A nova pesquisa mostrou que Trump tem vantagens significativas sobre Harris em várias das questões que os eleitores consideram mais urgentes. Em relação à economia, desemprego e empregos, por exemplo, os eleitores na pesquisa escolheram Trump por 47% a 37%.
Os candidatos à presidência dos EUA Kamala Harris e Donald Trump. — Foto: Nathan Howard, Jeenah Moon/ Reuters
A liderança de Kamala Harris sobre Donald Trumpdiminuiu na reta final da disputa presidencial dos EUA, com a democrata à frente por apenas um ponto percentual sobre o republicano, 44% a 43%, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada nesta terça-feira (29).
Embora Harris tenha liderado Trump em todas as pesquisas Reuters/Ipsos de eleitores registrados desde que entrou na disputa em julho, sua liderança tem diminuído constantemente desde o final de setembro.
A nova pesquisa, que entrevistou 1.150 adultos norte-americanos em todo o país – 975 eleitores registrados – mostrou que Trump tem vantagens significativas sobre Harris em várias das questões que os eleitores consideram mais urgentes.
Questionados sobre qual dos dois candidatos tinha uma abordagem melhor para a economia, desemprego e empregos, os eleitores na pesquisa escolheram Trump por 47% a 37%, por exemplo.
A pesquisa também mostrou que a vantagem de Harris na questão do extremismo político está diminuindo. Cerca de 40% dos eleitores na pesquisa disseram que ela tinha uma abordagem melhor para lidar com o extremismo político e ameaças à democracia, em comparação com 38% que escolheram Trump. A liderança de dois pontos de Harris na questão em comparação com sua liderança de sete pontos sobre Trump no extremismo na pesquisa de 16 a 21 de outubro.
Empatados na reta final da eleição dos Estados Unidos, Donald Trump e Kamala Harris abocanharam dois eleitorados tradicionais dos partidos rivais, segundo revelou uma análise das pesquisas feitas pela agência de notícias Reuters e do Instituto Ipsos divulgada na sexta-feira (25).
A análise mostrou que Trump cresceu entre o eleitorado de homens latino-americanos, que sempre votaram em maioria nos democratas, enquanto Kamala ganhou mais votos entre mulheres brancas, parcela que sempre votou mais no Partido Republicano.
Em ambos os casos, os candidatos seguem atrás de seus rivais nesses eleitorados, mas por uma diferença significativamente menor que a das eleições passadas.
Entre os homens latinos, o ex-presidente Trump agora está atrás de Kamala por apenas dois pontos percentuais — 44% a 46%. Em 2020, quando concorreu contra Joe Biden, o republicano ficou 19 pontos percentuais atrás do rival nesse eleitorado específico.
Já Kamala Harris, por outro lado, compensou comaumento de votos entre as mulheres brancas. Segundo a análise das pesquisas, ela fica abaixo de Trump nesse eleitorado por uma diferença de três pontos percentuais — 43% a 46%. Já na disputa de 2020, essa margem foi de 12 pontos percentuais.
As mulheres brancas representavam cerca de quatro em cada 10 eleitores em 2020, o dobro da parcela combinada de eleitores negros e latino-americanos.
A conclusão foi feita a partir de uma análise de 15.000 respostas às pesquisas Reuters/Ipsos conduzidas até 21 de outubro e durante o mesmo período de 2020.
Robert Alomia, um eleitor latino-americano que vive na cidade de Elizabeth, em Nova Jersey disse a Reuters que planeja votar em Trump.
“Precisamos de pessoas que pensem rápido e que estejam dispostas a liderar — ele é um líder”, disse Alomia, de 42 anos e que trabalha em uma empresa de segurança. Ele afirmou também ser simpático às visões linha-dura de Trump sobre imigração. “Basicamente a porta está aberta para essas pessoas.”
Os eleitores latino-americanos, o segmento de crescimento mais rápido do eleitorado dos EUA, inclinaram-se fortemente para os democratas na maioria das eleições presidenciais desde a década de 1970, mas Trump fez avanços significativos.
Ao longo da gestão de Joe Biden, Donald Trump acusou o atual presidente de deixar a fronteira sul dos EUA aberta para imigrantes. Já Kamala Harris, atual vice de Biden, culpa Trump por pressionar os republicanos no Congresso a rejeitar o projeto de lei bipartidário que foi negociado este ano entre as duas siglas e que reforçaria os controles de fronteira.
Já a moradora de St. Charles, no Illinois, Donna Berg, uma mulher branca, Illinois, contou que votou em Trump em 2016 e novamente “relutantemente” em 2020, mas abandonou Trump decisivamente após o ataque ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021. Ela votará em Kamala este ano.
“Depois de 6 de janeiro, tudo acabou”, disse Berg, para quem o Partido Republicano se desviou para o extremismo sob a liderança de Trump.
Entre os eleitores latino-americanos em geral, Kamala tem 51% dos votos, um pouco abaixo dos 54% que votaram em Biden, segundo a análise. Já Trump aparece com 37% dos votos entre esse eleitorado, contra os 30% que conquistou nas eleições passadas.
Os números estão sujeitos a erro de amostragem e têm níveis de precisão entre 2 e 6 pontos percentuais.
Mudança entre homens e negros
Kamala Harris muda estratégia e passa a usar o termo “fascista” para se referir a Donlad Trump
O republicano também está a caminho de reduzir a diferença para os democratas entre o eleitorado negro. Cerca de 18% dos homens negros disseram que votariam em Trump em pesquisas recentes da Reuters/Ipsos, contra 14% desse eleitorado nas eleições passadas. Entre as mulheres negras, esse percentual foi de 8%, contra 4% no pleito de 2020.
Pesquisas de boca de urna após a eleição de 2020 mostraram que cerca de 8% dos eleitores negros em geral escolheram Trump em 2020, enquanto a pesquisa recente da Reuters/Ipsos mostra que esse percepentual cresceu para 12%.
A estrategista de campanha republicana Kristin Davison disse à Reuters que Trump está cortejando os eleitores negros e tentando convencê-los de que o Partido Democrata é muito radical em questões sociais.
“É isso que Trump conseguiu fazer com os homens negros e com os latino-americanos nos últimos quatro anos, não apenas nas questões da economia e do trabalho duro, mas com o país e a família”, disse Davison.
A história de tensão racial e injustiça dos Estados Unidos paira nas mentes dos apoiadores e detratores de Trump. Trump perguntou aos eleitores negros durante sua campanha presidencial de 2016: “O que diabos você tem a perder?”
“Muitas pessoas podem jogar a carta da raça. Podem dizer que ele é racista, podem dizer que está usando os negros. Podem dizer muitas coisas. Mas para mim, pessoalmente, sinto que ele provou que quer ver todo mundo vencer”, disse Kedrick Benford, um eleitor negro em Houston que não votou em 2020, mas disse que acha que votará em Trump desta vez.
Benford, 30, um varejista autônomo, disse que considerava Trump mais experiente do que Kamala.
Embora as cotas de apoio dos dois candidatos entre homens brancos permaneçam praticamente inalteradas, o aumento de Kamala entre mulheres brancas significa que Trump está liderando por apenas nove pontos com eleitores brancos em geral, em comparação a quando ele liderava Biden por 14 pontos com eles em 2020.
A estrategista de campanha Kristin Davison disse ainda que muitas mulheres se voltaram para Harris em parte porque os democratas efetivamente as concentraram no aborto após a decisão da Suprema Corte dos EUA de 2022, encerrando o direito nacional à interrupção voluntária da gravidez.
As mulheres também estão avaliando “o forte contraste em liderança e caráter entre o vice-presidente e Trump, o que está influenciando suas escolhas”, afirmou a estrategista democrata Meghan Hays, ex-assessora sênior de comunicações do presidente Biden.
“A vice-presidente deve ampliar sua liderança entre as eleitoras para compensar a vantagem de Trump com homens negros e latinos”, acrescentou Hays. “Esta eleição será vencida pela menor das margens.”
Republicano é o preferido de 49% dos eleitores, enquanto a democrata tem 46% das intenções de voto
O ex-presidente dos EUA Donald Trump, na cidade de Nova York, em 30 de maio de 2024, e a vice-presidente dos EUA Kamala Harris, em Washington, em 22 de julho de 2024 | Foto: Eduardo Munoz/Nathan Howard/Reuters
O ex-presidente dos Estados Unidos e candidato republicano à Presidência neste ano, Donald Trump, está numericamente à frente da atual vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris, nas intenções de voto. Conforme uma pesquisa divulgada pelo jornal The Wall Street Journal, o representante da direita é o preferido de 49% dos eleitores, enquanto a rival aparece com 46%.
A pesquisa do WSJ entrevistou 1,5 mil eleitores entre os dias 19 e 22 de outubro. Com uma margem de erro de 2,5 pontos porcentuais, o cenário é de empate técnico entre os candidatos. No mesmo contexto, um levantamento da rede de televisão CNBC mostra que Trump lidera com 48% das intenções de voto, contra 46% de Kamala. A pesquisa da CNBC foi realizada entre os dias 15 e 19 deste mês, com mil eleitores, e tem uma margem de erro de 3,1 pontos porcentuais.
Os dados do WSJ mostram que 53% dos entrevistados têm opiniões desfavoráveis sobre Kamala Harris, enquanto 45% têm uma visão positiva. Para Donald Trump, 52% dos eleitores aprovam seu desempenho atual e 48% desaprovam. A maioria dos eleitores, 54%, desaprova o trabalho de Kamala, em contraste com 42% que o aprovam.
Trump versus Kamala Harris: a preocupação dos eleitores
As preocupações dos eleitores fortalecem a disputa eleitoral. Questões econômicas são prioritárias, conforme aponta a CNBC: 42% dos eleitores acreditam que a economia melhoraria com Trump, enquanto 24% têm mais esperança em Harris, e 29% não veem diferença significativa em qualquer dos cenários.
Além da economia, outros temas de campanha também preocupam os eleitores. No que diz respeito à imigração, Trump está 35 pontos porcentuais à frente de Harris. O republicano também tem uma vantagem de 19 pontos entre os que se preocupam com crimes e segurança pública.
‘Vamos ter um bom debate’, disse a vice-presidente. ‘Prazer em vê-la’, respondeu Trump. ‘Divirta-se.’ | Brian Snyder/Reuters
Em contrapartida, Kamala Harris lidera em outras áreas. Ela tem uma vantagem de 60 pontos na gestão das mudanças climáticas, de 31 pontos em relação ao aborto, de nove pontos na defesa da democracia e de oito pontos em assistência médica e serviços de saúde.
O panorama geral aponta para um empate técnico no resultado final, com as campanhas focando em convencer os eleitores, especialmente nos sete estados-pêndulo. As informações foram coletadas a partir de pesquisas conduzidas pelo The Wall Street Journal e CNBC.
Levantamento projeta republicano com 219 delegados frente aos 215 da democrata; “swing States” definirão resultado
Trump (esq.) e Kamala (dir.) disputam a eleição dos EUA em 5 de novembro
A duas semanas das eleições, o candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Donald Trump, aparece à frente da candidata do Partido Democrata, Kamala Harris, no Colégio Eleitoral. Trump tem 219 delegados, enquanto Kamala tem 215. Para vencer a eleição de 5 de novembro, são necessários 270. Há 104 em disputa nos chamados “swing States”.
A vice-presidente dos EUA possui o maior número de delegados “sólidos” –de Estados que com certeza darão maioria aos democratas– na comparação com o republicano. São 139 contra 93. Os dados são do agregador de pesquisas Real Clear Politics.
Em disputa estão 104 delegados divididos em 7 “swing States” que definirão o resultado da disputa eleitoral dos Estados Unidos. São eles: Arizona (11), Carolina do Norte (16), Geórgia (16), Michigan (15), Nevada (6), Pensilvânia (20) e Wisconsin (10). Já Minnesota (10), embora não seja considerado um “swing State”, também tem cenário apertado.
“Swing State” é o termo que se refere às regiões nas quais os eleitores ora votam nos republicanos, ora nos democratas. Ou seja, não há uma fidelidade partidária clara. É diferente de Estados historicamente alinhados –como a Califórnia, que vota em um democrata desde 1992, ou o Alabama, onde os votos vão para ao Partido Republicano há 44 anos.
Também são onde os candidatos à Casa Branca focam suas campanhas a fim de conquistar votos de eleitores divididos. Os “swing States” variam de acordo com cada eleição.
Conforme o agregador de pesquisas Real Clear Politics, Donald Trump está numericamente à frente de Kamala Harris em intenções de voto nos 7 Estados-chave. A boa notícia para a democrata é que, na prática, ambos estão empatados tecnicamente pela margem de erro.
Intenção do ditador é reverter decisão do grupo, que também vetou a Nicarágua
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chega a Kazan, Rússia, com sua mulher, Cilia Flores – 22.10.2024 | Foto: Alexander Vilf/via Reuters
Depois do anúncio da Cúpula do Brics de que as ditaduras da Venezuela e da Nicarágua tinham sido vetadas para ingressar no grupo, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou em Kazan na noite de terça-feira 22, de surpresa. Embora fosse convidado de Vladimir Putin, o presidente russo, a ida de Maduro não era esperada. Ele havia informado a interlocutores que não iria para a Rússia.
Maduro pretende pressionar pela inclusão da Venezuela no bloco, contando com o apoio russo. Até então, o ditador não planejava participar, mas a resistência do Brasil pode ter motivado sua decisão. Ao chegar a Kazan, Maduro afirmou que sua presença representa um avanço significativo para a geopolítica global.
Diplomatas brasileiros são céticos sobre a possibilidade de uma reviravolta — depois de um consenso ter sido alcançado — e lembram que os próprios russos sabem da atual irritação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o chavista e do esgarçamento das relações. No entanto, reconhecem que pode ocorrer mudança no cenário, uma vez que a cúpula não se encerrou ainda e que a instância decisória máxima é a reunião de líderes.
A posição do Brasil
Na segunda-feira, Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revelou que era contra a entrada da Venezuela no bloco. “Há um excesso de nomes colocados à mesa. O Brics tem que conservar a sua essência de países expressivos e com influência nas relações internacionais. Não estou diminuindo os outros países [candidatos], mas para isso tem a ONU e o G-77”, afirmou.
O Brasil era contra a entrada da Nicarágua, que também foi vetada, assim como a Venezuela. Lula e o antigo aliado, Daniel Ortega, se afastaram depois que o Brasil tentou interceder por religiosos católicos perseguidos pela ditadura do aliado de longa data do petista. O embaixador brasileiro em Manágua foi expulso do país em agosto.
Os países convidados para o Brics
O presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan; o ditador chinês, Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, participam de sessão de fotos – 23.10.2024 | Foto: Alexander Zemlianichenko/via Reuters
A nova lista de membros convidados para o Brics inclui Cuba, Bolívia, Indonésia, Malásia, Uzbequistão, Casaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria, Uganda, Turquia e Belarus.
Depois do acordo fechado, a ideia do Brics era não anunciar os novos membros imediatamente. A presidência da Rússia ficou de consultar se os 12 países se comprometem com os critérios de expansão, os princípios e as regras do Brics para chegar a pelo menos dez membros novos.
A intenção era evitar constrangimentos, como a demora da Arábia Saudita em formalizar a adesão e a recusa formal da Argentina de Javier Milei, depois dos convites anunciados durante a expansão do ano passado.
Esses novos países não se tornarão membros “plenos” do Brics, como os atuais — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã. A ampliação acertada nesta terça na Rússia cria uma nova categoria de associação, os chamados países “parceiros”.
Segundo o Itamaraty, entre as condições avaliadas estavam relevância política, equilíbrio na distribuição regional dos países, alinhamento à agenda de reforma da governança global, inclusive do Conselho de Segurança da ONU, rejeição a sanções não autorizadas pelas Nações Unidas no âmbito do conselho e relações “amigáveis” com todos os membros.
Trump faz ataques a Kamala durante evento no McDonald’s Imagem: TixaNews
As pesquisas eleitorais americanas erraram bastante nas duas últimas eleições. Em 2016, elas previram que a Hillary ia ganhar e o Trump é que ganhou. Em 2020, previram que Biden ia ganhar com uma boa margem de diferença, ganhou por poucos votos. Agora em 2024, só o que as pesquisas dizem é que eles estão empatados (assim fica fácil porque ninguém crava nada e deixa a serviço de Deus).
Dito isso, faltando 16 dias para as eleições (sim, BRASEW, apenas duas semanas), vou falar das pesquisas porque a gente gosta de especular mesmo.
E o que as pesquisas estão dizendo é que parece estarmos no meio de uma onda Trump. Ok, pode ser que seja só uma ondinha. Tem 16 dias aí para tudo mudar.
Tixa, mas você escreveu que as pesquisas estavam mostrando empate. E estão, darling. Empate técnico.
Mas a Kamala Harris vem perdendo pontos dentro da margem de erro. Pelo agregado das pesquisas feito pelo New York Times, Kamala está apenas um ponto na frente de Trump. É a sua menor liderança desde a convenção democrata. (Nem aquele US$ 1 bi que ela arrecadou fizeram diferença.)
O combinado das pesquisas da semana passada mostram uma mudança de direção. Se a gente reparar que o noticiário só fala de Trump, já dava para notar essa ondinha. Mais eis os dados:
Kamala liderou a pesquisa FoxNews por 2 pontos e agora Trump é que está liderando por 2 pontos.
A Universidade Fairleigh Dickinson mostrou Kamala com 3 pontos na frente. Na pesquisa anterior ela tinha 7 de vantagem.
A Faculdade de Direito de Marquette mostra um empate. Em agosto, a mesma pesquisa mostrava Kamala com 6 a mais.
A Ipsos realizou diversas pesquisas que mostram Kamala com 2 a 4 pontos de vantagem. As mesmas pesquisas há poucas semanas mostravam Kamala 5 ou 6 pontos na frente.
O Emerson College dá um empate. A pesquisa anterior dava Kamala com dois pontos na frente.
Mas teve a pesquisa Marist mostrando Kamala 5 pontos na frente, acima dos 2 pontos da semana anterior.
A pesquisa YouGov/Economist não mostrou nenhuma mudança; ela ainda está quatro pontos acima.
Nos campos de batalha, hoje cedinho saiu a pesquisa do Washington Post mostrando um retumbante empate entre os dois nos sete estados.
Sim, mas?
Os analistas do site Politico dizem que está tendo uma escassez de pesquisas que eles consideram de alta qualidade (que conseguem captar melhor o público eleitor que fica meio escondido). No fim de semana, não teve nenhuma pesquisa importante divulgada, mesmo faltando só duas semanas para a eleição. E pior, relatam que a escassez de pesquisas nos estados indecisos é pior ainda. Isso é verdade, e estamos falando dos estados que vão decidir a eleição.
“O que é menos claro é se — se você estiver olhando para agregadores de pesquisas como RealClearPolitics, FiveThirtyEight ou Nate Silver’s Silver Bulletin — está distorcendo a visão do público sobre as corridas”, diz o Steven Shepard, que é um editor sênior de campanhas e eleição.
E estes são justamente os agregadores que a gente olha, BRASEW.
Por que Trump pode vencer?
O Nate Silver, por exemplo, que é um cara super respeitado no mundo das pesquisas, chegou a escrever no fim de semana os 24 motivos pelos quais Trump pode vencer. Sim, darling, teve isso. Vou listar aqui 16 pontos:
A inflação chegou a 9% no meio do mandato de Biden. Ela diminuiu, mas os preços continuam altos.
Percepção de que a economia não está bem e com crescimento lento da renda líquida das pessoas. E os eleitores sentem nostalgia dos primeiros anos de Trump.
O populismo de Trump é altamente eficaz.
A imigração foi de fato um problema sério no começo do governo biden.
Kamala estava muito à esquerda em 2019, mudou isso agora, mas não explicou bem porque mudou.
Vibrações culturais seguem indo para a direita. Homens jovens, especialmente, estão dando essa guinada.
O domínio dos democratas entre eleitores negros e grupos raciais está diminuindo.
Kamala começou tarde a corrida.
Na corrida de 2016, os eleitores indecisos se opuseram fortemente a votar em uma mulher. (Por isso Trump não para de chamá-la de estúpida, burra, mentalmente incapaz. E também por isso, Obama subiu no palco de comícios para dar puxão de orelhas em homens que não votam em mulheres. Tem até um comercial da campanha de Kamala com homens estereotipados dizendo que são ainda mais homens porque votam em mulheres.)
Confiança na mídia caiu de maneira abissal.
Trump é um vigarista clássico, mas a arte do golpe é frequentemente eficaz (é o Nate que está dizendo, darling, direcione seu ódio para ele).
O mundo se tornou mais instável no mandato de Biden com todas essas guerras.
A guerra de Israel e Hamas, especialmente, dividiu a base democrata.
O Musk Siberiano, o homem mais rico do mundo e superinfluente, entrou com tudo na campanha (aliás, a mais nova dele é sortear US$ 1 milhão por dia para eleitores registrados nos estados indecisos que assinarem aquela petição dele em favor da liberdade de expressão e das armas).
Trump quase foi morto no começo da campanha.
Kamala surfou uma boa onda o que a colocou numa posição interessante nas pesquisas, comparado com o que Biden tinha. Mas não conseguiu dar uma visão clara de suas propostas ao País. Sem os bons fundamentos da economia, fica difícil.
Os indecisos
Mas se tem uma campanha empatada aí nas pesquisas, significa que os candidatos precisam ganhar os indecisos dos sete estados-campo de batalha.
A estratégia da Kamala
A campanha da Kamala acredita que existem 10% de eleitores indecisos (a pesquisa New York Times diz que são menos de 4%). Mas eles acham que muitas mulheres republicanas podem mudar o voto por conta da política de aborto. Mas elas querem saber mais o que Kamala tem a dizer sobre a economia e a política de fronteira. Sim, darling, por isso Kamala foi dar entrevista na FoxNews, na semana passada. Mas também em vários outros programas porque não é fácil atingir uma audiência fragmentada como a dos dias de hoje.
Além disso, ela desfila por aí com a tal Liz Cheney (que já foi congressista republicana) e com mais uma penca de republicanos para mostrar: tá vendo? você mulher republicana também pode vir para o nosso lado nesta eleição.
Eles também começaram a fazer propaganda durante a programação diurna da FoxNews quando mais mulheres assistem ao canal.
Estratégia de Trump
As pesquisas da campanha de Trump mostram que os eleitores dos campos de batalha são seis vezes mais motivados por suas visões da guerra de Israel em Gaza do que em outros estados.
Cerca de 25% dos eleitores indecisos são homens negros. E os indecisos estão focados na economia porque sofrem dificuldades financeiras. Eles ganham menos do que os eleitores que já se decidiram. Aí, a estratégia de dizer o tempo todo que a economia está mal no governo Biden, que Kamala é uma continuação do Biden. De fazer sorteios milionários ?. De ser funcionário por um dia no McDonald’s?
Para os Perdidos: Trump vestiu o avental de uma das lojas McDonald’s neste fim de semana para confrontar a Kamala que diz que começou a vida trabalhando no McDonald’s e não como bilionária como Trump.
Resumo da ópera: ninguém sabe o que vai acontecer. Muito menos eu.
Desde Madrid, Maria Corina Machado conclamou a oposição a concentrar esforços na data de 10 de janeiro, quando, pela Constituição, o presidente eleito assume o cargo
Regime de Maduro está mais isolado do que nunca, diz Maria Corina Foto: RS/Fotos Públicas
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou neste domingo, 20, que o governo do ditador Nicolás Maduro está próximo do fim. Segundo ela, a coalizão opositora se fortaleceu depois das últimas eleições e está mais focada do que nunca na busca por mudanças.
“Vamos tirar Maduro do cargo”, declarou durante sua participação no congresso do partido Voluntad Popular, realizado em Madrid, onde ela está exilada. As informações são do El Diario NY.
Machado conclamou a oposição a concentrar esforços na data de 10 de janeiro, quando esperam que Edmundo González Urrutia assuma a presidência da Venezuela, conforme reportado pela agência EFE. A oposição o considera o verdadeiro vencedor das eleições de 28 de julho.
A data de 10 de janeiro de 2025 foi citada porque é o dia que a Constituição estabelece para a posse do presidente eleito.
Embora o Conselho Nacional Eleitoral tenha anunciado a suposta vitória de Maduro, até agora não foram apresentadas evidências que comprovem isso, observa o El Diario. A oposição insiste que González ganhou e publicou as atas que coletou no dia das eleições.
“O dia 10 de janeiro é fundamental, e precisamos direcionar todas as nossas forças para essa data”, disse a líder, ao afirmar que o regime de Maduro está mais isolado do que nunca. Ela também enfatizou que não há retorno no caminho para a mudança e reafirmou seu compromisso de seguir adiante.
Leopoldo López, que lidera o Voluntad Popular, respondeu às declarações de Machado a partir de Madrid. Ele disse que seu partido não permitirá divisões internas e que os resultados do dia 28 de julho devem ser respeitados antes de quaisquer novas eleições.
“Maduro não conseguirá evitar essa data, nem o dia 10 de janeiro”, declarou com convicção.
Edmundo González, candidato da coalizão opositora, também enviou uma mensagem gravada. Nela, destacou a importância da união entre as forças democráticas para garantir que a vontade do povo venezuelano, conforme ressalta, expressa nas urnas há quase três meses, seja respeitada.
Espaço de encontro fora da Venezuela
González é alvo de um mandado de prisão solicitado pelo Ministério Público e aceito pela Justiça venezuelana. Ele foi, no mínimo, o terceiro opositor de peso do regime de Maduro a sair da Venezuela em busca de asilo político. Ele se mudou para a Espanha em setembro último.
Machado ressaltou que a comunidade internacional reconhece o caráter autoritário do ditador Maduro. Ela destacou, como um ponto positivo, que foi alcançada uma união entre diferentes setores da sociedade venezuelana. Dentro e fora do país. “Conseguimos unir esquerda e direita, ricos e pobres, para lutar contra a ditadura”, acrescentou.
O congresso reuniu membros do Voluntad Popular de mais de 23 países. Funcionou como um espaço de encontro para a oposição venezuelana. Os opositores continuam com as manifestações a partir de outros países, por estarem exilados pela ditadura.
“Nós não nos renderemos”, garantiu Leopoldo López, que, depois de ficar preso por três anos, 2014 a 2017, permaneceu sob prisão domiciliar, até, que, em 2017, se refugiou na Embaixada da Espanha. Lá, ficou por cerca de dois anos, até fugir da Venezuela, em 2020. Atualmente também mora em Madrid.
Em um cenário político tenso, a oposição venezuelana veio a público através da Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta terça-feira (15), para afirmar que seu candidato, Edmundo González Urrutia, conquistou uma vitória significativa nas recentes eleições presidenciais realizadas em 28 de julho. Segundo Gustavo Silva, porta-voz da equipe de campanha da maior coalizão de oposição, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), González teria saído vitorioso em todos os 23 estados do país e na capital, Caracas.
Relatório de Resultados e Alegações de Irregularidades
A afirmação foi feita durante a apresentação de um relatório na OEA, em Washington, onde Silva destacou que as evidências indicam que Edmundo González Urrutia foi o candidato eleito pela população venezuelana. Silva ressaltou que González obteve maioria dos votos nos municípios classificados como de pobreza moderada, intermediária e alta.
A oposição contestou o resultado oficial divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que declarou a reeleição de Nicolás Maduro. Baseado em 83,5% dos resultados das urnas, atingidos por intermédio de cidadãos voluntários que atuaram nas seções eleitorais, o relatório da PUD sugere falhas no processo oficial.
Evidências e Documentação Eleitoral
Como prova de autenticidade, Gustavo Silva explicou detalhes técnicos dos documentos eleitorais analisados, mencionando o uso de códigos alfanuméricos ou HASH, que deveriam garantir a integridade da informação relacionada às seções eleitorais, hora, data e máquina de impressão. Segundo ele, estas informações são cruciais para verificar a autenticidade das atas coletadas após a votação.
Desafios da Oposição e Reações Internacionais
O ambiente político na Venezuela continua desafiador para a oposição. González Urrutia, alega Silva, encontra-se em “exílio forçado”, enquanto outras figuras proeminentes da oposição como María Corina Machado permanecem em situação de risco, algumas em locais não divulgados, enquanto membros da coalizão estão refugiados em embaixadas ou até mesmo detidos.
Organizações internacionais, como o Carter Center, também expressaram preocupações sobre o processo eleitoral. Em 2 de outubro, o Center apresentou relatórios à OEA, levantando questões sobre a transparência do CNE, exigindo explicações mais claras sobre os dados utilizados para declarar o vencedor oficial, destacando que a falta de transparência não condiz com os padrões globais.
Consequências e Expectativas Futuras
Enquanto a controvérsia sobre o processo eleitoral ainda paira, a comunidade internacional observa atentamente o andamento dos eventos na Venezuela. As alegações de fraude e falta de transparência feitas pela oposição podem intensificar as tensões internas e externas, potencialmente influenciando tanto a política venezuelana quanto as relações diplomáticas com outros países da região.
Com a aproximação da cúpula do G20 planejada para acontecer no Brasil nos dias 18 e 19 de novembro, a potencial participação do presidente russo, Vladimir Putin, está gerando debates internacionais intensos. Esta possibilidade ganha relevância particular devido ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Putin em março de 2023, que o acusou de crimes de guerra relacionados à deportação de crianças na Ucrânia. A questão coloca o Brasil, um Estado-parte do Estatuto de Roma, em uma posição delicada no cenário geopolítico.
O procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, destacou a importância de uma resposta coordenada da comunidade internacional para responsabilizar líderes acusados de crimes. Em entrevista, Kostin enfatizou que, caso Putin participe da cúpula no Brasil, as autoridades brasileiras teriam o dever legal de detê-lo, em conformidade com suas obrigações sob o Estatuto de Roma. Falhou nesse dever, ele argumenta, correria o risco de se criar um precedente perigoso que permitiria a líderes acusados de criminosos viajarem sem restrições.
Posicionamento do Kremlin e Reações Internacionais
Apesar das discussões, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comunicou que ainda não se tomou uma decisão sobre a participação de Putin na cúpula no Brasil. Nas ocasiões anteriores, o Kremlin desconsiderou o mandado do TPI e minimizou a possibilidade de prisão. Entretanto, a ausência de Putin em reuniões passadas, como a cúpula dos Brics na África do Sul, onde participou de forma online, indica uma cautela frente a esses mandados judiciais.
Convite Brasileiro e Perspectivas Futuras
O Brasil, como anfitrião das reuniões do G20 em novembro, enviou um convite padrão a Putin, mas até agora não obteve confirmações sobre a participação do presidente russo. Esta falta de confirmação, no entanto, não diminui a atenção sobre o evento, dada a importância diplomática e política do fórum, bem como as suas implicações legais. Observadores internacionais permanecem atentos para entender como o Brasil poderá equilibrar suas responsabilidades legais com interesses diplomáticos.
A eventual participação de Putin em solo brasileiro poderia testar a aplicação do Estatuto de Roma e a eficácia do TPI na imposição de justiça para crimes de guerra. O caso exemplifica os desafios enfrentados pelos órgãos internacionais na busca por responsabilização e justiça, em um mundo onde questões legais e políticas frequentemente se entrelaçam. A resposta do Brasil, portanto, será observada de perto, não apenas por sua relevância imediata, mas também por seu potencial impacto nos mecanismos futuros de governança global.
Organização acompanhou o pleito presidencial de julho e concluiu que a disputa não foi democrática
Os oposicionistas Edmundo González e María Corina Machado, durante comício na Venezuela – 23/07/2024 | Foto: Comando Con Vzla y José Altuve
O Centro Carter apresentou nesta quarta-feira, 2, à Organização dos Estados Americanos (OEA), as atas eleitorais originais do pleito presidencial da Venezuela, que ocorreu em 28 de julho. Esses documentos, de acordo com o observador internacional, evidenciam a vitória do líder opositor Edmundo González sobre o ditador Nicolás Maduro.
Mesmo sem apresentar atas, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ligado ao governo venezuelano, declarou Maduro vitorioso para um terceiro mandato de seis anos. No entanto, a comunidade internacional considerou a eleição uma fraude.
Código atesta que González é o novo presidente da Venezuela
A assessora do Centro Carter para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, destacou a importância das atas e a sua lisura, pois elas continham um código QR confiável.
“Acabo de receber o que foi enviado por correio internacional e gostaria de compartilhar com vocês depois da sessão para que possam ver que estas são atas originais da Venezuela que têm um código QR muito significativo”, afirmou Jennie.
O código QR, segundo Lincoln, permitiu que testemunhas e observadores eleitorais coletassem informações em milhares de centros de votação de forma sistemática. Todos usaram, inclusive, dados originais que o próprio CNE forneceu previamente. Esse detalhe foi considerado crucial nas eleições.
Oposição também publicou atas eleitorais
A oposição, liderada por María Corina Machado e Edmundo González, publicou em um site atas de aproximadamente 80% das urnas do país. Isso resultou em investigações do Ministério Público venezuelano e em um mandado de prisão contra González. Hoje, o político encontra-se na Espanha, onde buscou asilo político.
Edmundo González, que agora é asilado político na Espanha, disse que seu ‘compromisso não se baseia em uma ambição pessoal’, mas no povo da Venezuela | Foto: Reprodução/Redes sociais
As informações divulgadas pela oposição alegam que Edmundo González obteve mais de 67% dos votos, enquanto Nicolás Maduro alcançou 31%. María Corina Machado, ao responder à apresentação das atas, afirmou:
“O mundo sabe o que aconteceu em 28 de julho; agora tem a verdade em suas mãos”.
Contudo, a responsabilidade de proclamar o resultado recai sobre a autoridade eleitoral, conforme mencionou o Centro Carter.
Mesmo sem provas oficiais, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano, alinhado ao regime de Maduro, referendou o resultado do Centro Nacional Eleitoral, que deu vitória ao ditador, e proibiu a divulgação das atas.
Logo depois da votação, a Organização das Nações Unidas (ONU) atestou a segurança das atas eleitorais que a oposição divulgou. Depois das eleições, tanto os observadores da ONU quanto do Centro Carter deixaram a Venezuela.
Proposta também pretende impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro do STF
Alexandre de Moraes suspendeu o uso da plataforma Twitter/X no dia 31 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters
O Partido Republicano nos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira, 1º, um projeto de lei que, se aprovado, vai restringir a cooperação financeira e judicial entre órgãos norte-americanos e instituições brasileiras. A medida é uma resposta às ordens de censura de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o Twitter/X no Brasil.
A Lei de Não Financiamento ou Aplicação de Censura no Exterior pretende “proteger e promover os valores norte-americanos no exterior, incluindo os direitos de liberdade de expressão consagrados na Constituição dos Estados Unidos e no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos”.
Essa proposta também poderá impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro contra a liberdade de expressão.
Projeto dos EUA quer bloquear cooperação com entidades que colaborem com a censura de Moraes
O texto quer proibir que os EUA aceitem pedidos de “entidades estrangeiras” por cooperação em medidas judiciais. Isso se o procurador-geral determinar que o pedido vai “causar, facilitar ou promover a censura” à liberdade de expressão, que é garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O projeto inclui solicitações que afetem plataformas digitais sediadas no país, como o Twitter/X.
“É o senso do Congresso que o governo dos Estados Unidos deve promover os valores universais da liberdade de expressão em todo o mundo e não deve facilitar nem promover a censura on-line por meio de programas de assistência estrangeira e não deve facilitar a censura on-line por meio da cooperação com governos estrangeiros e suas agências de aplicação da lei”, diz trecho do documento.
Ainda de acordo com a proposta dos congressistas, “nenhuma assistência pode ser fornecida sob a assistência estrangeira, para o benefício de qualquer entidade estrangeira, se o secretário de Estado tiver informações confiáveis de que tal instituição se envolveu, facilitou ou promoveu ou eminentemente se envolverá, facilitará ou promoverá a censura de discurso legal on-line”.
Acusações contra a administração Biden-Harris
Republicano acusa o presidente Joe Biden e a vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, de ajudar a promover a censura no Brasil | Foto: Reuters/Carlos Barria
O projeto é de autoria do republicano Chris Smith. Segundo ele, houve apoio do governo do presidente Joe Biden e da vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, “à censura” no Brasil.
“A administração Biden-Harris transformou programas de assistência estrangeira dos EUA em armas e outros meios para promover a censura no Brasil e reprimir a liberdade de expressão, que seria protegida pela nossa Constituição dos EUA aqui em casa”, afirmou Smith.
Ele também mencionou um relatório da Civilization Works, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, intitulado “O papel do governo dos EUA no complexo industrial de censura do Brasil”.
“Embora pareçam operar de forma independente, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral são fortemente influenciados por organizações não governamentais financiadas pelo governo dos EUA”, diz o texto. “Além disso, várias agências e autoridades dos Estados Unidos têm desempenhado um papel no incentivo e na facilitação da censura no Brasil”, afirma.