Mais da metade da população desconhece quais exames detectam a condição, que pode evoluir para doenças graves como cirrose e câncer hepático
Seis em cada dez brasileiros são com 16 anos ou mais não sabem qual exame é necessário para identificar a gordura no fígado, segundo uma nova pesquisa conduzida pela Novo Nordisk em parceria com o Instituto Datafolha divulgada nesta segunda (19/5).
A condição, chamada de esteatose hepática, afeta cerca de 30% da população mundial e pode evoluir para problemas sérios como cirrose hepática e câncer de fígado quando não tratada.
Apesar da falta de conhecimento sobre o diagnóstico, 62% dos entrevistados afirmaram que ficariam muito ou extremamente preocupados ao receber um diagnóstico de gordura no fígado. Ainda assim, apenas 7% relataram ter recebido o diagnóstico formal.
“A discrepância nos dados revela uma lacuna alarmante entre o conhecimento sobre os riscos e a falta de ação preventiva. A pesquisa joga luz sobre os desafios enfrentados pela população brasileira em relação às doenças crônicas, reforçando a importância de ampliar o conhecimento e conscientizar que qualquer nível de gordura no fígado já é um sinal de alerta para a saúde”, comenta a endocrinologista Priscila Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil.
Fatores de risco
O levantamento, realizado com 2.013 pessoas em todo o país, apontou que 66% dos brasileiros apresentam sobrepeso ou obesidade, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Além disso, mais da metade da população afirma consumir bebida alcoólica (55%), número que sobe para 57% entre os que têm excesso de peso.
Segundo Claudia Oliveira, professora de gastroenterologia da USP, o acúmulo de gordura no fígado ocorre principalmente por fatores metabólicos como obesidade visceral e resistência à insulina. “Essas condições favorecem a quebra de gordura no organismo e fazem com que o excesso seja direcionado ao fígado, contribuindo para a esteatose hepática”, explica.
O consumo de álcool é outro fator de risco importante. “Quando associado à obesidade e à diabetes tipo 2, o álcool potencializa o risco de desenvolver esteato-hepatite, fibrose e cirrose”, acrescenta a professora.
Falta de rastreio e de orientação atrasa diagnóstico
Atualmente, a investigação da esteatose hepática é recomendada para pessoas com obesidade ou fatores de risco como diabetes tipo 2, alterações nos exames do fígado ou histórico familiar de cirrose . Mesmo entre os que recebem o diagnóstico, a percepção da gravidade ainda é limitada.
Entre os entrevistados que sabiam ter gordura no fígado, 46% relataram que a condição foi atribuída ao excesso de peso e 65% disseram estar em estágio leve da doença. Quando questionados sobre onde buscariam ajuda, 44% responderam que procurariam um clínico geral.
Claudia explica que o diagnóstico geralmente é feito por exames de imagem, como a ultrassonografia, mas também pode ser identificado por métodos mais avançados, como tomografia, ressonância magnética ou o aparelho Fibroscan. Ela reforça que o rastreio precoce é essencial, sobretudo em pessoas com fatores de risco, para evitar o avanço da doença.
Para Cristiane Villela, professora titular de clínica médica e hepatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é fundamental que os pacientes sejam orientados corretamente desde o início.
“A análise reforça a importância de conscientizar a população sobre a necessidade de buscar orientação médica adequada quando houver o diagnóstico, evitando soluções alternativas como chás, ervas ou suplementos”, alerta.
A médica destaca que qualquer grau de gordura no fígado já representa risco à saúde, aumentando a chance de desenvolver doenças cardiovasculares e outros tipos de câncer, além das formas progressivas de doença hepática. Por isso, a prevenção deve ser prioridade.
Mudança de hábitos pode reverter o quadro em muitos casos
O tratamento da esteatose envolve principalmente mudanças no estilo de vida, como perda de peso, alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e redução no consumo de álcool. “Perder de 5% a 10% do peso corporal já pode ter um impacto significativo na reversão da condição”, afirma Claudia.
Embora ainda não haja um medicamento aprovado no Brasil especificamente para a esteatose hepática, há avanços promissores.
“Estudos recentes demonstraram que a semaglutida pode reduzir a esteato-hepatite e a fibrose, e outras medicações em fase de pesquisa têm mostrado bons resultados”, explica Claudia, que é líder nacionado do estudo Essence, publicado no New England Journal of Medicine.
Ela reforça que, quando não tratada, a esteatose pode progredir silenciosamente ao longo de 10 a 15 anos. “A condição pode evoluir para cirrose, câncer de fígado e necessidade de transplante. Além disso, aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares, diabetes e outros tipos de câncer”, finaliza.
Uso do remédio exige prescrição médica, segundo o órgão
Metbala é uma bala feita com tadalafila | Foto: Metbala/Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição, a fabricação, a manipulação, a propaganda e o uso de todos os lotes do medicamento Metbala, à base de tadalafila, da empresa FB Manipulação Ltda.
Em nota, a agência reguladora informou que a medida foi adotada porque o produto em questão, uma bala do tipo gummy, não tem nenhum tipo de regularização na Anvisa. “Além disso, a empresa identificada não tem autorização para fabricar medicamentos”, completou o comunicado.
A proibição, segundo a agência, também se aplica a qualquer pessoa, física ou jurídica, ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem o produto. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 14.
“De acordo com a legislação, medicamentos só podem ser comercializados por farmácias e drogarias e precisam estar registrados na agência”, destacou a Anvisa. “O registro é a comprovação de que o produto possui eficácia, segurança e qualidade.”
No comunicado, a agência reforçou que a tadalafila, indicada para tratar disfunção erétil, é um medicamento sujeito à prescrição médica e que seu uso depende de avaliação clínica sobre condições específicas do paciente.
“A automedicação coloca sua vida em risco”, alerta a Anvisa. “Esses produtos não são inofensivos. Quem faz a propaganda de produtos irregulares também comete infração sanitária e está sujeito a penalidades, incluindo multas.”
O que é a tadalafila, vendida como bala
A tadalafila é um medicamento utilizado para tratar a disfunção erétil. O comprimido deve ser usado por homens adultos e vendido somente com receita médica. A tadalafila só funciona quando há estímulo sexual, ou seja, ela não causa ereção sozinha.
Seu funcionamento se baseia no aumento do fluxo sanguíneo durante a excitação, o que permite uma ereção mais eficaz e duradoura. O efeito do comprimido pode começar a partir de 30 minutos depois da ingestão e durar até 36 horas. O medicamento não deve ser usado mais de uma vez por dia.
A tadalafila não deve ser usada por pessoas alérgicas à substância ou por quem toma medicamentos à base de nitrato (como certos remédios para o coração), pois a combinação pode causar queda perigosa da pressão arterial. Também é contraindicada para homens que não sofrem de disfunção erétil. Mulheres, especialmente grávidas, não devem usar o medicamento.
A tadalafila é um medicamento utilizado para tratar a disfunção erétil | Foto: Wirestock/Freepik
Alguns cuidados são necessários antes do uso. Pacientes com problemas cardíacos, de pressão, fígado, rins ou visão devem informar o médico. Também é importante relatar o uso de outros medicamentos, como antibióticos ou remédios para o estômago, pois podem interferir nos efeitos da tadalafila.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor de cabeça, dores nas costas, tontura e vermelhidão no rosto. Há também reações mais raras, como alterações na visão e audição, dor abdominal, ereção prolongada e reações alérgicas na pele. Em caso de sintomas mais graves, é fundamental buscar atendimento médico imediato.
Por fim, o comprimido deve ser ingerido inteiro, por via oral, sempre sob orientação médica. Não deve ser partido nem mastigado. Deve ser armazenado em temperatura ambiente e fora do alcance de crianças. Em caso de ingestão em excesso, o ideal é procurar socorro médico rapidamente.
Crescimento de infecções entre adultos faz Ministério da Saúde ampliar a faixa de vacinação contra hepatite A. Saiba quem pode tomar
Embora os dados consolidados de 2024 ainda não tenham sido divulgados, o crescimento de casos de hepatite A entre adultos no Brasil que vem sendo observado desde 2023 já bastou para o Ministério da Saúde decidir ampliar a faixa de público que pode ter acesso à vacina contra a infecção viral.
O foco dos casos agora é na população adulta. Nas últimas décadas, crianças com pouco acesso a redes de saneamento básico costumavam ser o público mais vulnerável à doença, que tem como principal forma de transmissão a fecal-oral.
Nos últimos anos, porém, a transmissão sexual,especialmente no sexo anal, ganhou protagonismo como vetor. Atualmente, homens adultos são os principais afetados, representando 69,5% dos infectados em 2023 (dado mais recente).
“Estamos percebendo um grande aumento nos casos, mas o que preocupa mesmo é a gravidade deles”, relata a hepatologista Cláudia Pontes Ivantes, do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. “A hepatite A, antigamente, se manifestava em geral nas crianças, de forma leve. E, em 99,9% dos casos, o paciente ficava curado. Agora, o perfil mudou. Ela está atingindo adultos jovens, com alguns casos evoluindo para forma grave e até óbito. Entre os graves, alguns precisam de transplante de fígado”, alerta.
Transmissão por via sexual em evidência
A mudança de perfil levou o governo federal a expandir a oferta da vacina contra a hepatite A. Desde sexta-feira (2/5), as doses passaram a ser recomendadas não só para menores de quatro anos, mas também a quem utiliza a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV, medicamento usado para prevenção do vírus.
A medida visa conter surtos em um novo grupo de risco. “Essa mudança de público tem um impacto na gravidade da doença, pois os casos graves acontecem, em geral, em adultos. Com essa ampliação, vamos conseguir reduzir os riscos de internação, casos graves e óbitos por Hepatite A no SUS, protegendo a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A meta do governo é vacinar 80% dos mais de 120 mil usuários da PrEP no país. A imunização será feita com duas doses, com seis meses de intervalo. A aplicação ocorrerá nos serviços de saúde onde o medicamento é distribuído.
Quem pode vacinar contra a hepatite A?
A vacina contra a hepatite A previne a maioria de casos graves da doença em todas as idades.
Podem se vacinar contra ela pelo SUS com apenas uma dose crianças menores de 4 anos e, agora, usuários de PrEP.
Pessoas com doenças crônicas do fígado, HIV, condições imunossupressoras crônicas e transplantados também já tinham direito à vacina gratuita pelo SUS e recebem duas doses.
Entre os demais adultos, é preciso procurar a imunização na rede privada.
A hepatite A
A hepatite A é causada por um vírus transmitido principalmente pela via fecal-oral, mas práticas sexuais também podem representar risco. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento de casos por essa via em países com baixa endemicidade.
Muitas vezes, o indivíduo contaminado não apresenta sintomas e quando os primeiros aparecem, são inespecíficos. Com sinais como fadiga, febre, náuseas e icterícia, a infecção pode passar despercebida inicialmente, o que torna a transmissão sexual ainda mais perigosa.
“O vírus tem um período de incubação que varia de 15 dias a 2 meses, geralmente com os sintomas aparecendo só depois do primeiro mês. Com isso, a pessoa passa até 30 dias transmitindo a doença sem se dar conta”, explica a hepatologista Liliana Mendes, do Hospital DF Star, em Brasília.
Na maioria dos casos, a hepatite A se resolve em até seis meses, sem necessidade de medicação específica. No entanto, pode evoluir para formas graves, como hepatite fulminante, mais comum em adultos e que exige transplante de fígado.
Prevenção depende de higiene e imunização
Além da vacinação, medidas de higiene são fundamentais. Lavar as mãos, cozinhar bem os alimentos e higienizar frutas e verduras são práticas essenciais para evitar o contágio.
Também é recomendado o uso de preservativos durante o sexo, especialmente o anal, e a atenção redobrada com o consumo de água potável em viagens.
Medir a pressão em casa pode ajudar a identificar alterações precocemente, mas o procedimento exige cuidados
A hipertensão arterial atinge uma em cada três pessoas no mundo, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). No Brasil, mais de 36 milhões vivem com a doença, muitas vezes sem saber, o que aumenta o risco de infarto, AVC e outras complicações graves.
Aferir a pressão em casa pode ajudar a identificar alterações precocemente, mas o procedimento exige cuidados. “É preciso seguir um protocolo para garantir resultados confiáveis”, afirma Leonardo Duarte, cardiologista do Hospital Alvorada, da rede Américas.
O que é hipertensão?
A pressão alta, ou hipertensão arterial,ocorre quando há uma alta força exercida pelo sangue nas paredes dos vasos sanguíneos, quando ele é bombeado pelo coração.
A medicina considera que há um quadro de pressão alta quando os valores ultrapassam os 140/90 mmHg (milímetros de mercúrio) ou 14 por 9.
Tontura, falta de ar e dor de cabeça são sintomas comuns da pressão alta. No entanto, na maioria das vezes, a pessoa não apresenta indícios que acusem o problemae só o descobre quando o quadros é grave.
Apesar de não ter cura na maioria das vezes, a hipertensão tem controle com medicamentos e a adoção de hábitos saudáveis.
Como medir corretamente?
Segundo Duarte, a medição deve ser feita com aparelhos certificados e calibrados pelo Inmetro, preferencialmente de braço. O ambiente precisa estar calmo, e a pessoa deve permanecer sentada, com o braço apoiado na altura do coração, após pelo menos cinco minutos de repouso. “Evite cafeína, álcool ou cigarro antes da aferição”, orienta.
A recomendação é realizar três medições com intervalos de um a dois minutos, descartando valores fora da curva. O posicionamento também faz diferença. “Uma pequena variação na altura do braço pode alterar significativamente o resultado”, alerta Elisa Frattini, cardiologista do Hospital Brasília. Por isso, ela desaconselha o uso de aparelhos de pulso, que tendem a ser menos precisos.
Outros erros comuns são medir a pressão com a bexiga cheia, logo após a atividade física ou sem preparo adequado. “Esses fatores interferem nos resultados e podem gerar diagnósticos equivocados”, ensina Elisa.
Novas diretrizes e importância do acompanhamento
As diretrizes europeias de 2024 introduziram um novo conceito de pressão “não elevada”, com valores inferiores a 120/70 mmHg. “Indivíduos com essa pressão têm risco reduzido de eventos cardiovasculares e devem manter hábitos saudáveis para preservar o padrão”, explica Duarte.
Ele ressalta que o controle da hipertensão não se limita à medição caseira. Alimentação balanceada, atividade física regular, redução do sal e controle do peso são fundamentais. “A pressão alta é silenciosa, mas hábitos preventivos têm grande impacto na saúde cardiovascular”, afirma.
A cardiologista Elisa acrescenta que o diagnóstico deve considerar também o risco cardiovascular global, que envolve fatores como colesterol, tabagismo e diabetes. Em alguns casos, exames como escore de cálcio cardíaco ou ultrassom de carótidas ajudam a avaliar lesões silenciosas.
“Pressão alterada em casa ou dúvidas sobre os valores devem ser levados a um cardiologista, que fará a avaliação completa e indicará a melhor conduta para cada caso”, orienta.
Fármaco é produzido pela farmacêutica Eli Lilly e já havia sido aprovado nos Estados Unidos em julho de 2023
Foto: Divulgação/ Eli Lilly
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do donanemabe, medicamento indicado para retardar a progressão do Alzheimer em pacientes em estágio inicial da doença. Comercializado com o nome de Kinsula, o fármaco é produzido pela farmacêutica Eli Lilly e já havia sido aprovado nos Estados Unidos em julho de 2023.
Administrado por meio de injeções mensais, o donanemabe foi testado em um estudo com 1.736 pacientes que apresentavam comprometimento cognitivo leve e demência leve, além da presença de placas da proteína beta-amiloide no cérebro — um dos marcadores da doença.
Os resultados apontaram que o medicamento conseguiu retardar a progressão do Alzheimer em 35% nos pacientes com estágio menos avançado da doença e em 22% na população geral avaliada. Os participantes tratados com o donanemabe apresentaram desempenho superior na cognição e na função cerebral em comparação aos que receberam placebo.
Apesar de o Alzheimer ainda não ter cura, a aprovação do novo medicamento representa um avanço no tratamento da doença, que é neurodegenerativa e progressiva.
A Anvisa alerta que o uso do donanemabe é contraindicado para pacientes que fazem uso de anticoagulantes, como a varfarina, ou que tenham sido diagnosticados com angiopatia amiloide cerebral.
A agência informou que continuará monitorando rigorosamente a segurança e a eficácia do medicamento no Brasil.
País registra 668 mortes confirmadas e outros 724 óbitos em investigação, segundo Painel de Monitoramento das Arboviroses
Presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Desde 1º de janeiro de 2025, o Brasil registrou 1 milhão de casos prováveis de dengue. O número de mortes confirmadas chegou a 668, com outros 724 óbitos em investigação. Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses.
No mesmo período de 2024, o país enfrentava a pior epidemia de sua história, com 4 milhões de casos prováveis e 3,8 mil mortes confirmadas. Outros 232 óbitos ainda estavam sob análise. A ministra da Saúde na época era Nísia Trindade, que foi demitida do cargo em fevereiro deste ano.
Nísia Trindade chefiou a Saúde na pior pandemia de dengue do país | Foto:José Cruz/ Agência Brasil
Atualmente, um ano depois e com um novo titular na pasta da Saúde, Alexandre Padilha, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ainda não conseguiu enfrentar a doença. O índice de incidência da doença em 2025 é de 475,5 casos por 100 mil habitantes.
A faixa etária com maior número de casos neste ano é a de 20 a 29 anos. Em seguida, aparecem as faixas de 30 a 39, 40 a 49 e 50 a 59 anos.
Divisão dos casos de dengue por sexo e raça/cor | Foto: Divulgação/ Painel de Monitoramento das Arboviroses
Mulheres representam 55% das pacientes com dengue, enquanto homens somam 45%. Quanto à raça/cor, os casos se distribuem entre brancos (50,4%), pardos (31,1%) e pretos (4,8%).
Casos de dengue se concentram em São Paulo
São Paulo lidera entre os Estados, com 585,9 mil casos prováveis. Minas Gerais (109,6 mil), Paraná (80,2 mil) e Goiás (46,9 mil) aparecem na sequência.
Casos de dengue por Estado | Foto: Divulgação/ Painel de Monitoramento das Arboviroses
O maior coeficiente de incidência também está em São Paulo, com 1,2 mil casos por 100 mil habitantes. Acre (888), Paraná (679) e Goiás (639) completam a lista dos Estados com maiores índices.
Governo colombiano planeja realizar vacinações em massa no país
De acordo com o ministro da Saúde da Colômbia, Guillermo Alfonso Jaramillo, houve 74 casos confirmados e 34 mortes no país desde o começo de 2024 | Foto: Reprodução/Freepik
O governo da Colômbia declarou, nesta quarta-feira, 16, uma emergência sanitária em razão do aumento dos casos de febre amarela. De acordo com o ministro da Saúde do país, Guillermo Alfonso Jaramillo, houve 74 casos confirmados e 34 mortes desde o começo de 2024.
“Vamos implantar um plano de contingência e vigilância intensificada em todo o país para que possamos detectar rapidamente qualquer surto que venha a ocorrer”, disse Jaramillo. “Teremos de impor a exigência do comprovante de vacinação, não apenas para sair do país, mas também para entrar em algumas zonas, como o Brasil.”
Vacinação em massa na Colômbia
Além disso, o governo colombiano planeja realizar vacinação em massa para cidadãos a partir dos 9 meses. Também vai impor um controle rigoroso nas zonas de maior risco e o deslocamento de mais de 10 mil equipes básicas de saúde. O objetivo é atender e vacinar a população.
Segundo Jaramillo, a situação mais crítica é em Tolima, na região centro-oeste da Colômbia, onde foram detectados 22 casos. Uma das principais preocupações do governo colombiano é o fato de os mosquitos portadores da doença alcançarem regiões que antes não alcançavam.
A febre amarela é uma doença com alto índice de letalidade. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, calafrios, náuseas, vômitos, dor de cabeça intensa, fadiga e fraqueza.
O cardiologista Marcelo Bergamo frisa que cuidar da saúde do coração contribui — e muito — com a longevidade
Considerado um dos principais órgãos da “engrenagem” chamada corpo humano, o coração tem como função bombear o sangue pelos vasos sanguíneos e regular a pressão arterial — ou seja, é essencial para a manutenção da vida. Quem deseja chegar ou ultrapassar os 100 anos deve cuidar do “chefe” do sistema cardiovascular, conforme aconselha o cardiologista Marcelo Bergamo.
De acordo com o médico, os hábitos de vida adotados definem “como está” a saúde de um indivíduo. “Pessoas com orientação do que é ou não saudável, e que sabem escolher bem, são aquelas que permitem ter uma qualidade de vida melhor e mais longeva”, exemplifica.
Hábitos
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista elenca quatro hábitos diários, voltados à alimentação, bem-estar e nutrição, que ajudam a cuidar do coração e contribuem com a longevidade.
Alimentação: abuse de verduras e legumes. “A fruta deve ser consumida preferencialmente in natura, sem espremer e transformar em sucos”, recomenda o cardiologista.
Água: o corpo precisa dessa fonte para funcionar adequadamente. “Para a grande maioria das pessoas que não tem restrição por um problema específico, beba bastante água”, sugere.
Pratique atividade física: esteja em movimento. “O corpo foi feito para se mover. Escolha algo que te dá prazer ou o que é possível de ser executado dentro das possibilidades”, instrui o médico.
Gerencie bem o estresse do dia a dia: faça algum tipo de exercício físico, hobby ou meditação. “Não deixe que a correria do dia a dia influencie na jornada em busca de uma longevidade saudável”, salienta.
Marcelo Bergamo enfatiza sobre a adoção de hábitos saudáveis — a exemplo de manter uma alimentação balanceada, praticar atividade física seja qual for, dispor de uma boa noite de sono reparador e controlar o estresse — podem levar o indivíduo a “prosperar na questão da saúde do coração, corpo e mente.”
Marcelo Bergamo lista os quatro hábitos que ajuda uma pessoa a prosperar com relação à longevidade
Obesidade
Na avaliação do especialista, entre os principais fatores de risco que atrapalham a longevidade e podem ser evitados com mudanças no estilo de vida, consta a obesidade. Segundo o médico, outras condições são derivadas da doença crônica, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, ácido úrico e gordura no fígado, no caso, a esteatose hepática. Ao rol, ele acrescenta os problemas osteoarticulares, capazes de “comprometer a longevidade saudável.”
“O fato do ser humano buscar se manter dentro dos limites aceitáveis de peso, lembrando que, pelas novas diretrizes, não se aborda somente a balança, mas também a composição corporal (massa magra/gordura), o que já o coloca em uma posição favorável para conquistar uma longevidade saudável e sem restrições”, finaliza o cardiologista.
Relatório mostra aumento de casos graves e revela que maioria poderia ser evitada
A Anvisa afirma que protocolos seguros e práticas de prevenção poderiam evitar grande parte dos erros | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o sistema público e privado de saúde no Brasil contabilizou 396.629 erros ligados ao atendimento de pacientes.
Desses incidentes, 2.363 terminaram em óbitos. O sistema Notivisa, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reuniu as informações com base nas notificações usadas para monitorar riscos.
Minas Gerais lidera o ranking de falhas, com 68.873 notificações. São Paulo aparece em seguida, com 52.803 registros. Já em número de mortes, os paulistas ocupam o primeiro lugar: 452 ocorrências. Depois vêm Minas (312) e Santa Catarina (226).
As situações mais graves envolvem erros na administração de medicamentos, com troca de dosagem ou substância, e procedimentos cirúrgicos realizados em áreas erradas do corpo.
Casos de lesões por pressão também estão entre os mais reportados — incluindo contusões, entorses e luxações, sendo esta última a mais severa, por afetar diretamente a articulação óssea.
Anvisa quer usar notificações para reduzir falhas na saúde
A Anvisa afirma que protocolos seguros e práticas de prevenção poderiam evitar grande parte dos erros. Segundo a Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES), os dados coletados devem servir como base para decisões que aumentem a segurança do paciente.
Desde 2013, a criação dos Núcleos de Segurança do Paciente é obrigatória em unidades de saúde de todo o país, conforme determina a RDC nº 36.
Esses núcleos são responsáveis por registrar mensalmente os eventos no Notivisa, dentro do módulo de Assistência à Saúde, que integra o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
As notificações buscam identificar e evitar falhas durante o atendimento, reduzindo danos ao paciente. Entre os registros mais frequentes estão erros de medicação, falhas de comunicação entre equipes médicas, cirurgias em locais incorretos e negligência nos cuidados básicos.
Nutricionista explica os diversos benefícios dessa planta medicinal; confira e saiba os motivos para tomar o chá saudável
O chá de folha de cravo tem propriedades que beneficiam, de diferentes formas, o corpo humano. Com destaque para suas ações anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas, ele é um verdadeiro aliado para a saúde.
A nutricionista Juliana Andrade, do Metrópoles, compartilhou os benefícios e cuidados no consumo dessa planta.
De acordo com a especialista, o chá de folha de cravo pode ajudar no alívio de sintomas de resfriados e gripes, além de melhorar a digestão e auxiliar no controle da pressão arterial.
“Ele é excelente para problemas intestinais, como prisão de ventre, náuseas e gases. As folhas de cravo têm compostos bioativos que ajudam na desintoxicação do organismo, o que pode contribuir para a saúde da pele”, explica.
Embora muitos busquem o chá como uma alternativa para emagrecer, a nutricionista esclarece que ele não deve ser visto como uma solução milagrosa.
“O chá de folha de cravo pode ser um ótimo aliado no processo de perda de peso, principalmente por melhorar a digestão e reduzir o inchaço abdominal, que são fatores importantes no controle do peso. Suas propriedades antioxidantes ajudam a combater a retenção de líquidos e a melhorar a saúde intestinal”, afirma.
O chá de folha de cravo é rico em potentes antioxidantes
Outro ponto positivo do chá é a riqueza de nutrientes que ele oferece. “As folhas de cravo são ricas em antioxidantes, que ajudam a proteger as células do envelhecimento precoce e doenças crônicas, como doenças cardíacas e diabetes. Também contém minerais essenciais, como cálcio, ferro e magnésio, importantes para a saúde óssea e muscular”, detalha a nutricionista.
Contraindicações
Entretanto, como toda planta medicinal, o chá de folha de cravo apresenta algumas contraindicações. Juliana alerta que pessoas com problemas no fígado ou úlceras gástricas devem consumi-lo com cautela.
“Gestantes, mulheres em fase de amamentação e pessoas que utilizam anticoagulantes devem consultar um médico antes de consumir o chá, para evitar possíveis efeitos adversos”, orienta.
Quanto à preparação, o chá é simples de fazer:
Ferva 1 litro de água;
Adicione de 4 a 6 folhas de cravo.
Após ferver por cerca de 10 minutos, é só coar e consumir.
A especialista sugere que, para quem busca benefícios digestivos, o ideal é tomar uma ou duas xícaras após as refeições, mas, para quem deseja efeitos relaxantes, consumir à noite pode ser uma excelente opção.