Exigência trata da qualificação de indicado pela defesa para prestar assistência ao ex-presidente durante recuperação médica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira, 6, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente a qualificação de Carlos Eduardo Antunes Torres para avaliar sua inclusão como acompanhante.
O pedido partiu da defesa na quinta-feira 2. Os advogados solicitaram autorização para que Torres acompanhe Bolsonaro durante o período de recuperação.

Segundo a defesa, o irmão de criação de Michelle Bolsonaro poderia prestar assistência ao ex-presidente. A justificativa menciona compromissos fora de casa.
Os advogados também citaram que a filha mais nova e a enteada de Bolsonaro possuem atividades escolares e profissionais, o que limitaria a disponibilidade para acompanhamento integral.
A defesa afirmou ainda que Torres já auxiliou Bolsonaro em outras ocasiões. Antes do regime fechado, ele cuidava da entrega de refeições ao ex-presidente.
Torres é pré-candidato a deputado distrital no Distrito Federal e já concorreu nas eleições de 2018 e 2022.
Apesar disso, a decisão inicial estabelece que profissionais de saúde qualificados, como enfermeiros ou técnicos, devem realizar o acompanhamento diário, em regime de 24 horas. Como a defesa não apresentou essa comprovação, Moraes determinou o envio das informações.
Situação de saúde de Bolsonaro e autorizações adicionais
Bolsonaro permanecerá em prisão domiciliar por 90 dias, período no qual o ministro avaliará a manutenção da medida. O ex-presidente se recupera de broncopneumonia bacteriana e deve passar por cirurgia no ombro direito.
A equipe médica condicionou o procedimento à recuperação completa do quadro respiratório.
No mesmo despacho, Moraes autorizou a inclusão do ortopedista Alexandre Firmino Paniago na lista de profissionais de saúde. Com isso, o médico poderá realizar visitas sem comunicação prévia.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi registrado como advogado do ex-presidente. Nessa condição, ele não precisa de autorização para realizar visitas.
Informações Revista Oeste
