Ex-presidente da Argentina é acusado de agredir Fabiola Yáñez
| Foto: Reprodução/Twitter/X
O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández negou ter cometido violência física contra sua ex-mulher, Fabiola Yáñez. No entanto, ele admitiu que houve “discussões veementes” quando eles ainda formavam um casal. Fabiola o acusa de “agressão física e mental”.
Em entrevista ao jornal espanhol El País, Fernández comentou as frequentes discussões com Fabiola durante os quatro anos em que viveram na residência presidencial de Olivos. Contudo, o político negou ter agredido fisicamente a mãe de seu filho mais novo.
“Estou sendo acusado de algo que não fiz”, defendeu-se. “Eu não bati em Fabíola. Nunca bati em mulher (…) Vi as fotos na mídia, mas ainda não tive acesso à causa. Eles nunca chegaram ao meu conhecimento de forma alguma. O que vou fazer é esperar, ir ao tribunal e deixar a Justiça governar”, disse ele.
Fernández acrescentou que ele e Fabiola, “como todo casal”, tiveram discussões, sendo algumas “mais veementes” e outras “menos veementes”.
“Preciso saber do que ela está falando, pois com esse critério eu também poderia dizer a mesma coisa.”
Mensagem de Alberto Fernández depois da denúncia sobre violência
No dia 6, após a denúncia de violência doméstica se tornar pública, Fernández publicou uma mensagem na rede social X:
“A verdade dos fatos é outra, e só vou dizer que é falso, que aquilo de que vocês agora me acusam nunca aconteceu”.
Ele acrescentou que, pela integridade sua, dos seus filhos e também da própria Fabíola, ele não faria declarações à mídia. “Mas, isso sim, levarei à Justiça as provas e os depoimentos que revelarão o que realmente aconteceu.”
Ex-presidente da Costa Rica Óscar Arias afirma que é ‘perda de tempo’ pedir ao regime que entregue atas eleitorais
Para Oscar Árias, Nicolás Maduro não deve entregar atas eleitorais | Foto: Divulgação/Fotos Públicas
O ex-presidente da Costa Rica Óscar Arias, ganhador do Nobel da Paz por negociações de paz na América Central, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está errado em relação à crise na Venezuela. Em entrevistaao jornal Folha de S.Paulo, ele diz que é perda de tempo esperar que o ditador Nicolás Maduro apresente as atas eleitorais.
“Eu esperava que um democrata como Lula, que perdeu eleições e reconheceu suas derrotas, tivesse ligado e dito: ‘Maduro, você perdeu, reconheça a derrota e saia do poder’”, disse Arias à Folha.
Ele discorda da declaração de Lula de que a oposição, ao contestar a vitória de Maduro anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), deveria apenas entrar na Justiça. “Que Justiça na Venezuela?”, argumenta. “O Poder Judiciário na Venezuela não é autônomo, independente.”
Para Arias, “não há nenhuma dúvida” de que Maduro perdeu as eleições. “Para todo ditador, ainda mais quando se trata de um narcogoverno, é muito difícil reconhecer a derrota, porque ele sabe o que o espera”, afirmou ao jornal. “Um ditador não sabe se desapegar da cadeira presidencial, e um ditador ligado ao narcotráfico sabe menos ainda.”
Óscar Arias é ex-presidente da Costa Rica e ganhou o Nobel da Paz | Foto: Reprodução/Grupo BCC
Com Maduro, Venezuela é um Estado falido
Ele destaca que o regime de Maduro está fazendo “muito mal” aos venezuelanos. “Mais de 7 milhões de venezuelanos emigraram. Depois dessa eleição, vai aumentar ainda mais a migração.”
“A Venezuela é um Estado falido”, acrescenta. “É impossível recuperar a economia com Maduro no poder. Com essa eleição roubada, esse autogolpe, as coisas vão piorar ainda mais na Venezuela, e isso deveria preocupar todos os democratas do mundo.”
“É muito triste que líderes democratas fiquem quietos, não digam nada sobre essa fraude na eleição”, conclui.
A brutal perseguição política não dá trégua na Venezuela. Além dos mortos nas recentes manifestações e dos milhares de detidos, a ditadura de Nicolás Maduro intensificou a repressão ao utilizar suas forças de segurança e grupos paramilitares para ameaçar e intimidar qualquer um que critique o fraude eleitoral ocorrido nas eleições presidenciais de 28 de julho.
Neste fim de semana, surgiram nas redes sociais imagens que mostram várias casas no bairro 23 de Janeiro, um dos mais tradicionais de Caracas, marcadas com um “X”. O objetivo é amedrontar a população e prevenir novas manifestações massivas contra o regime. Um morador local, que preferiu permanecer anônimo, relatou ao jornal El Nacional que as marcas indicam a presença de muitos opositores na área.
Foto: El Pitazo
O que é a “Operação Tun Tun”?
A advogada venezuelana e diretora do Instituto Casla, Tamara Suju, informou em suas redes sociais que o caso foi denunciado à Corte Penal Internacional (CPI), que já investiga Maduro e a liderança do regime chavista por crimes contra a humanidade na Venezuela. Segundo Suju, a “Operação Tun Tun” é uma referência ao som das batidas na porta, similar às operações nazistas de perseguição.
Desde 29 de julho, quando começaram as manifestações contra o fraude eleitoral, a comunidade internacional tem exigido reiteradamente ao regime de Maduro que cesse a violência e a perseguição contra a oposição política e a sociedade civil. Entretanto, a ditadura prosseguiu com suas ações repressivas.
Quem são os afetados pela repressão na Venezuela?
De acordo com a ONG Foro Penal, que lidera a defesa dos presos políticos na Venezuela, até o sábado haviam sido registrados 1.303 arrestos verificados no contexto das manifestações pós-eleitorais. Desses, 170 são mulheres, 116 adolescentes, 14 indígenas e 16 pessoas com deficiência. Além disso, durante as protestas, houve episódios de violência e vandalismo, resultando em 24 civis mortos, segundo a ONG Provea.
A principal coalizão de oposição, a Plataforma Unitaria Democrática (PUD), denunciou que o regime está conduzindo uma perseguição política “a níveis desumanos”. Segundo a PUD, nos últimos dias, a repressão atingiu níveis críticos, com adolescentes, mulheres e homens sendo detidos por expressarem seu desejo de mudança.
Como a comunidade internacional está reagindo?
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, afirmou em comunicado que é urgente que as autoridades venezuelanas ponham fim imediatamente às detenções arbitrárias e à repressão contra membros da oposição e da sociedade civil. Borrell destacou que a crise venezuelana deve ser resolvida através do diálogo, transparência e respeito à soberania e à vontade do povo.
O candidato opositor Edmundo González Urrutia, que, segundo as atas da oposição, venceu as eleições com quase 67% dos votos, enviou uma mensagem direta ao ditador Maduro: “Faço um apelo em nome de todos os venezuelanos para que cesse a violência e as perseguições e libere imediatamente todos os compatriotas detidos arbitrariamente”.
O cenário na Venezuela permanece tenso e a comunidade internacional continua atenta, aguardando ações concretas que respeitem os direitos humanos e a vontade dos cidadãos expressa nas urnas.
A iniciativa ocorre depois da reprovação de um texto anterior, que não conseguiu votos suficientes
Diplomatas brasileiros afirmam que os países membros da OEA devem ter a disposição para oferecer uma negociação entre a ditadura de Nicolás Maduro e a oposição na Venezuela | Foto: Reprodução/Twitter/X/@GlobeEyeNews
A Organização dos Estados Americanos (OEA) trabalha para apresentar, na próxima semana, uma nova resolução sobre a eleição na Venezuela. A iniciativa ocorre depois da reprovação de um texto anterior, que não conseguiu votos suficientes. O Brasil foi um dos 11 países que se abstiveram na votação.
Diplomatas do Itamaraty afirmam que os países membros da OEA devem ter a disposição de oferecer uma negociação. De acordo com os representantes brasileiros, isso não ocorreu no texto reprovado da semana passada.
O governo brasileiro afirma que o novo texto deve defender a transparência e a divulgação das atas eleitorais.
Governo brasileiro defende “equilíbrio” entre a ditadura da Venezuela e a oposição
Além disso, o Itamaraty disse que deve haver um “equilíbrio” nas negociações entre a ditadura de Nicolás Maduro e a oposição. Com isso, o Brasil propõe uma solução institucional para o conflito.
Ainda de acordo com o órgão, o governo brasileiro vai apoiar uma nova resolução se, de fato, o documento “abordar essas preocupações que foram levantadas”. Colômbia e México apoiam essa mesma postura de negociação.
Os representantes brasileiros, no entanto, ainda não se juntaram aos países que denunciam fraude na eleição da Venezuela.
Diplomatas brasileiros falam em “falta de sensibilidade” de países membros da OEA
Segundo os diplomatas brasileiros, a resolução da semana passada foi rejeitada porque também houve “falta de sensibilidade e vontade de negociar com países que tinham diferentes sugestões”.
Entre as propostas da resolução rejeitada estavam a publicação imediata dos resultados da eleição presidencial em cada seção eleitoral e a verificação abrangente dos resultados na presença de observadores internacionais.
Enquanto a OEA não chega a um consenso sobre uma resolução para a Venezuela, o regime chavista sequestra e prende opositores que protestam contra a ditadura.
Os soldados do regime já prenderam mais de mil manifestantes. O ditador afirmou que os presos políticos do país “não vão receber perdão”.
Apoio ao ditador foi endossado pelos comandantes da Força Armada Nacional Bolivariana
Militares da Venezuela reforçam apoio ao ditador Nicolás Maduro — Caracas, 6/8/2024 | Foto: Reprodução/VTV
Os comandantes da Força Armada Nacional Bolivariana da Venezuela (FANB) declararam nesta terça-feira, dia 6, que permanecem absolutamente leais ao ditador Nicolás Maduro. A manifestação ocorreu um dia depois de o candidato de oposição Edmundo González apelar por apoio das forças armadas e das polícias, em comunicado público, no qual declarou ser o verdadeiro presidente eleitodo país.
O ex-diplomata afirma ter vencido as eleições presidenciais realizadas em 28 de julho, munido de parte das atas de votação. Ele foi reconhecido como vencedor pelos Estados Unidos e países latino-americanos como Argentina, Uruguai, Panamá e Peru.
Sob desconfiança interna e externa, o Conselho Nacional Eleitoral, órgão controlado pelo chavismo, declarou que Maduro foi reeleito. O órgão promoveu rapidamente uma cerimônia de diplomação do ditador.
O resultado, porém, passou a ser imediatamente contestado dentro e fora da Venezuela. Cobrado por denúncias de fraude e sem respaldo internacional, o regime não forneceu qualquer evidência do resultado da votação, o que é cobrado mesmo por governos ideologicamente próximos, como os de Brasil, Colômbia e México.
Uma semana depois, González pediu que militares e policiais se aliem ao povo, deixem de reprimir manifestações pacíficas e impeçam a atuação de destacamentos que atacam, torturam e matam em defesa da cúpula madurista. Ele também disse que o “novo governo oferece garantias aqueles que cumprem com seu dever constitucional”. “Membros da Força Armada e dos corpos policiais, atendam seus deveres institucionais, não reprimam o povo, acompanhê-lo.”
Comandantes da Venezuela reconhecem reeleição de Maduro
O ex-diplomata Edmundo González se declarou presidente eleito da Venezuela | Foto: Reprodução/Redes sociais
Ao longo desta terça-feira, um a um os generais comandantes das Regiões Estratégicas de Defesa Integral (Redi) responderam ao pedido de González. Eles vieram a público declarar que reconhecem a reeleição do chavista e que consideram que a oposição perdeu e estimula uma insurreição.
O regime organizou atos públicos em cada quartel das Redi pelo país. Os discursos dos oficiais foram veiculados pela rede de televisão oficialista Venezuelana de Televisão — VTV, na qual o próprio Maduro possui um programa.
Os generais fizeram referência direta à carta pública assinada por González e pela líder da oposição, María Corina Machado. Ele foi classificado pelos generais como “ex-candidato”; ela, como “fascista” e “ultradireitista”.
De acordo com os generais, ambos opositores lideraram grupos criminosos em manifestações e incitaram policiais e militares à “desobediência”. O procurador-geral Tarek William Saab, aliado de Maduro, abriu uma investigação contra González e Corina. O ditador pede que os dois sejam presos.
Militares falam em “conspiração”
O ditador Nicolás Maduro conta com apoio da alta cúpula das Forças Armadas para se manter no poder | Foto: Reprodução/Twitter/X
Os comandantes disseram que “rechaçam categoricamente qualquer ação conspiratória e desestabilizadora”. Além disso, pediram “máxima vigilância” aos militares, policiais e ao “poder comunitário” e movimentos sociais, uma referência aos coletivos chavistas, parte do aparato armado do regime.
Em paralelo, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, promoveu uma declaração em Caracas, também cercado de comandantes. Ele disse que os opositores desataram uma onda de terrorismo e querem promover no país um plano entreguista.
“A união cívico-militar-policial garante a paz. Unidos como nunca”, afirmou López. Ele leu um comunicado, depois republicado por Maduro, no qual a FANB e as polícias qualificam a proposta da oposição como “desesperada” e “sediciosa”.
Os militares são peça-chave no regime chavista e considerados um obstáculo para a remoção de Maduro do poder. Desde que chegou ao Palácio Miraflores, o chavismo promoveu mais de 2 mil generais — número sem paralelo no mundo —, realizou um alinhamento político e entregou a eles benesses remuneratórias e controles de diversos aparatos do Estado.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela confirmou na última sexta-feira (2/8) a reeleição do presidente Nicolás Maduro com 51,95% dos votos. No entanto, a vitória foi imediatamente contestada por setores da oposição e pela comunidade internacional.
O presidente do CNE, Elvis Amoroso, informou que entregou as atas eleitorais ao Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) do país na segunda-feira (5.ago.2024). Esta medida foi tomada após pedidos do TSJ, que está alinhado ao governo de Maduro, para averiguar possíveis irregularidades no processo eleitoral.
Contestação da Reeleição de Maduro
A oposição, liderada por Edmundo González Urrutia, do partido Plataforma Unitária Democrática (centro-direita), alega que o verdadeiro vencedor das eleições foi González, que teria obtido 67% dos votos, segundo um relatório do Centro Carter. González e outros opositores foram convocados a comparecer ao tribunal nesta quarta-feira (7.ago.2024) para prestar informações.
O Tribunal Supremo de Justiça solicitou diversos documentos ao CNE, entre eles a ata de escrutínio das mesas eleitorais e a ata de totalização final do processo eleitoral. A presidente do TSJ, Caryslia Rodríguez, confirmou a entrega dos documentos e afirmou que o tribunal irá investigar as acusações de fraude, um processo que pode levar até 15 dias.
Quais são as Alegações da Oposição?
Edmundo González Urrutia e outro candidatos da oposição não compareceram à última convocação do tribunal, que ocorreu na sexta-feira (2.ago.2024). Na ocasião, era esperado que os candidatos derrotados assinassem um termo de aceitação do resultado. A falta de resposta dos opositores apenas aumentou as suspeitas em torno da legitimidade do pleito.
Além disso, a acusação central da oposição gira em torno da alegação de que a eleição não foi realizada de maneira democrática, falhando em atender aos padrões internacionais. Esta afirmação é sustentada por um relatório da organização Centro Carter, que também destacou a falta de transparência e igualdade no processo eleitoral.
Repercussão Internacional e Futuro da Venezuela
A situação política na Venezuela permanece tensa, com protestos e manifestações ocorrendo em várias cidades do país. Em Los Palos Grandes, manifestantes ergueram cartazes com a mensagem “Ganhamos”, contestando a vitória de Maduro.
A confirmação da reeleição de Nicolás Maduro pelo CNE, apesar de contestada, marca mais um capítulo na instável história política da Venezuela. Com investigações em curso e um cenário internacional desfavorável, o futuro político do país é incerto.
Maduro, que está no poder desde 2013, continua a comandar um regime autocrático, caracterizado por falta de garantias de liberdades fundamentais e restrições aos direitos humanos, conforme relatado por diversas organizações internacionais. A polêmica em torno de sua reeleição agrava ainda mais a crise socioeconômica e política do país, deixando a população venezuelana em um estado de constante incerteza.
Candidato oposicionista do chavismo publicou um comunicado no qual pediu ainda aos militares que respeitem o resultado da eleição
O candidato da oposição à Presidência, Edmundo Gonzáles (à esq), e sua madrinha política, María Corina Machado (à dir), durante a assinatura do compromisso com o povo Venezuelano – 25/07/2024 | Foto: Divulgação/Comando Con Vzla y José Altuve
O candidato da oposição da Venezuela, Edmundo González, proclamou-se o novo presidente do país, nesta segunda-feira, 5.
A mensagem veio pouco mais de uma semana depois da disputa contra Nicolás Maduro, na qual, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o ditador teve 51% dos votos, contra 44% de González. Atas obtidas pela oposição, contudo, mostram um resultado divergente: 67% para o oposicionista e 30% para o chavista. A agência de notícias AFP e o Centro Carter avalizaram o resultado em prol do ex-diplomata.
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma entrevista coletiva | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
“Agora, cabe a todos nós respeitar a voz do povo”, disse González, em um comunicado. “Fizemos a nossa parte. Realizamos a mais formidável mobilização cívica para que a vitória eleitoral fosse inquestionável. É um triunfo obtido com enorme energia e firmeza.”
Conforme González, a oposição obteve 67% dos votos, enquanto Maduro ficou com 30%. “Essa é a expressão da vontade popular”, constatou o oposicionista. “Vencemos em todos os Estados do país e em quase todos os municípios. Todos os cidadãos são testemunhas desta realidade, incluindo os membros do Plano República.”
Comunicado na íntegra de Edmundo González
“A Venezuela e o mundo inteiro sabem que, nas eleições do dia 28 de julho, a nossa vitória foi esmagadora. Desde o mais humilde cidadão, testemunha, membro de assembleia de voto, oficial das Forças Armadas, polícia, até organizações internacionais e governos. Com as atas em mãos, o planeta viu e reconheceu o triunfo das forças democráticas.
Fizemos a nossa parte. Realizamos a mais formidável mobilização cívica para que a vitória eleitoral fosse inquestionável. É um triunfo obtido com enorme energia e firmeza, e o fizemos em paz. Obtivemos 67% dos votos, enquanto Nicolás Maduro obteve 30%. Essa é a expressão da vontade popular. Vencemos em todos os Estados do país e em quase todos os municípios. Todos os cidadãos são testemunhas desta realidade, incluindo os membros do Plano República.
No entanto, Maduro recusa-se a reconhecer que foi derrotado por todo o país e, em face de protestos legítimos, lançou uma ofensiva brutal contra líderes democráticos, testemunhas, membros das assembleias de voto e até contra o cidadão comum, com o absurdo propósito de querer esconder a verdade e, ao mesmo tempo, tentar encurralar os vencedores.
Apelamos à consciência dos militares e da polícia para que fiquem ao lado do povo e das suas próprias famílias. Com essa violação massiva dos direitos humanos, o alto-comando alinha-se com Maduro e os seus vis interesses. Enquanto você é representado por aquelas pessoas que foram votar, pelos seus colegas das Forças Armadas Nacionais, pelos seus familiares e amigos, cuja vontade foi manifestada no dia 28 de julho e você sabe.
Temos consciência de que em todas as componentes das Forças Armadas Nacionais está presente a decisão de não reprimir os cidadãos que exigem pacificamente os seus direitos e a vitória. Nós, venezuelanos, não somos inimigos da FAN. Com essa disposição, apelamos a que evitem as ações de grupos organizados pela liderança de Maduro, uma combinação de esquadrões militares e policiais e grupos armados fora do Estado, que espancam, torturam e também assassinam, sob a proteção do poder maligno que eles representam. Você pode e deve interromper essas ações imediatamente. Instamos-vos a evitar a violência do regime contra o povo e a respeitar os resultados das eleições de 28 de Julho. Maduro deu um golpe de Estado que contradiz toda a ordem constitucional e quer torná-los seus cúmplices.
Vocês sabes que temos provas irrefutáveis de vitória. O relatório do Centro Carter é devastador sobre as condições e o resultado eleitoral, enquanto Maduro tenta fabricar resultados quando, além disso, expirou o prazo legal para a sua publicação.
Membros das Forças Armadas e das forças policiais: cumpram os seus deveres institucionais, não reprimam o povo, acompanhem-no. Da mesma forma, pedimos a todos os venezuelanos que têm mães, pais, filhos, irmãos, companheiros membros das Forças Armadas Nacionais ou policiais, que exijam que não reprimam, que ignorem ordens ilegais e que reconheçam a Soberania Popular, expressa nas votações no domingo, 28 de julho.
O novo governo da República, eleito democraticamente pelo povo venezuelano, oferece garantias a quem cumpre o seu dever constitucional. Da mesma forma, ressalta que não haverá impunidade. Este é um compromisso que assumimos com cada um dos venezuelanos.
Vencemos esta eleição sem qualquer discussão. Foi uma avalanche eleitoral, cheia de energia e com uma organização cidadã admirável, pacífica, democrática e com resultados irreversíveis. Agora cabe a todos nós respeitar a voz do povo. A proclamação de Edmundo González Urrutía como presidente eleito da República procede imediatamente”.
Conversa entre Joe Biden e Benjamin Netanyahu foi divulgada por jornal e se refere à troca de reféns entre Israel e Hamas
O Channel 12 News divulgou partes de uma conversa entre o presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em que o norte-americano mostrou irritação com acordo de reféns por cessar-fogo com o Hamas.
O órgão de imprensa não cita fontes, mas o telefonema entre os dois líderes e aliados ocorreu na última quinta-feira (1º/8), um dia depois de o chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, ser assassinado.
Netanyahu informou ao presidente que as negociações com o grupo extremista estavam avançando e que enviaria uma delegação para retomar as conversas. Ainda com a notícia da morte de Haniyeh e as promessas de vingança de Irã e do próprio Hamas, o norte-americano se irritou e respondeu: “Pare de me enrolar”.
“Não substime o presidente”, continuou o democrata, em um contexto de escalada dos conflitos entre Israel e seus adversários no Oriente Médio, principalmente o Irã e grupos extremistas, como o Hamas e o Hezbollah.
Desistência de Biden à corrida eleitoral
O gabinete de Netanyahu emitiu uma declaração oficial no sábado (3/8): “O primeiro-ministro não interfere na política americana e trabalhará com quem for eleito presidente, assim como ele também espera que os americanos não interfiram na política israelense”, relatou jornal o The Times of Israel.
O jornal britânico The Telegraph trouxe uma análise apontando a mudança de comportamento de Netanyahu após Biden desistir da corrida presidencial dos EUA diante de Donald Trump. O israelense estaria se encorajando a radicalizar contra o Irã, segundo uma fonte.
Sem tanta força agora, o norte-americano não está conseguindo passar seu recado para diminuir as tensões entre Irã e Israel.
“Biden disse a Netanyahu para não responder com muita severidade aos ataques do Irã. E o Irã sabia disso, e é por isso que eles exploraram a situação para atacar Israel”, afirmou uma fonte do governo israelense para o The Telegraph.
Após um pedido do regime do ditador Nicolás Maduro, o governo brasileiro retirou, nesta sexta-feira, 2, a bandeira brasileira que estava hasteada na embaixada da Argentina em Caracas. A embaixada está sob a responsabilidade do Brasil após a expulsão dos diplomatas argentinos.
De acordo com interlocutores, a decisão foi tomada para evitar “esticar demais a corda”. O Brasil aceitou cuidar das embaixadas da Argentina e do Peru na Venezuela, mas também mantém um diálogo contínuo com o regime de Maduro, posicionando-se como um dos principais mediadores nas negociações.
Asilados Políticos na Embaixada da Argentina
Um dos aspectos mais destacados deste cenário é a situação da embaixada argentina, onde seis asilados políticos estão sob a proteção do governo de Javier Milei. Esses asilados são figuras proeminentes da oposição venezuelana. Por enquanto, eles permanecerão no prédio da embaixada.
Segundo a Convenção de Asilo Diplomático, assinada em Caracas, esses asilados teriam direito de deixar o país junto com os diplomatas que lhes concederam proteção. No entanto, a Venezuela impediu essa saída. Um trecho da convenção afirma: “Se, por motivo de ruptura de relações, o representante diplomático que concedeu o asilo tiver de abandonar o Estado territorial, sairá com os asilados.”
Como o Brasil Atua Como Mediador nas Negociações?
Brasil, México e Colômbia, os principais mediadores das negociações com a Venezuela, estão considerando enviar seus chanceleres a Caracas para dialogar com o regime de Maduro e com Edmundo González, candidato opositor e diplomata que atualmente se encontra “protegido”.
Caso a visita presencial não seja viável, uma videochamada entre os chanceleres e Caracas também está sendo avaliada. Outra possibilidade é uma videochamada de alto nível, envolvendo os presidentes Lula, Gustavo Petro (Colômbia) e Andrés Manuel López Obrador (México) com Maduro ou outra figura de destaque do regime. Até o momento, nenhuma decisão final foi tomada.
Governo de Maduro não Divulga Atas Eleitorais
O Brasil continua insistindo que Caracas divulgue as atas eleitorais, que são os comprovantes da quantidade e das opções de votos nas urnas eletrônicas. No sistema venezuelano, é comum que essas informações sejam publicadas, mas isso não ocorreu no processo de eleição presidencial mais recente.
Apesar das novas informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano, que aumentou a porcentagem de contagem de votos para 97% e reafirmou a vitória de Maduro, o governo de Lula continuará exigindo a divulgação das atas.
A Argentina se tornou um dos principais focos de tensão do regime de Maduro na região. Maduro frequentemente menciona Milei em seus discursos, descrevendo-o como um representante do fascismo e da extrema-direita. Por sua vez, Milei mantém suas críticas constantes ao ditador venezuelano.
Ditadura da Venezuela Cancela Voos de Países que Criticam Maduro
Em uma decisão que escalou ainda mais as tensões diplomáticas, a ditadura venezuelana suspendeu temporariamente todos os voos comerciais entre seu território e o Panamá, a República Dominicana e o Peru. Estes países não reconheceram a reeleição do ditador Nicolás Maduro.
Outros países que também sofreram retaliações diplomáticas por parte de Caracas, após expressarem críticas ao resultado eleitoral, incluem Argentina, Chile, Costa Rica e Uruguai. O Brasil interveio assumindo a custódia da legação argentina em Caracas, além de fornecer proteção aos refugiados abrigados pela embaixada de Buenos Aires e à legação peruana.
Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, 31, a Latam Airlines informou a suspensão de seus voos entre Lima e Caracas, pedindo desculpas aos clientes afetados. O governo venezuelano justificou a suspensão dos voos com o Panamá e a República Dominicana, acusando esses países de interferirem nos assuntos internos da Venezuela.
Resposta Panamenha
O presidente panamenho, José Raul Mulino, retaliou a decisão de Caracas ao também proibir voos entre os dois países, afetando operações de empresas como a Copa Airlines e a Zona Livre de Colón, a maior zona franca da América Latina. “Ninguém entra ou sai [em aviões panamenhos] da Venezuela enquanto a situação não melhorar naquele país. Lamentamos pelos negócios e empresas afetadas, mas os princípios não são negociáveis”, declarou Mulino.
Mulino ainda criticou a comunidade internacional por sua reação ao resultado das eleições na Venezuela: “O que aconteceu na Venezuela é inaceitável, mas mais inaceitável ainda é o desprezo da comunidade internacional que virou as costas com argumentos absurdos e incoerentes, sem nenhum suporte às normas do direito internacional.”
Em um comunicado oficial, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, revelou que Edmundo González Urrutia foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais na Venezuela, realizadas em 28 de julho de 2024. Blinken criticou fortemente o anúncio da vitória de Nicolás Maduro, feito pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo chavismo.
De acordo com Blinken, o resultado divulgado pelo CNE é “profundamente falho” e não reflete a vontade do povo venezuelano. Ele afirmou que não há evidências que sustentem a declaração de Maduro como vencedor e que, até o momento, as atas do pleito não foram divulgadas pelo CNE, apesar dos apelos da comunidade internacional.
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Evidências de Fraude nas Eleições Venezuelanas
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Existem razões para acreditar que as eleições presidenciais na Venezuela foram marcadas por irregularidades. A missão de observação independente do Centro Carter relatou que o CNE falhou em fornecer os resultados oficiais a nível distrital, contribuindo para a falta de credibilidade do processo eleitoral. Tais irregularidades levantam sérias dúvidas sobre a legitimidade da vitória anunciada de Maduro.
Segundo os observadores, a oposição venezuelana publicou mais de 80% das folhas de contagem recebidas diretamente das seções eleitorais em todo o país. Esses documentos indicam que Edmundo González Urrutia ganhou a maioria dos votos. Além disso, pesquisas de boca de urna e contagens rápidas no dia da eleição corroboraram esses dados.
O que Antony Blinken Pede?
Antony Blinken exigiu uma transição de poder “respeitosa e pacífica” na Venezuela. Ele também condenou as ameaças de prisão contra líderes oposicionistas, incluindo Edmundo González e María Corina Machado, que recentemente entrou na clandestinidade. Blinken destacou que essas ameaças são uma tentativa antidemocrática de suprimir a participação política e manter o poder.
Como os EUA e a Comunidade Internacional Reagem?
Os Estados Unidos e outros parceiros internacionais estão prontos para apoiar a Venezuela na restauração das normas democráticas. Blinken parabenizou González por sua campanha bem-sucedida e fez um apelo para que os partidos venezuelanos iniciem discussões sobre uma transição de poder de acordo com a lei eleitoral venezuelana e os desejos do povo. A comunidade internacional também está preocupada com a segurança dos líderes oposicionistas e exige a libertação imediata de todos os venezuelanos presos por exigir transparência no processo eleitoral.
Resumo do Comunicado de Antony Blinken
Data: 1º de agosto de 2024
Vencedor Real: Edmundo González Urrutia
Ilegalidade do Resultado: Anúncio de Maduro como vencedor sem evidências
Irregularidades: Falta de divulgação das atas do pleito pelo CNE
Pedido de Blinken: Transição de poder respeitosa e pacífica
Segurança: Condenação das ameaças de prisão contra líderes da oposição
Em suma, Blinken reforçou a posição dos EUA de apoio ao povo venezuelano em sua luta por uma eleição justa e transparente. Ele instou os partidos venezuelanos a respeitar a vontade popular e a trabalhar em uma transição pacífica, alinhada com os desejos da população e as normas democráticas.