Feira de Santana contará com uma nova policlínica, fruto da parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (1º) pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e pelo governador Jerônimo Rodrigues, durante a assinatura do termo de cessão de um terreno do DERBA ao município para a construção da unidade de saúde.
A nova policlínica será instalada em uma área de quase 15 mil metros quadrados, localizada nas proximidades da Cidade Nova, Campo Limpo e UEFS. O investimento previsto é de R$ 25 milhões do Governo Federal, em parceria com Estado e município.
A secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, destacou que a nova estrutura vai ampliar a rede de atendimento especializada na cidade.
“Feira de Santana foi contemplada com o novo PAC com uma policlínica proposta pelo município e nós conseguimos pactuar a cessão do terreno. Essa unidade terá novas atribuições, incluindo sala de cuidado à mulher vítima de violência, mais consultórios, exames como ressonância, endoscopia e colonoscopia. O objetivo é dividir a demanda atual e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde”, explicou.
Roberta também ressaltou o alinhamento entre Estado e município para fortalecer a rede hospitalar da cidade.
“Temos discutido junto o perfil assistencial e acompanhado a evolução desse processo. A parceria envolve desde a definição de leitos até o apoio a hospitais como o da Criança, da Mulher e o futuro Hospital Municipal de Feira de Santana. O Estado está à disposição para viabilizar recursos em conjunto com o município e o Governo Federal”, acrescentou.
O prefeito José Ronaldo reforçou a importância da iniciativa para a saúde do município.
“Nós vamos construir na área do Derba uma policlínica que prestará serviço semelhante àquela próxima ao Clériston Andrade, mas dedicada ao município de Feira de Santana. O terreno foi cedido pelo Governo do Estado por 20 anos e vamos transformar esse espaço em um equipamento que atenderá com qualidade a nossa população”, afirmou.
Um estudo publicado no Journal of Psychiatric Research apontou que mulheres que realizam aborto enfrentam maior risco de internação por problemas de saúde mental em comparação às que levam a gravidez até o fim. A pesquisa foi conduzida entre 2006 e 2022 em hospitais de Quebec, no Canadá.
O levantamento analisou 28.721 abortos induzidos e 1,22 milhão de nascimentos, acompanhando a saúde mental das pacientes após a gestação. Os dados indicam que as taxas de hospitalização foram mais altas entre mulheres que fizeram aborto, com registros de tentativas de suicídio e transtornos ligados ao uso de substâncias.
Os pesquisadores observaram que o risco era maior entre jovens com menos de 25 anos e em pacientes que já tinham histórico de doenças mentais. Apesar de o impacto diminuir com o tempo, o estudo concluiu que o aborto está associado a um aumento de problemas de saúde mental.
David Reardon, diretor do Elliot Institute, afirmou que a pesquisa confirma a ligação entre aborto e crises psiquiátricas.
– Este é o mais recente de uma série de estudos que mostram riscos elevados para mulheres, mesmo aquelas sem histórico de problemas anteriores – declarou.
Outro levantamento citado, publicado em 2023 pela BMC Psychiatry, analisou dados globais e apontou que 34,5% das mulheres que fizeram aborto desenvolveram depressão. O estudo recomendou maior atenção médica e apoio emocional a pacientes após o procedimento As informações são do The Christian Post.
O Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI) Antônio Lázaro Silva, do bairro Baraúnas, mantido pela Prefeitura através da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, completa um ano de funcionamento atingindo a marca de 88.737 atendimentos em diversas especialidades. O marco foi comemorado na manhã desta quinta-feira (28), com o prefeito José Ronaldo de Carvalho anunciando o compromisso da ampliação de atendimento com oferta de novos serviços ainda este ano.
O prefeito José Ronaldo, que esteve acompanhado do secretário de Comunicação, Joilton Freitas, ressaltou que, em média, são atendidos cerca de 250 pacientes em diversas especialidades por dia. E reafirmou a determinação da administração municipal em continuar investindo para que o equipamento continue inovando na oferta de serviços.
A diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, informou que, de setembro a outubro, serão realizados novos mutirões de atendimento e que, também a partir do próximo mês, o CMDI passará a atender o público aos sábados.
A coordenadora do CMDI Baraúnas, Bruna Lasse Silva, explica que no equipamento são realizados exames de ultrassonografia, sonografia, mamografia, eletrocardiograma, raio-X, colposcopia, endoscopia, punção mamária, punção de tireoide, MAPA e Holter, dentre outros serviços.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Feira de Santana preparou um novo informativo que orienta todos os médicos que atendem pelo SUS – seja nas unidades públicas ou clínicas particulares conveniadas – a prescrever os remédios pelo nome genérico, chamado de Denominação Comum Brasileira (DCB).
A medida vai facilitar a vida dos pacientes, evitar erros nas farmácias e reduzir os custos para o município.
Mais segurança e menos confusão
De acordo com o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, a prescrição pelo nome genérico traz mais segurança para quem depende do SUS.
“O mesmo remédio pode ter 10, 20 ou até 100 nomes de marcas diferentes. Nem sempre a farmácia do SUS vai ter aquela marca específica, mas vai ter o mesmo medicamento na versão genérica. Quando o médico receita pelo nome correto da substância, o paciente sabe exatamente o que vai encontrar na unidade e não corre o risco de voltar para casa sem o tratamento”, explicou.
Outro ponto destacado pelo secretário é a clareza. Muitas vezes os médicos usam abreviações que podem ser mal interpretadas por outros profissionais e até gerar erros graves.
“Se um médico escreve HCTZ, ele sabe que é hidroclorotiazida. Mas outra pessoa pode não entender ou até confundir com outro remédio. Isso coloca a saúde do paciente em risco. Por isso estamos pedindo que os nomes sejam escritos por inteiro, sem abreviações”, reforçou Matos.
Economia que volta para a saúde
Ao padronizar as receitas, o município também consegue comprar em maior escala, garantindo preços mais baixos. Essa economia será revertida em mais investimentos na saúde.
Orientação para toda a rede SUS
A nova regra vale tanto para os médicos das policlínicas, UPAs e unidades básicas de saúde, quanto para as clínicas privadas que atendem pelo SUS.
“Todos os profissionais que receitam para pacientes do SUS precisam seguir essa orientação, seja no posto de saúde, numa policlínica ou numa clínica particular credenciada. A ideia é educativa, não punitiva. Queremos que todos se adaptem para dar mais acesso e qualidade ao atendimento”, concluiu o secretário.
A distribuição do informativo já começou e, segundo a Secretaria de Saúde, nas próximas semanas todos os médicos da rede receberão as orientações.
Os profissionais de enfermagem da rede municipal de Saúde— efetivos e contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) — receberam, nesta sexta-feira (15), o complemento do piso nacional da categoria referente ao mês de julho.
A informação foi divulgada pelo secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, que destacou que o pagamento é fruto de “muita determinação e diálogo” da gestão. Ele lembrou que, ao assumir a pasta, encontrou um cenário de interrupção nos repasses para o Fundo Municipal, o que impactava o benefício.
“Agora, estamos efetuando de forma célere o pagamento desse complemento, que é devido e merecido a uma categoria tão importante para a saúde pública. Isso demonstra o comprometimento da gestão em atuar com transparência e valorizar cada trabalhador”, afirmou Rodrigo Matos.
O Brasil registrou o primeiro caso de um tipo de câncer de mama extremamente raro associado a implante mamário de silicone. O carcinoma espinocelular foi descrito pela primeira vez na medicina em 1992 e, desde então, apenas 20 mulheres no mundo foram diagnosticadas com a doença.
O caso brasileiro foi relatado por uma equipe coordenada pelo mastologista Idam de Oliveira Junior, do Hospital de Amor, em Barretos (SP), em uma publicação no Annals of Surgical Oncology, em 23 de julho. Além de identificar o caso, o estudo propõe uma forma inédita de padronizar o estadiamento e o tratamento da doença, muito associada ao uso das próteses por longos períodos sem a realização da troca, quando recomendada.
“Devido ao número limitado de ocorrências, os fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de tumor altamente agressivo são desconhecidos. Estamos diante de uma doença de comportamento agressivo. O diagnóstico precoce permite um tratamento mais eficiente com maior sobrevida para a paciente”, observa o mastologista Oliveira Junior em comunicado da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
A paciente brasileira, de 38 anos, tinha a prótese de silicone desde os 20 anos. Ela foi ao médico após sentir dores e o aumento do volume em uma das mamas. O exame revelou acúmulo de líquido ao redor da prótese e alterações na cápsula.
O material foi enviado para biópsia, que confirmou a presença do carcinoma. A mulher passou pela retirada da prótese e mastectomia, mas logo em seguida houve o retorno do tumor e ela acabou falecendo dez meses após o novo diagnóstico.
Segundo Oliveira Junior, a ocorrência é rara, mas exige atenção. “A cada ano, temos mais mulheres vivendo por longo tempo com próteses de silicone. Neste sentido, é importante que qualquer alteração apresentada nos implantes seja considerada e investigada”, afirma o especialista.
O que é o câncer causado pelo silicone? Descrito pela primeira vez em 1992, o carcinoma espinocelular ligado à prótese mamária é um tipo agressivo de câncer de mama e tem prognóstico preocupante. Dos 17 casos analisados pelos médicos brasileiros em seu estudo, nove tiveram recorrência dos tumores ainda no primeiro ano de doença e seis faleceram nos primeiros dois anos. A taxa média de sobrevida global foi de 15,5 meses, e a de sobrevida livre de progressão, de 13,5 meses.
De uso oral e diário, o vorasidenibe tem abordagem menos invasiva em comparação com outras opções tradicionais
Técnicos da Anvisa afirmam que processo poderia ocorrer antes do registro da atualização da mutação da vacina | Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do vorasidenibe. Trata-se de um medicamento comprimido, de uso oral e diário, para tratamento de câncer no cérebro de humanos.
A autorização marca um novo cenário na luta contra determinados tumores cerebrais em jovens e adultos, pois o remédio tem uma abordagem menos invasiva em comparação com outras opções tradicionais.
Sob o nome comercial Voranigo, o vorasidenibe foi aprovado para pacientes com pelo menos 12 anos, que tenham tipos específicos de gliomas difusos. Entre eles, astrocitomas e oligodendrogliomas de baixo grau, classificados como grau 2.
O medicamento, desenvolvido pela farmacêutica Servier, é administrado em comprimidos diários e destina-se a pacientes que já passaram por cirurgia, mas que não apresentam indicação imediata para radioterapia ou quimioterapia.
Ação e benefícios do medicamento aprovado pela Anvisa
Embalagem do Voranigo, remédio que trata câncer no cérebro | Foto: Reprodução/Internet
Segundo informações da Servier, o medicamento age de modo a impedir a ação de enzimas IDH1 e IDH2 mutadas. Elas são responsáveis por estimular a multiplicação das células tumorais. O bloqueio dessas enzimas reduz o risco de progressão do câncer e oferece uma alternativa a tratamentos mais agressivos.
O oncologista Fernando Maluf afirmou à Agência Brasil que esta aprovação representa “o maior avanço na área de gliomas dos últimos 20 anos”. “Gliomas são os tumores cerebrais mais comuns que existem”, disse o médico.
“Os de baixo grau acometem preferencialmente uma população muito jovem, que começa a desenvolver esse tumor desde a infância e adolescência até adulto jovem. Os tumores de baixo grau só têm rádio e quimio como alternativas. Essa medicação coloca uma alternativa muito especial para tentar evitar novas cirurgias, radioterapia ou medicamentos mais agressivos. Ela consegue reduzir, de forma muito importante, o risco de progressão da doença às custas de uma boa tolerabilidade.”
Maioria dos diagnósticos acontece em fases muito avançadas da doença
Estudo projeta aumento de 36% em mortes por câncer colorretal até 2040 (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Tima Miroshnichenko
A mortalidade por câncer colorretal deve crescer 36,3% nos próximos 15 anos no Brasil. A projeção está no 9º volume do Boletim Info.oncollect, da Fundação do Câncer, divulgado, nesta terça-feira (5), que marca o Dia Nacional da Saúde.
Segundo o estudo, o crescimento dos óbitos entre os homens será de 35% até 2040 e, entre as mulheres, de 37,63%. A Região Sudeste deverá ter um aumento de 34% nos óbitos e também irá concentrar o maior número absoluto de mortes.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Alfredo Scaff, os dados mostram que a maioria dos diagnósticos acontece em fases muito avançadas da doença.
– Em nosso levantamento, 78% das pessoas que vieram a óbito foram diagnosticadas já nos estágios três ou quatro, o que reduz drasticamente as chances de cura – alerta Scaff.
Segundo o coordenador, muitas vezes a doença se desenvolve de forma lenta, a partir de pequenos pontos que ao longo de anos podem se transformar em câncer. Além de sangue nas fezes, os sinais de alerta incluem mudanças do hábito intestinal, como as fezes em fita ou diarreicas, dores abdominais persistentes e perda de peso sem causa aparente.
– As informações obtidas a partir do boletim evidenciaram que homens e mulheres que foram a óbito pela doença tiveram seus diagnósticos nos estágios mais avançados – complementa.
Os cânceres de cólon e reto, que atingem o intestino, são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos registros por ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025.
Para Scaff, o alto índice de letalidade também demonstra a falta de uma política de detecção precoce do câncer colorretal. O diagnóstico da doença pode ser feito através do exame de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia.
– Estudos internacionais mostram que em países com programas estruturados de rastreamento, a sobrevida em cinco anos pode ultrapassar 65%. Já no Brasil, os índices são inferiores: 48,3% para câncer de cólon e 42,4% para câncer de reto, revelando deficiências no acesso a diagnóstico precoce e tratamento oportuno – diz o coordenador.
Entre as recomendações dos especialistas, além do rastreamento, é que homens e mulheres a partir dos 50 anos façam exame, como os testes de sangue oculto nas fezes e, se necessário, a colonoscopia. Pessoas com histórico familiar e outras condições de risco devem iniciar esse acompanhamento mais cedo, conforme a orientação médica.
– Para mudar esse cenário, é urgente que o Brasil adote um programa nacional organizado de rastreamento. Diferente de outros tipos de câncer, como mama e como colo do útero, ainda não temos um sistema que convoque de forma sistemática a população alvo para exames de de intestino e isso precisa mudar. A responsabilidade é coletiva – complementa Scaff.
Por terem sintomas parecidos com os de outras condições, casos de tumor cerebral costumam ser diagosticados tardiamente pelos médicos
Embora não sejam tão comuns quanto outros tipos, o tumor cerebral costuma ser mais letal devido ao diagnóstico tardio. Como os sintomas da condição costumam ser inespecíficos, o paciente não desconfia dos sinais, atrapalhando a investigação médica e ajudando a doença a progredir de forma mais agressiva.
Segundo o neurocirurgião e professor de neurologia Marcelo Valadares, tumores benignos e malignos causam sintomas semelhantes, podendo ser confundidos com os de outras condições mais comuns e menos graves, como dores de cabeça fortes e enxaquecas.
“Os tumores malignos têm maior chance de se desenvolverem rapidamente, provocando maior frequência de dores de cabeça, convulsões e alterações neurológicas”, explica o profissional da Universidade de Campinas (Unicamp).
Nem todo caso de tumor é maligno, porém é necessário fazer uma investigação para afastar qualquer possibilidade de câncer. Nessas ocasiões, os neurocirurgiões realizam exames neurológicos, ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas, além de procedimentos cirúrgicos, como a biópsia, para determinar possíveis alterações nocivas.
No entanto, mesmo em casos de alterações suspeitas relacionadas à condição, qualquer diagnóstico deverá ser confirmado após avaliação médica rigorosa.
Veja os 4 sinais mais comuns que você não deve ignorar
1- Dores de cabeça frequentes
Pessoas com tumores cerebrais costumam apresentar dores de cabeça frequentes e intensas. Indivíduos que não conviviam com o problema com frequência começam a ter o problema com regularidade. Já quem já possuía histórico desse tipo de queixa, vê mudanças na dor, com intensidade maior e aumento nas ocorrências.
2- Alterações nos sentidos
É importante estar atento a mudanças nos cinco sentidos – tato, olfato, paladar, visão e audição. Mudanças na fala ou na capacidade intelectual, como compreensão, raciocínio, escrita, cálculo e reconhecimento de pessoas podem indicar problemas neurológicos e precisam ser investigados.
“Alterações no cérebro podem afetar até mesmo o comportamento, causando apatia, agitação ou agressividade em relação ao padrão normal da pessoa. É muito importante que sintomas neurológicos não sejam negligenciados”, destaca a médica oncologista clínica Patrícia Schorn, coordenadora de Oncologia e Hematologia do Hospital Santa Lúcia.
Na visão, os indicativos estão ligados a perda visual, manchas ou visão embaçada. Os sinais podem ser causados por tumores no cérebro ou em outras partes do sistema nervoso.
3- Crises epiléticas ou convulsões
A ocorrência do sinal, especialmente em quem nunca teve esse tipo de crise ou não tem diagnóstico de epilepsia, deve ser investigado. Em casos de convulsões, a atividade anormal cerebral pode vir acompanhada de dormência e formigamentos.
4- Perda de equilíbrio
Casos de perda de equilíbrio, tonturas e outras alterações na coordenação motora podem indicar a presença de tumores cerebrais. A impossibilidade de se equilibrar em uma perna só para pessoas que não tem dificuldade para executar a posição também é exemplo de sinal a ser analisado por profissionais médicos.
Causas de tumores cerebrais
A maioria dos casos de tumor cerebral têm causas não tão claras. Atualmente, a doença é considerada multifatorial, podendo ser ocasionada por várias alterações genéticas e até fatores ambientais.
Algumas dessas mudanças são adquiridas ao longo da vida, por predisposição ou exposição a razões determinantes para o desenvolvimento da doença. Outras estão relacionadas a motivos hereditários, como algumas síndromes familiares associadas a problemas no sistema nervoso central.
Nesta segunda-feira, 28 de julho, o Rotativo News conversou com o médico oncologista Dr. Tércio Guimarães sobre a campanha Julho Verde, voltada à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço um dos tipos mais frequentes no Brasil, mas ainda pouco discutido fora dos ambientes hospitalares.
Segundo o especialista, os principais fatores de risco são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, e a combinação desses dois hábitos eleva de forma alarmante a chance de desenvolver a doença. “O tabagismo por si só já aumenta em até 10 vezes o risco de câncer de cabeça e pescoço. Quando associado ao etilismo, esse risco pode saltar para 35 vezes mais”, alerta o médico.
Ele também chama atenção para o avanço dos casos relacionados à infecção pelo vírus HPV. Entre os tipos mais comuns de câncer de cabeça e pescoço estão os que afetam a cavidade oral, a faringe, a laringe e os seios da face. Porém, o câncer de pele também se destaca como recorrente na região.
Fique atento aos sinais
O Dr. Tércio enfatiza a importância de estar atento a feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, especialmente quando são indolores, além de manchas brancas ou vermelhas persistentes. Outros sinais incluem rouquidão prolongada, dor para engolir, nódulos no pescoço ou rosto e lesões na pele que também não cicatrizam. “Esses sintomas, muitas vezes negligenciados, podem indicar a presença da doença em estágio inicial”, ressalta.
Diagnóstico precoce salva vidas
Apesar dos avanços tecnológicos no tratamento, como as terapias-alvo e cirurgias de alta precisão, o oncologista reforça que o diagnóstico precoce é o principal aliado da cura.
“Quando identificado no início, o câncer de cabeça e pescoço pode ter até 80% de chance de cura. Mas, infelizmente, mais da metade dos pacientes chegam com a doença já em estágio avançado, o que reduz essa taxa para cerca de 40%”, afirma.
A campanha Julho Verde, promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), busca justamente informar a população e incentivar a procura por avaliação médica diante de qualquer sinal persistente. “Agradeço à imprensa pelo espaço. Informação é a nossa maior ferramenta de combate ao câncer”, conclui o especialista.