“Liberdade, democracia e vidas, não se resolvem em uma mesa de bar”, destacou Fabiana Tronenko
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/Joédson Alves
Nesta segunda-feira (4), a ex-embaixatriz da Ucrânia no Brasil, Fabiana Tronenko, usou as redes sociais para criticar a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito da guerra provocada pela invasão russa. Durante um evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na semana passada, o petista fez uma “piada” e disse que se fosse no Brasil, a questão seria decidida com conversa e cerveja “numa mesa de bar”.
As declarações de Lula foram dadas no evento Democracia e Igualdade, promovido por esquerdistas na universidade, na última quarta-feira (30).
– O povo quer paz, o povo precisa de paz. A quem interessa essa guerra? Aqui no Brasil, a gente conversaria com cerveja, numa mesa de bar. Se não fosse na primeira cerveja, seria na segunda, ou até a caixa acabar – apontou o petista.
Fabiana Tronenko classificou a fala de Lula como falta de respeito.
– Que desrespeito do ex-presidente Lula com o povo ucraniano e com todos os esforços do Presidente Zelensky! Liberdade, democracia e vidas, não se resolvem em uma mesa de bar – escreveu a ex-embaixatriz, no Instagram.
Fotos: EFE/ Joédson Alves, AgNews / Francisco Cepeda, EFE/Giorgio Viera e Thiago Mattos / AgNews
Stores recentes publicados na conta do presidente Jair Bolsonaro vêm chamando atenção por trazerem como trilha sonora canções de artistas opositores ao governo. As músicas, utilizadas em vídeos sobre as realizações da atual gestão federal, são de cantores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta, Priscilla Alcântara e Daniela Mercury.
Nesta última semana, Priscilla afirmou que nunca mais cantaria Liberdade após a obra ser utilizada pelo presidente para tratar da criação de moradias em seu governo. Depois da declaração, a conta do chefe do Executivo voltou a usar as músicas da artista, selecionando Empatia e Fortaleza para os stories deste domingo (3).
O Leãozinho, de Caetano Veloso, também entrou para o repertório, em um vídeo sobre o crescimento da margem de crédito a segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No caso de Gilberto Gil, a canção selecionada foi Andar com Fé, em versão gravada ao lado de Caetano Veloso. A obra deu o tom de um vídeo sobre investimentos da Defesa Civil.
Daniela Mercury também aparece nos stories do chefe do Executivo, com a canção O Canto da Cidade, em divulgação à inauguração de cisternas no Ceará.
Só o Amor, de Preta Gil e Gloria Groove, foi usada em vídeo que defende a privatização dos portos. Você Aqui, de JAMZ e Anitta, e Meu Mundo Azul, de Gustavo Quadros também entraram para a lista.
PROCESSO Todas as canções utilizadas fazem parte da biblioteca digital do Instagram, mas alguns artistas cogitam mover um com processo contra o presidente por utilizá-las em publicações de promoção ao governo.
A companheira de Daniela Mercury, jornalista Malu Mercury, disse ao portal Metrópoles que sua equipe jurídica está analisando a possibilidade.
– Inicialmente, entendemos que ele ficou com ciúme do presidente Lula que jantou essa semana na nossa casa na Bahia com Daniela cantando pessoalmente e ao vivo o Canto da Cidade. O ato do presidente é causa de dano moral por violação de direito autoral assegurado por lei, porque utilizou obra artística para fazer propaganda eleitoral sem permissão – declarou Malu ao colunista Guilherme Amado.
O advogado de Caetano Veloso, Caio Mariano, afirmou ter sido acionado pelo cantor para processar Bolsonaro. Segundo ele, embora as canções estejam na biblioteca da rede social, não há autorização para uso indiscriminado.
– Os políticos de qualquer partido precisam entender que internet não é terra de ninguém e não podem usar músicas autorais sem a autorização dos detentores do direito – assinalou Mariano.
Glausius: o governo do húngarro Viktor Orbán (esquerda) tem adotado práticas autoritárias e Bolsonaro pode se enquadrar no que ela chama de um ‘governo de práticas iliberais’ Imagem: Marcos Corrêa/PR
A extrema-direita conseguiu resultados expressivos nos últimos dias na Europa. Na Hungria, o primeiro-ministro Viktor Orbán saiu como o grande vitorioso nas eleições neste fim de semana, apesar de a oposição ter costurado uma ampla aliança para tentar derrotar o líder populista. “Irmão” de Jair Bolsonaro, o húngaro usou seus mais de dez anos no poder para silenciar a imprensa independente, manobrou para controlar o Judiciário, encolheu o espaço da sociedade civil, reescreveu o passado e dominou o Legislativo.
Na França, a candidata de extrema-direita Marine Le Pen ganha terreno e se aproxima de Emmanuel Macron, faltando poucos dias para as eleições presidenciais. O atual chefe de estado continua com 26% das intenções de voto. Mas a representante da extrema-direita já soma 21%. E continua a ganhar terreno.
Num eventual segundo turno, as pesquisas apontam uma vitória de Macron, mas por uma margem mínima. Le Pen ficaria com 47% dos votos, contra 53% para o atual presidente.
Nas últimas eleições em 2017, depois de um debate no qual ela “explodiu” contra Macron, sua derrotada ficou consolidada com 66% dos votos para o atual presidente. Muitos consideravam Marine Le Pen como descartada do cenário político francês e incapaz de retornar.
Cinco anos depois, ela atinge seu melhor resultado nas pesquisas de opinião, depois de um longo processo de “desintoxicação” de seu partido. Seu segredo? Ser vista como uma candidatura “normal”. Neste ano, seu foco não é a imigração, mas o custo de vida.
Mas basta abrir seu programa eleitoral para descobrir frases como “a França para os franceses” e a proposta de um referendo sobre a imigração.
Pelo menos em público, Le Pen parece ter deixado o discurso racista para outro candidato da extrema-direita, Eric Zemmour. Se muitos acreditavam que os ultraconservadores estariam divididos, a entrada em cena do radical de extrema-direita deu à candidata Marine Le Pen uma aura de “moderada”.
Juntos, porém, os dois pretendentes ao governo da França contam com a simpatia de mais de 30% da população.
Os sinais precisam ser ouvidos com atenção, principalmente pela oposição democrática no Brasil. As democracias, no século 21, não morrem diante do desembarque de tanques no centro de Budapeste ou em Paris. Mas por meio de movimentos que usam justamente os instrumentos da democracia – o voto – para chegar ao poder, desmontar por dentro as instituições e abertamente questionar o sistema de direitos humanos.
Hoje, a democracia liberal é um privilégio de apenas 6% da população mundial. O processo vive seu momento mais dramático em 30 anos e os níveis de democracia retornaram ao que o mundo vivia em 1989. Mas essa deterioração pode não ter terminado.
Anestesiadas, oposições repetem modelos econômicos e sociais responsáveis por excluir milhões de pessoas e por gerar um exército de desiludidos.
Em Paris ou em Budapeste, a marcha da extrema-direita não perdeu força. Ao serem “normalizados”, esses movimentos ganharam a legitimidade das urnas que por tantos anos buscaram. Mas, acima de tudo, se consolidaram como parte incontornável do cenário político desses países. Dando o tom das campanhas eleitorais, definindo os temas da agenda de debates e alimentando a resiliência de um movimento ultraconservador que passou a ser a realidade em muitas sociedades.
O fuso horário europeu de alguns meses em relação às eleições no Brasil talvez seja uma oportunidade para que, no país, toda a oposição democrática examine em detalhe o que significa o avanço desses movimentos. E os riscos profundos para a democracia.
Principal liderança política de Feira de Santana, o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho já bateu o martelo e decidiu permanecer no União Brasil (UB), ao lado do pré-candidato a governador ACM Neto.
A decisão adotada por José Ronaldo não surpreende os analistas políticos já que ele sempre se manteve fiel às origens, da mesma forma que ao seu grupo político. E, sendo assim, não seria diferente com o União Brasil, legenda que tem em suas origens o seu primeiro partido ao ingressar na vida política.
José Ronaldo iniciou a carreira filiado a Arena, sigla que mais tarde se tornou PDS. Em seguida, com as articulações políticas, seu partido deu origem ao PFL e, por fim, passou para a denominação de DEM até a fusão que resultou agora no UB.
José Ronaldo também resistiu às especulações, nos últimos dias, dando conta de que estaria de malas afiveladas para outro partido. Convites certamente foram feitos, alguns possivelmente tentadores, mas resistiu e permaneceu leal às suas origens no União Brasil.
A cada evolução do partido, José Ronaldo também experimentou novas mudanças e galgou espaços importantes na vida pública, sempre carregando as mesmas bandeiras em defesa do povo de Feira de Santana e da Bahia. Assim começou a carreira como vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito por quatro mandatos, demonstrando também força política ao eleger seus sucessores. Um amor recíproco entre ele e a cidade a qual o recebeu como mãe ainda na adolescência e por aqui fincou raízes e construiu família.
Para as eleições de 2 de outubro, José Ronaldo é um dos mais cotados para assumir a condição de pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto, do mesmo partido.
Refeitos das recusas de Jaques Wagner e Otto Alencar em aceitar seus candidatos ao governo, os petistas tinham que definir um nome para “cabeça de chapa”.
Luiz Caetano (ex-prefeito de Camaçari e secretário de Rui Costa) ou Moema Gramacho (prefeita de Lauro de Freitas). Era tido como certo, que um deles seria o candidato. O nome de Jerônimo Rodrigues, secretário de Educação, corria por fora e era considerado um azarão.
Caetano e Gramacho são cabeças coroadas do partido, mas têm uma coisa em comum: pertencem à Região Metropolitana de Salvador, região que concentra a maior força de ACM Neto, o favorito nas pesquisas e que colocou Wagner e Otto para correr.
Portanto, a ordem é pensar. Evitar lutar diretamente com seu adversário no território dele. Lá, ele deve ser fustigado a sair para o seu campo ou em campo aberto. E, aberto está o interior. É no interior que o PT vai travar com Neto a sua decisiva batalha.
Foi pensando nisso que o “azarão” Jerônimo Rodrigues se tornou candidato. A vinda de Lula à Salvador foi só para inglês ver e suíço aplaudir. Portanto, o “cacique mor” do partido deu a sua benção ao neófito Jerônimo, e caiu fora. Tchau queridos, deve ter dito Lula.
Hoje, a chapa petista desembarcou em Feira de Santana. É aqui a porta para o interior. É Feira quem dita as normas, moda e política, para mais de 200 cidades interioranas. Jerônimo Rodrigues tem sua base em Feira, ele é professor da UEFS, é um nome de Feira.
Com mais de 400 mil eleitores, Feira de Santana é o segundo maior colégio eleitoral do estado, perdendo apenas para Salvador. Um campo estratégico para quem quer vencer uma guerra. Quem pensar que a fatura está liquidada para Neto, comete um grande erro. O PT não está morto. O partido Governa o estado há 16 anos. O governador Rui Costa, é bem avaliado e Lula na Bahia é o favorito para presidente, segundo pesquisas. Somam-se, a tudo isso, as máquinas administrativas de campanhas petistas.
ACM Neto, até o momento, “patina” para definir a sua chapa. A do PT já está pronta e largou na frente. Neto só tem “um canhão” para deter o avanço do exército petista na região: José Ronaldo!
Muito se ouve falar em Marcelo Nilo, Félix Mendonça Júnior e João Gualberto. Todos políticos sem expressão e um “punhadinho” de voto. Em uma guerra para tomar o Palácio de Ondina, muito pouco significam.
A chapa de Neto com João Leão, ficou a cara de Salvador. Nilo, Mendonça e Gualberto não mudam esse perfil.
Portanto Neto: quem vai para o mar, se prepara em terra. “Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. Como dizia o velho Magalhães Pinto: “Política é como nuvem, muda a todo momento”.
Ex-ministro foi procurado pelo partido para assumir corrida presidencial
Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa Foto: STF/Felipe Sampaio
Após a saída do ex-juiz Sergio Moro, o Podemos conversou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, sobre uma possível candidatura à Presidência. O ex-magistrado, contudo, rejeitou a ideia de concorrer ao Planalto.
Segundo informações do colunista Igor Gadelha, Barbosa foi procurado por diversos integrantes da cúpula do partido nesta semana.
Recentemente, ele havia dito que não descartava a ideia de entrar na disputa presidencial. A declaração, veiculada no último dia 8 de março pelo programa Conversa com Bial, acabou incentivando o Podemos a tentar lançar Barbosa no lugar de Moro.
Após o convite, no entanto, o ex-ministro declinou da ideia.
Barbosa era filiado ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) desde 2018, mas deixou o partido em janeiro de 2022, após a aproximação da legenda com o ex-presidente Lula (PT).
Também fora da disputa pelo Planalto, o ex-juiz Sergio Moro agora é filiado ao União Brasil, e deve concorrer ao cargo de deputado ou senador no pleito deste ano.
Sem candidato à Presidência, o Podemos pretende permitir que seus filiados apoiem o candidato com quem melhor se identifiquem.
A reprovação à gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à pandemia de coronavírus diminuiu, segundo a pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (3). A parcela da população que vê o desempenho como ruim ou péssimo é de 46%, ante 54% visto em levantamento anterior.
As entrevistas foram realizadas nos dias 22 e 23 de março com 2 556 pessoas de 16 anos ou mais, em 181 municípios. A margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo. Os resultados foram publicados no site do jornal Folha de S. Paulo.
A avaliação ótima ou boa para a condução do presidente frente à crise sanitária passou de 22% em setembro do ano passado para 28% em março. Os que consideram a atuação regular passaram de 22% para 25%.
O Datafolha também pesquisou a reprovação do governo no geral, que também caiu de 53% para 46%.
Segundo o levantamento, a percepção do controle da pandemia no País tem crescido. São 72% que consideram que a crise está parcialmente controlada, e 15%, totalmente. A fatia dos que veem a situação fora de controle caiu de 20% para 12%.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais, neste sábado (2), para ironizar o roubo do celular da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), durante o evento de lançamento da chapa majoritária governista com a presença de Lula, em Salvador.
O parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), compartilhou uma publicação da notícia do furto com a seguinte legenda: “Não entendi a reclamação”.
Segundo Moema, ela teve o aparelho celular roubado na saída do evento. Após o ocorrido, ela registrou um boletim de ocorrência foi na Delegacia de Itapuã.
Parlamentar registrou ocorrência em uma delegacia no Rio de Janeiro neste sábado
Deputado federal Luiz Lima Foto: Câmara dos Deputados/Paulo Sérgio
O deputado federal Luiz Lima (PL-RJ) registrou, neste sábado (2), um boletim de ocorrência contra o ex-BBB Giulliano Ciarelli que, segundo o parlamentar, teria feito ameaças a ele. Em suas redes sociais, Lima afirmou que o ex-participante do reality show teria até indicado que iria ao local de trabalho do deputado, no Rio de Janeiro.
– Então, registrei a ameaça e aguardo que o valente Giuliano venha à delegacia explicar suas declarações violentas e ameaças. Não podemos nos calar quando a nossa integridade física e a nossa liberdade estão seriamente ameaçadas – declarou Lima.
Em um vídeo publicado em sua conta no Instagram, Luiz Lima elencou uma série de postagens feitas pelo ex-BBB. Em uma delas, Giulliano compartilha a imagem da controversa representação da cabeça de Bolsonaro decapitada e diz que “cabeça de nazista foi feita para rolar”. Em meio ao caso, o perfil do ex-BBB foi excluído do Instagram.
Na postagem em que falou sobre o caso, Lima ainda ressaltou que é possível ter opiniões e gostos diferentes, mas que não deve ser por isso “que a violência deve ser legitimada”. O deputado fez questão de lembrar do caso em que o presidente Jair Bolsonaro, então candidato, foi vítima da facada executada por Adélio Bispo em 2018.
– Pessoal, temos sim opiniões e gostos diferentes. Mas não é por isso que a violência deve ser legitimada. O presidente Bolsonaro, enquanto candidato em 2018, foi vítima do ódio de um militante do PSOL que o esfaqueou e, até hoje, sofre as consequências da facada que quase lhe tirou a vida – completou.
Luiz Lima compartilhou ameaças feitas pelo ex-BBB Giulliano Ciarelli Foto: Reprodução/Twitter
Giuliano foi participante da 5ª edição do Big Brother Brasil (BBB 5), que foi ao ar entre janeiro e março de 2005. A edição daquele ano foi, curiosamente, a mesma que teve no elenco o ex-deputado federal Jean Wyllys, que acabou se tornando campeão do programa.
A pesquisa realizada pela Futura Inteligência para o Banco Modal S/A e publicada nesta quarta-feira 30 mostra um cenário eleitoral mais próximo da realidade.
A pesquisa Modalmais/Futura realizou 499.803 tentativas de contato por telefone e registrou 29.833 ligações atendidas.