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Reunião do PT convocada para esta segunda-feira pós-segundo turno das eleições municipais teve cobrança por reforma ministerial e também pedido de “freio de arrumação” no governo. Segundo a CNN, pessoas que acompanharam a reunião aplaudiram de pé a presidente Gleisi Hoffmann e não pouparam críticas ao ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Padilha utilizou uma referência do futebol para dizer que o PT  deve fazer uma “profunda avaliação”, ao alegar que a sigla ocupa atualmente o Z4, ou seja, a zona de rebaixamento da política nacional. Jilmar Tatto, deputado federal e secretário de comunicação do PT, disse à CNN que a reação à fala de Padilha foi forte.

“É inaceitável que um ministro de Estado, em vez de cuidar do governo, faça uma coisa desrespeitosa como essa. É um desrespeito com o seu próprio partido. O que vemos é que esse entorno do presidente Lula é que está descredenciado. Ali sim, é tudo várzea. E é fundamental que a gente tenha um freio de arrumação”, disse Tatto.

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Para o jornal, a credibilidade do PT para executar pautas sociais foi maculada pela corrupção e pela recessão na gestão lulopetista

Lula parece chorar ao coçar os olhos em evento; eleições esquerda
Nesta sexta-feira, 25, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em evento no Palácio do Planalto | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

No texto O eleitorado consolida sua preferência à direita, desta terça-feira, 29, o jornal O Estado de S. Paulo afirma que o Brasil sai das eleições de 2024 com duas marcas: uma esquerda em crise e dependente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma direita fortalecida que busca um líder para 2026.

O editorial de opinião também destaca que o país sai das urnas com uma política “mais pragmática e menos polarizada”. 

“Sem grandes surpresas, o segundo turno das eleições municipais consolidou o cenário político desenhado no primeiro: a revitalização da política tradicional; uma direita robustecida, mas fracionada; e uma esquerda em crise”, escreveu o Estadão.

Para o jornal, houve ainda um desgaste das duas lideranças dominantes em âmbito nacional: Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto isso, continua a publicação, “o centro triunfou, tanto em sua faceta ideologicamente moderada quanto em sua faceta fisiológica”. 

O editorial refere-se à ascensão do PSD, de Gilbeto Kassad, que venceu em 887 prefeituras, em todas as regiões do Brasil, e do MDB, que conquistou 853 cadeiras no Executivo municipal. Mas o texto complementa: “os partidos estavam munidos de multibilionários fundos eleitorais e, sobretudo, emendas parlamentares”.

A queda da esquerda

Estadão destaca ainda que, mesmo com a máquina do Executivo nacional, este foi o pior resultado da esquerda nas urnas desde a redemocratização. Prova disso foi a sua desidratação no Nordeste, onde ganhou em apenas duas capitais. Já em número de prefeituras, o PT ficou em 9.º lugar no país.

Estadão diz que Lula seria um forte candidato para as eleições de 2026, mas ele já está ‘envelhecido, em idade e ideias’ | Foto: Reprodução/Agência Brasil

” Lula, seja porque já não tem o mesmo vigor, seja porque está mais preocupado em projetar sua imagem no exterior, seja para não bater de frente com partidos que formam a sua base, não entrou a fundo nas disputas”, afirmou o jornal.

Ainda de acordo com o jornal, a credibilidade do PT para executar as pauta sociais foi maculada pela corrupção e pela recessão na gestão lulopetista. 

“Nas disputas entre o PT e o PL, de Jair Bolsonaro, o PL, em geral, levou a melhor”, analisou o texto.

No entanto, o editorial diz que, olhando para as eleições presidenciais de 2026, “Lula sempre será um candidato forte”. “Mas está envelhecido, em idade e ideias”. 

Além de isolado, Lula já não contaria sua principal alavanca em 2022: a contenção de Jair Bolsonaro. “As moedas de troca com um centrão minguaram, e esse grupo está sempre pronto para migrar para onde estiverem as preferências do eleitorado, e elas apontam para a direita”.

Informações Revista Oeste


O PL Mulher Salvador, presidido pela ex-vereador Lorena Brandão, apoiou a realização do ”Sororidade em Ação”. O evento celebrou o Outubro Rosa, tradicional mês onde é abordado com maior ênfase o combate ao câncer de mama.

Segundo Lorena, o “Sororidade em Ação” é mais um ação de valorização feminina para lembrar a necessidade de cuidar do corpo e da saúde.

“Foi um momento de conhecimento, de debate, de muita riqueza e informação. Além de tudo isso, de valorização também, pois a figura feminina, maioria na sociedade, tem o seu valor”, disse Lorena.

Durante o encontro, houve atendimento médico, massagem corporal e facial, oficina de maquiagem, aferição de pressão e glicemia, além de palestras que abordaram o tema da campanha: “Outubro Rosa: Mulher, seu corpo, sua vida!”.

Realizado na Igreja Batista do Caminho das Árvores, no bairro de Sete de Abril, no último sábado, o evento contou com a organização do Instituto Isoror e da Fundação ADM.


A campanha vitoriosa do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), contou com o talento do publicitário, estrategista político e compositor Bruno Cartaxo. Na direção de criação, Cartaxo mostrou o que o baiano tem quando se trata de marketing político.

Braço direito do marqueteiro Duda Lima, Cartaxo se fixou em São Paulo desde novembro de 2023. Comandou a equipe criativa e participou das estratégias e decisões políticas, que reelegeram Ricardo Nunes no segundo turno.

Muito feliz e realizado com o resultado, Cartaxo destaca os desafios de uma campanha com repercussão nacional, onde teve de tudo: cadeirada, soco e apagão.

“Foi muito trabalho e aprendizado, em que tive o privilégio de trabalhar com uma equipe incrível, capitaneada pelo Duda Lima, um cara extremamente competente, que, literalmente, deu sangue por essa vitória”, assinala o publicitário baiano.

Cartaxo reforça o legado da Bahia no marketing político nacional. A seleção brasileira de marqueteiros reúne os craques baianos: Geraldo Walter, Duda Mendonça, João Santana, Nizan Guanaes, Fernando Barros, Sidônio Palmeira e Maurício Carvalho, entre outros.


Psolista teve desempenho similar a 2020, mesmo com apoio de Lula e campanha milionária

rejeição a boulos
Guilherme Boulos conseguiu 40% dos votos, mesmo percentual de 2020, mesmo com uma campanha estimada em aproximadamente R$ 44,6 milhões | Foto: | Foto: Yuri Murakami/Fotoarena/Agência Estado 

A eleição de segundo turno pela Prefeitura de São Paulo bateu novo recorde de abstenções. Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores que não compareceram às urnas chegou a 31,54%, somando 2.940.360 ausentes. 

O índice representa o maior nível de abstenções em um segundo turno desde 1992, quando essa fase foi implementada nas eleições paulistanas. Os dados mostram que as abstenções foram superiores ao número de votos recebidos por Guilherme Boulos (Psol), que contabilizou 2.323.901 votos válidos (40,65%). 

Com esse resultado, o psolista ficou em terceiro lugar na corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo. Seu desempenho foi Ricardo Nunes (MDB) saiu vitorioso com o apoio de 3.393.110 eleitores, o que corresponde a 59,35% dos votos válidos. 

Além do número de ausentes, a eleição também teve um total de 10,42% de votos inválidos, divididos entre brancos (234.193) e nulos (430.539). As abstenções deste segundo turno superaram o índice do segundo turno de 2020, quando a pandemia de covid-19 ainda impactava o comparecimento nas urnas. 

Naquele ano, Bruno Covas (PSDB), foi eleito com 59,38% dos votos válidos, equivalente a 3.169.121 votos. Seu oponente, Guilherme Boulos alcançou 40,62%, com um total de 2.168.109 votos.

Lula chegou a participar de atos de campanha com Guilherme Boulos e Marta Suplicy na Avenida Paulista, São Paulo-SP | Foto: Ricardo Stuckert / PR

Boulos mantém desempenho de 2020

Comparando as campanhas de Boulos em 2024 e 2020, seu percentual de votos válidos foi praticamente igual. A diferença é que neste ano, o candidato contou com apoio de Lula, além de uma campanha estimada em aproximadamente R$ 44,6 milhões. 

Esse valor inclui doações de R$ 30 milhões provenientes do fundo eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT), disponibilizados depois da confirmação de Marta Suplicy como vice na chapa. 

O restante do montante é composto por R$ 14 milhões do fundo do Psol, além de valores menores provenientes de doações individuais e de financiamento coletivo

Abstenções superiores em 5 zonas eleitorais

Algumas zonas eleitorais específicas apresentaram índices de abstenção notavelmente elevados, superando até o número total de votos em ambos os candidatos. 

Na 1ª Zona Eleitoral, em Bela Vista, por exemplo, 58.765 eleitores deixaram de votar, número superior aos 47.210 votos recebidos por Boulos e aos 38.258 votos em Nunes. 

Situação semelhante ocorreu na 2ª Zona Eleitoral, em Santa Ifigênia, onde as abstenções somaram 55.389, superando os votos individuais em ambos os candidatos.

Outras áreas como Valo Velho (20ª ZE), Pinheiros (251ª ZE) e Campo Limpo (328ª ZE) também registraram abstenções que ultrapassaram o total de votos válidos. Em Campo Limpo, 59.812 eleitores deixaram de comparecer, enquanto Nunes e Boulos receberam 56.756 e 53.872 votos, respectivamente.

Informações Revista Oeste


Evandro teve, durante a campanha, apoio de aliados do PT. — Foto: Davi Rocha (Sistema Verdes Mares/SVM)

Evandro teve, durante a campanha, apoio de aliados do PT. — Foto: Davi Rocha (Sistema Verdes Mares/SVM) 

Com 100% das seções apuradas, Evandro teve 50,38% e derrotou André Fernandes (PL), que teve 49,62%. Essa foi a única vitória do PT em capitais em 2024.

Evandro Leitão (PT) foi eleito prefeito de Fortalezaneste domingo (27) após uma acirrada disputa com André Fernandes (PL). Somente com 99% das seções apuradas, o petista foi declarado eleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao final da apuração, Leitão teve 50,38% dos votos válidos.

O candidato André Fernandes teve 49,62%. Ao todo, foram mais de 1.420.681 de votos válidos, sendo 2,92% de votos nulos e 1,64% de votos em branco. 

Evandro Leitão virou a situação em relação ao primeiro turno. André Fernandes havia terminado na frente com 40,20% e Evandro com 34,33%. 

g1 acompanhou a apuração em tempo real. A disputa foi voto a voto e, em certo momento, a diferença entre os candidatos era de apenas um voto. Com 100% das urnas apuradas, a diferença de votos entre eles foi de quase 11 mil. 

Evandro Leitão foi o único prefeito do PT eleito em uma capital em 2024. A escolha do deputado estadual, recém-filiado ao PT, foi uma aposta do ministro da Educação, Camilo Santana, e deixou mais evidente, ao longo da campanha, o racha entre os irmãos Ferreira Gomes. 

“Foi uma jornada muito pesada. Mas, com a força de Deus e Nossa Senhora do nosso lado, a gente chega aqui e dá uma grande vitória (…) Quero fazer um agradecimento muito especial, mas muito especial mesmo, a todas as mulheres de Fortaleza”, disse Evandro durante o primeiro discurso no palanque após a vitória. 

O senador e ex-governador Cid Gomes (PSB) entrou na campanha do petista, especialmente no segundo turno, quando a chapa de esquerda tinha o desafio de reverter uma diferença de cerca de 80 mil votos em relação ao candidato do PL, André Fernandes, que terminou o primeiro turno em primeiro lugar. 

Cid atuou diretamente na mobilização de prefeitos de municípios do interior que fortaleceram a campanha de Evandro em Fortaleza na reta final. 

O irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, que segue no PDT, chegou a fazer declarações duras contra o candidato petista. Outras lideranças do partido ligadas ao ex-governador pedetista apoiaram publicamente Fernandes na segunda etapa da disputa municipal, entre elas, o ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT) e um grupo de vereadores da Capital ligados a Ciro. 

Ciro e seus aliados, inclusive, sofreram críticas de nomes ligados à esquerda e até mesmo de correligionários pedetistas com a guinada à direita no segundo turno do pleito em Fortaleza. O prefeito José Sarto (PDT) não declarou apoio público a André Fernandes, mas secretários e outros ocupantes de cargos na gestão municipal, do PDT e de outros partidos que fazem parte da base aliada do atual prefeito, foram às ruas e às redes sociais declarar voto no candidato do PL. 

A eleição em Fortaleza ganhou dimensão nacional não apenas por refletir a polarização entre PT e PL, mas também por desgastes criados no próprio PDT. 

O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, ministro do Trabalho no Governo Lula, declarou apoio a Evandro Leitão no segundo turno. O presidente estadual, deputado federal André Figueiredo, chegou a se manifestar pela neutralidade, mas entrou ativamente na campanha petista, tendo participado de caminhadas e carreatas nos últimos dias de campanha nas ruas. 

Nacionalmente, há uma expectativa de que seja insustentável a permanência de Ciro nos quadros do PDT, o que também poderia ter reflexos no posicionamento do grupo político do ex-ministro no Ceará. 

No início da noite, o presidente participou da agenda de Evandro Leitão, candidato do PT que disputa a prefeitura de Fortaleza. — Foto: Thiago Gadelha/ Sistema Verdes Mares (SVM)

No início da noite, o presidente participou da agenda de Evandro Leitão, candidato do PT que disputa a prefeitura de Fortaleza. — Foto: Thiago Gadelha/ Sistema Verdes Mares (SVM) 

Em âmbito nacional, o PT, por sua vez, deixou clara a relevância estratégica de uma vitória em Fortaleza. O presidente Lula esteve na capital cearense no dia 11 de outubro para participar de um comício, no Centro, em palanque dividido com Camilo e outras lideranças petistas e de partidos aliados. 

Foi nessa data, também, que a deputada federal Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza, eleita pelo PT, fez a primeira aparição pública em apoio a Leitão. Ela ainda não havia entrado na campanha desde a derrota interna que sofreu no partido, quando, em disputa direta com Evandro, não conseguiu apoio suficiente para confirmar a quinta candidatura ao Executivo municipal. 

Também estiveram em atos de apoio ao petista em Fortaleza no segundo turno o vice-presidente Geraldo Alckmin e o prefeito reeleito de Recife, João Campos, ambos do PSB, em outras demonstrações da visibilidade nacional da disputa na capital cearense. 

Do lado do candidato do PL, a estratégia foi outra: o ex-presidente Jair Bolsonaro esteve na cidade apenas uma vez, no segundo dia de campanha, 17 de agosto, em uma carreata ao lado de André Fernandes. Durante a eleição, o candidato a prefeito buscou se descolar da imagem do ex-presidente, cujo nome não apareceu na propaganda eleitoral e na maioria das participações de Fernandes em debates. 

Coube ao deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, ocupar o lugar de liderança do partido que veio de fora para reforçar a campanha do candidato de direita. Ele participou de duas agendas ao lado de André, inclusive, na noite da última quinta-feira (24), quando disse a apoiadores, em ato no bairro Bom Jardim, que Fortaleza elegeria, pela primeira vez, um “jovem de direita conservador”. 

Vitória para Camilo Santana

Para o ministro Camilo Santana, a vitória em Fortaleza também foi uma demonstração de força política após as derrotas de aliados em outros dos maiores colégios eleitorais do Ceará, caso deIzolda Cela (PSB), em Sobral, e Fernando Santana (PT), em Juazeiro do Norte. 

O PT também saiu derrotado no segundo turno do pleito em Caucaia, cidade com o segundo maior eleitorado do estado, ao ter Waldemir Catanho superado nas urnas pelo ex-prefeito Naumi Amorim (PSD), que volta ao comando da gestão municipal em 2025. 

Camilo não apenas patrocinou a escolha de Evandro como candidato, tendo inclusive enfrentado resistência dentro do próprio PT, como participou ativamente da campanha do afilhado político desde o início. 

Foi um movimento semelhante ao que aconteceu na eleição para o Governo do Estado em 2022, quando o ex-governador, então candidato ao Senado, definiu o atual governador, Elmano de Freitas, como sucessor e participou ativamente da campanha que garantiu a vitória do correligionário em primeiro turno. 

Com a eleição de Evandro Leitão, o PT volta ao comando da Prefeitura de Fortaleza depois de doze anos. O partido, atualmente, faz oposição ao prefeito José Sarto na Câmara Municipal. 

A cadela Marrion ficou popular na campanha de Sarto em 2020 e agora está na campanha de Evandro Leitão — Foto: Reprodução/Natinho Rodrigues/SVM

A cadela Marrion ficou popular na campanha de Sarto em 2020 e agora está na campanha de Evandro Leitão — Foto: Reprodução/Natinho Rodrigues/SVM 

Um dos episódios inusitados nessas eleições foi a participação de uma cadela, a Marrion, que “apoiou” o prefeito eleito Evandro Leitão.

Marrion tornou-se popular ainda nas eleições de 2020, quando José Sarto (PDT) usou a cadela na campanha eleitoral. Quatro anos depois, a ex-esposa de Sarto passou a usar Marrion no apoio a Evandro Leitão (PT). 

“Tô com Marrion” eram palavras que, nas eleições de 2020, estampavam materiais e publicações de quem apoiava o então candidato José Sarto (PDT) à Prefeitura de Fortaleza. Cheia de carisma, a cadelinha virou mascote de campanha. E a vitória veio. 

Quatro anos e um divórcio depois, Marrion foi colocada em outro time: ela foi usada na campanha de Evandro Leitão (PT), um adversário de José Sarto. O antigo tutor acabou em 3º lugar nas eleições e não conseguiu se reeleger.

Agora, quem não está com Marrion é Sarto. Depois do fim do casamento dele com Natália Herculano, em 2021, a cadela da raça Lulu da Pomerânia ficou com a tutora, que acabou declarando apoio a Evandro Leitão (PT) nas últimas semanas de campanha. 

Marrion passou a aparecer em fotos e vídeos com Evandro. Adotou uma estrelinha vermelha na testa, símbolo tradicional do PT, e foi destaque na inauguração do espaço pet da campanha de Evandro, no dia 22 de setembro. 

Na estratégia do candidato petista, os padrinhos políticos foram importantes para aproximar o eleitorado de uma figura até então desconhecida pelo grande público. 

Evandro sempre enfatizou o apoio do presidente Lula, do governador Elmano e do ministro Camilo Santana. E Marrion também chegou como um reforço. 

Quando os resultados do primeiro turno saíram, Sarto estava fora da disputa. Ficou em terceiro lugar, sendo o primeiro prefeito de Fortaleza a tentar a reeleição sem sucesso. 

Conheça o prefeito eleito

Evandro Leitão é o candidato do PT em Fortaleza. — Foto: Thiago Gadelha/ Sistema Verdes Mares (SVM)

Evandro Leitão é o candidato do PT em Fortaleza. — Foto: Thiago Gadelha/ Sistema Verdes Mares (SVM) 

Evandro Leitão foi deputado estadual em 2022 e foi eleito presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2023-2024. Ele é servidor público, auditor adjunto da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz). 

Ele também é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e em Direito pela Faculdade Integrada do Ceará (FIC). Possui pós-graduação em Gestão Pública pela Secretaria da Administração do Ceará, e em Marketing pela Bolsa de Valores Regional. 

Como vice, Evandro tem Gabriella Aguiar, deputada estadual e médica geriatra. Ela fez Residência de Clínica Médica no Hospital Geral de Fortaleza e de Geriatria no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. 

Evandro Leitão atuou ainda como presidente do Conselho Consultivo do Fundo de Financiamento às Micro, Pequenas e Médias Empresas do Estado do Ceará (FCE); do Conselho de Administração do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho do Estado do Ceará (IDT); do Conselho Cearense do Artesanato e da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional do Ceará (CAISAN). 

Coordenou a Comissão da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) e a Representação do Estado e dos Municípios da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/CE). Foi conselheiro do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Cede) e do Conselho de Desporto da Secretaria do Esporte do Estado do Ceará (SESPORTE); membro do Fórum Nacional de Secretarias do Trabalho (Fonset) e do Fórum Nacional de Secretários de Estado da Assistência Social (Fonseas). 

Fora da política, é reconhecido nacionalmente pelo trabalho desenvolvido como presidente do Ceará Sporting Club desde março de 2008.

Informações G1


Durante campanha, Emília ressaltou experiência como vereadora e defensora pública e afirmou ter projetos de relevância para capital sergipana.

Após vitória, Emília Corrêa fala com a imprensa de Aracaju — Foto: Carla Suzanne/ TV Sergipe

Após vitória, Emília Corrêa fala com a imprensa de Aracaju — Foto: Carla Suzanne/ TV Sergipe 

Emília Corrêa (PL) foi eleita, neste domingo (27), a primeira prefeita de Aracaju. A apuração foi finalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 18h15. Emília teve 165.924 (57,46%) dos votos válidos e Luiz Roberto, 122.842 (42,54%). 

A prefeita eleita acompanhou a apuração dos votos em casa junto com familiares, o vice e apoiadores. Em seguida, ela foi para a sede do PL no Centro da capital, onde falou com a imprensa. 

“Nós temos uma gratidão imensa ao nosso Deus e ao povo de Aracaju. Foi a resposta de um cansaço de um grupo que vem dominando as pessoas e a cidade […]. Nós trabalhamos, mostramos serviço sem política partidária e ganhamos a confiança do povo. Isso é uma estrada de anos de trabalho e o povo nos trouxe aqui”, disse aos jornalistas.

O vice-prefeito é Ricardo Marques (Cidadania). Nesta eleição, a coligação contou com PL, Agir e a Federação PSDB-Cidadania. 

Emília Correa (PL) foi eleita prefeira de Aracaju — Foto: Anderson Barbosa/TV Sergipe

Emília Correa (PL) foi eleita prefeira de Aracaju — Foto: Anderson Barbosa/TV Sergipe 

Número das eleições em Aracaju

Natural de Lagarto, Emília Corrêa tem 62 anos, é advogada, defensora pública aposentada e comunicadora de rádio e TV. 

Foi corregedora-geral e secretária-geral da Defensoria Pública do Estado de Sergipe, presidente do Tribunal de Ética e conselheira da Ordem dos Advogados (OAB/SE). Também foi professora de Direito Constitucional na Universidade Tiradentes. 

Emília Corrêa (PL) e o vice Ricardo Marques (Cidadania) — Foto: Ascom/Divulgação/Arquivo

Emília Corrêa (PL) e o vice Ricardo Marques (Cidadania) — Foto: Ascom/Divulgação/Arquivo 

Na política, participou da primeira campanha eleitoral em 2012, quando ficou como suplente na Câmara Municipal de Aracaju e assumiu o mandato entre março de 2013 e abril de 2014. Quatro anos mais tarde, em 2016, foi eleita vereadora e reeleita em 2020. 

Emília já passou pelos partidos Democratas, hoje União Brasil, e Patriota, atual PRD. No início do mês de abril deste ano, deixou o PRD e se filiou ao PL, onde se elegeu. 

Propostas para administrar Aracaju

Aracaju vista do alto — Foto: Marcílio Nocrato/TV Sergipe/Arquivo

Aracaju vista do alto — Foto: Marcílio Nocrato/TV Sergipe/Arquivo 

Durante a campanha, Emília ressaltou sua experiência como vereadora e defensora pública e afirmou ter projetos de relevância para a capital sergipana. 

Entre os objetivos que Emília pretende alcançar, estão

Em entrevista à TV Sergipe durante a campanha, Emília afirmou que pretende congelar o valor IPTUpor dois anos. Também falou da revitalização do Centro e sobre a regularização do trabalho de taxistas e motoristas por aplicativo.

Informações G1


Em seu discurso de vitória, Nunes agradeceu a Tarcísio, a quem chamou de ‘líder maior’, afirmou que vai governar para todos e que o equilíbrio venceu o extremismo. O atual prefeito foi reeleito com coligação que engloba doze partidos. Ele toma posse para o novo mandato em 1º de janeiro de 2025, e terá como vice o Coronel Mello Araújo (PL), indicado por Bolsonaro (PL).

Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas se abraçam após vitória — Foto: Fabio Tito/g1

Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas se abraçam após vitória — Foto: Fabio Tito/g1 

Ricardo Nunes (MDB) foi reeleito neste domingo (27) prefeito de São Paulo com 59,35% dos votos válidos, derrotando o candidato Guilherme Boulos(PSOL). 

O resultado saiu às 18h43 com 89,78% das urnas apuradas. Boulos teve 40,65% dos votos válidos. Com 100% das urnas apuradas, os adversários tiveram cerca de 1 milhão de votos de diferença. Nunes teve 3.393.110 votos e Boulos, 2.323901 votos. 

Ele toma posse para o novo mandato em 1º de janeiro de 2025, e terá como vice o Coronel Mello Araújo (PL), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

A vitória do emedebista ocorreu em meio a maior abstenção da história da cidade de São Paulo em um segundo turno: mais de 31% dos eleitores não compareceram às urnas neste domingo (27). 

Em seu discurso de vitória, Nunes agradeceu a Deus, à família, ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem chamou de “líder maior”, e afirmou que vai governar para todos e que o equilíbrio venceu o extremismo. 

“Eu agradeço muito a Deus, agradeço à minha família. Queria deixar agradecimento especial a minha esposa regina (aclamada), que esteve sempre ao meu lado, em todos os momentos da minha vida e sofreu enormes maldades nessa campanha. E ao líder maior, sem o qual não teríamos ter tido essa vitória, que me deu a mão na hora mais difícil, govenador Tarcísio de Freitas“, disse. 

“Não é hora de olhar para trás, a hora da diferença passou, vamos governar para todos, porque todos merecem igual respeito por parte de quem governa, aos que acompanharam essa eleição histórica, a democracia deixou uma grande lição, para nós da cidade de São Paulo, o equilíbrio venceu todos os extremismos”, completou. 

Nunes também lembrou seu antecessor Bruno Covas (PSDB), morto em 2021. O prefeito, no entanto, só mencionou Bolsonaro ao falar da indicação do vice, Coronel Mello Araújo. 

Boulos também discursou após o resultado das urnas e afirmou que esquerda . “A gente perdeu um a eleição, mas nesta campanha a gente recuperou a dignidade da esquerda brasileira”, afirmou. 

O atual prefeito foi reeleito com amplo leque de alianças políticas, formando coligação que engloba doze partidos (PP, MDB, PL, PSD, Republicanos, Solidariedade, Podemos, Avante, PRD, Mobiliza, União Brasil). 

O acordo garantiu o maior tempo de propaganda de TV no primeiro turno. 

Em uma campanha marcada por ataques, agressões, e processos, Nunes ainda enfrentou neste domingo uma nova ação e uma queixa-crime de Boulos, após seu principal cabo eleitoral, o governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmar que o PCC enviou supostos salves para que familiares de presos fossem orientados a votar no psolista. O TRE nunca recebeu relatório sobre essas supostas mensagens. 

Ricardo Nunes (MDB) discursa após ser reeleito prefeito de São Paulo 

Ricardo Nunes (MDB) é reeleito prefeito de São Paulo 

Bonner e LoPrete comparam mapa dos votos do 1° e do 2° turnos em São Paulo 

Nunes foi reeleito depois de um primeiro turno apertado, onde passou para o 2° turno com uma diferença de apenas 81.865 votos em relação ao terceiro colocado, Pablo Marçal (PRTB), e com diferença de 25 mil votos em relação a Guilherme Boulos (PSOL). 

O prefeito enfrentou um 1° turno duro, com várias acusações de má administração e com uma reprovação (28%) maior do que a aprovação (26%), segundo a pesquisa Datafolha de 24 de outubro. 

Por já estar no cargo, ele foi o principal alvo dos adversários nos treze debates que aconteceram com a presença do prefeito no 1° e no 2° turnos. 

Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB) em debate na RedeTV, nesta terça (17). — Foto: TABA BENEDICTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB) em debate na RedeTV, nesta terça (17). — Foto: TABA BENEDICTO/ESTADÃO CONTEÚDO 

Em duas oportunidades, bateu boca com o adversário Pablo Marçal ao ter a família citada nos debates e ser acusado de pertencer a chamada “máfia das creches”. Ele sempre negou participação em qualquer esquema e repetiu durante toda a campanha que nunca foi processado ou condenador por malfeitos com dinheiro público. 

O marqueteiro de campanha de Nunes, Duda Mendonça, chegou a ser agredido com um soco no rosto desferido pelo videomaker de confiança da campanha de Marçal, após o debate promovido pelo grupo FlowPodcast. 

Nahuel Medina (centro), sócio e assessor de campanha de Pablo Marçal (PRTB), acertou um soco no rosto de Duda Lima, da campanha de Ricardo Nunes (MDB). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nahuel Medina (centro), sócio e assessor de campanha de Pablo Marçal (PRTB), acertou um soco no rosto de Duda Lima, da campanha de Ricardo Nunes (MDB). — Foto: Reprodução/Redes Sociais 

Com o crescimento de Marçal nas pesquisas, Nunes chegou a ser ameaçado de ir ao 2° turno, segundo as pesquisas, e teve o apoio incondicional do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para se recuperar. 

Ao lado de Tarcísio, Nunes fez várias agendas de campanha e levou o padrinho político várias vezes à tv e ao rádio para endossar a candidatura perante os eleitores da extrema direita. 

Embora tivesse desde o início o apoio formal de Jair Bolsonaro (PL), que indicou o vice da chapa, o coronel Mello Araújo, o ex-presidente se manteve afastado da campanha em São Paulo e evitou fazer gestos profundos de apoio ao agora prefeito reeleito. 

Em mais de 60 dias de campanha, Bolsonaro apareceu ao lado de Nunes apenas uma vez, nesse segundo turno, em uma churrascaria da Zona Sul da capital paulista. 

Para compensar da ausência de Jair, Tarcísio de Freitas foi o principal fiador do aliado e, ao lado dele, percorreu diversas igrejas evangélicas da cidade em busca de apoio do eleitorado conservador, mesmo Nunes sendo um católico fervoroso e praticante. 

Tarcísio, Bolsonaro e Nunes em agenda nesta terça (22). — Foto: Divulgação

Tarcísio, Bolsonaro e Nunes em agenda nesta terça (22). — Foto: Divulgação 

Com esse apoio, Ricardo Nunes venceu o 1° turno numericamente, conquistando 1.801.139 votos. 

No segundo turno, ele se ausentou de ao menos três debates de campanha transmitidos por rádio e tv, “jogando parado”, como diz o marketing político, se apoiando na alta rejeição do adversário Guilherme Boulos, que é ex-coordenador do Movimentos do Trabalhadores Sem Teto de SP (MTST). 

O último encontro entre Nunes e Boulos na TV aconteceu no debate da Globo na sexta-feira (25), onde os dois tiveram frente a frente para debater os planos para a cidade. 

O candidato Ricardo Nunes (MDB) e os filhos, noras e genros que o acompanharam no debate de 2° turno da TV Globo. — Foto: Fábio Tito/g1

O candidato Ricardo Nunes (MDB) e os filhos, noras e genros que o acompanharam no debate de 2° turno da TV Globo. — Foto: Fábio Tito/g1 

Ricardo Nunes (MDB) tem 56 anos, é empresário, e atual prefeito da capital paulistana. Essa foi a primeira eleição que ele disputou em São Paulo para cargo majoritário. 

Ele assumiu a cadeira de prefeito em 2021, após a morte de Bruno Covas em virtude de um câncer. Em 2012, foi eleito vereador com mais de 30 mil votos. Em 2016, se reelegeu com 55 mil votos. 

Durante seis anos, foi o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento da capital. Casado há 27 anos com Regina Carnovale Nunes, tem três filhos e um neto. 

Nasceu na Zona Sul da capital paulista, é do signo de escorpião e palmeirense. Em entrevista ao g1, confessou ser fã do padre Marcelo Rossi, adorar novelas e “pai” de quatro cachorros: Yuri, Apolo, Sissi e Milk. 

Candidato Ricardo Nunes (MDB) com a esposa, Regina Nunes — Foto: Fábio Tito/g1

Candidato Ricardo Nunes (MDB) com a esposa, Regina Nunes — Foto: Fábio Tito/g1

Informações G1


“A eleição de Camaçari, na Bahia, é mais uma evidência de que, quando interessa ao PT, valem dois pesos e duas medidas”, diz o presidente do PL Bahia, João Roma, fazendo um paralelo com a disputa presidencial em 2022.

Roma lembra que, em 2022, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, servidor de carreira, foi parar na cadeia por coibir o transporte ilegal de eleitores, embora tenham sido lavrados flagrantes de compra de votos na operação.

“Agora a Polícia Militar, sob ordem do governo petista, age da mesma forma na disputa do segundo turno em Camaçari e, embora com sérias evidências de maior rigor com os simpatizantes da candidatura adversária, está tudo dentro da lei do PT. Lamentável!”, afirma Roma.


O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, em entrevista coletiva neste domingo (27), em Camaçari, demonstrou confiança na vitória de Flávio Matos (União Brasil) na disputa pela prefeitura.

Durante sua fala, Neto destacou as dificuldades enfrentadas pela campanha, que, segundo ele, foram além de uma disputa eleitoral convencional.

“Tivemos que disputar contra o candidato adversário. Nós tivemos que disputar contra um sistema, contra a máquina do governo do Estado, contra a operação policial realizada pelos nossos adversários e tivemos que disputar também contra as facções criminosas, contra o crime organizado. Mas o povo de Camaçari está demonstrando nesse domingo que é livre, que acredita no seu próprio futuro”, afirmou Neto.

O ex-prefeito de Salvador projetou a vitória de Flávio Matos: “Só há um nome de Camaçari, que é o seu povo, e eu tenho certeza que, ao fim desse dia, nós vamos estar comemorando a vitória de Flávio Matos 44. Flávio será um grande prefeito para Camaçari.”

Neto criticou o ambiente de violência e intimidação que, segundo ele, marcou a eleição. Ele relatou episódios graves, como uma abordagem policial no escritório de Flávio Matos e a invasão ao espaço político de um apoiador do candidato. “Será que é razoável uma senhora ser abordada na rua e, por estar usando uma camisa azul, ser obrigada a tirá-la e ficar de sutiã? Será que é razoável um candidato ser impedido de entrar em certas localidades porque o chefe do tráfico decide quem entra e quem não entra?”

O político também mencionou o impacto das facções criminosas na campanha. “Quem não entrou foi Flávio Matos. Nosso adversário entrou. Na véspera da eleição, o espaço político de um apoiador de Flávio foi invadido por homens armados. Toda a imprensa mostrou as imagens, não estou inventando nada”, declarou.

Neto ainda pediu atenção às autoridades para evitar que situações semelhantes se repitam nas próximas eleições. “Eu espero que o Ministério Público Eleitoral e as autoridades fiquem atentos. O que vivemos aqui em Camaçari é preocupante. […] Em 2024, a situação chegou a um nível alarmante, e precisamos evitar isso nas próximas disputas.”

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