Sergio Moro
Foto: Agência Senado/Jane de Araújo

Sergio Moro e seu novo partido, o União Brasil, não estão em consenso sobre qual vaga o ex-juiz disputará nas eleições deste ano. Embora o União Brasil já o tenha descartado como presidenciável, Moro segue firme em seu projeto de corrida ao Planalto.

Nesta sexta-feira (8), em entrevista ao Atlantic Council, centro de pesquisas situado em Washington (EUA), o ex-juiz disse que sua candidatura agora depende de Luciano Bivar, que preside o partido. No entanto, ponderou que não concorrerá a uma vaga na Câmara.

– Eu não posso ir para um novo partido e dizer “oh, sou o candidato presidencial”. Mas meu nome está disponível para essa posição ou outra que eles entendam que possamos trabalhar. Mas já disse que não serei candidato a deputado federal – afirmou.

Sergio Moro está nos Estados Unidos deste a última quarta-feira (6) e estará com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. Ele também terá conversa com investidores e deve participar do evento batizado de Diálogo Interamericano – Discussão fechada sobre as eleições presidenciais brasileiras e as dinâmicas subjacentes à campanha.

De acordo com Guilherme Amado, do Metrópoles, o núcleo evangélico de pré-campanha de Moro no Podemos continua trabalhando a todo vapor, com foco nacional. O grupo, inclusive, negocia reuniões nos próximos dias com entidades cristãs internacionais, como a World Evangelical Alliance e a Religious Liberty Partnership. Essas agendas são mais comuns em campanhas presidenciais do que estaduais.

*Pleno.News


Lula e Alckmin em primeiro encontro público | Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação
Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi indicado oficialmente pelo PSB como pré-candidato à vice-presidência da República na chapa com o ex-presidente Lula (PT).

A confirmação vem após meses de rumores e foi divulgada em um documento, assinado pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, nesta sexta-feira (8), após uma cúpula entre lideranças dos partidos em São Paulo.

“Não temos qualquer dúvida de que é o companheiro Lula quem reúne as melhores condições para articular forças políticas amplas, capazes de dar à resistência democrática a envergadura que permitirá enfrentar e vencer o bolsonarismo”, diz a carta.

Em suas redes sociais, ex-presidente Lula, que atualmente lidera as intenções de voto nas pesquisas eleitorais, agradeceu o gesto do PSB. “É plenamente possível duas forças com projetos diferentes, mas com princípios iguais, se juntarem em um momento de necessidade do povo. Agradeço aos companheiros do PSB Nacional”, escreveu Lula.

*Secom


Presidente conseguiu avançar cinco pontos na comparação com pesquisa Quaest/Genial feita em março

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

A pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quinta-feira (7) indicou que o presidente Jair Bolsonaro(PL) avançou nas intenções de votos. Isso aconteceu por que uma parcela do eleitorado que antes estava direcionada para a chamada terceira via, nome atribuído ao grupo de candidatos fora do cenário entre ele e o ex-presidente Lula (PT), redirecionou suas preferências.

Nos números apurados no mês de abril, a escolha por outros candidatos de fora da dupla Bolsonaro e Lula despencou sete pontos percentuais (de 19% para 12%) na comparação com a análise realizada em março. A queda, provavelmente, poderia ser explicada com a saída do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) da disputa.

Na distribuição dos sete pontos percentuais deixados para trás, por aquela que pode ser considerada a terceira via, cinco deles foram para o presidente Jair Bolsonaro, que saltou de 26% para 31%. Os outros dois pontos foram distribuídos da seguinte forma: um ponto para Lula (45% em abril contra 44% em março) e um para os indecisos (6% em abril contra 5% em março).

Bolsonaro subiu 5 pontos na comparação com a última pesquisa Foto: Reprodução/Quaest Pesquisa e Consultoria

Um outro aspecto avaliado pela pesquisa, e que ratificou a queda da terceira via com a migração dos votos para o atual presidente, foi a respeito de qual seria a preferência do eleitor para 2022 entre aqueles que optaram por Bolsonaro, ou Fernando Haddad (PT), no segundo turno do pleito de 2018.

Em março, o percentual de eleitores que votou no atual presidente há quatro anos, e que estavam optando pela chamada terceira via – nomeada pela pesquisa como “Nem Lula, nem Bolsonaro” – era de 23%. Já em abril, esse número caiu para 15%.

Por outro lado, os eleitores que optaram por Bolsonaro em 2018 e que repetiriam o voto em 2022 aumentaram de 54% para 63%.

Repetição de votos em Bolsonaro aumentou na comparação com março Foto: Reprodução/Quaest Pesquisa e Consultoria

A pesquisa Quaest/Genial foi feita a partir de 2 mil entrevistas pessoais com eleitores a partir de 16 anos, entre os dias 1° e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. A análise foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00372/2022.

Informações Pleno News


Foto: Divulgação

O vereador Galeguinho SPA (PSB) confirmou nesta quinta-feira (7) que é pré-candidato a deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) nas eleições que serão realizadas em outubro de 2022. Galeguinho esteve reunido com o deputado estadual Ângelo Almeida na tarde de ontem (6) para chancelar seu nome na disputa eleitoral deste ano.

“Estive presente na Assembléia Legislativa da Bahia (ALBA), em visita ao deputado, para concretizar a nossa pré-campanha à deputado federal. Com muita conversa, entendemos a necessidade de Feira de Santana ter uma maior representação em Brasília. Por este motivo, coloquei o meu nome à disposição”, disse o parlamentar.

Empresário e músico, Galeguinho SPA está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal e assumiu o compromisso de lutar pelo setor cultural da cidade, e pela defesa dos mais necessitados.

Nascido no dia 28 de novembro de 1986, em Feira de Santana, Galeguinho, 34 anos é o mais jovem vereador desta legislatura e decidiu doar seu salário de vereador para instituições filantrópicas.

Muito antes de iniciar a vida política, ele já ajudava diversas famílias e instituições por meio de seus projetos sociais e colaborações avulsas. Associação de Apoio à Pessoa com Câncer (AAPC), Associação Feirense de Assistência Social (Afas) e Casa de Amparo, Associação de Proteção aos Animais (APA)são algumas das instituições que recebem ajuda do jovem vereador, que também idealizou os projetos sociais Sopão Solidário e Natal do Bem.


Nome do escolhido será anunciado apenas em maio

Principais integrantes da chamada “terceira via” Fotos: EFE/ Joédson Alves // Agência Senado/Jefferson Rudy // Reprodução/YouTube Veja

Dirigentes do MDB, PSDB, União Brasil e Cidadania fecharam um acordo, nesta quarta-feira (6), e decidiram lançar apenas um candidato à Presidência da República. Mesmo assim, o grupo da terceira via só baterá o martelo sobre quem será o candidato no dia 18 de maio.

Até agora, o nome mais cotado para encabeçar a chapa única é o da senadora Simone Tebet (MDB-MS). O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) também se movimenta, mas admite ser vice, caso haja essa dobradinha. O impasse ocorre porque quem venceu as prévias do PSDB foi João Doria, ex-governador de São Paulo, e não Leite.

Em comunicado emitido após reunião em Brasília, as cúpulas dos quatro partidos declararam que o objetivo dessa aliança é apresentar uma alternativa à polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje lideram as pesquisas.

“Conclamamos outras forças políticas democráticas para que possam se incorporar a esse projeto em defesa do Brasil e de todos os brasileiros”, diz a carta.

O texto é assinado pelo presidente do União Brasil, Luciano Bivar; do MDB, Baleia Rossi; do PSDB, Bruno Araújo; e do Cidadania, Roberto Freire. Antes da definição, o União Brasil ainda pretende submeter uma sugestão de nome à análise do grupo, até o próximo dia 14.

O ex-juiz Sérgio Moro se filiou ao União Brasil após deixar o Podemos, mas seu novo partido não quer que ele seja candidato à sucessão de Bolsonaro. A ideia é que Moro concorra a uma vaga na Câmara dos Deputados, por São Paulo. A cúpula do União Brasil avisou que no próximo dia 14 submeterá o nome indicado pelo partido para apreciação do MDB, PSDB e Cidadania.

Na tarde desta quarta-feira, Eduardo Leite se reuniu com Simone Tebet, no Senado. Nesta manhã, em entrevista à Rádio Eldorado, a senadora afirmou ver Leite como um “grande ativo do PSDB”.

*AE


Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal
Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal

O cantor de pagode Marcelo Pires Vieira, mais conhecido como Belo, pretende concorrer a um cargo de deputado federal pelo partido do presidente Jair Bolsonaro, PL.

Belo tem participado de festas com personalidades do partido. Na última semana, o cantor se apresentou no aniversário do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do ex-secretário de governo Rodrigo Bacellar (PL)

Belo chegou a ensaiar uma candidatura nas eleições de 2014, no entanto, por partido que faz oposição ao hoje presidente Jair Bolsonaro. O cantor era filiado ao PCdoB. A candidatura não se concretizou.

*Bahia.ba


Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista 
Foto: Alex Silva

Depois de seis mandatos consecutivos no Congresso e de presidir a Câmara duas vezes, o deputado federal licenciado Rodrigo Maia (PSDB), 51, desistiu de concorrer novamente ao Legislativo e abriu caminho para sua irmã gêmea, Daniela Maia (PSDB), que deixou a presidência da RioTur.

Maia chegou a se licenciar do governo paulista na semana passada para cumprir o prazo a Justiça Eleitoral, mas na segunda feira, 4, reassumiu o cargo de secretário de Projetos e Ações Estratégicas.

Em entrevista ao Estadão no seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, o ex-presidente da Câmara, que vai assumir a presidência da federação formada por PSDB e Cidadania no Rio de Janeiro, contou que segue como coordenador do plano de governo de João Doria e vai se dedicar a política fluminense nos finais de semana.

Após ser apontado como presidenciável no início dos debates sobre a sucessão de 2022 e visto como principal interlocutor entre os poderes nas crises provocadas por Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia mergulhou de cabeça no projeto do governador Rodrigo Garcia e decidiu ficar fora das brigas internas de sua nova legenda no plano nacional.

O ex-presidente da Câmara prega que o PSDB se assuma como um partido de centro-direita e rejeita o rótulo de terceira via. “O eleitor de centro pode decidir a eleição, mas não é majoritário. O PSDB é o principal partido de contraponto ao PT, para não usar o termo centro-direita, que alguns tucanos não gostam. Reclamam comigo quando eu uso”, afirmou.

Maia disse, ainda, que se Lula e Bolsonaro forem para o segundo turno, votaria no petista. A seguir, leia os principais trechos da entrevista.

Por que o sr. desistiu de tentar o 7° mandato como deputado federal?
Eu fui tudo na Câmara dos Deputados e quero agora uma experiência fora do Legislativo. Tive a experiência com Doria e agora com o Rodrigo (Garcia), que é de fato o meu grande amigo, e vejo a possibilidade de ajudar no governo dele esse ano. E com a provável reeleição nos próximos quatro anos também. Ser deputado a carreira inteira não é ruim, mas quem chegou à presidência da Câmara já ocupou quase todas as posições na Casa. O político tem que estar sempre aprendendo. Talvez esse seja um dos problemas da política brasileira: as pessoas acabam se acomodando no papel de parlamentar. Quero cumprir um ciclo no executivo e me reciclar. Quero aprender mais sobre gestão e orçamento público para que no futuro eu possa ter outros desafios na política ou até no setor privado.

O sr. segue também como coordenador do plano de governo de João Doria. Acredita que vai haver de fato sinergia entre a campanha dele e a do Rodrigo Garcia à reeleição em São Paulo?
Na campanha do João eu coordeno o plano de governo. Quero me restringir a isso. Entrei no PSDB, mas existem muitos conflitos no PSDB dos quais eu não quero participar. O que me dá prazer na política hoje é aprender. Sou cristão novo no PSDB. Já em relação ao Rodrigo Garcia, é uma eleição diferente. Ele é meu amigo. Na eleição nacional vou me ater aos temas técnicos para construir um plano transformador da vida das pessoas.

O sr. vai estar na campanha do Rodrigo também?
Vou ajudar o Rodrigo no que ele precisar.

Como avalia o cenário no PSDB?
Como deputado e um filiado que acabou de entrar no PSDB, acho esse conflito muito estranho, mas não quero participar disso. Esse conflito vem de antes da minha entrada no partido. Teve prévias e foram questionar. Foi uma votação com 44 mil pessoas. Isso deve ser tratado por quem está no partido há mais tempo. Doria se viabilizou como candidato. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o PSDB tem um problema de aceitar que está à direita do Lula. O PSDB precisa aceitar isso. É assim que a sociedade nos vê. A gente fez pesquisas por muitos anos. Se a sociedade entende que o Lula é esquerda, então o adversário tem que estar no outro polo. Precisamos resgatar o nosso eleitor e mostrar que nesse campo existe um caminho a ser ocupado.

Como o sr. avalia os encontros de tucanos como FHC, Aloysio Nunes e outros com Lula?
Como todos foram para a oposição ao Bolsonaro, que é considerado uma direita não democrática, isso confundiu a cabeça do eleitor. Se você olhar o cruzamento de pesquisas na avaliação positiva do governador João Doria, vai ver que o Lula tem 40% das intenções de voto. No cenário de São Paulo, o candidato hoje que tem os votos com perfil tucano é o Fernando Haddad, e não o Rodrigo Garcia ainda. Naturalmente o Haddad vai para a oposição e nós vamos ocupar aquele espaço da boa avaliação que o governo tem hoje. Nacionalmente, o nosso eleitor tem hoje mais restrição ao Bolsonaro do que vontade de apoiar uma candidatura fora da polarização. Um terço dos votos do Lula está no antibolsonarismo. O Churchill tem uma passagem muito interessante. Um jovem deputado chegou para ele no início da legislatura, olhou para o lado dos opositores e disse: ‘Primeiro-ministro, lá na frente eles serão nossos inimigos’. Churchill respondeu: ‘Não, lá na frente eles serão nossos adversários. Nossos inimigos estão aqui atrás’. É um pouco do que acontece hoje no PSDB e no nosso campo. Se conseguirmos ocupar um espaço, será tirando a vaga do Bolsonaro.

Qual deve ser o discurso para o PSDB entrar nesse jogo?
Não deve ser atacar o presidente Lula. Eu disse isso ao governador João Doria. Temos que dizer aos eleitores que se decepcionaram com Bolsonaro que temos uma alternativa que não seja a volta ao passado e o PT. A esquerda acha que se reduz desigualdade intervindo no Estado. Nós acreditamos que vamos redistribuir renda estimulando o setor privado.

O antipetismo deixou de ser então o grande eleitor que foi em 2018?
O antipetismo é a mola mestra do presidente do Bolsonaro, mas ninguém deu uma alternativa que o ocupe o lugar dele na centro-direita democrática. Temos que derrotar o Bolsonaro com uma candidatura que defenda aquilo que motivou o eleitor em 2018: um Estado moderno, eficiente, bom prestador de serviço e que segurança jurídica para o setor privado investir.

Qual a sua leitura sobre esse debate no PSDB sobre uma possível revogação das prévias pela convenção do partido e qual o valor dessa carta que o Bruno Araújo, presidente do partido, escreveu validando o resultado da consulta interna?
O governador Doria venceu um modelo de prévias que em tese era favorável ao governador Eduardo Leite. Ele (Doria) mesmo assim se dispôs s disputar. Não foi um voto para cada eleitor, mas com pesos diferentes para os líderes políticos. O melhor modelo era ser um voto para cada filiado ao PSDB. O processo escolheu de forma democrática o Doria e foi legitimado pelos adversários. Isso certamente tem muito mais valor que uma convenção. Mas não tenho nenhum interesse em participar desse debate, até porque isso pode enfraquecer o partido. O PSDB é o principal partido de contraponto ao PT, para não usar o termo centro direita, que alguns tucanos não gostam. Reclamam comigo quando eu uso. A gente devia ajudar o governador Doria a se viabilizar. Se lá em julho isso não acontecer, ele vai certamente construir uma solução. O nosso campo, que tem uma linha mais pró-mercado, está fora do debate. O debate está sendo feito entre valores conservadores – e muitas vezes reacionários – e por outro lado liberais demais com o PT e seus aliados.

Por que o sr. não encaminhou o processo de impeachment contra o Bolsonaro quando era presidente da Câmara?
Porque não havia apoio político. Uma vitória de Bolsonaro poderia fortalecer demais o presidente e organizar uma narrativa contra as instituições democráticas.

Avalia que a campanha do Rodrigo em São Paulo deve ser casada com a do Doria para presidente?
O governador Rodrigo precisa primeiro mostrar a sua história e sua experiência com 5 governadores e defender o Governo de São Paulo, que teve grandes acertos. Ele tem que ser o governador do Estado de São Paulo. Não tenho dúvida que ele chega ao 2° com pelos menos 25% dos votos.

Por que João Doria tem uma rejeição incompatível com a aprovação do governo?
Todos os políticos que se colocam no centro terão uma rejeição alta. Se você projetar a rejeição do Eduardo Leite e da Simone Tebet sobre o que eles têm hoje de imagem positiva e negativa, e o alto desconhecimento, eles chegarão a uma rejeição parecida a do governador Doria. Ele fez o enfrentamento a máquina bolsonarista, o que gera uma rejeição grande. Eles operam unidos. Não é à toa que o Tarcísio cresce rapidamente.

O sr não gosta do termo terceira via?
Não tem terceira via. O Tony Blair se dizia terceira via, mas não era. Eram os trabalhistas contra os conservadores. Depois de um ciclo longo com os conservadores no poder o partido trabalhista estava mofado. Tony Blair modernizou o partido e criou o termo terceira via apenas para sair isolamento da esquerda e caminhar para o eleitor de centro, que existe. O eleitor de centro pode decidir a eleição, mas não é majoritário no processo eleitoral em nenhuma democracia do mundo. Se você olhar as eleições no Brasil vai ver que sempre sobram os dois. Em 2002 Roseana (Sarney) foi alternativa e caiu. Depois veio o Lula disputar contra o Serra, que era o candidato do governo. Em 2018 o Bolsonaro ocupou o lugar do PSDB na polarização contra o PT. A polarização comandou o processo político brasileiro desde 1994.

A tendência então é a polarização se repetir esse ano?
Se nós não entendermos que o nosso campo é à direita do Lula, estaremos fora do segundo turno. Não é fácil ocupar esse espaço porque estamos no campo da direita com o Bolsonaro à nossa direita. Precisamos buscar esse 1/3 do eleitor do presidente Lula que não sairá com ele sendo agredido.

Em São Paulo, vê o Fernando Haddad no 2° turno e o Rodrigo disputando com Tarcísio Freitas?
O Rodrigo Garcia para mim está no 2° turno. Teremos um segundo turno entre PT e PSDB em São Paulo. É praticamente impossível que o governador não esteja no segundo turno.

Como enxergou a mudança de planos do Sergio Moro, que vai disputar algo em São Paulo, e do José Luiz Datena, que foi para um partido aliado do Bolsonaro e saiu da coligação do Rodrigo Garcia?
Moro está fora do processo nacional e vai enfrentar um processo regional, de parlamentar. Vai cuidar da vida dele. Datena é um grande comunicador e tem muita popularidade, mas vai ter muita dificuldade em transferir votos para alguém.

Como está o cenário eleitoral no Rio de Janeiro? O candidato a governador do grupo de vocês será o nome escolhido por Eduardo Paes?
Minha decisão de assumir a presidência da federação no Rio é um alinhamento com o prefeito do Rio. Estaremos juntos com a candidatura que ele apoiar. Tem o Felipe Santa Cruz (ex-presidente da OAB), e o Rodrigo Neves, do PDT, de quem o Eduardo está próximo. Mas podemos colocar aí um terceiro nome: o ex-prefeito César Maia, que aparece com 18% de intenção de votos em todas as pesquisas. Temos três alternativas nesse processo. Acho que o presidente Lula errou. a gente deveria ter tentado construir uma candidatura em torno do presidente da Assembleia, que deixaria o PT e iria para o PSD. Uniríamos todos os campos políticos do Rio para o enfrentamento com o Cláudio Castro e o Bolsonaro. Infelizmente não foi possível.

Como avalia a escolha do Geraldo Alckmin como vice de Lula?
Ele é meu amigo. Sou admirador do governador Geraldo Alckmin. Foi uma grande escolha do presidente Lula. Foi uma decisão acertada. Alckmin sabia que enfrentar uma eleição contra a máquina em São Paulo não seria simples. É importante abrir espaço para outros. Seria o 5° mandato dele. Alckmin avaliou o cenário político atual. Tomou uma decisão pessoal de fazer uma aliança da esquerda a centro direita para colaborar com enfrentamento a esse governo que não é muito democrático. Lula é nosso adversário, mas não é nosso inimigo.

No caso de um 2° turno entre Lula e Bolsonaro, quem o sr. apoiaria?
Não posso falar nem quero falar pelo PSDB. Se o governador João Doria não estiver no 2° turno, e acredito que ele estará, o natural é que eu caminhe para votar no presidente Lula no 2° turno. Mas acredito em um 2° turno Lula x Doria.

*Estadão


Presidente disse que com o povo, seu governo irá garantir “a democracia e a liberdade”

Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (5), que tem o povo brasileiro como o “maior exército do mundo” para atingir seus objetivos e garantir a democracia e a liberdade no país.

– Juntos, e ao lado do maior exército do mundo, nosso povo, atingiremos nossos objetivos e garantiremos a democracia e a liberdade – declarou o presidente em cerimônia de cumprimento aos militares promovidos a Oficiais-Generais.

E continuou.

– Se a pátria um dia voltar a nos chamar, por ela tudo faremos, até mesmo sacrifício da própria vida – acrescentou.

Não foi a primeira vez que Bolsonaro disse ter o povo ao lado como um exército. Em ato político do PL no final de março, o presidente declarou que tomaria decisões “contra quem quer que seja” se tiver apoio de seu “exército” de apoiadores na disputa que chamou de “luta do bem contra o mal”.

A fala, desta vez, foi feita no Palácio do Planalto a uma plateia de militares, que foram chamados de “âncora do nosso País” pelo presidente.

– Isso traz tranquilidade para o governo, para seus ministros, na certeza de que o trabalho dos senhores é revertido para todos os 215 milhões de habitantes – disse o presidente, que é capitão da reserva.

Bolsonaro também declarou que as Forças Armadas estão “sempre prontas” e voltou a insinuar que seus adversários políticos agem à margem da lei.

– Queremos é que todos cumpram nossa Constituição, que pode ter seus defeitos, mas é nosso norte – afirmou o presidente.

Bolsonaro ainda afirmou que o Ministério da Defesa – hoje nas mãos do general Paulo Sérgio, que foi comandante do Exército até semana passada – é a pasta que, em última análise, “pode fazer o País rumar em direção à normalidade, ao progresso e à paz”.

– Tenho 23 ministros, todos são importantes, mas um se destaca: é o da Defesa, porque tem as tropas em suas mãos (…) Aqui é mesclado de civis e militares – apontou.

No mesmo discurso, Bolsonaro, em tom otimista, disse que os números da economia têm mostrado para onde nosso País está indo e disse ver o Brasil “conturbado por questões ideológicas”.

– O bem sempre venceu o mal, e vencerá também a batalha que temos pela frente – pontuou, sobre as eleições.

*AE


Presidente da Câmara dos Deputados comentou a questão envolvendo o nome de Adriano Pires para o comando da empresa

Presidente da Câmara, Arthur Lira Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), ironizou, nesta segunda-feira (4), as críticas ao possível conflito de interesses do economista Adriano Pires, indicado para a presidência da Petrobras.

– Tem que pegar um arcebispo para ser diretor da Petrobras? – indagou.

A declaração de Lira foi feita durante evento organizado pelo Jota, do qual ele participou ao lado do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Hoje eu estava comentando aqui com o ministro [Gilmar Mendes]: a pauta da imprensa, e talvez do Ministério Público, é condenar o possível presidente da Petrobras porque prestava assessoria a um grupo empresarial. Se eu sou da atividade privada, eu não posso trabalhar para nenhum grupo empresarial? Eu não posso prestar serviço? Eu não posso ter trabalhado e isso vai me prejudicar nas minhas decisões lá na frente? – disse Lira.

E continuou.

– Quer dizer: você tem que pegar um funcionário público para ser diretor da Petrobras? Ou pegar um arcebispo para ser diretor da Petrobras? Um almirante, um coronel para ser diretor da Petrobras? Não, você tem que colocar alguém que entenda de petróleo e gás. Alguém que entenda do setor, que vá ser julgado daqui para frente sobre suas ações. A gente tem um falso moralismo, um julgamento precipitado, uma versão das ações que só atrapalha o nosso país – acrescentou o presidente da Câmara.

Segundo apurou o Estadão, Pires desistiu de assumir o comando da Petrobras depois de o governo do presidente Jair Bolsonaro receber informações de que o nome dele não passaria no “teste” de governança da empresa, devido a um possível conflito de interesses. O economista é sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e, por isso, tem contratos de longo prazo com petroleiras e empresas de gás, como a Cosan.

Pires avaliava que poderia simplesmente passar os contratos para o filho, mas isso não é permitido pelas regras de governança da estatal.

Apesar de alguns integrantes do governo e aliados políticos buscarem a reversão da situação e tentarem manter a indicação de Pires, a avaliação é de que seria muito difícil a permanência dele no cargo. Emissários já fazem sondagens junto a investidores destacados do setor de petróleo sobre novos nomes para o comando da Petrobras, segundo apurou o Estadão.

Pires foi indicado para o comando da Petrobras na semana passada, após Bolsonaro demitir o general Joaquim Silva e Luna, que presidia a empresa até então. Nas últimas semanas, a pressão política sobre a Petrobras tem aumentado juntamente com a alta no preço dos combustíveis, que alimenta a inflação e afeta a popularidade dos políticos em ano eleitoral.

O próprio presidente da Câmara tem elevado o tom das críticas à empresa.

– Nós estamos com o petróleo baixando e o dólar baixo. E a cobrança é: a Petrobras agora vai baixar o combustível? O óleo diesel é mais barato fora [do País] do que aqui. Nós vamos ter redução de preço?”, questionou Lira, em 16 de março.

E seguiu.

“O barril baixou. O barril sobe, a gente aumenta. O barril baixa, a gente não baixa? Então, é importante que a Petrobras recue o preço e do aumento que deu, porque o dólar está caindo e o barril está caindo, são os dois componentes que fazem a política de preços da Petrobras”, emendou.

Neste domingo (3), o empresário Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, anunciou que abriu mão do cargo de presidente do conselho de administração da Petrobras. Ele havia sido indicado pelo governo em 28 de março, junto com a indicação de Adriano Pires para a presidência da estatal.

*AE


Eleitor tem um mês para regularizar situação

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Termina hoje (5) o prazo para os partidos políticos publicarem as normas para escolha e substituição de candidatos às eleições de 2022. A formalidade está prevista no calendário eleitoral e vale para as legendas que ainda não definiram a questão no estatuto interno. 

A publicação das normas internas para a indicação aos cargos que serão disputados é obrigatória e deve ser enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes das convenções partidárias, que poderão ser realizadas a partir de 20 de julho. 

A partir de hoje, os agentes públicos também estão proibidos de aumentar o salário de servidores, exceto para recompor perdas do poder aquisitivo durante o ano. A regra vale até a posse dos eleitos. 

Título de eleitor 

Outras datas também devem ser observadas no calendário eleitoral.

O eleitor tem um mês para regularizar a situação na Justiça Eleitoral e ficar apto a votar. A partir de 4 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e nenhuma alteração poderá ser feita nos registros.  

Para verificar se há pendências, o eleitor deve entrar no site do TSE e checar se há algum débito em seu nome, pela aplicação de multa por não ter votado em eleições anteriores, caso mais comum de irregularidade. 

O pedido de transferência do local de votação também pode ser feito pelo site. A medida se aplica aos brasileiros que mudaram de cidade. Entre as regras, é necessário que o eleitor esteja morando no município há pelo menos três meses. 

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno  para a disputa presidencial e ao governo estadual será em 30 de outubro.

Informações Agência Brasil