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Apoio ao ditador foi endossado pelos comandantes da Força Armada Nacional Bolivariana

militares da venezuela reforçam apoio ao ditador nicolás maduro
Militares da Venezuela reforçam apoio ao ditador Nicolás Maduro — Caracas, 6/8/2024 | Foto: Reprodução/VTV

Os comandantes da Força Armada Nacional Bolivariana da Venezuela (FANB) declararam nesta terça-feira, dia 6, que permanecem absolutamente leais ao ditador Nicolás Maduro. A manifestação ocorreu um dia depois de o candidato de oposição Edmundo González apelar por apoio das forças armadas e das polícias, em comunicado público, no qual declarou ser o verdadeiro presidente eleitodo país.

O ex-diplomata afirma ter vencido as eleições presidenciais realizadas em 28 de julho, munido de parte das atas de votação. Ele foi reconhecido como vencedor pelos Estados Unidos e países latino-americanos como Argentina, Uruguai, Panamá e Peru.

Sob desconfiança interna e externa, o Conselho Nacional Eleitoral, órgão controlado pelo chavismo, declarou que Maduro foi reeleito. O órgão promoveu rapidamente uma cerimônia de diplomação do ditador.

O resultado, porém, passou a ser imediatamente contestado dentro e fora da Venezuela. Cobrado por denúncias de fraude e sem respaldo internacional, o regime não forneceu qualquer evidência do resultado da votação, o que é cobrado mesmo por governos ideologicamente próximos, como os de Brasil, Colômbia e México.

Uma semana depois, González pediu que militares e policiais se aliem ao povo, deixem de reprimir manifestações pacíficas e impeçam a atuação de destacamentos que atacam, torturam e matam em defesa da cúpula madurista. Ele também disse que o “novo governo oferece garantias aqueles que cumprem com seu dever constitucional”. “Membros da Força Armada e dos corpos policiais, atendam seus deveres institucionais, não reprimam o povo, acompanhê-lo.”

Comandantes da Venezuela reconhecem reeleição de Maduro

O principal candidato da oposição na Venezuela, Edmundo González, também disse que sua solidariedade ‘está com o povo, diante da justificada indignação’ | Foto: Reprodução/Redes sociais
O ex-diplomata Edmundo González se declarou presidente eleito da Venezuela | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ao longo desta terça-feira, um a um os generais comandantes das Regiões Estratégicas de Defesa Integral (Redi) responderam ao pedido de González. Eles vieram a público declarar que reconhecem a reeleição do chavista e que consideram que a oposição perdeu e estimula uma insurreição.

O regime organizou atos públicos em cada quartel das Redi pelo país. Os discursos dos oficiais foram veiculados pela rede de televisão oficialista Venezuelana de Televisão — VTV, na qual o próprio Maduro possui um programa.

Os generais fizeram referência direta à carta pública assinada por González e pela líder da oposição, María Corina Machado. Ele foi classificado pelos generais como “ex-candidato”; ela, como “fascista” e “ultradireitista”.

De acordo com os generais, ambos opositores lideraram grupos criminosos em manifestações e incitaram policiais e militares à “desobediência”. O procurador-geral Tarek William Saab, aliado de Maduro, abriu uma investigação contra González e Corina. O ditador pede que os dois sejam presos.

Militares falam em “conspiração”

A oposição à ditadura da Venezuela alega fraudes nas eleições que, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), resultaram no terceiro mandato para o ditador Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Twitter/X
O ditador Nicolás Maduro conta com apoio da alta cúpula das Forças Armadas para se manter no poder | Foto: Reprodução/Twitter/X

Os comandantes disseram que “rechaçam categoricamente qualquer ação conspiratória e desestabilizadora”. Além disso, pediram “máxima vigilância” aos militares, policiais e ao “poder comunitário” e movimentos sociais, uma referência aos coletivos chavistas, parte do aparato armado do regime.

Em paralelo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, promoveu uma declaração em Caracas, também cercado de comandantes. Ele disse que os opositores desataram uma onda de terrorismo e querem promover no país um plano entreguista.

“A união cívico-militar-policial garante a paz. Unidos como nunca”, afirmou López. Ele leu um comunicado, depois republicado por Maduro, no qual a FANB e as polícias qualificam a proposta da oposição como “desesperada” e “sediciosa”.

Os militares são peça-chave no regime chavista e considerados um obstáculo para a remoção de Maduro do poder. Desde que chegou ao Palácio Miraflores, o chavismo promoveu mais de 2 mil generais — número sem paralelo no mundo —, realizou um alinhamento político e entregou a eles benesses remuneratórias e controles de diversos aparatos do Estado.

Revista Oestecom informações da Agência Estado


Foto: Yuri CORTEZ / AFP

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela confirmou na última sexta-feira (2/8) a reeleição do presidente Nicolás Maduro com 51,95% dos votos. No entanto, a vitória foi imediatamente contestada por setores da oposição e pela comunidade internacional.

O presidente do CNE, Elvis Amoroso, informou que entregou as atas eleitorais ao Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) do país na segunda-feira (5.ago.2024). Esta medida foi tomada após pedidos do TSJ, que está alinhado ao governo de Maduro, para averiguar possíveis irregularidades no processo eleitoral.

Contestação da Reeleição de Maduro

A oposição, liderada por Edmundo González Urrutia, do partido Plataforma Unitária Democrática (centro-direita), alega que o verdadeiro vencedor das eleições foi González, que teria obtido 67% dos votos, segundo um relatório do Centro Carter. González e outros opositores foram convocados a comparecer ao tribunal nesta quarta-feira (7.ago.2024) para prestar informações.

O Tribunal Supremo de Justiça solicitou diversos documentos ao CNE, entre eles a ata de escrutínio das mesas eleitorais e a ata de totalização final do processo eleitoral. A presidente do TSJ, Caryslia Rodríguez, confirmou a entrega dos documentos e afirmou que o tribunal irá investigar as acusações de fraude, um processo que pode levar até 15 dias.

Quais são as Alegações da Oposição?

Edmundo González Urrutia e outro candidatos da oposição não compareceram à última convocação do tribunal, que ocorreu na sexta-feira (2.ago.2024). Na ocasião, era esperado que os candidatos derrotados assinassem um termo de aceitação do resultado. A falta de resposta dos opositores apenas aumentou as suspeitas em torno da legitimidade do pleito.

Além disso, a acusação central da oposição gira em torno da alegação de que a eleição não foi realizada de maneira democrática, falhando em atender aos padrões internacionais. Esta afirmação é sustentada por um relatório da organização Centro Carter, que também destacou a falta de transparência e igualdade no processo eleitoral. 

Repercussão Internacional e Futuro da Venezuela

A situação política na Venezuela permanece tensa, com protestos e manifestações ocorrendo em várias cidades do país. Em Los Palos Grandes, manifestantes ergueram cartazes com a mensagem “Ganhamos”, contestando a vitória de Maduro.

A confirmação da reeleição de Nicolás Maduro pelo CNE, apesar de contestada, marca mais um capítulo na instável história política da Venezuela. Com investigações em curso e um cenário internacional desfavorável, o futuro político do país é incerto. 

Maduro, que está no poder desde 2013, continua a comandar um regime autocrático, caracterizado por falta de garantias de liberdades fundamentais e restrições aos direitos humanos, conforme relatado por diversas organizações internacionais. A polêmica em torno de sua reeleição agrava ainda mais a crise socioeconômica e política do país, deixando a população venezuelana em um estado de constante incerteza.

Informações TBN


Candidato oposicionista do chavismo publicou um comunicado no qual pediu ainda aos militares que respeitem o resultado da eleição

venezuela
O candidato da oposição à Presidência, Edmundo Gonzáles (à esq), e sua madrinha política, María Corina Machado (à dir), durante a assinatura do compromisso com o povo Venezuelano – 25/07/2024 | Foto: Divulgação/Comando Con Vzla y José Altuve

O candidato da oposição da Venezuela, Edmundo González, proclamou-se o novo presidente do país, nesta segunda-feira, 5.

A mensagem veio pouco mais de uma semana depois da disputa contra Nicolás Maduro, na qual, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o ditador teve 51% dos votos, contra 44% de González. Atas obtidas pela oposição, contudo, mostram um resultado divergente: 67% para o oposicionista e 30% para o chavista. A agência de notícias AFP e o Centro Carter avalizaram o resultado em prol do ex-diplomata.

Nicolas Maduro
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma entrevista coletiva | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

“Agora, cabe a todos nós respeitar a voz do povo”, disse González, em um comunicado. “Fizemos a nossa parte. Realizamos a mais formidável mobilização cívica para que a vitória eleitoral fosse inquestionável. É um triunfo obtido com enorme energia e firmeza.”

Conforme González, a oposição obteve 67% dos votos, enquanto Maduro ficou com 30%. “Essa é a expressão da vontade popular”, constatou o oposicionista. “Vencemos em todos os Estados do país e em quase todos os municípios. Todos os cidadãos são testemunhas desta realidade, incluindo os membros do Plano República.”

Comunicado na íntegra de Edmundo González

“A Venezuela e o mundo inteiro sabem que, nas eleições do dia 28 de julho, a nossa vitória foi esmagadora. Desde o mais humilde cidadão, testemunha, membro de assembleia de voto, oficial das Forças Armadas, polícia, até organizações internacionais e governos. Com as atas em mãos, o planeta viu e reconheceu o triunfo das forças democráticas.

Fizemos a nossa parte. Realizamos a mais formidável mobilização cívica para que a vitória eleitoral fosse inquestionável. É um triunfo obtido com enorme energia e firmeza, e o fizemos em paz. Obtivemos 67% dos votos, enquanto Nicolás Maduro obteve 30%. Essa é a expressão da vontade popular. Vencemos em todos os Estados do país e em quase todos os municípios. Todos os cidadãos são testemunhas desta realidade, incluindo os membros do Plano República.

No entanto, Maduro recusa-se a reconhecer que foi derrotado por todo o país e, em face de protestos legítimos, lançou uma ofensiva brutal contra líderes democráticos, testemunhas, membros das assembleias de voto e até contra o cidadão comum, com o absurdo propósito de querer esconder a verdade e, ao mesmo tempo, tentar encurralar os vencedores.

Apelamos à consciência dos militares e da polícia para que fiquem ao lado do povo e das suas próprias famílias. Com essa violação massiva dos direitos humanos, o alto-comando alinha-se com Maduro e os seus vis interesses. Enquanto você é representado por aquelas pessoas que foram votar, pelos seus colegas das Forças Armadas Nacionais, pelos seus familiares e amigos, cuja vontade foi manifestada no dia 28 de julho e você sabe.

Temos consciência de que em todas as componentes das Forças Armadas Nacionais está presente a decisão de não reprimir os cidadãos que exigem pacificamente os seus direitos e a vitória. Nós, venezuelanos, não somos inimigos da FAN. Com essa disposição, apelamos a que evitem as ações de grupos organizados pela liderança de Maduro, uma combinação de esquadrões militares e policiais e grupos armados fora do Estado, que espancam, torturam e também assassinam, sob a proteção do poder maligno que eles representam. Você pode e deve interromper essas ações imediatamente. Instamos-vos a evitar a violência do regime contra o povo e a respeitar os resultados das eleições de 28 de Julho. Maduro deu um golpe de Estado que contradiz toda a ordem constitucional e quer torná-los seus cúmplices.

Vocês sabes que temos provas irrefutáveis ​​de vitória. O relatório do Centro Carter é devastador sobre as condições e o resultado eleitoral, enquanto Maduro tenta fabricar resultados quando, além disso, expirou o prazo legal para a sua publicação.

Membros das Forças Armadas e das forças policiais: cumpram os seus deveres institucionais, não reprimam o povo, acompanhem-no. Da mesma forma, pedimos a todos os venezuelanos que têm mães, pais, filhos, irmãos, companheiros membros das Forças Armadas Nacionais ou policiais, que exijam que não reprimam, que ignorem ordens ilegais e que reconheçam a Soberania Popular, expressa nas votações no domingo, 28 de julho.

O novo governo da República, eleito democraticamente pelo povo venezuelano, oferece garantias a quem cumpre o seu dever constitucional. Da mesma forma, ressalta que não haverá impunidade. Este é um compromisso que assumimos com cada um dos venezuelanos.

Vencemos esta eleição sem qualquer discussão. Foi uma avalanche eleitoral, cheia de energia e com uma organização cidadã admirável, pacífica, democrática e com resultados irreversíveis. Agora cabe a todos nós respeitar a voz do povo. A proclamação de Edmundo González Urrutía como presidente eleito da República procede imediatamente”.

Informações Revista Oeste


Conversa entre Joe Biden e Benjamin Netanyahu foi divulgada por jornal e se refere à troca de reféns entre Israel e Hamas

Netanyahu e Biden se encontram na Casa Branca

O Channel 12 News divulgou partes de uma conversa entre o presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em que o norte-americano mostrou irritação com acordo de reféns por cessar-fogo com o Hamas.

O órgão de imprensa não cita fontes, mas o telefonema entre os dois líderes e aliados ocorreu na última quinta-feira (1º/8), um dia depois de o chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, ser assassinado.

Netanyahu informou ao presidente que as negociações com o grupo extremista estavam avançando e que enviaria uma delegação para retomar as conversas. Ainda com a notícia da morte de Haniyeh e as promessas de vingança de Irã e do próprio Hamas, o norte-americano se irritou e respondeu: “Pare de me enrolar”.

“Não substime o presidente”, continuou o democrata, em um contexto de escalada dos conflitos entre Israel e seus adversários no Oriente Médio, principalmente o Irã e grupos extremistas, como o Hamas e o Hezbollah.

Desistência de Biden à corrida eleitoral

O gabinete de Netanyahu emitiu uma declaração oficial no sábado (3/8): “O primeiro-ministro não interfere na política americana e trabalhará com quem for eleito presidente, assim como ele também espera que os americanos não interfiram na política israelense”, relatou  jornal o The Times of Israel.

O jornal britânico The Telegraph trouxe uma análise apontando a mudança de comportamento de Netanyahu após Biden desistir da corrida presidencial dos EUA diante de Donald Trump. O israelense estaria se encorajando a radicalizar contra o Irã, segundo uma fonte.

Sem tanta força agora, o norte-americano não está conseguindo passar seu recado para diminuir as tensões entre Irã e Israel.

“Biden disse a Netanyahu para não responder com muita severidade aos ataques do Irã. E o Irã sabia disso, e é por isso que eles exploraram a situação para atacar Israel”, afirmou uma fonte do governo israelense para o The Telegraph.

Informações Metrópoles


EVARISTO SA/AFP

Após um pedido do regime do ditador Nicolás Maduro, o governo brasileiro retirou, nesta sexta-feira, 2, a bandeira brasileira que estava hasteada na embaixada da Argentina em Caracas. A embaixada está sob a responsabilidade do Brasil após a expulsão dos diplomatas argentinos.

De acordo com interlocutores, a decisão foi tomada para evitar “esticar demais a corda”. O Brasil aceitou cuidar das embaixadas da Argentina e do Peru na Venezuela, mas também mantém um diálogo contínuo com o regime de Maduro, posicionando-se como um dos principais mediadores nas negociações.

Asilados Políticos na Embaixada da Argentina

Um dos aspectos mais destacados deste cenário é a situação da embaixada argentina, onde seis asilados políticos estão sob a proteção do governo de Javier Milei. Esses asilados são figuras proeminentes da oposição venezuelana. Por enquanto, eles permanecerão no prédio da embaixada.

Segundo a Convenção de Asilo Diplomático, assinada em Caracas, esses asilados teriam direito de deixar o país junto com os diplomatas que lhes concederam proteção. No entanto, a Venezuela impediu essa saída. Um trecho da convenção afirma: “Se, por motivo de ruptura de relações, o representante diplomático que concedeu o asilo tiver de abandonar o Estado territorial, sairá com os asilados.”

Como o Brasil Atua Como Mediador nas Negociações?

Brasil, México e Colômbia, os principais mediadores das negociações com a Venezuela, estão considerando enviar seus chanceleres a Caracas para dialogar com o regime de Maduro e com Edmundo González, candidato opositor e diplomata que atualmente se encontra “protegido”.

Caso a visita presencial não seja viável, uma videochamada entre os chanceleres e Caracas também está sendo avaliada. Outra possibilidade é uma videochamada de alto nível, envolvendo os presidentes Lula, Gustavo Petro (Colômbia) e Andrés Manuel López Obrador (México) com Maduro ou outra figura de destaque do regime. Até o momento, nenhuma decisão final foi tomada.

Governo de Maduro não Divulga Atas Eleitorais

O Brasil continua insistindo que Caracas divulgue as atas eleitorais, que são os comprovantes da quantidade e das opções de votos nas urnas eletrônicas. No sistema venezuelano, é comum que essas informações sejam publicadas, mas isso não ocorreu no processo de eleição presidencial mais recente.

Apesar das novas informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano, que aumentou a porcentagem de contagem de votos para 97% e reafirmou a vitória de Maduro, o governo de Lula continuará exigindo a divulgação das atas.

A Argentina se tornou um dos principais focos de tensão do regime de Maduro na região. Maduro frequentemente menciona Milei em seus discursos, descrevendo-o como um representante do fascismo e da extrema-direita. Por sua vez, Milei mantém suas críticas constantes ao ditador venezuelano.

Ditadura da Venezuela Cancela Voos de Países que Criticam Maduro

Em uma decisão que escalou ainda mais as tensões diplomáticas, a ditadura venezuelana suspendeu temporariamente todos os voos comerciais entre seu território e o Panamá, a República Dominicana e o Peru. Estes países não reconheceram a reeleição do ditador Nicolás Maduro.

Outros países que também sofreram retaliações diplomáticas por parte de Caracas, após expressarem críticas ao resultado eleitoral, incluem Argentina, Chile, Costa Rica e Uruguai. O Brasil interveio assumindo a custódia da legação argentina em Caracas, além de fornecer proteção aos refugiados abrigados pela embaixada de Buenos Aires e à legação peruana.

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, 31, a Latam Airlines informou a suspensão de seus voos entre Lima e Caracas, pedindo desculpas aos clientes afetados. O governo venezuelano justificou a suspensão dos voos com o Panamá e a República Dominicana, acusando esses países de interferirem nos assuntos internos da Venezuela.

Resposta Panamenha

O presidente panamenho, José Raul Mulino, retaliou a decisão de Caracas ao também proibir voos entre os dois países, afetando operações de empresas como a Copa Airlines e a Zona Livre de Colón, a maior zona franca da América Latina. “Ninguém entra ou sai [em aviões panamenhos] da Venezuela enquanto a situação não melhorar naquele país. Lamentamos pelos negócios e empresas afetadas, mas os princípios não são negociáveis”, declarou Mulino.

Mulino ainda criticou a comunidade internacional por sua reação ao resultado das eleições na Venezuela: “O que aconteceu na Venezuela é inaceitável, mas mais inaceitável ainda é o desprezo da comunidade internacional que virou as costas com argumentos absurdos e incoerentes, sem nenhum suporte às normas do direito internacional.”

Informações TBN


Foto: Basilio Sepe/Pool via Reuters

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Em um comunicado oficial, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, revelou que Edmundo González Urrutia foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais na Venezuela, realizadas em 28 de julho de 2024. Blinken criticou fortemente o anúncio da vitória de Nicolás Maduro, feito pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo chavismo.

De acordo com Blinken, o resultado divulgado pelo CNE é “profundamente falho” e não reflete a vontade do povo venezuelano. Ele afirmou que não há evidências que sustentem a declaração de Maduro como vencedor e que, até o momento, as atas do pleito não foram divulgadas pelo CNE, apesar dos apelos da comunidade internacional.

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Evidências de Fraude nas Eleições Venezuelanas

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Existem razões para acreditar que as eleições presidenciais na Venezuela foram marcadas por irregularidades. A missão de observação independente do Centro Carter relatou que o CNE falhou em fornecer os resultados oficiais a nível distrital, contribuindo para a falta de credibilidade do processo eleitoral. Tais irregularidades levantam sérias dúvidas sobre a legitimidade da vitória anunciada de Maduro.

Segundo os observadores, a oposição venezuelana publicou mais de 80% das folhas de contagem recebidas diretamente das seções eleitorais em todo o país. Esses documentos indicam que Edmundo González Urrutia ganhou a maioria dos votos. Além disso, pesquisas de boca de urna e contagens rápidas no dia da eleição corroboraram esses dados.

O que Antony Blinken Pede?

Antony Blinken exigiu uma transição de poder “respeitosa e pacífica” na Venezuela. Ele também condenou as ameaças de prisão contra líderes oposicionistas, incluindo Edmundo González e María Corina Machado, que recentemente entrou na clandestinidade. Blinken destacou que essas ameaças são uma tentativa antidemocrática de suprimir a participação política e manter o poder.

Como os EUA e a Comunidade Internacional Reagem?

Os Estados Unidos e outros parceiros internacionais estão prontos para apoiar a Venezuela na restauração das normas democráticas. Blinken parabenizou González por sua campanha bem-sucedida e fez um apelo para que os partidos venezuelanos iniciem discussões sobre uma transição de poder de acordo com a lei eleitoral venezuelana e os desejos do povo. A comunidade internacional também está preocupada com a segurança dos líderes oposicionistas e exige a libertação imediata de todos os venezuelanos presos por exigir transparência no processo eleitoral.

Resumo do Comunicado de Antony Blinken

Em suma, Blinken reforçou a posição dos EUA de apoio ao povo venezuelano em sua luta por uma eleição justa e transparente. Ele instou os partidos venezuelanos a respeitar a vontade popular e a trabalhar em uma transição pacífica, alinhada com os desejos da população e as normas democráticas.


foto: reprodução 

A bandeira do Brasil foi hasteada nesta quinta-feira, 1/8, no prédio da Embaixada da Argentina em Caracas. A representação diplomática argentina na Venezuela e as de pelo menos outros cinco países foram expulsas pelo regime de Nicolás Maduro, em razão do não reconhecimento da reeleição do ditador chavista.

Esse incidente foi desencadeado após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, que não foi reconhecida por diversas nações. Como resultado, o Brasil assumiu a proteção e a segurança do prédio da embaixada argentina, onde seis oposicionistas de Maduro estão em condição de asilados políticos junto ao governo do presidente argentino, Javier Milei.

Por que o Brasil Está Assumindo a Embaixada Argentina em Caracas?

Após as expulsões, o Brasil tomou a dianteira ao assumir a segurança da embaixada argentina. Mas por que essa medida foi necessária? Atualmente, seis oposicionistas do governo de Maduro estão asilados na embaixada, buscando proteção após serem alvos da ditadura venezuelana. Esses aliados do candidato de oposição à presidência da Venezuela, Edmundo González, dependem agora do abrigo oferecido pelo Brasil.

Quais Países Foram Expulsos da Venezuela?

Além da Argentina, outras nações também enfrentaram a ira do regime de Maduro. As relações diplomáticas com os seguintes países foram rompidas:

É importante ressaltar que o Brasil não apenas assumiu a representação da Argentina, mas também a da embaixada peruana em Caracas. Isso demonstra uma postura ativa e solidária do Brasil em meio a uma crise diplomática na região.

O Que Leva à Rompimento de Relações Diplomáticas?

Num cenário internacional, romper relações diplomáticas é uma medida extrema. Ela é geralmente tomada quando há desacordos severos entre nações, muitas vezes envolvendo questões políticas ou de direitos humanos. No caso da Venezuela, o não reconhecimento da reeleição de Nicolás Maduro, considerado irregular e autoritário por várias nações, foi o estopim para essas rupturas.

Os países que tiveram suas embaixadas expulsas lutam contra o regime de Maduro defendendo princípios democráticos e direitos humanos. Isso gerou um ciclo de sanções que mostram descontentamento com a situação política na Venezuela.

Como a Comunidade Internacional Está Reagindo?

A comunidade internacional mantém um olhar vigilante sobre a Venezuela. A expulsão das embaixadas mostrou a gravidade da situação. Organizações como a ONU e a OEA têm se manifestado sobre a necessidade de um diálogo aberto e uma solução pacífica para a crise.

O Brasil, ao assumir a responsabilidade por embaixadas expulsas, assume um papel de liderança na mediação e proteção de opositores e refugiados políticos. Esta postura ativa destaca a importância de manter um ambiente diplomático estável e seguro, mesmo em tempos de crise.

Essa movimentação no cenário latino-americano mostra como as decisões políticas de um país podem afetar diretamente não apenas os seus cidadãos, mas também a relação com outras nações. A resposta do Brasil e de seus aliados demonstra um comprometimento com a democracia e os direitos humanos, valores essenciais para a comunidade internacional.

Assim, enquanto a crise venezuelana se desenrola, a ação do Brasil serve como um farol de esperança para opositores e uma lembrança de que, mesmo em tempos de turbulência política, a solidariedade internacional pode fazer uma diferença crucial.

Informações TBN


Juan Barreto/AFP

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, anunciou na última quarta-feira (31) que solicitará ao Tribunal Penal Internacional (TPI) a prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. A declaração de Almagro veio em resposta aos recentes acontecimentos no país, que resultaram em uma série de mortes e uma crescente onda de violência.

“É hora de apresentar acusações contra os maiores responsáveis, incluindo Maduro”, afirmou Almagro. Ele enfatizou que Maduro havia prometido um “banho de sangue” e, infelizmente, cumpriu. Até o presente momento, foram contabilizadas 17 mortes. “Vamos solicitar com atenção a acusação e todos que quiserem fazer referência ao caso são bem-vindos”, acrescentou Almagro.

Solicitação ao Tribunal Penal Internacional

Prisão de Nicolás Maduro será solicitada no TPI
Imagem: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

A decisão de Almagro de buscar um mandado de prisão para Nicolás Maduro reflete a gravidade da situação na Venezuela. Segundo ele, “Maduro prometeu um banho de sangue, e ficamos indignados ao ouvir isso e estamos ainda mais indignados agora que ele está fazendo isso”. Almagro acusou o ditador venezuelano de premeditação, traição, impulso brutal e ferocidade.

Esses atos, segundo Almagro, são motivo suficiente para apresentar acusações formais e buscar um mandado de prisão pelo Tribunal Penal Internacional. A OEA, sob a liderança de Almagro, se posicionou fortemente contra as ações de Maduro, apelando para a justiça internacional.

O que levou à solicitação da prisão de Nicolás Maduro?

A crise na Venezuela tem se agravado nos últimos anos, levando a uma deterioração significativa da qualidade de vida da população. Desde 2017, o governo de Maduro vem sendo acusado de um crescente autoritarismo e repressão violenta contra dissidentes políticos.

Como o TPI atua em casos como este?

O Tribunal Penal Internacional foi criado para julgar as mais graves infrações contra os direitos humanos, incluindo genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Um mandado de prisão emitido pelo TPI pode levar à detenção e julgamento de líderes acusados dessas atrocidades.

  1. Investigação Preliminar: O TPI inicialmente conduzirá uma investigação para avaliar as alegações e reunir provas suficientes.
  2. Emissão de Mandado: Caso haja provas substanciais, o tribunal pode emitir um mandado de prisão para os acusados.
  3. Detenção e Julgamento: Uma vez detido, o acusado será levado a julgamento, onde será responsabilizado por suas ações.

A solicitação de prisão de Nicolás Maduro pelo Tribunal Penal Internacional poderia provocar uma reação global e aumentar a pressão sobre o governo venezuelano. A comunidade internacional, particularmente países da América Latina, têm observado de perto a situação na Venezuela e suas implicações para a estabilidade regional.

Com a OEA liderando a investida, é possível que outros organismos e governos se juntem nesta causa, aumentando ainda mais o isolamento de Maduro no cenário internacional. Isso também pode incentivar maiores sanções econômicas e diplomáticas contra o regime venezuelano.

Informações TBN


Miguel Gutierrez - EPA

Na última quarta-feira (31), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou que o candidato opositor Edmundo González e a líder da oposição, María Corina Machado, “deveriam estar atrás das grades”. Essa afirmação veio em um momento de tensão política no país, com acusações de um suposto “plano golpista” por parte dos opositores.

Maduro, ao ser questionado sobre o destino dos opositores, afirmou: “Se perguntam minha opinião como cidadão, essas pessoas deveriam estar atrás das grades e tem que haver justiça na Venezuela”. O presidente venezuelano não poupou críticas e classificou González como “covarde e criminoso” e Corina Machado como “fascista da ultradireita criminosa”.

Manifestação e Acusações de Golpe

De acordo com Maduro, os episódios de violência registrados na Venezuela após a oposição não reconhecer os resultados divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que atribuiu a sua vitória no pleito presidencial, são parte de uma tentativa de desestabilização do país. Manifestantes tomaram as ruas na segunda-feira (29) em protesto contra o que consideram ter sido uma “fraude” eleitoral.

Os protestos foram marcados por cenas de repressão com o uso de balas de borracha e gás lacrimogêneo. De acordo com a organização Foro Penal venezuelano, 11 pessoas morreram e, segundo o procurador-geral do Ministério Público do país, Tarek William Saab, 1.060 pessoas foram presas.

O Papel de Jorge Rodríguez

Na terça-feira (30), o líder chavista Jorge Rodríguez afirmou que com o “fascismo” não se dialoga, não se dão benefícios processuais e não se perdoa. Segundo Rodríguez, nos protestos pós-eleição, havia manifestantes pagos para aterrorizar e balear pessoas, chefiados por Machado e González.

Ele reforçou a posição de Maduro de que os líderes da oposição estão por trás dos atos de violência e que devem pagar por isso. A posição do governo é de que tais atos são uma evidente tentativa de golpe de Estado planejada pela oposição para subverter a ordem no país.

Quais Foram as Consequências dos Protestos?

As manifestações que ocorreram na Venezuela incluíram ataques a estações policiais, monumentos, prefeituras e sedes do poder eleitoral. Os protestos envolveram muitos manifestantes encapuzados que marcharam com pedaços de pau. Esses atos foram recebidos com forte repressão por parte do governo de Maduro, que utilizou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

As autoridades locais confirmaram a prisão de 1.060 pessoas e a morte de 11 manifestantes. O procurador-geral Tarek William Saab destacou que os ataques foram direcionados contra instalações do governo e que isso justifica as medidas repressivas adotadas.

O Futuro Político da Venezuela

Com o cenário de violência e instabilidade, o futuro político da Venezuela permanece incerto. A crescente tensão entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição liderada por Edmundo González e María Corina Machado pode levar a mais confrontos. Maduro insiste que os líderes opositores deveriam responder por seus supostos crimes e desestabilização do país.

A situação tem atraído atenção internacional, e diversas organizações de direitos humanos têm monitorado os eventos na Venezuela, preocupadas com a escalada de violência e a repressão aos manifestantes. Só o tempo dirá se haverá uma resolução pacífica para essa crise política.

Enquanto isso, na Venezuela, a população continua a enfrentar uma situação econômica e social complicada, exacerbada pela instabilidade política. Os próximos passos tanto do governo quanto da oposição serão cruciais para o destino do país.

Informações TBN


John Kirby fez a declaração depois do país sul-americano ocultar a divulgação de detalhes do resultado eleitoral

John Kirby, porta-voz norte-americano, critica eleições na Venezuela
John Kirby é porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA | Foto: Divulgação/Casa Branca

A Casa Branca afirmou que a paciência dos Estados Unidos com a Venezuela está se esgotando, depois de o regime de Nicolás Maduro ocultar detalhes das eleições presidenciais. John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, deu a declaração nesta quarta-feira, 31.

“A nossa paciência e da comunidade internacional está se esgotando”, disse Kirby. “Está acabando a paciência para que as autoridades eleitorais venezuelanas confessem e divulgem todos os dados detalhados sobre esta eleição. Para que todos possam ver os resultados.”

No domingo 28, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou a reeleição de Nicolás Maduro com 80% das urnas apuradas. O ditador tem influência direta no CNE. O resultado divulgado pelo órgão deixou Edmundo González Urrutia, candidato da oposição, em segundo lugar.

Kirby destacou que o CNE deixou de anunciar os resultados por seção eleitoral. Para ele, a falta de detalhes sobre o pleito constitui uma “violação grave dos princípios eleitorais”. O porta-voz norte-americano lembrou que observadores internacionais analisaram a eleição.

“O Centro Carter, um observador internacional, divulgou, nesta manhã, um relatório afirmando que as eleições presidenciais de 2024 na Venezuela não atendeu aos padrões internacionais da integridade“, afirmou Kirby. “E não pode ser considerada democrática.”

Oposição da Venezuela faz contagem paralela

Apesar da falta de dados precisos divulgados pelo órgão eleitoral, a oposição, liderada por Maria Corina Machado, apresentou um relatório com mais de 80% dos votos das urnas. A apuração paralela mostra González Urrutia como vencedor.

De acordo com o relatório, Edmundo González obteve 67% dos votos, o que soma pouco mais de 7 milhões de votos, enquanto Maduro conseguiu 30%, com 3,2 milhões de votos.

Desde que o CNE divulgou os resultados, que atribuíram a vitória a Maduro com 51,2% dos votos contra 44,2% de González, muitos líderes regionais manifestaram preocupação com as irregularidades do processo.

Os cidadãos venezuelanos também foram às ruas para defender seu voto e repudiar a ditadura chavista. Os protestos resultaram em mais de 177 detenções arbitrárias, 11 desaparecidos e pelo menos 16 mortes nas últimas 48 horas, conforme informações de Maria Corina.

Informações Revista Oeste

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