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Ex-presidente também criticou presença de líder do MST na comitiva de Lula na China

Ex-presidente da República Jair Bolsonaro
Ex-presidente da República Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou seu Twitter, neste domingo (16), para condenar as ações de Lula (PT) no campo da política externa e classificá-las como “vexame”. O ex-mandatário se refere, principalmente, ao fato do petista ter feito acusação de que os Estados Unidos incentivam a guerra na Ucrânia.

– Da China o cara acusa os EUA de incentivar a guerra. Diz também que o conflito, no momento só está interessando a Putin e a Zelensky – disse.

Bolsonaro também criticou a presença de João Pedro Stédile na comitiva de Lula à China, por se tratar de um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, incentivador de invasões de terras no Brasil.

– Lula, Dilma e Stedile, juntos, mais um vexame para a política externa brasileira – concluiu.

Os principais jornais norte-americanos, Washington Post, Wall Street Journal e The New York Times, criticaram as colocações de Lula após encontro com Xi Jinping.

Na quinta-feira (13), o Washington Post publicou um artigo advertindo que a viagem de Lula à China ocorre “em um momento em que as relações entre Washington e Pequim se tornam cada vez mais tensas”, e lamentou dizendo que o ocidente esperava que Lula fosse um parceiro, mas deixa claro que possui seus próprios interesses.

Informações Pleno News


Bolsonaro rebate Haddad por desconhecer Shein

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

Ex-presidente rebateu a declaração do ministro da Fazenda sobre o gigante chinês

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por supostamente desconhecer a varejista chinesa Shein. O militar fez suas considerações neste sábado, 15, nas redes sociais.

Nesta semana, Haddad declarou que desconhece a Shein. O ministro ainda afirmou que só conhece a Amazon — onde compra, “ao menos, um livro por dia”. Bolsonaro rebateu essa declaração.

“Haddad diz desconhecer a Shein, mas o governo Lula já havia recebido a empresa”, lembrou o ex-presidente. “O compromisso do governo Jair Bolsonaro foi anunciar a não taxação desses serviços, visto que milhares de humildes no Brasil sobrevivem deste setor. Foi o que cumprimos!”

O ex-presidente falou ainda sobre a reunião que os representantes da varejista chinesa tiveram com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.

“Apesar de o ex-prefeito de São Paulo e ministro da principal pasta econômica de Lula afirmar que não conhece o gigante, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços encontrou, no mês passado, vários representantes da Shein”, afirmou Bolsonaro. “Segundo o ministro da Economia de Lula, até repercutir a medida da Receita Federal para acabar com a isenção de imposto das encomendas internacionais de até US$ 50 entre pessoas físicas, no início da semana, ele desconhecia a empresa.”

Haddad não se manifestou sobre o assunto.

Revista Oeste


Rui Costa associa Bolsonaro a ataques em escolas

foto: Reprodução 

“O ex-presidente botava criança no colo, fazendo sinal de arma e estimulando grupos armados, estimulando ódio”, diz o ministro da Casa Civil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa(foto), afirmou neste sábado (15) que os ataques recentes a escolas são herança do governo Jair Bolsonaro.

Durante agenda em Salvador, o petista citou ainda os casos em que o ex-presidente carregava crianças no colo e fazia “sinal de arma”.

“Infelizmente, o Brasil está colhendo aquilo que foi plantado ao longo dos quatro anos. Como na agricultura, se você plantar semente de mamão, você vai ter um pé de mamão. Se você plantar soja, vai colher soja. E ao longo dos últimos quatro anos, no Brasil, infelizmente, comandado pelo ex-presidente da República, se plantou ódio, racismo, preconceito contra as mulheres, preconceito contra nordestino, contra negro”, disse.

“O ex-presidente botava criança no colo, fazendo sinal de arma e estimulando grupos armados, estimulando ódio. Infelizmente, o Brasil hoje ficou parecido com outras nações, com ataques a escolas.”

Segundo Rui Costa, o presidente Lulamarcou uma reunião na próxima terça-feira para discutir os casos de violência em escolas.

O Antagonista 


Presidente brasileiro também afirmou que o país invadido tem interesse na guerra

Presidente da China Xi Jinping, dá boas-vindas a Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil

Na noite da sexta-feira 14, na saída de um hotel em Pequim, na China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez a seguinte afirmação em uma entrevista coletiva: “É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra [Rússia contra Ucrânia] e comecem a falar em paz”.

O presidente brasileiro, que se dirigia ao aeroporto rumo aos Emirados Árabes, também disse que a China tem um papel muito importante para o fim do conflito. E responsabilizou a União Europeia (UE) pela continuação do confronto.

Segundo Lula, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem interesse na guerra. “É preciso que a União Europeia comece a falar em paz, para que a gente possa convencer o Putin e o Zelensky de que a paz interessa a todo mundo”, disse. “A guerra só tá interessando, por enquanto, aos dois.”

A reincidência de Lula

Não é a primeira vez que Lula se manifesta sobre o conflito no Leste Europeu. No começo do mês, o petista sugeriu que a Ucrânia deixasse a Rússia ficar com a Península da Crimeia, anexada pelos russos em 2014, para acabar com a guerra. A Ucrânia negou a sugestão do presidente brasileiro.


Informações Revista Oeste


2.mar.23 - Lula entre Janja e Rui Costa no lançamento do novo Bolsa Família -  TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
2.mar.23 – Lula entre Janja e Rui Costa no lançamento do novo Bolsa Família Imagem: TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Desde o início do governo, a primeira-dama Janja deixou claro que queria ressignificar o papel de esposa do presidente da República. O perfil determinado da mulher de Lula, no entanto, tem criado atritos no governo, conforme mostrou o UOL.

Os principais embates estão dentro do Palácio do Planalto, mais especificamente na Casa Civil, comandada por Rui Costa (PT). O ministro éapontado pelo próprio presidente Lula (PT) como o mais importante de seu governo.

A relação com Janja, porém, segundo apurou a coluna, está longe de ser harmoniosa. Nos bastidores, a primeira-dama se queixa de até agora não ter conseguido, por exemplo, formalizar a estrutura do Gabinete de Assuntos Estratégicos em Políticas Públicas.

Ela tem trabalhado em uma sala no Palácio do Planalto próxima do gabinete de Lula, mas a falta de formalização do papel de seu gabinete atrapalha no desenvolvimento de políticas públicas. O aval depende de Rui Costa.

Além disso, a Casa Civil barrou a compra de alguns móveis que a primeira-dama havia escolhido para compor o Palácio da Alvorada, residência presidencial.

Segundo a coluna apurou, Janja escolheu uma mesa no valor de R$ 200 mil, o que foi negado por Costa. O argumento dado por integrantes da Casa Civil para vetar essa e outras compras é a de que móveis com valores muito altos poderiam repercutir mal para o governo.

Do lado de Janja, porém, a justificativa para a escolha de móveis de alto valor é que eles passariam a ser do acervo do Palácio.

Janja gostou de ser ‘popular’

A primeira-dama também tem incomodado aliados por sua reação em relação à pesquisa Quaest que mostrou sua popularidade em um patamar maior do que a de Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente.

Na ‘briga’ com Rui Costa, conforme apurou o UOL, a primeira-dama tem dito que “é mais popular que muito ministro”, incluindo o titular da Casa Civil.

Auxiliares de Janja atribuem o ‘fogo-amigo’ contra ela ao fato de alguns aliados de Lula temerem que ela possa ser escolhida pelo presidente como uma sucessora. A possibilidade, dizem pessoas próximas a primeira-dama, é “zero”. Pelo menos, por enquanto.

Atritos e machismo

Janja tem tentado minimizar as críticas. Ontem, da China, postou uma foto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para rebater o que ela chamou de “intrigueiros”.

No dia anterior, ela havia feito postagens sobre o fim da isenção para compras no e-commerce abaixo de US$ 50, revelada pelo UOL.

A iniciativa repercutiu, obrigou a Fazenda a dar mais esclarecimentos e incomodou membros do governo pela “intromissão”.

Outra fala recorrente de quem reclama de Janja é que ela seria “deslumbrada”. Pessoas próximas a primeira-dama dizem que foi ‘espantoso’ a quantidade de informações contra Janja que foram disseminadas dentro do governo assim que Lula e ela viajaram para China.

Na avaliação desses auxiliares da primeira-dama, essa “torta de climão” dos últimos dias envolvendo Janja é resultado de atitudes machistas, reflexo de um ambiente com “muito homem e poucas mulheres”.

A coluna procurou a Casa Civil para comentar as informações, mas não obteve resposta. A assessoria da primeira-dama, que cumpre agenda ao lado de Lula na China, também não quis comentar.

Informações UOL


TSE nega pedido de Bolsonaro para tirar sigilo de investigação contra ele

Foto: Alan Santos

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta quinta-feira (13) negar pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para retirar o sigilo da investigação que pode torná-lo inelegível.

O pedido foi feito após os advogados se queixarem da divulgação do parecer no qual o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a inelegibilidade de Bolsonaro. A solicitação ocorreu no âmbito do processo que discute a legalidade do encontro do ex-presidente com embaixadores para criticar o sistema eletrônico de votação, em 2022.

Na decisão, o ministro disse que o sigilo das peças processuais é necessário para proteger as provas e que a própria defesa pode divulgar as informações que achar necessárias.

“Considerando-se que os sujeitos processuais foram relembrados, no despacho anterior, que é dever de todos preservar as informações sigilosas transcritas ou avaliadas nas referidas peças, conclui-se que os próprios investigados, se assim entenderem, poderão adotar as providências para assegurar que a divulgação pública de suas alegações finais observe essa diretriz, seja por meio de tarjamento ou de outra providência suficiente para a finalidade consignada no despacho”, decidiu.

O despacho foi proferido na ação de investigação na qual o PDT contesta a legalidade da reunião com embaixadores. O processo está na fase de alegações finais, a última antes do julgamento, que pode ocorrer no primeiro semestre deste ano.

Agência Brasil


Presidentes devem assinar 15 acordos comerciais e discutir temas como a invasão da Ucrânia. China é o país que mais compra produtos brasileiros.

Lula participa de encontro com Xi Jipining

Lula participa de encontro com Xi Jipining 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (14) em Pequim, em reunião com o presidente da ChinaXi Jinping, que deseja aprofundar a relação entre os dois países em diversas áreas nos próximos quatro anos – e que “ninguém” poderá proibir essa aproximação. 

“Ontem fizemos visita à Huawei, em uma demonstração que queremos dizer ao mundo que não temos preconceito em nossas relações com os chineses. Ninguém vai proibir que o Brasil aprimore sua relação com a China”, disse o presidente na reunião aberta entre os líderes.

Lula cumpre visita oficial ao país acompanhado de ministros e da primeira-dama, Janja. Nesta sexta, os presidentes de Brasil e China se reuniram em um encontro bilateral e assinaram atos conjuntos. 

No discurso aberto à imprensa, que antecedeu a reunião fechada, Lula falou em intensificar as relações Brasil-China em áreas como: 

“Penso que a compreensão que o meu governo tem da China é de que nós precisamos trabalhar muito para criar uma relação Brasil-China que não seja apenas uma relação meramente de interesse comercial. Se bem que o interesse comercial é muito importante”, disse Lula antes de listar as áreas. 

Presidente Lula e presidente chinês, Xi Jinping, durante encontro em Pequim — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Presidente Lula e presidente chinês, Xi Jinping, durante encontro em Pequim — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

Foco na pauta ambiental

Temas ligados ao meio ambiente e às mudanças climáticas dominaram o discurso aberto de Lula na reunião bilateral. O presidente chegou a pedir o compromisso da China com a transição energética e a redução da emissão de poluentes. 

“Contamos com a China na nossa luta pela preservação do planeta Terra, defendendo uma política climática mais saudável. Em que as pessoas possam respirar ar mais puro e beber água mais limpa. Para isso, é extremamente importante uma transição energética para que a gente possa produzir energia mais limpa, sobretudo eólica, solar, biomassa”, disse Lula. 

“O Brasil tem 80% de sua energia totalmente limpa e está comprometido nesse instante, no meu governo, que até 2030 nós vamos alcançar o desmatamento zero na Amazônia para dar a nossa contribuição à preservação do planeta”, continuou. 

Lula também usou o discurso para agradecer o apoio da China à eleição da ex-presidente Dilma Rousseff como presidente do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), o “banco do Brics”. O agrupamento comercial reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 

“Para nós, é com muita alegria que recebemos o apoio da China para a presidenta Dilma ser presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento. O senhor sabe o apreço que a presidenta Dilma tinha na relação com a China”, declarou Lula.

Informações G1


11.jan.2023 - Lula cumprimenta Lira - ADRIANO MACHADO/REUTERS
11.jan.2023 – Lula cumprimenta Lira Imagem: ADRIANO MACHADO/REUTERS

Petistas informaram ao Palácio do Planalto que os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que alteraram o marco legal do saneamento básico podem se tornar a primeira grande derrota do governo no Congresso.

O presidente assinou dois decretos sobre o tema na última semana. Segundo as informações que chegaram aos articuladores políticos do Planalto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), está trabalhando pessoalmente para alterar o texto.

Seu objetivo, além de atender a empresários do setor, é demonstrar que ainda detém poder de fogo no Congresso e que o governo dispõe de uma maioria frágil.

Lira tende a indicar como relator do texto na Câmara um deputado de sua confiança pessoal, Fernando Monteiro (PP-PE). A escolha serviria para evitar desconfianças, já que Monteiro é sobrinho do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

O Planalto chegou a sondar Arthur Lira e recebeu como resposta que ele não está “trabalhando na penumbra”, mas se opondo “de maneira leal” a algumas alterações feitas na legislação que foi votada e aprovada pelo Congresso.

O presidente da Câmara lembrou que, em mensagem enviada no lançamento da agenda legislativa dos operadores privados de saneamento, já no mês passado, ele havia avisado que pretendia modificar o texto.

Em entrevistas publicadas pela Folha de S.Paulo, no último dia 7, e levada ao ar nesta quinta-feira, 13, na Globo News, Lira voltou a criticar abertamente o fato de Lula ter usado um decreto para alterar a lei.

Levantamento feito pelos articuladores políticos do governo concluiu que o presidente da Câmara não está sozinho. Ele tem forte apoio na base governista e na oposição para alterar o texto.

Por conta disso, o ministro-chefe das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, convocou para esta quinta-feira pela manhã uma reunião com líderes aliados na Câmara e no Senado a fim de explicar os decretos.

A reunião contaria também com os ministros Rui Costa (casa Civil), e Jader Filho (Cidades), mas acabou não ocorrendo.

Motivo: Arthur Lira convocou outra reunião de líderes, em sua residência, também para a manhã desta quinta-feira. O objetivo, segundo ele, foi discutir a composição das comissões mistas das medidas provisórias instaladas pelo Congresso nesta semana.

Melou um pouco mais o trabalho do Planalto.

Informações UOL


Foto: Tv Brasil


A defesa do governo brasileiro na adoção de moedas alternativas ao dólar para realizar o comércio entre os países emergentes está causando pesadelos nos EUA, segundo fontes diplomáticas em Washington, Brasília e Pequim.

Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a posse de Dilma Rousseff no NDB (o banco dos Brics) para defender o uso de moedas locais entre as economias do bloco. Há uma semana, o governo brasileiro anunciou que começou a permitir que o comércio com a China ocorra em moeda local.

Além disso, os dois países fecharam um acordo para que bancos no Brasil possam usar o sistema financeiro de pagamentos criado pela China, uma alternativa ao swift.

Mas a preocupação da Casa Branca não é apenas o impacto que isso teria para o comércio. No centro do debate na diplomacia americana está seu temor de que, se o plano do Brics vingar, o dólar não apenas deixará de ser hegemônico. Mas, acima de tudo, o mundo terá uma alternativa para driblar eventuais sanções financeiras impostas pelos americanos.

Hoje, quando o governo dos EUA decide pressionar um governo estrangeiro, uma de suas maiores armas não está nos armazéns das Forças Armadas, mas no Tesouro dos Estados Unidos: o dólar e o sistema financeiro que a moeda americana estrutura.

Na prática, o governo sob sanções americanas não consegue usar a moeda americana, gerando graves problemas para suas contas públicas ou qualquer relacionamento com o exterior. Isso envolve desde abastecer uma aeronave num aeroporto estrangeiro ou pagar pela importação de alimentos.

Sanções neste estilo foram implementadas contra a Rússia, Coreia do Norte, Cuba, Irã, Síria e Venezuela, além de terem sido adotadas contra personalidades em Belarus, Eritreia, Libéria, Mali, Nicarágua e tantos outros.

Na China, sanções existem contra indivíduos que, segundo os americanos, estariam relacionados com violações de direitos humanos.

Hoje, por exemplo, uma parcela da economia russa apenas existe por conta do comércio com a China, usando as moedas locais e evitando o dólar.

Para a China, portanto, contar com um sistema alternativo é também uma medida geopolítica de enorme impacto internacional e com a meta de reduzir a hegemonia americana no mundo.

UOL apurou que, nos think-tanks americanos e na diplomacia em Washington, enquanto a manobra parecia ser apenas da China e Rússia, a preocupação se limitava aos impactos mais imediatos com a guerra.

Mas a sinalização por parte do Brasil de que apoia tal projeto causou mal-estar na capital americana. O tema poderá ser discutido na cúpula dos Brics, planejada para agosto na África do Sul.

Entre os republicanos, a movimentação dos emergentes seria ainda um sinal de debilidade do atual presidente Joe Biden. A outra preocupação americana é de que a iniciativa não ficará restrita aos países que atualmente compõem o bloco. Pequim defende que governos como o saudita, o iraniano e outros aliados regionais também sejam considerados para uma adesão ao bloco.

Informações UOL


Tamanho das bancadas e dos blocos exerce influência na negociação política. A mais recente movimentação deu origem a um ‘superbloco’ ligado ao presidente da Câmara, Arthur Lira.

A Câmara dos Deputados terá uma nova organização de forças com a criação do novo “superbloco” de partidos anunciado nesta quarta-feira (12). 

O tamanho das bancadas e dos blocos partidários é importante moeda de troca na negociação política direta com o governo e na distribuição de cargos e comissões na Casa. Na prática, quanto maior o número de parlamentares reunidos em uma sigla ou bloco, maior a influência política do grupo na Câmara 

A criação do “superbloco” – que reúne PP (partido do presidente da Câmara, Arthur Lira), União Brasil, PDT, PSB, Solidariedade, Avante, Patriota e pela federação Cidadania-PSDB – é a mais recente reorganização de forças na Casa. 

O grupo reúne 173 deputados e demonstra a força de Lira na Casa. No “superbloco”, há partidos claramente alinhados ao governo Lula, como PSB e PDT, mas outros que não são da base, como o PP. 

O bloco é uma reação à oficialização de um outro grupo de partidos – MDB, PSD, Republicanos, Podemos e PSC –, com 142 deputados. Esse grupo, criado no mês passado, ofuscou na ocasião as negociações de Lira para viabilizar um conjunto de siglas com peso para influenciar as decisões na Casa. 

Uma proposta de emenda à Constituição (PEC), por exemplo, pode demonstrar a força ou o fracasso político de um governo. Para a aprovação de um texto desse tipo, são necessários três quintos dos deputados (308). 

O governo pretende votar, nos próximos meses, alguns temas considerados essenciais, como a PEC da reforma tributária. 

Esse é o maior bloco. O líder do grupo, deputado Felipe Carreras (PSB-PE) diz que o grupo será fiel a Lira e também dará sustentabilidade a Lula. 

Bloco que sem sombra de dúvidas vai ter importância para governabilidade, a estabilidade política do país”, disse Carreras. 

Segunda maior força da Câmara, o bloco tem 142 parlamentares. Foi oficializado no último mês. O líder do grupo é o deputado Fábio Macedo (Podemos-MA). 

Os cinco partidos já estavam unidos desde 1º de fevereiro para a reeleição de Lira à presidência da Casa. 

O bloco, segundo o blog do Camarotti, é visto como uma tentativa de esvaziamento do poder de Lira na Casa. O alinhamento ao governo Lula não é claro. O grupo reúne parlamentares aliados, independentes e de oposição. 

O PL é a terceira maior bancada da Casa e não está em bloco nenhum. Tem 99 deputados e é liderada pelo deputado Altineu Côrtes (RJ). É oposição ao governo. 

Impulsionado pelo então presidente Jair Bolsonaro, o partido elegeu o maior número de deputados nas últimas eleições, em outubro de 2022. A sigla chegou a integrar o “blocão” formado para a eleição de Lira, mas deixou nas primeiras semanas de funcionamento da Câmara. 

Com 81 deputados, a federação partidária PT-PCdoB-PV, intitulada “Brasil da Esperança”, é a quarta força da Câmara. O líder é o deputado Zeca Dirceu (PT-PR). 

A federação é um modelo no qual os partidos têm que se manter unidos por, no mínimo, quatro anos para além da atuação na Câmara. Dentro da Casa, são consideradas como blocos. 

Esse grupo foi formado para dar sustentação à campanha eleitoral de Lula em 2022. Em fevereiro passado, assim como o PL, chegou a participar do “blocão” de Lira, mas também se desvinculou. Segue, no entanto, como sustentação a Lula. 

Quinta maior bancada, a federação PSOL-Rede tem 14 deputados e é liderada na Câmara pelo deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). 

A federação foi formada em 2022 para garantir que as duas siglas cumprissem a cláusula de barreira, que estabelece índices mínimos de votação para a distribuição de recursos mensais do fundo partidário, utilizado para gastos referentes à manutenção das siglas, e do tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão. 

Os partidos não se aliaram a Lira em fevereiro e lançaram candidato próprio à presidência da Câmara, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). A federação é aliada ao governo Lula. 

Assim como o PSOL, o Novo decidiu não aderir ao “blocão” de Arthur Lira e foi isolado na Casa. Hoje, o partido tem 3 deputados. A liderança da bancada é da deputada Adriana Ventura (SP). 

O partido defende oposição a Lula.

Informações G1

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