de 16,8 milhões de brasileiros. Com números tão expressivos, é vital conhecer os fatores de risco e sintomas da doença.

Surpreendentemente, alguns dos primeiros sinais de diabetes podem se manifestar na boca. Por isso, é fundamental ficar atento aos sinais bucais, uma vez que os cuidados adequados ajudam na detecção precoce e no tratamento efetivo da diabetes.

Quais são os sinais de diabetes que aparecem na boca?

A diabetes afeta diretamente o controle da glicemia no organismo, o que, por sua vez, pode alterar a circulação sanguínea e reduzir o fluxo salivar. Isso ocasiona uma boca mais seca e mudanças no pH da saliva, reduzindo seu efeito protetor natural. Como resultado, a cavidade bucal se torna mais propensa a infecções como periodontite, além de uma maior suscetibilidade à ação de vírus como herpes e cândida.

Especialistas afirmam que a diabetes pode não apresentar sintomas claros no início. Contudo, alguns sinais específicos se manifestam na boca e merecem atenção especial. Veja a seguir quais são esses sinais:

Boca seca

A xerostomia ou boca seca é um dos sinais mais comuns de diabetes. Essa condição é uma consequência da menor produção de saliva em resposta ao aumento dos níveis de açúcar no sangue.

Quais são os sintomas mais comuns na boca em pessoas com diabetes?

  • Gengiva vermelha e sensível: O aumento da taxa de açúcar no sangue facilita a proliferação de bactérias na boca, resultando em gengivas avermelhadas, sensíveis e doloridas, que podem sangrar durante a escovação.
  • Perda de dentes: Com a diabetes descontrolada, a propensão a doenças periodontais, cáries e outras infecções bucais aumenta, facilitando a perda de dentes.
  • Aumento do açúcar na saliva: A elevação dos níveis de glicose na saliva cria um ambiente favorável ao desenvolvimento de bactérias, aumentando a probabilidade de cáries e infecções.
  • Mau hálito: O hálito cetônico, com cheiro de frutas apodrecidas, é comum quando a diabetes está descontrolada e os níveis de açúcar estão desregulados. Esse é um sinal vital para o diagnóstico da diabetes, especialmente quando surge com outros sintomas como sede excessiva, micção frequente e fadiga.
  • Demora na cicatrização: A diabetes pode reduzir a capacidade do organismo de se recuperar de ferimentos, resultando em complicações após procedimentos odontológicos.
  • Aftas: Pacientes diabéticos frequentemente apresentam aftas e machucados na boca, principalmente quando a doença está descompensada.

Como diabetes pode afetar sua saúde bucal?

Anuncios

Reconhecer e prestar atenção aos sinais de diabetes que aparecem na boca é vital para a manutenção da saúde bucal e geral. A identificação precoce e o tratamento adequado da doença são essenciais para evitar complicações mais graves. Pacientes com diabetes devem fazer visitas regulares ao dentista e manter uma higiene bucal rigorosa.

Além disso, alguns cuidados especiais incluem:

  1. Monitorar constantemente os níveis de glicose no sangue.
  2. Manter uma dieta balanceada e controlar a ingestão de açúcares.
  3. Praticar atividades físicas regularmente.
  4. Não fumar, pois o tabagismo agrava problemas periodontais.
  5. Usar fio dental e escovar os dentes após cada refeição.

Conhecer esses sinais e sintomas pode ser a chave para um diagnóstico precoce, essencial para a eficiência do tratamento e para a qualidade de vida do diabético. Cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde integral.

Informações TBN


Créditos: depositphotos.com / robertohunger

A creatina é um suplemento popular entre os praticantes de atividades físicas, promovendo benefícios significativos na força muscular e hipertrofia. No entanto, há muitos mitos e verdades circulando sobre seu uso. É essencial entender melhor essas informações para fazer um uso consciente e seguro deste composto.

Além dos benefícios musculares, pesquisas estão sendo realizadas para avaliar o uso da creatina em outras áreas da saúde, como diabetes, osteoartrite, fibromialgia e até mesmo em ganhos cognitivos e de saúde mental. Abaixo, desmistificamos algumas concepções comuns sobre a creatina.

Qualquer pessoa pode tomar creatina?

Embora a creatina seja produzida naturalmente pelo corpo, isso não significa que todos possam usá-la indiscriminadamente. É sempre recomendável consultar um nutricionista antes de iniciar qualquer suplementação. A creatina tem sido considerada segura para várias faixas etárias, desde crianças até idosos, mas a orientação profissional é fundamental.

A nutricionista Alice Erwig, doutoranda na USP, destaca que “embora o papel da suplementação na função cerebral seja promissor, ainda existem lacunas importantes na pesquisa que precisam ser abordadas”. Isso reforça a necessidade de uma abordagem cautelosa e personalizada.

Devo tomar o pó direto na boca, sem diluir?

Apesar de alguns vídeos nas redes sociais sugerirem essa prática, é perigosíssimo. A creatina é um pó muito fino e tomar diretamente na boca pode causar engasgos e até asfixia. Sempre dilua a creatina em algum líquido antes de consumir.

Um fato interessante é que a creatina não é totalmente solúvel em água. Estudos iniciais administravam a creatina em chá quente para melhorar a dissolução do pó. Contudo, a solubilidade não afeta significativamente a absorção do suplemento.

É preciso tomar creatina nos dias em que não treino?

Sim, o uso da creatina deve ser diário, independentemente de treinar ou não. A frequência cria um estoque de energia no músculo, essencial para os benefícios do suplemento. Segundo o educador físico Antonio Herbert Lancha Júnior, “o efeito é o de uma substância usada sempre, não é um efeito agudo”.

Quais são os principais mitos sobre a creatina?

  • Precisa tomar sempre no mesmo horário: Existe o mito de que é necessário tomar creatina sempre no mesmo horário, mas não há estudos que comprovem essa necessidade.
  • Pode diluir em qualquer líquido: A creatina pode ser diluída em água, sucos e vitaminas. Tomá-la com um carboidrato pode trazer vantagens, mas são pequenas.
  • Dose diária recomendada: A dose diária indicada é de 3 a 5 gramas, diferente dos protocolos iniciais que sugeriam até 20 gramas diárias.

Qual tipo de creatina devo comprar?

Existem vários tipos de creatina disponíveis no mercado, como mono-hidratada, etil-éster, HCL, nitrato e líquida. No entanto, a maioria das pesquisas é feita com a creatina mono-hidratada, sendo a mais indicada pelos especialistas.

“A maioria dos estudos mostra que a ingestão das outras formas tem menos impacto fisiológico nos estoques intramusculares e/ou no desempenho do que a mono-hidratada”, afirma Erwig. Portanto, ao escolher a creatina, opte pela versão mono-hidratada para garantir os melhores resultados.

Em resumo, embora a creatina possa oferecer uma série de benefícios, seu uso deve ser orientado por um profissional da saúde, garantindo que seja feita de maneira segura e eficaz. Familiarizar-se com os mitos e verdades sobre este suplemento pode ajudar a alcançar os resultados desejados sem comprometer a saúde.

Informações TBN


Imagem: Internet

Dois estudos recentes da Universidade de Chicago trouxeram à tona insights fascinantes sobre por que o Alzheimer atinge mais mulheres do que homens. A pesquisa focou em explorar as diferenças na manifestação de sintomas entre os sexos, concentrando-se especialmente no impacto do estrogênio na formação de placas amiloides e na inflamação cerebral.

O estrogênio, conhecido como o principal hormônio reprodutivo feminino, desempenha um papel crucial na regulação do ciclo menstrual e na fertilidade das mulheres. No entanto, sua influência vai além dessas funções, afetando também a saúde cerebral e, potencialmente, a vulnerabilidade ao Alzheimer.

O Estrogênio e a Formação de Placas Amilóides

Em uma série de experimentos conduzidos em ratos, os cientistas observaram que a remoção da produção de estrogênio nas ratinhas resultou em uma diminuição significativa na quantidade de placas amiloides no cérebro. Esses depósitos de proteína são uma característica marcante do Alzheimer e estão associados à degeneração neural.

Como a Supressão do Estrogênio Afeta o Alzheimer?

Além disso, os pesquisadores descobriram que ao estimular os animais para desenvolver uma condição semelhante ao Alzheimer e administrar antibióticos que alteravam a microbiota intestinal, os níveis de estrogênio aumentavam. Isso sugere uma conexão complexa entre o hormônio e a microbiota, afetando a deposição de placas amiloides.

Impactos do Estrogênio

“Percebemos que os níveis de estrogênio têm um impacto direto na deposição de amiloides. Quando removemos a fonte hormonal em fases iniciais, as placas praticamente desaparecem. É realmente impressionante”, comentou o neurobiólogo Sangram Sisodia, um dos autores do estudo.

Quais São os Sinais e Sintomas do Alzheimer?

O Alzheimer se manifesta por meio de diversos sinais e sintomas que variam em intensidade e progressão. Aqui estão alguns dos mais comuns:

  • Perda de memória recente: Esquecer eventos ou informações recentes.
  • Dificuldade em realizar tarefas cotidianas: Coisas simples como fazer uma xícara de café podem se tornar desafiadoras.
  • Confusão mental: Desorientação e dificuldade em seguir conversas.
  • Desorientação em relação a tempo e lugar: Esquecer onde está ou que dia é.
  • Alterações de humor e personalidade: Mudanças drásticas no comportamento e emoções.
  • Dificuldade em tomar decisões e seguir instruções: Mesmo as mais simples se tornam confusas.
  • Problemas de linguagem: Dificuldade em encontrar palavras apropriadas.
  • Perda de interesse em atividades: Hobbies que antes eram apreciados podem ser abandonados.

O Que Leva Alguém a Ter Alzheimer?

A origem do Alzheimer é complexa e envolve uma interação de múltiplos fatores. Aqui estão alguns dos principais contribuintes:

  1. Predisposição genética: Ter um histórico familiar aumenta significativamente o risco.
  2. Envelhecimento: O risco aumenta com a idade.
  3. Lesões cerebrais: Concussões repetidas podem contribuir.
  4. Estilo de vida: Dieta inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool são fatores de risco.
  5. Condições médicas: Pressão alta, diabetes, obesidade e doenças cardíacas estão associadas a um risco maior.
  6. Inflamação crônica no cérebro: Infecções crônicas e doenças autoimunes podem aumentar a predisposição.
  7. Exposição a toxinas: Metais pesados e produtos químicos tóxicos são suspeitos de aumentar o risco.
  8. Saúde mental: Estresse crônico, depressão e isolamento social podem contribuir para o desenvolvimento do Alzheimer.

Novas Perspectivas para o Tratamento do Alzheimer

Em um segundo estudo publicado na revista Molecular Neurodegeneration em 17 de fevereiro, os pesquisadores examinaram os efeitos de um novo medicamento, a droga GV-971, na formação de depósitos amiloides e na neuroinflamação. Curiosamente, a medicação mostrou redução dos depósitos de proteína beta amiloide e alterações no microbioma, mas esses efeitos foram observados apenas em animais do sexo masculino.

Essa descoberta indica que existem influências específicas nas fêmeas que afetam os marcadores biológicos da doença. Devido à impraticabilidade de suprimir o estrogênio como um tratamento viável, os pesquisadores estão buscando ampliar sua investigação para identificar abordagens mais eficazes ou para revisar os métodos existentes no tratamento do Alzheimer.

Assim, o avanço da ciência na compreensão do Alzheimer entre diferentes sexos abre novas portas para possíveis tratamentos e prevenção da doença. O estrogênio e seu impacto na saúde cerebral continuam sendo áreas de grande interesse e potencial para futuras pesquisas.

Informações TBN


foto: Smith Collection/Gado/Getty Images

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com uma instituição sul-africana, identificaram um novo subtipo do vírus HIV em circulação no Brasil. Este subtipo é uma combinação genética dos tipos B e C, que são os mais prevalentes no país, e foi encontrado em ao menos três estados brasileiros.

A descoberta da nova cepa foi feita em amostras de soropositivos no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e na Bahia. O trabalho, que foi publicado na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz no dia 16 de agosto de 2024, lança luz sobre uma nova subvariante preocupante.

Descoberta da Nova Cepa do HIV

Os cientistas detectaram essa mistura genética em uma amostra coletada em 2019 de um paciente com HIV em tratamento em Salvador. Uma análise aprofundada em uma base de dados nacional revelou mais três ocorrências semelhantes nos estados mencionados anteriormente.

De acordo com a pesquisa, as quatro amostras desse novo subtipo do HIV apresentam relação de parentesco. A nova subvariante recebeu o nome de CRF146_BC. Os pesquisadores acreditam que essa variante surgiu em um paciente infectado simultaneamente pelos subtipos B e C, possivelmente originando a transmissão.

O que significa a descoberta do subtipo CRF146_BC do HIV?

Este novo subtipo do HIV é uma mistura entre os subtipos B e C e é chamado de recombinante CRF146_BC. Este tipo de recombinação genética pode ocorrer quando duas variantes diferentes infectam a mesma célula e formam híbridos durante a replicação. Segundo a autora da pesquisa, Joana Paixão Monteiro-Cunha, esta variante já pode estar amplamente disseminada no país.

  • Subtipo B: Mais prevalente no Brasil, responsável por 80% dos casos.
  • Subtipo C: Contribui com a maioria do material genético da nova variante.

Essa variante é mais transmissível ou grave?

Até o momento, não há informações conclusivas sobre se a CRF146_BC é mais transmissível ou se causa uma progressão diferente da infecção para a aids. No entanto, os cientistas afirmam que o tratamento padrão com antirretrovirais não necessita de modificação, visto que todos os subtipos do HIV-1 costumam responder à terapia existente.

  1. Identificação da nova variante em 2019.
  2. Publicação do estudo na revista Memórias.
  3. Descoberta da relação de parentesco entre as amostras.
  4. Continuação dos estudos para monitoramento e vigilância.

Desde a década de 1980, já foram identificadas mais de 150 combinações entre os subtipos B e C do HIV no mundo. Essas variantes híbridas são responsáveis por cerca de 23% das infecções globais de HIV.

Importância da Vigilância e do Monitoramento do HIV

A equipe da UFBA e Fiocruz continua a estudar e monitorar o surgimento de novas variantes do HIV. Esse trabalho é crucial para ajudar na vigilância da disseminação do vírus e ajustar estratégias de tratamento e prevenção, se necessário.

Joana Paixão Monteiro-Cunha destaca a importância da vigilância contínua: “Nosso estudo mostrou que as variantes encontradas nas diferentes regiões geográficas são descendentes de um mesmo ancestral. Assim, é possível especular que ela já está amplamente disseminada no país”.

Informações TBN


Freepik

Nos últimos anos, oncologistas têm emitido alertas sobre um aumento surpreendente nos diagnósticos de câncer entre jovens adultos. As estatísticas mostram uma tendência preocupante, especialmente em mulheres e indivíduos na faixa dos 30 anos. Especialistas estão investigando possíveis causas, e os alimentos ultraprocessados e carnes processadas estão no centro das discussões.

O nutricionista Matthew Lambert, gerente de informações e promoção de saúde do World Cancer Research Fund, destacou recentemente a importância de reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados. “Aconselhamos que as pessoas consumam menos alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcar e sal,” afirmou Lambert. Ele listou exemplos como bolos, biscoitos, doces, bebidas açucaradas e fast food como pizza e hambúrgueres.

Qual o Impacto dos Alimentos Ultraprocessados no Câncer entre Jovens?

A Dra. Coral Olazagasti, professora assistente de oncologia médica clínica no Sylvester Comprehensive Cancer Center da Universidade de Miami, observou a mudança na faixa etária dos diagnósticos de câncer. “No passado, pensava-se que o câncer era uma doença da população idosa, mas agora temos visto pessoas sendo diagnosticadas cada vez mais jovens,” comentou Olazagasti.

Uma dieta rica em alimentos ultraprocessados pode ser um fator significativo. Esses alimentos geralmente contêm corantes, emulsificantes, aromatizantes e outros aditivos. Embora possam ser convenientes, são pobres em nutrientes essenciais e fibras, mas ricos em açúcar, gorduras saturadas e sal.

Quais São os Principais Riscos dos Alimentos Ultraprocessados?

Pesquisas recentes indicam que os alimentos ultraprocessados representam cerca de 73% da oferta alimentar nos EUA, e a dieta média americana obtém mais de 60% das calorias diárias desses produtos. Segundo Lambert, “Esses tipos de alimentos não contêm fibras e têm praticamente nenhum nutriente essencial. Devem ser consumidos apenas ocasionalmente e em pequenas quantidades.”

  • Alimentos ultraprocessados incluem produtos embalados, bebidas, cereais e produtos prontos para o consumo.
  • Esses alimentos são muitas vezes ricos em açúcar, gordura saturada e sal.
  • Faltam vitaminas e fibras nesses alimentos, essenciais para uma dieta balanceada.

Como as Carnes Processadas Contribuem para o Risco de Câncer?

A Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde classificou as carnes processadas como “carcinogênicas para humanos.” Estudos mostram evidências suficientes de que o consumo dessas carnes aumenta o risco de câncer colorretal. Os nitratos presentes na carne processada podem se combinar com compostos no corpo, causando danos celulares.

  1. O consumo diário de carnes vermelhas e processadas pode aumentar o risco de câncer colorretal em 40%.
  2. Nitratos e nitritos presentes na carne são conservantes que estão associados ao aumento do risco de câncer.
  3. Carnes defumadas ou carbonizadas também têm associações claras com o risco de câncer.

Quais as Recomendações dos Especialistas para Reduzir o Risco de Câncer?

Para reduzir o risco de câncer, especialistas aconselham limitar o consumo de carne vermelha e processada, além de evitar alimentos ultraprocessados. Focar em uma dieta rica em fibras e pobre em açúcares refinados pode ser uma estratégia eficaz. O Dr. Nicholas DeVito, do Duke University Medical Center, observa que as escolhas alimentares inadequadas, como alimentos fritos e bebidas açucaradas, estão fortemente ligadas ao aumento do câncer entre jovens adultos.

Segundo DeVito, “É crucial que as pessoas entendam a relação entre dieta e câncer. Fazendo escolhas alimentares mais saudáveis, podemos diminuir significativamente o risco de desenvolver essa doença.” Ele também enfatiza a importância da educação sobre alimentação e a implementação de políticas públicas que incentivem dietas mais saudáveis.

Informações TBN


Síndrome de Burnout- Créditos: depositphotos.com / NataliMis

A jornada de trabalho que chegava a durar 16 horas por dia, o excesso de responsabilidades e o sentimento de viver em função do emprego foram cruciais para que Juliana Ramos de Castro, de 41 anos, desenvolvesse a síndrome de burnout. Os primeiros sinais apareceram em 2020, quando a nutricionista trabalhava como autônoma.

“Na época, acreditava que o que estava sentindo era crise de ansiedade e fui levando o consultório até conseguir um trabalho em uma empresa em meados de 2022”, conta Juliana. Quando assumiu um cargo de gerente, com uma jornada de trabalho extenuante, os sintomas, que até então oscilavam, tornaram-se frequentes.

Síndrome de Burnout: O Que É e Por Que Acontece?

Mas afinal, o que é a síndrome de burnout? Ao procurar ajuda médica, Juliana descobriu que o que acreditava ser ansiedade era, na verdade, burnout. Essa síndrome ocupacional é causada por um estresse crônico na vida profissional e se caracteriza também, além da exaustão, por um sentimento de negatividade em relação ao trabalho e uma piora do desempenho.

Em 2023, 421 pessoas foram afastadas do trabalho por burnout, o maior número dos últimos dez anos no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O aumento ocorreu, principalmente, durante a pandemia do coronavírus. De 178 afastamentos por burnout em 2019, o Brasil passou para 421 em 2023, um aumento de 136%.

Quais São os Fatores que Contribuem para o Burnout?

Para especialistas, três fatores ajudam a explicar o crescimento dos diagnósticos de burnout no país:

  • Maior conhecimento da população sobre transtornos e síndromes relacionados ao trabalho, principalmente, a partir do reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) do burnout como uma síndrome ocupacional.
  • Maior nível de cobrança sobre trabalhadores no ambiente organizacional, culminando em pressão e estresse, desencadeadores de transtornos e síndromes.
  • Confusão de especialistas na hora de identificar se o paciente tem burnout ou outros transtornos mentais relacionados ao trabalho.

Como Identificar os Sintomas de Burnout?

Segundo a médica psiquiatra Alexandrina Meleiro, hoje, estima-se que 40% das pessoas economicamente ativas sofram de burnout. No entanto, nem todos os casos são identificados. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Exaustão emocional: um cansaço profissional excessivo.
  • Despersonalização: uma perda de sentimentos em relação a outras pessoas no trabalho.
  • Reduzida realização profissional: sensação de insatisfação com o próprio desempenho, gerando sentimentos de incompetência e baixa autoestima.

Elton Kanomata, médico psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que essas dimensões podem ser identificadas pelo próprio paciente a partir de sintomas físicos, cognitivos e emocionais, como a fadiga persistente, insônia, dificuldade de concentração e raciocínio, esgotamento emocional e baixa autoestima com relação às competências.

Como Tratar a Síndrome de Burnout?

O tratamento da síndrome de burnout é feito com o apoio de profissionais através de psicoterapia e medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). Segundo especialistas, os primeiros efeitos são sentidos pelo paciente entre um e três meses após o início do tratamento.

Antônio Geraldo da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), ressalta que tão importante quanto a terapia e o uso de medicamentos é a mudança no estilo de vida do paciente. Praticar esportes, ter uma boa qualidade de sono, realizar atividades de lazer e ter tempo de qualidade com familiares e amigos é fundamental nesse processo.

Qual é a Melhor Forma de Prevenir o Burnout?

A prevenção envolve mudanças na cultura da organização do trabalho, estabelecimento de restrições à exploração do desempenho individual, diminuição da intensidade de trabalho e busca de metas coletivas que incluam o bem-estar de cada um. Isso faz parte de um esforço conjunto entre trabalhadores, empresas e a sociedade para criar ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.

Por fim, é importante que tanto os trabalhadores quanto os empregadores estejam atentos aos sinais e sintomas da síndrome de burnout para que possam agir rapidamente e evitar que a condição se agrave, garantindo uma melhor qualidade de vida e produtividade no ambiente de trabalho.

Informações TBN


Foto: AFP/29-03-2020

O governo canadense emitiu um importante alerta para seus cidadãos: é hora de se preparar para uma nova pandemia. Na segunda edição do Manual do Plano de Continuidade de Negócios para Surtos de Gripe e Doenças Infecciosas, lançada em junho de 2024, o Centro de Saúde e Segurança Ocupacional do Canadá (CCOHS) detalhou um cenário hipotético que poderá causar perturbações ainda maiores do que as vistas durante a pandemia de Covid-19.

Com base em dados de surtos passados e tendências observadas, o guia apresenta instruções detalhadas sobre como empregadores e cidadãos devem se preparar para uma possível nova pandemia. Preocupações envolvendo cadeia de abastecimento, mudanças na demanda do consumidor e outras interrupções são alguns dos pontos cruciais abordados.

Como Funciona o Plano de Continuidade?

O guia de continuidade, além de fornecer informações básicas, foca em medidas preventivas e estratégias de resposta diante de um novo surto. Ele aponta que “com base nas tendências de pandemias passadas, é possível prever um número elevado de infecções e mortes em diferentes faixas etárias em relação ao observado durante as gripes sazonais”.

Para além da saúde, o manual destaca que as pandemias podem impactar profundamente setores essenciais como telecomunicações, serviços bancários, fornecimento de água, gasolina, medicamentos e alimentos. O guia sugere que empregadores e cidadãos estejam preparados para enfrentar essas dificuldades.

Que Impactos Podemos Esperar de Uma Nova Pandemia?

Um ponto importante ressaltado pelo guia é a possibilidade de uma futura pandemia chegar em “duas ou três ondas, com cerca de três a nove meses de intervalo entre cada surto”. Esse ciclo pandêmico pode se prolongar por até dois anos, demandando atenção e preparação contínua dos cidadãos e empresas.

Entre as principais interrupções previstas estão:

  • Redução das atividades de trabalho
  • Desafios na cadeia de abastecimento
  • Mudanças na demanda do consumidor

A preparação adequada pode ajudar a mitigar os impactos econômicos e sociais de uma nova pandemia, garantindo maior resiliência e capacidade de resposta.

Pandemia no Hemisfério Norte: O Que Está Acontecendo?

Recentemente, os Estados Unidos e outros países do hemisfério Norte estão enfrentando um aumento nos casos de Covid-19. Apesar desse crescimento, o quadro ainda é menos grave do que os níveis pandêmicos observados anteriormente. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não deixa de alertar sobre os riscos de novas mutações do vírus se ele continuar a se espalhar.

De acordo com a OMS, um aumento na propagação da Covid-19 pode resultar em infecções mais graves que escapem à proteção oferecida por vacinas e medicamentos atuais.

Como Se Preparar para uma Nova Pandemia?

Preparar-se para uma nova pandemia envolve diversas etapas. Aqui estão algumas medidas que indivíduos e empresas podem tomar:

  • Elaborar planos de continuidade de negócios
  • Estabelecer protocolos de higiene e segurança sanitária
  • Garantir reservas de suprimentos essenciais
  • Manter canais de comunicação abertos e eficientes

Além disso, é fundamental que as empresas invistam em tecnologia para facilitar o trabalho remoto e a comunicação à distância, caso seja necessário.

Conclusão

Embora o futuro seja incerto, a preparação é a chave para enfrentar uma nova pandemia com a menor quantidade possível de interrupções socioeconômicas. O Manual do Plano de Continuidade de Negócios para Surtos de Gripe e Doenças Infecciosas, do Centro de Saúde e Segurança Ocupacional do Canadá, oferece um guia valioso para todos os cidadãos e empregadores. Manter-se informado e preparado é a melhor forma de garantir a segurança e o bem-estar de todos.

Informações TBN


Neste Agosto Dourado, mês dedicado à promoção do aleitamento materno, o Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, reforça a importância da amamentação e da doação de leite materno. O Banco de Leite da unidade presta um serviço essencial para a saúde infantil e materna. Desde sua inauguração, mais de 3.600 bebês receberam o leite materno, fundamental para o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos.

Em 2023, o Banco de Leite distribuiu aproximadamente 936 litros de leite materno, beneficiando diretamente 765 crianças em apenas um ano. A capacidade de armazenamento do banco é projetada para atingir 120 litros mensais, uma meta que visa garantir a disponibilidade contínua de leite para os pacientes.

“As ações do Banco de Leite do HEC vão além da simples coleta e distribuição de leite. O serviço abrange tanto os recém-nascidos quanto as mães, oferecendo um suporte abrangente. As técnicas de enfermagem do banco realizam estímulos na mama, orientam sobre o aleitamento materno e sua importância, coletam doações e auxiliam no manejo das mamas em casos de dor causada pelo excesso de leite”, explica a coordenadora do Banco, Wanessa Ribeiro.

Em relação às doações, ao longo destes seis anos, 6.762 mulheres contribuíram com leite materno, sendo 1.450 somente em 2023. Essas doações são fundamentais para manter o estoque e a capacidade de atender às necessidades dos bebês internados no hospital.

Wanessa ressalta ainda que o aleitamento materno é de extrema importância para o desenvolvimento e imunização da criança, além de ser uma forma de estreitar o vínculo entre mãe e bebê. “O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento dos bebês, fornecendo todos os nutrientes necessários e fortalecendo o sistema imunológico. Além disso, a amamentação promove um vínculo único entre mãe e filho, essencial para o bem-estar emocional de ambos e contribui para a saúde da mãe, reduzindo as chances de câncer de mama”, explica.

Doação – O Agosto Dourado é uma oportunidade para conscientizar a população sobre os benefícios do leite materno e incentivar novas doadoras a se juntarem a essa causa vital. As mulheres que tenham interesse em atendimento e/ou contribuir com o Banco de Leite do HEC podem se dirigir à unidade, das 07h às 19h, todos os dias da semana (incluindo os sábados e domingos), ou entrar em contato pelo telefone (75) 3602-0630 e WhatsApp (75) 9 9164-0217, para receber orientações de como deve ser feita a doação.

O HEC dispõe de uma equipe de coleta que pode ser feita a domicílio, mas a coleta também pode ser feita pela própria mãe e entregue ao banco. Em caso de autocoleta, é preciso ressaltar que o leite materno não pode ser colocado em qualquer recipiente, e sim apenas em recipientes de vidro com tampa plástica devidamente esterilizados.

Amamentar e doar leite materno são gestos que salvam vidas e fortalecem laços. Doe para o Banco de Leite do HEC!

Créditos: Ascom/HEC
Fotos: Caio Brito

Assessoria de Imprensa HEC
Anderson Sotero – 71 991132370
Caio Brito – 75 988311134


Foto: Thiago Paixão – Arquivo

A vacinação contra a gripe Influenza em Feira de Santana já alcançou a marca de 92.684 pessoas imunizadas, conforme os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Mesmo com o fim da  campanha, a imunização continua para as pessoas a partir dos seis meses de idade.

Para receber a vacina, as pessoas devem apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. Crianças e adolescentes precisam estar acompanhados pelos pais ou responsáveis para assegurar a segurança e o acompanhamento adequado durante a imunização.

A vacinação ocorre de segunda a sexta-feira nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Além disso, para atender àqueles que não podem comparecer durante o horário comercial, algumas USFs vinculadas ao programa “Saúde na Hora” estão oferecendo um horário ampliado, das 8h às 20h30, permitindo a vacinação também no período noturno.

As unidades participantes do horário ampliado são Campo Limpo I, V e VI; Liberdade I, II e III; Queimadinha I, II e III; George Américo III e IV e Campo Limpo IV; Parque Ipê I, II e III; Videiras I, II e III; Rua Nova II, III e Barroquinha.