Durante este mês de março, dedicado à conscientização sobre a importância da saúde do sono, muito tem se falado sobre a importância de uma boa noite de sono para a qualidade de vida das pessoas. O cirurgião bucomaxilofacial Dr. Thiago Leite também aproveita para alertar acerca dos perigos da apneia do sono, um distúrbio que afeta milhões de brasileiros e que pode levar a sérias complicações de saúde.
A apneia do sono é caracterizada por interrupções repetidas na respiração durante o sono, resultando em despertares frequentes e sono não reparador. Essas pausas respiratórias podem durar de alguns segundos a minutos e ocorrer várias vezes por noite. “Muitos pacientes que chegam ao meu consultório relatam que não percebem que sofrem de apneia do sono. Mas sintomas como ronco alto, sonolência diurna excessiva, dificuldade de concentração e irritabilidade podem ser indicativos desse distúrbio”, explica Dr. Thiago Leite.
Embora a apneia do sono possa afetar pessoas de todas as idades, essa patologia é mais comum em indivíduos acima dos 40 anos e com sobrepeso. Outros fatores de risco incluem alterações anatômicas craniofaciais, como retrognatismo (pessoas que têm o queixo para traz), e condições como obesidade e hipertensão. “É importante a gente lembrar que a apneia do sono não tratada pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, depressão e também aumentar o risco de acidentes devido à sonolência diurna”, alerta Dr. Thiago Leite, acrescentado que não é raro muitas pessoas ficarem estressadas e irritadas facilmente devido ao cansado, às noites mal dormidas.
O tratamento varia conforme a gravidade do caso. Mudanças no estilo de vida, como perda de peso e evitar o consumo de álcool antes de dormir, podem ser eficazes em casos leves. Para casos moderados a graves, o uso de dispositivos de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é frequentemente recomendado, mas não há a cura. “Em situações onde há alterações anatômicas significativas, a cirurgia ortognática é considerada a melhor opção, pois reposiciona os ossos da face, ampliando as vias aéreas e melhorando significativamente a qualidade do sono”, destaca Dr. Thiago Leite.
De acordo com dados recentes, a apneia do sono afeta aproximadamente 8% a 16% dos adultos no Brasil. No Nordeste, estima-se que cerca de 12% da população sofra desse distúrbio, com a Bahia apresentando números semelhantes. “É crucial que as pessoas estejam atentas aos sintomas e busquem avaliação médica, pois o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para prevenir complicações graves”, enfatiza Dr. Thiago Leite.
Por Adriana Matos AMA Comunicação Integrada Contato; 75 998465463 – Email adrianamatos.ama@gmail.com
O câncer renal, uma das dez neoplasias malignas mais comuns entre homens e mulheres, ganhou destaque neste mês de março, dedicado à conscientização sobre a doença. O cirurgião urologista Dr. Eduardo Cerqueira reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos modernos para aumentar as chances de cura. O câncer renal é uma doença silenciosa e pode ter consequências graves se não for diagnosticada e tratada a tempo.
Segundo estimativas do INCA, o Brasil deve registrar aproximadamente 704 mil novos casos de câncer por ano entre 2023 e 2025. Na região Nordeste, os números também são expressivos, com destaque para a Bahia, que deve registrar cerca de 38.840 novos casos anuais, totalizando mais de 116 mil diagnósticos no período.
“O câncer renal, na maioria dos casos, não apresenta sintomas em estágios iniciais, tornando essencial a realização de exames preventivos, especialmente para pessoas com fatores de risco”, explica Dr. Eduardo Cerqueira. “A conscientização da população é o primeiro passo para um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz.”, alertou.
O câncer renal se desenvolve nos rins, órgãos responsáveis pela filtragem do sangue e pela produção de substâncias essenciais para o equilíbrio do organismo. O tipo mais comum da doença é o carcinoma de células renais, representando cerca de 90% dos casos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença, como idade acima dos 60 anos, tabagismo, obesidade, hipertensão e histórico familiar. Os sintomas costumam aparecer em estágios mais avançados e incluem sangue na urina, dor lombar persistente, fadiga, perda de peso inexplicável e febre frequente.
O principal tratamento para o câncer renal é a remoção cirúrgica do tumor. A cirurgia robótica tem se destacado como a melhor alternativa para casos selecionados, oferecendo mais precisão, menor tempo de internação e recuperação mais rápida para o paciente. “A cirurgia robótica nos permite remover o tumor preservando ao máximo o rim saudável, o que é fundamental para a qualidade de vida do paciente”, ressalta o urologista Dr. Eduardo Cerqueira.
Medidas simples podem ajudar a diminuir o risco de desenvolver a doença, como evitar o tabagismo, manter um peso saudável, praticar atividades físicas regularmente e controlar a pressão arterial. “A prevenção é sempre o melhor caminho. Pequenas mudanças no estilo de vida podem fazer uma grande diferença na saúde renal e na redução do risco de câncer”, alerta Dr. Eduardo Cerqueira. Neste mês de conscientização, especialistas reforçam a necessidade de consultas regulares com o urologista e a realização de exames de imagem para detecção precoce da doença. Para mais informações e agendamento de consultas, procure um especialista de confiança.
Por Adriana Matos Contato Assessoria: 75 998465463 / Email: adrianamatos.ama@gmail.com
Uma das primeiras recomendações para quem quer ganhar massa muscular é incluir o whey na dieta. Saiba os benefícios do suplemento
O whey protein é um dos suplementos mais populares entre os praticantes de atividades físicas, mas qual é o real impacto no organismo do consumo diário dele?
Uma das primeiras recomendações para quem quer ganhar massa muscular é incluir o whey na dieta. O suplemento, derivado do soro do leite, é valorizado pela alta concentração de proteínas, que ajudam na recuperação muscular.
Ele está disponível em três versões principais: concentrado, isolado e hidrolisado. Os dois últimos possuem maior teor proteico e menos calorias, mas a versão hidrolisada costuma ter um custo mais elevado.
Apesar dos benefícios, o nutricionista esportivo Gustavo Carvalho, da Clínica Olympia, em Brasília, alertou que o whey não deve ser a única fonte de proteínas na dieta.
“A dose ideal de whey depende de quanto do macronutriente já está sendo consumido por meio de alimentos naturais, como carnes, ovos, laticínios, leguminosas e grãos, e de quanto ainda falta para atingir a meta proteica de cada pessoa”, explicou em entrevista anterior ao Metrópoles.
Segundo Carvalho, a necessidade diária varia entre 1 e 2,2 gramas de proteína por quilo de peso, dependendo do estilo de vida, idade, sexo e objetivos individuais.
A nutricionista esportiva Isis Janaína recomendou que o consumo do suplemento não ultrapasse duas doses diárias e que sejam ingeridas em horários diferentes.
“O ideal é que seja usado como um complemento nutricional, para que o indivíduo não perca o prazer de comer comida de verdade”, afirmou em entrevista anterior ao Metrópoles.
Principais benefícios de tomar whey protein diariamente:
Auxilia no emagrecimento O whey protein pode ser incorporado nas dietas para perda de peso, pois fornece proteínas de alta qualidade enquanto substitui pequenas refeições ou lanches. A troca reduz a ingestão de carboidratos, que são a principal fonte de energia estocada pelo corpo.
Fortalece o sistema imunológico Compostos como imunoglobulina e lactoferrina, presentes no whey, contribuem para o fortalecimento das defesas do organismo, ajudando na proteção contra infecções e doenças.
Ajuda no controle do apetite As proteínas do whey são de digestão lenta, prolongando a sensação de saciedade. Além disso, o consumo estimula a liberação de hormônios reguladores do apetite, como GLP-1 e leptina.
Previne a perda de massa muscular A partir dos 50 anos, a perda de massa muscular se torna mais comum. O suplemento auxilia na manutenção da musculatura e da densidade óssea, favorecendo uma vida mais ativa e saudável.
Contraindicações e cuidados
A ingestão de whey protein não é recomendada para quem já atinge os níveis ideais de proteínas com a alimentação. O consumo excessivo pode sobrecarregar os rins, especialmente sem a ingestão adequada de água.
O suplemento também não deve ser consumido por indivíduos com problemas renais ou alergia à proteína do leite. Para evitar riscos e garantir o uso correto, especialistas recomendam a orientação de um nutricionista antes de incluir o whey protein na rotina alimentar.
“Saúde bucal e qualidade de vida estão interligadas de maneira profunda”, diz especialista
Saúde bucal Foto: gpointstudio/Freepik
No dia 20 de março, celebra-se o Dia Mundial da Saúde Bucal, uma data escolhida pela FDI World Dental Federation para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados bucais e promover práticas preventivas que protejam não só o sorriso, mas a saúde em geral.
Esse dia foi designado para destacar como hábitos simples podem prevenir doenças gengivais e outros problemas que afetam a qualidade de vida, reforçando o papel fundamental da saúde bucal no bem-estar integral.
– A saúde bucal e a qualidade de vida estão interligadas de maneira profunda. Cuidar dos nossos dentes e gengivas não é apenas uma questão de estética, mas sim de saúde física e emocional – afirma Paulo Zahr, fundador da OdontoCompany.
Para ajudar nessa missão, o profissional dá dez dicas essenciais para manter a saúde bucal em dia.
Confira: – Escovação regular: escove os dentes pelo menos três vezes ao dia com um creme dental contendo flúor para remover a placa bacteriana e fortalecer o esmalte;
– Uso diário do fio dental: utilize o fio dental todos os dias para limpar os espaços entre os dentes onde a escova não alcança;
– Bochecho antisséptico: faça bochechos com um antisséptico bucal para reduzir a quantidade de bactérias na boca e manter o hálito fresco;
– Troca da escova: substitua a escova de dentes a cada três meses ou quando as cerdas estiverem desgastadas;
– Alimentação equilibrada: reduza o consumo de açúcares e alimentos ácidos, que podem causar erosão do esmalte e cáries;
– Visitas regulares ao dentista: agende check-ups semestrais para limpezas profissionais e avaliações preventivas;
– Evitar hábitos prejudiciais: abstenha-se do uso de tabaco e modere o consumo de bebidas alcoólicas, pois esses hábitos podem afetar a saúde das gengivas;
– Hidratação constante: beba bastante água ao longo do dia para manter a boca hidratada e auxiliar na produção de saliva, que é a natural protetora dos dentes;
– Enxaguantes bucais adequados: utilize enxaguantes bucais sem álcool, conforme a orientação do seu dentista, para potencializar a limpeza.
Pesquisadores britânicos revelaram que o Lenacapavir pode conter a doença
O estudo sobre o HIV foi publicado pela farmacêutica Gilead Sciences, na revista britânica The Lancet | Foto: Jcomp/Freepik
Um estudo publicado pela farmacêutica Gilead Sciences, na revista britânica The Lancet, revelou que o novo medicamento chamado Lenacapavir pode revolucionar a prevenção e o tratamento contra o HIV. Segundo a pesquisa, o remédio pode ser usado anualmente para prevenir a doença.
Atualmente, no Brasil, as prevenções são realizadas com comprimidos diários, administrados por via oral. Nesse sentido, o Lenacapavir se somaria ao conjunto de medicamentos que poderia prevenir a doença. Mas, no caso desse remédio, a aplicação é por injeção.
De acordo com a pesquisa, o Lenacapavir bloqueia a capacidade do vírus de se multiplicar no organismo. Paulo Abrão, professor de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que “o medicamento já foi aprovado na Europa e nos Estados Unidos”.
A aplicação do medicamento
O fármaco pode ser administrado via injeção intramuscular. O líquido é injetado gradualmente na corrente sanguínea. O remédio, no entanto, mantém a proteção por alguns meses.
Arte criativa com impressões 3D coloridas de partículas do vírus HIV | Foto: NIAID/Fotos Públicas
Isso proporciona uma vantagem significativa, em comparação aos outros medicamentos, já que o Lenacapavir permanece ativo no organismo por mais tempo.
Pequenas doses do medicamento pode bloquear o vírus do HIV
O estudo mostra que, mesmo com pequenas doses, o medicamento é eficaz para bloquear o vírus do HIV. Uma característica notável do Lenacapavir é a capacidade de atuar em diferentes fases do ciclo de vida da doença.
Ele impede, por exemplo, que o vírus entre corretamente dentro das células. Além disso, evita que seu material genético seja liberado e transportado para novas infecções. “Os resultados do estudo mostram o potencial para revolucionar a prevenção do HIV”, explica Abrão. “Funciona quase como uma vacina anual.”
Desafios financeiros
Entretanto, o custo do tratamento continua a ser um desafio significativo. Um levantamento feito por professores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostrou que que duas doses do Lenacapavir podem custar cerca de R$ 250 mil.
Célula infectada por partículas do vírus HIV | Foto: Divulgação/National Institute of Allergy and Infectious Diseases (Niaid)
Estudo feito com animais desvenda efeitos benéficos dos exercícios para o cérebro
A atividade física aeróbica ajuda a proteger o cérebro contra o desenvolvimento do Alzheimer e a restabelecer o equilíbrio celular, que decai com o envelhecimento. Isso é o que mostra um novo estudo feito com animais que desvendou mecanismos dos efeitos positivos dos exercícios no cérebro.
Recém-publicada no periódico Brain Research, a pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os autores selecionaram dez ratos idosos, que foram divididos em dois grupos: durante dois meses, metade correu em uma esteira cinco vezes por semana e os demais permaneceram sedentários.
Ao final do período, os pesquisadores analisaram amostras de tecido da formação hipocampal, região do cérebro responsável pela memória e pelo aprendizado.
O grupo que se exercitou apresentou menor quantidade de todos os marcadores envolvidos no Alzheimer: queda de 63% na proteína TAU e de 76% no depósito de beta-amiloide, proteínas que degradam os neurônios.
Eles também tinham menor acúmulo de ferro – em excesso, esse mineral induz a morte dos oligodendrócitos, células produtoras da mielina, camada que protege os nervos e favorece a transmissão de impulsos elétricos.
Esses animais tinham maior número dessas células, além de menor inflamação cerebral e melhores condições para comunicação entre os neurônios.
Os efeitos da atividade física em pessoas com essa demência já são conhecidos. “O exercício físico tem efeitos benéficos no Alzheimer, pois reduz inflamação geral crônica relacionada ao envelhecimento, prevenindo a perda de mielina, controlando os níveis de ferro no cérebro e reduzindo níveis de moléculas patológicas associadas à doença”, diz o neurocientista Robson Gutierre, um dos autores do trabalho, à Agência Einstein.
Exercícios aeróbicos e treinamento de força desempenham um papel crucial na prevenção de demências, incluindo o Alzheimer.
“O treinamento de força também eleva os níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro [BDNF – Brain-Derived Neurotrophic Factor], favorecendo a neuroplasticidade e protegendo contra o declínio cognitivo”, completa Brendo Faria Martins, especialista em fisiologia do exercício do Espaço Einstein de Esporte e Reabilitação, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Por isso, segundo os autores do estudo, incluir atividade física na rotina pode reduzir o risco de perda cognitiva e retardar a progressão da doença.
De acordo com Gutierre, a pessoa que já treina pode fazer exercícios aeróbicos até seis vezes por semana. “O ideal é, no mínimo, três dias de exercícios aeróbios em dias alternados. Para quem não tem o costume de treinar, o ideal é passar por uma avaliação física para saber a frequência e a intensidade dos exercícios”, orienta o pesquisador.
Em uma década, afastamentos por ansiedade cresceram mais de 400%, enquanto os episódios depressivos quase dobraram
Em 2014, aproximadamente 203 mil brasileiros foram afastados do trabalho devido a transtornos mentais, como episódios depressivos, ansiedade e reações ao estresse grave. Dez anos depois, em 2024, esse número mais que dobrou, ultrapassando 440 mil afastamentos, o maior registro da série histórica.
Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em comparação com 2023, o aumento foi expressivo, chegando a quase 67%.
Entre os principais motivos para os afastamentos em 2024, destacam-se os transtornos de ansiedade, com 141.414 casos, seguidos por episódios depressivos (113.604) e transtorno depressivo recorrente (52.627).
Outras causas incluem transtorno afetivo bipolar (51.314), transtornos mentais e comportamentais relacionados ao uso de drogas e substâncias psicoativas (21.498), além de reações ao estresse grave e transtornos de adaptação (20.873).
Também foram registrados afastamentos por esquizofrenia (14.778), transtornos mentais e comportamentais ligados ao consumo de álcool (11.470) e cocaína (6.873), além de transtornos específicos da personalidade (5.982).
Para efeito de comparação, os afastamentos por transtornos de ansiedade cresceram mais de 400% em relação a 2014, quando somavam 32 mil casos. Já os afastamentos por episódios depressivos quase dobraram ao longo da década.
De janeiro a 1º de março de 2025, a Covid matou 761 pessoas no país, o equivalente a 6 Boeings em 2025
Manaus AM 15.05.20 Sepultamentos no Cemitério Nossa Senhora Aparecida. causado pela Pandemia do Covid-19 Foto: Alex Pazuello/Semcom
Cinco anos após o início da pandemia de Covid, o Brasil ainda registra um índice alto de mortes pela doença. De janeiro a 1º de março de 2025, a Covid matou 761 pessoas no país. É o que mostram os dados do Ministério da Saúde analisados pela plataforma SP Covid Info Tracker. O levantamento foi feito pelo jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com a publicação, o número equivale à queda de seis Boeings 737-700, em média. A aeronave possui 126 assentos.
São 13 mortes por dia e 89 por semana. O dado é 57,46% menor se comparado ao total do mesmo período do ano passado, quando houve 1.789 mortes — cerca de 30 por dia e 209 por semana.
Em São Paulo, o cenário segue a mesma tendência. Em 2025, até 1º de março, foram 262 mortes —como se dois desses Boeings tivessem caído no estado.
São cerca de quatro óbitos diários e 31 por semana. O número é 43,04% menor se comparado ao total do mesmo período de 2024, quando foram registrados 460 mortes — oito por dia e 53 por semana. Os dados do estado de São Paulo são da Fundação Seade.
Ao observar as nove últimas semanas epidemiológicas de 2024 e as nove iniciais de 2025, é possível constatar um aumento de 21% nas mortes ocorridas no Brasil. O percentual sobe para 58 quando é considerado apenas o estado de São Paulo.
Medicamento foi suspenso em países como Espanha, Finlândia e França
Nimesulida ainda é comercializada no Brasil | Foto: Divulgação/Pixabay
Proibida em vários países devido ao risco de causar danos hepáticos e gastrointestinais, a nimesulida é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) indicado para o tratamento da febre, da dor aguda e de processos inflamatórios. A reportagem é do jornal O Estado de S.Paulo.
O uso desse medicamento, contudo, é controverso, e especialistas questionam a ausência de um monitoramento eficaz para seu consumo.
No Brasil, o fármaco é comercializado em comprimidos, suspensão oral, supositório e gel tópico. A versão em comprimidos, a mais popular, deve ser administrada em até duas doses diárias de 50, 100 ou 200 mg, conforme orientação médica. O efeito analgésico tem início em aproximadamente 15 minutos, enquanto a ação antipirética ocorre entre uma e duas horas, com duração média de seis horas.
O uso prolongado pode provocar desconfortos gastrointestinais, que variam de azia a úlceras, além de representar riscos para os rins e o fígado.
Nimesulida é proibida em alguns países
Em 2002, a Espanha proibiu o uso do fármaco. A nimesulida também foi retirada do mercado na Finlândia e na França por sua associação a problemas hepáticos graves, como hepatite, insuficiência hepática, icterícia e falência do fígado.
Já em Portugal e na Itália, seu uso é restrito a períodos curtos: no máximo sete e 15 dias, respectivamente, com limite diário de 200 mg. Em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, a substância nunca chegou a ser aprovada para comercialização.
Na América Latina, a Argentina proibiu a venda, enquanto Peru, Paraguai e Panamá nunca autorizaram sua comercialização. No Brasil, Colômbia e México, o medicamento ainda está disponível nas farmácias, porém seu uso é contraindicado para crianças menores de 12 anos.
A Anvisa reforça que a venda da nimesulida só ocorre mediante prescrição médica. “É essencial destacar que nenhum medicamento está isento de riscos, e sua indicação deve sempre considerar a relação entre os benefícios esperados e os potenciais efeitos adversos do tratamento”, afirma a agência.
Levantamento também aponta que porcentagem tende a crescer nos próximos cinco anos
Foto:Wilson Dias/Agência Brasil
Um a cada três brasileiros é obeso. É o que apontam os dados do Atlas Mundial de Obesidade 2025 (World Obesity Atlas 2024), da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation – WOF), divulgados na segunda-feira (3).
A pesquisa também aponta que a porcentagem tende a crescer nos próximos cinco anos. Isso porque, cerca da metade (entre 40% e 50%) da população brasileira adulta não pratica atividade física na frequência e intensidade recomendadas.
Ainda de acordo com o levantamento, 68% da população tem excesso de peso e, destas, 31% têm obesidade e 37% possuem sobrepeso. O Atlas Mundial da Obesidade traz ainda uma projeção de que o número de homens com obesidade até 2030 pode aumentar em 33,4%. Entre as mulheres, essa porcentagem pode crescer 46,2%.