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O uso do plasma humano em Feira de Santana, terapia alternativa que vem sendo testada no tratamento da Covid-19, por não ter comprovação científica de eficácia, depende da aprovação do Conselho de Ética.

A infectoligista Melissa Falcão, que coordena o Comitê Gestor Municipal de Controle ao Coronavírus, afirmou em entrevista coletiva virtual, na manhã desta terça-feira (20), que a aplicação do plasma, em pacientes com Covid-19, vem sendo estudada em Feira de Santana desde o início da pandemia.

O serviço de saúde local tem como fazer a coleta e a aplicação da nova terapia, destinada para pacientes internados na UTI e em estado grave, com indicação para receber o plasma por outras situações de saúde.

Ela explica que a nova terapia ainda é experimental, como a hidroxicloroquina – que teve a aplicação liberada, mas que apenas deverá ser usada depois da liberação do Comitê de Ética e que ainda são necessários a observação de detalhes clínicos.

A necessidade da aprovação, diz, impede que não se faça o uso do plasma em grande escala. “Devido a demanda de serviços, não tivemos como dar continuidade. Agora vamos tentar dar continuidade para que este protocolo seja aplicado em Feira de Santana”.

Os anticorpos das pessoas que se recuperam da Covid-19 se concentram no componente líquido do sangue, chamado de plasma. São coletados e injetados no sangue para ajudar a combater a doença.

Secom


Anika Chebrolu Foto: Reprodução/3M

No Texas, Estados Unidos, uma estudante de 14 anos venceu o Desafio Jovem Cientista 3M após descobrir um possível antiviral que pode inviabilizar o vírus da Covid-19. Na última quarta-feira (15), a jovem Anika Chebrolu recebeu 25 mil dólares (cerca de R$ 139 mil) da comissão do prêmio.

A premiação, organizada pela 3M Company em parceria com o Discovery Education, tem o objetivo de motivar jovens a trabalharem com tecnologia. As informações são do portal UOL.

Durante sua pesquisa, a estudante fez uso do método in-silico, de simulações no computador, para tentar rastrear moléculas que conseguiriam se ligar à proteína Spike do vírus e bloqueá-la. Os organizadores do prêmio consideraram que a descoberta de Anika pode ser uma medicação eficaz no tratamento do novo coronavírus.

– Meu esforço para encontrar um composto principal para se ligar à proteína de pico do vírus SARS-CoV-2. Pode parecer uma gota no oceano, mas ainda contribui para todos esses esforços. O modo como desenvolvo essa molécula com a ajuda de virologistas e especialistas em desenvolvimento de medicamentos determinará o sucesso desses esforços – disse a jovem à CNN.


A família da pequena Kyara Lis de Carvalho Rocha, de 1 ano e 2 meses de idade, recebeu nesta quarta-feira (21), do Ministério da Saúde, os R$ 6,6 milhões que faltavam para a compra do remédio Zolgensma, considerado o mais caro do mundo, que será usado para tratar a Atrofia Muscular Espinhal (AME) diagnosticada na criança. O medicamento custa cerca de R$ 12 milhões por dose.

A transferência, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi feita primeiramente na tarde da última quinta-feira (15). Após a emissão da ordem bancária, no entanto, o ministério constatou um “erro material” no número da conta informada para o depósito, situação que levou ao atraso no repasse do valor aos pais da bebê.

Após conseguir o dinheiro necessário para a compra do remédio, a mãe da menina, Kayra Dantas, afirmou que se sente aliviada com a notícia e que a família vive um momento de alívio e gratidão.

– É muita emoção e alegria. Aquilo que parecia impossível enfim foi alcançado, com muita luta e benção de Deus. Estamos muito felizes, porque já não estávamos dormindo direito. É muita gratidão a Deus e a todos os envolvidos por sabermos que agora a gente pode comprar esse medicamento – disse.

A família passou os últimos dias decidindo o hospital em que a medicação será ministrada. Segundo a mãe de Kyara, o local escolhido foi Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Procurada, a unidade de saúde confirmou a realização do tratamento no local.

– Na segunda (19), a Kyara fez um exame chamado AAV9, que dirá se ela está apta ou não para receber o medicamento. Saindo o resultado (na próxima semana), a gente efetua o pagamento para o laboratório e começa a importação do medicamento – relatou Kayra.

De acordo com a mãe de Kyara, a estimativa é que o tratamento comece no próximo mês de novembro. Kayra também informou que a médica que está acompanhando a filha já fez a aplicação da Zolgensma em outras crianças.

– Ela já fez aplicação em outras crianças que precisavam do remédio. Então, agora estamos desenvolvendo os trâmites junto ao hospital – completou.

Fonte: site Pleno News*


Em mensagem publicada em sua conta no Facebook nesta quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou uma justificativa para a decisão de o governo federal não comprar a Coronavac, vacina produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

“Para o meu Governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser COMPROVADA CIENTIFICAMENTE PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE e CERTIFICADA PELA ANVISA”, escreveu Bolsonaro, se referindo à Coronavac como “a vacina chinesa de João Doria”.

O presidente afirmou ainda que a população brasileira “NÃO SERÁ COBAIA DE NINGUÉM”. “Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, concluiu.

Pouco antes, em comentários a internautas em outra publicação na mesma rede social, Bolsonaro já havia dito que a vacina “não será comprada” pelo governo, revertendo anúncio feito na véspera pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Na terça-feira (20), após reunião com governadores, o Ministério da Saúde definiu a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, o que faria o país chegar a um total de 188 milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19 já adquiridos.

Apesar de usar os argumentos financeiro e de comprovação científica para rejeitar a aquisição da Coronavac, o governo federal assinou em agosto uma Medida Provisória que liberou R$ 1,9 bilhão para a produção e aquisição de 100 milhões de doses da vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford contra a Covid-19.

Tanto o imunizante da AstraZeneca quanto a Coronavac estão na fase 3 de testes clínicos. Enquanto a vacina inglesa é testada no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o imunizante chinês é testado em parceria com o Butantan.


Bahia na Política por Jair Onofre

Dos 40.988 testes da Covid-19 realizados em Feira de Santana, 26.396 foram negativos. Nas últimas 24h, o município atingiu a marca de 10.314 curados da doença, o índice representa 91% dos casos confirmados. Enquanto isso, 79 pessoas testaram negativo para o vírus e 124 casos foram positivos.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 36 pacientes internados no município e 810 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também registra mais quatro óbitos, ocorridos nos dias 08, 16, 17 e 20 de outubro. A informação é da Vigilância Epidemiológica através da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (20).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana:

NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA
20 de outubro de 2020

Casos confirmados no dia: 124
Pacientes recuperados no dia: 111
Resultados negativos no dia: 79
Alta hospitalar no dia: 0
Óbitos comunicados no dia: 4
Datas dos óbitos: 08/10, 16/10, 17/10 e 20/10

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 810
Total de casos confirmados no município: 11.358 (Período de 06 de março a 20 de outubro de 2020)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 774
Total de pacientes hospitalizados no município: 36
Total de recuperados no município: 10.314
Total de exames negativos: 12.820 (Período de 06 de março a 20 de outubro de 2020)
Aguardando resultado do exame: 233
Total de óbitos: 234


Conforme levantamento do Comitê Gestor Municipal de Controle ao Coronavírus, a cada 10 pessoas que contraem a Covid-19 em Feira de Santana, oito evoluem sem gravidade. Confira a seguir a reportagem em vídeo: 


Prefeitos da Bahia reduziram testagens para Covid; Lacen opera abaixo da capacidade
Foto: Camila Souza/GovBa

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) tem processado menos testes RT-PCR para diagnóstico da Covid-19 do que é capaz. A informação foi divulgada pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), ontem (19). O petista pregou cautela ao comemorar que a Bahia está em redução de novos casos e mortes da infecção pelo novo coronavírus. Ele reconheceu que os municípios têm realizado menos testes, fato que desperta preocupação.

Os testes RT-PCR identificam o material genético do vírus no corpo humano. É coletado um material da garganta e do nariz do paciente através de um instrumento parecido com uma haste flexível, que, em seguida, é encaminhado ao Lacen.

“Se vc não testa, não tem ideia do comportamento da doença, exceto pela demanda que tiver nas unidades de saúde. Por enquanto, como a demanda não é crescente, pressupõe que a taxa de contaminação está baixa, mas isso é suposição, pode ter taxa significativa de pessoas assintomáticas”, ponderou o governado baiano.

Rui ainda sinalizou que não há indícios que uma segunda onda de infecções no estado. O fenômeno tem sido registrado em países da Europa, que sofreram com altos índices da doença no primeiro semestre do ano.

“É nossa procupação e estamos fazendo campanha para fazer apelo para municípios continuarem testando”, comentou ao destacar que o governo estadual identificou redução no número de testagens nos munícipios. O governador assegurou que o estado tem testes disponíveis, assim como capacidade para testar.

Fonte: site Bahia Notícias


O novo Centro Cirúrgico do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA 2) já está funcionando, trata-se de um importante serviço de saúde para Feira de Santana e região. O Centro Cirúrgico conta com 11 salas que atenderá de forma regulada e emergencial uma população estimada em mais de um milhão de baianos, moradores de 127 municípios pactuados. Inicialmente, foram abertas 5 salas cirúrgicas, que aumentarão a capacidade de cirurgias em todas as especialidades de alta complexidade, incluindo cirurgias angiológicas e neurológicas.

De acordo com a coordenadora da emergência do HGCA, Hélvia Fagundes, o acesso da população continua sendo via regulação e através do ambulatório da unidade. ”O ambulatório esteve parado durante todo o período mais crítico da pandemia e agora está sendo gradativamente retomado com todas as precauções necessárias, bem como as cirurgias eletivas. O novo Centro Cirúrgico será destinado para cirurgias emergências e eletivas que são aquelas em que se consegue escolher a melhor data para se realizar o procedimento cirúrgico. Geralmente, a cirurgia é realizada após diversos exames, que são feitos para obter as melhores condições de saúde do paciente”, afirmou a médica.

A médica acrescentou que no Novo Centro as salas são dotadas de tecnologia de ponta, propiciando a realização de mais tipos de procedimentos. “A unidade conta com amplificadores de imagem (arcos cirúrgicos), aparelhos utilizados durante cirurgias ortopédicas e traumatológicas, além de outros recursos de infraestrutura e tecnologia médico hospitalar de última geração, contemplando monitores de alta definição, focos cirúrgicos à LED, controle de temperatura e umidade através de sistema de ar-condicionado que funciona a gás natural”.

Também está sendo implantado o Centro de Recuperação Pós-Anestésico (CPRA), que servirá para recuperação do paciente após a cirurgia. Serão disponibilizados 12 leitos, cada um contendo uma régua de distribuição composta por válvula de oxigênio, válvula de ar comprimido e vacuômetro para a aspiração das vias aéreas.


A Organização Mundial da Saúde afirmou hoje (20) que não tem o poder de tornar vacinação obrigatória em nenhum país. A declaração ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro insistir que a imunização contra o coronavírus não será mandatória no Brasil.

“A vacina contra a Covid — como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão — não será obrigatória”, disse Bolsonaro. “O governo federal — repito e termino — não obrigará ninguém a tomar esta vacina. Quem está propagando isso aí, com toda certeza é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde ou na vida do próximo”, acrescentou o presidente.

Dias antes, o governador de São Paulo, João Doria, havia afirmado que as doses seriam obrigatórias no estado e que seriam adotadas “medidas legais” em caso de recusa.

Questionada sobre a situação do Brasil, Margaret Harris, porta-voz da OMS, explicou que a vacina é um assunto que precisa ser “decidido dentro dos países”. “Não impomos exigências”, disse ela, que, mesmo assim, alertou para a importância de imunizar a população.

Informações: Metro1


Os leitos disponíveis para tratamento de pacientes com Covid-19 alcançou os 100% de ocupação no Hospital de Campanha de Feira de Santana. Já no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) 75%. Os leitos de enfermaria no HGCA já atingiram toda sua capacidade com 14 pacientes internados.

Segundo o médico intensivista, coordenador da UTI do HGCA, Lúcio Couto, é imprescindível que as pessoas possam respeitar o distanciamento social e todas medidas de prevenção contra o novo coronavírus.

“Temos pacientes gravíssimos e com situação difícil de controlar. Mas a pandemia não acabou, gostaríamos de tá vivendo de modo normal, porém ainda não é possível. Então precisamos ser conscientes para evitar uma nova onda da doença”, destacou.

REDUÇÃO DE LEITOS

Após o pico da doença em julho, os hospitais fizeram uma redução na sua capacidade de leitos. No HGCA eram 50 leitos para pacientes graves, agora são 30. No Hospital de Campanha 18 e com redução 10.

Até o fechamento desta reportagem não conseguimos contato com o diretor do Hospital de Campanha de Feira de Santana.

Informações: De Olho na Cidade

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