Organização acompanhou o pleito presidencial de julho e concluiu que a disputa não foi democrática

González atas eleitorais venezuela
Os oposicionistas Edmundo González e María Corina Machado, durante comício na Venezuela – 23/07/2024 | Foto: Comando Con Vzla y José Altuve

O Centro Carter apresentou nesta quarta-feira, 2, à Organização dos Estados Americanos (OEA), as atas eleitorais originais do pleito presidencial da Venezuela, que ocorreu em 28 de julho. Esses documentos, de acordo com o observador internacional, evidenciam a vitória do líder opositor Edmundo González sobre o ditador Nicolás Maduro.

Mesmo sem apresentar atas, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ligado ao governo venezuelano, declarou Maduro vitorioso para um terceiro mandato de seis anos. No entanto, a comunidade internacional considerou a eleição uma fraude.

Código atesta que González é o novo presidente da Venezuela

A assessora do Centro Carter para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, destacou a importância das atas e a sua lisura, pois elas continham um código QR confiável.

“Acabo de receber o que foi enviado por correio internacional e gostaria de compartilhar com vocês depois da sessão para que possam ver que estas são atas originais da Venezuela que têm um código QR muito significativo”, afirmou Jennie.

O código QR, segundo Lincoln, permitiu que testemunhas e observadores eleitorais coletassem informações em milhares de centros de votação de forma sistemática. Todos usaram, inclusive, dados originais que o próprio CNE forneceu previamente. Esse detalhe foi considerado crucial nas eleições.

Oposição também publicou atas eleitorais

A oposição, liderada por María Corina Machado e Edmundo González, publicou em um site atas de aproximadamente 80% das urnas do país. Isso resultou em investigações do Ministério Público venezuelano e em um mandado de prisão contra González. Hoje, o político encontra-se na Espanha, onde buscou asilo político. 

Edmundo González, que agora é asilado político na Espanha, disse que seu ‘compromisso não se baseia em uma ambição pessoal’ e que não sente ressentimentos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Edmundo González, que agora é asilado político na Espanha, disse que seu ‘compromisso não se baseia em uma ambição pessoal’, mas no povo da Venezuela | Foto: Reprodução/Redes sociais

As informações divulgadas pela oposição alegam que Edmundo González obteve mais de 67% dos votos, enquanto Nicolás Maduro alcançou 31%. María Corina Machado, ao responder à apresentação das atas, afirmou: 

“O mundo sabe o que aconteceu em 28 de julho; agora tem a verdade em suas mãos”.

Contudo, a responsabilidade de proclamar o resultado recai sobre a autoridade eleitoral, conforme mencionou o Centro Carter.

Mesmo sem provas oficiais, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano, alinhado ao regime de Maduro, referendou o resultado do Centro Nacional Eleitoral, que deu vitória ao ditador, e proibiu a divulgação das atas.

Logo depois da votação, a Organização das Nações Unidas (ONU) atestou a segurança das atas eleitorais que a oposição divulgou. Depois das eleições, tanto os observadores da ONU quanto do Centro Carter deixaram a Venezuela.

Informações Revista Oeste


Proposta também pretende impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro do STF

Alexandre de Moraes suspendeu o uso da plataforma no dia 31 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters; EUA, ESTADOS UNIDOS CENSURA
Alexandre de Moraes suspendeu o uso da plataforma Twitter/X no dia 31 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters

O Partido Republicano nos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira, 1º, um projeto de lei que, se aprovado, vai restringir a cooperação financeira e judicial entre órgãos norte-americanos e instituições brasileiras. A medida é uma resposta às ordens de censura de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o Twitter/X no Brasil.

A Lei de Não Financiamento ou Aplicação de Censura no Exterior pretende “proteger e promover os valores norte-americanos no exterior, incluindo os direitos de liberdade de expressão consagrados na Constituição dos Estados Unidos e no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos”.

Essa proposta também poderá impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro contra a liberdade de expressão.

Projeto dos EUA quer bloquear cooperação com entidades que colaborem com a censura de Moraes 

O texto quer proibir que os EUA aceitem pedidos de “entidades estrangeiras” por cooperação em medidas judiciais. Isso se o procurador-geral determinar que o pedido vai “causar, facilitar ou promover a censura” à liberdade de expressão, que é garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O projeto inclui solicitações que afetem plataformas digitais sediadas no país, como o Twitter/X.

“É o senso do Congresso que o governo dos Estados Unidos deve promover os valores universais da liberdade de expressão em todo o mundo e não deve facilitar nem promover a censura on-line por meio de programas de assistência estrangeira e não deve facilitar a censura on-line por meio da cooperação com governos estrangeiros e suas agências de aplicação da lei”, diz trecho do documento.

Ainda de acordo com a proposta dos congressistas, “nenhuma assistência pode ser fornecida sob a assistência estrangeira, para o benefício de qualquer entidade estrangeira, se o secretário de Estado tiver informações confiáveis ​​de que tal instituição se envolveu, facilitou ou promoveu ou eminentemente se envolverá, facilitará ou promoverá a censura de discurso legal on-line”.

Acusações contra a administração Biden-Harris

Republicano acusa o presidente Joe Biden e a vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, de ajudar a promover a censura no Brasil | Foto: Reuters/Carlos Barria

O projeto é de autoria do republicano Chris Smith. Segundo ele, houve apoio do governo do presidente Joe Biden e da vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, “à censura” no Brasil.

“A administração Biden-Harris transformou programas de assistência estrangeira dos EUA em armas e outros meios para promover a censura no Brasil e reprimir a liberdade de expressão, que seria protegida pela nossa Constituição dos EUA aqui em casa”, afirmou Smith.

Ele também mencionou um relatório da Civilization Works, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, intitulado “O papel do governo dos EUA no complexo industrial de censura do Brasil”.

“Embora pareçam operar de forma independente, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral são fortemente influenciados por organizações não governamentais financiadas pelo governo dos EUA”, diz o texto. “Além disso, várias agências e autoridades dos Estados Unidos têm desempenhado um papel no incentivo e na facilitação da censura no Brasil”, afirma.

Informações Revista Oeste


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Ryan Wesley Routh está preso desde domingo (15), quando tentou fugir de agentes do Serviço Secreto nos arredores do campo de golfe do ex-presidente Trump onde ocorreu o incidente. Ele se encontra detido e enfrenta sérias acusações.

Segundo as investigações, Routh esteve nas redondezas do campo de golfe por aproximadamente 12 horas. Durante esse tempo, ele chamou a atenção das autoridades ao tentar se evadir com uma arma escondida. Esta situação gerou grande alarde e preocupações a respeito da segurança de figuras políticas importantes.

Quais são as acusações contra Ryan Wesley Routh?

Routh foi formalmente indiciado por posse ilegal de arma de fogo. As acusações incluem a posse de uma arma com o número de série raspado e a posse de arma após uma condenação anterior, o que pode resultar em uma pena de até 20 anos de prisão. A situação se agravou quando os agentes do Serviço Secreto encontraram um cano de fuzil escondido em um arbusto nas proximidades de Trump.

A detenção de Routh foi o resultado de uma operação da polícia local. Durante essa operação, as autoridades apreenderam um fuzil semiautomático. As investigações indicam que Routh poderia estar planejando um ataque não apenas contra Trump, mas também contra os agentes do Serviço Secreto.

Qual é o histórico criminal de Ryan Wesley Routh?

Com 58 anos, Routh possui um histórico criminal que inclui condenações por posse de arma e por roubo de bens. Além disso, as suspeitas sobre suas intenções aumentaram considerando seu comportamento suspeito e a presença de armas ilegais.

O ex-presidente Donald Trump atribuiu a tentativa de ataque à “retórica” da vice-presidente Kamala Harris e do presidente Joe Biden. Em resposta, o presidente Biden expressou alívio pela segurança de Trump e solicitou mais recursos para o Serviço Secreto, enfatizando que a violência política não deve ter espaço nos Estados Unidos. A vice-presidente Kamala Harris também se manifestou, condenando a violência e reforçando a necessidade de um ambiente político seguro.

Este incidente ressaltou a importância de fortalecer as medidas de segurança para proteger líderes políticos e evitar que situações semelhantes ocorram no futuro. O desenrolar do caso de Ryan Wesley Routh será acompanhado de perto, uma vez que envolve não apenas questões de segurança nacional, mas também debates sobre a posse de armas e a violência política nos Estados Unidos.

Informações TBN


Disparos foram feitos na tarde deste domingo, 15, perto da casa do candidato republicano, que não foi atingido

donald trump - debate eleitoral nos eua
Donald Trump está bem, de acordo com o FBI e integrantes de sua equipe de campanha | Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste

O Serviço Secreto dos Estados Unidos e a chefia da campanha do republicano Donald Trump disseram neste domingo, 15, que Trump estava em segurança depois que tiros foram registrados nas proximidades de sua casa na Flórida. Uma pessoa foi detida, de acordo com a polícia local.

Não ficou imediatamente claro se os tiros relatados tinham como alvo o ex-presidente. A Fox News e a CNN informam que “as autoridades estão tratando o caso como uma potencial tentativa de assassinato, e prenderam um suspeito”. 

O homem, que não foi imediatamente identificado, estava supostamente armado com um rifle quando os agentes atiraram nele.

O Serviço Secreto dos EUA disse que estava investigando e que o incidente ocorreu pouco antes das 14h local (15h no horário de Brasília). “O ex-presidente está seguro”, segundo o Serviço Secreto. “A intenção agora é desconhecida”, acrescentou a porta-voz do Gabinete do Xerife do Condado de Palm Beach, na Flórida.

Também não foram registrados feridos no incidente. As autoridades do Condado de Palm Beach afirmam que os tiros aconteceram próximo ao campo de golfe de Trump, em West Palm Beach, enquanto o ex-presidente estava no clube.

Trump havia retornado à Flórida neste fim de semana, depois de uma turnê pela Costa Oeste que incluiu um comício na noite de sexta-feira 13 em Las Vegas e um evento de arrecadação de fundos em Utah.

A campanha não forneceu imediatamente nenhum detalhe adicional.

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Casa Branca foi informada sobre tiros perto da casa de Trump

A Casa Branca disse que o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris, candidata democrata à presidência, foram informados sobre os tiros perto da casa de Trump e serão mantidos atualizados sobre a investigação. A Casa Branca acrescentou que estava “aliviada” por saber que Trump estava a salvo.

O atentado contra Trump em julho

Donald Trump
Trump, logo depois de ser atingido na Pensilvânia, em julho | Foto: Reprodução/Redes sociais

Há cerca de dois meses, Trump foi baleado durante uma tentativa de assassinato em um comício na Pensilvânia, e uma bala passou de raspão em sua orelha. O atirador foi identificado pelo FBI como Thomas Matthew Crooks, de 20 anos. Ele tinha pesquisado na internet informações sobre Trump e tinha fotos dele salvas em seu celular, de acordo com legisladores e outras pessoas ligadas à investigação.

Crooks trabalhava em uma casa de repouso em Bethel Park, na Pensilvânia, e visitou o local de comício de Trump na semana anterior ao atentado. Autoridades afirmam que o atirador disparou um rifle estilo AR contra Trump de um telhado fora do perímetro de segurança do comício, matando uma pessoa na multidão e ferindo gravemente outras duas.

Informações Revista Oeste


Jose Haro defendeu centenas de vítimas da repressão de Maduro

Sob o controle de Maduro, Legislativo da Venezuela quer regular redes sociais
Nicolás Maduro, ditador no comando da Venezuela | Foto: Reprodução/Twitter/X 

Para Jose Vicente Haro, 50 anos, a ditadura conduzida por Nicolás Maduro na Venezuela se assemelha ao regime imposto à União Soviética por Josef Stálin — um dos mais repressivos da história. Haro é o advogado de Edmundo González — o candidato que se opôs ao ditador venezuelano nas últimas eleições e agora se refugiou na Espanha, onde aguarda aprovação de um pedido para asilo político.

“O regime stalinista se baseava em um ‘estado geral de suspeita’”, disse Haro em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo ao fazer a comparação. “Os cidadãos não podiam opinar. Todos eram culpados a menos que se comprovasse o contrário.”

Maduro é acusado por Gozález de fraude nas eleições de julho. O pleito gerou desconfiança na comunidade internacional. Nem mesmo o governo Lula, aliado do ditador, reconheceu o resultado oficial propagado pelo regime, que declarou Maduro como reeleito. 

A saída da Venezuela

González chegou à Espanha no último domingo, depois de passar dias escondido em embaixadas em seu país de origem. A primeira delas foi a da Holanda. Temendo pela segurança das pessoas no local, o cônsul holandês não informou ao governo venezuelano sobre a concessão de abrigo.

Em seguida, González se mudou para a Embaixada da Espanha, onde permaneceu por alguns dias até sair da Venezuela.

A decisão de deixar o país ocorreu depois do cerco à embaixada argentina. “Ao longo daquela semana, ele já sentia que a pressão havia aumentado”, disse Haro. “Mas o assédio dos órgãos de segurança do Estado foi um sinal do que o oficialismo era capaz de fazer.”

Esse não é o primeiro perseguido político do regime chavista que Haro defende. Ao todo, o advogado representou 337 casos de vítimas de prisões políticas e arbitrárias. Na lista: estudantes, sindicalistas, e trabalhadores. Todos conseguiram a liberdade, a maioria deles foi para o exílio — e apenas um segue na Venezuela. “Alguns eram menores de idade, uma coisa horrível”, lembra.

Cerco à embaixada argentina

Na sexta-feira, 6 de setembro, a polícia venezuelana cercou a embaixada argentina. O ato durou até o sábado 6, quando Gonzáles recebeu um salvo-conduto para deixar seu país.

A missão argentina abriga outros seis opositores da ditadura. O grupo está na instalação desde março, quando Ministério Público venezuelano emitiu um mandado de prisão contra eles.

Maduro rompeu relações diplomáticas com o governo argentino em agosto. O ato levou o Brasil a assumir a custódia da embaixada da Argentina no país.

No fim de semana de cerco, a polícia da Venezuela chegou a impedir a entrada de comida na embaixada, segundo a CNN. Em março, os asilados denunciaram o corte do fornecimento de eletricidade para o local.

Informações Revista Oeste


O republicano Donald Trump e a democrata Kamala Harris se enfrentaram em um dos debates mais esperados da história política dos EUA

Imagem colorida de debatte Kamala Harris e Donald Trump

Donald Trump e Kamala Harris fizeram, nesta terça-feira (10/9), um dos debates presidenciais mais esperados da história dos Estados Unidos. Republicano e democrata estiveram frente a frente em um momento determinante da corrida pela Casa Branca. O debate foi promovido pela rede ABC News, na Filadélfia, Pensilvânia.

Ambos os candidatos começaram o debate mirando os votos da classe média. A democrata prometeu conceder desconto anual de US$ 50 mil por ano para essa faixa da população e acusou o oponente de cortar impostos para bilionários.

Trump rebateu dizendo que a economia está um “desastre”. “Temos uma economia em péssimo estado porque a inflação arrasa o país. Temos uma inflação jamais vista”, disse, em alusão à gestão do presidente democrata Joe Biden.

Na sequência, Kamala afirmou que Trump não tem planos econômicos definidos.

“Donald Trump não tem planos para você. As propostas dele são diminuir impostos para os mais ricos. O plano de Donald Trump vai explodir o déficit do país, vai aumentar a crise de empregos, vai nos levar para uma situação econômica pior que da Grande Recessão. Eu tenho um plano para o país, Donald Trump não”, disparou.

Como resposta, Trump chamou Kamala de marxista, citando o pai da democrata, que era um professor de economia, e afirmou que “ela não tem um plano, ela copiou o plano de Joe Biden”.

Aborto

Aborto foi o segundo tema do debate. O republicano defendeu a decisão da Suprema Corte do país que designou aos estados o poder de decisão, afirmando que é direito de cada uma das pessoas dessas localidades decidirem se querem ou não realizar o aborto.

Kamala Harris afirmou que, se Trump fosse eleito, ele iria assinar uma lei que baniria o direito de aborto para todas as mulheres e em qualquer situação. A democrata também relembrou casos de mulheres estupradas e com gravidez de risco que não podem abortar em determinados estados.

Imigração

Enquanto Kamala Harris mirou nas falhas de Donald Trump ao longo da administração, o republicano afirmou que os imigrantes são um perigo para os Estados Unidos e que estão comendo animais de estimação.

“Muitas cidades não querem falar das invasões de imigrantes. Em Springfield, os imigrantes estão comendo cachorros e gatos”, disse Trump.

Trump reafirmou que os imigrantes são criminosos que cometem crimes violentos e destroem a economia do país.

“Eles permitem que criminosos entrem no país. Ele permite que pessoas da Venezuela entrem nos EUA para matar os cidadãos. Os crimes na Venezuela estão diminuindo, porque eles estão mandando os criminosos para ela receber. Os imigrantes estão destruindo a economia e as indústrias do país”, disse o ex-presidente.

Em resposta irônica sobre as acusações, Kamala disse que “chega a ser engraçado uma pessoa condenada, que responde por crimes fiscais e crimes sexuais, falar sobre aumento de crimes nos EUA”.

A vice-presidente destacou que Trump teve a oportunidade de ajudar a aprovar a lei que aumentaria o orçamento para defesa nas fronteiras, mas ele operou com parlamentares para que a lei não passasse no Congresso.

Saúde

Trump foi questionado se manteria o programa conhecido como “Obama Care”, que facilita o acesso à saúde para as pessoas mais pobres. O ex-presidente tentou dar fim à iniciativa quando esteve na Casa Branca.

Ele explicou que, se tiver algo para melhorar, vai fazer, mas não iria retirar o “Obama Care” de imediato. Indagado se teria um plano para a questão, respondeu: “Tenho conceitos, mas ainda não sou presidente”. 

Invasão ao Capitólio

Outro tema do debate foi a invasão do Congresso dos EUA por apoiadores do ex-presidente Donald Trump em 2020.

Donald Trump negou a participação, dizendo que não incentivou a invasão e que não era responsabilidade dele impedir a violência.

“Isso nunca aconteceria se Nancy Pelosi [presidente do Congresso à época] e a prefeita de Washington tivessem a capacidade de conter as invasões. Eu não era responsável pelas seguranças”, disse Trump.

Como resposta, Kamala Harris afirmou que Trump não só incentivou os seus apoiadores a invadirem como também não fez nada para interromper os ataques violentos.

“O que o presidente da época fez? Disse que eram pessoas boas que estavam lá. Nós não vamos voltar a isso. Trump já disse que, se o resultado dessas eleições não forem o que ele quer, ele vai agir da mesma forma novamente”, disse a vice presidente.

Rússia x Ucrânia, Israel x Hamas

Enquanto Kamala fez questão de defender que está ao lado de Israel, mas que é importante pensar nas vidas perdidas na Faixa de Gaza, Trump afirmou que a democrata odeia Israel.

“Agora, Israel tem o direito de se defender, e como faz isso importa. Muitos palestinos inocentes foram mortos, crianças, mães. O que sabemos é que essa guerra deve acabar. Também entendendo que devemos traçar um curso para uma solução de dois estados, e nessa solução deve haver segurança para o povo israelense e Israel, e uma medida igual para os palestinos”.

Trump afirmou que Biden não teve capacidade de acabar com as guerras e pontuou que esses conflitos irão culminar em uma terceira guerra mundial. 

“Se eu fosse presidente, isso nunca teria começado. Se eu fosse presidente, a Rússia nunca, nunca, eu conheço Putin muito bem. Ele nunca teria começado. Não havia ameaça disso também. Quero que a guerra pare. Quero salvar vidas que estão sendo inutilmente perdidas. Pessoas sendo mortas aos milhões. São os milhões. É muito pior do que os números que você está recebendo, que são números falsos”, afirmou Trump.

Sobre Israel, o ex-presidente adicionou: “Sempre darei a Israel a capacidade de se defender, em particular, no que se refere ao Irã, e qualquer ameaça que o Irã e seus representantes representem a Israel”.

Trump afirmou que os democratas não são respeitados pelo presidente russo, Vladmir Putin. A vice-presidente respondeu ironicamente. “O senhor gosta de homens fortes, em vez de se importar com a democracia.”

Sobre o Afeganistão, Kamala Harris defendeu a retirada das tropas realizadas por Joe Biden, durante a qual um ataque terrorista matou 13 soldados.

Trump afirmou que durante sua gestão negociou uma retirada pacífica, e que o resultado trágico da retirada era o exemplo da incompetência da administração Biden-Harris.

Questão racial

Os mediadores perguntaram a Trump sobre o comentário que ele fez questionando a identidade racial de Kamala. “Eu não me importo com o que ela diz ser, ela pode escolher qual cor é. O que eu falei foi sobre algo que eu tinha lido. Ela disse que era indiana”, respondeu o ex-presidente.

A vice-presidente ressaltou que acha tal debate uma “tragédia” que promove a segregação.

Informações Metrópoles


O adversário do ditador Nicolás Maduro afirmou que o destino de seu país ‘não pode ser de conflito’

Edmundo González, que agora é asilado político na Espanha, disse que seu ‘compromisso não se baseia em uma ambição pessoal’ e que não sente ressentimentos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Edmundo González, que agora é asilado político na Espanha, disse que seu ‘compromisso não se baseia em uma ambição pessoal’ e que não sente ressentimentos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Edmundo González, adversário do ditador Nicolás Maduro na eleição presidencial de 28 de julho, se manifestou depois de deixar a Venezuela. Em mensagem publicada nas redes sociais, nesta segunda-feira, 9, o político afirmou que o destino de seu país “não pode ser de conflito, de dor e de sofrimento”.

“Deixei a Venezuela pensando em minha família e nas famílias de todos os venezuelanos neste momento de tanta tensão e angústia”, escreveu Edmundo González. “Sempre defendi os valores democráticos de paz e liberdade.”

O adversário de Maduro, que agora é asilado político na Espanha, ainda disse que seu “compromisso não se baseia em uma ambição pessoal”. Ele ainda afirmou que não sente ressentimentos.

Edmundo González afirma continuar comprometido com seu país

Além disso, o opositor da ditadura da Venezuela afirmou que “somente a política do diálogo pode fazer os venezuelanos reencontrarem-se como compatriotas”. “Somente a democracia e a realização da vontade popular pode ser o caminho para nosso futuro como país”, afirmou Edmundo González. “Nisto seguirei comprometido.”

Ele ainda lembrou-se das pessoas que estão presas por protestarem contra a ditadura. “Penso, antes de tudo, nas pessoas privadas de liberdade que têm me apoiado”, escreveu. “Sua liberdade é, para mim, a grande prioridade, uma exigência irrenunciável.” 

Edmundo González deixou a Venezuela na noite do último sábado, 7, depois de o regime chavista decretar sua prisão. 

Acusações contra o adversário de Maduro 

O opositor estava escondido desde 30 de julho. A ditadura venezuelana o acusa de conspiração, usurpação de funções, incitação à rebelião e sabotagem.

Essas acusações surgiram depois de ele publicar na internet atas eleitorais que, segundo a oposição à ditadura de Maduro, confirmariam sua vitória. Até hoje, os órgãos eleitorais da Venezuela, que são controlados pelo regime, não publicaram os documentos que, supostamente, atestariam a vitória do ditador.

Informações Revista Oeste


Créditos: depositphotos.com / gints.ivuskans

Uma pesquisa recente do New York Times em parceria com o Siena College revela que Donald Trump está ligeiramente à frente de Kamala Harris na corrida presidencial de 2024. Segundo a sondagem, o ex-presidente registra 48% das intenções de voto, enquanto a atual vice-presidente alcança 47%. Com uma margem de erro de três pontos percentuais, o cenário é considerado um empate técnico.

A pesquisa foi realizada em uma semana decisiva para ambos os candidatos. Com menos de um ano para as eleições, cada ponto percentual pode fazer uma grande diferença na estratégia de campanha. O levantamento ouviu eleitores de diversas regiões, buscando entender a preferência do eleitorado e os fatores que influenciam suas escolhas.

Vantagem de Trump na Pesquisa

A ligeira vantagem de Trump, apesar de pequena, reflete um ressurgimento significativo em sua popularidade. Após um mandato controverso, o ex-presidente parece ter reconquistado parte de seu eleitorado base, bem como atraído novos apoiadores. Mas a estreita margem sugere que a corrida ainda está aberta e que ambos os candidatos têm desafios pela frente.

Quais São os Desafios para Kamala Harris?

Neste momento, Kamala Harris enfrenta a difícil tarefa de se firmar como uma candidata viável para a presidência. Sua posição como vice-presidente a coloca em uma vitrine constante, sujeita a críticas e avaliações contínuas. Além disso, Harris precisa lidar com a necessidade de consolidar seu apoio dentro do Partido Democrata e entre os eleitores independentes.

Estrategicamente de Olho no Futuro

Com a pesquisa revelando números tão próximos, tanto Trump quanto Harris terão que ajustar suas estratégias de campanha para maximizar seu apelo aos eleitores indecisos e reforçar a lealdade entre seus apoiadores. Veja abaixo algumas das ações que podem ser cruciais nos próximos meses:

  • Engajamento nas Redes Sociais: Utilização das plataformas para se comunicar diretamente com os eleitores e debater temas relevantes.
  • Visitas a Estados-Chave: Foco em estados com maior número de votos no colégio eleitoral pode ser decisivo.
  • Debates Televisivos: Aproveitar debates para apresentar propostas e criticar o adversário.
  • Campanhas Publicitárias: Investir em anúncios que destaquem realizações passadas e promessas futuras.
  • Mobilização de Base: Ativar e engajar a base de apoiadores para atuar como multiplicadores da mensagem de campanha.

A Influência da Margem de Erro

É importante lembrar que a margem de erro de três pontos percentuais implica que os números podem variar ligeiramente. Portanto, tanto Trump quanto Harris devem continuar trabalhando duro para se manterem competitivos.

Atenção dos Eleitores

Os eleitores, por sua vez, devem prestar atenção às próximas pesquisas e eventos, pois cada desenvolvimento pode influenciar substancialmente os resultados. Com as eleições se aproximando, o interesse e a participação do eleitorado serão cruciais para definir o futuro político do país.

A linha de chegada ainda está longe e, com os números tão próximos, qualquer movimento estratégico pode ser o fator decisivo para o triunfo de Trump ou Kamala Harris em 2024.

Informações TBN


© REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Edmundo González Urrutia, um notável opositor do ditador venezuelano Nicolás Maduro, fez um movimento dramático ao solicitar asilo político na Espanha, deixando a Venezuela neste fim de semana. Ele estava abrigado na embaixada espanhola em Caracas e sua saída foi permitida pelo governo venezuelano, que afirmou que a decisão foi tomada para manter a “tranquilidade e paz política no país”, conforme dito pela vice-presidente Delcy Rodríguez.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, confirmou que o pedido de asilo de González foi aprovado, expressando o firme comprometimento da Espanha com os direitos políticos e a proteção dos cidadãos venezuelanos. A chegada de González e sua esposa à base de Torrejón de Ardoz, perto de Madrid, aconteceu na manhã de domingo, após uma viagem noturna a bordo de um avião da Força Aérea espanhola.

Quem é Edmundo González Urrutia?

Edmundo González Urrutia tem sido uma figura proeminente na oposição ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela. Recentemente, ele se encontrou no centro de uma controversa acusação de irregularidades eleitorais, após as eleições de 28 de julho de 2024. González foi acusado de divulgar ilegalmente mais de 80% das atas de votação, alegando ter vencido com mais de 60% dos votos. Em resposta, o governo venezuelano alegou que os documentos estavam cheios de inconsistências.

O Ministério Público, aliado ao ditador Maduro, emitiu um mandado de prisão contra González, acusando-o de ignorar três intimações para comparecer e prestar esclarecimentos. González denunciou o Ministério Público, alegando que a entidade estava sendo usada como um “instrumento de perseguição política” e que ele enfrentaria um julgamento “injusto e sem garantias de independência”.

Por Que Edmundo González Urrutia Pediu Asilo Político?

A decisão de Edmundo González de deixar a Venezuela e buscar asilo político na Espanha foi uma medida extrema para garantir sua segurança e liberdade. María Corina Machado, outra líder proeminente da oposição, afirmou que a saída de González foi essencial para proteger sua vida em meio a uma intensa “onda de repressão”. Ela destacou que o ex-diplomata estava sob constante ameaça devido à sua postura política, enfrentando tentativas de coação e intimidação.

Machado garantiu ainda que González continuará sua luta pela democracia e liberdade da Venezuela a partir do exterior, enquanto outros líderes da oposição, como ela, permanecem no país, enfrentando a repressão de frente. Esta fuga destaca a severidade e os riscos enfrentados por aqueles que desafiam o regime de Maduro.

Como a Comunidade Internacional Reagiu?

A comunidade internacional reagiu fortemente à situação de Edmundo González Urrutia. Desde a contestada proclamação de vitória de Nicolás Maduro, muitos países, incluindo os Estados Unidos, União Europeia e várias nações latino-americanas, denunciaram o processo eleitoral como fraudulento. Houve pedidos constantes de verificação dos votos, mas o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano adiou a apresentação das atas, citando um ataque cibernético que, segundo a entidade, não comprometeu a integridade dos votos.

Durante um evento do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez chamou González de um “herói” que a Espanha não abandonará. Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia, manifestou tristeza pelo estado da democracia na Venezuela, afirmando que “nenhum líder político deveria ser forçado a buscar asilo em outro país” e enfatizando a necessidade de acabar com a repressão e liberar todos os presos políticos.

Informações TBN


Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro comparou os resultados eleitorais divulgados pelo TSJ com as eleições brasileiras de 2022

Imagem colorida de Nicolás Maduro - Metrópoles

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou uma indireta ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a outros países que contestaram a recente decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, que confirmou sua reeleição para um novo mandato.

Maduro mencionou os nomes de Lula e Gustavo Petro, presidente da Colômbia, criticando-os por se envolverem em assuntos relacionados às eleições na Venezuela.

Segundo o presidente da Venezuela, a eleição no país foi confirmada por uma Corte Superior, assim como aconteceu com a eleição de Lula em 2022. As informações são do G1.

O Brasil ainda não reconheceu o resultado da eleição da Venezuela, onde elegeram o Nicolás Maduro para presidente, porque as atas eleitorais não foram publicadas.

“No Brasil, teve eleições e o presidente Bolsonaro não reconheceu os resultados, houve recurso ao ‘Tribunal Supremo’ do Brasil (TSE), que decidiu que os resultados eleitorais deram a vitória a Lula”, contou Maduro.

Maduro ainda ironizou a situação, “Santa palavra no Brasil. E quem se meteu com o Brasil? Você fez um comunicado? (apontou um dedo para a plateia) Você? Você? Venezuela disse algo? Dissemos apenas que respeitamos as instituições brasileiras e eles resolveram seus problemas internamente, como deve ser”, declarou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou, entre a última sexta-feira (23/8) e sábado (24/8), com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a questão das eleições presidenciais na Venezuela. Há um impasse do presidente Nicolás Maduro com a oposição após o pleito realizado no fim de julho.

TSJ não vai publicar as atas eleitorais

Após confirmar a reeleição de Nicolás Maduro nesta quinta-feira (22/8), o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) decidiu que as atas eleitorais, que podem atestar ou não a vitória do líder chavista, não serão divulgadas. A decisão foi anunciada pela presidente da Corte, Caryslia Rodriguez

A oposição, representada por Edmundo González, , chegou a publicar que “o país e o mundo conhecem sua parcialidade [do TSJ] e, por extensão, sua incapacidade de resolver o conflito; sua decisão só agravará a crise”, antes da divulgação do tribunal.

O TSJ também determinou que González será punido por desacato à Justiça, por não ter comparecido às audiências agendadas. A presidente do tribunal declarou que a decisão é irreversível e “inquestionável”.

A oposição afirma que Edmundo González ganhou a eleição.

Informações Metrópoles