Foto: Alan Santos / PR

Em nota divulgada após a reunião entre os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Joe Biden, a Casa Branca informou, de maneira genérica, que os líderes falaram em “apoiar a renovação democrática”, sem citar se a conversa foi específica com o Brasil.

O norte-americano, Joe Biden, fez da questão do apoio à democracia uma pauta central no encontro. As notas escritas divulgadas pela Casa Branca após bilaterais indicam o tom que Washington quer dar aos encontros de Biden.

Ainda segundo o governo norte-americano, os EUA e Brasil também se comprometeram a “seguir com colaboração contínua em assuntos comerciais, inclusive, por meio do apoio dos EUA à candidatura do Brasil à OCDE”.

Washington também informou que Biden e Bolsonaro discutiram redução de desmatamento na Amazônia, a coordenação no Conselho de Segurança da ONU a respeito da invasão da Ucrânia.

A reunião bilateral com ministros dos dois países foi curta. Biden começou fazendo um mea culpa histórico e falou que os EUA há séculos não se preocuparam em preservar suas florestas e falou que, atualmente, o país trabalha pela preservação ambiental.

O norte-americano seguiu com falas genéricas, segundo uma fonte, e falou de geopolítica mundial. Já Bolsonaro, também segundo relatos, focou na agenda nacional e falou que a democracia brasileira não está em risco.

Na reunião, o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira não foi abordado.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, no entanto, teve reunião com John Kerry, principal assessor de Biden para meio ambiente, e com diplomatas do Reino Unido. Todos pediram que o Brasil esgote as possibilidades na investigação do caso.

Depois de pouco mais de 20 minutos, Bolsonaro disse a Biden que gostaria de ter uma conversa reservada com o norte-americano. Ficaram na sala apenas os dois presidentes, o chanceler, Carlos França, o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, e os intérpretes.

O tête-à-tête também durou cerca de 20 minutos.

*AE


O blog do Magno informou que o plano de Lula contra a liberdade de expressão já está no papel e pronta para entrar em vigor. Confira: 

O documento com 90 diretrizes para a montagem de um programa de governo de Lula, anunciado no início da semana, além de anacrônico, uma reprise do que já tinha dado errado nos governos do PT, de Lula para Dilma, é antidemocrático. Lula quer regular a Imprensa, tentativa frustrada lá atrás, no Governo Dilma.

De democrata, Lula só tem arroto. Tudo mentira. Ele não sabe conviver com uma imprensa livre e democrática. Quanto às propostas econômicas, há duas aberrações: a revogação da reforma trabalhista e o fim do teto de gastos. Ambas, além de uma renovação na política cambial, podem não refletir em um dos principais resultados esperados pelos entrevistados nas últimas pesquisas eleitorais: o controle da inflação e o crescimento econômico.

Em um dos itens, o petista propõe “recolocar os pobres e os trabalhadores no orçamento”. “Para isso, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, que é disfuncional e perdeu totalmente sua credibilidade”. O teto funciona como uma regra fiscal que limita o aumento das despesas públicas à inflação. O Estadão ouviu especialistas sobre o assunto, que teceram duras críticas.

O pesquisador associado do Insper e um dos criadores do teto de gastos, Marcos Mendes, disse que é preciso uma regra fiscal bem definida e que a revogação do teto pode liberar o crescimento da despesa dos poderes autônomos. “Simplesmente revogar o teto vai criar a lei da selva que existia antes, de colocar todo tipo de despesa dentro do Orçamento”, afirmou.

“Ter uma regra de limitação de despesa tem sido muito positivo, apesar de todos os furos que foram feitos, o teto ainda é limitante. A despesa em proporção com o PIB está controlada”, acrescenta. Para ele, não há instrumentos institucionais e equilíbrio político para garantir que a despesa seria controlada sem uma regra taxativa. “Vide a expansão das emendas parlamentares. Todas as demandas de curto prazo que aparecem viram proposta para aumentar gastos”, argumentou. O economista entende ser “perigoso” revogar uma regra sem colocar outra no lugar.

Informações Terra Brasil Notícias


Segundo o ex-prefeito de Salvador, ‘os baianos sabem que esse governo já deu’

Foto: Divulgação/Assessoria ACM Neto
Foto: Divulgação/Assessoria ACM Neto

O pré-candidato a governador da Bahia, o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) declarou nesta quinta-feira (9), durante um evento político na cidade de Iaçu, que “os baianos despertaram, abriram os olhos e querem construir um futuro diferente porque sabem que esse governo que está aí já deu o que tinha que dar”.

“Após 16 anos, eles não vão mudar os problemas que afligem a Bahia”, enfatizou.

Neto realiza agenda na região da Chapada Diamantina e recebeu dos vereadores Neto da Cerâmica (União) e Babau (MDB) o título de cidadão iaçuense. No evento, Neto reafirmou as estatísticas negativas que a Bahia tem acumulado.

“Não é admissível que a Bahia seja campeã nacional no número de homicídios, que seja campeã nacional de desemprego, campeã nacional na demora para conseguir uma vaga num hospital público, que esteja em último lugar na qualidade da educação. Aí eu pergunto: existe alguma coisa mais essencial para a vida das pessoas do que segurança, emprego, saúde e educação? Com certeza, não”, afirmou.

“Esse é o legado deixado por aqueles que nos governam há 16 anos. Esse é o resultado do trabalho daqueles que tiveram tantas oportunidades dadas pelo nosso povo. Entendo que 16 anos é tempo o suficiente. Agora, a pouco menos de quatro meses das eleições, eles voltam a andar pela Bahia e a prometer e a prometer. De novo, surgem milhares de promessas”, completou ACM Neto.

O ex-prefeito de Salvador escolheu uma palavra para resumir a atitude dos baianos: despertar.

“Os baianos desejam mudança. As pessoas despertaram, abriram os olhos, perceberam que, na verdade, está nas mãos de cada um poder construir um futuro diferente, poder dar início a uma nova história para a Bahia. Eu não tenho dúvida de que a mudança vai ser confirmada e vai começar no dia 2 de outubro. Porque vocês vão nos ajudar a construir uma grande vitória em outubro”, disse.

Neto ainda reafirmou que, nesta reta final, o governo tem chantageado prefeitos por meio da liberação de obras: “A gente observa que o governador está aí, anunciando licitações de obras, ordens de serviço de obras, faltando três meses e alguns dias para a eleição? Ora, por que não fez isso durante 16 anos? Agora aparecem na tentativa de ameaçar e chantagear prefeitos, achando que vão iludir as pessoas”.


Atira para todo lado: Lula ataca Ciro Gomes e diz que ‘adversário’ “precisa de um calmante”; VEJA VÍDEO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quarta-feira (8) a declaração do pré-candidato à Presidência da República do PDT, Ciro Gomes, de que o Brasil amanhecerá em guerra se o petista for eleito.

Em entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais, Lula rebateu a fala do pedetista e afirmou que, se sair vitorioso da eleição deste ano, o país “vai acordar sorrindo”.

Informações Terra Brasil Noticias


“Em 16 anos, qual foi a política consistente que o PT fez para o turismo na Bahia?”, apontou o pré-candidato a governador do estado

O pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) criticou, nesta quarta-feira (08), a politização da Secretaria de Turismo pela atual gestão do estado. Neto ressaltou que falta corpo técnico para atuar no órgão, e que muitas vezes a Secretaria serve de objeto político para troca de favores entre os aliados do grupo que hoje administra a Bahia.

“Em 16 anos, qual foi a política consistente que o PT fez na Bahia para o turismo? Nenhuma. Ao contrário. Uma vergonha. Pegou a Secretaria de Turismo do estado, deu primeiro ao partido A, depois para o B, depois o C. Só passaram pela Secretaria de Turismo pessoas que não tinham competência. E o resultado disso, a consequência, o preço somos nós que estamos pagando”, pontuou.

“A Bahia perdeu em competitividade. Poderíamos estar muito mais forte do que estamos hoje se tivéssemos uma política séria e estruturada para o turismo”, salientou o ex-prefeito de Salvador.

Durante visita ao município de Cairu, ACM Neto destacou que Morro de São Paulo está entre um dos três destinos baianos mais procurados por turistas de todo o mundo, e defendeu a realização de planejamentos estratégicos para ampliar a movimentação econômica do turismo na região do Baixo Sul. O pré-candidato ressaltou a importância da manutenção do aeroporto de Valença, e enfatizou que a infraestrutura é parte essencial para a promoção do destino turístico.

“Óbvio que muitos desafios precisarão ser enfrentados para isso, e um deles é o de dar funcionalidade ao aeroporto de Valença. Hoje, o espaço está subutilizado, e pela falta de cuidado e o desinteresse comercial, corre até o risco de fechar e encerrar as suas operações”, disse. “E o movimento tem que ser o contrário. Precisamos assegurar movimentação e infraestrutura necessária para que ele seja a porta de entrada de pessoas do Brasil todo aqui para o Baixo Sul”, pontuou.

“Nós vamos trabalhar o nosso litoral. Vamos desenvolver os destinos, criar produtos, melhorar a infraestrutura e promover. E com isso nós vamos ter uma quantidade maior de pousadas, de hotéis, de restaurantes, de pessoas trabalhando com receptivo, como guias. Toda a cadeia do turismo, que é muito geradora de emprego, será beneficiada”, acrescentou o ex-prefeito de Salvador.

Ao relembrar que a Bahia tem o litoral mais extenso do país, Neto ressaltou que a beleza natural do estado é um diferencial para todo o mundo. Para ele, a Bahia precisa voltar a ser lembrada pelas boas características do seu território, e não mais pelos altos índices de violência, pela falta de educação de qualidade ou pelas mortes durante a espera na fila da regulação.

“A Bahia tem um potencial enorme, e é assim que a gente quer que a Bahia seja vista e lembrada no Brasil e no mundo: pela beleza da sua natureza, pelo charme das suas praias, pela sua inigualável força cultural, pela criatividade do seu povo, pelo sabor único da sua culinária, pelo sincretismo religioso. Que seja lembrada pela riqueza da sua história, por ter um povo amável, solidário, amigo. Que abre os braços com alegria para receber pessoas de qualquer canto com tolerância e com respeito”, avaliou.

“Não dá mais para a Bahia ser lembrada e reconhecida como o estado campeão de homicídios, como a terra que ocupa o primeiro lugar do país em desemprego. Não aceitamos que a Bahia figure o último lugar na qualidade da educação. A gente não quer, de jeito nenhum, que o Brasil enxergue o drama da saúde pública, a espera para conseguir uma internação hospitalar”, acrescentou o pré-candidato. “E se Deus me permitir, eu vou trabalhar para que a Bahia lidere o Brasil. Para que a Bahia seja uma referência e um exemplo para o nosso país. Eu vou trabalhar para que o mundo olhe para a Bahia e enxergue nosso estado com orgulho, com amor e com carinho”, finalizou.


Ex-presidente afirmou que regulamentação seria feita pelo interesse de toda a sociedade brasileira

Ex-presidente Lula voltou a defender a regulação da mídia Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

Nesta quarta-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre uma tema recorrente em seus discursos, a “regulação da mídia”. Durante entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, ele defendeu a medida e disse que ela será feita pelo “povo”.

Para o petista, o tema deve ser debatido entre toda a sociedade.

– Precisamos ter consciência de que é preciso regular, mas quem vai regular é o povo, não eu. Isso vai ter que ser um debate que você vai participar, vão participar os caras da Globo, vão participar os caras da Record. Não queremos regulação que interesse ao presidente, mas sim à sociedade brasileira – apontou.

Lula então citou exemplos do que seria a regulamentação proposta.

– O dono do Instagram não pode fazer o que ele quer, não pode ser um retransmissor de mentira porque ele quer ganhar dinheiro. Precisa respeitar as leis e não pode permitir que mentiras, inverdades, grosserias e ofensas façam parte da cultura brasileira. É isso que precisa ser regulado – destacou.


A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou nesta terça-feira (7) a decisão do ministro Nunes Marques, que com uma canetada salvou o deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil-PR) da cassação imposta pela Justiça Eleitoral.

Os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram para revogar a decisão do colega. André Mendonça e o próprio Nunes Marques ficaram derrotados. Os dois defendiam a manutenção do mandato do deputado.

O resultado do julgamento impõe uma derrota e amplia o isolamento do ministro Nunes Marques no STF. Como mostrou o UOL, o ministro tem acumulado críticas internas devido a votos, decisões e pedidos de vista em julgamentos de interesse do Planalto.

Francischini é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e foi o primeiro parlamentar punido por fake news no TSE. Em 2021, a Corte cassou o mandato do deputado por fazer uma live durante o primeiro turno de 2018 acusando suposta fraude nas urnas.

Por 6 votos a 1, os ministros do TSE entenderam que ele cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Em voto, Mendonça afirmou que acompanharia Nunes Marques para dar “segurança jurídica” e disse que as declarações de Francischini não tiveram o condão de influenciar nas eleições de 2018 a ponto de justificar a pena de perda de mandato.

“Entendo que nesse caso é adequado preservar a vontade democrática desses eleitores, e não se aplicar de maneira tão contundente, tão forte, uma pena que implique a perda de um mandato que foi objeto de escolha dos eleitores”, disse.

Fachin foi o primeiro ministro a divergir e disse que existência de um debate “livre e robusto de ideias” não dá salvo conduto para ninguém “falar ou escrever afirmações notoriamente e sabidamente falsas que só visam tumultuar o processo eleitoral”. O ministro foi acompanhado por Ricardo Lewandowski.

Assim, às vezes é necessário repetir óbvio. Não existe direito fundamental em atacar a democracia a pretexto de se exercer qualquer liberdade. A lealdade à constituição é devido a todos, sobretudo aos agentes políticos, que só podem agir respeitando-a. Não se pode confundir o livre debate público de ideias e a livre disputa eleitoral com a autorização para disseminar desinformação, preconceitos e ataques à democracia”
Edson Fachin, ministro do STF e presidente do TSE

Último a votar, Gilmar Mendes desempatou o placar e disse que o discurso de ataques sistemáticos às urnas não pode ser enquadrado como “tolerável” em um Estado Democrático de Direito que tem o voto direto e secreto como cláusula pétrea. “Especialmente por um pretendente a cargo político com larga votação para a disputa de deputado estadual. Tal conduta ostenta gravidade ímpar”, disse.

Os ministros que compõem a 2ª Turma do STF: Nunes Marquesl, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachn e André Mendonça - Arte/UOL - Arte/UOL
Os ministros que compõem a 2ª Turma do STF: Nunes Marquesl, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachn e André MendonçaImagem: Arte/UOL

Decisão reforçou isolamento de Nunes Marques

Como mostrou o UOL, a decisão de Nunes Marques que salvou Francischini ampliou a percepção interna no Supremo de alinhamento entre o ministro e o Planalto.

Embora não seja um fenômeno restrito ao ministro na história do STF, a relação entre Nunes Marques e o Planalto ganhou destaque com as declarações e elogios públicos de Bolsonaro aos votos do magistrado. O presidente já disse que o ministro é um dos seus “10%” dentro do Supremo.

A decisão desagradou uma ala da Corte que defendia uma discussão do plenário sobre o caso.

Um movimento para isso foi dado no fim de semana, com a ministra Cármen Lúcia enviando diretamente ao plenário virtual uma ação movida por um suplente do Paraná que questionava a decisão de Nunes Marques. Pedro Paulo Bazana (PSD) assumiu o cargo com a cassação de Francischini.

O caso foi pautado imediatamente pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, para esta terça (7) no plenário virtual.

Nunes Marques então levou sua liminar para referendo na 2ª Turma na véspera da sessão virtual. A manobra teve o condão de esvaziar a discussão do plenário, suspensa na madrugada de hoje por André Mendonça, que pediu vista.

Em justificativa, Mendonça disse que como Nunes Marques já havia levado a decisão para referendo na turma, havia o risco do STF produzir dois entendimentos distintos para o mesmo caso. Assim como Nunes Marques, Mendonça também compõe a 2ª Turma.

Plenário tinha 3 votos para derrubar a liminar

Antes de ser suspenso, o julgamento da mesma decisão de Nunes Marques no plenário contava com 3 votos para derrubar a liminar. Cármen Lúcia, Edson Fachin e Alexandre de Moraes afirmaram que o caso era “excepcional” e permitia a revisão da decisão do colega.

O plenário julgava um mandado de segurança, um tipo de ação apresentada para questionar atos de autoridades públicas. Normalmente, este tipo de processo contra uma decisão de ministro do STF é rejeitado, mas, no caso da decisão de Nunes Marques, a ministra Cármen Lúcia defendeu que a ação poderia excepcionalmente rever a liminar do colega.

“Pelo procedimento adotado no caso agora examinado, instaurou-se por iniciativa do Ministro Relator processamento de feito afrontoso à legislação processual civil e ao Regimento Interno do STF, paralelamente ao processamento de arguição de descumprimento de preceito fundamental”, disse a ministra.

Em voto, Alexandre de Moraes afirmou que a decisão de Nunes Marques “encontra óbices processuais insuperáveis e contraria pacífica jurisprudência” do Supremo, e por isso precisava ser revisada.

Apoio de Bolsonaro

Em entrevista ao SBT, veiculada hoje, Bolsonaro acusou o TSE de “perseguição” por ter condenado Francischini à perda do mandato, no ano passado. O presidente afirmou que a decisão foi tomada “completamente sem qualquer justificativa, qualquer embasamento”, e disse concordar com o deputado.

No dia do primeiro turno das eleições 2018, a dez minutos do fim do horário de votação, Francischini fez uma transmissão ao vivo e afirmou que “fizeram algum cambalacho pro Jair Bolsonaro não ganhar essa eleição no primeiro turno”, algo que o próprio presidente já sustentou em várias ocasiões.

Para Bolsonaro, o deputado se limitou a emitir uma opinião. “E digo mais: a opinião dele é exatamente igual à minha. Igual à minha, tá?”, disse Bolsonaro ao SBT. Na entrevista, ele disse ter recebido vários vídeos e relatos de que as urnas estariam fraudadas.

“Porque vários vídeos chegavam para mim, chegou para ele também, de pessoas que iam votar e, quando apertavam o número 1, já dava por encerrada a votação e aparecia a foto do candidato 13, o Haddad, ali do lado”, completou o presidente.

Cassação de Francischini é “modelo” para TSE

A decisão que cassou Francischini é vista no TSE como um modelo a ser seguido pelo tribunal ao lidar com candidatos que disparem fake news contra o processo eleitoral neste ano. O entendimento da Corte Eleitoral, que puniu pela primeira vez um deputado por atacar as urnas, foi publicamente elogiado por Alexandre de Moraes, que comandará o tribunal no próximo semestre.

No entendimento do ministro, a decisão abria caminho para enquadrar os casos como “abuso de meios de comunicação” e levar à cassação de candidaturas.

“Notícias fraudulentas divulgadas por redes sociais e que influenciem o eleitor acarretarão a cassação do registro daquele que a veiculou. O nosso leading case é um deputado estadual do Paraná”, disse Moraes.

Na sexta (3), um dia depois da decisão de Nunes Marques derrubar o entendimento do TSE, Moraes voltou a defender a medida e contrariou o colega ao dizer que é possível, sim, equiparar as redes sociais aos meios de comunicação. Essa tese foi a base da condenação de Francischini na Corte Eleitoral e questionada por Nunes Marques em sua decisão no Supremo.

“[Nas eleições], para fins eleitorais, as plataformas, todos os meios das redes, serão considerados meios de comunicação para fins de abuso de poder econômico e abuso de poder político. Quem abusar por meio dessas plataformas, a sua responsabilidade será analisada pela Justiça Eleitoral da mesma forma que o abuso de poder político e abuso de poder econômico é pela mídia tradicional. Não podemos fazer a política judiciária do avestruz e fingir que nada a acontece”, disse Moraes.

Informações UOL


Pré-candidato a governador será recebido por prefeitos e lideranças políticas em quatro regiões distintas da Bahia a partir desta quarta-feira (8)

O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) inicia nesta quarta-feira (8) mais uma caminhada pelo interior da Bahia, visitando oito municípios de quatro regiões distintas do estado em apenas três dias. Com mais esta agenda, o ex-prefeito de Salvador alcançará a marca de 130 cidades percorridas no movimento Pela Bahia, lançado no ano passado.

A agenda começa pelo arquipélago de Cairu, no Baixo Sul, às 9h20 de quarta-feira. Ao lado do prefeito Hildécio Meireles (União Brasil) e de outras lideranças, Neto visitará Morro de São Paulo. A comitiva ainda passará pelos distritos de Gamboa, Galeão, pela sede do município e terminará às 13h30, numa reunião política no Colégio do Convento Santo Antônio. Em pauta, propostas para recuperar o turismo do estado.

Ainda na quarta-feira, mas às 18h, ACM Neto estará em Irecê, no Centro-Norte baiano, para um ato político ao lado do ex-prefeito e ex-deputado estadual Luizinho Sobral (PSC), no Gran Fest Irecê. Em ambas as agendas, o deputado federal Cacá Leão (PP), pré-candidato a senador, estará ao lado de Neto, assim como outros parlamentares e lideranças.

Na quinta-feira (9), três cidades aos pés da Chapada Diamantina, no território do Piemonte do Paraguaçu. A agenda começa por Iaçu, às 10h40, com carreata e reunião política no Armazém Bar e Pizzaria. Às 13h30, Neto vai a Ibiquera. Recebido pelo prefeito Dr. Ivan Almeida (PP), a comitiva fará um percurso pela cidade e encontro no Clube Cultural. Às 16h15, a caminhada será em Boa Vista do Tupim, ao lado do prefeito Dinho (PSDB), fechando com uma reunião com lideranças no Clube Rangel.

Na sexta-feira (10), ACM Neto visitará três cidades da região do Rio São Francisco. O dia começa às 10h40 em Matina, com caminhada pelas ruas e encontro político no Recanto Santana. Às 13h30, chega a vez de Riacho de Santana, com reunião ao lado de lideranças na Maçonaria. E às 16h, o pré-candidato visitará Igaporã, com ato político no Clube Acri.


É nítido que o ex-presidiário Lula tem evitado aparecer na rua. A situação já tem até outro nome, pelo fato de que o PT intitulou de “ambientes não controlados”.

Em todas as suas aparições públicas, o petista tem dado preferência a eventos com rígido controle de acesso de público, resultado em plateias totalmente entusiásticas, com risco zero de contestação ou animosidade que desmintam a sensação de vitória iminente de Lula, quem sabe ainda no primeiro turno.

O partido, obviamente, tem a explicação pronta para que Lula não encare as ruas, e que vai de questões de segurança até o receio de algum ato público acabar caracterizado como propaganda eleitoral antecipada – como se um discurso para uma plateia puramente chapa-branca não pudesse também se encaixar nesse conceito. Mais ainda: o PT e Lula garantem que, a partir de 15 de agosto, quando a campanha eleitoral começar oficialmente, o hoje pré-candidato irá “viajar o Brasil” e “conversar com o povo brasileiro”. No entanto, mesmo na hipótese de que não haja um “medo das ruas” da parte do petista, há uma outra relutância que deveria ser vista com muita preocupação por todos os que partilham da preocupação com o futuro da economia brasileira.

Os grandes problemas atuais da economia nacional – inflação, desemprego, juros altos, real desvalorizado, saúde fiscal deteriorada – não serão resolvidos com aquilo que Lula vem prometendo; pelo contrário, eles serão agravados 

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo publicada em 28 de maio mostra que Lula tem se recusado terminantemente a encontrar empresários para expor sua plataforma econômica. Membros da pré-campanha de Lula afirmaram que o petista já foi procurado para conversas com integrantes do mercado financeiro, mas já disse que não participará de nenhum evento no qual ele possa ser questionado abertamente sobre suas propostas para a economia. Em vez disso, ele acaba enviando emissários, como empresários amigos e ex-ministros. Oficialmente, o argumento é o de que o plano de governo ainda não está pronto; mas, neste caso, faltou combinar com o próprio Lula, que já anunciou todo tipo de loucura quando está diante de plateias que aplaudam entusiasticamente tudo o que saia de sua boca.

Afinal, o ex-presidente já prometeu derrubar o teto de gastos, revogar (ou ao menos “revisar” a reforma trabalhista de 2017 (criação de pessoas com “mentalidade escravocrata”, chegou a afirmar), interferir na política de preços da Petrobras para “abrasileirar” o preço dos combustíveis, e frear ou até mesmo revisar privatizações. Esse tipo de promessa, aliás, não é feito apenas diante de apoiadores; aparece dia sim, dia também nas mídias sociais de Lula, em artigos de jornal como o assinado por Guido Mantega no início deste ano, e até mesmo em alguns eventos com empresários aos quais o ex-presidente envia representantes. Um caso emblemático foi o de um jantar ao qual Lula mandou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann – participantes descreveram o conteúdo como “horroroso”, remetendo à “nova matriz econômica” que devastou o Brasil no governo Dilma Rousseff.

Há quem diga que a retórica do atraso se destina apenas a “eletrizar a militância”, e que o programa de governo será diferente, como aconteceu com o “Lulinha paz e amor” de 2002 – afinal, todos os formadores de opinião que se esforçam diariamente em descrever Lula como um “moderado” teriam dificuldades em sustentar seu discurso diante de cada fala que anuncia a perspectiva de uma guinada tão radical à esquerda. Mas Lula não tem necessidade de pregar para convertidos. O mais provável é que o ex-presidente e seu partido estejam expondo suas reais convicções num raro rasgo de sinceridade, contando talvez que outra parte do eleitorado apenas associe a figura de Lula a um tempo de bons indicadores econômicos, sem refletir muito sobre como esses indicadores foram conquistados, sobre como Lula recebeu uma “herança bendita” de FHC e aproveitou um bom momento internacional, e sobre como o desastre veio assim que o PT implantou sua própria política econômica. Mas disso tudo os empresários e representantes do mercado financeiro – ao menos aqueles que não foram “amigos do rei” no passado, ou não tenham se deixado cegar pela ideologia – lembram muito bem, e isso pode explicar a relutância de Lula em se encontrar com eles.

Os grandes problemas atuais da economia nacional – inflação, desemprego, juros altos, real desvalorizado, saúde fiscal deteriorada – não serão resolvidos com aquilo que Lula vem prometendo; pelo contrário, eles serão agravados. Isso não é mera hipótese: já foi realidade menos de uma década atrás, quando o programa gastador e estatizante do petismo foi implantado e o resultado foi a maior recessão da história do país. Mas Lula não quer ter de ouvir isso, pois ele não teria resposta satisfatória a dar. É muito mais simples esconder-se e contar com a memória curta do brasileiro em outubro.

Informações Terra Brasil Notícias


Presidentes têm encontro bilateral previsto para a próxima quinta-feira

Joe Biden e Jair Bolsonaro Fotos: EFE/EPA/JIM LO SCALZO |Alan Santos/PR

Os presidentes do Brasil e Estados Unidos, Jair Bolsonaro e Joe Biden, se encontrarão em reunião bilateral prevista para a próxima quinta-feira (9) em Los Angeles, nos Estados Unidos. O Itamaraty espera que o encontro dure entre 40 e 50 minutos e aborde temas variados do interesse brasileiro e norte-americano. A deliberação entre os dois líderes ocorrerá em meio à nona edição da Cúpula das Américas, evento que reunirá lideranças do continente também em Los Angeles entre 6 e 10 de junho.

Segundo informações do jornal Gazeta do Povo e do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, os tópicos a serem abordados por parte do presidente Jair Bolsonaro são de decisão do próprio chefe do Executivo. Mas o Itamaraty sugeriu que ele levante temas como comércio e investimentos, desenvolvimento sustentável, energia, mineração, cadeiras regionais de valor, defesa, democracia e recuperação econômica após a Covid-19.

Outra temática importante seria os impactos da guerra na Ucrânia no suprimento de fertilizantes e seu impacto na segurança alimentar mundial. O Brasil busca ampliar a produção de alimentos, em resposta ao pedido da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os assuntos que devem ser mencionados pelo anfitrião giram em torno de temáticas similares, como insegurança alimentar, segurança sanitária, resposta econômica à pandemia e mudanças climáticas.

– São áreas em que o Brasil desempenha papel muito importante – declarou o diretor sênior do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Juan Gonzalez.

Biden e Bolsonaro nunca se encontraram anteriormente, e o convite foi feito pelo democrata. O presidente Bolsonaro decidiu aceitar o convite após o líder norte-americano enviar o ex-senador Christopher Dodd ao Brasil para convencê-lo da relevância de sua participação.

O chefe do Planalto deve viajar ao lado do ministro como Joaquim Leite (Meio Ambiente), Fábio Farias (Comunicações) e Paulo Guedes (Economia).

Informações Pleno News