Em discurso na tribuna da Câmara, nesta terça-feira (16), Fernando chamou Colbert de “cachorro”
Após uma trégua, o clima entre o presidente da Câmara Municipal, Fernando Torres, e o prefeito Colbert Filho, voltou a esquentar. na verdade, pegou fogo. Em pronunciamento na tribuna da Casa, na manhã desta terça (16), Torres chamou Colbert de “cachorro”.
Fernando provocava a base governista na Câmara, ao desafiar algum vereador ligado ao governo a subir à tribuna e defender o governo sobre o Shopping Popular. “Onde estão, agora, os vereadores da base, que não sobem aqui na tribuna para defender o governo. Sabem por quê? Porque têm medo de encarar vocês, do shopping, olho no olho. Eles não têm o que dizer”, disse, ao acrescentar que os camelôs permissionários, e até o empresário Elias Tegrilene, que administra o Consórcio, foram enganados no negócio.
Foi nesse momento que o presidente Fernando soltou o verbo pra cima de Colbert. “Eu me arrependo de ter votado naquele cachorro. Já mandei ele enfiar os empregos dele naquele lugar. Vieram até me criticar por isso. Mas eu fiz algo de errado eu dizer isso? Falei e repito: quero que enfie lá, naquele lugar, os empregos da Prefeitura. Se ele quiser enfiar, é problema dele”, disparou Fernando Torres.
Em entrevista à rádio NovaBrasil FM, ele ainda afirmou que ‘essa ideia de que vem alguém de fora colocar a mão e eleger (governador) é coisa do passado’
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (Democratas/ União Brasil) afirmou nesta terça-feira (16) que já tem palanque organizado em mais de 90% das cidades da Bahia para a disputa pelo governo do estado no próximo ano. Em entrevista ao programa Nova Manhã, da rádio NovaBrasil FM, ele ainda ressaltou que vem recebendo apoios de prefeitos de diversos partidos da base do governador Rui Costa e voltou a pontuar que o eleitor baiano tem a ideia clara de que “a eleição para presidente é uma, a eleição para governador é outra”.
Neto lança sua pré-candidatura ao governo no próximo dia 2 de dezembro, em evento no Centro de Convenções de Salvador. “Eu diria que em mais de 90% dos municípios da Bahia hoje nós já temos um grupo político organizado e bem selecionado e pessoas prontas para entrarem em campo no próximo ano. Em relação a prefeitos da mesma forma. A gente vem recebendo o apoio de prefeitos de diversos partidos da base do atual governo. Eu acho que a tendência em relação a esses movimentos é que amplie”, disse.
Após lançar a pré-candidatura, Neto afirmou que vai dar início ao diálogo com os partidos de sua base. “A minha prioridade vai ser a de iniciar a construção desse período com os partidos que estão conosco hoje. Eu, como sou um democrata, não vou deixar de conversar eventualmente com outros partidos, mas a prioridade vai ser na contração pelo campo político que hoje está ao nosso lado aqui na Bahia”, completou.
Como não há coligações proporcionais, o ex-prefeito da capital disse ainda que irá participar da organização das candidaturas a deputados dos partidos de sua base. “Com a nova regra eleitoral, em que não há coligação proporcional, fomentar candidaturas a deputados nesses partidos é fundamental. Então eu não vou me preocupar apenas organizar as chapas de candidatos a deputado do União Brasil, eu vou ter que me preocupar e dar uma força também para esses outros partidos que vão estar conosco”, salientou.
Ele voltou a comentar ainda a relação que tem sido feita entre as eleições nacional e estadual. “Eu não tenho dúvida que o eleitor baiano tem muito claro que cada coisa é uma coisa. A eleição para presidente é uma, a eleição para governador é outra. A gente inclusive vê isso nas pesquisas internas que o nosso partido vem fazendo, tanto as qualitativas como as quantitativas. Não dá pra querer reduzir apenas à influência nacional a explicação dos resultados de todas as últimas eleições na Bahia. Essa ideia de que vem alguém de fora colocar a mão e eleger (governador) é coisa do passado”, disse.
Sobre a Bahia, o ex-prefeito destacou que educação e segurança são desafios para o futuro. No primeiro item, o estado tem o pior ensino médio do país e, no segundo, lidera o ranking de homicídios no Brasil. Neto ressaltou que irá construir um plano de governo robusto, a partir das visitas realizadas a todas as regiões do estado, e que está com disposição para trabalhar pela Bahia.
“Quando a gente olha, nem sente no próprio senador Jaques Wagner (PT) essa empolgação toda para ser governador, pelo menos essa é a impressão que a gente sente de fora. Então por que não dar oportunidade para alguém que está com muita vontade, que está cheio de disposição, quer trabalhar pra valer?”, frisou.
Chefe do Executivo brasileiro também participou de almoço com o rei do país do Oriente Médio
Presidente Jair Bolsonaro durante inauguração de embaixada no Bahrein Foto: PR/Valdenio Vieira
O presidente da República, Jair Bolsonaro, inaugurou, nesta terça-feira (16), a embaixada brasileira no Bahrein. A cerimônia que marcou a abertura da representação diplomática brasileira no país do Oriente Médio aconteceu na cidade de Manama. Esta é a primeira vez que um chefe de Estado do Brasil visita o país.
Os dois países já mantinham relações diplomáticas desde 1971, mas até hoje os interesses brasileiros na região eram representados pela embaixada no Kuwait. Para o Ministério das Relações Exteriores, a criação de uma representação própria no país permitirá que os laços comerciais entre as duas nações sejam ampliados.
Além da abertura da embaixada, Bolsonaro também teve um encontro com o rei do Bahrein, Hamad Isa Bin Kalifa. O líder brasileiro foi recebido com um almoço no Palácio Real e assinou acordos de cooperação nas áreas de política, cultura e esportes.
Após passar pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Bahrein, o presidente seguirá, nesta quarta-feira (17), para Doha, no Catar, último destino da viagem ao Oriente Médio. O objetivo da viagem pela região é fortalecer as relações do Brasil com as nações do Golfo Pérsico, que são grandes produtores de petróleo e possuem fundos soberanos de investimentos.
José Ronaldo diz ter amigos que serão candidatos a deputado e seu objetivo é a candidatura a vice-governador ou senador
“Pode escrever: não existe a menor possibilidade de uma candidatura, minha, a deputado estadual ou federal, em 2022. Não passam de boatos”. A afirmação é do ex-prefeito José Ronaldo, ao comentar para o Protagonista as especulações de sites e blogs políticos de Salvador.
De acordo com sites e blogs soteropolitanos, o projeto político de José Ronaldo para 2022 seria a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa, como deputado estadual, projetando a presidência da Alba.
Consultado pelo Protagonista, recentemente, sobre o assunto, José Ronaldo estava descontraído, até a pergunta ser feita. Ele mexeu no óculos, olhou firme para o jornalista e disse: “Já disse, anteriormente, que tenho amigos que são candidatos a deputado. Essa hipótese nunca passou pela minha cabeça”.
Enfático, José Ronado concluiu, assim, a conversa: “estou caminhando e trabalhando para ser candidato a vice-governador ou senador pela chapa majoritária encabeçada pelo DEM – ACM Neto é o pré-cadidato a morador do Palácio de Ondina a partir de 2022. Estamos viajando, visitando e dialogando. Assim tem sido a minha vida política: sempre conversar e ouvir. Essas decisões importantes passam por muita conversa com os amigos e aliados”, acentua.
Em entrevista anterior ao Protagoniosta, José Ronaldo já havia afastou qualquer possibilidade de uma candidatura a deputado estadual ou federal. E cravou que seu futuro político deve ser anunciado nos primeiros meses de 2022.
Para isso, presidente do Senado diz ter confiança que a CCJ aprecie indicação e envie resultado ao plenário
Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS
A sabatina de André Mendonça para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser pautada no plenário do Senado entre 30 de novembro e 2 de dezembro. É o que afirma o presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
A intenção, que o parlamentar detalhou nesta segunda-feira (15), é liquidar todas as indicações pendentes. Mas, para isso, é necessário que os presidentes das comissões deem encaminhamento à apreciação de nomes que ainda não foram deliberados, como é o caso de Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Davi Alcolumbre (DEM-AP).
“Confiamos na oportunidade desse esforço concentrado. A minha pretensão, como presidente, é esgotar a apreciação das indicações que estão feitas ao Senado”, afirmou Pacheco em Portugal, onde participa do Fórum Jurídico de Lisboa.
O senador ainda destacou o papel constitucional de apreciar indicações, não só ao STF, mas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além de embaixadores, diretores e conselheiros de agências.
“Nós temos que exercer o nosso dever constitucional de apreciação, e eu quero muito chegar ao fim do ano com esse assunto resolvido”, disse. O mutirão de sabatinas foi uma estratégia decidida pela presidência do Senado. “Obviamente, todos os presidentes e membros das comissões estão cientes de que é uma oportunidade a realização da sabatina e apreciação desses nomes. Se pela aprovação ou rejeição de cada um que está ali, isso é um exercício democrático e soberano do plenário do Senado e das comissões, mas é muito importante nós evoluirmos nas apreciações”, avaliou.
Diferentemente de Pacheco, o presidente da CCJ no Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não tem firmado uma data para deliberar sobre o nome de Mendonça na comissão, ainda que exista forte pressão de membros do colegiado. Na última sessão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) cobrou requerimento por parte do líder do colegiado para agendar a sabatina.
Somente depois de votar o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro na CCJ é que a indicação passa a ser analisada no plenário do Senado, em votação presencial e secreta. O nome de Mendonça foi enviado ao Congresso em julho deste ano. O indicado substituirá o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou.
Críticas
Pela resistência em pautar a sabatina, Alcolumbre tem sido criticado por colegas e pressionado por outros caminhos, como o do questionamento de seu papel como presidente da CCJ diante das denúncias de participação de esquema de rachadinha no próprio gabinete. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou ao STF uma notícia-crime pedindo uma investigação sobre a suposta prática.
Já a bancada do Podemos no Senado Federal pediu o afastamento imediato de Alcolumbre da presidência da CCJ em razão das denúncias. O senador negou o caso e, alegando ter se tornado alvo constante de ataques, afirmou que tomará “as providências necessárias para que as autoridades competentes investiguem os fatos”.
Ao comentar os questionamentos em relação à capacidade de Alcolumbre de se manter na liderança da CCJ, Pacheco afirmou que o colega “tem todas as condições” de exercer seu papel parlamentar. “É o ex-presidente da Casa que merece o meu respeito e tem o direito, como todo cidadão brasileiro, de se defender de todas as acusações que lhe façam. Então, não há motivo para afastamento do presidente Davi e de nenhum outro senador que está à frente da comissão.”
Na avaliação de Pacheco, os ânimos devem se acalmar “na medida em que a CCJ se incumbir do dever de apreciar esses nomes todos, essas indicações”. “Tenho certeza que isso melhora muito o ambiente, melhora muito o clima.”
Empresa de tecnologia afirmou que mandado de segurança em tramitação no STF impede a medida
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR
Em resposta a um requerimento aprovado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, o Google Brasil respondeu que não pode fornecer dados referentes à quebra do sigilo telemático do presidente Jair Bolsonaro. O colegiado havia solicitado dados do chefe do Executivo entre abril do ano passado e o período atual.
A justificativa dada pela gigante de tecnologia foi de que a discussão sobre o fornecimento de dados requisitados pela CPI encontra-se no Supremo Tribunal Federal (STF), no Mandado de Segurança 38.289, impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU), para impedir que os dados telemáticos de Bolsonaro sejam fornecidos.
– Até que sobrevenha decisão quanto ao pedido formulado no mandado de segurança em questão, o Google respeitosamente entende que está impossibilitado de executar a quebra de sigilo telemático objeto do requerimento aprovado por essa Comissão Parlamentar de Inquérito em 26 de outubro último – informou a empresa.
A CPI pediu ao Google os dados cadastrais do líder, “registros de conexão (IPs), informações de Android (IMEI), cópia integral de todo conteúdo armazenado no YouTube, inclusive informações de acessos e relativas a todas as funções administrativas e de edição; e a suspensão do acesso a(s) conta(s) do Presidente da República no YouTube”.
O presidente Jair Bolsonaro foi recebido aos gritos de “mito” e teve seu nome entoado por empresários da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) na noite deste domingo, dia 14, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Os industriais de Minas ofereceram um jantar com ares de apoio político ao presidente, e a ovação se estendeu também a ministros e ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
O jantar ocorreu fora da agenda presidencial. Bolsonaro levou ministros como Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), que ele tenta lançar como candidato ao governo de São Paulo, Tereza Cristina (Agricultura). Ambos foram igualmente aplaudidos.
Os industriais de Minas fecharam uma unidade da churrascaria Fogo de Chão em Dubai para receber Bolsonaro e sua comitiva. O restaurante fica numa zona central nobre de Dubai, com vista para o icônico edifício Burj Khalifa. O arranha-céu com 828 metros é o mais alto do mundo e esteve no roteiro da comitiva do presidente mais cedo, em outra escapada da agenda oficial.
Na porta da churrascaria, o governador Zema e o presidente da entidade, Flávio Roscoe, aguardavam Bolsonaro e ministros. Roscoe disse que a entidade estava oferecendo o jantar ao presidente. Logo a gerência retirou jornalistas do local. O presidente da FIEMG também foi celebrado por seus afiliados pela noite com Bolsonaro.
Questionado pelo Estadão na saída do jantar se teria o voto dos industriais na campanha de 2022, Bolsonaro disse que não estava em busca apoio para a reeleição: “Não vim atrás de apoio político, vim atrás de apoio para o Brasil”.
O presidente disse que o adiamento de sua filiação ao Partido Liberal (PL) foi combinado com o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
Compuseram a mesa na churrascaria típica brasileira os ministros Braga Netto (Defesa), Paulo Guedes (Economia), Carlos França (Itamaraty), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Gilson Machado (Turismo). Também compareceram alguns deputados, entre eles Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho 01 do presidente, e Hélio Lopes (PSL-RJ).
Eles comeram ao som de Águas de Março, em meio a taças de vinho tinto e cortes nobres de carne bovina no espeto oferecida à mesa, no estilo do rodízio brasileiro.
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz
O Partido Liberal (PL) anunciou, neste domingo (14), que o evento de filiação do presidente Jair Bolsonaro à sigla, marcado para 22 de novembro, foi suspenso. E em entrevista ao portal R7, o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, explicou a razão.
O parlamentar afirmou que uma nota emitida pelo PL sobre o apoio da sigla a partidos foi um dos episódios que mais incomodou Jair Bolsonaro.
— Algumas coisas incomodaram um pouco o presidente, como uma nota oficial do PL autorizando executivas de alguns estados a apoiarem alguns partidos que são, no nosso ponto de vista, impossíveis de estarem conosco, como o PT, por exemplo — disse Flávio.
O senador então explicou que alguns problemas de apoio poderiam ser contornados se eles fossem individuais, e não da sigla.
— Certamente o nosso eleitor não entenderia o partido do presidente, o PL, apoiando um candidato a governador de um estado como Pernambuco, por exemplo. É importante que isso fique claro – ressaltou.
Outro ponto apontado pelo senador foi o referente a um questão envolvendo o diretório do partido em São Paulo.
Já ao jornal O Globo, o deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) falou em questões complexas.
– Tem a questão de abrigar os próprios candidatos que o Bolsonaro pretende estar lançando no Senado ou para governador… Mas eu não tenho dúvida que ele vai fechar com o PL que é o melhor partido que ele pode ter para disputar a reeleição. Ele não vai correr o risco de perder um partido do porte do PL, é só questão de ajuste fino mesmo – apontou.
ADIAMENTO Mais cedo, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, enviou uma nota oficial aos deputados com o aviso da suspensão. No documento, Neto informa que o cancelamento foi uma decisão em comum acordo entre membros do partido e o presidente Jair Bolsonaro.
– Após intensa troca de mensagens na madrugada deste domingo, decidimos, de comum acordo, pelo adiamento da anunciada cerimônia de filiação. Portanto, a data de 22 de novembro foi cancelada, não havendo, ainda uma nova data para o compromisso de filiação – diz o documento.
Ministro do STF determinou que defesa preste informações pela participação em entrevista amplamente divulgada por meio de redes sociais sob pena de restabelecimento da prisão.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu neste domingo (14) o deputado Daniel Silveira (PSL-RL) de conceder entrevistas sem autorização judicial.
Na segunda-feira (8), Moraes revogou a prisão preventiva de Silveira e substitui por medidas cautelares. Ele está proibido de ter contato com outros investigados e de frequentar as redes sociais.
Mas, na sexta-feira (12), após a substituição de sua prisão por medidas cautelares, Silveira deu entrevista ao Programa “Pingos nos Is”, da rede Jovem Pan, e voltou a atacar o STF e seus ministros, registra Moraes no seu despacho. A entrevista foi veiculada em diversas redes sociais.
Com isso, o ministro ampliou as restrições e decidiu que o deputado não pode conceder entrevistas. “Determino a imposição de nova medida cautelar, em caráter cumulativo com as estabelecidas na decisão de 8/11/2021, consistente na proibição de conceder qualquer espécie de entrevista, independentemente de seu meio de veiculação, salvo mediante expressa autorização judicial”, escreveu Moraes.
Daniel Silveira é proibido de usar redes sociais
Na decisão, Moraes afirmou que Silveira desrespeitou a ordem de não frequentar toda e qualquer rede social, em nome próprio ou ainda por intermédio de assessores ou de qualquer outra pessoa, física ou jurídica. Para o ministro, o “parlamentar insiste em reiterar as práticas criminosas que levaram à sua prisão e ao oferecimento da denúncia que deu origem a esta ação penal”.
“O réu Daniel Silveira mantém seu total desrespeito à Justiça, a indicar que as medidas cautelares impostas, aparentemente, ainda não se revelam suficientes para cessar o seu periculum liberatis[necessidade de prisão preventiva]”, escreveu.
O ministro deu prazo de 24 horas para que a defesa do deputado preste esclarecimentos “sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas, pela participação de entrevista amplamente divulgada por meio de redes sociais, sob pena de restabelecimento imediato da prisão”.
Em nota enviada ao g1, o advogado do Daniel Silveira disse que vai se manifestar nos autos do processo.
Silveira é réu no Supremo por ataques a ministros da corte e às instituições da República. Ao derrubar a prisão, Alexandre de Moraes lembrou que a ação penal está na reta final para ser julgada e que, por isso, não há mais justificativa para manter o deputado preso. Mas Daniel Silveira está proibido de ter contato com outros investigados e de frequentar as redes sociais.
Ele foi preso em fevereiro, foi para a prisão domiciliar em março e em junho, voltou para ao presídio por desrespeitar o uso de tornozeleira eletrônica.
Levantamento também mostra que terceira via não encontra espaço na disputa
Foto: dole777/Unsplash
Apesar dos indicativos de rejeição em pesquisas eleitorais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda lidera em popularidade nas redes sociais.
É o que aponta uma pesquisa da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que mostra que a queda de interações com o presidente caiu desde agosto deste ano, mas não o tirou da liderança, polarizando com o ex-presidente Lula (PT).
A FGV mostra ainda uma terceira via sem encontrar espaço, mesmo com a chegada do presidenciável Sergio Moro, que repete nas redes sociais a dificuldade do mundo real, de encontrar espaço.
No Twitter, por exemplo, segundo aponta a pesquisa, os principais nomes para 2022 apareceram em 17 milhões de postagens entre 28 de setembro e 10 de novembro.
Embora na liderança, com 41,1% das interações, Bolsonaro apresenta queda constante desde agosto e a maioria das postagens são críticas, sobretudo, pela crise econômica no país e por sua posição contrária à distribuição gratuita de absorventes.
Lula, com 34,9% das interações, vem em segundo, muito à frente dos possíveis candidatos da terceira via. Moro, João Doria e Ciro Gomes não ultrapassam juntos 12% do total das postagens.
O pedetista, porém, tem se destacado e se firma na plataforma como terceiro mais lembrado e mais que dobrou seus números entre agosto e setembro.
Bolsonaro lidera no Facebook com 80% das interações. Lula vem em seguida, com 15%. Nomes da terceira via não apresentam engajamento relevante. Um dos candidatos, Moro nem perfil na rede tem.
Cenário é semelhante no Instagram, mas a entrada do ex-juiz na disputa o fez ultrapassar Lula e ser o segundo com maior número de interações, atrás do presidente Bolsonaro.
No YouTube, Bolsonaro perdeu 50% das visualizações entre agosto e outubro, mas ainda lidera tendo os vídeos de suas lives de quinta-feira como o principal propulsor. Com informações da Folha de S.Paulo.