Presidente francês disse que premiê britânico não é “sério”
Boris Johnson e Emmanuel Macron Foto: EFE/EPA/ROBERT PERRY
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta sexta-feira (26), que o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, deveria “levar a sério” a crise migratória no Canal da Mancha ou “permanecer calado”.
O dia de fúria de Macron começou após Johnson publicar um plano de ação com cinco pontos no Twitter, em vez de recorrer aos canais diplomáticos tradicionais.
– A comunicação de um líder com o outro, sobre questões tão graves, não pode ser feita por tuítes – disparou o francês.
No plano, Johnson sugere que a França receba de volta todos os imigrantes apreendidos em praias britânicas após a travessia do Canal da Mancha. Gabriel Attal, porta-voz do governo francês, chamou a carta do premiê britânico de “medíocre em termos de conteúdo e inapropriada no que diz respeito à forma”.
– Estamos cansados dessa conversa fiada e da terceirização de problemas do Reino Unido – disse Attal, em entrevista à BFM TV.
A irritação de Macron fez o tom de agressividade entre os dois vizinhos subir ontem mais um degrau. Mas não ficou apenas na retórica. A França também retirou o convite à ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel, para participar de uma discussão com vários países sobre o assunto no domingo.
O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, disse que a reunião com Holanda, Bélgica e Alemanha está de pé, mas sem a presença dos britânicos.
TRAGÉDIA A mais nova troca de acusações entre os dois países começou na quarta-feira (24), após a morte de 27 imigrantes que se afogaram perto de Dunquerque, a caminho da Inglaterra. Paris reclama que o Reino Unido atrai imigrantes ilegais com uma política frouxa de fiscalização. Londres diz que autoridades francesas não têm se empenhado em conter os botes que partem de suas praias.
Macron e Johnson, segundo analistas, estariam se aproveitando da crise para marcar pontos políticos. O presidente francês disputa a reeleição em abril e precisa conter o avanço da extrema-direita, que deve explorar a questão migratória na campanha.
O premiê britânico enfrenta um fogo de conservadores e nacionalistas, como Nigel Farage. Para eles, o objetivo do Brexit era retomar o controle das fronteiras. Em vez disso, milhares de imigrantes têm chegado às praias do país sob o olhar perdido de Johnson.
A oposição aproveitou a crise para atacar o premiê. Nick Thomas-Symonds, um dos líderes do Partido Trabalhista, disse que publicar uma carta no Twitter foi um “erro de julgamento grave”.
– Retirar o convite à ministra do Interior é uma humilhação para o primeiro-ministro, que perdeu completamente o controle da situação no Canal da Mancha – disse.
DISPUTAS A questão migratória é apenas um capítulo na rápida deterioração da relação entre os dois vizinhos. Nos últimos meses, França e Reino Unido vivem às turras em disputas relacionadas ao Brexit, principalmente sobre licenças de pesca.
Nesta sexta, pescadores franceses ameaçaram bloquear o acesso a três portos no Canal da Mancha, e também ao Eurotúnel, para exigir a concessão rápida de autorizações pesqueiras, previstas após a saída dos britânicos da UE.
Presidente falou sobre a variante Omicron e disse que o governo irá tomar medidas racionais
Presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil não aguenta um novo lockdown Foto: Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta sexta-feira (26), sobre a nova variante da Covid-19 que vem causando preocupação pelo mundo, a Omicron.
Em conversa com a imprensa após participar de cerimônia militar no Rio de Janeiro (RJ), Bolsonaro afirmou que o Brasil “não aguenta mais um lockdown”. A informação foi dada pelo jornal Folha de S.Paulo.
A nova variante foi identificada na África do Sul, mas também está presente em outros países do continente africano, entre os quais Botsuana, Suazilândia, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.
Ao falar sobre essa variante, Bolsonaro afirmou que serão adotadas “medidas racionais”.
– O Brasil não aguenta mais um lockdown. Conversei com o almirante Barra Torres [presidente da Anvisa], com o Ciro [Nogueira], da Casa Civil, discutindo Argentina. Quem vem da Argentina de carro para cá, sem problemas. Quem vier de avião tem que ficar quatro dias em quarentena. Vamos tomar medidas racionais – apontou.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já chegou a publicar uma nota recomendando que o Brasil adote medidas de restrição relativas a voos de viajantes destes seis países.
Pastor Eurico protocolou uma PEC sugerindo a medida
Desfile no Sambódromo do Rio no Carnaval de 2015 Foto: Reprodução/Google Street View
A comemoração do Carnaval pode ser cancelada em todo o Brasil no ano de 2022. Isso porque o deputado federal pastor Eurico protocolou nesta quinta-feira (25) um Projeto de Lei (PL) para impedir a realização do evento devido à pandemia de Covid-19.
O deputado defende que “cancelar a celebração do Carnaval em todo o país é uma medida sensata para evitar possíveis curvas invisíveis de contágio e o surgimento de novas variantes do vírus. Não podemos esmorecer agora, no final desta guerra, e permitir que a população de todo o Brasil seja exposta a esse risco”.
Se aprovado, o projeto proibirá a realização de “quaisquer festas, blocos carnavalescos ou eventos de pré-Carnaval, em ambientes abertos ou fechados, promovidos por iniciativa pública ou privada” durante o ano de 2022.
Deputado pastor Eurico, autor da proposta Foto: Câmara dos Deputados/Reila Maria
Durante a semana, o Carnaval foi mencionado por diversas autoridades que se manifestaram contra e a favor do evento. O presidente Jair Bolsonaro disse que, por ele, não haverá Carnaval. Houve municípios de São Paulo que anunciaram o cancelamento da festa. No entanto, a capital de São Paulo e a do Rio de Janeiro anunciaram que manterão às atividades relacionadas à festividade.
A CPI da Covid do Rio Grande do Norte, que investiga o caso dos respiradores, tem literalmente tirado o sono do governador Rui Costa (PT). Fontes do Palácio de Ondina revelaram que o petista tem tido dificuldades para dormir diante do avanço das investigações e da dimensão em termos de visibilidade que vem ganhando o trabalho conduzido por deputados potiguares. Para completar, cresceu um rumor de que a Polícia Federal prepara uma operação que deve atingir em cheio os supostos responsáveis pelo esquema, alguns deles ligados ao Governo da Bahia. Embora Rui diga que defende a apuração, aliados admitem que o governador baiano anda muito preocupado.
No rastro do dinheiro
Apesar de Rui tentar se isentar, o fato é que, segundo integrantes da CPI, pelo menos metade dos R$ 50 milhões, que foram pagos pelos estados do Nordeste e não foram devolvidos, foram destinados para propina a agentes públicos e estão agora nos bolsos de alguém. Com base em documentos sigilosos, os deputados que participam da comissão querem construir o caminho do dinheiro para identificar para onde foram os recursos desviados. Garantem ainda que os empresários que participaram do “negócio” estão doidos para abrir a boca e fazer delação, mostrando detalhadamente o caminho do dinheiro. Vai ser um Deus nos acuda!
Manda mais
Pelo que tem sido apontado até o momento, o ex-secretário Bruno Dauster é considerado o principal agente público operador do esquema. Segundo integrantes da CPI, ele teria pedido à Hempcare, empresa contratada para entregar os respiradores, para aumentar o valor do contrato e, assim, “crescer o bolo” da propina. Dizem ainda que o contrato foi feito somente para desviar recursos, uma vez que cláusulas de garantia foram retiradas.
Menino travesso
Além do ex-secretário Bruno Dauster, um dos alvos das investigações é uma figura com forte ligação com o senador Jaques Wagner (PT). Ele é considerado um importante intermediário na negociação feita entre o Consórcio Nordeste e as empresas que seriam responsáveis pela entrega dos respiradores. O cidadão já está no radar da CPI.
Presente indigesto
O relatório final da CPI deve ser apresentado e votado até meados de dezembro e, pouco antes do Natal, vai ser entregue à Procuradoria Geral da República (PGR). Líderes da comissão potiguar dizem que o presente de Papai Noel não vai ser nada agradável para os integrantes do Consórcio Nordeste, em especial aos baianos.
CPI na Bahia
Enquanto isso, deputados governistas na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) estão preocupados com a possibilidade de abertura de uma CPI no estado. Nas últimas semanas, alguns deputados da Oposição começaram a fazer sondagens sobre a criação de uma comissão para investigar o caso dos respiradores, uma vez que a Bahia está no centro das investigações. O movimento tem crescido e já ganha adeptos até mesmo entre parlamentares que, por enquanto, são aliados de Rui Costa. Se de fato uma CPI for aberta, o bambu vai gemer para a turma de Rui e Wagner.
Visita
Nesta semana, inclusive, um grupo de deputados estaduais da oposição foi ao Rio Grande do Norte para uma reunião com integrantes da CPI potiguar. Um deles revelou à coluna que voltou abismado com as informações e que o esquema é mais grave do que se imagina.
Virado na P
Um experiente deputado federal do PT tem soltado cobras e lagartos contra o governador Rui Costa. O parlamentar havia se comprometido a votar em Arthur Lira (PP) na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e iria ganhar emendas extras, mas mudou o voto para Baleia Rossi (MDB) a pedido de Rui, que prometeu compensar com investimentos em bases do petista. Resultado: até agora nada para o deputado, que não tem escondido sua insatisfação.
Proeza
O líder do governo na ALBA, Rosemberg Pinto (PT), tem degradado gregos e troianos na CPI da Coelba, que ainda não emplacou no Legislativo. O petista quer emplacar presidência e relatoria do colegiado com deputados governistas, o que gerou revolta na oposição, que já ameaça retirar apoio ao colegiado. Até mesmo o deputado Tum (PSC), governista e autor do pedido de abertura da investigação, não está satisfeito e anda reclamando do desequilíbrio e teme uma perda de credibilidade da CPI. Vale recordar, dizem oposicionistas, que foi Rosemberg que propôs uma reunião a portas fechadas com a Coelba, ideia que foi refutada por Tum e pela oposição.
O dia D
O evento que vai oficializar, na próxima quinta-feira (2), a pré-candidatura do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (Democratas) ao governo do estado tem movimentado os bastidores da política do estado. O encontro, que deve reunir representantes de todas as 417 cidades da Bahia, terá a presença de integrantes dos partidos da base aliada de Neto. Também são esperadas algumas surpresas – leia-se: políticos que ainda não declararam formalmente apoio a Neto. O que se comenta é que a lista dos que vão ao lançamento da pré-candidatura já é grande, mas é também considerável a relação dos querem, mas ainda não podem. “Ainda”, ressalta um cacique. 2022 promete!
Reforços à vista
O burburinho também está entre deputados hoje aliados ao PT. Uma influente deputada estadual de um dos maiores partidos da base, por exemplo, já não esconde sua insatisfação com o governo e pretende em breve migrar para o grupo de Neto. Outro deputado federal do PP já é dado como certo no lado do ex-prefeito da capital.
O candidato a governador do estado, ACM Neto (DEM) e o possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM), participaram do lançamento da pré-campanha de Marisete Bastos para o cargo de deputada federal e Karlúcia Macêdo para deputada estadual.
O evento foi coordenado pelo prefeito de Barreiras, Zito Barbosa e contou com a presença de lideranças políticas de toda região.
A declaração foi dada pelo presidente durante uma entrevista à Rádio Sociedade da Bahia
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira (25), que uma nova onda da Covid-19 está vindo no mundo. A declaração foi dada durante uma entrevista à Rádio Sociedade da Bahia.
Bolsonaro comentava o aumento de casos da doença pelo mundo quando afirmou que “os problemas estão aí”.
– Outra onda, sim, está vindo. Eu não sei se é [por causa de] outra cepa de vírus ou se acabou a validade das vacinas tomadas por lá. Os problemas estão aí – ressaltou.
Bolsonaro afirmou que o problema terá que ser enfrentado por todos.
– É uma realidade que temos que enfrentar. Não adianta a gente esconder e nem culpar ninguém por essa tragédia que está acontecendo no mundo todo – destacou.
Durante a entrevista, o presidente também falou sobre a vacina contra a Covid-19.
– A vacina deve ter uma validade. Seis meses depois, os anticorpos estão mais baixos. Já quem tem a doença conta com muito mais imunidade – apontou.
Órgão vai analisar dados bancários e celular do advogado de Adélio Bispo
Adélio Bispo Foto: Reprodução/Print de vídeo do depoimento de Adélio Bispo
A Polícia Federal reabriu a investigação sobre o atentado a faca contra o presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018. O inquérito foi retomado após o sinal verde do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, que no início do mês derrubou as restrições que vinham travando as apurações.
A PF poderá agora analisar o material obtido a partir da quebra de sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que na época do crime defendeu Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada.
O delegado Rodrigo Morais Fernandes também poderá acessar o conteúdo da operação que fez buscas no escritório do advogado, ainda em 2018. Na ocasião, os agentes apreenderam celular, livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários, mas não puderam se debruçar sobre o material por decisão liminar da Justiça, anulada no último dia 3 pelo TRF1.
A linha de investigação retomada pela PF busca verificar se alguém pagou pelo trabalho de Zanone no caso ou se o advogado assumiu a defesa de Adélio para ganhar visibilidade.
Em etapas anteriores, a Polícia Federal concluiu que Adélio agiu sozinho, sem cúmplices ou mandantes.
Ele também foi considerado incapaz de responder pelo crime por sofrer distúrbios psicológicos e cumpre medida de segurança na penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, por tempo indeterminado.
Segundo o senador, críticos estão envolvendo sua religião
Davi Alcolumbre está postergando sabatina de André Mendonça por quatro meses Foto: EFE/Joédson Alves
Alvo de críticas, Davi Alcolumbre (DEM-AP) se queixou na reunião da CCJ desta quarta-feira (24), de adversários que vincularam o atraso na sabatina de André Mendonça, que é evangélico, à sua orientação religiosa – judaica.
– Chegou-se ao cúmulo de transformar uma questão política institucional em um embate religioso, é inadmissível isso – disse Alcolumbre.
– Fico muito triste com isso porque minha relação com o povo evangélico é extraordinária em meu estado – completou o senador.
Na sessão ainda em andamento, Esperidião Amin (PP) chamou Alcolumbre de “súdito rebelde” por estar desrespeitando o regimento do Senado pela demora na sabatina de Mendonça.
Amin disse que seu protesto contra Alcolumbre não é “religioso, político ou pessoal”.
– Eu desejo e cobrarei ostensivamente o cumprimento do regimento, que está sendo descumprido – disparou.
Indicado em julho deste ano pelo presidente Jair Bolsonaro para a cadeira deixada pelo ex-ministro Marco Aurélio de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), a sabatina de Mendonça está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) há mais de 120 dias.
Plenário da Câmara dos Deputados Foto: Reprodução/Câmara dos deputados
Nesta quinta-feira (25), a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) que substitui o programa Bolsa Família pelo Auxílio Brasil. Com a medida, também foram alterados os critério para o recebimento do benefício, além da inclusão de novos critérios de incentivos ao esporte, desempenho em estudos e inserção produtiva.
A proposta prevê o pagamento do Auxílio Brasil e famílias em situação de pobreza com renda familiar per capita mensal entre R$ 105 e R$ 210. Famílias em situação de extrema pobreza e com renda familiar per capita mensal igual ou inferior a R$ 105 também terão direito ao benefício.
Os deputados também votaram seis destaques ao texto, mas só aprovaram um que inclui o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) na lei.
Além disso, a MP ainda define o programa o Alimenta Brasil, que substitui o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
O texto agora segue para análise no Senado e precisa ser a provado até o dia 7 de dezembro, do contrário a MP perde a validade.
Senador participou de conversas com dirigentes do partido
Presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ Antonio Lacerda
Na próxima semana, o presidente Jair Bolsonaro irá se filiar ao Partido Liberal. A cerimônia de filiação está marcada para ocorrer na terça-feira (30), e de acordo com o site Poder 360, o PL também planeja filiar o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).
A data da filiação de Bolsonaro foi informada pelo PL na última terça (23). O anúncio ocorreu após uma reunião entre Bolsonaro e o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, no Palácio do Planalto.
De acordo com o veículo, Flávio se reuniu com a cúpula do PL e acertou detalhes para ingressar no partido. A expectativa é que a filiação do senador aconteça no mesmo dia.
Ainda segundo o Poder 360, Bolsonaro pediu a Valdemar Costa Neto que a cerimônia de filiação seja discreta.