A jornalista tenta mostrar pontos positivos no aumento do desemprego no Brasil
Feliciano e publicação de Míriam Leitão Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados e Reprodução
O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) reagiu ao malabarismo linguístico da jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, que tenta encontrar pontos positivos no aumento do desemprego.
Leitão escreveu uma nota nesta sexta-feira (28) com o título: Desemprego sobe em relação a dezembro, mas mercado de trabalho está muito melhor que início de 2022.
A jornalista ouviu economistas que dizem que a “taxa de desocupação do IBGE mostra emprego ainda aquecido”.
Não é raro encontrar reportagens parecidas, que mostram pontos negativos do atual governo, usando expressões para amenizar os problemas e assim não prejudicar a imagem da administração Lula.
Feliciano fez um seguinte comentário:
– O navio afundou com todos os tripulantes, mas foi em águas calmas, sob a luz de um Sol brilhante… – seguido por emoticon de raiva.
Nos comentários do tuíte do deputado, os internautas comentaram sobre a forma como a imprensa tenta enganar os leitores.
– O contorcionismo dessa senhora é deplorável – escreveu uma usuária do Twitter.
– É hipocrisia o nome? Ou é desonestidade intelectual? – questionou outro.
A frase do presidente Lula foi dita nesta sexta-feira (28) quando sancionou o projeto de lei que reajusta em 9% os salários dos servidores públicos federais.
Na ocasião Lula afirmou:
“Se tem uma profissão honesta, é a do político. É o único concurso que a cada quatro anos você tem que refazer”,disse. O presidente ainda alude a Fernando Collor para dizer que a população brasileira foi “convencida a achar que todo político é corrupto”.
Sobre o reajuste:
O impacto neste ano será de R$ 11,6 bilhões nas contas públicas. O benefício será pago a partir de maio.
O reajuste foi negociado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos com as entidades representativas de servidores.
Exceto o comando petista na Câmara — que está afinado com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) —, os demais integrantes da articulação política do governo no Congresso não veem com bons olhos a escolha do deputado Arthur Maia (União-BA) para presidir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.
Maia é hoje o favorito do presidente da Câmara para o posto. Ele é conhecido em seu estado como homem da estrita confiança do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, principal adversário do PT na Bahia.
O deputado disputa a indicação contra o líder do PP, André Fufuca (MA). Este é o nome favorito do Palácio do Planalto por sua proximidade na política do estado com o ministro da Justiça e ex-governador, Flávio Dino (PSB).
Apesar de pertencer a seu partido, foi Arthur Lira quem convenceu Fufuca a anunciar publicamente que não deseja comandar as investigações da CPMI. Com isso, abrindo espaço para Arthur Maia. O anúncio surpreendeu o governo.
O comando petista da Câmara, no entanto, está defendendo junto ao Palácio do Planalto a escolha do deputado baiano. A afirmação é de que o fato de Arthur Lira ter indicado é uma garantia de apoio ao governo e não de oposição.
O PT da Câmara vê Lira como um aliado fiel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar do apoio que emprestou ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Diferentemente dos deputados, os articuladores do governo no Senado temem a força excessiva de Lira e que ele passe à oposição quando algum de seus pedidos de cargos e verbas não for atendido.
Nesse caso, a CPMI será um dos principais instrumentos de pressão contra o Planalto.
O ministro chefe das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, está pessoalmente dividido sobre o assunto. Outro ministro importante no Planalto, por sua vez, o baiano Rui Costa, da Casa Civil, está junto com os senadores governistas quanto ao temor sobre a atuação de Lira.
O presidente Lula resolveu assumir pessoalmente as articulações para escolha dos integrantes da CPMI. Quer tentar decidir ainda neste final de semana ou, no máximo, no início da próxima semana.
O novo governo do PT conseguiu ao menos uma façanha, desde que assumiu o Palácio do Planalto, em janeiro: cortou o número de cartões corporativos da Presidência da República, mas aumentou os gastos. Até abril, os gastos dos oito cartões sob responsabilidade direta de Lula torraram R$12,2 milhões na conta do pagador de impostos brasileiro. Já é quase metade dos gastos totais dos nove cartões da Presidência sob Jair Bolsonaro em 2022, último ano do governo (R$24 milhões).
No primeiro ano de governo Bolsonaro, 16 cartões corporativos gastaram mais de R$15 milhões. Foram 13 cartões em 2020; R$19,1 milhões.
Em 2021, o número de cartões diminuiu para 11 e os gastos caíram, na Presidência da República do governo anterior: R$19 milhões
Nesse ritmo de gastos, a Presidência sob Lula deve superar as despesas de 2022 em 50%, e fechar o ano em mais de R$36 milhões.
Informação foi divulgada pelo ministro do órgão, Ricardo Cappelli
Todos os servidores do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) serão obrigados a apresentar a carteira de vacinação atualizada contra a covid-19. A informação foi divulgada pelo ministro do GSI, Ricardo Cappelli, nesta quinta-feira, 27.
“Estamos editando a portaria que obriga os servidores do GSI a apresentarem esquema vacinal atualizado da covid-19”, escreveu Cappelli em seu perfil no Twitter. “Quem mantêm contato com o presidente da República deve cumprir o que orientam as autoridades sanitárias.”
Ao comemorar os cem dias de seu governo, o presidente Lula afirmou que iria cobrar o comprovante de vacinação a todos os funcionários e visitantes do Palácio do Planalto.
Ministro de Portos e Aeroportos afirmou que o retorno dessas rotas é “compromisso” das empresas aéreas e alegou que a medida não tem “conteúdo ideológico”
O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (foto), anunciou nesta quarta-feira (26) que o Brasil deve voltar a ter, ainda neste ano, voos diretos para Havana, a capital de Cuba, e Caracas, a capital da Venezuela, registra a Veja.
França participa hoje de audiência nas comissões de Turismo e de Viação e Transportes na Câmara. Segundo ele, a volta das rotas é um pedido de Lula (foto) às companhias aéreas brasileiras.
Durante a audiência, depois de uma manifestação de Washington Quaquá, França comentou que o deputado petista do Rio estava indo para Cuba e pediu que ele avisasse “aos nossos companheiros” que os voos diretos Brasil-Havana e Brasil-Caracas retornariam. Consultado pela Veja, o ministério não deu prazo para a volta dos voos nem informou há quanto tempo as rotas deixaram de existir.
“O presidente Lula pediu para que as empresas pudessem voltar a voar para América Central, Caribe e África. Então as empresas estão se organizando e [teremos], possivelmente no segundo semestre, mais três voos para a África: um para a África do Sul e dois mais pra cima, na África mais ao norte”, declarou o ministro.
França acrescentou que os países citados podem, eventualmente, “comprar os nossos produtos industrializados” e que a notícia “não tem um conteúdo ideológico, embora as pessoas queiram dar”.
Não tem conteúdo ideológico nenhum, imagine. É impressão sua, leitor.
Nesta quarta-feira (26), a Embaixada de Israel no Brasil, criticou a declaração do presidente Lula (PT) sobre a criação de Israel, durante visita à Espanha. O chefe do Executivo brasileiro teve a infelicidade diplomática de fazer a descabida colocação justamente no dia em que se comemora a Independência de Israel.
Na ocasião, Lula criticou frontalmente a Organização das Nações Unidas (ONU), voltou a relativizar a responsabilidade acerca da guerra na Ucrânia, mesmo após ter condenado a “violação” do território ucraniano. O petista disse que a ONU criou o Estado de Israel, mas não conseguiu criar o Estado palestino.
– A ONU era tão forte que, em 1948, conseguiu criar o Estado de Israel. Em 2023, não consegue criar o Estado palestino – declarou.
Lamentamos ouvir a declaração do Presidente Lula dizendo que a ONU criou Israel, mas não conseguiu criar um Estado Palestino. A verdade é o contrário e é importante olhar para os fatos históricos.
Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia da ONU votou uma proposta para dividir o território do mandato britânico em dois estados: judeu e árabe. À frente da reunião da Assembleia das Nações Unidas estava o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha. Os judeus – a liderança de cerca de 600 mil pessoas que viviam na área do mandato – concordaram. Os árabes que viviam na área do mandato e os países árabes vizinhos não aceitaram a decisão e lançaram um ataque às aldeias e cidades judaicas e ao estado recém-fundado. Na guerra que nos foi imposta, vencemos e estabelecemos um Estado – o Estado de Israel. A ONU deu a oportunidade do estabelecimento de um Estado Árabe/Palestino em 1947. Os árabes tiveram a oportunidade de estabelecer um estado e o rejeitaram, provavelmente pensando que derrotariam Israel e estabeleceriam um estado em todo o território do mandato britânico relevante.
Quando os palestinos receberam território e governo independente na Faixa de Gaza em 2005, eles escolheram investir o dinheiro internacional que receberam e seus esforços para construir um sistema militar ofensivo contra Israel, e não, por exemplo, no desenvolvimento de infraestrutura e construção de instituições para o bem-estar de seus residentes.
Há uma longa disputa territorial entre Israel e os palestinos, e a decisão sobre o futuro dos territórios disputados deve ser resolvida por meio de negociações bilaterais. Alguns palestinos recorrem a métodos violentos e terroristas na tentativa de alcançar uma solução para a disputa e, portanto, Israel é forçado a agir contra eles e, portanto, a vida de muitos de seus irmãos palestinos é pior do que poderia e deveria ser.
A única forma de resolver a questão é por meio da negociação e não pela violência ou por declarações historicamente infundadas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está a um voto de voltar com o imposto sindical no país. O julgamento da Corte foi interrompido por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, mas Edson Fachin e Dias Toffoli decidiram antecipar seus votos.
Com isso, o placar já está 5 a zero, faltando apenas mais um ministro para a maioria ser atingida.
Caso a maioria seja confirmada, o STF vai mudar seu posicionamento, já que em 2017 a Corte considerou inconstitucional a cobrança compulsória da taxa de trabalhadores não sindicalizados. Gazeta Brasil
Presidente brasileiro se reuniu com primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em Madri, e repetiu que está convocando países a compor um ‘clube da paz’ para mediar fim do confronto.
‘Não cabe a mim decidir de quem é a Crimeia’, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (26), durante viagem à Espanha, que não cabe a ele ou ao Brasil decidir a quem pertence a Crimeia, território da Ucrânia invadido e ocupado pela Rússia desde 2014.
“Não cabe a mim decidir de quem é a Crimeia. Quando se sentar em uma mesa de negociação, pode-se discutir qualquer coisa, até a Crimeia. Mas quem tem que discutir isso são os russos e ucranianos. Primeiro para a guerra, e depois vamos conversar. Cada um acha que tem razão, acha que pode mais, o dado concreto é que o povo tá morrendo. E só tem um jeito, é parar para fazer o acordo”, declarou.
O presidente brasileiro também afirmou que “não pode haver dúvida” de que o Brasil condena a invasão da Ucrânia pela Rússia, em andamento desde 2021 – mas que é mais importante frear a guerra que apontar quem está certo ou errado.
“Eu sou incomodado com a guerra que está acontecendo entre Rússia e Ucrânia. Ninguém pode ter dúvida que nós brasileiros condenamos a violação territorial que a Rússia fez contra a Ucrânia. O erro aconteceu, a guerra começou. Agora, não adianta ficar dizendo quem está certo ou errado, o que precisa é fazer a guerra parar. Você só vai discutir um acerto de contas quando pararem de dar tiros”, declarou.
Lula fez um pronunciamento a respondeu a perguntas da imprensa brasileira e espanhola após se reunir com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, no Palácio de Moncloa, sede do governo espanhol em Madri.
No discurso e nas respostas, o presidente brasileiro falou sobre:
os esforços para criar um “clube da paz” contra a guerra na Ucrânia;
o papel do Brasil e das Nações Unidas nessa negociação de paz;
a negociação do acordo entre Mercosul e União Europeia;
investimentos internacionais na Amazônia;
a cooperação Brasil-Espanha.
Presidente Lula (PT) e o primeiro-ministro da Espanha — Foto: Reprodução/Twitter
Essa é a primeira viagem de Lula à Europa neste terceiro mandato como presidente da República. O petista chegou na terça-feira (25) a Madri, depois de cumprir agenda em Portugal.
Nas redes sociais, Sánchez disse: “Abrimos uma nova etapa nas relações estratégicas entre a Espanha e o Brasil. Temos muito que levar para a prosperidade e bem-estar de nossos cidadãos, para a aproximação de nossas regiões e para a construção de um mundo mais seguro e sustentável”.
A maior parte da comunidade internacional não reconhece a anexação russa da Crimeia, a península ucraniana invadida por tropas de Moscou em 2014.
Desde então, apenas países como Coréia do Norte, Venezuela e Belarus declararam reconhecer a península como parte da Rússia.
A reconquista da região é um ponto inegociável para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que já declarou que a guerra na Ucrânia “começou e vai terminar na Crimeia”.
Veja abaixo os principais pontos do discurso de Lula na Espanha:
Lula afirmou no discurso que tem se reunido com líderes de outros países para pedir apoio na mediação do conflito entre Rússia e Ucrânia. Desde a campanha presidencial em 2022, o político brasileiro tem dito que pretende atuar como “negociador” em espaços internacionais.
“Acho que ninguém está falando em paz no mundo. Não tem ninguém, a não ser eu que estou gritando paz, como se estivesse isolado no deserto. Já falei em paz com o [Joe] Biden, com o Olaf Scholz, com o [Emmanuel] Macron, fui conversar com Xi Jinping, falei com o presidente Pedro, com o presidente e o primeiro-ministro de Portugal”, disse Lula.
“A guerra está num estágio em que acho que precisa uma interferência de um grupo de países amigos que possam sentar e estabelecer uma regra. Primeiro, vamos parar de matar gente. Vamos parar de destruir o que já está construído e ver onde podemos chegar. Se não formos capazes de fazer um acordo, paciência”, declarou.
Críticas à ONU e ao Conselho de Segurança
Lula voltou a criticar a posição do Conselho de Segurança da ONU no conflito – e a defender uma reforma na instância das Nações Unidas responsável por “zelar pela paz mundial”.
“É assim nessa guerra, e foi assim em todas as outras guerras. Nós vivemos num mundo muito esquisito, em que os membros do Conselho de Segurança da ONU, todos eles são os maiores produtores e vendedores de armas do mundo, e os maiores participantes de guerra”, afirmou.
O Conselho de Segurança da ONU tem, desde 1945, cinco membros permanentes e com direito a veto: Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Rússia. O Brasil, assim como outros países, defende há décadas que esse número de assentos permanentes seja ampliado.
“Fico me perguntando se não cabe a nós, os outros países que não somos membros permanentes, fazer uma mudança na ONU. Por que a Espanha, o Brasil, o Japão, a Alemanha, a Índia, a Nigéria, o Egito, a África do Sul não estão? Quem é que determina, os vencedores da Segunda Guerra Mundial. Isso já faz muitos anos, a geografia do mundo mudou, a geopolítica mudou, a economia. Precisamos construir um novo mecanismo internacional que possa fazer coisas diferentes”, disse Lula.
“Quando os EUA invadiram o Iraque, não houve discussão no Conselho de Segurança. Quando França e Inglaterra invadiram a Líbia, não houve. E agora, a Rússia que é membro fixo do Conselho, também não discutiu. Se os membros que têm responsabilidade de dirigir a paz mundial não pedem licença, por que os outros têm que obedecer? Está na hora de criar um G-20 da Paz, que deveria ser a ONU”, continuou.
“Todos nós somos contra a guerra, mas a guerra já começou. E acho que a condução da discussão sobre a guerra está errada. A ONU que me perdoe, já poderia ter convocado algumas sessões extraordinárias com todos os países-membros para discutir a guerra. Por que não fez?”
Um dos principais temas na relação entre o governo Lula e os países europeus é a conclusão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, emperrado há mais de uma década por falta de consenso entre as nações envolvidas.
Lula afirmou que a negociação do acordo não é fácil, porque envolve “interesses da sociedade” de todos os países. E disse que a proposta anterior de acordo é “inaceitável”, sem dar detalhes.
“Acho que a proposta feita no governo anterior é inaceitável por parte do Brasil, porque impõe punição e nós não podemos aceitar. O fato de o presidente Pedro Sanchez assumir a presidência da União Europeia, a gente tem chances de fechar esse acordo. Alguém tem que fechar, mas em um acordo, todo mundo tem que ganhar”, disse Lula.
“Não é fácil, porque o acordo mexe com interesses da sociedade. A Espanha, quando vai negociar, tem que saber os interesses dos produtores desse jamón delicioso que ela produz. Não quer perder a primazia de ser o melhor. O Brasil também tem seus interesses”, pontuou.
Investimentos na Amazônia
Lula voltou a repetir, na Espanha, que o Brasil busca parceiros internacionais para investir na preservação da Amazônia e em formas sustentáveis de aproveitar a biodiversidade da região.
“Não queremos transformar a Amazônia em um santuário da humanidade. O que queremos é transformar aquele território, que é soberano do Brasil, em um centro de pesquisa para que pesquisadores do mundo inteiro possam pesquisar a riqueza da nossa biodiversidade […] para gerar emprego para as 25 milhões de pessoas que moram lá”, disse.
“Não podemos passar a ideia de que preservar a Amazônia é segregar aquelas pessoas em um mundo inóspito. Queremos que elas tenham acesso às mesmas coisas que têm as pessoas que moram em Madri. Mas isso pode ser feito sem que a gente use a derrubada de árvores como pretexto para o progresso.”
Cooperação Brasil-Espanha
No discurso, o presidente brasileiro afirmou que a visita oficial à Espanha tinha o objetivo de dizer “aos trabalhadores e aos empresários espanhóis que nós queremos construir parceria”.
“Não vamos mais privatizar nenhuma empresa, não vamos vender patrimônio público para pagar dívida. O que queremos é construir parceria com empresários de outros países para fazer coisas novas. E se precisar fazer dívida para fazer um ativo novo, não tem problema. O que não pode é fazer dívida para pagar dívida”, afirmou.
Durante a visita, os governos do Brasil e da Espanha assinaram três documentos:
um memorando entre os ministérios da Educação dos dois países para aprofundar a cooperação entre universidades – por exemplo, aumentando as vagas de intercâmbio entre os países no ensino superior;
um memorando entre os ministérios do Trabalho – Lula já disse que o Brasil pode se inspirar na Espanha para regulamentar o trabalho por aplicativo, por exemplo;
uma carta de intenções entre os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação dos países para cooperação em áreas como saúde, meio ambiente e mudança climática, transição energética e alimentos.
“Nós [Lula e Pedro Sánchez] conversamos sobre a retomada do diálogo e da cooperação. Brasil tem uma dívida de gratidão com a Espanha, segundo país que mais investe no Brasil. Mais de mil empresas espanholas estão no Brasil, aproximadamente 15 milhões de espanhóis ou descendentes de espanhóis”, citou.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve depor à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (26), a partir das 9h (de Brasília), sobre os atos do dia 8 de janeiro nas sedes dos Três Poderes em Brasília.
Bolsonaro passou a ser investigado formalmente na categoria de instigadores após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Junto ao ex-chefe do Executivo devem estar presentes os advogados Paulo Bueno, Marcelo Bessa e Fabio Wajngarten, que era secretário de Comunicação durante a gestão de Bolsonaro na Presidência da República.