O evento terá a presença da presidente nacional da legenda, deputada Renata Abreu
Na noite desta quinta-feira (24), o Podemos vai anunciar o apoio do partido à pré-candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Governo da Bahia.
O Podemos é a quarta legenda a declarar apoio oficial à pré-candidatura de ACM Neto. Já estão nessa base o Cidadania, o Solidariedade e o PP, que faz parte da chapa com o vice-prefeito da Bahia, João Leão, como pré-candidato ao Senado.
O evento será realizado no auditório do Edifício Tomé de Souza, às 19h, e vai contar com a presença da presidente nacional da sigla, deputada federal Renata Abreu. Na ocasião, o ex-prefeito de Salvador estará à disposição para falar com a imprensa.
No ato, estarão presentes lideranças e parlamentares do Podemos, do União Brasil, e dos demais partidos que apoiam o ex-prefeito.
De acordo com o ministro da Educação, presidente disse não ter visto nada demais em um áudio divulgado nesta semana
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Educação, Milton Ribeiro Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Nesta quarta-feira (23), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, concedeu uma entrevista à CNN Brasil e falou sobre um áudio seu divulgado que apontaria uma suposta influência de pastores no Ministério da Educação. De acordo com o ministro, Bolsonaro disse não ter visto “nada demais” na gravação e que ele segue “firme” no cargo.
– Ele [Bolsonaro] falou que eu permaneço, que eu fico de acordo com a sua confiança (…) Mas o cargo de ministro é de confiança do presidente e se ele quiser e quando quiser, ele pode pedir o cargo – destacou.
A gravação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo na noite desta segunda-feira (21). De acordo com o veículo, dois pastores teriam influenciado o repasse de verbas do Ministério da Educação (MEC), Gilmar Santos e Arilton Moura. Além disso, Milton Ribeiro ainda disse que a medida era um pedido do presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, o ministro explicou o áudio e disse que, “diferentemente do que foi veiculado, a alocação de recursos federais ocorre seguindo a legislação orçamentária, bem como os critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação”. De acordo com ele, não existe “possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”. Além disso, Milton Ribeiro ainda afirmou que “o Presidente da República não pediu atendimento preferencial a ninguém”.
Durante sua entrevista à CNN, o ministro falou sobre a solicitação feita por Bolsonaro e voltou a negar qualquer tipo de orientação para favor alguém.
– Ele só pediu ‘Milton, você pode receber?’. Em nenhum momento o presidente pediu um tratamento especial. Não pediu para atender, pediu para receber (…) Eles pediram a audiência, o presidente pediu para mim e eu atendi – apontou.
Milton Ribeiro também disse que pedidos para atender pastores são comuns.
– Eu recebo muitas pessoas no Ministério da Educação (MEC), inclusive sem mandato. Como que eu vou fazer uma seleção e não aceitar receber pastores? (…) Se for provado que eles fizeram [desvio de verbas], eu fui enganado – ressaltou.
Na tarde de hoje (23), o Presidente da República publicou em suas redes sociais um vídeo mostrando uma “voltinha” que deu na garupa de um moto-táxi na cidade de Quixadá, no Ceará. No vídeo, é possível ver uma multidão de pessoas aclamando Bolsonaro, emocionados com o feito.
Na web, os internautas se disseram orgulhosos: “Esse não tem igual, é o melhor que vocês vão ver”, “Muito diferenciado esse Capitão. Deus abençoe”, “Que lindo que humilde que ele é, Querido por quase todos” foram alguns dos comentários. Veja o vídeo do momento abaixo:
O pré-candidato à Presidência também criticou Guilherme Boulos por aceitar ser aliado do ex-tucano
Ex-ministro Ciro Gomes Reuters
O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, criticou a filiação de Geraldo Alckmin ao PSB nesta quarta-feira (23), durante uma entrevista em Brasília. Ele afirmou que a presença de Lula e Alckmin na mesma chapa é um “conchavo vergonhoso”. “Eu vejo como uma virada paulista. Eu acho um conchavo vergonhoso”, comentou.
Ciro ainda disse que todas as pesquisas sérias o colocam à frente do presidente Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno, além de outros presidenciáveis também, exceto Sergio Moro (Podemos). Esse seria o segundo motivo dele para criticar essa aliança e mudança de partido do ex-governador de São Paulo. “Não foi o Alckmin que mudou, quem mudou foi a vocação para o conchavo que o Lula repete”, explicou o pré-candidato.
Além de todas as avaliações negativas relacionadas a ida de Alckmin ao PSB e a provável chapa com Lula, o petista foi criticado novamente por falar em regulação da mídia. Segundo o próprio Ciro Gomes, o assunto é uma bobagem repetida pelo candidato do PT. “Eu tenho o controle remoto, assisto o que eu quiser, o resto é baboseira lulopetista”, disse Ciro Gomes.
A crítica também se estendeu ao líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL). Para Ciro, Boulos também faz parte desse conchavo, já que antes ele criticava o ex-tucano no caso do dinheiro das merendas. “Foi retirado Boulos, que incrivelmente aceita agora ser aliado do Alckmin. O Boulos no nosso debate dizia: Geraldo Alckmin cadê o dinheiro da merenda? E agora tá lá apoiando o Alckmin. Não foi o Alckmin que mudou, quem mudou não foi a vocação para o conchavo que o Lula repete”, afirmou.
Ciro se refere às denúncias do Ministério Público de São Paulo sobre um esquema de fraude em licitações da merenda escolar em prefeituras e no governo do estado, que pode ter desviado até R$ 2 milhões de recursos públicos. A investigação analisou contratos realizados durante o mandato de Alckmin, em 2014 e 2015, para fornecimento de alimentos e suco de laranja para unidades escolares.
Foto: Câmara dos Deputados/Pablo Valadares // PR/Anderson Riedel
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi condenada em um processo movido pelo empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, por causa de uma acusação feita contra ele nas redes sociais. Na decisão, o juiz determinou a exclusão de trecho da postagem e a indenização de R$ 35 mil a Hang, valor que ele doará para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
A sentença, determinada nesta terça-feira (22) pelo juiz Fábio Luis Decoussau Machado, da 5ª Vara Cível do Foro Central de Curitiba, no Paraná, refere-se à publicação de um vídeo nas redes sociais de Gleisi feita no dia 6 de junho de 2020. Na ocasião, a presidente do PT acusou Luciano de sonegação de impostos.
Em sua decisão, o juiz avaliou que Gleisi “fez afirmações inconsequentes que macularam a honra alheia”. Além disso, Decoussau Machado ressaltou que a alegação de imunidade parlamentar, como apresentada pela defesa da deputada, não poderia ser sustentada pelo fato de que a declaração não se limitou ao debate político.
– Admitir a tese defendida pela parte ré [Gleisi] seria permitir a prática desenfreada de condutas ilícitas com fundamento em comportamentos que, nem de longe, revelam-se inerentes ao exercício de tão nobre cargo – ressaltou o juiz.
Em razão do fato, o magistrado determinou o pagamento da indenização no valor de R$ 35 mil, a exclusão de um trecho de sete segundos do vídeo em que a deputada faz acusações de sonegação contra o empresário, e também que a deputada pague os custos processuais. A exclusão do trecho do vídeo tem prazo de cinco dias para ser feita, sob pena de multa diária no valor de mil reais.
Em entrevista, ontem, à rádio Som Maior, de Criciúma, Santa Catarina, Lula disse que sua candidatura ainda não é prego batido, ponta virada. E repetiu o que já falou tantas vezes.
“Eu ainda não me defini como candidato porque estou esperando conversas com algumas forças políticas. Eu ainda quero fazer uma viagem pelo Brasil. Eu não quero ser apenas o candidato do PT, eu quero ser candidato de um movimento para restabelecer a democracia neste país”.
A pesquisa Quaest, contratada pelo Banco Genial, divulgada na manhã desta quarta-feira (23/03), aponta que Zé Ronaldo (União Brasil), que não deverá ser candidato ao Senado, é o segundo colocado no levantamento. A liderança é do senador Otto Alencar, que disputará a reeleição. Já o vice-governador João Leão (PP), que tem o apoio de Zé Ronaldo (União), aparece em terceiro lugar. Veja abaixo os números:
Cenário I Otto Alencar – 21% Zé Ronaldo – 13% João Leão – 12% Márcio Marinho – 7% Raíssa Soares – 6% Marcelo Nilo – 4% Tâmara Azevedo – 3% Branco/Nulo/Não pretende votar – 26% Indecisos – 9%
Cenário II Otto Alencar – 24% Zé Ronaldo – 16% João Leão – 13% Raíssa Soares – 7% Tâmara Azevedo – 4% Branco/Nulo/Não pretende votar – 29% Indecisos – 7%
Cenário III Otto Alencar – 26% Zé Ronaldo – 20% João Leão – 16% Branco/Nulo/Não pretende votar – 30% Indecisos – 8%
A margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos para mais ou para menos. 95% confiabilidade. 1140 pessoas ouvidas entre 16 e 19/03. Registro no TSE BA-06141/2022.
Pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (23) mostra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) à frente na disputa eleitoral para governador da Bahia, com 66%.
No cenário com mais nomes de pré-candidatos, aparecem a seguir o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), com 5%; o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), com 4%; e o professor Kleber Rosa (PSOL), com 2%
A parcela dos que dizem que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar representa 14% dos entrevistados. Os indecisos somam 9%.
A margem de erro do levantamento é de 2,9 pontos percentuais para mais ou menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.
Foram ouvidas 1.140 pessoas face a face entre os dias 16 e 19 de março. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BA-06141/2022. Primeiro turno
Intenção de voto estimulada para governador da Bahia:
Cenário I
ACM Neto – 66% João Roma – 5% Jerônimo Rodrigues – 4% Kleber Rosa – 2% Branco/Nulo/Não pretende votar – 14% Indecisos – 9%
ACM Neto – 72% João Roma – 10% Branco/Nulo/Não pretende votar – 12% Indecisos – 6%
Cenário III
João Roma – 24% Jerônimo Rodrigues – 18% Branco/Nulo/Não pretende votar – 44% Indecisos – 14%
Senado
A pesquisa Quaest/Genial também traz as intenções de voto para o Senado e mostra o senador Otto Alencar (PSD), que tenta a reeleição, com 21%, seguido pelo ex-deputado federal Zé Ronaldo (União Brasil), com 13%, e pelo vice-governador João Leão (PP), com 12%.
Ainda no cenário com mais possíveis candidatos, aparecem o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos), com 7%; a médica Raíssa Soares (PL), com 6%; o deputado federal Marcelo Nilo (PSB), com 4%; e a socióloga Tâmara Azevedo (PSOL), com 3%.
Os que dizem que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar somam 26% dos entrevistados. Os indecisos representam 9%.
Intenção de voto estimulada para senador na Bahia:
Ex-ministro da Justiça disse que só escapa dos ataques de Gilmar Mendes quem comete crime de corrupção
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: Estadão Conteúdo/Sergio Castro
Nesta terça-feira (22), o pré-candidato do Podemos à Presidência, Sergio Moro, rebateu declarações feitas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e aproveitou para alfinetar o magistrado. De acordo com Moro, a única forma de escapar dos “ataques” de Gilmar seja ao “praticar um crime de corrupção”.
Durante entrevista à Bloomberg, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, narrou uma conversa que teria tido com o presidente Jair Bolsonaro a respeito do ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. De acordo com ele, um dos legados de Bolsonaro foi ter nomeado Sergio Moro e “devolvê-lo para o nada”.
Moro, no entanto, disse que sempre teve compromisso com a Justiça e com o povo brasileiro.
– Talvez a única forma de escapar dos descabidos ataques e das ofensas do Min. Gilmar Mendes seja praticar um crime de corrupção. Mas não farei isso, meu compromisso sempre foi com a Justiça e com o povo brasileiro – apontou.
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria nesta terça-feira (22) para determinar que o ex-procurador Deltan Dallagnol terá de indenizar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por dano moral.
Os ministros do STJ ainda terão de discutir o valor da indenização a ser paga. Dallagnol poderá recorrer da decisão.
O caso envolve uma entrevista coletiva concedida pela Lava Jato em 2016 para apresentar a primeira denúncia contra o ex-presidente Lula. O Ministério Público acusou o petista dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).
Durante a entrevista, Deltan usou uma apresentação de PowerPoint em que o nome de Lula aparecia no centro da tela, cercado por expressões como “petrolão + propinocracia”, “governabilidade corrompida”, “perpetuação criminosa no poder”, “mensalão”, “enriquecimento ilícito”, “José Dirceu”, entre outros.
Na Justiça, a defesa de Lula afirma que o ex-procurador agiu de forma abusiva e ilegal ao apresentar o petista como personagem de esquema de corrupção, procedendo um julgamento antecipado.
O processo chegou ao STJ depois de Lula sofrer duas derrotas na Jusiça de São Paulo, que rejeiotu o pedido de indenização por considerar que não houve excesso.
O voto dos ministros A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Luís Felipe Salomão, que reconheceu o dano moral.
Segundo o ministro, Deltan extrapolou suas funções, provocando danos à imagem, honra e nome de Lula. “Essa espetacularização do episódio não é compatível nem com o que foi objeto da denúncia e nem parece compatível com a seriedade que se exige da apuração desses fatos”, afirmou o ministro.
Salomão disse que Deltan “usou expressões desabonadoras da honra e imagem, e a meu ver não técnicas, como aquelas apresentadas na própria denúncia. Se valeu de power point, que se compunha de diversos círculos, identificados por palavras. As palavras, conforme se observa, se afastavam da nomenclatura típica do direito penal e processual penal.”
O ministro Raul Araújo ainda também reconheceu o dano moral. “Houve excesso de poder. Atuou para além de sua competência legal. O erro originalmente de tudo isso, me parece, deveu-se àquele típico juízo de exceção que se deixou funcionar em Curitiba. Criou-se um juízo universal. Sempre fui um crítico desse funcionamento, a meu ver, anômalo. Levou-se muito tempo para reconhecer e so agora esta corrigindo o desvio”, afirmou.
O que dizem as defesas O advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirmou que Deltan violou seus deveres funcionais. “É legítimo um integrante do Ministério Público convocar uma coletiva na data em que está apresentada uma denúncia para fazer afirmações peremptórias, sem qualquer ressalva, e dando ao público a ideia de condenação daquele que está sendo denunciado? Essa situação fere os direitos da personalidade do cidadão, do jurisdicionado, e por consequência fere dispositivos de lei federal que albergam os direitos de personalidade.”
O ministro ressaltou que o STJ não estava analisando a acusação contra Lula, que inclsuive, foi anulada por decisão do Supremo Tribunal Federal. Nada disso está sendo debatido. Aqui é apenas aquela conduta da entrevista coletiva.”
Zanin disse ainda que o PowerPoint trata do crime de organização criminosa, que não era discutido naquela oportunidade e que o valor da indenização de R$ 1 milhão corresponde a todo o desgaste provocado na imagem nacioal e internacional do petista.
Segundo o advogado, Lula “teve o nome estampado em diversos veículos de comunicação do Brasil e exterior com as frases que constavam no power point que eram agressivas, descabidas e incompatíveis com a realidade dos fatos”.
Responsável pela defesa de Deltan, o advogado Márcio de Andrade afirmou que não houve violação da conduta funcional pelo então procurador.
“A entrevista foi concedida dentro do exercício regular de procurador da República. Os fatos foram apurados pela corregedoria da Procuradoria da República, e também pelo Conselho Nacional do Ministério Público, e também concluíram de forma uníssona: não houve excesso e não houve sanção administrativa”.