Foto: Paulo José

Fernando Torres era para ter sido o vereador mais bem votado na última eleição. Ele já foi vereador, deputado estadual e federal e chegou a ser secretário de estado, além do grande poder econômico.

Só que as urnas foram madrastas com ele. Apesar de todo seu arcabouço, ele teve menos de quatro mil votos. Só é vereador, pois o fator coeficiente praticamente caiu. O seu partido, PSD, não alcançou o coeficiente eleitoral. Teve que assistir outros candidatos, com bem menos recursos, o ultrapassarem nas urnas. Jonathan Monteiro, o Rasta, teve mais do que o dobro dos votos dele.

As urnas mostraram para Torres uma realidade amarga: ele não é uma liderança política. Diante disso, ele tinha que tomar uma decisão. Ser vereador com essa inexpressiva votação seria humilhante para ele. E ser, somente, mais um vereador não cabia na cabeça do orgulhoso e vaidoso Fernando Torres.

E foi assim que se lançou candidato à presidência da Câmara Municipal de Feira de Santana. Ele estava disposto a mover céu e terra para alcançar o seu objetivo. E isso foi feito com a ajuda de antigos e novos amigos. As duas grandes lideranças do município, José Ronaldo e Colbert Martins não participaram do processo para a escolha da mesa diretiva da Casa da Cidadania. A maior liderança da oposição, o deputado José Neto, liberou os seus vereadores Silvio Dias e Ivamberg Lima para se alinharem ao projeto de poder de Torres. O resto foi fácil. Pronto, Fernando Torres presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana.

Mas só ser presidente também começou a ser pouco. Em busca de holofotes e mais poder, ele se lançou a fazer denúncias infundadas, passou a atacar aliados de Ronaldo e Colbert. Criou o Grupo dos 10. Com o objetivo de emparedar o prefeito Colbert Martins. Em todas as sessões são constantes os ataques e ameaças de criação de CPIs.

Em sua escalada, Torres segue colecionando inimigos. O ex-vereador Alberto Nery foi o seu primeiro alvo; pouco depois o jornalista Humberto Cedraz e o ex-presidente da Casa e vereador licenciado, José Carneiro Rocha.

Até o momento, ele só encontrou uma pessoa para peitar suas ameaças: o advogado Hércules Oliveira. Depois das ameaças de Torres, o advogado partiu para cima dele com toda força. Expôs na mídia o áudio das ameaças. Um áudio que é de deixar assustado e envergonhado até o mais reles ser humano, devido ao palavreado chulo e ofensivo. Torres sentiu o golpe e procurou recuar.

Fernando Torres vai continuar em busca de holofotes e espaço político. Até agora, mesmo com a pancada que recebeu de Hércules Oliveira. Ele tem conseguido manter o seu projeto. Continua a atirar pedras em todas as direções e para o alto. Pode ser que uma, um dia, lhe caía na cabeça.


Foto: Ascom/CMFS

A previsão para o retorno da realização de cirurgias ortopédicas pelo município, segundo o secretário de Saúde, Marcelo Brito, está dependendo da contrapartida do Governo do Estado para destinar verba para tal fim. A informação foi obtida pela Comissão de Saúde, Assistência Social e Desporto da Câmara Municipal durante reunião com o secretário ocorrida na quarta (30/03).

“Pontuamos que é necessário que Feira realize essas cirurgias novamente, devido à grande demanda da população, e o secretário nos disse que está mantendo contato com o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas. Ele ficou de dar uma previsão sobre quando destinará a verba para pagamento dos médicos, pois o município cederá, como contrapartida, a estrutura física para realização das cirurgias”, explica o vereador Emerson Minho, presidente da Comissão.

A reunião também contou com a presença dos outros dois integrantes da comissão – os vereadores Luiz da Feira (PROS), vice-presidente, e Paulão do Caldeirão (PSC), membro, que vão encaminhar um ofício sobre o assunto tratado na reunião para o secretário Marcelo Brito, a fim de que ele possa responder formalmente aos questionamentos.


Apesar do governador Rui Costa (PT) ter proibido a circulação de baianos pelo estado durante o feriado de Semana Santa, fechando ônibus intermunicipais, ferry-boat, lanchas e até vans, o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, conseguiu viajar. Ele passou o feriado no sul do estado.

Na sexta-feira santa, por exemplo, Fábio Vilas-Boas aproveitou a noite para se reunir com amigos na Fazenda de Kátia Bacelar, localizada em Uruçuca. O deputado federal João Bacelar estava na local durante o dia. As informações são do site Políticos do Sul da Bahia.

A própria Katia Bacelar publicou uma foto em que Vilas-Boas aparece em frente a uma farta mesa, conversando sem máscara, por volta de 1h da manhã.

Na quinta-feira, Fábio Vilas-Boas esteve em Coaraci, visitando o prefeito da cidade Jadson Albano, do PP, partido aliado do governador.

Informações Política Ao Vivo


Presidente da Frente Nacional de Prefeitos pediu que o presidente do STF se manifeste sobre decisão do ministro Nunes Marques

Ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal Foto: STF/Nelson Jr

Após a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar celebrações religiosas presenciais pelo país, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, pediu ao presidente da Corte, ministro Luiz Fux, que se manifeste. A intenção é saber qual orientação deve ser seguida, a liminar de Nunes Marques ou a decisão do plenário, que liberou municípios a decidir sobre a abertura e fechamento de atividades.

A manifestação ocorre após o prefeito de Belo Horizoente, Alexandre Kalil, se negar a seguir a decisão da Kassio Nunes Marques e liberar missas e cultos presenciais. O ministro acabou por intimar Kalil a cumprir a decisão de imediato.

Ao abordar o assunto, o presidente ressaltou que é preciso cumprir a decisão da Justiça.

– Decisões judiciais precisam ser obedecidas. Por isso, é importante que os prefeitos cumpram o que foi decidido pelo ministro Nunes Marques sobre o funcionamento de templos religiosos – apontou.

Jonas Donizette, no entanto, pediu a Fux que esclareça qual orientação deve ser seguida pelos municípios.

– No entanto, pedimos ao STF e ao presidente, Luiz Fux, que se manifestem urgentemente, orientando qual decisão precisa ser seguida. A decisão do plenário, que determinou que os municípios têm prerrogativa de estabelecer critérios de abertura e fechamento das atividades em seus territórios ou essa liminar? – questionou.

Por fim, ele apontou que a “contradição” atrapalha o combate à pandemia no país.

– Essa flagrante contradição atrapalha o enfrentamento à pandemia em um país federado e de dimensões continentais como o nosso – ressaltou.

Informações Pleno News


O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, citou conforme a revista Veja o nome do senador e ex-governador Jaques Wagner (PT) em seu livro “Tchau, Querida: O Diário do Impeachment”, que narra os bastidores do processo que culminou no afastamento da presidente Dilma Roussef.

Segundo publicação, na obra sobre a crise política e impeachment de Dilma, Wagner é citado como um dos atores políticos mais odiados pelo próprio Cunha, que liderava o chamado “Centrão”.

Na época, Wagner era ministro da Casa Civil do governo Dilma. Logo após o impeachment, Cunha perdeu o mandato.

Informações Acesse Política


Isidório se queixa de dores e dá entrada em hospital: 'a gente não pode brincar'Foto: Reprodução / Facebook de Pastor Sargento Isidório

O deputado federal Pastor Sargento Isidório [Avante] deu entrada no final da tarde deste sábado (3) no Hospital Santa Izabel, em Salvador. Isidório se queixou de forte dor de cabeça e mal- estar ininterruptos desde o último domingo (28) e decidiu procurar a unidade de saúde. O deputado pediu que amigos orem por ele. 

“Vocês todos que orei, devolvam minhas orações, porque o bicho está pegando aqui também. Desde o domingo passado que estou com muita dor de cabeça. E aí a gente não pode brincar. Se pode ficar em casa fique em casa, use sua máscara se sair. Muita gente está morrendo”, disse Isidório nas redes sociais. O pastor pediu também orações para amigos e pastores que estão internados em decorrência de coronavírus.

O deputado disse que havia testado negativo para Covid-19, mas deve ser feito novos exames. Ele tranquilizou amigos e eleitores. “Não há de ser nada em nome de JESUS”, escreveu

Informações Bahia Notícias


Presidente falou que pode tomar a vacina, mas ressaltou que sua dose deve ser dada a alguém que precisa mais

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (3), que não vê problema em procurar um posto de saúde e tomar a vacina contra a Covid-19. O Distrito Federal começou neste sábado a vacinar pessoas acima dos 66 anos, idade do presidente.

– Eu já estou imunizado com vírus e se eu achar que devo ser vacinado, eu vacino, mas acho que essa vacina minha tem que ser dada para alguém que não contraiu o vírus e corre um risco muito maior – disse em conversa rápida com jornalistas.

Bolsonaro foi diagnosticado contra a Covid-19 no ano passado, e desde então, vem afirmando estar imune à doença por causa dessa infecção.

– Da minha parte, não tem problema nenhum procurar um posto de saúde aí, porque entrou a minha faixa etária para se vacinar – completou Bolsonaro.

A fala do presidente ocorreu após visitar a comunidade de Itapoã, que fica a aproximadamente 20 quilômetros de Brasília, onde fez transmissão ao vivo em uma organização que distribui sopas à população.

– O que mais a população humilde sente é a volta ao trabalho. Sabemos da questão do vírus, mas não concordo, particularmente, com a política do fecha tudo e fique em casa. Essas pessoas em grande parte não têm como sobreviver ficando em casa e a fome tem batido forte na porta – disse.

Bolsonaro voltou a afirmar que a política do lockdown tem um feito colateral “muito danoso” que é o desemprego, destacando informação do Data Poder de que 20% da população está comendo mal ou quase não comendo depois da pandemia.

– Sempre faço aquele apelo: vamos tomar conta, cuidar do vírus, combatê-lo, mas por outro lado o efeito colateral não pode ser mais danoso do que o próprio vírus – destacou,

O presidente disse também que conversou com o Ministro da Defesa, Braga Netto, e com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, colocando as Forças Armadas à disposição do combate à pandemia e da vacinação.

– Decididos que a partir do momento que a saúde precisar das Forças Armadas, Marinha, Exército e Aeronáutica estão prontas para ajudar na vacinação da nossa população – ressaltou.

Reinfecção
Estudo da Fiocruz, divulgado em dezembro do ano passado, reforça que a reinfecção por covid-19 é possível e pode ser grave. De acordo com o estudo, casos assintomáticos e mesmo brandos de Covid-19 não oferecem imunização contra a doença.

Publicado na Social Science Research Network, o trabalho reforça a ideia de que a reinfecção pelo SarsCov2 é possível e pode resultar em um quadro grave da doença. Ou seja, a população está ainda mais vulnerável à pandemia do que se imaginava.

Já pesquisadores do Statens Serum Institut, de Copenhague, na Dinamarca , divulgaram no último dia 17 de março, na revista científica The Lancet, que a maior parte das pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus está protegida de uma reinfecção por pelo menos seis meses, porém os idosos têm maior propensão à reinfecção.

*Estadão

Informações Pleno News


Indicado ao cargo por Bolsonaro, ministro determinou que sejam aplicados protocolos sanitários nos espaços religiosos, que devem funcionar com apenas 25% da capacidade

Foto: Fellipe Sampaio/STF

Nunes Marques mencionou a necessidade de acolhimento e conforto espiritual durante a pandemia para justificar sua decisão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Kassio Nunes Marques, autorizou a liberação de missas, cultos e outras cerimônias religiosas em todo o país. A decisão determina, no entanto, que sejam aplicados todos os protocolos sanitários contra a Covid-19 nos espaços, incluindo o distanciamento social, o uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel, a aferição da temperatura e a redução da capacidade de público em 25%. “Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”, escreveu o ministro no trecho final da decisão publicada neste sábado, 3. Indicado ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro, Nunes Marques também mencionou em seu texto o contexto da Semana Santa e o fato de 80% dos brasileiros se declararem cristãos segundo o IBGE.

A decisão foi tomada em ação movida pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que alega que os decretos dos governos e prefeituras que suspendem a realização de missas e cultos violam o direito fundamental à liberdade religiosa e o princípio de laicidade estatal. Anteriormente, o Partido Social Democrático (PDS) já tinha contestado a decisão do governo de São Paulo que vetou as atividades religiosas coletivas presenciais durante as fases mais restritivas do combate ao novo coronavírus. Durante o mês de março, o Brasil registrou 66.868 mortes por Covid-19, mais do que o dobro dos 32.912 óbitos de  junho de 2020, antigo pico da pandemia.


Para o PGR, a assistência espiritual é essencial para muitas pessoas enfrentarem a pandemia - Pedro França/Pedro França/Agência Senado
Para o PGR, a assistência espiritual é essencial para muitas pessoas enfrentarem a pandemia Imagem: Pedro França/Pedro França/Agência Senado

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que suspenda em todo o Brasil decretos, municipais e estaduais, que proíbem a realização de cultos, missas e outras atividades religiosas de caráter coletivo. O argumento do PGR é de que, além de a Constituição assegurar a liberdade religiosa, a assistência espiritual é essencial para muitas pessoas enfrentarem a pandemia.

Aras se manifestou na ação ajuizada pelo PSD contra o decreto do governo de São Paulo, que veta encontros religiosos presenciais. O pedido é de que a suspensão seja imediata para que, assim, seja possível celebrar a Páscoa. O pedido da PGR, se aprovado no STF, tem efeito para decisões de outros estados e municípios que também tenham proibido estes eventos de forma presencial.

A intenção do PGR é que igrejas e templos possam ser liberados a funcionar, respeitando protocolos de distanciamento e prevenção da covid-19. Com isso, argumenta o PGR, a abertura garante a saúde mental e espiritual da população em um dos piores momentos da pandemia no Brasil.

O PGR justifica o pedido de liminar argumentando que o perigo na demora de uma decisão “decorre do próprio agravamento da epidemia de covid-19 no estado de São Paulo e de estar em curso período importante para tradição religiosa cristã (Semana Santa)”.

Para Aras, a proibição de cultos, missas e demais atividades religiosas coletivas “inflige maior sofrimento na população do estado, que não pode sequer se socorrer em templos religiosos para professar sua fé em nome dos entes queridos que se foram ou pela saúde daqueles que estão acometidos pela doença”.

Aras também destacou que nem todas as atividades religiosas podem ser realizadas online e que isso cria um privilégio para praticantes de algumas religiões em detrimento de outras, além de nem todos terem acesso à internet rápida.

Informações UOL Notícias


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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobrou nesta quarta-feira (31), em entrevista coletiva, que estados e municípios tenham mais agilidade na divulgação do número de doses aplicadas das vacinas contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.  Segundo ele, foi registrado um grande distanciamento entre o total de doses distribuídas pelo Ministério da Saúde e o número efetivo de imunizantes aplicados na população, o que pode impactar tanto nas medidas tomadas pelo governo federal quanto na compreensão pela população do “nível de vacinação em que o Brasil se encontra”.

“Temos que prestar atenção em um dado, principalmente a imprensa: porque o Brasil distribuiu 34 milhões de doses de vacinas e só temos 18 milhões aplicadas?”, questionou.  “Não acredito e não acho que seja possível que nenhum governador e prefeito não esteja vacinando, mas estamos com um déficit de quase 14 milhões de vacinas nos gráficos oficiais e isso impacta percentualmente e absolutamente na informação dada aos brasileiros”, continuou.

Ele disse que o Comitê pediu que o Ministério forme um grupo mais rígido de controle desses dados. “É importante que a imprensa nos ajude nessa cobrança que é transferida aos senhores governadores – não acredito em hipótese alguma em má vontade ou má fé nisso, pelo contrário, mas [parece haver] em um atabalhoamento por causa da pandemia de informação por parte de governo estaduais e municipais do retorno dessa vacinas enviadas”, afirmou.

Na ocasião, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reconheceu a necessidade do aprimoramento dos sistemas da pasta para conseguir fornecer os dados mais atualizados sobre a vacinação no país. “Precisamos aprimorar nosso sistema de informação para que ele consiga colher dos municípios e dos estados os dados, para que o DataSUS seja abastecido de tal sorte que os senhores e a população brasileira tenham dados concretos acerca da vacinação”, disse o ministro.  

Informações Farol da Bahia