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Números são da pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira

Lula aparece empatado com Michelle e Jair Bolsonaro, e também com Tarcísio Fotos: PR/Ricardo Stuckert // VINCENT BOSSON/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO // Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Em um momento em que vê sua popularidade continuar a derreter, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece tecnicamente empatado com diversos nomes da oposição em cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Os números são da pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (5).

De acordo com o levantamento, Lula estaria em igualdade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com nomes como da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); e dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).

No cenário entre Lula e Jair Bolsonaro, ambos aparecem com 41% das intenções de voto. Lula havia marcado 44% em abril, mês do levantamento anterior, enquanto Bolsonaro tinha 40%. Os indecisos somam atualmente 5%, e outros 13% afirmam que votariam em branco, nulo ou que não votariam.

Contra Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Lula tem 41% e Freitas marca 40%, o que indica um empate dentro da margem de erro. Em abril, o petista registrava 43%, e Tarcísio, 37%. Indecisos são 5%, e 14% votariam em branco, nulo ou não votariam.

Na disputa com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 43% e Michelle com 39%. Em abril, Lula tinha 44% e Michelle 38%. Indecisos somam 4%, e os que declaram voto em branco, nulo ou ausência total chegam a 14%.

Contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, o presidente marca 40% e o chefe do Executivo paranaense, 38%. Os indecisos são 5%, e os brancos, nulos ou que não votariam totalizam 17%.

Já no confronto com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Lula também empata tecnicamente. Enquanto o petista registra 40% das intenções de voto, Leite aparece com 36%. Outros 5% estão indecisos, e 19% afirmam que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 29 de maio e 1° de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Informações Pleno News


Ordem limita vistos e reforça controle migratório depois de ataque no Colorado

Trump
Durante o mandato anterior, Trump havia decretado a suspensão de entrada para cidadãos de sete países | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um novo decreto que impede a entrada de pessoas de 12 países em solo norte-americano.  

A medida, que começa a valer na segunda-feira 9, reativa uma política de seu primeiro mandato, suspensa no governo de Joe Biden.

Como resultado, a lista inclui Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.

Cidadãos desses países não poderão entrar nos EUA nem obter vistos de residência, turismo ou estudo. A decisão surge dias depois de um ataque cometido por um egípcio no Colorado, durante uma vigília em apoio a reféns em Gaza.

Em vídeo, Trump afirma que o ataque “ressaltou os perigos extremos que a entrada de estrangeiros, sem a devida verificação, representa” à segurança nacional. Segundo ele, a Suprema Corte já confirmou a legalidade da medida.

“Restauraremos a proibição de viagens, que algumas pessoas chamam de proibição de viagens de Trump, e manteremos os terroristas islâmicos radicais fora do nosso país, o que foi confirmado pela Suprema Corte”, disse o republicano.

Além da proibição direta, cidadãos de outros oito países — como Venezuela, Cuba e Turcomenistão, por exemplo — devem enfrentar restrições severas para entrada, inclusive para viagens temporárias.

No caso da Venezuela, a Casa Branca alega ausência de autoridade central confiável para emitir documentos e falta de cooperação diplomática.

Por outro lado, os EUA classificam Cuba como “patrocinadora do terrorismo”. Ambos os países também teriam histórico de recusa em aceitar deportações de seus nacionais.

Trump solicitou relatório para embasar novo decreto 

A medida integra um pacote mais amplo de endurecimento das regras migratórias, que inclui propostas de deportações em massa, eliminação do direito à cidadania por nascimento e a suspensão da entrada de refugiados.

O próprio presidente pediu a elaboração do relatório que embasou o decreto atual, com foco em países considerados hostis aos EUA. Durante o mandato anterior, Trump já havia decretado a suspensão de entrada para cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

A decisão provocou protestos internacionais. Com o tempo, o texto foi modificado até que uma versão fosse mantida pela Suprema Corte, em 2018.

Na época, a medida ficou conhecida como “proibição muçulmana” e afetou viajantes de Irã, Síria, Iêmen, Somália e Líbia, além de funcionários do governo da Coreia do Norte e da Venezuela.

O ex-presidente Joe Biden revogou a política assim que assumiu o cargo em 2021, classificando-a como discriminatória. Trump, no entanto, sempre alegou tratar-se de uma questão de segurança nacional — e agora promete restabelecer as barreiras com ainda mais rigor.

Informações Revista Oeste


1ª Turma agendou para esta sexta-feira, 6, o julgamento da deputada

Carla Zambelli saiu do Brasil no fim de maio pela fronteira com a Argentina, onde não há obrigatoriedade de controle pela Polícia Federal | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Carla Zambelli saiu do Brasil no fim de maio pela fronteira com a Argentina, onde não há obrigatoriedade de controle pela Polícia Federal | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para esta sexta-feira, 6, um recurso da deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a condenação a dez anos de prisão pelo ataque ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

A sessão será realizada de forma virtual, das 11h às 23h59, conforme agendado pelo presidente da 1ª Turma, ministro Cristiano Zanin, que atendeu à solicitação do relator, Alexandre de Moraes.

A sessão extraordinária foi marcada depois que Zambelli anunciou, nesta terça-feira, 3, que estava fora do Brasil, e que pretendia denunciar os excessos do STF. Ela está nos Estados Unidos e pode partir para a Europa. 

Depois disso, Moraes decretou a prisão preventiva da deputada, pediu para incluir seu nome na lista de procurados da Interpolbloqueou as redes sociais de todos os membros da família de Zambelli e abriu um novo inquérito contra ela. Deputados da base do governo Lula querem sua cassação imediata. 

O recurso de Zambelli contra a condenação pelo STF

No último dia 23, de forma unânime, o colegiado condenou Zambelli à prisão em regime fechado, cassação do mandato e multa de R$ 2 milhões por danos materiais e morais. Em resposta, a defesa protocolou embargos de declaração, nos quais alegou cerceamento de defesa devido à ausência de acesso integral às provas. 

Os advogados solicitaram que o STF reconheça essa limitação, permita consulta completa aos documentos e absolva a parlamentar. O hacker Walter Delgatti Neto também foi condenado no processo a que respondeu Zambelli.

Sessão da Primeira Turma do STF
Sessão da Primeira Turma do STF | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Os embargos de declaração não necessariamente alteram a decisão, mas servem para esclarecer possíveis contradições ou omissões presentes no acórdão. 

Caso o recurso seja rejeitado por unanimidade, o processo será definitivamente encerrado, e a execução da pena poderá ser determinada pelo relator. Segundo o regimento interno do STF, se a decisão não for unânime, existe a possibilidade de apresentação de embargos infringentes, recurso que permite reanálise do mérito da condenação, desde que haja voto favorável à parte recorrente. Porém, a admissibilidade desse recurso depende de julgamento pelo colegiado.

Fazem parte da 1ª Turma, além de Moraes e Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Informações Revista Oeste


Aprovação à candidatura do petista recua e atinge 32%

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira (5) aponta que 66% dos brasileiros acham que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria se candidatar à reeleição em 2026.

O percentual representa um aumento de quatro pontos em relação à pesquisa de março deste ano, quando 62% defendiam que o petista não tentasse um novo mandato.

Por outro lado, 32% afirmam que Lula deveria disputar a Presidência novamente — três pontos a menos do que os 35% registrados na rodada anterior. Outros 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente, entre os dias 29 de maio e 1º de junho, em todos os estados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento reflete um cenário em que cresce a resistência à continuidade de Lula no Palácio do Planalto após 2026, enquanto o apoio à sua candidatura tem recuado de forma gradual desde o início do ano.

Informações Bahia.ba


Depois de ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF, a deputada anunciou o licenciamento do cargo e deixou o país

Carla Zambelli
Carla Zambelli disse estar na Europa, mas não especificou o país | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Depois de deixar o país sob a alegação de perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) se pronunciou sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou sua prisão. A deliberação foi publicada nesta quarta-feira, 4. 

Zambelli anunciou seu pedido de licenciamento do cargo e ida para a Europa ao ter sido condenada a dez anos de cadeia por supostamente ter comandado a invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

“Nossa Constituição é clara: um deputado federal só pode ser preso em flagrante e por crime inafiançável”, declarou a deputada. “Nada disso ocorreu. Ainda assim, um único ministro decidiu, de forma monocrática, rasgar o devido processo legal, ignorar a imunidade parlamentar e violentar a democracia.”

A parlamentar também disse que “uma medida dessa gravidade jamais poderia ser tomada de forma monocrática”. Porém, que “o mais grave foi o ataque à minha família”. 

Zambelli denuncia bloqueio de contas

carla zambelli
A deputada federal Carla Zambelli, na Câmara, pouco depois da operação da PF em seu gabinete – 2/8/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

Ainda ao se pronunciar sobre a decisão de Moraes, a deputada disse que a decisão do ministro determina o “bloqueio da conta de Instagram do meu filho, João Zambelli, um jovem de apenas 17 anos que está iniciando sua trajetória na vida pública”. 

“Com isso, não atacou apenas a deputada ou a cidadã Carla Zambelli”, prosseguiu. “Ele atacou uma mãe.Não bastasse isso, mandou também bloquear as contas da minha mãe, Rita Zambelli, que é pré-candidata a deputada federal. Ao fazer isso, atinge não apenas a cidadã, mas também a filha.”

A parlamentar destacou que vai continuar denunciando “esse abuso, essa perseguição e essa escalada autoritária em todos os fóruns internacionais possíveis”. 

“O mundo precisa saber que, no Brasil, ministros do Supremo agem como imperadores, atropelando leis, calando vozes, destruindo famílias”, declarou. “Essa perseguição política está apenas começando a ser exposta.”

Informações Revista Oeste


A mais recente pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (4), revelou que a desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 57%, um ponto a mais em relação ao levantamento anterior feito no final de março. Apesar da oscilação estar dentro da margem de erro, este é o índice mais alto de reprovação desde o início do atual mandato.

A aprovação do presidente caiu para 40%, também dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. É o menor percentual registrado desde a posse de Lula em janeiro de 2023. No levantamento anterior, esse número era de 41%. Já o percentual de entrevistados que não souberam ou preferiram não responder permaneceu em 3%.

Pela primeira vez, os eleitores católicos que desaprovam o governo superam aqueles que o aprovam. Em janeiro, esse grupo mostrava maior apoio ao presidente. No levantamento anterior, havia um empate técnico. Entre os eleitores com ensino fundamental, o cenário também mudou: antes predominava a aprovação, agora há empate técnico entre aprovação e desaprovação.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 29 de maio e 1º de junho. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o território nacional. O nível de confiança do levantamento é de 95%.


Evair de Melo solicita ao presidente da Câmara autorização para atuação internacional do colega licenciado

Senador denuncia perseguição a Eduardo Bolsonaro e Daniel Silveira | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Eduardo Bolsonaro está licenciado desde março e exilado nos EUA | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) enviou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando que Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente licenciado, possa exercer o mandato fora do país. O parlamentar está nos Estados Unidos desde março, quando passou a ser alvo de um pedido do PT de cassação de seu passaporte diplomático.

No documento, Melo pede que Motta conceda uma “autorização excepcional” para que Eduardo possa “reassumir o exercício de seu mandato, desempenhá-lo a partir do exterior, em caráter temporário e justificado”. A duração seria “enquanto perdurar o estado de insegurança jurídica e risco à sua liberdade pessoal no território nacional.”

O deputado afirma que a solicitação busca garantir “a preservação do princípio da representatividade parlamentar e o respeito à liberdade de expressão e atuação política de deputados democraticamente eleitos”.

Para Melo, Eduardo está em missão política no exterior. Segundo ele, o colega mantém “diálogo com autoridades estrangeiras, organismos internacionais sobre questões relacionadas ao cenário institucional brasileiro”.

STF abriu inquérito contra Eduardo Bolsonaro

Em maio, o STF abriu um inquérito contra Eduardo Bolsonaro. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão alega que o deputado licenciado fez publicações, nas redes sociais, pedindo punições a integrantes do STF, PGR e Polícia Federal.

Eduardo pode sofrer sanções que vão desde a cassação do passaporte até a proibição de relações comerciais com pessoas físicas e jurídicas ligadas aos EUA. O deputado diz que sofre perseguição do Judiciário brasileiro e que está trabalhando para denunciar internacionalmente os excessos cometidos pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Informações Revista Oeste


Deputado federal licenciado afirma que há um ‘jogo de cartas marcadas’ para vencerem no ‘tapetão’

Governo tenta reagir à articulação internacional contra Moraes; Lindbergh mira Eduardo Bolsonaro | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro está nos EUA, onde denunciou decisões ilegais do STF | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 2, que a investigação na Polícia Federal sobre uma eventual coação no curso do processo da suposta tentativa de golpe — com sua atuação nos EUA — tem o objetivo de impedir uma eventual candidatura dele no ano que vem.

“Tudo é jogo de cartas marcadas para me tirar das eleições de 2026. Estão jogando no tapetão. Do nada, passei a ser investigado no inquérito do plano de golpe da Disney. Inventaram um pretexto para fazer o ‘fishing expedition‘ [pesca probatória, procura especulativa]. Isso fica claro que não tem uma Justiça isenta no Brasil”, afirmou à CNN Brasil.

“No início, queriam o meu passaporte. Isso para me anularem internacionalmente. Não conseguiram. Agora, querem me anular politicamente. Querem me tirar das eleições de 2026”, acrescentou.

Eduardo Bolsonaro é citado como pré-candidato ao Senado por São Paulo, na chapa do governador do Estado Tarcísio de Freitas (Republicanos), e também poderia disputar a Presidência da República. Eduardo admitiu a possibilidade em entrevista à revista Veja. O principal nome da direita, Jair Bolsonaro, está inelegível até 2030, depois de duas decisões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A declaração foi dada em resposta ao depoimento do deputado Lindbergh Farias (PT), nesta segunda-feira,2, à Polícia Federal. O líder do PT na Câmara depôs no âmbito do inquérito instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República, com autorização de Alexandre de Moraes.

O petista, no depoimento, pediu que a PGR bloqueie os bens e quebre o sigilo bancário de Jair Bolsonaro, em razão de o ex-presidente ter declarado estar mantendo Eduardo Bolsonaro nos EUA com recursos captados por doações de apoiadores.

O inquérito contra Eduardo Bolsonaro autorizado por Alexandre de Moraes

inquérito instaurado no STF na última segunda-feira, 26, vai investigar se a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA tenta atingir o Judiciário brasileiro.

O documento afirma que a atuação de Eduardo Bolsonaro tem como foco impor sanções aos ministros do STF. Moraes também determinou o monitoramento das redes sociais do deputado licenciado. O depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ocorrer no próximo dia 5. 

Alexandre de Moraes, durante sessão da 1ª Turma do sTF - 11/02/2025
Alexandre de Moraes, durante sessão da 1ª Turma do sTF – 11/2/2025 | Foto: Foto: Gustavo Moreno/STF

Na noite da última quinta-feira, 30, o Bureau of Western Hemisphere Affairs (WHA), órgão do governo Trump, fez uma publicação em português no X em que afirma que “nenhum inimigo da liberdade de expressão dos norte-americanos será perdoado”.

Em seu perfil no X, Eduardo Bolsonaro afirmou que sua atuação é pública. “Não faço nada de ilegal.” Ele questiona: “Visitar deputado americano é crime? Perguntar a um secretário de Estado numa audiência da Câmara é ilegal? Ir ao MRE dos EUA (State Departament) é um delito? Se for, então vamos prender parlamentares do PT que se encontraram com Bernie Sanders e AOC também, não?”.

Informações Revista Oeste


Carla Zambelli diz que atuará na Europa para denunciar 'abusos do Judiciário' | Foto:Deputada diz que atuará na Europa para denunciar 'abusos do Judiciário' Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Carla Zambelli diz que atuará na Europa para denunciar ‘abusos do Judiciário’ | Foto:Deputada diz que atuará na Europa para denunciar ‘abusos do Judiciário’ Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)revelou que está fora do Brasil e licenciada do mandato.

No exterior, Zambelli pretende seguir os passos deEduardo Bolsonaro (PL-SP), que também enfrenta investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) e, por isso, atua fora do país para denunciar o que classifica como abusos do Judiciário.

“É estranho abrir mão do que sempre foi meu lugar. O lugar que o povo me confiou”, afirma a deputada. “Mas no fundo eu sei que a minha voz vai ecoar ainda mais forte, porque não vai ter mais amarras.”

Embora não tenha revelado o destino, por razões de segurança, a deputada informou que pretende se concentrar na Europa — ela tem cidadania italiana. Segundo Zambelli, o objetivo é criar conexões, estabelecer diálogo com lideranças estrangeiras e, assim, atrair atenção internacional para o que considera perseguição política.

“Não fugi”, afirma Carla Zambelli

Desse modo, a parlamentar afirmou que deixou o Brasil para manter autonomia nas denúncias e apelos por “liberdade”. Ela destaca que não é fugitiva.

“Não fugi”, afirma. “Não há mandado de prisão contra mim.”

Além disso, Zambelli comentou a possibilidade de cassação. Conforme lembrou, qualquer decisão precisa passar, obrigatoriamente, pela Câmara dos Deputados.

“A cassação ainda precisa ser analisada pela Câmara”, disse. “A Câmara pode votar pela rejeição da cassação.”

Críticas ao STF e referência a Daniel Silveira

Na entrevista, a congressista voltou a criticar o Supremo. Como exemplo do que considera abuso de autoridade, mencionou o caso do ex-deputado Daniel Silveira, condenado por declarações contra ministros da Corte. Por esse motivo, Zambelli afirmou que pretende fazer, a partir do continente europeu, um contraponto às decisões do Judiciário.

“Assim, eu posso falar livremente”, disse. “Sempre trabalhei pela liberdade e pela democracia e quero continuar atuando dessa forma.”

Estratégia inspirada em Eduardo Bolsonaro

Na avaliação da congressista, a estratégia internacional é necessária. Ela citou, como referência, o trabalho realizado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos.

“O que o Daniel [Silveira] tem conseguido fazer pelo país, preso e calado? Se estivesse fora do país, talvez tivesse voz agora”, disse. “Como falo espanhol, inglês e um pouco de italiano, quero fazer isso da Europa. O papel do Eduardo nos Estados Unidos é superimportante e acho que a gente precisa ter uma conexão na Europa também.”

STF

Zambelli responde a uma ação no Supremo por suposta invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Recentemente, a 1ª Turma do STF condenou a deputada à prisão em regime fechado, à perda do mandato e à inelegibilidade por oito anos.

O ministro Cristiano Zanin, presidente da turma, assinou um ofício com a decisão e o encaminhou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Confira a entrevista com Carla Zambelli

No que a senhora se baseou para se afastar do mandato e deixar o país?

Decidi pedir licença do mandato. Foi difícil, mas meu coração já sabia faz tempo que esse era o caminho. Eu estava presa ao cargo, com medo de soltar a mão do que conhecia.
Agora sei que preciso dessa liberdade para ser quem sou de verdade. Voltar a ser aquela Carla que nunca se calou e que sempre acreditou que a luta é maior que qualquer cargo. Vou cuidar da minha família, vou seguir firme e vou continuar fazendo o que sempre fiz: lutar sem medo. É estranho abrir mão do que sempre foi meu lugar, mas no fundo eu sei que a minha voz vai ecoar ainda mais forte, porque não vai ter mais amarras… E eu sei que você vai estar comigo, como sempre esteve, me lembrando que é possível recomeçar mesmo quando tudo parece estar desabando.

A senhora se considera uma perseguida política?

Eles [ministros do STF] me ceifaram, mas quando acham que morri, é quando renasço das cinzas — como a fênix. Quando julgam que minha árvore da vida secou, é quando ela mais dará frutos. Nove ministros do STF imaginaram que, ao não ser mais parlamentar, eu seria finalmente combatida e silenciada. Mas o que não esperavam é que, ao me tirarem o cargo, me devolveram algo ainda mais precioso: minha essência de ativista. E é justamente nesse lugar que eu sempre fui mais forte e combativa. Sem as amarras de um mandato, sem precisar me preocupar se minhas palavras vão ferir a vaidade de uma Corte que perdeu seu poder constitucional, posso lutar ainda mais — por aquilo que é certo. Afinal, eles sentem prazer em causar dor, mas eu sinto força em resistir.

Como será sua atuação política a partir da Europa?

Daqui, posso falar livremente. Sempre atuei em defesa da liberdade e da democracia e, por isso, pretendo continuar trabalhando nessa direção, agora em solo europeu. Importante esclarecer: não fugi. Não há mandado de prisão contra mim. Além disso, a cassação ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados, que pode votar pela sua rejeição. Enquanto isso, vale refletir: o que o Daniel tem conseguido fazer pelo país, preso e calado? Talvez, se estivesse fora, pudesse ter voz agora. Por fim, falo espanhol e inglês e quero usar esses idiomas como ferramenta a favor da nossa causa. O papel do Eduardo [Bolsonaro] nos Estados Unidos é estratégico — e acredito que precisamos de uma articulação igualmente forte aqui na Europa.

Informações Revista Oeste


Levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (30) pela Pesquisa Atlas/Bloomberg

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou crescimento, chegando a 53,7%. A aprovação ficou em R$ 45,5%. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (30) pela Pesquisa Atlas/Bloomberg. 

De acordo com a pesquisa, a porcentagem de rejeição foi a maior registrada pelo levantamento desde janeiro de 2024. No levantamento anterior, o índice de desaprovação era de 50,1% contra 46,1% de aprovação. 

Segundo o levantamento, 52,1% dos entrevistados consideram a administração de Lula como ruim ou péssima. 41,9% avaliaram como boa ou ótima, somando 41,9%. Outros 6% declararam ser regular. 

Em comparação com o último levantamento, houve um salto de 4,4 pontos percentuais na avaliação negativa do governo. A pesquisa entrevistou  4.399 brasileiros, entre 19 a 23 de maio, com margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. 

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