A oncologista Nise Yamaguchi anunciou nesta terça-feira (21) a sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo estado de São Paulo. Em vídeo publicado nas redes sociais, a médica explicou que tomou essa decisão após o tratamento recebido por ela na CPI da Covid-19. Em sua avaliação, “mais mulheres de bem têm que ocupar” as cadeiras no Senado.
– Eu sou pré-candidata ao Senado pelo estado de São Paulo porque eu acho que mais mulheres de bem têm que ocupar aquela cadeira. Não tenho partido, não sou política, não sei ainda qual partido eu vou acolher. Mas eu sei que eu vou ser uma pessoa independente – declarou.
A médica destacou que, ainda que não vença, sua recompensa será ter “pontuado” que os “excluídos” também precisam ter voz.
– Se eu não ganhar, eu vou ter pontuado que nós, sim, precisamos ter voz. Temos que dar voz aos excluídos, temos que dar voz à verdade, temos que defender o que podemos para salvar as pessoas, as crianças, nesse momento. Então, queridos, é com muita tranquilidade que eu tomei essa decisão – acrescentou.
Nise ganhou mais proeminência durante a pandemia, ao defender o chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19.
A edição do Natal de Conquistas deste ano, no município de Mutuípe, na região do Vale do Jiquiriçá, contou com a participação do pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto e do possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo. O evento foi coordenado pelo prefeito Digão e pela secretária de Ação Social, Meire Rocha. Ainda estiveram presentes os deputados estaduais Pedro Tavares e Dal.
Também participaram do evento o prefeito Marcelo, do município de Governador Mangabeira e Baleia de São Miguel das Matas. Os ex-prefeitos Giuliano de Jaguaquara com vereadores; Fred e Ivan de Ubaira com vereadores e líderes políticos de toda região do Vale do Jiquiriçá. Lideranças dos municípios de Lage, Castro Alves, Valença, Amargosa, Cruz das Almas, Santa Inês e Itiruçu.
A proposta de reajuste para o servidor público do Estado, enviado pelo governador Rui Costa à Alba, não contempla a categoria. O destaque é do deputado estadual Carlos Geilson (PSDB), que neste instante discursa em plenário.
Segundo o deputado, a disputa eleitoral do proximo ano é o motivo da proposta de reajuste.
O último reajuste do servidor público da Bahia foi em 2015.
Filiado ao Podemos há pouco mais de um mês, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro usou sua conta oficial no Twitter nesta segunda-feira (20) para ironizar o encontro entre o ex-presidente Lula (PT) e Geraldo Alckmin (sem partido). Os dois se reuniram no domingo (19) em um jantar em que discutiram a formação da possível chapa para 2022.
“Impressão minha ou ontem assistimos a um jantar comemorativo da impunidade da grande corrupção?”, questionou Moro na publicação.
Impressão minha ou ontem assistimos a um jantar comemorativo da impunidade da grande corrupção?
— Sergio Moro (@SF_Moro) December 20, 2021 Pesquisa Ipec de intenção de voto à Presidência, divulgada na semana passada, apontou que o ex-juiz tem 6% das intenções de voto, patamar distante dos primeiros colocados Jair Bolsonaro (21%) e Lula (48%). Dirigentes do Podemos afirmam, entretanto, que pesquisas internas dão a Moro 11%.
Pré-candidato a governador disse ainda esperar que o governo conceda mesmo reajuste aos funcionários públicos, mas criticou que a medida aconteça apenas às vésperas da eleição e após tantos anos sem aumento salarial
Foto: Gilberto Júnior
O pré-candidato a governador, ACM Neto, afirmou que, caso seja eleito, irá valorizar as carreiras do serviço público do estado, que são, nas palavras dele, fundamentais: “sem eles a gente não vai pra lugar nenhum”. Em entrevista à imprensa em Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, Neto disse ainda esperar que o governo conceda mesmo reajuste aos funcionários públicos, mas criticou que a medida aconteça apenas às vésperas da eleição e após tantos anos sem aumento salarial.
“Se você conversar hoje com os funcionários públicos, vai ouvir lamentações, queixas e muitas críticas em relação à postura adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos. Mais uma vez, se aproximando da eleição, agora depois de tantos anos sem reajuste, o governador está sinalizando que vai dar algum reajuste. A gente sabe que muito disso é porque a eleição está se aproximando. Espero que ele dê. Espero que a nossa movimentação política na Bahia resulte em alguma coisa boa, que eles façam alguma coisa pelos baianos, nesse caso especificamente pelos servidores públicos”, disse.
Ele reforçou que, caso seja eleito governador, irá valorizar o serviço público. “Eu acredito muito na carreira e nas carreiras de estado. Os servidores são fundamentais, sem eles a gente não vai pra lugar nenhum. O Estado só é eficiente, só consegue entregar os resultados esperados pela população, pelo cidadão, se tem um servidor motivado, que trabalhe, que vista a camisa, que acredite no seu serviço”, salientou.
Neto voltou a destacar também sua proposta de descentralização administrativa do estado. Ele citou a criação das prefeituras-bairro quando foi prefeito de Salvador. “Fizemos um modelo que deu muito certo, que acumula milhões de atendimentos, que levou o braço da prefeitura para várias regiões da cidade, que aproximou a prefeitura dos bairros distantes”, frisou.
“Eu entendo que é preciso tirar o governo da capital, do centro administrativo, levar o governo para cada lugar da Bahia. Existem muitos lugares que, pela distância territorial, há um sentimento de ausência do governo do estado. Nós temos que substituir esse sentimento por proximidade, e é o que eu pretendo fazer caso eu tenha a oportunidade de ser governador. Nós vamos dividir a Bahia nas suas macrorregiões, e cada uma vai ter uma estrutura administrativa com um braço de gestão do Governo do Estado. Não apenas para levar serviços, mas para levar também o poder de decisão, que é o mais importante”, acrescentou.
Questionado pela imprensa sobre visitas do governador Rui Costa (PT) na região, ACM Neto disse que sua “movimentação política em vários municípios tem provocado que o estado” também se mobilize. “Em muitos lugares, quando eu anuncio dias antes, poucos dias antes o governador resolve ir, ou poucos dias depois. Que bom, eu celebro e comemoro que isso aconteça e espero que de fato os investimentos cheguem na ponta”, disse.
“Lamento apenas que isso esteja acontecendo já no oitavo ano do governo dele e no décimo sexto ano quase do governo do PT, porque eu acredito que uma política correta, ações públicas efetivas acontecem e precisam acontecer ao longo de todo o mandato, do primeiro dia quando o governador senta cadeira em diante. Não pode ser uma coisa eventual. Não pode ser uma coisa nas vésperas da eleição. Nós sabemos que aqui na Bahia quando a eleição se aproxima eles se movimentam, inclusive procuram muitos prefeitos, oferecem convênios, prometem obras, algumas são iniciadas e muitas sem a execução necessária, ficam na promessa”, complementou.
Neto ainda destacou que, caso seja eleito, todas as ações positivas que forem iniciadas agora serão continuadas. “Agora, o eleitor sabe, o cidadão sabe distinguir com toda tranquilidade, sabe separar o joio do trigo, sabe compreender quem é que trabalha ao longo de todo o seu mandato e quem só trabalha e só faz alguma coisa quando a eleição se aproxima”, criticou.
Evento reuniu diversos políticos de esquerda e opositores do governo como Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros
Alckmin ao lado de Lula Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
Possíveis integrantes da mesma chapa nas eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, realizaram sua primeira reunião pública na noite deste domingo (19), em meio a discussões sobre uma possível parceria no pleito do próximo ano.
O encontro entre os dois ocorre durante um jantar promovido pelo grupo de advogados Prerrogativas, que contou com 500 convidados no restaurante A Figueira Rubaiyat, em São Paulo. O nome de Alckmin tem sido cotado para compor uma chapa com o petista há bastante tempo e o evento marcaria o aumento dessa aproximação entre os dois.
O jantar ocorre após Alckmin oficializar sua saída do PSDB, anunciada durante a última semana. A migração do ex-governador também foi vista como um avanço na direção da formação da chapa, articulada sobretudo pelo ex-governador Márcio França (PSB) e pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT).
Além dos dois, confirmaram presença no jantar: Gleisi Hoffmann, deputada e presidente do PT; Gilberto Kassab, presidente do PSD; os governadores do Piauí, Wellington Dias, e de Pernambuco, Paulo Câmara; os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL); e o deputado federal Rodrigo Maia (Sem Partido-RJ).
O advogado José Antonio Kast, de direita, ligou para seu opositor para parabenizá-lo pela vitória
Esquerdista Gabriel Boric venceu a eleição no Chile Foto: EFE/Elvis Gonzáles
O candidato de esquerda Gabriel Boric foi eleito como novo presidente do Chile na noite deste domingo (19). Aos 35 anos, Boric é deputado e ex-líder estudantil e está filiado ao partido Convergência Social. O adversário nas urnas foi o advogado José Antonio Kast, de direita, filiado ao Partido Republicano.
Kast reconheceu a derrota e ligou para Boric para parabenizá-lo pela vitória. Até as 19h45 deste domingo, com 92,12% das urnas apuradas, Boric tinha 55,73% dos votos válidos, totalizando 4.205.799 votos, contra 44,27% de Kast, que aparecia com 3.340.774 votos.
As urnas abriram às 8h (horário de Brasília) e fecharam às 18h, quando a apuração dos votos começou. Os votos ainda estão sendo contabilizados. Boric havia ficado em segundo lugar no primeiro turno, com 25,82%. Já Kast teve 27,91%.
Assim como o cenário que parece se avizinhar para 2022 no Brasil, Gabriel Boric e José Antonio Kast, representantes de lados opostos do espectro político, e disputaram cada voto do eleitorado em um pleito bastante polarizado, com pesquisas que apontavam resultados bastantes apertados, o que foi percebido no placar do primeiro turno.
O assessor parlamentar Paulo Boudens segue lotado no gabinete do senador, com um salário de quase R$ 23 mil
Ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Apesar de ser apontado como o possível operador do suposto esquema de rachadinha envolvendo o ex-presidente do Senado e atual presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), o assessor parlamentar Paulo Boudens não foi exonerado e segue trabalhando no gabinete do parlamentar, onde ganha R$ 22,9 mil por mês.
Boudens foi ouvido, na última sexta-feira (17), pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sobre o suposto esquema. Ex-chefe de gabinete do ex-presidente do Senado. Ele foi exonerado do cargo em fevereiro deste ano, segundo registro do Diário Oficial da União (DOU), e passou a trabalhar como assessor parlamentar de Alcolumbre.
Quando o caso das supostas rachadinhas foi revelado pela revista Veja, em 29 de outubro, Alcolumbre negou as acusações e jogou a responsabilidade para seu ex-chefe de gabinete. O senador disse se concentrar nas atividades legislativas e assegurou que questões administrativas, como a contratação de funcionários, ficavam a cargo de Paulo Boudens.
Na reportagem da revista sobre o caso, uma das ex-funcionárias que fizeram a denúncia, a dona de casa Jessyca Priscylla de Vasconcelos Pires, confirmou que sacava o dinheiro relativo ao salário na boca do caixa, retirava sua parte, que era de 800 reais, e entregava o restante, cerca de 5.000 reais, a uma pessoa indicada por Paulo Boudens.
Procurado pelo site Metrópoles para explicar porque manteve Paulo Boudens como funcionário e quais atividades o assessor parlamentar tem desempenhado, o senador Davi Alcolumbre não respondeu. O advogado Alexandre Queiroz, representante de Boudens, também foi procurado pelo site e, assim como o parlamentar, não se manifestou.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou atrás e disse neste domingo (19) que o atual vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), pode ser o escolhido para compor, outra vez, a chapa presidencial durante as eleições do ano que vem.
Conforme divulgou o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o anúncio foi feito durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O chefe do Executivo foi questionado por uma jornalista da VTV, afiliada do SBT, se Mourão continuaria como vice em 2022. Bolsonaro disse que ainda está vendo como a situação ficará para o próximo ano.
“O vice está aí. Mourão é o vice. A gente vai ver como é que fica no ano que vem. Tem pessoas que querem ser vice – normal. Eu vou escolher um vice, pode ser ate o próprio Mourão. Mas um vice que agregue e tenha conhecimento de Brasil, que ajude”, declarou o presidente, que está no litoral paulista. A declaração sinaliza um recuo em falas recentes do presidente, que dizia não querer repetir a chapa presidencial de 2018 nas eleições do próximo ano.
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz
Neste domingo (19), o presidente Jair Bolsonaro disse durante uma entrevista que Hamilton Mourão, seu atual vice, pode se manter no cargo para as eleições de 2022. A declaração foi dada no Litoral paulista, onde o presidente deve passar os próximos dias.
Bolsonaro destacou que o vice-presidente deve ser alguém com conhecimento de Brasil.
– O vice está aí. Mourão é o vice. A gente vai ver como é que fica no ano que vem. Tem pessoas que querem ser vice. Eu vou escolher um vice; pode ser até o próprio Mourão. Mas um vice que agregue e tenha conhecimento de Brasil, que ajude – falou.
Ele afirmou ainda que seu cargo de presidente da República não é fácil.