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O prazo para atualizar ou realizar o cadastro individual do SUS (Sistema Único de Saúde), em Feira de Santana, segue até 31 de dezembro. Para o município atingir a meta de 70%, 139.372 pessoas precisam fazer esse serviço, conforme o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). 

A chefe da Atenção Primária à Saúde, Valdenice Queiroz, explica que 330.914 mil cadastrados foram feitos. Entretanto, alguns foram invalidados pois muitas pessoas preencheram o formulário com informações erradas e esses cadastros não são validados.

O cadastro pode ser feito de forma presencial na unidade de saúde mais próxima da residência, através do agente comunitário de saúde ou acessando o formulário online. (clique aqui para acessar).

É possível também que uma pessoa da família realize o cadastro dos demais moradores, caso apresente toda documentação. Para realizar esse serviço é necessário informar RG ou certidão de nascimento; CPF ou cartão SUS e o comprovante de residência em nome do usuário ou de algum familiar.

A medida segue determinação do Ministério da Saúde e é um dos novos critérios de financiamento para assegurar o repasse de recursos federais ao município, garantindo acesso do usuário aos serviços públicos de saúde. As pessoas que atualizaram o cadastro no início deste ano não precisam fazê-lo novamente.

Secom


BBC: A positividade também pode ser tóxica (Foto: GETTY IMAGES VIA BBC      )
Foto: Getty Images via BBC

Pode parecer contraditório, mas a positividade pode ser tóxica.

“Qualquer tentativa de escapar do negativo — evitá-lo, sufocá-lo ou silenciá-lo — falha. Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento”, escreveu o escritor americano Mark Manson em seu livro A Arte Sutil de Ligar o Foda-se.

É precisamente nisso que consiste a positividade tóxica ou positivismo extremo: impor a nós mesmos — ou aos outros — uma atitude falsamente positiva, generalizar um estado feliz e otimista seja qual for a situação, silenciar nossas emoções “negativas” ou as dos outros.

Já aconteceu de você contar algo negativo sobre sua vida para alguém e, em vez de ouvir e acolher, a pessoa dizer: “Mas pelo menos…” ou então “É só você pensar positivo”?

O psicólogo da saúde Antonio Rodellar, especialista em transtornos de ansiedade e hipnose clínica, prefere falar em “emoções desreguladas” do que “negativas”.

“A paleta de cores emocionais engloba emoções desreguladas, como tristeza, frustração, raiva, ansiedade ou inveja. Não podemos ignorar que, como seres humanos, temos aquela gama de emoções que têm uma utilidade e que nos dão informações sobre o que acontece no nosso meio e no nosso corpo”, explica Rodellar à BBC News Mundo.

Para a terapeuta e psicóloga britânica Sally Baker, “o problema com a positividade tóxica é que ela é uma negação de todos os aspectos emocionais que sentimos diante de qualquer situação que nos represente um desafio.”

“É desonesto em relação a quem somos permitir-nos apenas expressões positivas”, diz Baker. “Negar constantemente tudo o que é ‘negativo’ que sentimos em situações difíceis é exaustivo e não nos permite construir resiliência [a capacidade de nos adaptarmos a situações adversas].”

“Isso nos isola de nós mesmos, de nossas verdadeiras emoções. Nós nos escondemos atrás da positividade para manter outras pessoas longe de uma imagem que nos mostra imperfeitos.”

Psicologia positiva vs. positividade tóxica

Para entender a positividade tóxica, devemos primeiro diferenciá-la da psicologia positiva, um conceito que parece semelhante, mas é diferente.

“A psicologia positiva foi popularizada pelo psicólogo Martin Seligman, que trabalhou muito com os problemas da depressão e deu uma perspectiva diferente para lidar com diferentes problemas, situações ou patologias”, explica Rodellar.

Na década de 1990, Seligman, então presidente da Associação Psicológica Americana (APA), disse em uma conferência que a psicologia precisava dar um novo passo para estudar do ponto de vista científico tudo o que torna o ser humano feliz.

Em seu famoso livro The Optimistic Child (A Criança Otimista, sem edição no Brasil), o psicólogo americano explicou que o pessimista não nasce, mas é criado. “Aprendemos a ser pessimistas pelas circunstâncias da vida.”

No entanto, ele também disse que podemos lutar contra esse pessimismo e transformar nossos pensamentos negativos em mais positivos.

Mas isso não quer dizer que, se você se sente triste, tem que se concentrar em ser feliz. Na verdade, fazer isso provavelmente cairá na armadilha da positividade tóxica porque, para trabalhar as emoções negativas, você não pode ignorá-las. Primeiro você deve reconhecê-las e aceitá-las.

O segredo é não levar o positivismo ao extremo.

“O conceito de psicologia positiva ficou um pouco distorcido com o tempo”, diz Rodellar. “Focar nos aspectos positivos das diferentes situações que ocorrem na vida pode ser terapêutico e construtivo. O problema é que levado ao extremo pode gerar uma baixa capacidade de enfrentar situações negativas.”

“A psicologia positiva aplicada corretamente é uma prática muito útil, mas usada indiscriminadamente gera uma visão muito parcial da realidade e um sentimento de desamparo. Negar situações dolorosas e prejudiciais na vida é como ver a realidade com um só olho”, acrescenta Rodellar.

Como a positividade tóxica nos afeta?

Bloquear ou ignorar emoções “negativas” pode ter consequências para a saúde.

“Todas as emoções que reprimimos são somatizadas, expressas através do corpo, muitas vezes na forma de doença. Quando negamos uma emoção, ela encontrará uma forma alternativa de se expressar”, diz Rodellar.

“Suprimir as emoções afeta sua saúde. Se você esconder suas dificuldades mentais por trás de uma fachada de positividade, elas se refletirão de maneiras alternativas em seu corpo, de problemas de pele à síndrome do intestino irritável”, explica Sally Baker.

“Quando ignoramos nossas emoções negativas, nosso corpo aumenta o volume para chamar nossa atenção para esse problema. Suprimir as emoções nos esgota mental e fisicamente. Não é saudável e não é sustentável a longo prazo”, diz a terapeuta.

Uma segunda consequência, diz Rodellar, é que “quando nos concentramos apenas nas emoções positivas, obtemos uma versão mais ingênua ou infantil das situações que podem nos acontecer na vida, de modo que nos tornamos mais vulneráveis ​​aos momentos difíceis”.

Teresa Gutiérrez, psicopedagoga e especialista em neuropsicologia, considera que “o positivismo tóxico tem consequências psicológicas e psiquiátricas mais graves do que a depressão”.

“Pode levar a uma vida irreal que prejudica nossa saúde mental. Tanto positivismo não é positivo para ninguém. Se não houver frustração e fracasso, não aprendemos a desenvolver em nossas vidas”, disse ele à BBC Mundo.

‘É ok não estar bem’

O positivismo tóxico está na moda? Baker pensa que sim e atribui isso às redes sociais, “que nos obrigam a comparar nossas vidas com as vidas perfeitas que vemos online”.

“Há uma tendência constante nas redes sociais de nos mostrarmos perfeitos e felizes. Mas isso é desgastante e não é real.”

“Se houvesse mais honestidade sobre as vulnerabilidades, nos sentiríamos mais livres para experimentar todos os tipos de emoções. Somos humanos e devemos nos permitir sentir todo o espectro de emoções. É ok não estar bem. Não podemos ser positivos o tempo todo.”

Gutiérrez acredita que houve um aumento do positivismo tóxico “nos últimos anos”, mas principalmente durante a pandemia.

“Vivemos um momento atípico e estranho em que muita gente está sofrendo muito. Ansiedade, incerteza, frustração, medo… são sentimentos comuns. Porém, há um excesso de positivismo tóxico que é perigoso”, afirma a psicoterapeuta.

Rodellar diz que vê “uma certa tendência ao bem-estar rápido, de querer se sentir bem imediatamente, como um direito natural”.

“É muito bom pensar que tudo vai dar certo, mas isso não significa que todo o processo para que aconteça tenha que ser agradável. É mais realista dizer ‘isso também vai acontecer, mas vai passar’ quando estamos em um momento de bloqueio”, diz a psicóloga.

“Todas as emoções são como ondas: ganham intensidade e depois descem e tornam-se espuma, até desaparecer aos poucos. O problema é quando não as queremos sentir porque nos tornamos mais dóceis perante uma ‘onda’ que se aproxima”.

Validar em vez de ignorar

Os psicólogos concordam que o ideal — em termos gerais — é aceitar todas as emoções, em vez de suprimir aquelas que nos fazem mal.

Não se trata de não ser positivo, mas de validar como nos sentimos a cada momento mesmo quando não estamos bem.

“Seja mais honesto, mais autêntico, não tenha medo de expressar que está triste, deprimido ou ansioso. Reconheça que está mal e saiba que isso vai acontecer. Experimente essas emoções e aprenda com elas a ser mais resiliente”, explica Baker, que esclarece que essas dicas excluem pessoas com depressão clínica (um distúrbio grave que, na verdade, costuma piorar se não for tratado).

Stephanie Preston, professora de psicologia da Universidade de Michigan, nos EUA, acredita que a melhor maneira de validar as emoções é “apenas ouvi-las”.

“Quando alguém compartilha sentimentos negativos com você, em vez de correr para fazer essa pessoa se sentir melhor ou pensar mais positivamente (“Tudo vai ficar bem”), tente levar um segundo para refletir sobre seu desconforto ou medo e faça o possível para ouvir”, aconselha a especialista.

“Estar em uma situação emocionalmente difícil já faz as pessoas se sentirem sozinhas e isoladas. Quando outros tentam silenciar essas emoções, especialmente amigos e familiares, dói muito. Ouvir alguém que está sofrendo pode fazer uma grande diferença na vida da pessoa.”

Preston diz que diversos estudos mostram como o altruísmo beneficia e influencia positivamente a nossa própria saúde.

E se você é quem está mal, “o mais importante é fazer um exercício de consciência”, propõe Rodellar.

“Esteja atento à situação e à emoção que está vivenciando. Não negue que algo ruim está acontecendo, não olhe para o outro lado, mas não fique preso a essa emoção negativa.”

“As emoções são informações que temos que ler e entender para depois aplicar uma perspectiva construtiva e ver quais lições podemos aprender e como podemos gerar mudanças no futuro.”

Como aplicar isso na prática? Em vez de dizer “não pense nisso, seja positivo”, diga “me diz o que você está sentindo, eu te escuto”. Em vez de falar “poderia ser pior”, diga “sinto muito que está passando por isso”. Em de vez “não se preocupe, seja feliz”, diga “estou aqui para você”.

“Temos que assumir a responsabilidade por nossa própria felicidade a partir da psicologia construtiva”, diz Rodellar.

“Tudo bem olhar para o copo meio cheio, mas aceitando que pode haver situações em que o copo está meio vazio e, a partir daí, assumir a responsabilidade de como construímos nossas vidas”.

Para Baker, o que devemos lembrar é que “todas as nossas emoções são autênticas e reais, e todas elas são válidas”.

*Esta reportagem não é um artigo médico. Se tiver sintomas de depressão, perguntas ou precisar de orientação, consulte seu médico ou um psicólogo.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2020/12/


O quadro de funcionários do Hospital de Campanha de Feira de Santana nunca foi reduzido, desde a sua implantação. O esclarecimento é da S3 Gestão em Saúde, instituição contratada pela Prefeitura de Feira de Santana para administrar a unidade hospitalar. A quantidade de funcionários é dimensionada de acordo com o número de leitos, atendendo, inclusive, às recomendações dos Conselhos Regionais de Enfermagem da Bahia (COREN).

Atualmente o Hospital de Campanha de Feira de Santana conta com um total de 275 colaboradores, entre eles celetistas, médicos e terceirizados, acima do contratualizado, garantindo a segurança de todos os processos assistenciais.

A S3 informa ainda que a unidade nunca parou suas atividades. No mês de outubro, por conta da baixa nos casos de infecção, houve apenas uma redução de 8 leitos de UTI ofertados na unidade. “Leitos esses que não estavam na proposta inicial do hospital e que foram abertos após inauguração, para reforçar o atendimento aos pacientes e evitar o colapso no município”, explica o diretor médico do Hospital da Campanha, Francisco Mota.

Ele acrescenta ainda que devido ao aumento de pacientes hospitalizados nas últimas semanas, a unidade vem reativando gradualmente esses leitos. “Na data de hoje [Domingo, 13 de dezembro de 2020] o hospital está com 22 pacientes internados na enfermaria e 16 pacientes internados na UTI”, completa.

Informações: Secom


Vacina, vacinação,seringa, covid 19

O governo federal entregou neste sábado (12), ao Supremo Tribunal Federal (STF), o plano nacional de imunização contra a covid-19. O documento foi entregue pelo advogado-geral da União, José Levi, ao ministro Ricardo Lewandovski, relator das ações que tratam da obrigatoriedade da vacina e outras medidas de combate à pandemia.

Batizado de Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, o documento foi elaborado pelo Ministério da Saúde, possui 93 páginas e está dividido em dez eixos, que incluem descrições sobre a população-alvo para a vacinação, as vacinas já adquiridas pelo governo e as que estão em processo de pesquisa, a operacionalização da imunização, o esquema logístico de distribuição das vacinas pelo país e as estratégias de comunicação para uma campanha nacional. O documento não indica data para início da vacinação.  

Vacinas

Segundo o plano, o governo federal já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio de três acordos:

– Fiocruz/AstraZeneca – 100,4 milhões de doses até julho/2020 + 30 milhões de doses/mês no segundo semestre;

– Covax Facility – 42,5 milhões de doses;

– Pfizer – 70 milhões de doses (em negociação);

Até agora, nenhum imunizante está registrado e licenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), etapa prévia obrigatória para que a vacinação possa ser realizada. 

“De acordo com o panorama da OMS [Organização Mundial da Saúde], atualizado em 10 de dezembro de 2020, existem 52 vacinas covid-19 candidatas em fase de pesquisa clínica e 162 candidatas em fase pré-clínica de pesquisa. Das vacinas candidatas em estudos clínicos, há 13 em ensaios clínicos fase 3 para avaliação de eficácia e segurança, a última etapa antes da aprovação pelas agências reguladoras e posterior imunização da população. No Brasil, o registro e licenciamento de vacinas é atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pautados na Lei nº 6.360/1976 e regulamentos técnicos como a RDC nº 55/2010”, diz um trecho do plano. 

Grupos prioritários

O Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, apresentado pelo governo, prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, o que vai demandar 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, uma vez que cada pessoa deve tomar duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção. 

O primeiro grupo prioritário, a ser vacinado na fase 1, é formado por trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil). A fase 2 é formada por pessoas de 70 a 74 anos (5,17 milhões), pessoas de 65 a 69 anos (7,08 milhões), pessoas de 60 a 64 anos (9,09 milhões). 

Na fase 3, a previsão é vacinar cerca de 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham as seguintes comorbidades: hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40). 

Na fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil). O Ministério da Saúde pondera, no documento, que os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser alterados. 

“Vale ressaltar que os grupos previstos são preliminares, passíveis de alteração a depender das indicações da vacina após aprovação da Anvisa, assim como as possíveis contraindicações. Destaca-se ainda que há outros grupos populacionais considerados prioritários, a serem incluídos dentre as fases apresentadas, discutidos no âmbito da câmara técnica, a exemplo das populações ribeirinhas e quilombolas, cuja estimativa populacional está em atualização pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para avaliação de qual fase esses grupos estarão inseridos, de acordo com o cenário de disponibilidade de vacinas e estratégia de vacinação”, diz o plano.        

Também de acordo com o plano, o registro da dose da vacina aplicada será feito de forma nominal e individualizada, diretamente no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) em todos os pontos de vacinação da rede pública e privada de saúde. O ministério trabalha com a implantação de um sistema informatizado para monitorar e controlar os dados de vacinação.

“Uma solução tecnológica está em desenvolvimento, por meio do Datasus, com o objetivo de simplificar a entrada de dados e agilizar o tempo médio de realização do registro do vacinado no SI-PNI, além de considerar aspectos de interoperabilidade com outros Sistemas de Informação e integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Um recurso que será colocado à disposição é o QR-Code para identificar o cidadão a ser vacinado. Este deverá ser gerado pelo próprio cidadão no Aplicativo Conecte SUS”. 

Logística

Para operacionalizar a campanha nacional de vacinação, o plano do governo prevê capacitação dos profissionais de saúde do SUS e também um esquema de recebimento, armazenamento, expedição e distribuição dos insumos, que são o próprio imunizante, além das seringas e agulhas. 

O principal complexo logístico será a partir do aeroporto internacional de Guarulhos (SP), na sede da empresa VTC Logística, que tem contrato com o Ministério da Saúde. O galpão da empresa possui 36 mil metros quadrados nas imediações do aeroporto e conta com ambientes climatizados, como docas e câmaras frias. Há também estruturas menores em Brasília, Rio de Janeiro e Recife.

Também está prevista a entrega da carga embalada por modal rodoviário para estados como Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e outros que fiquem em até 1.400 quilômetros de raio dos centros de distribuição. 

O governo também informa já ter acordos firmados com companhias aéreas, como Latam e Azul, além de outras empresas de carga aérea, para o transporte até as capitais da região Norte do país.  Pelo plano, a frota será rastreada 100% por satélite e a segurança do transporte, em determinadas situações durante o deslocamento, ocorrerá por conta da União.

Orçamento

Ainda de acordo com o plano, o governo federal já disponibilizou R$ 1,9 bilhão de encomenda tecnológica associada à aquisição de 100,4 milhões de doses de vacina pela AstraZeneca/Fiocruz e R$ 2,5 bilhões para adesão ao Consórcio Covax Facitity, associado à aquisição de 42 milhões de doses de vacinas.

Além disso, outros R$ 177,6 milhões para custeio e investimento na Rede de Frio, na modernização dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), no fortalecimento e ampliação da vigilância de síndromes respiratórias. Também, segundo a pasta, outros R$ 62 milhões foram investidos para aquisição de mais 300 milhões de seringas e agulhas.


Mais da metade dos baianos tem ao menos uma doença crônica, diz pesquisa

Pouco mais da metade dos adultos baianos tinham ao menos uma doença crônica não transmissível no ano passado. Isso é o que aponta a Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse quadro foi encontrado em 51,6% (5,744 milhões) dos soteropolitanos e em 51,5% (ou 1,179 milhão) da população de todo o estado. Os problemas crônicos de coluna foram os mais recorrentes na Bahia, atingindo um a cada quatro adultos (26%). Na capital aparece em terceiro lugar, registrados em 20,5% da população maior de 18 anos. Nos jovens, o sedentarismo é a principal causa das dores nas colunas.


“Após 10 meses do início da epidemia de coronavírus na nossa cidade, 5 meses após a primeira onda, estamos vivendo uma nova onda que é pior do que a primeira e com mais gravidade”. A declaração é da médica infectologista e coordenadora do Comitê Municipal de Controle ao Coronavírus, Melissa Falcão.

Nos últimos dias, os números da COVID-19 cresceram muito, em Feira de Santana. Hoje, o boletim epidemiológico trouxe 256 casos novos, totalizando 17.074 casos na cidade, 76 pessoas seguem internadas em hospitais e 1451 aguardam resultado de exame.

“Estamos com nosso sistema de saúde saturado, com 100% de ocupação dos leitos de UTIs privadas e, hoje, devemos alcançar 100%, também, nas unidades de UTIs públicas. Então, mais do que nunca precisamos que as pessoas cooperem e permaneçam em casa o maior tempo possível, saindo só para o que for necessário, evitando aglomerações e exposições desnecessárias. Contamos com vocês”, disse Melissa Falcão.

O cenário atual fez a prefeitura de Feira de Santana adotar novas medidas de enfrentamento e suspender a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais localizados em praças públicas, feiras livres, bem como em centros comerciais. Essa decisão tem validade até o dia 31 de dezembro de 2020. “O que nós chamamos a atenção é que a doença está aumentando muito, o risco também. Os mais jovens estão sendo os mais acometidos e levam a doença pra casa e os mais idosos são aqueles mais suscetíveis a terem um quadro fatal”, ressaltou o prefeito, Colbert Martins.


Hoje, dia 9 de dezembro, é comemorado no Brasil o dia do fonoaudiólogo. Para celebrar esta data, o serviço de fonoaudiologia do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) realizou na manhã desta quarta-feira, uma ação de impacto no corredor da unidade, com distribuição de brindes e informativos sobre o serviço prestado por estes profissionais na unidade.

De acordo com Priscila Dultra, coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do Clériston Andrade, durante esta pandemia a demanda aumentou bastante, visto que os pacientes acometidos pela COVID-19, em sua maioria, são entubados e após o tratamento necessitam de ajuda para deglutição (disfagia), que é o processo de deixar de se alimentar via sonda e retornar a mastigar e engolir.

“Trabalhando com afinco para garantir a comunicação em todas as etapas da vida. Atualmente, devido a pandemia, tivemos um aumento significativo no serviço prestado pelo fono. Nós avaliamos, reabilitamos e orientamos todos os pacientes que têm dificuldade para engolir, dificuldade para mastigar, pacientes que tiveram trauma orofacial, politraumas e também aqueles que saíram de um tratamento intensivo com intubação. Somos responsáveis pela reabilitação destes pacientes para que saiam o mais precocemente possível da alimentação via sonda para a dieta oral exclusiva”, explicou Priscila.

Sobre a profissão

Ser fono é cuidar da comunicação em todas as etapas da vida. O fonoaudiólogo atua nos cuidados com bebês, crianças, jovens, adultos e pessoas idosas em diversos locais: escolas, hospitais, consultórios, clínicas e no SUS. Seus conhecimentos nas áreas da linguagem oral e escrita, fluência, motricidade orofacial, deglutição (disfagia), voz e audição são importantes para a promoção da saúde e da qualidade de vida.


Tudo indica que um superfungo acaba de entrar no país e o primeiro caso foi identificado em um paciente internado numa UTI de hospital privado da Bahia. Resistente a quase todas as medicações existentes, o Candida auris tem levado preocupação em todo o mundo por sua alta taxa de mortalidade, chegando a 60%, e sua possível chegada por aqui gerou um alerta de ameaça pública emitido pela Anvisa nesta segunda-feira (7).

O aparecimento deste fungo justo agora, na segunda onda da pandemia, é uma grande preocupação porque ele é de difícil desinfecção e pode causar surtos hospitalares. Como o caso ainda faz parte de um inquérito epidemiológico, o nome do hospital foi mantido em sigilo. O CORREIO apurou, no entanto, que o caso teria acontecido no Hospital da Bahia, em uma pessoa de 59 anos e que faz tratamento de diálise. A vítima havia sido internada devido à complicações da covid-19. 

O fungo foi detectado na última sexta-feira (4), sendo inicialmente observado pelo setor de microbiologia da unidade de saúde particular. Até o momento, o paciente infectado tem saúde estável, segundo informações da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), que está de olho no caso. Ainda conforme a Anvisa, o fungo foi encontrado em uma amostra de ponta de cateter, e depois confirmado tanto pelo Lacen-BA quanto pelo Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O Candida auris é capaz de causar infecção na corrente sanguínea, pode provocar feridas e é especialmente fatal em pacientes com comorbidades. Ele é preocupante, ainda, porque fica impregnado no ambiente por longos períodos — de semanas a meses — e resiste até mesmo aos mais potentes desinfetantes. Por causa desta dificuldade de eliminação e por ser facilmente confundido com outras duas espécies, demorando na sua identificação, o fungo tem propensão a gerar surtos. 

Em pronunciamento nesta terça-feira (8), o infectologista Antônio Bandeira, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep/Sesab), falou sobre a grande importância da identificação laboratorial de fungos complexos e resistentes como esse. Por se tratar da primeira circulação no país, a secretaria solicitou ajuda da USP e enviou uma cepa do fungo para a universidade realizar uma contraprova. O material do fungo está em investigação por meio de sequenciamento genético para caracterizá-lo sem que reste dúvidas, mas já é tratado como um caso positivo pelas autoridades em saúde. 

Não se sabe ainda se este é mesmo o paciente nº 1 com o fungo no país. Uma investigação foi instaurada para checar se existe contaminação entre pessoas do serviço de saúde. O infectologista destacou que um terço das cepas desta espécie são resistentes às três classes de medicamentos antifúngicos que costumam ser usados e não foi identificada ainda qual o tipo da cepa encontrada na Bahia. Em São Paulo, serão feitas análises para identificar a resistência e sensibilidade dela. 

O médico ressaltou que, de fato, é um momento de alerta, mas nada “ainda que mostre que [a situação] saiu do controle ou que exista um surto”, garantiu. No entanto, o especialista salienta que é necessário, a partir de agora, reforçar ainda mais a higiene dos ambientes e das mãos, com o isolamento imediato de pacientes que possam ter o fungo na pele.

Segundo ele, a prática de desinfecção de superfícies já tem sido feita por causa da covid-19 e é importante que seja intensificada para controlar também a transmissão do Candida auris. Antônio Bandeira informou que as vigilâncias epidemiológica e sanitária estaduais, o Lacen, USP, Ministério da Saúde e o próprio hospital privado estão em colaboração e vêm acompanhando a contenção.

“Está sendo estudado o grau de espalhamento ou possível disseminação, o que, até o momento, não foi mostrado. Tudo indica que é um processo localizado e que, a partir de agora, todo esse reforço será feito para conter cada vez mais esse fungo”, disse ele.

O Brasil estava livre deste patógeno até agora. A espécie foi identificada em 2009, no canal auditivo de uma paciente no Japão. Desde então, já houve casos em países como Índia, África do Sul, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Israel, Paquistão, Quênia, Kuwait, Reino Unido e Espanha.

Reportagem extraída do site Correio 24 Horas*


Rui Costa

O governador Rui Costa afirmou nesta terça-feira (8), que na melhor das hipóteses, a liberação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil devem acontecer daqui a aproximadamente três meses, segundo informou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“A posição mais otimista seria final de fevereiro, mas se o órgão regulatório europeu ou dos Estados Unidos aprovarem, podem dar celeridade na aprovação da vacina no brasil”, disse Rui em entrevista para a Rede Bahia.

Ele participa hoje de uma reunião de chefes de estado com Pazuello para tratar sobre o assunto. Na ocasião, o chefe do executivo da Bahia também alertou que o país precisa adquirir mais de um medicamento para imunizar toda a população.

“Vamos utilizar mais de uma vacina. A Pfizer não tem produção suficiente para todos, no máximo 35 milhões de brasileiros. Vamos precisar de outras. O necessário é que as autoridades científicas aprovem a vacina”, reforçou.

Outro tema que deve ser abordado na reunião, é a quantidade de seringas necessárias para aplicar os imunizantes. Segundo Rui, não há volume o suficiente do equipamento e não há com deslocar seringas para o tratamento de outras enfermidades. “Esse é um tema relevante para o Brasil realizar a vacina”, afirmou.


PDT pede para STF entregar decisão sobre vacina obrigatória a governos  locais | Poder360

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (7) que o governo federal vai oferecer vacina contra a covid-19 para toda a população de forma gratuita e não obrigatória.

“Havendo certificação da Anvisa , o governo ofertará a vacina a todos, gratuita e não obrigatória”, escreveu em sua conta no Twitter.

Bolsonaro, que se reuniu mais cedo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou ainda que os recursos para a aquisição dos imunizantes estão garantidos. “Não faltarão recursos para que todos sejam atendidos”.

O Ministério da Saúde tem acordo para a compra de doses produzidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, incluindo um pacto de transferência de tecnologia e produção local da vacina pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O governo federal mantém contato com outros laboratórios estrangeiros que desenvolvem doses contra a covid-19 e que, se aprovadas, também poderão ser adquiridas para imunizar a população.

Também ontem, em entrevista coletiva, membros da diretoria da Organização Mundial de Saúde (OMS) se posicionaram contra a obrigatoriedade de vacinação para Covid-19. Segundo a médica brasileira Mariângela Simão, que é diretora-assistente da entidade, a melhor decisão é conversar com a sociedade.

O posicionamento adotado pela entidade nesta segunda se aproxima da postura que vem sendo adotada pelo presidente Jair Bolsonaro que, desde o início do desenvolvimento das vacinas, defende a desobrigação da aplicação da vacina no país e destaca que os imunizantes precisarão ter a eficácia comprovada antes da aprovação.

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