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Descobriu-se que a ioga aumenta a massa cinzenta e altera as principais redes do cérebro. Agora, há esperança de que possa ser usada para ajudar a melhorar a saúde mental das pessoas.

Uma série de pesquisas recentes revela que a ioga ajuda não só a saúde física, mas também a saúde mental — Foto: Getty Images via BBC

Uma série de pesquisas recentes revela que a ioga ajuda não só a saúde física, mas também a saúde mental — Foto: Getty Images via BBC 

Meu braço direito está tremendo. 

O suor escorre da minha testa enquanto giro meu corpo, saindo da posição de prancha lateral para uma postura de ioga conhecida como “Coisa Selvagem” ou “Camatkarasana”. É um contorcionismo e tanto — arqueio as costas, esticando o braço esquerdo sobre a cabeça. Meu pé direito está apoiado no chão, e olho para o céu. 

Uma das traduções da palavra em sânscrito camatkarasana é “desdobramento extático do coração extasiado”, e diz-se que ela desperta confiança. 

Apesar do esforço, me sinto invencível. 

Quando comecei a praticar ioga, eu queria suar e ganhar força. Eu a via apenas como uma forma de exercício, mas descobri que era muito mais do que isso. 

A prática da ioga remonta a mais de 2 mil anos, na antiga Índia. 

E embora hoje existam muitos tipos diferentes de ioga — da meditativa Yin Yoga à fluida Vinyasa — por meio de exercícios de movimento, meditação e respiração, todas as formas se concentram em uma conexão entre a mente e o corpo. 

E há cada vez mais evidências de que a ioga pode não oferecer apenas benefícios físicos, mas também fazer bem à mente. 

Alguns pesquisadores até esperam que ela possa ser uma forma promissora de ajudar pessoas com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) a lidar com seus sintomas. 

Sem dúvida, as pesquisas sobre os benefícios físicos da ioga são extensas. A primeira coisa que qualquer pessoa que ainda não tenha praticado ioga deve saber é que ela pode ser surpreendentemente extenuante.

Ela melhora a força, a flexibilidade e o condicionamento cardiorrespiratório. 

Estudos mostram que a ioga pode melhorar a resistência e a agilidade. Também pode evitar lesões (embora também possa ser uma causa de lesão se não for praticada corretamente) e ajudar a melhorar o desempenho em outros esportes —, o que é defendido por jogadores de futebol de alto nível e jogadores de basquete. 

E há um número cada vez maior de pesquisas mostrando que a ioga pode ser benéfica para uma ampla variedade de problemas de saúde.

Em pessoas que sofrem de epilepsia, por exemplo, a prática da ioga reduz significativamente o número de convulsões, ou chega até mesmo a evitá-las completamente. 

A ioga tem sido usada como uma ferramenta para ajudar a controlar o diabetes tipo 2, reduzir a dor crônica e auxiliar na reabilitação de derrames.

Também foi demonstrado que é mais eficaz do que a fisioterapia para melhorar a qualidade de vida de pessoas com esclerose múltipla, e um estudo até sugere que poderia ser benéfica para sobreviventes de câncer.

A ioga também pode ajudar a ter uma vida saudável por mais tempo, diz Claudia Metzler-Baddeley, neurocientista cognitiva do Centro de Pesquisa de Imagens do Cérebro (Cubric) da Universidade de Cardiff, no País de Gales. 

Mas também descobriu-se que a ioga altera a composição do seu cérebro. Estudos mostram que a prática de ioga afeta positivamente a estrutura e a função de partes do cérebro, incluindo o hipocampo, a amígdala, o córtex pré-frontal, o córtex cingulado e as redes cerebrais, incluindo a rede de modo padrão, parte do cérebro envolvida na introspecção e no pensamento autodirigido. 

Alguns pesquisadores afirmam que isso pode significar que ela tem potencial para mitigar os declínios neurodegenerativos e relacionados à idade. 

A pesquisa de Metzler-Baddeley se concentra nos mecanismos cognitivos e neurais do envelhecimento e da neurodegeneração. 

“Acreditamos que a inflamação acelera o envelhecimento, que pode ser causado pelo estresse crônico”, diz ela. 

“Os hormônios do estresse, como o cortisol, causam inflamação, que pode provocar aumento da pressão arterial. Estes são, obviamente, fatores de risco para um envelhecimento não saudável.” 

De acordo com ela, a meditação e a atenção plena (mindfulness) são parte integrante da prática de ioga — e “parecem induzir mudanças nas redes cerebrais que são importantes para a metacognição, a metaconsciência e a regulação das respostas emocionais ao estresse”.

“Sabemos que há potencial [para que a ioga] nos mantenha saudáveis à medida que envelhecemos”, diz ela.

“Há estudos que descobriram uma série de diferenças estruturais [no cérebro de pessoas que praticam ioga], e que certas áreas importantes para a metacognição e a resolução de problemas parecem ser maiores.” 

Estudos de neuroimagem revelaram que a ioga pode levar a um aumento no volume da massa cinzenta no cérebro. 

A massa cinzenta — ou o córtex cerebral — é importante para os processos mentais, incluindo linguagem, memória, aprendizado e tomada de decisões. 

Na doença de Alzheimer, há uma perda de volume de massa cinzenta, e um estudo de 2023 descobriu que a ioga pode retardar a perda de memória entre mulheres com risco de sofrer da condição. 

Alguns cientistas dizem que a ioga também ajuda a combater a depressão e outros transtornos de saúde mental — Foto: G1 

Um antidepressivo eficaz

Todos os exercícios são conhecidos por melhorar o humor ao reduzir os níveis de hormônios do estresse e aumentar a produção de endorfinas, muitas vezes chamadas de “substâncias químicas do bem-estar”. 

Mas as posturas combinadas, a respiração e os exercícios de meditação da ioga podem oferecer benefícios adicionais, reduzindo a ansiedade, o estresse, a depressão e melhorando a saúde mental em geral. 

Estudos mostram que a ioga pode melhorar os sintomas de curto prazo da depressão, por exemplo. 

“Eu não queria seguir adiante. A vida era difícil demais”, diz Heather Mason, fundadora da escola de formação em iogaterapia The Minded Institute. 

“A ioga transformou minha vida, me ajudando a controlar a depressão, a ansiedade e o transtorno de estresse pós-traumático.”

Depois de experimentar os efeitos profundos da ioga, Mason se formou nesta prática, assim como em psicoterapia e neurociência, antes de fundar sua escola de formação em iogaterapia em 2009. 

“Senti que havia muitas alegações [sobre a ioga] que não tinham evidências fundamentadas. E quando você passou a maior parte da sua vida sem esperança, não quer que te vendam algo que poderia funcionar”, diz ela. 

Mason agora treina profissionais de saúde e de ioga em iogaterapia. “Percebi que havia um problema de acessibilidade”, revela. 

“A ioga é comercializada para mulheres jovens, brancas e magras. Se você não se vê refletido nesta prática, pode achar que ela não é para você.” 

Também pode custar caro, ela acrescenta. “É por isso que estou tão determinada a integrá-la ao NHS [sistema público de saúde do Reino Unido]”. 

Além disso, as pessoas com problemas de saúde mental muitas vezes podem ter dificuldade para se dedicar ao autocuidado. 

“Elas precisam estar motivadas para fazer isso. Pensei: Se pudermos incorporá-la ao paradigma médico, tudo isso vai mudar.”

Descobriu-se que a ioga aumenta os níveis de ácido gama-aminobutírico (Gaba) no cérebro. Este neurotransmissor desacelera a atividade cerebral ao bloquear a capacidade das células nervosas de receber e enviar mensagens químicas. 

Estudos mostram que um curso de ioga de 12 semanas leva a aumentos do Gaba que foram correlacionados a melhorias no humor e diminuição da ansiedade. 

“Com a meditação e o aprofundamento da respiração, você muda da atividade nervosa simpática para a parassimpática. Você está desencadeando, portanto, a resposta de relaxamento”, explica Metzler-Baddeley.

Quando uma pessoa passa por um evento estressante, seu sistema nervoso simpático — a parte do sistema nervoso autônomo que controla as funções involuntárias do corpo, como a respiração e os batimentos cardíacos, mas que também ajuda a regular nossa resposta — é acionado. 

Os genes são ativados para produzir proteínas chamadas citocinas que causam inflamação a nível celular. Em uma situação de perigo, isso permite que o corpo se proteja contra ferimentos ou infecções. No entanto, se uma pessoa passa por um estresse persistente, a inflamação no longo prazo pode ser prejudicial, e aumentar o risco de câncer, envelhecimento acelerado e depressão. 

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que praticam atividades mente-corpo, como ioga e meditação, apresentam uma diminuição na produção de citocinas e, portanto, uma redução no risco de doenças e condições relacionadas à inflamação. 

Há também alguns indícios de que a ioga pode ser benéfica para algumas pessoas que sofrem de TEPT. 

Mas os resultados de outros estudos que utilizaram a ioga como intervenção para o TEPT variam — e parece haver uma escassez de pesquisas de alta qualidade, de acordo com uma revisão acadêmica. 

Um estudo recente, no entanto, mostrou que a ioga pode melhorar a situação de veteranos de guerra americanos com TEPT, enquanto outro sugeriu que a prática frequente de ioga pode ser benéfica para mulheres com TEPT crônico. 

“O TEPT resistente ao tratamento é um grande problema”, diz Rachel Bilski, iogaterapeuta e gerente da organização sem fins lucrativos PTSD UK. 

“Quando eu tinha uns 11 anos, me deram um punhado de Prozac, e fiz terapia cognitivo-comportamental. Nada funcionou”, relata. 

“Na metade da minha adolescência, eu tinha tendências suicidas. Me sentia mais arrasada ainda porque o tratamento não estava funcionando. Eu pensava: Se isso que deveria funcionar, não está funcionando, então há algo inerentemente errado comigo, e não há como me consertar.” 

Durante anos, Bilski sofreu com ataques de pânico, pesadelos e baixa autoestima. Até que ela descobriu a ioga. 

Em uma viagem “clássica” para o Sudeste Asiático depois de terminar a universidade, ela pensou consigo mesma: “Ok, vamos tentar essa coisa de ioga. Provavelmente é para hippies”. 

Todos os dias, durante a savasana — momento em que os participantes se deitam no chão em relaxamento no fim da aula —, “eu chorava, chorava e chorava”, conta Bilski. 

“Estava chorando por motivos que eu nem sequer entendia. Estava sentindo coisas diferentes. Estava sentindo segurança em meu corpo de uma forma que eu não sabia que precisava. Foi uma mudança muito grande em uma semana.” 

Bilski cancelou todos os seus planos de ir a festas e, em vez disso, “fui de retiro em retiro de ioga, e depois acabei me formando na prática, e depois acabei fazendo iogaterapia”. 

Adepta da calistenia, professora de ioga arrasa nas barras, aos 60 anos, no Ibirapuera 

A iogaterapia, diz ela, é diferente de outras formas de ioga — nem todos os tipos de ioga são bons para quem sofre de TEPT. 

Uma revisão de estudos recente encontrou evidências de que tipos de ioga como Kundalini, Satyananda e Hot Yoga — praticada em um ambiente com aquecimento — poderiam ser mais úteis como intervenção. 

Além disso, a maioria dos professores de ioga, acrescenta Bilski, não está preparada para lidar com o trauma. 

“Você precisa de um professor com conhecimento sobre traumas. Há muitos professores de ioga por aí que podem dar aulas que acabam servindo de gatilho para as pessoas [com trauma]”, ela adverte.

Se o seu corpo não parece ser um lugar seguro para estar, por exemplo, mas uma aula de ioga traz um alto nível de consciência sobre seu corpo, “então o gatilho pode acabar sendo acionado”. 

“Os iogaterapeutas recebem muito mais formação [do que os professores de ioga comuns]”, afirma Bilski. 

“A iogaterapia é considerada uma profissão da área de saúde, e é baseada em conhecimentos biomédicos e formação psicoterapêutica.” 

Ela explica que a iogaterapia geralmente é feita individualmente, adaptada às necessidades específicas do participante, e se concentra em “habilidades de aterramento (grounding)” e práticas de respiração. 

“Ao rastrear as sensações do corpo, podemos dissociar os sinais de segurança dos sinais de perigo. Usamos uma postura como veículo para esse tipo de exploração e autorregulação por meio da respiração”, explica Bilski. 

Segundo ela, a iogaterapia pode ajudar as pessoas que sofrem de TEPT a tolerar as experiências físicas ou sensoriais associadas ao trauma. 

De acordo com especialistas, oferecer às pessoas os meios para controlar seus sintomas desta forma indica que a ioga tem um “papel importante a desempenhar no campo da recuperação de traumas”. 

A ioga é usada, com frequência, combinada com outros tipos de tratamento. É apenas uma de uma lista de intervenções complementares — como acupuntura, visualização guiada e hipnoterapia —, podendo oferecer uma opção de tratamento de segunda linha. 

Metzler-Baddeley observa, no entanto, que grande parte das pesquisas se concentram nos aspectos de atenção plena (mindfulness) e respiração da ioga, e não em manter posturas, alongamentos ou movimentos. 

Mas, segundo ela, a sincronização das posturas com a respiração é parte integrante da ioga. “Não é possível separar as duas coisas”, afirma. “É complicado saber exatamente o que [está causando essas mudanças no cérebro]. Será que é o alongamento? Ou é a respiração? Ou o relaxamento? Não sei se isso necessariamente importa se o pacote completo funcionar.” 

Esta é uma área que necessita de mais pesquisas para ser totalmente desvendada. Mas, enquanto isso, com os dois pés plantados firmemente no chão, minha linha de visão no dedo médio, meus braços estendidos na postura Virabhadrasana 2 — ou Guerreiro 2 —, me sinto calma e forte, e presente no momento. 

“A ioga pode mudar todo o complexo mente-corpo”, diz Mason. 

“É um longo caminho, mas tem esse poder. Acho que provavelmente é por isso que ela é praticada há milhares de anos.”

Informações G1


Casos de covid-19 aumentam nas regiões Norte e Nordeste

Pelo menos 287 pessoas já perderam a vida neste ano, no Brasil, devido à síndrome respiratória aguda grave (SRAG) provocada pela Covid-19. O número de casos graves da doença com diagnóstico confirmado está próximo de 900. As informações são do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com base em registros enviados ao Ministério da Saúde até 25 de janeiro.

A SRAG ocorre quando sintomas gripais se agravam e comprometem a função pulmonar, geralmente após uma infecção viral. Até o momento, quase 52% dos casos confirmados para algum vírus neste ano foram causados pelo coronavírus, que também responde por 78,7% das mortes registradas.

O aumento das infecções por covid-19 já vem sendo monitorado há semanas, e os dados mais recentes reforçam esse alerta. O boletim aponta ainda a possibilidade de que uma nova variante, com maior capacidade de transmissão, esteja circulando.

A análise também indica crescimento nos casos de SRAG por covid-19 em nove estados do Norte e Nordeste: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. As crianças pequenas e os idosos são os mais atingidos pelos quadros graves, sendo a mortalidade mais expressiva entre os mais velhos. Entretanto, no Amazonas e em Rondônia, o levantamento identificou um aumento de casos também entre jovens e adultos.


Técnica não é regulamentada no Brasil e pode causar prejuízos à saúde, além de trazer implicações jurídicas quanto à guarda da criança

imagem colorida mostra mulher grávida com as mãos na barriga - Metrópoles - inseminação caseira

Nas redes sociais, a inseminação caseira tem ganhado popularidade por ser uma alternativa mais econômica ao procedimento realizado em clínicas especializadas. No entanto, especialistas alertam para os inúmeros riscos associados à técnica, que podem comprometer a saúde da mulher e do futuro bebê.

A ginecologista Bárbara Freyre, da Clínica Trinitá, em Brasília, explica que a inseminação caseiraconsiste na coleta do sêmen, seja de um parceiro, seja de um doador, que é inserido diretamente no colo do útero por meio de um cateter.

“O principal problema é a possibilidade de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), já que o sêmen não passa pelos testes e análises adequados”, aponta.

Outro risco é o de doenças ginecológicas causadas por materiais não esterilizados ou manipulados de forma inadequada. “Isso pode provocar, por exemplo, a doença inflamatória pélvica (Dipa), que é uma inflamação grave no sistema reprodutor feminino. Sem orientação médica, a mulher também não é informada sobre os riscos, taxas de sucesso ou complicações que podem surgir”, complementa Bárbara.

O ginecologista e obstetra Rodrigo Rosa, diretor da clínica Mater Prime, em São Paulo, ressalta que o uso de instrumentos por pessoas sem conhecimento técnico pode causar sérios problemas.

“Seringas e espéculos usados de forma inadequada podem gerar lesões e infecções por fungos ou bactérias, além de aumentarem os riscos de complicações como ferimentos internos”, afirma.

Ele ainda alerta que, mesmo se o doador realizar exames para detectar ISTs, o risco não é totalmente eliminado. “Algumas doenças possuem uma janela imunológica maior para serem detectadas, como HIV e hepatites, o que mantém a possibilidade de contágio. Além disso, o sêmen pode conter alterações genéticas que passam despercebidas, afetando a saúde do futuro bebê”, completa.

Taxas de sucesso e implicações jurídicas

Além das questões de saúde, a inseminação artificial caseira apresenta uma baixa taxa de sucesso, especialmente em mulheres com condições como endometriose avançada ou idade acima dos 40 anos.

“Nesses casos, as chances de engravidar por métodos caseiros são mínimas ou inexistentes. E quando o procedimento falha, todo o processo precisa ser repetido, o que eleva os riscos”, explica Rosa.

Outro desafio relevante são as implicações jurídicas. “A prática não é regulamentada no Brasil, o que pode dificultar o registro da criança, especialmente em casais homoafetivos femininos. Além disso, há o risco de o doador reivindicar a paternidade futuramente, gerando transtornos legais para a mãe”, alerta o especialista.

Opções seguras e eficazes

Para evitar complicações, o médico ginecologista Fernando Prado, diretor clínico da Neo Vita, reforça que a melhor opção para quem busca uma gravidez independente é procurar clínicas especializadas em reprodução assistida.

“A inseminação intrauterina, por exemplo, é um procedimento seguro e eficaz. Nele, os espermatozoides passam por um preparo, e os melhores são selecionados e introduzidos no útero da paciente com o auxílio de um cateter”, explica.

Prado esclarece que existem diferentes tratamentos disponíveis, como a fertilização in vitro (FIV), que podem ser adaptados às necessidades de cada caso.

“Com os avanços da medicina reprodutiva, é possível oferecer opções seguras e personalizadas para ajudar as pessoas a realizar o sonho de ter filhos”, finaliza o especialista.

Informações Metrópoles


Créditos: depositphotos.com / Tharakorn

Uma nova pesquisa brasileira, publicada na BMC Medicine, destaca a relação entre hábitos alimentares específicos e o risco aumentado de câncer de estômago. O estudo observou que dietas ricas em açúcar adicionado e sódio estão fortemente ligadas ao aumento das chances de desenvolvimento dessa doença. Este câncer, predominantemente na forma de adenocarcinoma, é preocupante em termos de incidência e mortalidade no país.

Foi identificado que o consumo elevado de alimentos e bebidas processados, ricos em açúcares adicionados, pode potencializar em até 21% o risco de tumor gástrico. Mesmo padrões alimentares que privilegiam frutas e vegetais, caso tragam altos níveis de sódio, podem elevar o risco de câncer.

Como o Açúcar e Sódio Contribuem para o Câncer?

Açúcares / Créditos: depositphotos.com / phb.cz

A pesquisa foca em padrões alimentares, concluindo que tanto açúcares quanto sódio desempenham papéis críticos na saúde gástrica. Alimentos processados como refrigerantes e fast-food são fontes significativas de açúcares adicionados que, segundo o estudo, estão ligados ao aumento do risco de câncer gástrico. Já o sódio, mesmo em dietas saudáveis, é um fator preocupante que pode comprometer a integridade da mucosa estomacal.

A presença da bactéria Helicobacter pylori pode interagir de maneiras preocupantes com altas taxas de sódio, exacerbando o risco de condições precancerosas no estômago.

Padrões Alimentares e suas Implicações no Risco de Câncer

O estudo envolveu participantes de capitais brasileiras como São Paulo e Fortaleza, e utilizou uma abordagem focada em padrões alimentares gerais. Dois padrões foram destacados: o Padrão Alimentar Não Saudável, rico em processados, e o Padrão Alimentar Saudável, com ênfase em alimentos naturais, mas que ainda podem conter altos níveis de sódio.

Os resultados mostraram que a combinação destes elementos dietéticos pode ter um impacto direto no desenvolvimento de câncer de estômago, além de outros fatores indiretos analisados durante o estudo.

Como o Sódio Ajuda no Desenvolvimento de Doenças Gástricas?

O consumo excessivo de sódio está associado a danos na mucosa do estômago e ao aumento do risco de câncer gástrico. A recomendação da OMS de limitar o consumo a 2 gramas por dia é frequentemente excedida, especialmente no Brasil, onde o consumo é mais do que o dobro do recomendado.

Essa alta ingestão pode contribuir não apenas para o câncer de estômago, mas também para condições como a hipertensão, sendo assim, uma alimentação balanceada é essencial para prevenir tais doenças.

Mas como isso acontece?

É importante ressaltar que:

O que você pode fazer?

Qual a Importância de uma Educação Alimentar Eficaz?

Para mitigar os riscos associados a uma dieta rica em açúcares e sódio, torna-se fundamental promover a educação alimentar.**Campanhas educativas** podem ajudar a conscientizar a população sobre os riscos desses componentes alimentares e encorajar escolhas mais saudáveis. A educação deve focar em nuances culturais e práticas regionais para ser realmente eficaz.

Ao oferecer informações claras e práticas sobre alimentação saudável, é possível reduzir a prevalência de câncer gástrico e outras doenças relacionadas, fomentando um entendimento mais profundo dos impactos que os hábitos alimentares têm na saúde a longo prazo.

Informações TBN


É aguardada a aprovação da Anvisa para que o governo incorpore a vacina contra a dengue do Butantan no Sistema Único de Saúde (SUS)

Foto: Lucas Moura/ Secom

O governo afirmou que não deve ter vacinação em massa contra a dengue em 2025. A informação foi divulgada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, nesta quarta-feira (22).

É aguardada a aprovação da Anvisa para que o governo incorpore a vacina contra a dengue do Butantan no Sistema Único de Saúde (SUS).

A capacidade de entrega do instituto para este ano é de somente 1 milhão de doses. “O Butantan está produzindo, mas não há previsão de vacinação em massa contra dengue em 2025. É muito importante, vacina de uma dose, mas para 2025 ainda não será a solução que nós esperamos”, disse Trindade.

O envio de documentos necessários foi concluído pelo Butantan. A agência reguladora afirma que o processo está em fase de submissão de documentos, anterior ao pedido de registro, e que não há previsão de conclusão.

A expectativa, segundo Trindade, é de ampliar a faixa etária apta a receber o imunizante após sua incorporação no SUS. O laboratório prevê a entrega de 100 milhões de doses até 2027. A vacina será em dose única e poderá ser aplicada na população de 2 anos a 60 anos incompletos.

Informações Bahia.ba


A última vez que o sorotipo 3 da dengue circulou de forma predominante no país foi em 2008. Médicos explicam se há motivo de preocupação

Imagem colorida do mosquito da dengue: Aedes aegypti - Metrópoles

O sorotipo 3 da dengue voltou a circular no país de forma mais expressiva após 17 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, as quatro variações da doença foram identificadas no Brasil em 2024, mas 40,8% dos casos registrados em dezembro estão relacionados ao sorotipo 3.

A maior prevalência no ano inteiro ainda foi do tipo 1, relacionado a 73,4% dos casos. A última vez que o sorotipo 3 circulou de forma predominante foi em 2008.

A maioria dos pacientes infectados com a cepa está concentrada nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Amapá e Paraná. O cenário preocupa especialistas porque grande parte da população não possui imunidade contra o sorotipo e se encontra mais vulnerável à infecção.

O infectologista Antônio Bandeira, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e assessor técnico do Laboratório Central do Estado da Bahia, explica que a circulação do sorotipo 3 é preocupante. “A qualquer momento pode acontecer um surto de grandes proporções porque a população não está imunizada”, aponta.

Imunidade à dengue

Os meses do verão são historicamente os com mais de casos de dengue pela combinação entre temperaturas elevadas e o maior volume de chuva. O ano de 2024 foi um dos mais críticos, com 6.484.890 casos prováveis de dengue e 5.972 mortes provocadas pela doença. Outros 908 óbitos continuam em investigação.

O volume de casos conferiu à população a imunidade temporária à doença. Os médicos explicam que a pessoa que tem dengue desenvolve imunidade contra o sorotipo específico que causou a infecção pelo resto da vida e contra os demais tipos por um período curto, que varia de seis a oito meses.

“Se a pessoa for exposta a algum subtipo poucos meses depois da infecção, pode ser que ela tenha alguma imunidade parcial e não desenvolva doença. Mas depois de passado esse período curto, ela pode sim ser infectada por outros subtipos”, explica o infectologista André Bon, do Hospital Brasília, da rede Dasa.

A segunda infecção, independente do sorotipo causador, aumenta o risco do paciente desenvolver a forma grave da doença. “Não quer dizer que os outros episódios não possam ser graves: podem, mas o pior de todos é geralmente o segundo”, afirma Bandeira.

Sintomas

Os quatro sorotipos da dengue levam o paciente aos mesmos sintomas: febre (39°C a 40°C) de início repentino, dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos.

Informações Metrópoles


Organização afirma que casos de metapneumovírus humano estão dentro do esperado

Na imagem, ilustração do vírus HMPV
Vírus respiratório está sendo monitorado pela OMS e pelo Ministério da Saúde. Na imagem, ilustração do vírus HMPV | Foto: Reprodução/Freepik

Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora o aumento de casos do metapneumovírus humano, conhecido como HMPV, na China. O órgão informou que há interesse internacional sobre a situação e que está em contato com as autoridades chinesas.

De acordo com a OMS, os números registrados até agora estão dentro da faixa esperada para o inverno e não indicam padrões incomuns.

O HMPV é um vírus que causa infecções respiratórias, como gripe e bronquite. Foi identificado pela primeira vez em 2001 e tem sido monitorado em diversos países. No Brasil, há registros desse patógeno desde 2004.

HMPV tem aumento esperado no inverno

A OMS reforça que o vírus é comum durante o inverno e a primavera, especialmente no Hemisfério Norte. “Os níveis relatados estão dentro do esperado, e o sistema de saúde não está sobrecarregado”, afirmou.

O HMPV pode causar internação de algumas pessoas por bronquite ou pneumonia. A maioria dos casos, no entanto, apresenta sintomas leves, com recuperação rápida.

A alta nos casos na China começou a chamar atenção mundial depois de uma atualização feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país. O aumento foi registrado no final de 2024, durante o pico da temporada de doenças respiratórias.

Ministério da Saúde diz que está acompanhando casos

No Brasil, o Ministério da Saúde informou que acompanha o surto de HMPV na China. “A vigilância epidemiológica brasileira está em constante comunicação com autoridades sanitárias da OMS e de vários países, incluindo a China, para monitorar a situação e trocar informações relevantes”, comunicou.

Fachada do Ministério da Saúde
Ministério da Saúde emitiu nota sobre o tema | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A nota também incentiva o uso de máscaras faciais por pessoas com sintomas gripais e resfriados. A orientação vai de encontro a recomendações da própria OMS. O órgão já admitiu em relatório que o uso desses equipamentos deve ser restrito a situações específicas, como pessoas infectadas em ambientes fechados.

Informações Revista Oeste


O diretor regional da organização afirmou que os casos de Hmpv estão sendo acompanhados

OMS
Hans Kluge, diretor regional da OMS | Foto: Divulgação

Hans Kluge, diretor regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que o escritório da entidade na China mantém contato direto com as autoridades de saúde locais. 

O objetivo é acompanhar os casos de metapneumovírus (Hmpv) registrados no país. Conforme relatório divulgado pela OMS, os índices e a gravidade das ocorrências permanecem inferiores aos do ano passado. Apesar disso, o vírus tem se destacado como uma das preocupações do inverno chinês.

OMS defende comunicação clara e ágil sobre temas de saúde pública

Kluge destacou a relevância de uma comunicação clara e ágil sobre temas de saúde pública. Ele enfatizou que, em um mundo altamente interconectado, preparar-se para emergências sanitárias e reagir de forma eficiente é essencial. Além disso, ressaltou a necessidade de buscar informações em fontes confiáveis. Essa medida ajuda a enfrentar o problema da desinformação.

Especialistas explicam que o Hmpv não se trata de uma “nova ameaça”. Esse vírus comum circula globalmente há mais de 60 anos e provoca sintomas respiratórios leves. Em casos mais graves, pode evoluir para quadros como pneumonia. Atualmente, ainda não há tratamentos específicos ou vacinas desenvolvidas contra o Hmpv. 

Segundo o jornal The New York Times, autoridades chinesas reconheceram o crescimento nos casos de metapneumovírus. No entanto, asseguraram que a situação não representa um motivo de grande preocupação. Diferente do coronavírus, que gerou a pandemia de covid-19, o Hmpv é amplamente conhecido pela ciência. 

No caso da covid-19, o surgimento de um patógeno inédito fez com que a população global enfrentasse um vírus sem nenhuma resposta imunológica prévia. Esse fato agravou o impacto da doença.

Informações Revista Oeste


Estudo revela que 24,5 milhões de crianças usam a internet

Foto: Caminhos da Reportagem/TV Brasil

A aprovação de projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos em escolas públicas e privadas no estado, já no ano letivo de 2025, deu destaque ao tema. Além do cuidado nas escolas, o Centro Marista de Defesa da Infância avalia que a utilização dos aparelhos e da internet também precisa de atenção em casa.

Levantamento da TIC Kids Online Brasil (2024), realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Cetic.br, mostrou que 93% das crianças e adolescentes brasileiros – de 9 a 17 anos – usam a internet, o que representa 24,5 milhões de pessoas.

O estudo apontou, ainda, que cerca de três a cada dez usuários de internet de nove a 17 anos têm responsáveis que usam recursos para bloquear ou filtrar alguns tipos de sites (34%); para filtrar aplicativos baixados (32%), que limitam pessoas que entram em contato por chamadas de voz ou mensagens (32%); que monitoram sites ou aplicativos acessados (31%); que bloqueiam anúncios (28%); alertam sobre o desejo de fazer compras em aplicativos (26%); e que restringem o tempo na internet (24%).

“Assim como ensinamos nossas crianças a não falar com estranhos na rua, temos que agora ensiná-las a como se comportar na internet. Atualmente, pais e responsáveis devem trabalhar no letramento digital, supervisionando as atividades e ensinando dinâmicas mercadológicas, pois o uso inadequado da internet pode gerar um meio propício para o adoecimento físico e mental”, disse, em nota, Valdir Gugiel, diretor do Centro Marista de Defesa da Infância e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santa Catarina.

Ele acrescenta que, atualmente, quando se trata de infância e juventude, é necessário promover um debate sobre o uso consciente de telas e dispositivos e a violência no ambiente digital.

Ofensas
Ainda segundo a TIC Kids Online, entre os usuários de nove a 17 anos, 29% contaram ter passado por situações ofensivas, que não gostaram ou os chatearam no ambiente digital. Desses, 31% relataram sobre o que aconteceu para seus pais, mães ou responsáveis; 29% para um amigo ou amiga da mesma idade; 17% para irmãs, irmãos ou primos; e 13% não revelaram para ninguém.

A gerente do Centro Marista de Defesa da Infância, Bárbara Pimpão, explica que alguns casos de situações ofensivas na internet podem evoluir para cyberbullying [violência virtual que ocorre geralmente com as pessoas tímidas e indefesas].

“Crianças e adolescentes que estão sendo expostas repetidamente a mensagens que têm o objetivo de assustar, envergonhar ou enfurecer podem sofrer consequências psicológicas, físicas e sociais, como baixa autoestima, depressão, transtornos de ansiedade e insônia”, disse, em nota.

A entidade apontou as seguintes dicas e cuidados para os responsáveis em relação ao acesso de crianças e adolescentes a ferramentas digitais:

1. Fazer monitoramento e controle parental do telefone celular.

2. Ficar alerta a situações ofensivas.

3. Explicar sobre perigos do contato com estranhos.

4. Conversar sobre o uso excessivo da internet.

5. Acessem juntos conteúdos para conscientização.

Informações Bahia.ba

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