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O presidente deu a declaração durante evento no Maranhão

Lula disse que o pobre pede somente R$ 10; enquanto o rico, R$ 10 milhões
Lula disse que o pobre pede somente R$ 10; enquanto o rico, R$ 10 milhões | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente Lula disse, na sexta-feira 21, que cuidar do povo pobre custa pouco, enquanto com o rico é o contrário.

“A única razão pela qual eu quis ser presidente da República era para provar que é possível e barato cuidar do povo pobre desse país”, disse, durante evento para anunciar investimentos para o Maranhão. “O que custa caro é cuidar de rico. Rico custa caro. Porque o pobre vai conversar com você e pede R$ 10. O rico pede logo 10 milhões.”

Na ocasião, o petista anunciou a destinação de R$ 9 bilhões do Novo PAC para o Maranhão. Os investimentos incluem a criação de polos de energia renovável, expansão do programa Luz para Todos no Estado. Além disso, o governo vai investir na ampliação da Avenida Litorânea e do Porto de Itaqui, na capital maranhense. 

Juscelino Filho esteve ao lado de Lula no evento

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, também participou do evento. Ele foi indiciado pela Polícia Federal por organização criminosa e corrupção passiva, mas nega as acusações. 

Durante a cerimônia, o ministro anunciou investimentos em escolas públicas, com internet banda larga para 10,3 mil escolas e wi-fi gratuito para alunos da rede pública. Ele também anunciou computadores para instituições de ensino integral. 

Além do presidente Lula e do ministro Juscelino Filho, o evento contou com a presença dos ministros do Esporte, André Fufuca; das Cidades, Jader Filho; de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; e do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB). 

Informações Revista Oeste


Mário Agra/Câmara dos Deputados

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, anunciou que todos os parlamentares estão dispensados de comparecer fisicamente ao trabalho na próxima semana, em razão dos festejos de São João. Essa medida segue o exemplo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). De acordo com informações da Jovem Pan News, durante toda a semana, os deputados poderão participar das votações de forma remota, sem a necessidade de se deslocarem até Brasília.

Inicialmente, a liberação foi solicitada pela bancada do Nordeste, mas Lira decidiu estendê-la a todos os membros do plenário após conversar com os líderes partidários. Ele estava inclinado a conceder o benefício apenas aos parlamentares nordestinos, mas reconsiderou após as discussões.

Além disso, Arthur Lira também não permanecerá na capital federal durante esse período. Ele estará em Lisboa, participando de um seminário jurídico organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Outros parlamentares também devem acompanhá-lo na viagem.

A decisão de permitir o trabalho remoto dos deputados na semana dos festejos juninos já era esperada pelos parlamentares, configurando um recesso informal.

Informações TBN


Pedro França/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alegou hoje, em seu perfil anterior no Twitter, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu a vacina contra a dengue de forma “escondida”. Flávio se refere ao fato de Lula, com 78 anos, ter sido imunizado em 5 de fevereiro, quatro dias antes do início da campanha do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em suas redes sociais, o senador declarou: “Tomou a vacina escondido porque petista é assim: dane-se o povo brasileiro, o que importa sou eu e meus ‘cumpanheiros!’. E aposto que não foi apenas ele.”

Reprodução/X

Os dados que embasam essa afirmação foram obtidos e divulgados pela Folha de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). De acordo com os registros enviados pelo governo federal ao jornal, Lula recebeu a primeira dose da vacina contra a dengue em 5 de fevereiro e a segunda dose em 6 de maio.

É importante ressaltar que não é ilegal para o chefe do Executivo receber a vacina em clínicas privadas. Qualquer pessoa pode fazê-lo.

Segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, em 2024, 4.019 pessoas perderam a vida devido à dengue no Brasil, enquanto outras 2.837 mortes estão sob investigação.

Informações TBN


Reprodução

Jair Bolsonaro está incomodado com aliados que demonstram apoio a Pablo Marçal (PRTB) na eleição para a Prefeitura de São Paulo. Após declarar seu apoio a Ricardo Nunes (MDB), o ex-presidente enviou uma mensagem direta aos parlamentares bolsonaristas que insistirem na candidatura de Marçal:

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“Aos deputados que porventura gravaram vídeo apoiando Pablo Marçal, peçam um vídeo dele para vocês para as eleições de 2026”, afirmou Bolsonaro. Com isso, ele deixa claro que rejeitará manifestações de apoio à candidatura de Marçal que não sigam sua orientação no pleito municipal.

Essa declaração surge após uma reportagem da Folha de S.Paulo revelar que Marçal possui um “arsenal” de vídeos com parlamentares bolsonaristas para utilizar durante a campanha. Apesar de nutrir alguma simpatia por Marçal, Bolsonaro está profundamente envolvido na campanha de Ricardo Nunes.

O entusiasmo do ex-presidente aumentou após a confirmação de que o coronel Mello Araújo (PL), indicado por Bolsonaro, será o vice na chapa do atual prefeito. O nome de Mello Araújo será oficializado em uma agenda conjunta de Ricardo Nunes com o governador Tarcísio de Freitas nesta sexta-feira (21/6).

Informações TBN


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, em cerimônia no Palácio do Planalto, a lei que institui o novo programa Mais Médicos. A lei, proveniente de uma MP (Medida Provisória) de março, tem impacto fiscal de R$ 3,7 bilhões em 3 anos e foi aprovada pelo Congresso em junho de 2023. O governo não divulgou se houve vetos no texto aprovado pelos congressistas. O novo formato do programa prevê a abertura inicial de 15.000 novas vagas para profissionais da saúde, com a efetivação de 28.000 até o final de 2023. | Sérgio Lima/Poder360 14.jul.2023

O presidente Lula (PT) recebeu a primeira dose da vacina contra dengue em 5 de fevereiro, sem divulgação pública e antes do início da campanha de imunização do SUS (Sistema Único de Saúde). O Palácio do Planalto informou que a vacina foi obtida na rede privada, mas se recusou a divulgar o modelo e o custo da vacina, além do nome do laboratório.

A campanha de vacinação contra a dengue pelo SUS começou quatro dias após Lula receber a primeira dose. A escassez de vacinas na rede pública gerou críticas ao governo e forçou o Ministério da Saúde a limitar a vacinação ao grupo de 10 a 14 anos.

Desde o início do seu terceiro mandato, Lula se vacinou publicamente contra a gripe e a Covid-19 para incentivar as campanhas de imunização. No entanto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) não explicou por que a vacinação contra a dengue não foi divulgada. A Secom também não informou onde o presidente foi vacinado.

Lula recebeu a segunda dose da vacina contra a dengue em 6 de maio, novamente sem divulgação. As datas de aplicação da vacina foram reveladas pela Presidência da República após um pedido da Folha baseado na Lei de Acesso à Informação (LAI). A reportagem também solicitou informações sobre a imunização de Lula contra a Covid-19.

Inicialmente, a Presidência informou que Lula “recebeu todas as doses de vacinas compatíveis com a sua idade e já disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, relativas à Covid-19 e à dengue, conforme orientação de sua equipe médica”. Após recurso, o governo divulgou as datas e locais de imunização, além do modelo de cada dose usada pelo presidente contra a Covid-19. Foram sete doses, sendo a última aplicada em 17 de junho com a vacina da Moderna, adaptada para a variante XBB.

Na segunda resposta, o Planalto também informou as datas em que Lula foi vacinado contra a dengue, mas não revelou o local da aplicação e o modelo da vacina. A Secom confirmou apenas que a vacina foi obtida da rede privada.

O Brasil enfrenta sua pior epidemia de dengue, com dados do Ministério da Saúde indicando 6 milhões de casos prováveis e 4 mil mortes pela doença em 2024, além de outras 2,8 mil mortes em investigação. Os registros até junho superam os do ano passado, que teve 1,6 milhão de casos e 1,1 mil mortes.

As vacinas compradas pelo Ministério da Saúde ainda estavam em análise de controle de qualidade quando Lula se vacinou. Os imunizantes foram liberados em 8 de fevereiro e começaram a ser aplicados no dia seguinte pelo SUS. Já o estoque das clínicas privadas ficou escasso entre fevereiro e março, e a Takeda, que produz a vacina Qdenga, vendeu toda a sua produção ao SUS.

O intervalo de três meses entre as doses indica que Lula recebeu a vacina Qdenga. A outra vacina contra a dengue disponível no Brasil, a Dengvaxia, requer três doses com intervalos de seis meses e não foi incorporada à rede pública. Ela é indicada apenas para pessoas de 6 a 45 anos que já foram infectadas pela dengue. Ambas as vacinas não têm indicações para pessoas de 78 anos, como Lula, sendo seu uso considerado “off-label” (fora das indicações do registro na Anvisa) e por prescrição médica.

No dia em que recebeu a primeira dose, Lula se reuniu com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, para discutir a fabricação da vacina contra a dengue. A agenda oficial do presidente, porém, não menciona a vacinação. No dia seguinte, a ministra Nísia Trindade fez um pronunciamento sobre o avanço da dengue, destacando a vacinação progressiva devido ao número limitado de doses.

Um dos planos do governo é produzir a vacina Qdenga na Fiocruz, mas a fundação afirmou que já “trabalha no limite” e depende da construção de uma nova fábrica para atender a demanda do SUS. Para a campanha de 2024, o Ministério da Saúde adquiriu 6,5 milhões de doses da Qdenga, suficientes para imunizar 3,25 milhões de pessoas, e comprou mais 9 milhões de doses para o próximo ano, todas fabricadas no exterior.

Durante o governo Jair Bolsonaro (PL), o Ministério da Saúde usou a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) para negar acesso aos dados de imunização do então presidente. A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu liberar os dados sobre a Covid-19 no início do governo Lula, motivando uma investigação sobre suposta falsificação do certificado de imunização de Bolsonaro. A CGU considerou que a informação teria “interesse público geral e preponderante”, pois poderia ter influenciado a política pública de imunização durante a pandemia.

Informações TBN


Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O jornal Financial Times, um dos maiores do mundo, publicou nesta quarta-feira (19) uma reportagem especial detalhando as investidas do Partido dos Trabalhadores (PT) contra seus opositores, com foco particular no chefe do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Desde que voltou ao poder, o PT tem tentado pressionar Campos Neto, que se opõe aos interesses políticos e econômicos do partido. Segundo a matéria, figuras importantes do PT moveram um processo contra Campos Neto por suposto preconceito político, aumentando as alegações de motivações ideológicas do grupo lulopetista.

O jornal americano diz que essa nova investida é parte de uma escalada na guerra de narrativas desde que Lula assumiu seu terceiro mandato no ano passado. Lula foi eleito com a promessa de revitalizar a maior economia da América Latina e melhorar as condições de vida dos cidadãos mais pobres, observa o FT. No entanto, segundo a reportagem, Lula tem responsabilizado Campos Neto pelo lento progresso econômico.

O Financial Times destaca que Campos Neto é uma figura respeitada no setor financeiro brasileiro, não sendo apenas um opositor qualquer. A reportagem sugere que as críticas do PT a Campos Neto têm mais a ver com a tentativa de controlar a narrativa política do que com questões técnicas de gestão econômica.

Informações TBN


Polícia Federal (PF) aponta contradições em depoimentos de aliados de Janones que negaram existência de rachadinha: “Não falaram a verdade”

PF Janones

Aliados do deputado André Janones mentiram em depoimentos nos quais buscaram negar a existência de rachadinha no gabinete do parlamentar. Em relatório da Polícia Federal (PF)obtido pela coluna, investigadores apontam que depoentes “não falaram a verdade” e destacam “contradições” e “inconsistências” nas versões apresentadas.

“É crucial considerar que todos os assessores investigados ainda mantêm vínculos com o deputado federal André Janones, dependendo de seus cargos ou para a sua sobrevivência política ou para a sua subsistência”, registrou a Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores da PF.

As contradições foram detectadas, por exemplo, no depoimento de Alisson Camargos, que pretende se candidatar a vereador em Ituiutaba (MG) com o apoio do parlamentar. A PF mapeou que, quando assessor, Alisson fez saques mensais de R$ 4 mil, “justamente o valor que a investigação aponta que ele devolvia para o deputado federal André Janones”.

A PF destaca que Alisson “se atrapalhou” ao tentar justificar as movimentações financeiras. “O declarante alegou ter o costume de realizar saques em espécie por não ser muito ligado a modernidades relacionadas a transferências eletrônicas”.

O ex-assessor de Janones argumentou ainda que usava o dinheiro em espécie para “pagar contas de energia, água, aluguel”. Questionado sobre por que não utilizava transferência bancária, disse “não se lembrar”.

Também chamou a atenção dos investigadores o fato de Alisson não possuir o referido contrato de locação do imóvel em que morava. “Em cidade pequena não pactuam contratos. Tudo ocorre na confiança”, disse.

“Empréstimo”

A PF destacou mais contradições de Alisson Camargos e de outros aliados de Janones.

“Alisson afirmou que nunca devolveu dinheiro e que na época em que foi gravado [confirmando rachadinha] mentiu para que Fabrício, também assessor de Janones, não pedisse dinheiro emprestado.” Em seguida, investigadores apontam a inconsistência.

“Em um dos áudios, Alisson diz para Fabrício que já não devolvia mais dinheiro há quase dois meses. Ora, essa afirmação contradiz com a suposta utilização de uma desculpa para não emprestar dinheiro. Afinal, informar que não estava mais devolvendo abriria margem para que Fabrício pudesse pedir emprestado.”

“Alisson também afirmou em Termo de Declarações que Fabrício o aconselhava a juntar dinheiro para a campanha e que passou a falar que fazia dois meses que não devolvia dinheiro para ‘mostrar que estava juntando dinheiro para campanha’, o que também é completamente contraditório com a versão dos pedidos de empréstimo”, pontuou a PF.

Questionado pelos investigadores sobre a contradição, Alisson não conseguiu formular uma resposta e, demonstrando desconforto, limitou-se a dizer: “Uma coisa não tem nada a ver com a outra”.

Versões sobre rachadinha

A PF também registrou inconsistência nos depoimentos de Kamila Carvalho e Jéssica de Souza, assessoras de Janones.

“Kamila afirmou que, juntamente com Jéssica, orientou o deputado André Janones a desistir da cobrança [devolução dos salários]. Já Jéssica afirmou, sem titubear, que nunca mais conversou com Janones sobre isso [após a reunião cujo áudio foi revelado pela coluna]”, anotou a Polícia Federal no relatório.

“Somente posteriormente, quando o signatário [delegado] a alertou sobre a existência de uma contradição e pediu explicações, [Kamila] limitou-se a dizer que ‘interpretou a pergunta de forma errada’”, registrou a PF.

A Polícia Federal também destacou que tanto Kamila quanto Mario Celestino Junior, também assessor de Janones, “não falaram a verdade” em seus depoimentos. Isso porque ambos argumentaram que o parlamentar pediu que o dinheiro devolvido fosse usado para financiar campanha eleitoral, e não para reconstruir patrimônio.

No relatório, a PF pontuou que, no áudio da gravação da reunião, Janones claramente solicita a devolução dos salários para “reconstruir seu patrimônio”, que teria sido “dilapidado”.

Graças a um relatório de Guilherme Boulos, André Janones se livrou de responder a um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Na esfera policial, no entanto, o cerco ao parlamentar se fecha cada vez mais.

Informações Metrópoles


Faltando pouco mais de três meses para a eleição de outubro, o cenário político em Feira de Santana se mostra favorável a Zé Ronaldo. De acordo com a pesquisa do projeto “Eleições 2024 – Portal do Sertão”, composto pelo Blog do Velame, Feira Pod e o jornalista Danillo Freitas, divulgada na segunda (17), em votos válidos, na consulta estimulada, o ex-prefeito venceria o pleito ainda no primeiro turno.
No cenário de votos válidos, de acordo com a pesquisa estimulada, Zé Ronaldo tem 47,67% de intenção de voto; com Zé Neto a seguir com 33,33%; e Pablo Roberto com 9,00%, perfazendo o total de 90,00% – a opção nenhum dos candidatos teve 6,83% e 3,17% não souberam ou não opinaram, fechando 100%.
Na análise de votos válidos, Zé Ronaldo teria, então, 52,97% dos votos; Zé Neto teria 37,03% e Pablo,10,00%, perfazendo o total de 100%.
A pesquisa, conduzida pela Séculus Consultoria, foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no dia 11 de junho sob o número BA-033398/2024, e entrevistou 600 eleitores na sede do município e nos distritos de Humildes, Bonfim de Feira e Maria Quitéria.
A pesquisa tem uma margem de erro estimada de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, o que indica a possibilidade de variações nos resultados. Os dados fornecem uma visão preliminar do cenário eleitoral em Feira de Santana, destacando a liderança de Zé Ronaldo tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, e sua vantagem em um potencial segundo turno contra Zé Neto.

*O Protagonista FSA


A Câmara de Feira de Santana aprovou em primeira votação, nesta quarta (19), o Projeto de Lei Nº 37/2024, que estabelece a revisão anual dos vencimentos dos servidores públicos municipais em 4%, a título de recomposição salarial. Também foi aprovada a emenda 01/2024 de iniciativa do líder da base governista, vereador José Carneiro (UB), destacando a inclusão de categorias que detêm piso salarial. Tratam-se dos professores, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, que compareceram em bom número ao teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim, local provisório onde funciona o plenário da Casa da Cidadania, para acompanhar a votação.
A emenda foi uma sugestão de vários vereadores, que consideravam insegura a concessão do reajuste para as classes do funcionalismo que tem piso salarial. “Atendemos aos pleitos de alguns colegas, especialmente a presidente Eremita Mota e Jhonatas Monteiro”, disse o líder governista.
Conforme o texto da proposta do Executivo, o percentual do reajuste também será acrescido aos vencimentos dos servidores ocupantes de cargos de provimento temporário, aposentados e pensionistas. A lei terá efeito retroativo a maio deste ano, data-base para a solicitação do reajuste. Desta forma, A partir do dia primeiro daquele mês, o menor vencimento pago pela Administração Municipal é de R$ 1.412,00.
Quanto ao percentual, o Governo registra, no projeto, que foi estabelecido com base no Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulado no período compreendido entre maio/2023 e abril/2024. A matéria deverá voltar à pauta da Câmara na sessão desta quinta-feira, para ser submetida a segunda e última votação.

*Ascom/CMFS


29/05/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

Nicolás Maduro, líder da Venezuela, tomou a decisão de retirar o convite feito à União Europeia para observar as eleições presidenciais agendadas para 28 de julho, intensificando a pressão sobre o presidente brasileiro Lula (PT).

Lula, aliado histórico do chavismo, tem enfrentado críticas por proteger Maduro de críticas internacionais, apesar de ter feito algumas reprovações pontuais ao regime nos últimos meses.

Segundo um assessor familiarizado com as negociações, desde o início de junho, o governo Lula tem tentado negociar com Caracas um novo convite para uma missão de observação da UE. Contudo, enfrenta resistência do lado venezuelano.

No final de maio, o regime Maduro cancelou o convite anteriormente estendido aos observadores da União Europeia para o pleito de julho, citando as sanções mantidas pelo bloco europeu contra figuras chavistas como razão para essa decisão. Elvis Amoroso, presidente do Conselho Nacional Eleitoral, anunciou a medida, alegando que os europeus “não são bem-vindos enquanto mantiverem sanções”.

Essa exclusão da UE colocou pressão sobre Lula, não apenas devido ao tamanho do Brasil na região, mas também por seu histórico de apoio ao líder venezuelano. Em uma entrevista recente à Folha, o diplomata de oposição Edmundo González, concorrente de Maduro, instou Lula a pressionar Maduro para permitir a presença de observadores internacionais, renovando o convite aos europeus.

Nos bastidores do governo brasileiro, a emissão de um novo convite à UE passou a ser vista como crucial para manter o apoio brasileiro ao processo eleitoral venezuelano. Argumenta-se que a presença da União Europeia é fundamental de acordo com o Acordo de Barbados, um compromisso para eleições presidenciais minimamente competitivas.

Após mais de uma semana de discussões internas, a equipe de Lula avaliou que houve poucos avanços e decidiu intensificar as negociações. Lula telefonou para Maduro, adotando um tom ameno, mas deixando claro que é crucial garantir algum tipo de monitoramento externo. Segundo assessores, Lula não mencionou especificamente a UE, tratando o assunto de forma genérica.

O Palácio do Planalto informou em nota que durante a ligação, Lula reiterou o apoio brasileiro aos acordos de Barbados e enfatizou a importância de uma ampla presença de observadores internacionais. Expressou ainda a esperança de que as sanções contra a Venezuela possam ser levantadas para contribuir com um processo eleitoral confiável e pacífico.

A relação entre Brasília e Caracas estava em compasso de espera desde que o Brasil criticou o bloqueio do regime venezuelano ao registro da opositora Corina Yoris, dois meses antes. Lula mesmo criticou publicamente Maduro por essa exclusão, considerando grave a decisão.

A diplomacia brasileira, em alinhamento com preocupações internacionais, tem usado o diálogo entre chavistas e a oposição e a realização de eleições democráticas como requisitos para a Venezuela buscar a remoção das sanções. Além disso, tem mantido contato próximo com a Colômbia para discutir os desafios pós-eleitorais na Venezuela, visando um processo transparente e reconhecido por todos os lados.

Há preocupação no governo brasileiro de que controvérsias sobre o resultado das eleições possam desencadear conflitos internos, especialmente com a posse presidencial prevista apenas para janeiro de 2025, o que pode gerar instabilidade prolongada.

Informações TBN

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