O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou atrás e disse neste domingo (19) que o atual vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), pode ser o escolhido para compor, outra vez, a chapa presidencial durante as eleições do ano que vem.
Conforme divulgou o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o anúncio foi feito durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O chefe do Executivo foi questionado por uma jornalista da VTV, afiliada do SBT, se Mourão continuaria como vice em 2022. Bolsonaro disse que ainda está vendo como a situação ficará para o próximo ano.
“O vice está aí. Mourão é o vice. A gente vai ver como é que fica no ano que vem. Tem pessoas que querem ser vice – normal. Eu vou escolher um vice, pode ser ate o próprio Mourão. Mas um vice que agregue e tenha conhecimento de Brasil, que ajude”, declarou o presidente, que está no litoral paulista. A declaração sinaliza um recuo em falas recentes do presidente, que dizia não querer repetir a chapa presidencial de 2018 nas eleições do próximo ano.
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz
Neste domingo (19), o presidente Jair Bolsonaro disse durante uma entrevista que Hamilton Mourão, seu atual vice, pode se manter no cargo para as eleições de 2022. A declaração foi dada no Litoral paulista, onde o presidente deve passar os próximos dias.
Bolsonaro destacou que o vice-presidente deve ser alguém com conhecimento de Brasil.
– O vice está aí. Mourão é o vice. A gente vai ver como é que fica no ano que vem. Tem pessoas que querem ser vice. Eu vou escolher um vice; pode ser até o próprio Mourão. Mas um vice que agregue e tenha conhecimento de Brasil, que ajude – falou.
Ele afirmou ainda que seu cargo de presidente da República não é fácil.
“Porque não tinham essa porcaria criminosa do passaporte de vacinação”, disse o secretário especial de Cultura
Secretário especial de Cultura, Mario Frias Foto: Roberto Castro/Mtur
O secretário especial de Cultura, Mario Frias, usou as redes socais no sábado (18) para revelar que sua esposa Juliana Camatti da Silva e sua filha Laura foram expulsas de um hotel, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o episódio ocorreu porque as duas não tinham o passaporte da vacina contra a Covid-19.
No Twitter, Frias protestou contra a exigência do comprovante de vacinação.
– Estou viajando a trabalho, quando recebo a notícia de que minha esposa foi expulsa de um hotel no Rio de Janeiro, junto com minha filha de 10 anos, porque não tinham essa porcaria criminosa do passaporte de vacinação. Descobri que isso se deu por causa de um decreto criminoso, onde um burocrata de merda se comporta como um tirano de bordel. É inacreditável o rumo que o mundo está tomando! Um m**** inútil ter a coragem de impedir minha família de ter um teto para dormir às 21h da noite é criminoso. O mais revoltante é que, enquanto eles tratam o povo como escravo, estão por aí farreando e bebendo, como canalhas hipócritas que são – declarou.
Ele disse ainda que irá mover uma ação judicial contra os responsáveis pela expulsão de sua esposa e filha.
– Irei processar todos os responsáveis por esse ato. Vocês não irão tomar minha liberdade e da minha família sem que eu lute por ela. Vagabundos – escreveu.
Distribuição será feita pelo consórcio Covax Facility, da OMS
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
O governo Bolsonaro doará 30 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus a países de renda baixa e média, por meio do consórcio da OMS, Covax Facility. Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o anúncio deve ser feito nesta segunda-feira (20).
Para o Ministério da Saúde, o repasse não impactará na vacinação brasileira, que já é considerada pelo governo como bem sucedida. Até o fim do ano de 2022, o país receberá mais 770 milhões de doses de imunizantes anticovid.
Em outubro deste ano, durante a Cúpula do G20, o governo brasileiro assumiu o compromisso de solidariedade para com os países com baixos índices de vacinação. Atualmente, apenas metade da população mundial recebeu ao menos uma dose de vacina.
Gabriel Boric (à esquerda) e José Antonio Kast (à direita) disputam segundo turno no Chile Imagem: EPA
Segundo turno da eleição presidencial definirá se o país dará uma guinada à direita ou à esquerda.
O segundo turno da eleição presidencial deste domingo no Chile definirá se o país dará uma guinada à direita ou à esquerda.
Os eleitores decidirão entre os candidatos José Antonio Kast, da extrema direita, e Gabriel Boric, da esquerda e também chamado de “extrema esquerda” por seu opositor.
Ex-deputado por quatro mandatos seguidos, Kast, da Frente Social Cristã, diz que esta é uma eleição entre a “liberdade” e os “comunistas”, em referência ao Partido Comunista que faz parte da coalizão do adversário político.
Ex-líder estudantil e deputado, com fama de ter capacidade de diálogo com diferentes setores, Boric, da coalizão Apruebo Dignidad, diz, por sua vez, que esta é uma eleição entre um “pinochetista” conservador e o bem-estar dos chilenos.
E disse, mais de uma vez, que se eleito será ele e não o Partido Comunista quem governará o país.
O eleito assumirá a Presidência em março do ano que vem.
Após o primeiro turno, realizado em novembro, os dois candidatos se aliaram a outros ramos ideológicos da política nacional.
Kast aglutinou integrantes do governo do presidente Sebastián Piñera, de direita, a sua equipe, e passou a contar com respaldo até de uma feminista, após ter sido criticado por excluir as mulheres de suas propostas no primeiro turno.
Alguns setores passaram a chamar Boric de “socialdemocrata”, depois que ele buscou o respaldo dos ex-presidentes Ricardo Lagos e Michelle Bachelet, que integraram a histórica coalizão de centro-esquerda Concertación, que governou o país por quase 20 anos, após a saída do ditador Augusto Pinochet (1973-1990).
O foco na tentativa de ampliação do eleitorado, com adaptações nos discursos, na campanha deste segundo turno, foi tamanho que um presidenciável chegou a dizer ao outro, nos debates, mais de uma vez: “Você está cada vez mais parecido comigo”.
Mas o que está em jogo nesta eleição? O principal é se o país continuará aprofundando as mudanças sociais reivindicadas durante o tsunami de protestos realizados em 2019 – chamado de ‘estallido social’ (explosão social) – ou se caminhará para uma agenda mais conservadora, por exemplo em relação às liberdades individuais.
Deus e agnóstico
Candidato mais votado no primeiro turno, Kast, de 55 anos, é contra a legalização do aborto, rejeitou a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada há poucos dias, e cita Deus em seus discursos.
Kast foi o candidato mais votado no primeiro turno
Imagem: EPA
Porém, foi, principalmente, seu discurso sobre a segurança pública que atraiu o eleitorado, segundo analistas chilenos.
Boric, de 35 anos, respaldou e levantou as bandeiras das iniciativas reprovadas pelo adversário político – aborto, casamento gay e a realização da Assembleia Constituinte para a redação da primeira Carta Magna da democracia.
Boric (pronuncia-se Borich) declara-se agnóstico, mas diz que respeita todas as expressões de fé e que “há muito para se aprender na Bíblia”.
Além dos perfis comportamentais adversos defendidos pelos presidenciáveis para a sociedade chilena, as urnas definirão se querem os projetos de Kast ou de Boric para a imigração, para a economia e para a segurança pública.
O eleito terá ainda o desafio de governar com a possibilidade de a Assembleia Constituinte definir sobre questões ligadas ao seu mandato.
Analistas chilenos resumem que, se Kast for eleito, o mercado financeiro deverá comemorar, mas as manifestações de rua prometem ganhar força.
Se Boric for eleito, especula-se que a tendência será a invertida: decepção no mercado financeiro e possível trégua nos protestos.
Boric levanta as bandeiras das iniciativas reprovadas pelo adversário, como aborto e casamento gayImagem: EPA
Os dois afirmam que podem “garantir a governabilidade” do Chile e – por isso e pela busca de mais eleitores – realizaram as alianças que no primeiro turno pareciam impensáveis.
Dicotomia
O eleito receberá um país com uma série de demandas, como disse à BBC News Brasil o analista de pesquisas Roberto Izikson, gerente de assuntos públicos e estudos qualitativos da empresa de opinião Cadem, de Santiago.
“Chegamos a esta eleição com uma crise política profunda, crise de liderança, crise institucional, crise social, crise econômica e encaramos essa eleição em um Chile novo. Um Chile de incertezas e de medos, mas também de sonhos e de expectativas e associadas ao processo constitucional”, disse Izikson.
Segundo ele, é a primeira vez na história do país que dois candidatos “tão antagônicos” disputam a cadeira do palácio presidencial La Moneda.
Na sua visão, esta é uma eleição entre as mudanças que garantam os direitos sociais, como habitação, aposentadorias, além de educação, saúde e assuntos relacionados ao meio ambiente e ao feminismo.
E o outro lado dessa série de reivindicações está ligado “à ordem, ao retorno da paz social, a governabilidade, a preocupação com a segurança pública, a imigração e o conflito na região da Araucanía (entre mapuches e policiais militares)”.
No Chile, observadores que acompanham de perto esta corrida eleitoral e até aliados de Boric acreditam que existam eleitores de Kast que são “envergonhados”.
Eleição de Boric pode gerar decepção no mercado financeiro, mas possível trégua nos protestos, segundo analistasImagem: EPA
Entrevistado pela BBC News Brasil, o candidato presidencial derrotado no primeiro turno, Marco Enriquez-Ominami, acha que “os ventos sopram a favor de Boric, mas as ondas de março serão desafiantes”.
Sem maioria no Congresso Nacional, tanto Kast como Boric precisarão negociar a aprovação de seus projetos, sejam quem for eleito.
O senador Manuel José Ossandón, que passou a apoiar Kast e o vê como favorito, defende que o candidato da extrema direita garantiria maior estabilidade econômica, crescimento econômico e segurança pública, que são os assuntos que “realmente preocupam os chilenos”, em sua opinião.
Privatizações
Na prática, Kast defende a maior abertura comercial do país, que já possui uma lista ampla de relações de livre comércio com países e continentes, que incluem os Estados Unidos e a China, por exemplo.
Kast questionou que a empresa símbolo do país, a Companhia Nacional de Cobre (Codelco), seja uma estatal e o mesmo em relação à emissora de televisão TVN, uma das principais do Chile.
Boric, por sua vez, foi apontado pelos aliados de Kast “de querer estatizar tudo”. Como disse um analista da emissora de televisão TVN, “o fantasma das ideias do Partido Comunista perseguirão Boric”.
O candidato descartou a possibilidade e disse que seu programa de governo prevê “um Estado de bem-estar”, com atenção voltada para a inclusão social, a educação e a saúde – no estilo do britânico National Health Service (NHS), que inspirou o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.
Boric foi um dos líderes dos protestos pela educação pública no país. Em um dos debates com seu adversário, o candidato disse seu projeto é de um governo com “parceria pública-privada” na área econômica.
Inflação
País com cerca de 19 milhões de habitantes, o Chile deverá registrar crescimento econômico de 12% em 2021, segundo o Banco Central do país.
Para 2022, a expectativa é de aumento das taxas de juros para conter a inflação que deverá chegar a 6% neste ano – índice acima do previsto e que, pela primeira vez em muito tempo, entrou no radar de preocupação dos chilenos.
O cenário econômico afetaria o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, que teria resultado tímido no primeiro ano de gestão do próximo presidente do país.
Analistas acreditam que se Kast for eleito o mercado financeiro deverá comemorar, mas as manifestações de rua prometem ganhar forçaImagem: Reuters
No Chile, existe uma persistente desigualdade social, uma das heranças do período em que o ditador Augusto Pinochet governou o país, entre 1973 e 1990, e foi combatida pela coalizão de centro-esquerda Concertación, fragmentada e derrotada em eleições recentes, mas que pode contribuir para a definição deste segundo turno – pelas presenças de Lagos e de Bachelet, seja para engordar ou emagrecer as intenções de voto em um ou de outro candidato, dependendo da confiança que podem gerar ou não em setores do eleitorado.
O presidente eleito deverá lidar com a insatisfação popular ligada à essa desigualdade, ao temor com a segurança pública e ao cansaço com os políticos.
O gerente da empresa de opinião Cadem observou que, a cada eleição, a participação do eleitorado é menor. E lembrou que o ex-candidato Franco Parisi, que fez campanha dos Estados Unidos, recebeu mais votos (12,8%) que candidatos de partidos tradicionais, como Yasna Provoste, da Democracia Cristã (DC). No primeiro turno a participação do eleitorado não chegou a 50%.
Grades para imigrantes
O Chile tem recebido forte influxo de imigrantes, principalmente venezuelanos.
Kast ratificou sua proposta de construir grades nas fronteiras para controlar a imigração.
Esse parece ser um dos assuntos centrais para o eleitorado, principalmente da região de fronteira, onde Boric, com discurso mais humanista, teve a menor votação no primeiro turno.
Após idas e vindas, Boric disse que também vai controlar os que entram no país e exigirá visto, que deve ser emitido no país de origem, para os que queiram ingressar no território chileno.
Ele ressalvou, porém, que não permitirá que famílias sejam separadas, como ocorreu nos Estados Unidos, por exemplo.
Os destinos do Chile, a partir desta eleição de domingo, incluem como o tráfico de drogas será combatido.
Os dois presidenciáveis afirmaram, durante os debates televisivos, que hoje os policiais sabem onde os líderes das quadrilhas estão, mas temem entrar por não usarem equipamentos adequados.
Neste ponto, Kast foi mais enfático de Boric ao dizer que “os narcotraficantes não podem ser permitidos” no país.
Os dois concordaram em “fortalecer as polícias”.
Apesar de mudanças nos discursos na reta final da campanha, está claro que o Chile dará uma guinada neste domingo – resta ver se será à direita ou à esquerda.
“Cem anos depois de Marx, sabemos da falácia do seu raciocínio; o tempo livre do animal laborans (animal trabalhador) nunca é gasto em nada a não ser no consumo e, quanto mais tempo ele adquire, mais gananciosos e vorazes se tornam seus apetites. ” – (“A Condição Humana” – Hannah Arendt).
Davaneio e fantasias são próprios dos seres humanos. Luis XIV, da França, o “Rei Sol”, teve uma inspiração divina: sonhou e tornou realidade “Versalhes”, erguendo-o a custa da miséria e sofrimento do povo francês. O STF brasileiro vive no paraíso dos deuses e sonha dominar o Brasil e os brasileiros através de leis inventadas por eles mesmos. 22% dos Municípios brasileiros erguidos pela força dos trabalhadores, sonham sair da miséria e quem sabe, um dia, aumentar seus parcos orçamentos.
Símbolo da Monarquia absoluta, “Versalhes” não desapareceu no tempo. Continua de pé e atrai milhares de pessoas, todos os anos, ávidas por observar a obra: possui 2 153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1 250 lareiras e 700 hectares de parque. Nesse bastião dourado o “Rei Sol” organizava e controlava com mão de ferro o governo e o povo francês.
Platão, no Livro V de A República, afirma que “Estado Ideal” deve ter como governo homens superiores, um governo de sábios, éticos, administradores impolutos, guardiões da República, esteios da moralidade, livres das tentações do mundo, da corrupção, da maldade, das vaidades, da imoralidade, do cinismo.
Os 11 Ministros do STF afirmam serem os “Guardiões da República, da Constituição, das Leis”, mas contrariando Platão e imitando o luxo e a pompa de “Versalhes”, o STF possui “116 faxineiros, 24 copeiros e 27 garçons — daqueles que usam gravata borboleta e luvas brancas, e mais de 80 secretárias, quase 300 seguranças e 12 auxiliares de desenvolvimento infantil para os filhos dos servidores”.
“São mais de 800 terceirizados dando expediente na mais alta Corte do país, composta pelos ministros e ainda 2 mil servidores requisitados e concursados”.
Como seres divinos enrolados em suas capas negras, aparecem apenas os 11 nas transmissões da TV Justiça, mas cada Ministro, repito, cada Ministro possui de 20 a 30 funcionários para fazer e auxiliar o trabalho para o qual foram nomeados.
Em 23/09/2021, o jornalista Lúcio Vaz – Gazeta do Povo, publicava:
“O Supremo Tribunal Federal vive um mundo paralelo, com milhões de reais investidos em segurança armada, carros blindados, sala vip no aeroporto e jantares nababescos, com direito a bacalhau, lagosta, camarão, vinhos e espumantes com pelo menos quatro premiações internacionais, servidos em taças de cristal, e café à francesa. As mordomias estão registradas nos contratos do STF nos últimos três anos. No mundo real, milhões de brasileiros convivem com a violência e a fome, nas favelas, nos sertões”.
O jornalista Bernardo Bittar, da revista Poder, escreveu em 11/04/2020:
“Quem aceita um cafezinho nos gabinetes de qualquer um dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sai encantado com a gentileza dos garçons e com a ótima qualidade da bebida, servida em xícaras de porcelana personalizadas com a balança da Justiça”.
Sem ter xícaras personalizadas, segundo o IBGE, o Brasil possui 1.257 municípios brasileiros com menos de 5 mil habitantes e, pelos cálculos da CNM, 1.217 não são viáveis financeiramente. Essas prefeituras gastaram, em 2018, R$ 4,5 milhões com a estrutura administrativa, mas geraram apenas R$ 3 milhões de receitas.
Em 2019 os 11 Ministros tiveram um orçamento de R$ 741,4 milhões!
Em 2020 os 11 Ministros gastaram R$ 686,7 milhões!
Em 2021 os 11 Ministros gastaram R$ 712,46 milhões!
Mas, 1217 cidades, 2% da população brasileira (4.234.044 habitantes) sobrevivem, cada uma, com um orçamento de R$ 4,5 milhões por ano!
Segundo a Revista Veja o orçamento do STF para 2022 será de R$ 767 milhões de reais, 56,6 milhões a mais do que o de 2021.
O Senador Jorge Cajuru já usou a tribuna do Senado para afirmar:
“Os números assustam: além dos benefícios com moradia e alimentação, que despendem um recurso público muito acima da média brasileira, os ministros ainda contam com auxílio-funeral e de natalidade, R$ 1,5 milhão para auxílio-moradia dos 11 ministros (uma média de R$ 11 mil por mês a cada um). Agregado a isso, somam-se R$ 12 milhões com auxílio-alimentação, cerca de R$ 90 mil por mês”.
O site Mises publicou “Quem vigia o STF? ”, onde afirma:
“Segundo muitos juristas, o Supremo Tribunal Federal está há mais de seis meses descumprindo a lei e a própria Constituição Federal no caso do inquérito sobre fake news. Sem ouvir o Ministério Público, tem:
a) censurado a imprensa, caso de “O Antagonista” e da “Crusoé”, que noticiaram a ligação entre o presidente do STF e a Odebrecht (o “amigo do amigo do meu pai”);
b) ordenado apreensões de computadores e proibições de uso de redes sociais ao redor do país, inclusive contra um general da reserva;
c) demitido fiscais da Receita Federal que investigavam familiares de ministros do STF;
d) ordenado busca e apreensão no escritório de advocacia do ex-procurador-geral Rodrigo Janot com base em um “não-crime ocorrido vários anos antes”;
e) investigado em sigilo um “número desconhecido de cidadãos”.
Para o ex-ministro do STF Ayres Britto, “o Judiciário não pode ser nascente, corrente e foz de um mesmo rio, ou seja, não pode simultaneamente investigar, acusar e julgar, atos que, segundo qualquer ordenamento sério, são competência de órgãos distintos”.
Luís XIV, Luís XV, Luís XVI e o absolutismo viraram poeira. Mas “Versalhes” sobreviveu como museu, como símbolo da corrupção.
Os Municípios brasileiros, alienados da realidade, esperam pacientemente que alguém os tire da situação de penúria a que estão submetidos.
O STF é a Versalhes brasileira habitada por homens-deuses que abrem a boca e, cinicamente, falam ao povo brasileiro de justiça, de fome, de bondade, de fake news, enquanto se esbaldam na riqueza.
Discorrem para um povo que imaginam imbecilizado e acham justo ter à sua disposição mais de 3 mil funcionários para auxiliá-los a tomar “decisões que esvaziam atribuições da União e do Presidente, soltam ladrões ricos e empreiteiros que confessaram roubos e devolveram 4 bilhões de reais, encarceram jornalistas e deputados, perseguem e prendem apoiadores do Presidente afirmando que seus atos são “antidemocráticos”, fazem críticas públicas inoportunas e de caráter político-ideológico, adotam um duplo padrão de tratamento…além de assegurar que as esquerdas derrotadas nas urnas, continuem governando sem voto por meio de decisões judiciais”.
“A Justiça brasileira não é apenas um desastre para o cidadão a quem deveria servir. É, também, o caminho da fortuna para quem recebe o presente de construir suas obras”. (J.R. Guzzo – Jornalista).
Deputado se manifestou por meio das redes sociais, neste sábado
Deputado federal Eduardo Bolsonaro Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Neste sábado (18), o deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para criticar Sergio Moro. O parlamentar reagiu a uma publicação do ex-juiz a respeito do Fundo Eleitoral.
No Twitter, Moro destacou que seu partido se opôs ao Fundo Eleitoral.
– O Podemos se opôs ao aumento do Fundo Eleitoral – escreveu.
Eduardo rebateu, destacando que Moro “não tem moral nenhuma para apontar o dedo na cara de ninguém no Congresso”.
– Com salário de R$ 20.000/mês do fundo partidário para passar o dia tuitando, não tem moral nenhuma para apontar o dedo na cara de ninguém no Congresso.
Ao todo, 317 deputados e 53 senadores optaram por aprovar o Fundão de R$ 5,7 bilhões para 2022
Congresso Nacional Foto: EFE/EPA/ROBERT GHEMENT
Na sexta-feira (17), a Câmara dos Deputados e o Senado Federal votaram o veto determinado pelo presidente Jair Bolsonaro ao aumento do Fundo Eleitoral, o chamado “Fundão”, para R$ 5,7 bilhões no pleito de 2022. Nas duas Casas, o veto do chefe do Executivo ao acréscimo no valor foi derrubado, oficializando assim o aumento.
Na Câmara, a derrubada do veto recebeu 317 adesões contra 146 votos negativos. Já no Senado, foram 53 votos favoráveis à queda da decisão de Bolsonaro, contra apenas 21 apoios à determinação presidencial.
Com a derrubada, o fundo de financiamento da campanha de 2022 alcançará a maior quantia da história. Criado em 2017, o “Fundão” havia ficado em torno de R$ 2 bilhões em todos os anos eleitorais desde então.
Confira abaixo quais deputados e senadores votaram pela queda do veto presidencial ao aumento (em ordem alfabética):
CÂMARA DOS DEPUTADOS Abílio Santana (PL-BA) Abou Anni (PSL-SP) Acácio Favacho (PROS-AP) Adolfo Viana (PSDB-BA) Adriano do Baldy (PP-GO) Aécio Neves (PSDB-MG) Aelton Freitas (PL-MG) Afonso Florence (PT-BA) Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) Airton Faleiro (PT-PA) Alceu Moreira (MDB-RS) Alcides Rodrigues (Patriota-GO) Alencar S. Braga (PT-SP) Alessandro Molon (PSB-RJ) Alex Santana (PDT-BA) Alexandre Leite (DEM-SP) Alexandre Padilha (PT-SP) Alice Portugal (PCdoB-BA) Aliel Machado (PSB-PR) Aline Gurgel (Republicanos-AP) Altineu Côrtes (PL-RJ) Aluisio Mendes (PSC-MA) Amaro Neto (Republicanos-ES) André Abdon (PP-AP) André de Paula (PSD-PE) André Figueiredo (PDT-CE) André Fufuca (PP-MA) Angela Amin (PP-SC) Antonio Brito (PSD-BA) Arlindo Chinaglia (PT-SP) Aroldo Martins (Republicanos-PR) Arthur O. Maia (DEM-BA) Átila Lins (PP-AM) Átila Lira (PP-PI) Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) Bacelar (Podemos-BA) Baleia Rossi (MDB-SP) Benedita da Silva (PT-RJ) Beto Faro (PT-PA) Beto Pereira (PSDB-MS) Beto Rosado (PP-RN) Bira do Pindaré (PSB-MA) Bohn Gass (PT-RS) Bosco Costa (PL-SE) Bosco Saraiva (Solidariedade-AM) Bozzella (PSL-SP) Cacá Leão (PP-BA) Camilo Capiberibe (PSB-AP) Cap. Fábio Abreu (PL-PI) Carlos Bezerra (MDB-MT) Carlos Chiodini (MDB-SC) Carlos Gaguim (DEM-TO) Carlos Veras (PT-PE) Carlos Zarattini (PT-SP) Cássio Andrade (PSB-PA) Celina Leão (PP-DF) Célio Moura (PT-TO) Celso Maldaner (MDB-SC) Celso Sabino (PSL-PA) Cezinha Madureira (PSD-SP) Charlles Evangelis (PSL-MG) Chico D´Angelo (PDT-RJ) Chiquinho Brazão (Avante-RJ) Christiane Yared (PL-PR) Christino Aureo (PP-RJ) Claudio Cajado (PP-BA) Cleber Verde (Republicanos-MA) Covatti Filho (PP-RS) Cristiano Vale (PL-PA) Dagoberto Nogueira (PDT-MS) Damião Feliciano (PDT-PB) Daniel Almeida (PCdoB-BA) Daniela Waguinho (MDB-RJ) Danilo Cabral (PSB-PE) Danilo Forte (PSDB-CE) Darci de Matos (PSD-SC) Delegado Waldir (PSL-GO) Denis Bezerra (PSB-CE) Diego Andrade (PSD-MG) Dimas Fabiano (PP-MG) Domingos Neto (PSD-CE) Domingos Sávio (PSDB-MG) Dr. Jaziel (PL-CE) Dr. Leonardo (Solidariedade-MT) Dr.Luiz Antonio Jr (PP-RJ) Dra. Vanda Milani (Solidariedadeade-AC) Dulce Miranda (MDB-TO) Edilazio Junior (PSD-MA) Edio Lopes (PL-RR) Eduardo Barbosa (PSDB-MG) Eduardo Bismarck (PDT-CE) Eduardo Costa (PTB-PA) Eduardo da Fonte (PP-PE) Efraim Filho (DEM-PB) Elias Vaz (PSB-GO) Elmar Nascimento (DEM-BA) Ely Santos (Republicanos-SP) Enio Verri (PT-PR) EuclydesPettersen (PSC-MG) Fábio Henrique (PDT-SE) Fábio Mitidieri (PSD-SE) Fábio Ramalho (MDB-MG) Fabio Reis (MDB-SE) Fabio Schiochet (PSL-SC) Fausto Pinato (PP-SP) Felício Laterça (PSL-RJ) FelipeFrancischini (PSL-PR) Fernando Coelho (DEM-PE) FernandoMonteiro (PP-PE) FernandoRodolfo (PL-PE) FernandoRodolfo (PL-PE) Francisco Jr. (PSD-GO) Franco Cartafina (PP-MG) Fred Costa (Patriota-MG) Frei Anastacio (PT-PB) Gastão Vieira (PROS-MA) Gelson Azevedo (PL-RJ) Genecias Noronha (Solidariedade-CE) Gervásio Maia (PSB-PB) Giacobo (PL-PR) Gil Cutrim (Republicanos-MA) Gilberto Abramo (Republicanos-MG) GilbertoNasciment (PSC-SP) Giovani Cherini (PL-RS) Giovani Feltes (MDB-RS) Glaustin da Fokus (PSC-GO) Gleisi Hoffmann (PT-PR) Greyce Elias (Avante-MG) Guilherme Mussi (PP-SP) Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE) Haroldo Cathedral (PSD-RR) Heitor Freire (PSL-CE) Heitor Schuch (PSB-RS) Helder Salomão (PT-ES) Hélio Leite (DEM-PA) Henrique Fontana (PT-RS) Hercílio Diniz (MDB-MG) Herculano Passos (MDB-SP) HermesParcianello (MDB-PR) Hildo Rocha (MDB-MA) Hiran Gonçalves (PP-RR) Hugo Leal (PSD-RJ) Hugo Motta (Republicanos-PB) Iracema Portella (PP-PI) Isnaldo Bulhões Jr (MDB-AL) Jandira Feghali (PCdoB-RJ) Jaqueline Cassol (PP-RO) Jerônimo Goergen (PP-RS) Jesus Sérgio (PDT-AC) Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR) João C. Bacelar (PL-BA) João Campos (Republicanos-GO) João Daniel (PT-SE) João Maia (PL-RN) João Marcelo S. (MDB-MA) Jones Moura (PSD-RJ) Jorge Braz (Republicanos-RJ) Jorge Solla (PT-BA) Jorielson (PL-AP) José Airton (PT-CE) José Guimarães (PT-CE) José Medeiros (Podemos-MT) José Nunes (PSD-BA) José Priante (MDB-PA) José Ricardo (PT-AM) José Rocha (PL-BA) Joseildo Ramos (PT-BA) Josimar Maranhãozinho (PL-MA) Juarez Costa (MDB-MT) Julian Lemos (PSL-PB) Júlio Cesar (PSD-PI) Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) Julio Lopes (PP-RJ) Juninho do Pneu (DEM-RJ) Junior Lourenço (PL-MA) Júnior Mano (PL-CE) Juscelino Filho (DEM-MA) Laercio Oliveira (PP-SE) Laerte Bessa (PL-DF) Lafayette Andrada (Republicanos-MG) Lauriete (PSC-ES) Leandre (PV-PR) Leda Sadala (Avante-AP) Leo de Brito (PT-AC) Leonardo Monteiro (PT-MG) Leonardo Picciani (MDB-RJ) Leônidas Cristino (PDT-CE) Leur Lomanto Jr. (DEM-BA) Lídice da Mata (PSB-BA) Lincoln Portela (PL-MG) Lucas Vergilio (Solidariedade-GO) Luciano Bivar (PSL-PE) Luciano Ducci (PSB-PR) Lucio Mosquini (MDB-RO) Luis Tibé (Avante-MG) Luisa Canziani (PTB-PR) Luiz Antônio Corrêa (PL-RJ) Luiz Carlos Motta (PL-SP) Luizianne Lins (PT-CE) Magda Mofatto (PL-GO) Marcelo Aro (PP-MG) Marcelo Freixo (PSB-RJ) Marcelo Nilo (PSB-BA) Marcio Alvino (PL-SP) Márcio Biolchi (MDB-RS) Márcio Marinho (Republicanos-BA) Marcos A. Sampaio (MDB-PI) Marcos Soares (DEM-RJ) Margarete Coelho (PP-PI) Mariana Carvalho (PSDB-RO) Marília Arraes (PT-PE) Marina Santos (PL-PI) Mário Heringer (PDT-MG) Mário Negromonte Jr (PP-BA) Marreca Filho (Patriota-MA) Marx Beltrão (PSD-AL) Mauro Lopes (MDB-MG) Merlong Solano (PT-PI) Milton Coelho (PSB-PE) Milton Vieira (Republicanos-SP) Moses Rodrigues (MDB-CE) Nereu Crispim (PSL-RS) Neri Geller (PP-MT) Newton Cardoso Jr (MDB-MG) Nicoletti (PSL-RR) Nilson Pinto (PSDB-PA) Nilto Tatto (PT-SP) Nivaldo Albuquerq (PTB-AL) Odair Cunha (PT-MG) Olival Marques (DEM-PA) Orlando Silva (PCdoB-SP) Osires Damaso (PSC-TO) Osmar Serraglio (PP-PR) Osmar Terra (MDB-RS) Ossesio Silva (Republicanos-PE) Otavio Leite (PSDB-RJ) Ottaci Nascimento (Solidariedadeade-RR) Otto Alencar (PSD-BA) Padre João (PT-MG) Pastor Gil (PL-MA) Patrus Ananias (PT-MG) Paulão (PT-AL) Paulo Azi (DEM-BA) Paulo Guedes (PT-MG) Paulo Magalhães (PSD-BA) Paulo Pereira (Solidariedade-SP) Paulo Pimenta (PT-RS) Paulo Ramos (PDT-RJ) Paulo Teixeira (PT-SP) Paulo V. 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SENADO FEDERAL Ângelo Coronel (PSD-BA) Antônio Anastasia (PSD-MG) Carlos Fávaro (PSD-MT) Carlos Portinho (PL-RJ) Carlos Viana (PSD-MG) Chico Rodrigues (DEM-RR) Chiquinho Feitosa (DEM-CE) Daniella Ribeiro (PP-PB) Dário Berger (MDB-SC) Davi Alcolumbre (DEM-AP) Eduardo Braga (MDB-AM) Eduardo Gomes (MDB-TO) Eliane Nogueira (PP-PI) Elmano Férrer (PP-PI) Esperidião Amin (PP-SC) Fabiano Contarato (PT-ES) Fernando Coelho (MDB-PE) Fernando Collor (PROS-AL) Giordano (MDB-SP) Irajá (PSD-TO) Jader Barbalho (MDB-PA) Jaques Wagner (PT-BA) Jayme Campos (DEM-MT) Jean Paul Prates (PT-RN) Kátia Abreu (PP-TO) Lucas Barreto (PSD-AP) Luis Carlos Heinze (PP-RS) Luiz do Carmo (MDB-GO) Mailza Gomes (PP-AC) Marcelo Castro (MDB-PI) Marcio Bittar (PSL-AC) Marcos Rogério (DEM-RO) Maria do Carmo Alves (DEM-SE) Maria Eliza (MDB-RO) Mecias de Jesus (REPUBLICANOS-RR) Nelsinho Trad (PSD-MS) Nilda Gondim (MDB-PB) Otto Alencar (PSD-BA) Paulo Paim (PT-RS) Paulo Rocha (PT-PA) Roberto Rocha (PSDB-MA) Rogério Carvalho (PT-SE) Romário (PL-RJ) Rose de Freitas (MDB-ES) Sérgio Petecão (PSD-AC) Soraya Thronicke (PSL-MS) Telmário Mota (PROS-RR) Vanderlan Cardoso (PSD-GO) Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) Wellington Fagundes (PL-MT) Weverton (PDT-MA) Zenaide Maia (PROS-RN) Zequinha Marinho (PSC-PA)
Durante conversa com apoiadores, nesta sexta-feira (17), presidente Jair Bolsonaro ironizou a pesquisa Datafolha. Ele deu declarações na área externa do Palácio da Alvorada. As informações são do site O Antagonista.
– Datafolha deu quanto para ele [Lula] no segundo turno? 60 a 30? Tem que ter Datapovo aí – falou.
Na quinta-feira (16), a pesquisa Datafolha apontou Lula na liderança da disputa pela Presidência em 2022.
Quantia bate recorde e será usada para financiar campanhas em 2022
Foto: Pedro França/ Agência Senado
O Congresso Nacional derrubou hoje (17) um veto presidencial e, com isso, ampliou o valor do Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões para mais de R$ 5,7 bilhões. Em agosto, o presidente da República havia vetado essa ampliação quando sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. O trecho, antes vetado e agora derrubado, agora segue para promulgação.
O veto foi primeiro analisado na Câmara e os deputados o derrubaram por um placar de 317 votos a 143. No Senado, foram 53 votos pela derrubada do veto e 21 por sua manutenção. No Senado, assim como na Câmara, o assunto foi alvo de debates.
Para o senador Telmário Mota (Pros-RR), ser a favor do veto, e contra os R$ 5,7 bilhões para as campanhas, é adotar um “discurso fácil e demagógico”. Ele defendeu a derrubada do veto para, segundo ele, trazer igualdade de condições aos candidatos e fortalecer a democracia.
“Como um líder comunitário vai conseguir disputar uma eleição com um grande empresário ou um descendente de uma oligarquia? O sistema de financiamento privado [de campanha] quase comprometeu a democracia brasileira. Escolheu-se o financiamento público. É preciso o financiamento ser igualitário para todos”, afirmou.
Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) se disse “indignado” com tal quantia para o Fundo Eleitoral. Para ele, não é momento do país reverter tal quantia para campanhas políticas. “A manutenção do veto é o mínimo de respeito com um país machucado pela pandemia, com mais de 20 milhões de pessoas passando fome e que agora, no apagar das luzes, se vê no direito de premiar presidentes de partidos e candidatos nas próximas eleições com montanhas de dinheiro público.”
Fundo Eleitoral
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, ou apenas Fundo Eleitoral, foi criado em 2017. Sua criação se seguiu à proibição do financiamento privado de campanhas. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu doações de empresas a campanhas políticas, sob alegações de haver desequilíbrio na disputa política e exercício abusivo do poder econômico.
Sem a verba privada para custear campanhas eleitorais, foi criado o Fundo Eleitoral. Ele é composto de dotações orçamentárias da União, repassadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em até o início do mês de junho, apenas em anos eleitorais. Em 2018, por exemplo, foi repassado aos partidos pouco mais de R$ 1,7 bilhão do Fundo Eleitoral para financiamento de campanhas.