O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), agradeceu ao governo federal pela inclusão de obras no estado dentro do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas fez crítica velada aos governos petistas.
Zema disse que, “após meses de diálogo e muito esforço”, conseguiu incluir a concessão do metrô de Belo Horizonte dentro do PAC, mas evitou citar o programa. Ele não esteve presente na cerimônia de lançamento do novo PAC, realizada hoje.
O governador de Minas Gerais escreveu apenas “programa do Governo Federal” em sua publicação no X (antigo Twitter), e destacou que outras 11 obras de infraestrutura no estado entraram no PAC.
Por fim, Zema agradece ao governo Lula, também sem mencioná-lo, e aproveita para alfinetar as gestões petistas. “Seguimos acompanhando de perto para que [as obras do PAC] não sejam mais adiadas como no passado, em referência ao histórico de obras inacabadas ou atrasadas do programa.
Aproveitando a oportunidade, a base governista na Câmara dos Deputados se articula para instaurar uma CPI das Joias, de acordo com Paulo Cappelli, do site Metrópoles. A busca célere por assinaturas se deu após ser deflagrada a Operação Lucas 12:2, da Polícia Federal, nesta sexta-feira (11).
Nesta sexta, a Polícia Federal (PF) cumpriu diligências sobre uma suposta tentativa de venda ilegal de presentes dados por delegações estrangeiras ao governo no período em que Jair Bolsonaro era presidente.
São alvos da ação pelo menos quatro pessoas: o tenente-coronel do Exército Mauro Barbosa Cid, que é ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro; o general do Exército Mauro César Lorena Cid, que é pai de Mauro Cid; o tenente do Exército Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; e o advogado Frederick Wassef.
Os mandados são cumpridos após autorização dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no inquérito sobre uma suposta milícia digital.
A operação é chamada Lucas 12:2, em referência a um texto bíblico, que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.
Vereador carioca, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, registrou boletim de ocorrência
O vereador carioca Carlos Bolsonaro, que registrou boletim de ocorrência por causa de ameaças | Foto: Reprodução/Instagram
O vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) registrou um boletim de ocorrência por ameaça em uma delegacia do Rio de Janeiro na quinta-feira 10. Nas redes sociais, o vereador publicou um vídeo de câmeras de segurança onde um homem, que veste uma camisa vermelha, atira pedras no seu gabinete, no bairro de Bento Ribeiro, na zona norte do Rio de Janeiro.
Realizei, há pouco, Registro de Ocorrência na Políicia Civil do RJ, sob n• 030-05126/2023, informando ação de AMEAÇA por indivíduo em meu gabinete de Bento Ribeiro, e também residência de meu pai, o Presidente @jairbolsonaro , neste dia 10.
Segundo o vereador, ele e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estão sendo vítimas de “ameaças contínuas”. Carlos disse que não sabe a intenção das ameaças. Ele teme, contudo, que possa “escalar para atentados fatais” no futuro. Nesse sentido, o vereador lembrou do ataque que o ex-chefe do Executivo sofreu durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora (MG).
Na ocasião, Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo. O então candidato à Presidência da República passou por cirurgias em decorrência de ferimentos na região abdominal. Em abril deste ano, inquérito da Polícia Federal apontou para ligação entre o esfaqueador, que está preso desde o atentado, com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
“São perigos muito reais, que têm lastro na realidade” (Carlos Bolsonaro)
“Preciso mencionar, também, as constantes e usuais ameaças sofridas por nós dia e noite, e que são de conhecimento de todos, inclusive daqueles que se fazem de ingênuos, seja pela internet, seja por quaisquer outros meios”, relatou Carlos Bolsonaro, em postagem nas redes sociais. “Estes são perigos muito reais, que têm lastro na realidade, como foi a tentativa de assassinato do último chefe do Poder Executivo.”
O ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo constante de ameaças, diz Carlos Bolsonaro | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ameaças estão sendo investigadas
Em nota, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) informou que o boletim de ocorrência de Carlos Bolsonaro foi protocolado virtualmente na 30ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro carioca de Marechal Hermes, próximo ao gabinete do vereador em Bento Ribeiro. Segundo a PCERJ, estão sendo feitas investigações para esclarecer os fatos denunciados pelo parlamentar.
Ela é acusada de constrangimento e porte ilegal de arma de fogo
Deputada Carla Zambelli e segurança correm atrás de apoiador do PT | Foto: Reprodução/Redes sociais
Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribuna Federal (STF), votaram a favor do recebimento da denúncia contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Isso significa que, no que depender da dupla de magistrados, a parlamentar vai se tornar ré.
A denúncia, ajuizada pela Procuradoria Geral da República (PGR), é referente à situação registrada em 29 de outubro do ano passado, na véspera do segundo turno das eleições gerais, em São Paulo. Depois de uma suposta provocação do jornalista Luan Araújo, Carla Zambelli o perseguiu por ruas no Jardim Paulista, na região oeste da capital paulista. Ela foi filmada entrando em um bar com a arma em punho.publicidade
Gilmar, relator do processo, afirmou que “verifica-se a materialidade em relação à existência do evento, da arma (apreendida), com indicadores de realidade quanto ao porte ostensivo de arma de fogo às vésperas das eleições, em situação vedada e de risco, com a perseguição e submissão da vítima à restrição espacial”.
Por isso, para Gilmar, “do ponto de vista abstrato, os elementos angariados são suficientes ao exercício da ação penal, sem prejuízo da apuração das circunstâncias do evento durante a instrução processual”.
A votação, no plenário virtual do STF, começou nesta sexta-feira, 11, e prossegue até o dia 21. Moraes seguiu o posicionamento de Gilmar, sem apresentar um voto escrito.
Além das penas para os dois crimes, a PGR pede que Carla Zambelli seja condenada a pagar uma multa de R$ 100 mil por danos morais coletivos. O órgão também solicita o cancelamento definitivo do porte de arma da deputada.
Ministro Gilmar Mendes, relator da ação contra Carla Zambelli | Foto: Reprodução/STF
O que diz Carla Zambelli sobre a decisão do STF
Em nota, Carla Zambelli disse que vai demonstrar, no decorrer do processo, “quem foi a vítima e o verdadeiro agressor nos eventos ocorridos”.
“A deputada reforça que possuía porte de arma legalmente autorizado pela Polícia Federal e que, durante os acontecimentos, somente sacou a arma, pois foi dada voz de prisão à pessoa que injustamente lhe agredia e a ameaçava por diversas vezes”, afirma a equipe de comunicação de Carla, em comunicado.
Por fim, a deputada federal afirmou que cooperou com as autoridades para o cumprimento de qualquer decisão a respeito do assunto.
Jair Bolsonaro fez uma doação de R$ 100 mil para a viúva de Patrick Bastos Reis, o soldado da Rota assassinado na operação na Baixada Santista no dia 27 de julho.
O ex-presidente fez duas transferências de R$ 50 mil, via Pix, na segunda-feira e na terça-feira, depois de uma conversa telefônica com a viúva.
Para quem não sabe, o soldado participava de um patrulhamento no Guarujá , quando criminosos, fortemente armados, atacaram o comboio policial. Dentre os criminosos, estava Erickson David da Silva, mais conhecido como “Sniper do Tráfico”, que é o principal suspeito de ter atirado no tórax de Patrick. Apesar de ter recebido atendimento médico, o PM não resistiu.
Segundo ex-secretário de Segurança e ex-ministro, intenção do Ministério da Justiça era reprimir crimes eleitorais.
Anderson Torres depõe a CPI da Câmara do DF — Foto: Reprodução
O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres repetiu as declarações feitas durante a CPMI dos Atos Golpistas, no Congresso Nacional, e negou ter pedido mapeamento de eleitores e interferência na atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no 2º turno de 2022.
A declaração foi feita durante reunião da CPI dos Atos Antidemocráticos, na Câmara Legislativa do DF, nesta quinta-feira (10). O mapeamento mostrava os locais onde Lula e Bolsonaro tiveram mais de 75% de votos no primeiro turno das eleições do ano passado.
“Não fui eu [que determinou o levantamento]. A inteligência [do Ministério da Justiça] tem como uma das funções fomentar discussão. Ali naquele momento, nossa intenção era reprimir os crimes eleitorais, independente do partido”, disse Torres.
Segundo ele, durante a entrega, o mapeamento foi descartado. “Não dei andamento porque não vi conexão disso com crime. Questionei como, através disso, a gente ia chegar a um crime eleitoral e não tive resposta”, afirmou o ex-secretário, então ministro da Justiça, no governo de Jair Bolsonaro.
Assim como afirmou durante a CPMI, Anderson Torres disse que o relatório foi iniciativa da delegada Marília Alencar. Ela era diretora de Inteligência (DINT) da Secretaria de Operações Integradas (SEOPI), do Ministério da Justiça. A ex-diretora foi ouvida pela PF no dia 13 de abril e afirmou que o levantamento teria sido um pedido de Torres, seu chefe na época.
No dia do segundo turno das eleições, Polícia Rodoviária Federal (PRF) – também subordinada a Torres – parou 2 mil ônibus em blitze no Nordeste, interferindo na movimentação de eleitores (para comparação, 571 ônibus foram parados no Sudeste).
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso e prendeu o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, na manhã desta quarta-feira (9).
Celulares, computador e passaporte do ex-diretor-geral foram apreendidos. Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Ouvido pela CPI dos Atos Golpistas em junho, o ex-diretor da PRF negou irregularidades na atuação da corporação. Em nota, a PRF afirma que colabora com as autoridades na investigação e que três processos administrativos disciplinares foram abertos na corporação para apurar a conduta de Vasques.
Anderson Torres também negou ter determinado o aumento de efetivos da PRF em cidades do Nordeste, durante o 2º turno das eleições. Essa decisão teria sido tomada durante uma viagem do ex-ministro à Bahia.
“Fui a convite do diretor da PF para visitar a obra da superintendência da PF/BA. Nessa visita, conversamos sobre eleição. Ele fez uma reclamação de que a Bahia era muito grande, que ele não ia conseguir atender o estado com a PF”, contou Torres.
Ainda de acordo com ele, foi então feita uma sugestão de que a Polícia Federal solicitasse auxílio da PRF nos locais em que não fosse possível atender apenas com o efetivo da corporação. “Não determinei [aumento de efetivo em] cidade nenhuma”, disse.
Durante evento no Rio de Janeiro (RJ) nesta quinta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as polícias têm “que saber diferenciar o que é um bandido e o que é um pobre que anda na rua”.
“A polícia tem que saber diferenciar o que é um bandido e o que é um pobre que anda na rua. E para isso ela tem que estar bem formada. Eu não estou jogando a culpa em nenhum governador”, afirmou o petista.
“O governo federal tem que assumir responsabilidade de ajudar os governadores no combate à violência, porque o crime organizado está tomando conta do país”, afirmou Lula durante o evento.
Para quatro em cada dez deputados federais, a relação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o Congresso Nacional é negativa, conforme mostra a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (10).
Os parlamentares que avaliam a relação como negativa são 41% da Casa
24% consideram positiva a relação entre Lula e o Congresso
32% acham que ela é regular
Não sabem ou não responderam foram 2%
Foram ouvidos 185 congressistas, que representam 36% dos 513 parlamentares, com base em estratos de região e posicionamento ideológico dos partidos, usando como referência o projeto Brazilian Legislative Surveys.
A avaliação da administração petista, com base na ideologia de cada parlamentar, ficou da seguinte forma:
Deputados de esquerda
Positivo: 62%
Regular: 33%
Negativo: 5%
Não sabe ou não respondeu: 0%
Deputados de centro
Positivo: 18%
Regular: 45%
Negativo: 38%
Não sabe ou não respondeu: 0%
Deputados de direita
Positivo: 6%
Regular: 25%
Negativo: 67%
Não sabe ou não respondeu: 2%
Confira a divisão por região:
Sudeste
Positivo: 25%
Regular: 26%
Negativo: 47%
Não sabe ou não respondeu: 3%
Nordeste
Positivo: 31%
Regular: 40%
Negativo: 29%
Não sabe ou não respondeu: 0%
Sul
Positivo: 19%
Regular: 43%
Negativo: 34%
Não sabe ou não respondeu: 4%
Centro-Oeste/Norte
Positivo: 19%
Regular: 24%
Negativo: 53%
Não sabe ou não respondeu: 3%
Atenção dada pelo governo
Conforme 67% dos deputados, o governo Lula dá menos atenção do que deveria aos congressistas. Outros 20% afirmam que dá a atenção devida e 7% dizem que dá mais atenção do que deveria. Não sabem ou não responderam foram 6%.
Confira a divisão por ideologia:
Esquerda
Dá menos atenção do que deveria: 42%
Dá a devida atenção: 49%
Dá mais atenção do que deveria: 7%
Não sabe ou não respondeu: 2%
Centro
Dá menos atenção do que deveria: 72%
Dá a devida atenção: 16%
Dá mais atenção do que deveria: 6%
Não sabe ou não respondeu: 5%
Direita
Dá menos atenção do que deveria: 84%
Dá a devida atenção: 6%
Dá mais atenção do que deveria: 7%
Não sabe ou não respondeu: 4%
Agenda de governo
Para 56% dos parlamentares, são altas as chances de o presidente Lula aprovar sua agenda de governo; 37% acham que são baixas; e 6% não sabem ou não responderam.
Veja abaixo a divisão por ideologia:
Esquerda
Altas: 88%
Baixas: 12%
Não sabe ou não respondeu: 0%
Centro
Altas: 61%
Baixas: 31%
Não sabe ou não respondeu: 9%
Direita
Altas: 35%
Baixas: 59%
Não sabe ou não respondeu: 7%
Fator determinante
Para 40%, o fator determinante para o governo aprovar sua agenda é o item “cumprir acordo com os líderes partidários/liberar emendas”.
Já 22% citam que é a necessidade de ouvir sugestões às propostas antes de apresentá-las; para 15%, o fator principal é ter boa relação com o presidente da Casa.
Outros 15% afirmam que é preciso ter apoio popular para suas propostas; 4% disseram “outro”; e 3% não sabem ou não responderam.
Entre as ideologias, a divisão foi a seguinte:
Esquerda
Cumprir acordo com os líderes partidários/liberar emendas: 34%
Ouvir sugestões às propostas antes de apresentá-las: 22%
Ter boa relação com o presidente da Casa: 10%
Ter apoio popular para suas propostas: 31%
Outro: 3%
Não sabe ou não respondeu: 0%
Centro
Cumprir acordo com os líderes partidários/liberar emendas: 52%
Ouvir sugestões às propostas antes de apresentá-las: 17%
Ter boa relação com o presidente da Casa: 18%
Ter apoio popular para suas propostas: 4%
Outro: 4%
Não sabe ou não respondeu: 5%
Direita
Cumprir acordo com os líderes partidários/liberar emendas: 35%
Ouvir sugestões às propostas antes de apresentá-las: 26%
Ter boa relação com o presidente da Casa: 17%
Ter apoio popular para suas propostas: 13%
Outro: 4%
Não sabe ou não respondeu: 5%
Metodologia
Foram ouvidos 185 deputados pessoalmente e de forma on-line por meio de questionário estruturados entre os dias 13 de junho e 6 de agosto.
A margem de erro é de 4,8 pontos percentuais, sendo estimada usando técnica de sorteio de subamostras com repetição levando em conta os estratos do desenho amostral. A estimativa final foi feita a partir de 10 mil sorteios.
Na sessão desta quarta-feira, 09, o clima esquentou na Câmara de Vereadores de Feira de Santana. O vereador Paulão do Caldeirão (PSC) e o vereador Fernando Torres (PSD) se envolveram em um atrito após uma fala de Paulão sobre o secretário Sergio Carneiro. Fernando defendeu o secretário, mencionando sua amizade de longa data e sua relação familiar com o ex-governador João Durval. Em seguida, após ser rebatido por Paulão, Fernando retrucou com uma expressão ofensiva.
Governador de SP também afirmou que pode se desfiliar se Republicanos entrar no governo Lula
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou do podcast Flow na quarta-feira, 10 de agosto: ‘Vou apoiar quem o Bolsonaro apoiar’ | Foto: Reprodução/YouTube/Flow
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não será candidato a presidente em 2026 e apoiará quem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolher para o cargo. A declaração foi dada ao podcast Flow na noite de quarta-feira 9. Além disso, em entrevista, na tarde de quarta, o governador afirmou que poderá se desfiliar do Republicanos se a sigla entrar no governo Lula.
Sobre as eleições de 2026, Tarcísio afirmou que não será candidato e conjecturou a possibilidade de Bolsonaro reverter a inelegibilidade de oito anos decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho.publicidade
“Elegível ou não elegível, a gente não sabe o que vai acontecer depois no futuro. Acho que quem vai ser o candidato da direita, quem vai substituir o Bolsonaro, é o candidato que ele apontar. Ou vai ser ele ou o candidato que ele apontar e é com ele que eu vou”, declarou o governador. Afirmando estar “altamente realizado” com o governo de São Paulo, Tarcísio enfatizou que apoiará o indicado por
Bolsonaro, que continua sendo o líder da direita no Brasil. “Eu não penso mesmo em ser presidente. Não preciso ser candidato à presidência, não serei e vou apoiar quem o Bolsonaro apoiar”, afirmou. “Esse grupo político [direita] não perdeu o líder: o líder é o Bolsonaro. Ele formou esse grupo político. O cara teve 58 milhões de votos.”
Tarcísio rejeita ingresso do Republicanos no governo Lula
Governador Tarcísio de Freitas: ‘Eu não gostaria de ver o meu partido fazendo parte da base do governo’ | Foto: Governo de São Paulo
Mais cedo, em entrevista à imprensa, ao deixar um evento no Palácio Bandeirantes, Tarcísio disse que poderá deixar o Republicanos, caso a legenda entre no governo Lula. o partido do governador paulista negocia ministérios com o governo petista.
“Eu sou contra. Pra mim, eu não gostaria de ver o meu partido fazendo parte da base do governo”, afirmou. Questionado se poderia sair do partido caso isso aconteça, Tarcísio não descartou a possibilidade. “É uma coisa que eu vou avaliar com o partido.”
Antes aliado de Bolsonaro, o Republicanos está em negociações com o governo e já tem até um nome indicado para assumir um ministério: o deputado federal Silvio Costa Filho (PE). O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, já chegou a dizer abertamente que Lula escolheu Silvio Costa Filho, assim como André Fufuca (PP-MA) como integrantes da Esplanada, faltando definir apenas qual pasta eles ocuparão.