Senadores governistas elaboraram uma versão do relatório da CPI da Pandemia
A Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado











A versão governista do relatório da CPI da Pandemia recomenda que a Polícia Federal investigue o Consórcio Nordeste sobre a suposta compra superfaturada de R$ 48 milhões de 300 respiradores nos estados. Apesar do pagamento, os equipamentos não foram entregues.

Além disso, o texto organizado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO) com apoio de outros senadores governistas sugere que assembleias legislativas abram investigação sobre a gestão dos governos locais.

A lista ainda está sendo fechada pelo grupo, mas não deverá deixar de fora estados como Bahia e Rio Grande do Norte.

O relatório dos governistas não pede o indiciamento de ninguém, nem de autoridades locais.

Há recomendação de que um observatório seja criado para acompanhar e dar suporte à CPI da Covid-19 no Rio Grande do Norte. Em uma das sessões da comissão local, o secretário-executivo do Consórcio, Carlos Gabas, foi convocado, mas optou pelo silêncio.

Enquanto na versão oficial do relatório, a do senador Renan Calheiros (MDB-AL), o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) tem o indiciamento recomendado, na versão do governo Flávio é um dos formuladores do texto. O relatório paralelo tem cerca de 200 páginas, está pronto e foi encaminhado para impressão na gráfica do Senado.

Procurado, o Consórcio Nordeste argumentou que também pediu para a Polícia Federal investigar a compra dos respiradores que não foram entregues. O grupo acusa o governo federal de não ter coordenado a pandemia, e que isso influenciou na adoção de decisões apressadas e que não deram certo pelos estados.

Para a entidade, houve “ação criminosa de empresários inescrupulosos que, aproveitando-se da pandemia, fizeram uso de documentos falsos no processo de contratação”.

O consórcio alega que rescindiu o contrato e adotou medidas jurídicas cabíveis, declarando a empresa Hempcare Pharma inidônea para licitar e contratar com a Administração Pública. “Para a restituição dos valores pagos, a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) propôs ação judicial, na qual houve o bloqueio de bens e aguarda desfecho perante o Poder Judiciário”.

*CNN Brasil


O ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM), esteve nesta segunda-feira (18) no município de São Gonçalo dos Campos, participando de um encontro político na Fazenda Dona Flor,
organizado pelo ex-prefeito Furão.


Participaram do encontro, o prefeito de
Conceição da Feira, João de Furão e vereadores,
vereadores de São Gonçalo dos Campos e o
vereador de Feira de Santana, Galeguinho.


Foto: EFE/EPA/DNCC

O general Colin Powell, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, morreu nesta segunda-feira (18) aos 84 anos, por complicações relacionadas à Covid-19, de acordo com informação divulgada pela família. Os familiares informaram em nota que Powell já tinha completado o esquema de vacinação contra a Covid-19.

Em postagem em página verificada do Facebook, foi divulgada a morte de “um extraordinário e carinhoso marido, pai, avô e de um grande americano”. O general de quatro estrelas, que nasceu em Nova York, morreu no centro médico militar Walter Reed, que fica nos arreadores de Washington.

Powell foi secretário de Estado no governo do presidente George W. Bush, entre 2001 e 2005. Antes disso, havia sido chefe do Estado Maior Conjunto americano durante a primeira guerra do Golfo, ocorrida de 1989 a 1991.

Tido como um dos homens mais influentes das últimas décadas no mundo, o general viveu momentos delicados na carreira pelo polêmico discurso no Conselho de Segurança da ONU, em 2003. Na ocasião, Powell defendeu a intervenção militar no Iraque, ao garantir que o presidente do país, Saddam Hussein, tinha armas de destruição em massa, o que depois disse ter sido um erro.

Pertencente ao Partido Republicano, o ex-secretário de Estado porém se afastou nos últimos anos da representação. No ano passado, ele até chegou a pedir voto para o democrata Joe Biden, que disputava a presidência com o Donald Trump. Em 2016, ele também já havia sugerido que os eleitores americanos optassem por Hillary Clinton, ao invés do empresário.

*EFE


Relação ainda poderá sofrer alterações

Renan Calheiros, relator da CPI da Covid Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), pretende pedir indiciamento de no mínimo 50 pessoas por crimes de pandemia, infração de medida sanitária, emprego irregular de dinheiro público, falsificação de documentos, prevaricação, crimes contra a humanidade e crimes de responsabilidade.

Uma lista preliminar obtida pelo Antagonista, contém 53 nomes, mas ainda poderá sofrer mudanças. Renan pretende fazer uma exposição mais detalhada dos crimes e participação de todos ao longo da pandemia.

O primeiro nome da lista, o presidente Jair Bolsonaro, é alvo de pelo menos 11 acusações, entre elas homicídio qualificado. Nomes como Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Allan do Santos também aparecem na vasta relação.

Veja a lista completa:

1 – Presidente Jair Bolsonaro;

2- Senador Flávio Bolsonaro;

3 – Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP);

4 – Vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ);

5 – Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga;

6 – Ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni;

7 – Ministro da Defesa (e ex-ministro da Casa Civil), Walter Braga Netto;

8 – Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR);

9 – Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS);

10 – Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ);

11- Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF);

12 – Deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP);

13 – Deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ);

14 – Deputado federal General Girão (PSL-RN);

15 – Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello;

16 – Ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo;

17 – Ex-ministro de Comunicações Fábio Wanjgarten;

18 – Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho no Ministério da Saúde;

19 – Regina Célia de Oliveira, fiscal do contrato da Covaxin;

20 – Ex-secretário executivo da Saúde Elcio Franco;

21 – Ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias;

22 – Ex-diretor da Anvisa José Ricardo Santana;

23 – Marcelo Augusto Xavier da Silva, presidente da Funai;

24 – Robson Santos da Silva, secretário especial de saúde indígena;

25 – Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência;

26 – Médica Nise Yamaguchi;

27 – Virologista Paolo Zanoto;

28 – Tenente-médico da Marinha Luciano Dias Azevedo;

29 – Empresário Luciano Hang;

30 – Empresário Carlos Wizard;

31 – Secretário de ciência, tecnologia, inovação e insumos estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto;

32 – Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos;

33 – Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos;

34 – Coronel Marcelo Bento Pires, ex-coordenador de logística do Ministério da Saúde;

35 – Danilo Trento, diretor de relações institucionais da Precisa Medicamentos;

36 – Marcos Tolentino, dono da FIB Bank;

37 – Raimundo Brasil, sócio da VTCLog;

38 – Andrea Lima, CEO da VTCLog;

39 – Cabo da PM Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati;

40 – Cristiano Carvalho, representante da Davati;

41 – Coronel Helcio Bruno Almeida, proprietário do Instituto Força Brasil;

42 – Pedro Batista Júnior, diretor executivo da Prevent Senior;

43 – Marcellus Campelo, ex-secretário de Saúde do Amazonas;

44 – Túlio da Silveira, advogado da Precisa Medicamentos;

45 – Emanuel Catori, diretor-presidente da Belcher Farmacêutica;

46 – José Alves Filho, representante da farmacêutica Vitamedic;

47 – Otávio Fakhoury, vice-presidente do Instituto Força Brasil;

48 – Allan dos Santos;

49 – Paulo Enéas;

50 – Carlos Adriano Ferraz;

51 – Roberto Goidanich, ex-presidente da Fundação Alexandre Gusmão;

52 – Marconny Faria, lobista ligado a Jair Renan Bolsonaro;

53 – Mauro Luiz de Britto Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina.

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Inclusão do nome do ex-deputado ocorreu neste sábado

Renan Calheiros incluiu Roberto Jefferson em relatório da CPI da Covid Foto: Agência Senado/Waldemir Barreto /Felipe Menezes/PTB Nacional

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, vai pedir o indiciamento do ex-deputado Roberto Jefferson em seu parecer por divulgação de fake news sobre a “disseminação e o tratamento precoce contra a Covid”.

O nome do presidente nacional do PTB foi incluído neste sábado (16).

– Estou concluindo o relatório. Recomendamos a continuidade da apuração e os nomes podem ser indiciados na justiça – afirmou Renan à CNN Brasil.

A defesa de Roberto Jefferson ainda não se manifestou sobre a inclusão do nome do ex-deputado no relatório final da CPI. Ele encontra-se preso há quase dois meses, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Embora ainda não seja consenso na cúpula da CPI, Calheiros disse que mantém o nome do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, entre os pedidos de indiciados. Ele responderia pela época em que atuava como ministro da Casa Civil, no início da pandemia.

A lista de indiciados da CPI da Covid contém mais de 50 nomes indicados por Calheiros. O parlamentar pretende indiciá-los por crimes de pandemia, infração de medida sanitária, emprego irregular de dinheiro público, falsificação de documentos, prevaricação, crimes contra a humanidade e crimes de responsabilidade.

Neste domingo (17), o relator anunciou que a leitura do parecer final da comissão foi adiada. Segundo ele, a decisão foi foi tomada pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

O documento seria lido na próxima terça-feira (19). Ainda não foi estipulada uma nova data para a apresentação do texto.

Informações Pleno News


Foto: Reprodução Facebook

A família Bolsonaro celebrou neste domingo (17) o aniversário de 11 anos de Laura, filha do presidente Jair Bolsonaro e da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O casal presidencial fez um churrasco no Palácio da Alvorada para comemorar o aniversário, que na verdade é nesta segunda-feira (18).
Participaram da festa a primeira filha de Michelle, Letícia Firmo, de 19 anos, e o senador Flávio Bolsonaro. Nos registros nas redes sociais, é possível ver outras crianças no encontro familiar.

O churrasco foi comandado pelos irmãos Joas do Padro Pereira e Josias. Joas é conhecido como Tchê, e ficou famoso nas redes sociais como ‘Churrasqueiro dos Artistas’. Recentemente ele virou funcionário oficial do Alvorada.

*Pleno.News


CPI da Pandemia faz sessão administrativa após advogados do depoente informarem que não houve tempo hábil para garantir a presença do médico no colegiado
Foto: Pedro França

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), adiou em um dia a leitura do relatório final do colegiado. Prevista inicialmente para ocorrer na terça-feira (19), a leitura será feita na quarta-feira (20). Já a votação do relatório, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), está marcada para a terça-feira da semana seguinte, dia 26. A decisão pelo adiamento foi do presidente da comissão.

Os integrantes da CPI ainda terão mais um dia de oitivas amanhã (18). Pela manhã, será ouvido o integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Nelson Mussolini. À tarde, serão ouvidas pessoas que perderam amigos e parentes para a covid-19. Todas as regiões do país serão representadas entre os depoentes.

Ao longo de seis meses de duração, a CPI ouviu integrantes do governo federal e alguns de seus apoiadores, empresários, ex-ministros da Saúde, deputados, médicos e cientistas. O objetivo da CPI é apontar as responsabilidades, tanto do governo federal quanto de empresas que atuaram no combate à pandemia, em eventuais omissões que provocaram mortes.

*Agência Brasil


Foto: : PR/Alan Santos

O presidente Jair Bolsonaro reagiu ao fato de Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, pedir seu indiciamento por ao menos onze crimes no relatório final.

Além de ironizar o parlamentar, Bolsonaro disse que chamar Renan de bandido seria um elogio.

– Sabia que eu fui indiciado hoje por homicídio? Alguém está sabendo aí? A CPI me indiciou por homicídio. O Renan Calheiros me indiciou por homicídio. Onze crimes. O Renan me chama de homicida. Um bandido daquele. Bandido é elogio para ele – disse ao conversar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro também apontou que o colegiado deveria apontar eventuais falhas cometidas por governadores e responsabilizá-los.

O relatório final da CPI da Covid deve indiciar o presidente Jair Bolsonaro por pelo menos 11 crimes: charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; prevaricação; genocídio de indígenas; epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; emprego irregular de verbas públicas; crime contra a humanidade; crime de violação de direito social; e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

Na manhã deste sábado (16), o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que ainda não há consenso entre os senadores sobre as conclusões no relatório de Renan Calheiros.

*Pleno.News


O União Brasil tinha a promessa de ter a “maior fatia do fundo eleitoral”

Carla Zambelli deverá seguir para futuro partido de Jair Bolsonaro Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Os planos do União Brasil de ser um “superpartido” podem não ser concretizados. Um levantamento feito pelo jornal O Globo mostra que mais de 40% dos deputados federais eleitos pelo PSL já admitem deixar a legenda que resultou da fusão entre o DEM e o PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a pesquisa, dos 54 deputados em exercício eleitos pelo PSL, 23 confirmaram saída (42,6%), 16 disseram que vão permanecer (29,6%), seis ainda não decidiram (11,1%) e nove não responderam (16,6%). Os respectivos nomes dos parlamentares não chegou a ser detalhado.

Entre as razões mais citadas pelos parlamentares que vão deixar a legenda, estaria a declaração de Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, de que a União Brasil terá candidato próprio à Presidência, o que conflita com aqueles que apoiam a reeleição de Jair Bolsonaro.

– O novo partido e seus futuros dirigentes dão a entender que vão apoiar uma terceira via, e não faz sentido ficar em um partido que não vai apoiar o presidente – afirmou o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO).

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) deverá seguir para o partido ao qual Bolsonaro finalmente se filiará.

– Qualquer partido que receber Bolsonaro, se não é grande, passará a ser tratado como – disse a deputada.

Ao jornal carioca, Luciano Bivar disse que “todos que permanecerem serão bem-vindos” e que espera repor as saídas.

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Presidente reclamou de repercussão de possível indiciamento

Presidente Jair Bolsonaro reclamou de repercussão da CPI com indiciamento Foto: EFE/Joédson Alves

O presidente Jair Bolsonaro ironizou seu provável indiciamento no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Em conversa com apoiadores na entrada do Palácio do Planalto, Bolsonaro disse que não vai “nem dormir”.

– O Renan tá achando que eu não vou dormir porque tá me chamando de homicida, tá de sacanagem, né? O que se passa na cabeça do Renan Calheiros naquela CPI com esse indiciamento? – questionou.

Bolsonaro ainda reclamou da repercussão da acusação perante o mundo. O presidente também apontou a seletividade nas investigações da CPI, que optou por não apurar, por exemplo, escândalos de corrupção envolvendo o Consórcio Nordeste.

– Esse indiciamento, para o mundo todo vai que eu sou homicida. Eu não vi nenhum chefe de estado [refere-se a governadores] ser acusado de ser homicida no Brasil por causa da pandemia. E olha que eu dei dinheiro pra todos eles. Agora, o Renan Calheiros não se interessou em apurar o Consórcio Nordeste, o Carlos Gabas – completou.

O relatório final da CPI da Covid deve indiciar o presidente Jair Bolsonaro por pelo menos 11 crimes: charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; prevaricação; genocídio de indígenas; epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; emprego irregular de verbas públicas; crime contra a humanidade; crime de violação de direito social; e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

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